Aqui: Nápoles. Incrível o domínio que tem dos vários momentos do jogo; a equipa de Sarri é um espanto. Ofensivamente espanta com os seus apoios frontais; procura obsessiva do corredor central para criação, com a forma paciente como procura atacar. Mas também na forma como se organiza defensivamente. A linha defensiva trabalhada ao detalhe como Itália há anos não vê. Não deixa de ser irónico no país onde a organização táctica foi sempre muito gabada não existirem equipas particularmente organizadas em todos os momentos do jogo. Tivesse tido os imponderáveis do seu lado nos jogos grandes, e talvez não se estivesse hoje a falar da competência individual dos seus jogadores como principal factor que os afastou do título. A mais completa equipa da Europa.
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quarta-feira, dezembro 07, 2016
segunda-feira, dezembro 05, 2016
A falsa segurança do Chelsea no momento de Transição Defensiva
As expectativas são sempre um dos pormenores mais importantes na forma como os jogadores interpretam a estratégia e modelo de jogo trabalhado durante a semana. E gerir tal "pormaior" é uma tarefa tão difícil que foram muito poucas as equipas que me lembro de o terem conseguido. A forma como jogo está a decorrer - sucesso/insucesso nas acções individuais e colectivas -, a forma como o resultado vai de acordo com as incidências do jogo - finalização das situações que se criaram -, a forma como a arbitragem influencia o jogo - mais decisões erradas para um lado do que para o outro -, são coisas pouco faladas e demasiadas vezes esquecidas por aqui. Não por preguiça, mas com a intenção de não levar a discussão para o nível que se faz habitualmente: foco na arbitragem.
Os jogadores agem e reagem de forma distinta consoante o que se estiver a passar dentro de campo. Tuchel dizia que o mais difícil de conseguir numa equipa de futebol era a regularidade. Regularidade no sentido da equipa jogar, e manter o plano de jogo, independentemente de estar a vencer ou a perder, a golear ou a ser goleado. A ganhar ou a perder no último minuto de jogo. Se Guardiola alguma vez foi considerado o Deus do futebol, foi por ter conseguido não só uma equipa regular no Barcelona; que cumpria escrupulosamente com o plano de jogo, com o modelo trabalhado, independentemente do resultado e das incidências do jogo. Mas também uma equipa que foi sempre demasiado inteligente na gestão das expectativas do adversário. Foram mil jogos contra adversários a querer pressionar onde optaram por os cansar primeiro, e desmotiva-los não perdendo a bola, para depois sim com melhores condições procurarem o golo.
Em Manchester, onde dois dos melhores treinadores da actualidade se enfrentaram, foram mais uma vez as incidências do jogo a ditar um melhor comportamento, ou um pior cumprimento das tarefas que cada treinador trabalha no pormenor. Guardiola e Conte. Dois obcecados pelo treino e por ver em campo as regularidades que trabalham, ficam naturalmente frustrados quando as suas equipas não conseguem passar por cima das incidências do jogo, exibindo os comportamentos de excelência que tão bem idealizam. Na primeira parte, enquanto o Chelsea liderava nas expectativas, no resultado, não houve uma situação em que o City os conseguisse ultrapassar para finalizar em contra-ataque. Apenas em organização ofensiva, e num ou noutro momento de maior inspiração individual dos seus jogadores. Por isso, como estava "por cima" no resultado, a equipa de Conte cumpria o plano de jogo na perfeição. Atacava com ordem, e com os jogadores bem posicionados para defender em caso de perda. Com o golo do City tudo mudou. Não só a equipa de Guardiola, mas sobretudo a de Conte. Os jogadores do City, a ganhar, ficaram mais confortáveis e mais seguros nas suas acções. Atacaram sempre com muita qualidade, e a conseguiram sair de situações de pressão com a bola controlada. Os de Conte, menos focados na ordem quando atacavam, e mais precipitados pela necessidade de procurar o golo. Nesta fase, era o City que liderava nas expectativas, e a segurança que Conte exibia até então em transição defensiva desaparece. O City cria em contra-ataque situações suficientes para devastar o adversário com uma goleada e terminar o jogo logo ali. A excelência defensiva do Chelsea foi exposta muito devido à mudança no resultado. O Chelsea, também por isso, não conseguiu chegar com perigo como algumas vezes na primeira parte porque sentia constantemente o City a chegar. E num lance onde o colectivo não está bem (em termos de comportamento da linha defensiva), e onde individualmente Otamendi está muito mal as incidências do jogo voltam a dar a volta ao texto, e o Chelsea torna-se novamente senhor de si mesmo. No final, as ocasiões do City foram esquecidas, e o fenómeno defensivo do Chelsea realçado. É assim o futebol.
