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domingo, agosto 09, 2015

Momento de Organização defensiva do Valência

Nuno Espírito Santo está no início do seu segundo ano como treinador da equipa.

Olhando para a imagem está tudo muito bem arrumado. Equipa organizada segundo referências zonais, boa distância entre jogadores - inter e intra sectorial -, bom posicionamento do triângulo de meio campo, extremo do lado contrário um pouco aberto mas nada de muito preocupante. Boa cobertura do espaço à frente dos centrais, linha defensiva alinhada.


Dando uma segunda vista de olhos tudo parece diferente. Zona sem contenção não é zona. Bola descoberta, mau posicionamento dos apoios para controlar a profundidade. E por esses pequenos motivos quando tudo parecia organizado, com nove atrás da linha da bola, dois passes e um contra zero.

No mesmo jogo, na segunda parte, a repetição. Contenção, bola descoberta, nove atrás da linha da bola, dois passes, golo.

sábado, agosto 08, 2015

Velocidade colectiva

Numa altura que se discute a Super-taça entre os dois rivais de Lisboa, o Porto continua a trabalhar com a tranquilidade que lhes permite preparar melhor o início do campeonato. E assim segue, como principal candidato à vitória final, porque ao nível da operacionalização, esta época, parte um ponto à frente de Jesus e de Vitória.

Olha-se para o Porto e percebem-se duas coisas:

- Os posicionamentos ofensivos e defensivos já estão quase todos lá.

- A velocidade a que se cumprem os posicionamentos e a que circula a bola são notáveis para esta fase da época.

Tal velocidade, colectiva, só é possível por os jogadores já estarem a trabalhar durante muito tempo sobre os mesmos estímulos, sobre as mesmas rotinas, sobre a mesma exigência. E quando assim é, mais fácil fica para os novos que vêm integrar uma ideia de jogo, porque a maior parte dos outros já é conhecedor do que se pede. Por isso, o ritmo é elevado. Porque a maior parte não precisa já de andar a procurar referências, só precisa de jogar. Descobrem mais rapidamente onde estão os colegas, percebem mais facilmente o que cada colega vai fazer. Reagem mais rápido, e melhor, quando se perde a bola e colocam-se como o treinador quer para defender atrás da linha da bola. E isso é uma vantagem enorme para os primeiros três meses de campeonato, onde os outros candidatos vão errar muito (não em termos de resultados, porque isso é impossível de prever) na execução da ideia de jogo do treinador.

Rúben Neves continua a crescer para ser grande.

Imbula veio mas não vai ficar. Com a exposição mediática que vai ter no Porto, numa época dará o salto para um tubarão de nível mundial.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Na estatística, mais um passe certo, passe chave. No jogo, o destruir de mais um lance de grande potencial

Melhor formação. O único caminho para melhorar a qualidade do futebol é desde jovens estimular a utilização da cabeça para resolver problemas com os pés. Fazer entender aos jovens que um passe acertado - e que até pode ser chave por preceder um lance de finalização - pode ser um passe errado, embora a estatística dite o contrário. Fazer entender que há caminhos com maior probabilidade de êxito do que outros, e que é imprudente estar de forma constante a desafiar as probabilidades. Para onde passar? Quando passar? Como passar? São perguntas que se deve ter em mente a cada toque na bola. E fazer um tipo de treino baseado na  inteligência e qualidade técnica é o que pode catapultar um país inteiro para resultados de excelência, quando os resultados interessam.

Conduz, fixa, e solta. Mas não de qualquer forma. Fazer o passe por forma a não travar o movimento do colega, e a não permitir que os defesas recuperem, ficando uma situação de finalização limpa para quem recebe o passe. Será que Mário Suárez o percebeu?

segunda-feira, agosto 03, 2015

"O treinador só organiza, os jogadores é que jogam". Curtas.

Guardiola continua a defender a profundidade como se de uma equipa amadora se tratasse. Vítor Pereira já lhe tinha apresentado o problema, que expunha demasiado a última linha em algumas situações de jogo, e como Guardiola não está disposta a abdicar da sua estrutura posicional o treinador português tentou explicar, com um exercício à mistura, uma forma de tentar trabalhar os que ficam na última linha para que se defendam melhor do espaço e do adversário. Mister Pereira, não dá para ir até Munique fazer um curso de como proteger melhor a última linha? Nada disso apaga, contudo, o fraco aproveitamento das ocasiões de golo criadas pelo seu Bayern.

