Posse de bola no Facebook

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sábado, setembro 28, 2013

Atlético de Madrid

Ia começar a fazer o vídeo de análise ao Atlético, ontem, mas o Luís poupa-me trabalho.
No Futebol é isto... analisa-se a formação de Simeone antes do embate com os dragões!


Obrigado Luís

quinta-feira, setembro 26, 2013

Fred, apresenta uma das suas sessões de treino


Para quem quiser acompanhar, AQUI, pode ir seguindo aquilo que um dos autores do blogue vai colocando de vez em quando na sua padronização de treino. Dúvidas? Ele estará aí na caixa de comentário para responder.

Matic & Fejsa

A nova dupla de meio campo do Benfica tem provocado diferentes reacções nos adeptos, questionando-se alguns sobre o "desaparecimento" de Matic do jogo. É verdade que o Matic tem participado menos da construção devido a dinâmica em 1ºfase do Benfica e ao novo espaço que ocupa em campo, ao qual não está ainda habituado. Dessa forma, tem-se visto um Matic a tocar menos vezes na bola e a cometer mais erros em posse.

Matic está ainda a "aprender" a nova dinâmica de movimentos e os espaços que deve ocupar, e dessa forma, importa realçar as palavras de Jesus: “No início, Matic não era o jogador que é atualmente. NoVitesse jogava na posição 10 e por vezes também a 8. Adaptei-o a médio-defensivo, face às características técnicas dele. Penso que também pode ser um bom número 8, mas isso passa sempre pela ideia de jogo de cada treinador. Com Fejsa ou sem Fejsa, Matic pode fazer bem o lugar”  

Não nos podemos esquecer que até bem pouco tempo ele era sempre o responsável pela aproximação ao portador da bola, servindo de cobertura, e também por ser o primeiro a sair na zona da bola, ou a compensar a saída de algum elemento da linha defensiva, ou a fechar o espaço à frente da defesa. Teve muitos jogos a jogar com esta dinâmica e precisará de algum tempo de jogo até habituar-se ao novo posicionamento.

O Benfica parece apresentar uma nova dinâmica em posse. Deu-me a impressão, no jogo com o Guimarães, de ver mais jogadores a ocupar o corredor central. Resta saber se essa nova dinâmica é resultado do trabalho que Jesus faz em campo, querendo implementar um estilo de jogo diferente, ou se é apenas uma consequência do tipo de movimentos que os jogadores em campo gostam de fazer. A resposta deverá chegar nos próximos jogos.

Quanto a Matic & Fejsa, Jesus está atento, e percebe o trabalho que ainda tem de desenvolver para que os dois jogadores possam coexistir no mesmo 11 inicial: “É apenas uma questão de rotina e de tempo para se adaptar. Esta nova posição do Matic exige outros movimentos dentro do campo que antes ele não fazia.”.

A mim, o que me parece, para já, é que o Benfica perde em criatividade (por Matic apresentar maior variabilidade de recursos técnicos) logo na primeira fase. Apesar de Fejsa garantir muita agressividade sobre a bola e sobre os espaços, com bola, descobre bem os colegas entre linhas, não tem tantos recursos quanto Matic, jogando simples em "todos" os momentos. Não obstante disso, Fejsa revela-se uma contratação muito acertada.

terça-feira, setembro 24, 2013

Marco Silva, Estoril 2-2 FC Porto

A organização ofensiva do Estoril, já havia sido analisada no jogo contra a Académica. Essa análise careceu de detalhe no momento da organização defensiva, uma vez que a Académica causou muito poucos problemas defensivos, no jogo em questão. Aqui, fica em vídeo uma análise mais pormenorizada do funcionamento da linha avançada e linha média do Estoril de Marco Silva, em organização defensiva.
Contra um adversário muito poderoso, conseguiu com muita organização, um resultado muito positivo, tentando, sempre manter a identidade da equipa. Com bola, o Estoril tenta sempre jogar. Sem bola, procura recuperar, de forma colectiva, com referências zonais.

segunda-feira, setembro 23, 2013

Tata Martino

Ventos de mudança em Barcelona...
Alternativa para a pressão, jogar bolas longas...

domingo, setembro 22, 2013

David Moyes

Não sei se estes erros têm ou não sido padrão, porque tenho acompanhado poucos jogos do United. Vi poucos, e deixei de os ver porque a proposta de jogo não me encanta, e como tínhamos antecipado aqui e aqui, o United, para nós, não é candidato ao título. Não por estes erros em concreto, mas pela proposta de jogo na sua globalidade.
Estes erros são considerados como tal, dentro do padrão de defesa zonal.



Leonardo Jardim

"Há duas partes distintas. Na primeira parte, tivemos o controlo do jogo, circulamos a bola e criamos dificuldades ao Rio Ave, mesmo sem criar grandes chances de golo. Na segunda parte, tivemos muitas dificuldades porque a capacidade de pressão não foi a melhor em termos de atitude e isso permitiu que o adversário jogasse. Avisei que o Rio Ave teria de ser pressionado porque tem boa técnica e é perigoso de bola parada. A equipa acabou por perder o controlo do jogo e sofremos de bola parada. Reagimos mais de forma emocional do que racional"

"Temos de rever as situações de superioridade no marcador. Temos de continuar a pressionar e a jogar porque se dermos iniciativa ao adversário, ele também reage porque existem equipas no nosso campeonato", defendeu, acrescenta que não é seu timbre comentar o trabalho dos juizes da partida, recusando a abordar o braço de Marcelo na área do Rio Ave que Carlos Xistra deixou passar em claro.

