Posse de bola no Facebook
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sábado, novembro 19, 2016
quinta-feira, novembro 17, 2016
Anatomia de um golo
Sobre Otamendi não há nada a acrescentar. Desde que chegou à Portugal que se destacou como um dos melhores do mundo, naquilo que o futebol de uma equipa grande exige. E enquanto jogou o futebol dos grandes o destaque foi imenso. Porque é nas pequenas acções de construção, que potenciam melhores condições para criação que se percebe a qualidade do pequeno argentino. Pequeno porque na posição que ocupa não é natural ver alguém com tão pouca altura.
A assistência de Messi é maravilhosa, mas é a forma como Otamendi o descobre que me importa destacar neste lance.
Se a bola entra em Messi nesta altura, poderemos dizer com alguma segurança que tanto James Rodriguez como o interior esquerdo colombiano ficariam dentro do lance, com possibilidade de se colocarem como oposição à Messi. A bola poderia também entrar em Banega, e este poderia tocar para Messi de primeira, mas sempre com menos segurança uma vez que estava apertado nas costas. Otamendi temporiza, sempre em direcção ao adversário porque percebe que há a possibilidade de colocar o passe atrás da linha média, ficando apenas a faltar que Messi o percebesse.
Otamendi usa a bola como engodo para fixar os dois opositores. Provoca até perceber que havia condições para colocar a bola no melhor espaço, e quando Messi recebe há uma possibilidade de atacar logo a profundidade explorando o 2x1 contra o lateral colombiano que libertara Banega.
De realçar o bom trabalho de Pratto a esconder-se nas costas do central mais afastado da bola, que estava fixo pela acção de Messi.
quarta-feira, novembro 16, 2016
Depois de Messi não há mais nada. Nem nunca houve!
"Estou com Sampaoli, que diz que a Bola de Ouro é para Messi e que deveria fazer-se outro troféu para os restantes jogadores. O que o vimos fazer frente ao Sevilha é poesia pura, é o nível máximo.
(...)
Não se consegue ir tão rápido com a bola nos pés, não se consegue fintar adversários com tanta tranquilidade, não se consegue marcar golos assim e oferecer assistências daquelas. Ele é a verdadeira estrela do futebol mundial, se podem ir vê-lo têm de ir, porque a sua presença vale o preço do bilhete. Pelé, Maradona e Messi são os grandes da história. Obrigado, Messi, por aquilo que nos deixas ver"
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Não se consegue ir tão rápido com a bola nos pés, não se consegue fintar adversários com tanta tranquilidade, não se consegue marcar golos assim e oferecer assistências daquelas. Ele é a verdadeira estrela do futebol mundial, se podem ir vê-lo têm de ir, porque a sua presença vale o preço do bilhete. Pelé, Maradona e Messi são os grandes da história. Obrigado, Messi, por aquilo que nos deixas ver"
Fábio Capello
A execução e a velocidade continuam a impressionar e a assombrar cada relvado que pisa. Mas é na forma como em milésimos de segundo consegue criar e surpreender que se percebe a singularidade do génio. Messi é excepcional, e o melhor da história, pela forma como no lance que se segue "tira" a bola de Higuaín. É ver e rever até não sobrar nem uma réstia de dúvida.
quinta-feira, novembro 10, 2016
O Liverpool de Klopp não é coincidência
É sempre muito cedo para se tirar conclusões sobre o futuro das equipas até fechar o mercado de inverno. Mas este Liverpool de Klopp, que já na época anterior protagonizou um dos dois melhores jogos que vi durante o ano frente aos Spurs, é sensacional. Ofensivamente todos os movimentos trabalhados: das combinações às penetrações, e a pausa para que a equipa se coloque nas posições correctas. Quando sai a jogar curto, e quando procura a referência para ficar com a primeira e segunda bola. Em contra ataque, quase sempre tem finalização. Mas nada é mais impressionante do que o conforto com que jogam entre sectores. Com mil e uma soluções para criar e finalizar. São, a meu ver, a equipa que melhor e com maior frequência entra na grande área adversária. Se não dá para entrar, têm a capacidade de ameaçar com o remate fora da área. É assombrosa a forma como conseguem manter a bola e criar dentro do bloco.
segunda-feira, novembro 07, 2016
No golo do FC Porto, o pormenor: Tempo e espaço!
