Sobretudo depende do objectivo do treino. Se o treino for direccionado para a aquisição de capacidades físicas, não vejo porque não. Se for direccionado para a especificidade do modelo, está algo de errado com o aquecimento. Como não sei o objectivo do treino (apesar de saber que trata da pré-temporada), não consigo dizer se está bem o mal enquadrado.
Tive essa conversa há pouco com o Baggio. Há em alguns exercicios um foco no aspecto físico, mas como o Baggio já disse, trata-se de um treino de pré-epoca. Se isto fosse a meio da época, não seria periodização táctica. O que eu entendo que queres dizer por convencional, é por teres essa componente do treino meramente sobre o aspecto físico não?
Não expressei bem, peço desculpa. Disse: não estando enquadrado ou em contexto, eu. Referia-me à minha perspetiva. Não posso inferir que o Sir Alex não contextualiza.
Esta periodização funciona exatamente como uma periodização, fragmentando o espaço temporal não em função do ponto vista tático e do jogar, mas em função do momento da época e da relação com a dimensão física isolada. Estando assente na ideia dos picos de forma que a periodização tática, que pessoalmente acho uma consideração necessária mas não suficiente, contraria. Por definição, a convencional define 3 momentos, sendo o primeiro o preparatório (pré-época), em que há relevo do volume sobre a intensidade, no que diz respeito à carga. Além disso, a intensidade da carga aumenta gradualmente, e sempre do geral para o específico, até num plano micro, é o que transparece mesmo até no video. Bom, mas é só um vídeo, até se pode tratar do primeiro microciclo da época. E talvez seja essa a abordagem escolhida nesse momento, de forma isolada e compreensível.
Agora, arrisco dizer que não é o correto fazê-lo noutros momentos. Até porque isso contraria os tais picos de forma que a periodização tática não quer. E isto porque gosto da periodização tática, que associada a uma visão ecológica do jogo parece-me um bom ponto de partida... para qualquer coisa.
Este vídeo não vale nada, falta raça, querer, dar 200%, cair forte em cima deles e não deixar pensar. Bater forte na frente no ponta de lança e subir no terreno. Cruzar forte, tenso e rápido quase sem olhar porque já se sabe onde vão tar os colegas. Se tivermos mais atitude que eles vamos ganhar de certeza, foi o que faltou no último jogo. Bora malta, grito de guerra, vamos lá!
Não estudaste na universidade? Mesmo que não sejas da faculdade onde os autores leccionam e normal ler artigos e teses acerca da periodizacao táctica enquanto metodologia de treino.
Signori, como disse, tenho de a estudar. Até lá limito-me a não comentar. Não me atrevo a tentar sequer identificar essa metodologia de treino ou outra qualquer. Até porque isso pouco importa. Cada um tem o seu caminho e no final só interessa perceber se a equipa adquiriu princípios de acção comuns ou se joga como a soma de individualidades.
Baggio, por aquilo que fui lendo e acompanhando aqui no blog, quanto à forma como vês o jogo e o treino. Arrisco-me a dizer que será um casamento feliz... :D Mas essa é apenas a minha opinião.
É muito difícil saber isso, penso eu. Só acompanhando diariamente, conhecendo profundamente quais as ideias do treinador e como as pretende operacionalizar. Porque à distância não dá.
Mesmo o Mourinho, que sabemos que se rege pelos princípios da periodização tática, vemos alguns vídeos no youtube que vistos isolados poderão dar a ideia de que afinal não é assim.
Pode haver treinadores que se dizem defensores da periodização tática, mas depois o que fazem não é bem isso.
Pegamos no exercício do Klopp do post anterior, é um exercício que poderá de correr dessa metodologia, cumpre a especificidade, a contextualização, mas há outros princípios metodológicos que não se conseguem ver. Mas daí a dizer que o Klopp aplica ou não a Periodização Tática vai uma grande distância.
No outro dia falava com o Ronaldinho aqui do blog sobre como deverão treinar alguns dos novos treinadores de topo e a conclusão que chegámos foi que independentemente das metodologias, todas elas, e em comum, criam equipas com qualidade colectiva muito acima da média. Não sei se Klopp segue a periodização mas sei que a sua equipa tem comportamentos que fazem com que tenha mais hipoteses de ganhar que outras e isso é que interessa.
19 comentários:
Baggio, és a favor deste tipo de aquecimento? ou só exercícios com bola?
DC,
http://possedebolla.blogspot.pt/2013/05/aquecimento.html
Sobretudo depende do objectivo do treino. Se o treino for direccionado para a aquisição de capacidades físicas, não vejo porque não. Se for direccionado para a especificidade do modelo, está algo de errado com o aquecimento.
Como não sei o objectivo do treino (apesar de saber que trata da pré-temporada), não consigo dizer se está bem o mal enquadrado.
Não estando em contexto ou enquadrado, indicia periodização convencional.