Os jogadores agem e reagem de forma distinta consoante o que se estiver a passar dentro de campo. Tuchel dizia que o mais difícil de conseguir numa equipa de futebol era a regularidade. Regularidade no sentido da equipa jogar, e manter o plano de jogo, independentemente de estar a vencer ou a perder, a golear ou a ser goleado. A ganhar ou a perder no último minuto de jogo. Se Guardiola alguma vez foi considerado o Deus do futebol, foi por ter conseguido não só uma equipa regular no Barcelona; que cumpria escrupulosamente com o plano de jogo, com o modelo trabalhado, independentemente do resultado e das incidências do jogo. Mas também uma equipa que foi sempre demasiado inteligente na gestão das expectativas do adversário. Foram mil jogos contra adversários a querer pressionar onde optaram por os cansar primeiro, e desmotiva-los não perdendo a bola, para depois sim com melhores condições procurarem o golo.
Em Manchester, onde dois dos melhores treinadores da actualidade se enfrentaram, foram mais uma vez as incidências do jogo a ditar um melhor comportamento, ou um pior cumprimento das tarefas que cada treinador trabalha no pormenor. Guardiola e Conte. Dois obcecados pelo treino e por ver em campo as regularidades que trabalham, ficam naturalmente frustrados quando as suas equipas não conseguem passar por cima das incidências do jogo, exibindo os comportamentos de excelência que tão bem idealizam. Na primeira parte, enquanto o Chelsea liderava nas expectativas, no resultado, não houve uma situação em que o City os conseguisse ultrapassar para finalizar em contra-ataque. Apenas em organização ofensiva, e num ou noutro momento de maior inspiração individual dos seus jogadores. Por isso, como estava "por cima" no resultado, a equipa de Conte cumpria o plano de jogo na perfeição. Atacava com ordem, e com os jogadores bem posicionados para defender em caso de perda. Com o golo do City tudo mudou. Não só a equipa de Guardiola, mas sobretudo a de Conte. Os jogadores do City, a ganhar, ficaram mais confortáveis e mais seguros nas suas acções. Atacaram sempre com muita qualidade, e a conseguiram sair de situações de pressão com a bola controlada. Os de Conte, menos focados na ordem quando atacavam, e mais precipitados pela necessidade de procurar o golo. Nesta fase, era o City que liderava nas expectativas, e a segurança que Conte exibia até então em transição defensiva desaparece. O City cria em contra-ataque situações suficientes para devastar o adversário com uma goleada e terminar o jogo logo ali. A excelência defensiva do Chelsea foi exposta muito devido à mudança no resultado. O Chelsea, também por isso, não conseguiu chegar com perigo como algumas vezes na primeira parte porque sentia constantemente o City a chegar. E num lance onde o colectivo não está bem (em termos de comportamento da linha defensiva), e onde individualmente Otamendi está muito mal as incidências do jogo voltam a dar a volta ao texto, e o Chelsea torna-se novamente senhor de si mesmo. No final, as ocasiões do City foram esquecidas, e o fenómeno defensivo do Chelsea realçado. É assim o futebol.
sexta-feira, dezembro 02, 2016
Dificuldade em furar as linhas do Marítimo
Numa imagem, que é bastante representativa, explicado o porquê da enorme dificuldade do Benfica em furar as linhas do Marítimo. Pouco atrevimento no jogo de posições. O treinador pode começar a desequilibrar o adversário logo pela forma como coloca os seus elementos em organização ofensiva, sem que com isso seja necessário a bola rolar. É importante colocar os jogadores num determinado ponto de partida, para lhes permitir vantagem temporal e espacial sobre o adversário quando em posse. Se assim for, mais fácil será para individualmente cada um dos jogadores aparecer. Mobilidade e dinâmica, sim! Sempre. Mas de dia para dia o futebol muda, e as exigências ofensivas tendo em conta a evolução defensiva, são cada vez maiores. Haverá sempre um jogo de posições mais adequado para combater os poucos espaços e as superioridades numéricas defensivas que nos são apresentadas.
domingo, novembro 27, 2016
Os inteligentes
Será sempre uma luta inglória tentar convencer a maioria dos que vivem o fenómeno do futebol de que jogar com os melhores, com os mais inteligentes, é ter mais de meio caminho feito para ganhar. Dizer que os mais inteligentes são facilitadores de todas as acções do jogo, que são quem mais preponderância tem nos momentos que mudam jogos, viram resultados, e vencem campeonatos; é uma tarefa inglória para os que como eu defendem que uma equipa será tanto melhor quanto mais inteligentes forem os seus jogadores.