Wenger consegue uma vitória histórica sobre Mourinho, que nos duelos individuais nunca tinha dado hipóteses ao treinador francês. Para quem quer saber como se deve atacar com qualidade, o Arsenal é uma escola infinita de situações de finalização simples a estudar. Os golos, as ocasiões criadas e não finalizadas, resultam da grande qualidade dos executantes, agregadas a uma ideia de jogo ofensiva com sentido. Ainda que não saia a jogar, a ordem é meter no chão e jogar. No final, Mourinho disse que ganhou a equipa mais defensiva. Há muitas coisas difíceis de explicar no futebol, e essa afirmação de Mourinho é uma delas. É preciso ter lata, mister! No dia em que der protagonismo colectivamente às suas individualidades e o Chelsea não for uma equipa amarrada ao equilíbrio aí sim poderemos falar de ofensivo e defensivo.

Lá por França o Paris Saint-German continua tão mais forte que os adversários que a única coisa que se pode estranhar é o porquê de ainda não ter atingido uma meia final europeia. São os jogadores que jogam, e no campeonato com mais ou menos esforço funciona, por serem incrivelmente mais fortes. Quando o nível sobe um pouco, ainda que tenham mais qualidade, os jogadores jogam o que a organização deixa. E só a organização, no equilíbrio, vai permitir que individualmente a qualidade se revele de forma consistente.

Por cá, a euforia toma conta dos adeptos do Sporting e a depressão dos adeptos do Benfica. Parece que só há duas equipas em Portugal e toda gente se esqueceu do super investimento que o Porto continua a fazer. Se quem joga são os jogadores, e o Porto individualmente está a apostar em força, então se alguém tem que estar eufórico são os adeptos da equipa de Lopetegui. Mantém o treinador, compra muita qualidade. Na verdade o treinador espanhol é único que este ano tem a obrigação de ser campeão. 

Não entro na euforia dos adeptos do Sporting, porque isto ainda é futebol. Os resultados vão continuar a ditar o ritmo a que a evolução colectiva da equipa se dá, e os resultados nunca estão garantidos ainda que haja qualidade. Não surpreenderá, contudo, se conseguir uma dinâmica de vitórias e qualidade de jogo crescente. Jesus operacionaliza como ninguém, mas são os jogadores que jogam e que vão dar expressão - são eles quem define até onde a qualidade de jogo vai chegar - à ideia do treinador. Com mais ou menos vitórias uma coisa é certa, o Sporting será muito mais forte este ano do que foi em anos anteriores, porque agora os seus jogadores serão sobrevalorizados pelas ideias de um treinador de grande qualidade.

Rui Vitória tem uma tarefa difícil. Substituir um treinador numa equipa formada à imagem das ideias do outro. Tem um planeamento absurdo, tendo em conta as dificuldades de operacionalização que vai encontrar. Tem uma equipa treinada durante muito tempo para jogar de determinada forma, e que bebeu dos conhecimentos de outro treinador. Por isso, também não entro na onda de depressão encarnada. Não é que reconheça grande qualidade no que o Benfica está a fazer neste momento. Mas ainda nem sequer tive tempo para perceber onde é que o treinador quer chegar. Quais são as ideias para todos os momentos do jogo. Quais são os posicionamentos que vão ditar as dinâmicas que vão dar expressão às ideias. Até onde é que cada ideia pode evoluir. É importante primeiro perceber que "só" o treinador vai organizar, e se esse "só" vai catapultar as individualidades para um nível óptimo de rendimento ou não. E ainda que não apresente grande qualidade, neste momento, o futebol continua a ser futebol - jogam sempre duas equipas, e qualquer uma delas pode ganhar.

quarta-feira, julho 29, 2015

Slb pre temporada

Nos jogos realizados nesta  pre temporada do SLB já dá para perceber qual o caminho que Rui Vitória quer para a sua equipa e para os seus jogadores.

