Fundamental para o que se fala aqui saber distinguir o que é a qualidade de cada lance criado. A facilidade com que se finaliza é o que define, no pormenor, a distinção que aqui se faz sobre situações de finalização e outra coisa qualquer. Embora aconteçam no mesmo espaço (Grande área) não são bem a mesma coisa. Parte-se de uma premissa errada de que todos os lances dentro da área que acabem num remate têm o mesmo valor. E sobretudo esquece-se que, a precisão do gesto técnico tem uma importância fulcral. Finalizar de cabeça não é o mesmo que finalizar com os pés; finalizar sem ângulo não é mesmo que finalizar com ângulo aberto; finalizar pressionado não é o mesmo que finalizar sem pressão; finalizar de primeira não é o mesmo que finalizar depois de controlar a bola; finalizar com oposição à frente não é o mesmo que finalizar sem ela; finalizar tendo que disputar a bola não é o mesmo que finalizar de forma limpa; etc... Que se perceba que não é pela quantidade de vezes em que a bola entra na área, em que se consegue rematar, que se criaram situações de qualidade para finalizar. E por qualidade entenda-se situações de finalização fácil. Por vezes, até nem houve finalização, mas a situação criada é de qualidade superior e permite uma finalização mais fácil do que um lance que terminou com um remate. Quando o último gesto (remate) é complexo, tem oposição entre a bola e a baliza, não tem a bola controlada, é uma disputa de bola, está demasiado distante da baliza, quando não há tempo para escolher para onde colocar o remate, a taxa de concretização é normalmente baixa - por maior que seja o volume criado. Quando o último gesto é simples a taxa de concretização é altíssima - por menor que seja o volume criado.
Cada treinador tem a sua forma ideal de procurar invadir a área para finalizar. Cada um escolhe o tipo de situações que quer ver criadas. E por isso uns marcam mais do que outros, ao longo do tempo. Há os que escolhem fazer a bola andar mais vezes dentro da área de qualquer forma. Há os que procuram que a bola entre dentro da área nos momentos ideais para que os jogadores tenham qualidade - tempo e espaço - para decidir o último passe e definir a finalização. É um facto que todas as situações podem dar golo. É outro facto que umas dão muito mais vezes que outras.
Cada treinador tem a sua forma ideal de procurar invadir a área para finalizar. Cada um escolhe o tipo de situações que quer ver criadas. E por isso uns marcam mais do que outros, ao longo do tempo. Há os que escolhem fazer a bola andar mais vezes dentro da área de qualquer forma. Há os que procuram que a bola entre dentro da área nos momentos ideais para que os jogadores tenham qualidade - tempo e espaço - para decidir o último passe e definir a finalização. É um facto que todas as situações podem dar golo. É outro facto que umas dão muito mais vezes que outras.


Por isso, para mim, fazer um jogo e criar só uma situação para finalizar (2x0+Gr) vai ser sempre melhor do que atirar vinte bolas para dentro da área, e rematar dez vezes de fora dela. Não é por isso de estranhar, por exemplo, o rácio entre os 56 cruzamentos do Benfica contra o Arouca e a quantidade de golos marcados.





