O treinador, que trabalha para facilitar a vida aos seus jogadores, tem a vida muito mais facilitada quando opta por não deixar os inteligentes de fora. Porque dentro dos padrões que o treinador trabalha durante a semana, dentro das situações que se repetem no treino, são sempre os jogadores a escolher o momento certo para as colocar em acção, ou para fugir da acção. Um modelo de jogo que beneficia os jogadores, por serem capazes de o interpretar e executar de acordo com aquilo que são os seus principais atributos, só poderá dar o salto qualitativo para lá da influencia do treinador quando a inteligência é o atributo que reina.
Há jogadores capazes de interpretar e jogar de acordo com o que o treinador diz, de acordo com o que o treinador trabalha; e há outros jogadores capazes de usar o que o treinador diz, o que os colegas esperam que se faça, e as rotinas que se trabalham exaustivamente, para mudarem o rumo de um jogo em função da adaptação do adversário. E a isso, a esse pequeno pormenor, chama-se inteligência. Saber quando se deve sair dentro do que está trabalhado e é reconhecido por todos, para entrar num registo de improviso onde "tudo" é novidade.
Como é óbvio nada disto teria sido conseguido desta forma sem Walker ter ficado preso à referência individual, sem a tentativa de Dembelé antecipar o lance e por isso ter sido enganado por Matic, e sem a pouca competência de Dier para defender Pedro. Mas, sem este jogo de posições, sem as acções individuais de cada um dos jogadores do Chelsea (mesmo os que não tocam na bola, mas ainda assim decisivos no lance - Marcos Alonso, por exemplo), o lance não teria sido possível.
Rúben Semedo, o jogador que mais me surpreende a cada dia que passa.
Onde Semedo me tem encantado é na forma como com bola se consegue evidenciar em passe, mas sobretudo como em condução consegue invadir o bloco com um conforto de fazer inveja aos melhores do mundo. Com a tranquilidade para tomar a melhor decisão, com o critério com que opta pelos momentos para o fazer. A criar desequilíbrios, quando o adversário está instalado no seu meio campo defensivo, tem sido o melhor central português. Não entendo muito bem como é que ainda não é primeira escolha na nossa selecção. Nenhuma das escolhas de Fernando Santos para o lugar dá o que ele já consegue ao jogo. Com uma margem de progressão enorme, e mesmo assim já é o melhor deles. A evolução foi tremenda!
sábado, novembro 26, 2016
Quando o jogador procura por respostas não é de respostas que precisa
Um dos maiores problemas do treino, hoje em dia, é a necessidade em se perceberem resultados no imediato. O treinador planeia cada exercício no detalhe para que possa ter como consequência daquele trabalho de exercitação resposta imediata dos jogadores, conforme o objectivo que traçou. Em cada condicionante, em cada tempo de exercitação, em cada pausa, todas as respostas estão calculadas. O jogador vai fazer isto nesta situação, aquilo naquela, e outra coisa qualquer noutra. Tudo está prescrito; e por isso, limitado. Não há espaço para a criação, para a liberdade, para a improvisação.
Quando o jogador procura por respostas não é de respostas que precisa. Responder às questões que os jogadores vão tendo durante o jogo, durante o treino, limita a cabeça dos pequenos. Eles precisam é de informação! Informação que os ajude a perceber o contexto, e dentro das suas capacidades usarem isso para resolver o lance. Começarem a antecipar e imaginar o que se pode fazer para que consigam atingir ou evitar o golo. A coisa mais simples, o colocar dificuldade ao jogador acaba por ser a mais difícil de se colocar em prática no treino. Dificuldade que o ajude a evoluir nos aspectos em que ainda é pouco desenvolvido; dando-lhe a liberdade para escolher não entre A e B, mas sim entre A e outra coisa qualquer que lhes surja. A diferença está aqui. Porque não há situações iguais, a melhor resposta é o "depende". Depende da situação, e é nisso que eles se devem especializar. Na leitura da situação para que possam depois decidir em conformidade.
Ao ver um treino entre juniores e seniores lembrei-me novamente do quão bom é treinar sem castrar. Um jogador que vai ao choque no primeiro lance contra um jogador mais velho e perde, cai, e depois disso tenta arranjar estratégias dele para evitar o choque sempre que recebe. Já não pisa e espera pelo adversário, já não encosta para proteger a bola. Solta mais depressa, antes de receber já viu para onde deve seguir, procura colocar-se por forma a receber com espaço, movimenta-se para desequilibrar sem bola e também usa os colegas para tal efeito. Como não recebe a bola dos mais velhos, por estes não terem confiança na sua capacidade de dar o melhor seguimento ao lance, cuida de cada bola que recebe como se fosse a última. Porque se falhar é bem provável que seja mesmo, e que passe o jogo todo sem tocar nela. E quais foram as condicionantes desse exercício de treino? Quais eram as regras?
