Posse de bola no Facebook
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quarta-feira, novembro 16, 2016
quinta-feira, novembro 10, 2016
O Liverpool de Klopp não é coincidência
É sempre muito cedo para se tirar conclusões sobre o futuro das equipas até fechar o mercado de inverno. Mas este Liverpool de Klopp, que já na época anterior protagonizou um dos dois melhores jogos que vi durante o ano frente aos Spurs, é sensacional. Ofensivamente todos os movimentos trabalhados: das combinações às penetrações, e a pausa para que a equipa se coloque nas posições correctas. Quando sai a jogar curto, e quando procura a referência para ficar com a primeira e segunda bola. Em contra ataque, quase sempre tem finalização. Mas nada é mais impressionante do que o conforto com que jogam entre sectores. Com mil e uma soluções para criar e finalizar. São, a meu ver, a equipa que melhor e com maior frequência entra na grande área adversária. Se não dá para entrar, têm a capacidade de ameaçar com o remate fora da área. É assombrosa a forma como conseguem manter a bola e criar dentro do bloco.
segunda-feira, novembro 07, 2016
No golo do FC Porto, o pormenor: Tempo e espaço!
É no meio campo que os melhores devem jogar, numa equipa que quer jogar. E tendo os melhores nesse espaço, é só criar condições para que possam beneficiar a equipa e os colegas, fazendo com que todo o jogo passe por eles. Óliver e Otávio. O lance começa com Maxi a solicitar Otávio no corredor central, que de imediato procura Óliver. Este, sentindo que ia ser pressionado, devolve de primeira em Otávio. Foi aí, depois de receber a devolução de Óliver que Otávio percebe o espaço entre a linha média e a linha defensiva do Benfica, faltava apenas que um colega também o percebesse para que ele conseguisse colocar lá o passe. Ele temporiza, temporiza, temporiza, e sente que não tem condições para colocar lá o passe sem algum risco. Nessa altura poderia ter colocado em Maxi, mas Cervi já se colocava em posição de o fechar e o movimento que fez no sentido do corredor lateral não lhe abriu a possibilidade de passe que ele queria. O desequilíbrio começa quando Otávio se vira novamente para Óliver, que sem se mover do espaço que ocupara inicialmente desequilibra completamente o lance. Por ter tido condições para observar a situação enquanto o seu colega "dançava" entre as soluções possíveis, ganhou tempo e espaço (enquadramento) para colocar em Corona na melhor posição onde a bola poderia entrar. Antes de receber a bola Óliver já sabia para onde deveria seguir, e a vantagem está toda aí. Toca de primeira em Corona, no espaço entre a linha defensiva e linha média do Benfica, que inicia a marcha em direcção a Jota que recebe já dentro da área, em condições muito favoráveis. É-lhe fechado o espaço interior, com a contenção e a cobertura bem alinhadas no lance e o golo surge por um erro de Éderson que lhe permite a possibilidade de finalizar num ângulo que deveria estar fechado. Mas é um passe de primeira que antecede a acção de Corona, depois de uma troca de passes que parecia estéril entre Óliver e Otávio que desequilibra por completo o lance. Desequilibrado não pela superioridade numérica, que é coisa que o Porto nunca teve no lance (nem no centro de jogo, nem nas zonas periféricas), mas pela competência para descobrir o melhor espaço para a bola entrar.
quarta-feira, novembro 02, 2016
Não basta dar os princípios, é preciso o jogador acreditar!
A estratégia de Guardiola foi a mesma para os dois jogos: pressão sempre muito adiantada. Tirar o Barcelona do conforto que é ter sempre a bola controlada em qualquer espaço, para que pudessem então competir num jogo mais dividido. Para muito a estratégia ruiu em Camp Nou porque o City foi vergado por um vendaval de futebol do Barcelona. E não é que o Barcelona não tivesse feito um jogo fantástico (que o fez), mas os City também. Pelo menos até Bravo ser expulso. Aliás, essa meia hora inicial do City contrasta em tudo com a primeira hora de ontem. O Barcelona na primeira meia hora em Manchester dominou como quis. Teve bola em zonas adiantadas, conseguiu sair com relativa facilidade das situações de pressão, e não deixou o City jogar como gosta. Marcou um, e podia ter feito outros sem que a equipa de Guardiola tivesse hipótese de resposta. Em Barcelona, a primeira hora foi muito distinta e o jogo foi dividido. No entanto, ontem o City não saiu a perder para o intervalo não obstante do mau jogo que estava a realizar.
A grande diferença da primeira para a segunda parte foi a forma como City chega ao golo. Numa recuperação em zonas adiantadas, em posição muito privilegiada, e consequente golo. Quando até aí a pressão vinha sendo relativamente ineficaz, e os jogadores descrentes de que aquela era a fórmula certa, surge o maior estímulo que poderia existir para validar perante os jogadores a estratégia do treinador: o golo. Não um golo qualquer! Mas um golo obtido da forma como o treinador apresentou aos seus jogadores. A mudança de De Bruyne para o corredor central foi importante para ganhar agressividade nos momentos de pressão, mas nada foi mais importante do que o golo para regressar a crença de que era por aí que poderiam causar dano ao adversário. Na segunda parte, as recuperações em zonas adiantadas sucederam-se e foram imensos os lances em que o City poderia ter marcado. Tal como o Barcelona há duas semanas teve os detalhes do seu lado na forma como consegue marcar, Guardiola teve ontem na forma e no minuto em que chegou ao empate; Ganhou o ímpeto ideal para reforçar a estratégia ao intervalo, e convencer os seus jogadores a terem confiança na forma como planearam o jogo. Sem esse estímulo, naquele momento, não creio que fosse possível uma segunda parte tão diferente onde foram claramente superiores. Porque uma coisa é o que o treinador define, outra coisa é aquilo que o jogador sente.
domingo, outubro 30, 2016
quarta-feira, outubro 26, 2016
Há quem tente "matar" jogadores, e há quem os alimente!
