Posse de bola no Facebook

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domingo, novembro 06, 2016

Porquê?!

Questão para Nuno Espírito Santo: Mas por que é que o Porto não alinha sempre com jogadores deste perfil, insistindo de forma recorrente à dois médios sem grande talento?!

quarta-feira, novembro 02, 2016

Não basta dar os princípios, é preciso o jogador acreditar!

A estratégia de Guardiola foi a mesma para os dois jogos: pressão sempre muito adiantada. Tirar o Barcelona do conforto que é ter sempre a bola controlada em qualquer espaço, para que pudessem então competir num jogo mais dividido. Para muito a estratégia ruiu em Camp Nou porque o City foi vergado por um vendaval de futebol do Barcelona. E não é que o Barcelona não tivesse feito um jogo fantástico (que o fez), mas os City também. Pelo menos até Bravo ser expulso. Aliás, essa meia hora inicial do City contrasta em tudo com a primeira hora de ontem. O Barcelona na primeira meia hora em Manchester dominou como quis. Teve bola em zonas adiantadas, conseguiu sair com relativa facilidade das situações de pressão, e não deixou o City jogar como gosta. Marcou um, e podia ter feito outros sem que a equipa de Guardiola tivesse hipótese de resposta. Em Barcelona, a primeira hora foi muito distinta e o jogo foi dividido. No entanto, ontem o City não saiu a perder para o intervalo não obstante do mau jogo que estava a realizar.

A grande diferença da primeira para a segunda parte foi a forma como City chega ao golo. Numa recuperação em zonas adiantadas, em posição muito privilegiada, e consequente golo. Quando até aí a pressão vinha sendo relativamente ineficaz, e os jogadores descrentes de que aquela era a fórmula certa, surge o maior estímulo que poderia existir para validar perante os jogadores a estratégia do treinador: o golo. Não um golo qualquer! Mas um golo obtido da forma como o treinador apresentou aos seus jogadores. A mudança de De Bruyne para o corredor central foi importante para ganhar agressividade nos momentos de pressão, mas nada foi mais importante do que o golo para regressar a crença de que era por aí que poderiam causar dano ao adversário. Na segunda parte, as recuperações em zonas adiantadas sucederam-se e foram imensos os lances em que o City poderia ter marcado. Tal como o Barcelona há duas semanas teve os detalhes do seu lado na forma como consegue marcar, Guardiola teve ontem na forma e no minuto em que chegou ao empate; Ganhou o ímpeto ideal para reforçar a estratégia ao intervalo, e convencer os seus jogadores a terem confiança na forma como planearam o jogo. Sem esse estímulo, naquele momento, não creio que fosse possível uma segunda parte tão diferente onde foram claramente superiores.  Porque uma coisa é o que o treinador define, outra coisa é aquilo que o jogador sente.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Há quem tente "matar" jogadores, e há quem os alimente!

"O treinador não olha a idade, mas sim o que cada jogador pode dar à equipa. Trata todos por igual. Isso, claro, dá confiança a qualquer jogador, seja qual for a idade."
Grimaldo

Para fugir aos problemas que se podem originar com a gestão do plantel, são muitos os treinadores que preferem contar com planteis curtos. Ter aqueles jogadores que consideram indispensáveis, e outros apenas para compor o grupo ainda que pouco acrescentem. Alguns, como Rui Vitória, não têm problema em aceitar o desafio de gerir egos que se nivelam em campo. Porquê? Porque é um treinador que "não olha" para os nomes na hora de escolher. Se não rendeu, se está lesionado, se está castigado, há outro jogador preparado para entrar. Tem sido sempre esse o discurso, e que jogador não gostaria de sentir essa confiança do seu treinador? E vou ainda mais longe, mais do que lançar jogadores no onze sem qualquer tipo de preconceito, independentemente da posição, Rui Vitória garante a continuidade no onze inicial a quem souber aproveitar a oportunidade que lhe deu. Que maior motivação pode um jogador ter para o treino e para o jogo do que esta? Sabendo que "nunca" ficará totalmente de parte, e que todos os momentos são importantes para conseguir ter uma oportunidade. Existirá melhor estímulo para que os jovens do Seixal sejam cada vez melhores, e estejam mais motivados a trabalhar as suas dificuldades para terem também eles oportunidade?

Teria sido possível, num passado recente, alinhar em jogos a doer com sete jogadores abaixo dos 23 anos de idade?

domingo, outubro 23, 2016

Criatividade, o que é isso?

- Ao receber de costas: Se estás apertado tocas de frente, se tens espaço enquadra.

A frase acima é bastante representativa da forma como é encarado o ensino. No futebol, como em muitas outras actividades, o ensino é encarado como uma forma de transformar os aprendizes em máquinas para resolver determinado tipo de problemas. O maior problema dessa forma de ensino-aprendizagem surge quando não existem problemas tipo.