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| Dennis Bergkamp |
Ao ver um treino entre juniores e seniores lembrei-me novamente do quão bom é treinar sem castrar. Um jogador que vai ao choque no primeiro lance contra um jogador mais velho e perde, cai, e depois disso tenta arranjar estratégias dele para evitar o choque sempre que recebe. Já não pisa e espera pelo adversário, já não encosta para proteger a bola. Solta mais depressa, antes de receber já viu para onde deve seguir, procura colocar-se por forma a receber com espaço, movimenta-se para desequilibrar sem bola e também usa os colegas para tal efeito. Como não recebe a bola dos mais velhos, por estes não terem confiança na sua capacidade de dar o melhor seguimento ao lance, cuida de cada bola que recebe como se fosse a última. Porque se falhar é bem provável que seja mesmo, e que passe o jogo todo sem tocar nela. E quais foram as condicionantes desse exercício de treino? Quais eram as regras?
quinta-feira, novembro 24, 2016
Um treinador trabalha com a certeza que a perfeição nunca chega. Até que um dia, contra um grande adversário, num lance, tudo se alinha.
Há dias em que o nome deste blogue não faz sentido. E há outros dias em que o sentido dá nome a este blogue. Porque há um lance de onde cada decisão é o que deveria, onde cada jogador aparece onde se pedia, onde cada gesto técnico corresponde ao que o jogador imaginou. A perfeição da construção à criação, apenas borrada pela finalização. Um alinhamento perfeito de todos os factores que influenciam o movimento ofensivo, que nos faz crer uma vez mais que é no Sporting que se encontra o melhor colectivo de Portugal. Apesar de não ser a melhor equipa por não ter individualidades que façam o colectivo transcender-se para lá do limite da influência do treinador.
sábado, novembro 19, 2016
quinta-feira, novembro 17, 2016
Anatomia de um golo
Sobre Otamendi não há nada a acrescentar. Desde que chegou à Portugal que se destacou como um dos melhores do mundo, naquilo que o futebol de uma equipa grande exige. E enquanto jogou o futebol dos grandes o destaque foi imenso. Porque é nas pequenas acções de construção, que potenciam melhores condições para criação que se percebe a qualidade do pequeno argentino. Pequeno porque na posição que ocupa não é natural ver alguém com tão pouca altura.
A assistência de Messi é maravilhosa, mas é a forma como Otamendi o descobre que me importa destacar neste lance.
Se a bola entra em Messi nesta altura, poderemos dizer com alguma segurança que tanto James Rodriguez como o interior esquerdo colombiano ficariam dentro do lance, com possibilidade de se colocarem como oposição à Messi. A bola poderia também entrar em Banega, e este poderia tocar para Messi de primeira, mas sempre com menos segurança uma vez que estava apertado nas costas. Otamendi temporiza, sempre em direcção ao adversário porque percebe que há a possibilidade de colocar o passe atrás da linha média, ficando apenas a faltar que Messi o percebesse.
Otamendi usa a bola como engodo para fixar os dois opositores. Provoca até perceber que havia condições para colocar a bola no melhor espaço, e quando Messi recebe há uma possibilidade de atacar logo a profundidade explorando o 2x1 contra o lateral colombiano que libertara Banega.
De realçar o bom trabalho de Pratto a esconder-se nas costas do central mais afastado da bola, que estava fixo pela acção de Messi.
quarta-feira, novembro 16, 2016
Depois de Messi não há mais nada. Nem nunca houve!
"Estou com Sampaoli, que diz que a Bola de Ouro é para Messi e que deveria fazer-se outro troféu para os restantes jogadores. O que o vimos fazer frente ao Sevilha é poesia pura, é o nível máximo.
(...)
Não se consegue ir tão rápido com a bola nos pés, não se consegue fintar adversários com tanta tranquilidade, não se consegue marcar golos assim e oferecer assistências daquelas. Ele é a verdadeira estrela do futebol mundial, se podem ir vê-lo têm de ir, porque a sua presença vale o preço do bilhete. Pelé, Maradona e Messi são os grandes da história. Obrigado, Messi, por aquilo que nos deixas ver"
(...)
Não se consegue ir tão rápido com a bola nos pés, não se consegue fintar adversários com tanta tranquilidade, não se consegue marcar golos assim e oferecer assistências daquelas. Ele é a verdadeira estrela do futebol mundial, se podem ir vê-lo têm de ir, porque a sua presença vale o preço do bilhete. Pelé, Maradona e Messi são os grandes da história. Obrigado, Messi, por aquilo que nos deixas ver"
Fábio Capello
A execução e a velocidade continuam a impressionar e a assombrar cada relvado que pisa. Mas é na forma como em milésimos de segundo consegue criar e surpreender que se percebe a singularidade do génio. Messi é excepcional, e o melhor da história, pela forma como no lance que se segue "tira" a bola de Higuaín. É ver e rever até não sobrar nem uma réstia de dúvida.
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