É no meio campo que os melhores devem jogar, numa equipa que quer jogar. E tendo os melhores nesse espaço, é só criar condições para que possam beneficiar a equipa e os colegas, fazendo com que todo o jogo passe por eles. Óliver e Otávio. O lance começa com Maxi a solicitar Otávio no corredor central, que de imediato procura Óliver. Este, sentindo que ia ser pressionado, devolve de primeira em Otávio. Foi aí, depois de receber a devolução de Óliver que Otávio percebe o espaço entre a linha média e a linha defensiva do Benfica, faltava apenas que um colega também o percebesse para que ele conseguisse colocar lá o passe. Ele temporiza, temporiza, temporiza, e sente que não tem condições para colocar lá o passe sem algum risco. Nessa altura poderia ter colocado em Maxi, mas Cervi já se colocava em posição de o fechar e o movimento que fez no sentido do corredor lateral não lhe abriu a possibilidade de passe que ele queria. O desequilíbrio começa quando Otávio se vira novamente para Óliver, que sem se mover do espaço que ocupara inicialmente desequilibra completamente o lance. Por ter tido condições para observar a situação enquanto o seu colega "dançava" entre as soluções possíveis, ganhou tempo e espaço (enquadramento) para colocar em Corona na melhor posição onde a bola poderia entrar. Antes de receber a bola Óliver já sabia para onde deveria seguir, e a vantagem está toda aí. Toca de primeira em Corona, no espaço entre a linha defensiva e linha média do Benfica, que inicia a marcha em direcção a Jota que recebe já dentro da área, em condições muito favoráveis. É-lhe fechado o espaço interior, com a contenção e a cobertura bem alinhadas no lance e o golo surge por um erro de Éderson que lhe permite a possibilidade de finalizar num ângulo que deveria estar fechado. Mas é um passe de primeira que antecede a acção de Corona, depois de uma troca de passes que parecia estéril entre Óliver e Otávio que desequilibra por completo o lance. Desequilibrado não pela superioridade numérica, que é coisa que o Porto nunca teve no lance (nem no centro de jogo, nem nas zonas periféricas), mas pela competência para descobrir o melhor espaço para a bola entrar.
quarta-feira, novembro 02, 2016
Não basta dar os princípios, é preciso o jogador acreditar!
A estratégia de Guardiola foi a mesma para os dois jogos: pressão sempre muito adiantada. Tirar o Barcelona do conforto que é ter sempre a bola controlada em qualquer espaço, para que pudessem então competir num jogo mais dividido. Para muito a estratégia ruiu em Camp Nou porque o City foi vergado por um vendaval de futebol do Barcelona. E não é que o Barcelona não tivesse feito um jogo fantástico (que o fez), mas os City também. Pelo menos até Bravo ser expulso. Aliás, essa meia hora inicial do City contrasta em tudo com a primeira hora de ontem. O Barcelona na primeira meia hora em Manchester dominou como quis. Teve bola em zonas adiantadas, conseguiu sair com relativa facilidade das situações de pressão, e não deixou o City jogar como gosta. Marcou um, e podia ter feito outros sem que a equipa de Guardiola tivesse hipótese de resposta. Em Barcelona, a primeira hora foi muito distinta e o jogo foi dividido. No entanto, ontem o City não saiu a perder para o intervalo não obstante do mau jogo que estava a realizar.
A grande diferença da primeira para a segunda parte foi a forma como City chega ao golo. Numa recuperação em zonas adiantadas, em posição muito privilegiada, e consequente golo. Quando até aí a pressão vinha sendo relativamente ineficaz, e os jogadores descrentes de que aquela era a fórmula certa, surge o maior estímulo que poderia existir para validar perante os jogadores a estratégia do treinador: o golo. Não um golo qualquer! Mas um golo obtido da forma como o treinador apresentou aos seus jogadores. A mudança de De Bruyne para o corredor central foi importante para ganhar agressividade nos momentos de pressão, mas nada foi mais importante do que o golo para regressar a crença de que era por aí que poderiam causar dano ao adversário. Na segunda parte, as recuperações em zonas adiantadas sucederam-se e foram imensos os lances em que o City poderia ter marcado. Tal como o Barcelona há duas semanas teve os detalhes do seu lado na forma como consegue marcar, Guardiola teve ontem na forma e no minuto em que chegou ao empate; Ganhou o ímpeto ideal para reforçar a estratégia ao intervalo, e convencer os seus jogadores a terem confiança na forma como planearam o jogo. Sem esse estímulo, naquele momento, não creio que fosse possível uma segunda parte tão diferente onde foram claramente superiores. Porque uma coisa é o que o treinador define, outra coisa é aquilo que o jogador sente.
domingo, outubro 30, 2016
quarta-feira, outubro 26, 2016
Há quem tente "matar" jogadores, e há quem os alimente!
"O treinador não olha a idade, mas sim o que cada jogador pode dar à equipa. Trata todos por igual. Isso, claro, dá confiança a qualquer jogador, seja qual for a idade."
Grimaldo
Para fugir aos problemas que se podem originar com a gestão do plantel, são muitos os treinadores que preferem contar com planteis curtos. Ter aqueles jogadores que consideram indispensáveis, e outros apenas para compor o grupo ainda que pouco acrescentem. Alguns, como Rui Vitória, não têm problema em aceitar o desafio de gerir egos que se nivelam em campo. Porquê? Porque é um treinador que "não olha" para os nomes na hora de escolher. Se não rendeu, se está lesionado, se está castigado, há outro jogador preparado para entrar. Tem sido sempre esse o discurso, e que jogador não gostaria de sentir essa confiança do seu treinador? E vou ainda mais longe, mais do que lançar jogadores no onze sem qualquer tipo de preconceito, independentemente da posição, Rui Vitória garante a continuidade no onze inicial a quem souber aproveitar a oportunidade que lhe deu. Que maior motivação pode um jogador ter para o treino e para o jogo do que esta? Sabendo que "nunca" ficará totalmente de parte, e que todos os momentos são importantes para conseguir ter uma oportunidade. Existirá melhor estímulo para que os jovens do Seixal sejam cada vez melhores, e estejam mais motivados a trabalhar as suas dificuldades para terem também eles oportunidade?
Teria sido possível, num passado recente, alinhar em jogos a doer com sete jogadores abaixo dos 23 anos de idade?
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