O que o SLB tem neste momento:

Uma maior segurança na transição ofensiva, já não coloca tantos jogadores entre bloco adversário, mas sim privilegia num primeiro momento o passe lateral e o passe para trás.

Tem menos identificacao com princípios de jogo interior em superioridade numérica no mesmo, sendo que a equipa parte quase sempre para a organização ofensiva a partir dos corredores laterais.

Tem um maior controlo aparente dos jogos, o que em jogos contra equipas boas da a sensação que está mais equilibrada posicionalmente, na minha opinião jogando o benfica em Portugal só vai ter 4/5 jogos na temporada em que isso pode ser uma mais valia, contra 90% das equipas portuguesas que baixam bloco e esperam no seu meio campo, o benfica vai ter dificuldades em entrar porque não vai ter a capacidade de logo num primeiro passe tirar 3/4 jogadores adversários da sua organização defensiva.

O que já não tem:

Uma linha defensiva top que controla todos os momentos, neste momento até Luisao já não parece Luisao, uma linha defensiva mais larga que concentrada que já não é tão consistente a queimar metros tanto para a sua linha media como para o seu guarda redes.

Questões para Rui vitoria resolver:

Continuar agarrado ao sistema de Jorge Jesus querendo princípios diferentes parece me um erro, partir para o considere ideal dentro da sua ideia parece me neste momento o mais ideal, porque vai ser julgado em qualquer dos sistemas, e se é assim que seja pelas suas ideias e não pelas ideas do seu antecessor.

Djuricic, o que para mim poderia resolver alguns problemas que a equipa revela no corredor central em organização ofensiva tem que ser enquadrado como peça importante numa mudança de sistema.


Para este benfica poder lutar pelo título tem que contratar 1/2 pontas de lança, Soriano caia para RV como Jonas caiu para JJ.

Lateral esquerdo, Grimaldo parece me a melhor opção pela capacidade ofensiva que tem, em Portugal seria  o ideal até pela perda de Máxi, benfica não pode ter 2 laterais mais de equilíbrio que de desiquilibrio.


Veremos na super taca, mas parece-me que o Scp está a adquirir mais depressa os princípios do JJ que o Slb os princípios de RV.

sexta-feira, julho 24, 2015

Maravilhosa entrevista de Busquets

P. ¿En qué es diferente este triplete al de Guardiola en 2009?
R. Este tiene más valor porque el fútbol ha evolucionado, ahora nos respetan más, están más preparados los rivales y la sensación es que es más difícil. Aquel fue más sorprendente, veníamos de una época en que no ganamos nada en dos años. Ahora es distinto, nos esperan. Guardiola tuvo la capacidad de convencernos y de revolucionar el juego; ahora no ha pasado, pero hemos adquirido nuevos matices.
P. ¿Y este Messi es mejor?
R. Sí, Messi se supera cada año. También ha habido un cambio táctico que ha beneficiado al equipo y le ha beneficiado a él. En los últimos años jugaba de falso nueve y eso pilló por sorpresa a los rivales, generó más sorpresa, porque había más espacios. Ahora, al caer en la banda, desborda a partir de ahí y hace inmenso el campo. Tira pases en diagonal para Alba, por ejemplo, que son espectaculares. Eso es reinventarse. Leo evoluciona y lo hace con el equipo. A Leo es imposible pararlo. Por eso es el mejor.
P. ¿Usted corre más o menos?
R. Mira las estadísticas. Estoy entre los tres jugadores que más kilómetros recorren en cada partido. Parece que no, pero corro mucho. En la final de la Champions, el primero del equipo fue Jordi, y el segundo fui yo. No soy rápido, así que si me muevo es porque estoy buscando posición. En la final, el que más kilómetros recorrió fue Pirlo, no te digo más.