"O treinador não olha a idade, mas sim o que cada jogador pode dar à equipa. Trata todos por igual. Isso, claro, dá confiança a qualquer jogador, seja qual for a idade."
Grimaldo
Para fugir aos problemas que se podem originar com a gestão do plantel, são muitos os treinadores que preferem contar com planteis curtos. Ter aqueles jogadores que consideram indispensáveis, e outros apenas para compor o grupo ainda que pouco acrescentem. Alguns, como Rui Vitória, não têm problema em aceitar o desafio de gerir egos que se nivelam em campo. Porquê? Porque é um treinador que "não olha" para os nomes na hora de escolher. Se não rendeu, se está lesionado, se está castigado, há outro jogador preparado para entrar. Tem sido sempre esse o discurso, e que jogador não gostaria de sentir essa confiança do seu treinador? E vou ainda mais longe, mais do que lançar jogadores no onze sem qualquer tipo de preconceito, independentemente da posição, Rui Vitória garante a continuidade no onze inicial a quem souber aproveitar a oportunidade que lhe deu. Que maior motivação pode um jogador ter para o treino e para o jogo do que esta? Sabendo que "nunca" ficará totalmente de parte, e que todos os momentos são importantes para conseguir ter uma oportunidade. Existirá melhor estímulo para que os jovens do Seixal sejam cada vez melhores, e estejam mais motivados a trabalhar as suas dificuldades para terem também eles oportunidade?
Teria sido possível, num passado recente, alinhar em jogos a doer com sete jogadores abaixo dos 23 anos de idade?
domingo, outubro 23, 2016
Criatividade, o que é isso?
- Ao receber de costas: Se estás apertado tocas de frente, se tens espaço enquadra.
A frase acima é bastante representativa da forma como é encarado o ensino. No futebol, como em muitas outras actividades, o ensino é encarado como uma forma de transformar os aprendizes em máquinas para resolver determinado tipo de problemas. O maior problema dessa forma de ensino-aprendizagem surge quando não existem problemas tipo.
"Estão em causa são dois métodos de ensino. A matemática, por exemplo, ensina-se nas escolas como estás a propor. Os alunos são incentivados a identificar o tipo de problema e a aplicar uma determinada fórmula (que decoraram previamente) para o resolver. Aqueles que são bons nas duas tarefas têm geralmente pontuações altas. Mas há muitos matemáticos que criticam este método de ensino. O prejuízo, para mim, é óbvio: preparam-se os alunos para um determinado conjunto de situações (e até conseguem que alguns alunos sejam bons a resolvê-las), mas limitam-lhes a capacidade de responder a situações imprevistas. E esses alunos, por melhores que sejam a resolver exercícios, nunca serão matemáticos de excelência. Os melhores são aqueles que aprenderam a resolver os problemas pensando neles, e não por estímulo-resposta. Os grandes génios da matemática são justamente aqueles que não desenvolveram as suas competências desta maneira, são os que, lidando com os problemas de forma mais livre, desenvolveram a criatividade pela necessidade de lhes responder de uma forma não-condicionada. Isto devia fazer reflectir as pessoas. No fundo, há 3 hipóteses: 1) ensinar os jogadores a agir segundo princípios, e ficar com jogadores com meia-dúzia de ideias teóricas na cabeça, 2) não fazer nada, deixá-los assimilar instintivamente o que houver para assimilar, e ter a sorte de ficar com dois ou três jogadores competentes, no máximo, ou 3) procurar oferecer os estímulos certos para que eles, pela própria diversidade e complexidade desses estímulos, aprendam a desenvencilhar-se, assimilando o que dificilmente assimilariam de outra maneira."
O maior entrave ao desenvolvimento da criatividade está na forma como fomos ensinados a aprender sem pensar naquilo que nos estavam a ensinar. Na verdade não aprendemos, decorámos. Porque nos disseram que apenas existe um conjunto de soluções para um determinado problema. Não nos deram o problema ensinado-nos a pensar sobre ele. Deram-nos o problema, a solução, e fomos assim aprovados no sistema tradicional de ensino.
Se quando a bola nos é endereçada e nós estamos desenquadrados para o jogo apenas existem duas soluções, de onde é que o Coutinho tirou isto?
Este lance, como a maior parte dos lances que acontecem no jogo, não tem paralelo a nenhum outro. Então, porquê a limitação no número de acções que se podem realizar? Porquê tipificar algo que não tem tipo, se as únicas limitações que existem são as impostas nas leis de jogo? Isto deveria fazer pensar, quem ensina, sobre o método de ensino. É difícil fugir à forma como nos foram ensinando a não pensar, e a dar como garantido que quem acima de nós nos ensina está sempre correcto; A não questionar, colocar em causa, e a não intuir. Mas o futebol como tarefa fundamentalmente cognitiva não vive disso. Nem pode viver! Quem ensina, deveria estar a pensar em ajudar os jogadores a perceber o que se passa à sua volta, no lugar de tentar dar-lhes respostas antecipadas para problemas que não vão surgir. Pensar em ajudar o jogador a perceber informação que o vai auxiliar na tomada de decisão. Quem é o colega, quantos adversários, onde estão os outros colegas, posição corporal, etc, etc, etc. No fundo dar a entender que cada acção deve ter uma intenção clara, seja ela qual for. Deixar a criança fazer o seu caminho, as suas escolhas; Entender as diferenças entre elas, não querendo fazer de todas iguais.
sábado, outubro 15, 2016
sábado, outubro 01, 2016
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