"Sobre arbitragens não falo. Vejo muita gente que só fala quando só tem razão e quando é prejudicado nada diz"



Para mim, tem sido o melhor treinador do campeonato até ao momento. Coerente na mensagem que passa, a equipa joga aquilo que ele pede, pelo que já conseguiu mudar no Sporting e por não falar de arbitragens a mim já conquistou. Pode, até, não ser o melhor em termos técnicos e de ideias, pode não ser o mais talentoso na liga, mas já alguém disse "o trabalho duro vence o talento, quando o talento não trabalha duro".

Quanto ao mais importante, que é o treino, eu, colocaria a equipa, numa fase adiantada do treino (a meio da semana) onde já há desgaste (tal como no jogo, por forma a simular da melhor forma a segunda parte), a jogar em inferioridade numérica, pedindo a equipa para manter os mesmo princípios mesmo estando em dificuldade, reforçando a vantagem no marcador e a reacção do adversário.
Quanto a equipa em superioridade, deixava sempre 4 homens na frente sem qualquer tarefa defensiva.

PS: Com mais perguntas como as do Nuno Luz, as conferências de imprensa seriam um espaço brutal de aprendizagem e de educação dos adeptos do futebol. Sem jornalistas com perguntas a sério, as conferências são apenas circo.

sábado, setembro 21, 2013

Na área a referência deixa de ser o espaço e passa a ser o homem

Baggio - Mister, psiuuuu, mister Jesus
Luís Jesus - Diz
Baggio - Não és tu, é o mister, o Jorge Jesus. Psiuuu, ohhhhh Mister
JJ - Diga lá jovem
Baggio - Oh mister, desculpe lá estar a incomodar. Mas é que vi no outro dia na televisão que na área a referência deixa de ser o espaço e passa a ser o homem
JJ - Sim, e então?
Baggio - Então que o mister anda na alta competição, e já era hora de perceber isso, caso contrário você a jogar, assim, zona, nunca vai chegar longe. Na área mister, é sempre o homem
JJ - Baggio, deixa-me que te explique duas coisas: 1) Zona é zona, e a minha ideia não muda consoante a maior ou menor proximidade da baliza. Zona, só o deixa de ser se nos lugares onde devem estar as coberturas, estejam jogadores adversários, aí nessa excepção, pegamos no adversário. Então, sabes que a defender zona, dentro ou fora da área as vantagens são sempre as mesmas, e não há, uma situação que zona não resolva. Zona tem homens entre a bola e a baliza, zona tem coberturas das linhas de passe mais próximas, zona tem o fora de jogo
Baggio - Ah, o mister tem ideias diferentes
JJ - Sim, por os outros fazerem, não significa que ache eles estejam certos, não significa que adopte os métodos deles. E a minha ideia é jogar sempre zona, queres ver?


Baggio - O mister percebe zero, zerinho de organização defensiva! 

Bola, colegas, espaço... Contenção, cobertura, és ultrapassado, linha de cobertura, defesa zonal é isto. Para quem quiser perceber.

Claro que nem toda gente tem essa preocupação em jogar zona, contudo a minha opinião é que não há melhor forma de defender que ela. Veja-se a diferença

quinta-feira, setembro 19, 2013

Zona Pressionante, Mourinho onde estás?

José Mourinho foi um dos defensores e dos grandes responsáveis pela propagação desta forma de defender, por todo campo. Hoje, percebe-se que o treinador português tem ideias diferentes no concerne a formação de zonas de pressão, quando tenta recuperar a bola no meio campo adversário. Parece que andou a espreitar a forma como Jesus pressiona com o seu Benfica.

A diferença entre uma zona de pressão e uma pressão individualizada reside no nome de cada um dos conceitos.
A pressão individual, pressupõe um homem na bola, e os outros a fechar os jogadores adversários em marcação individual, colocando-se em estado de alerta para reagir, no caso de a bola se aproximar do seu marcador directo. É uma forma individual de tentar recuperar a bola.
A zona pressionante tem como objectivo pressão no portador da bola e os outros jogadores adaptam o seu posicionamento de acordo a fechar as linhas de passe mais próximas do portador da bola. Aqui, não  há qualquer referência que não seja a zona da bola, e o posicionamento dos colegas.

A minha opinião é que "todos" os processos de jogo devem ser colectivos. E para que a minha equipa seja um reflexo daquilo que eu idealizo, então, todos os princípios de jogo do meu modelo são concordantes com a ideia inicial de resolver problemas de forma colectiva, para que a minha equipa haja como equipa, do primeiro ao último minuto. Assim, só compreendo pressão, se for um esforço colectivo para criar superioridade numérica na zona da bola, "retirando" da equação os duelos individuais. Não significa isto que queira recuperar sempre a bola em zonas adiantadas do terreno. Significa apenas que, o esforço de recuperação de bola, no meio campo ofensivo ou defensivo, na zona central ou nos corredores laterais é sempre colectivo.

Quero, em organização defensiva, criar superioridade numérica, evitar igualdade numérica e recusar inferioridade numérica, esteja a bola onde estiver.

PS: É de facto muito engraçado, este ter sido mais um dos conceitos que aprendi com Mourinho. É engraçado eu hoje pensar como ele já pensou...