sábado, julho 04, 2015

Treinos de início de época

Entre muitas questões que surgem sobre o treino, o início dos trabalhos assume especial relevância pelas circunstâncias em que permite preparar melhor a competição, havendo muito espaço para o erro. Muita coisa é dita, feita, copiada. Muita coisa é criticada, novas teorias lançadas, teorias recicladas discutidas. Uns surgem em oposição aos outros, e poucos a pensar no realmente é melhor para si. Isto é, quase tudo do que se fala é para o alto rendimento. Para quem vive exclusivamente do, e, para o futebol. E para a realidade da esmagadora maioria dos treinadores nacionais, que treinam sem as mesmas condições dos profissionais? O que fazer com o limite de espaço que nos é imposto? Com o número de jogadores que nos é permitido ter? Com a falta de continuidade que o número de treinos provoca? Com o reduzido volume que o número total de sessões até ao início da competição tem? Com o tempo que nos é permitido treinar? Com o facto de lidarmos com jovens amadores cujo o futebol não é a principal actividade, e por isso que chegam ao início dos trabalhos num estado físico miserável? Eu trabalho nessa realidade... E em todas as épocas sem excepção - e esta é mais uma delas - um desafio novo ao nível da operacionalização surge.

Como é que vou trabalhar naquele espaço, com aquele número de jogadores?

Qual é o número de jogadores ideal para trabalhar naquele espaço, com aquele material, em determinado escalão?

Com aqueles jogadores, que ideias de jogo lhes vou tentar passar, e de que forma, para que melhorem rapidamente o seu rendimento - para que evoluam e se desenvolvam mais?

Dessas ideias, o que treinar em primeiro lugar?

Com o tempo que tenho disponível em cada treino, como organizar cada sessão?

Em termos de progressão, qual o melhor seguimento a dar?

Que estímulos devem estar presentes no ano inteiro ao nível de treino, e que estímulos devem aparecer, desaparecer, e voltar a aparecer?

Mais do que as respostas importa reflectir sobre as perguntas na realidade de cada um. A nossa abordagem tem ido no sentido de tentar melhorar primeiro as condições que os jogadores têm para aguentar o treino, para que possam adquirir melhor - com o discernimento necessário - os comportamentos que lhes vamos passar. Ou seja, nos primeiros 5 treinos os exercícios são muito gerais, e solicitam sobretudo as capacidades físicas. Exercícios em situação de jogo, é certo. Mas quase sem especificidade do modelo de jogo. Isto porque nesta fase, tendo em conta as experiências que tivemos, os jogadores não nos chegam em condições de aguentar um exercício de treino, quanto mais um treino inteiro aquisitivo. Se fisicamente não existir uma base que lhes permita resistir, ao treino, não a vale a pena lhes tentar ensinar nada que eles não vão ter a frescura mental para tal. Nos treinos que se seguem é sempre o mesmo: treino aquisitivo, treino aquisitivo, treino aquisitivo, jogo, treino correctivo, treino aquisitivo e/ou correctivo, treino aquisitivo e/ou correctivo, jogo...

quinta-feira, julho 02, 2015

FC Porto na frente

Depois da saída de Vítor Pereira do comando técnico dos Dragões, nunca mais o Porto tinha partido da pole position para a maratona nacional de futebol. Este é o ano que pode marcar o reequilíbrio de uma equipa habituada a vencer sempre. Lopetegui está no segundo ano em Portugal, na mesma equipa, e com uma injecção de capital que promete ser novamente de luxo. Acabado de anunciar o jogador mais caro de sempre em Portugal, o espanhol não terá mais espaço para errar. Já conhece o país, como se joga em cada campo e contra o Porto. Conhece melhor cada treinador, conhece a exigência dos adeptos que o suportam, conhece melhor cada um dos seus jogadores, e está por isso cada vez mais preparado para o pormenor. Não há agora desculpas, ainda que um jogador não faça uma equipa.

Atrás, o Benfica. Pela promessa de um plantel ao nível da qualidade individual superior ao anterior, que foi campeão. Se assim o for, partirá da segunda linha na partida. A dificuldade está em perceber quantos jogadores de Jesus Vitória vai herdar. Quantos consagrados e quantos no segundo ano. Depois disso, ficará mais fácil separar o ontem do hoje, e onde poderá no médio prazo chegar ao nível de jogo. Qual o pormenor com que trabalha, que pormenor trabalha, como hierarquiza o processo.