Matic,
O que periodização convencional?
Abraço
Matic,
Tive essa conversa há pouco com o Baggio. Há em alguns exercicios um foco no aspecto físico, mas como o Baggio já disse, trata-se de um treino de pré-epoca. Se isto fosse a meio da época, não seria periodização táctica. O que eu entendo que queres dizer por convencional, é por teres essa componente do treino meramente sobre o aspecto físico não?
Boas pessoal,
Não expressei bem, peço desculpa. Disse: não estando enquadrado ou em contexto, eu. Referia-me à minha perspetiva. Não posso inferir que o Sir Alex não contextualiza.
Esta periodização funciona exatamente como uma periodização, fragmentando o espaço temporal não em função do ponto vista tático e do jogar, mas em função do momento da época e da relação com a dimensão física isolada. Estando assente na ideia dos picos de forma que a periodização tática, que pessoalmente acho uma consideração necessária mas não suficiente, contraria. Por definição, a convencional define 3 momentos, sendo o primeiro o preparatório (pré-época), em que há relevo do volume sobre a intensidade, no que diz respeito à carga. Além disso, a intensidade da carga aumenta gradualmente, e sempre do geral para o específico, até num plano micro, é o que transparece mesmo até no video. Bom, mas é só um vídeo, até se pode tratar do primeiro microciclo da época. E talvez seja essa a abordagem escolhida nesse momento, de forma isolada e compreensível.
Agora, arrisco dizer que não é o correto fazê-lo noutros momentos. Até porque isso contraria os tais picos de forma que a periodização tática não quer. E isto porque gosto da periodização tática, que associada a uma visão ecológica do jogo parece-me um bom ponto de partida... para qualquer coisa.
Abraço
Tenho de estudar a periodização táctica. Parece-me bem
Este vídeo não vale nada, falta raça, querer, dar 200%, cair forte em cima deles e não deixar pensar. Bater forte na frente no ponta de lança e subir no terreno. Cruzar forte, tenso e rápido quase sem olhar porque já se sabe onde vão tar os colegas. Se tivermos mais atitude que eles vamos ganhar de certeza, foi o que faltou no último jogo. Bora malta, grito de guerra, vamos lá!
Baggio: estás a ser sarcástico a dizer que tens de estudar a periodizacao táctica?
Estou a afirmar que devo estudar sem qualquer ironia.
Não estudaste na universidade? Mesmo que não sejas da faculdade onde os autores leccionam e normal ler artigos e teses acerca da periodizacao táctica enquanto metodologia de treino.
Sim, li muitas teses sustentadas na periodização, mas tenho de a estudar melhor.
Sabes de treinadores estrangeiros de top que usam a periodização táctica?
Signori, como disse, tenho de a estudar. Até lá limito-me a não comentar.
Não me atrevo a tentar sequer identificar essa metodologia de treino ou outra qualquer. Até porque isso pouco importa. Cada um tem o seu caminho e no final só interessa perceber se a equipa adquiriu princípios de acção comuns ou se joga como a soma de individualidades.
Baggio, por aquilo que fui lendo e acompanhando aqui no blog, quanto à forma como vês o jogo e o treino. Arrisco-me a dizer que será um casamento feliz... :D Mas essa é apenas a minha opinião.
Cumprimentos
Rafael, obrigado. Mas há tanto imponderável a decidir isso, que é uma daquelas coisas onde a sorte poderá ter um papel fundamental.
Abraço
Signori, essa questão é dificílima.
É muito difícil saber isso, penso eu. Só acompanhando diariamente, conhecendo profundamente quais as ideias do treinador e como as pretende operacionalizar. Porque à distância não dá.
Mesmo o Mourinho, que sabemos que se rege pelos princípios da periodização tática, vemos alguns vídeos no youtube que vistos isolados poderão dar a ideia de que afinal não é assim.
Pode haver treinadores que se dizem defensores da periodização tática, mas depois o que fazem não é bem isso.
Pegamos no exercício do Klopp do post anterior, é um exercício que poderá de correr dessa metodologia, cumpre a especificidade, a contextualização, mas há outros princípios metodológicos que não se conseguem ver. Mas daí a dizer que o Klopp aplica ou não a Periodização Tática vai uma grande distância.
Cumprimentos!
Baggio, refiro-me apenas À tau identificação com os pressupostos da metodologia, o teu sucesso na sua aplicação é como dizes, muitos imponderáveis.
No outro dia falava com o Ronaldinho aqui do blog sobre como deverão treinar alguns dos novos treinadores de topo e a conclusão que chegámos foi que independentemente das metodologias, todas elas, e em comum, criam equipas com qualidade colectiva muito acima da média. Não sei se Klopp segue a periodização mas sei que a sua equipa tem comportamentos que fazem com que tenha mais hipoteses de ganhar que outras e isso é que interessa.
Enviar um comentário