"Estão em causa são dois métodos de ensino. A matemática, por exemplo, ensina-se nas escolas como estás a propor. Os alunos são incentivados a identificar o tipo de problema e a aplicar uma determinada fórmula (que decoraram previamente) para o resolver. Aqueles que são bons nas duas tarefas têm geralmente pontuações altas. Mas há muitos matemáticos que criticam este método de ensino. O prejuízo, para mim, é óbvio: preparam-se os alunos para um determinado conjunto de situações (e até conseguem que alguns alunos sejam bons a resolvê-las), mas limitam-lhes a capacidade de responder a situações imprevistas. E esses alunos, por melhores que sejam a resolver exercícios, nunca serão matemáticos de excelência. Os melhores são aqueles que aprenderam a resolver os problemas pensando neles, e não por estímulo-resposta. Os grandes génios da matemática são justamente aqueles que não desenvolveram as suas competências desta maneira, são os que, lidando com os problemas de forma mais livre, desenvolveram a criatividade pela necessidade de lhes responder de uma forma não-condicionada. Isto devia fazer reflectir as pessoas. No fundo, há 3 hipóteses: 1) ensinar os jogadores a agir segundo princípios, e ficar com jogadores com meia-dúzia de ideias teóricas na cabeça, 2) não fazer nada, deixá-los assimilar instintivamente o que houver para assimilar, e ter a sorte de ficar com dois ou três jogadores competentes, no máximo, ou 3) procurar oferecer os estímulos certos para que eles, pela própria diversidade e complexidade desses estímulos, aprendam a desenvencilhar-se, assimilando o que dificilmente assimilariam de outra maneira."

O maior entrave ao desenvolvimento da criatividade está na forma como fomos ensinados a aprender sem pensar naquilo que nos estavam a ensinar. Na verdade não aprendemos, decorámos. Porque nos disseram que apenas existe 
um conjunto de soluções para um determinado problema. Não nos deram o problema ensinado-nos a pensar sobre ele. Deram-nos o problema, a solução, e fomos assim aprovados no sistema tradicional de ensino.

Se quando a bola nos é endereçada e nós estamos desenquadrados para o jogo apenas existem duas soluções, de onde é que o Coutinho tirou isto?
Este lance, como a maior parte dos lances que acontecem no jogo, não tem paralelo a nenhum outro. Então, porquê a limitação no número de acções que se podem realizar? Porquê tipificar algo que não tem tipo, se as únicas limitações que existem são as impostas nas leis de jogo? Isto deveria fazer pensar, quem ensina, sobre o método de ensino. É difícil fugir à forma como nos foram ensinando a não pensar, e a dar como garantido que quem acima de nós nos ensina está sempre correcto; A não questionar, colocar em causa, e a não intuir. Mas o futebol como tarefa fundamentalmente cognitiva não vive disso. Nem pode viver! Quem ensina, deveria estar a pensar em ajudar os jogadores a perceber o que se passa à sua volta, no lugar de tentar dar-lhes respostas antecipadas para problemas que não vão surgir. Pensar em ajudar o jogador a perceber informação que o vai auxiliar na tomada de decisão. Quem é o colega, quantos adversários, onde estão os outros colegas, posição corporal, etc, etc, etc. No fundo dar a entender que cada acção deve ter uma intenção clara, seja ela qual for. Deixar a criança fazer o seu caminho, as suas escolhas; Entender as diferenças entre elas, não querendo fazer de todas iguais.

sábado, setembro 24, 2016

Miudos atrevidos

«Gelson está num período de forma espetacular. Praticamente sozinho partiu e deu cabo da defesa do Estoril. Está num momento muito forte, quebra qualquer lateral-esquerdo. Sabem que ele o merece, não há cá ninguém como ele, em Portugal. Mas ainda está numa fase de aprendizagem. Está num pique de forma. Que saiba viver este momento. É um miúdo, está a crescer em termos técnicos, táticos mas também musculares: está há um ano a fazer trabalho específico, cada vez está um jogador mais competitivo»

Ser treinador é promover talento, é elogiar o talento e proteger quando o talento não se expressa. JJ aqui, foi mais longe e começou já a proteger Gelson. Fazer um jovem crescer é isto.

Gelson está neste momento num contexto que o pode projectar para níveis muito elevados. Mas é preciso que o deixem crescer e errar, para que perceba como jogar em função do contexto do jogo de futebol.

segunda-feira, setembro 19, 2016

Votar no Lateral Esquerdo

De mais de 2000 nomeações o Lateral Esquerdo é um dos quatro nomeados na categoria de Desporto dos Blogs Do Ano, iniciativa da Media Capital. As regras são simples, cada pessoa pode votar uma vez a cada 24 horas. Contamos com o vosso apoio!

Votem, AQUI!!!! Ou usem o link no canto inferior esquerdo da página do blog.

segunda-feira, agosto 15, 2016

O treino...

Sempre o treino como principal responsável pelas escolhas que hoje se fazem para o jogo. Quando se pensa que os melhores chegam e jogam, não é bem assim. Depende de uma data de factores, do estado da equipa, do adversário que vai defrontar, e sobretudo do treino e da identificação que o jogador tem das ideias do treinador. No passado sucedeu o mesmo com Jonas, numa altura em que o próprio treinador já afirmava que ele era o seu melhor jogador. Preterido no Dragão por Jorge Jesus, onde alinhou Talisca, por não ter ainda a relação táctica que se pretendia para um jogo com aquela exigência.

Guardiola explica o porquê de ter preterido de Joe Hart neste jogo, ainda que tal não signifique que essa situação se mantenha durante a época.