Depois o Sporting. Com aquele que continua a ser o melhor treinador em Portugal, mas sem a garantia de um plantel que lhe dê o que quer em termos de jogo. Jesus só perceberá quem tem qualidade para o seu modelo quando começar a trabalhar com o plantel, e não tendo essas certezas à tempo útil, poderá não se reforçar de forma adequada. Ainda que parta atrás, sou um dos que pensa que para ser campeão basta apenas vencer todos os jogos contra as equipas inferiores ao nível individual, mesmo que se percam os quatro clássicos. E ninguém é melhor do que Jesus ao nível ofensivo e defensivo contra os pequenos. Vitórias, golos, segurança. Em casa, passará a ser mau tudo que não resulte numa vitória E numa grande exibição. Um "E" muito importante. 

sexta-feira, junho 05, 2015

Os meus 15 minutos de fama, sobre Jorge Jesus

Ainda sou do tempo em que o Benfica não ganhava. Pior, do tempo em que o Benfica não jogava bem.
Apareceu na altura um homem, que “não sabe falar português” e que revolucionou tudo. Exigiu-se muito, criticou-se muito, tirou-se sempre imenso mérito.
Especialmente quando não era campeão apesar de levar o clube sempre perto de o ser.
Ou quando não ganhava a taça apesar de estar na final e jogar melhor.
Esqueceu-se do que era o passado recente, acente em glórias passadas...
Criticou-se JJ de não ganhar sempre, tendo a maior qualidade individual vista no SLB dos ultimos anos. Mas esqueceu-se que o Porto tinha igual ou mais e um treinador top mundial.
Criticou-se de não se apostar na formação. Pergunto quantos jogariam com Cancelo em vez de Maxi, Guedes em vez de Jonas, Cavaleiro em vez de Gaitan... Só o Bernado acho que foi mal tratado. Se há alguém mestre em fazer sobressair qualidade individual, é Jesus. Perguntem ao Enzo, ao David Luiz, Witsel, Ramires, Javi, Matic, Coentrão, Markovic, Garay, Rodrigo o que acham dele.
Criticou-se quando se desentendeu com Cardozo.Todos o queriam na rua e só um homem acreditou nele e esteve do seu lado. Ele ficou e ganhou, quando ninguém o queria lá.
Criticou-se, por ser fraco estratégicamente, quando sofreu golo do Kelvin, no lance mais sui generis dos ultimos anos do futebol em Portugal... Num minuto, retiraram-lhe todo o mérito.
Criticou-se este ano quando não seguiu em frente na Europa. Esqueceram-se que a qualidade do plantel era a mais fraca da era Jesus, com poucos jogadores de qualidade e muita gente a aprender o modelo de jogo.
Criticou-se a sua inaptência para falar. Quando todos os seus jogadores dizem que foi o treinador que mais os ensinou
Mesmo assim, ele pôs o Benfica a lutar, a ganhar, a festejar. E calou-se quando criticado. Apesar de ser injusto o que ouvia.
E eu pergunto... O ingrato é Jorge Jesus? Que deu tudo o que tinha a um clube onde foi sempre criticado? Onde nunca foi totalmente valorizado? Onde exigiram a perfeição e ele quase que a atingiu?
E é... Haverá sempre um Benfica depois de Jesus. Como houve um antes.
Todos nós sabemos como era e poucos parecem ter noção que foi Jesus que o tirou do fosso.
O Rui Vitória sabe defender zona, mas não o faz tão bem como o Jesus.
O Rui Vitória aposta na formação, mas ataca pior que o Jesus.
O Rui Vitória é bom, mas não tão bom quanto Jesus.
Jesus é o melhor treinador em Portugal. E nestes últimos anos só não foi sempre porque ombreou com um outro monstro chamado Vitor Pereira.
Jesus nunca foi valorizado pelo que sabe de futebol. Jesus foi valorizado porque ganhava. E quando não ganhava, era criticado. Se fosse Mourinho, Villas-Boas, Jardim, Vitor Pereira, a admiração era igual. Não tem a ver com a qualidade do técnico, mas com o número de títulos.
Sempre foi assim, aqui em Portugal.