Antes do jogo, aqui, Guardiola falava sobre Messi - Nesta forma em que ele está ultimamente é impossível. Conheço-o bem e mesmo que meta 3 jogadores em cima dele, ou 9 jogadores atrás da linha da bola ele consegue sempre uma alternativa. Se vais para esquerda ele vai para a direita, se vais para a direita ele vai para a esquerda, em uma questão de segundos. Não há treinador, sistema defensivo, táctica, ou estratégia, que consiga parar Messi. Um jogador com um talento destes é impossível de parar. Podemos tentar condiciona-lo, a receber em espaços longe do corredor central, ou em zonas mais recuadas, mas até aí ele pega e leva a bola até a baliza.
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quarta-feira, maio 06, 2015
No regresso à casa, Guardiola
Guardiola, como é que se defende contra este Barcelona?
- O Barcelona não se defende. Porque tem jogadores com demasiado talento, e o talento tu não controlas. O que temos de fazer é atacar, marcar golos, porque é impensável para mim chegar à final de Berlim sem ter marcado fora. Vai ser impossível lá chegar se não atacarmos, e se não marcarmos.
Como é que se para Messi?
- Nesta forma em que ele está ultimamente é impossível. Conheço-o bem e mesmo que meta 3 jogadores em cima dele, ou 9 jogadores atrás da linha da bola ele consegue sempre uma alternativa. Se vais para esquerda ele vai para a direita, se vais para a direita ele vai para a esquerda, em uma questão de segundos. Não há treinador, sistema defensivo, táctica, ou estratégia, que consiga parar Messi. Um jogador com um talento destes é impossível de parar. Podemos tentar condiciona-lo, a receber em espaços longe do corredor central, ou em zonas mais recuadas, mas até aí ele pega e leva a bola até a baliza. Por isso, o melhor mesmo é atacar.
No dia em que a esmagadora maioria dos treinadores do mundo perceber que não há solução defensiva para todos os problemas ofensivos, vão-se começar mais a preocupar mais com a própria equipa, que é o que eles controlam, do que com o adversário. Vão-se focar mais, por isso, no que podem fazer para marcar do que no que podem fazer para não sofrer. Não me lembro de um treinador que não Guardiola chegar à fase a eliminar da Champions, a jogar fora, seja contra que equipa for, e não usar as palavras rigor, espírito de entreajuda, capacidade de sofrimento, concentração nos momentos defensivos, e todos os derivados de uma estratégia de foco defensivo. Para ele, em casa ou fora é sempre para marcar, o foco é sempre esse.
segunda-feira, maio 04, 2015
Melhores comentários do Lateral Esquerdo
Ainda podes acrescentar outro fator, o nível de concentração deles. Por exemplo, se tiveram teste, se é feriado. Qdo estão num dia que sentimos que não vamos sonseguir obter o foco deles, mais vale desistir da estrutura do treino, fazer algo que eles já conhecem ou algo mto simples e tentar obter o melhor rendimento possível numa tarefa, do que estar a ensinar um conceito novo que não vai ser percebido.
Quantos treinadores desistiriam de um exercício, ou do treino, que tinham preparado, caso verificassem que por diversos factores os jogadores não estavam na disposição de cumprir com o planeado?!
domingo, maio 03, 2015
Treino. Jogo. Estudos pessoais sem grande prova científica
Farto de ver quem treina ao meu lado roubar tempo de empenhamento motor aos miúdos. tirei um tempo do meu foco no treino para reflectir sobre os tempos de prática, naquilo que se denomina normalmente como exercícios de finalização. As filas, a validade, o número de remates que cada um executa, o tempo de paragem. Isto fez-me contabilizar, num exercício contextualizado - GR+5x5+2(apoios dentro)+4(apoios fora)+GR; roda bota fora; espaço reduzido -, durante 25 minutos, o número de acções de finalização que cada jogador teve. A regra era simples: marcar golo. Dos 16 jogadores de campo presentes apenas um não finalizou com sucesso, e apenas dois só finalizaram com sucesso um lance. Todos os jogadores tiveram disponíveis mais do que 5 situações para finalizar. O que me leva mais uma vez a questionar sobre que bases um gajo treina 1x0+Gr com 10 jogadores atrás do primeiro, fazendo-os participar durante 4,5 segundos, e estarem parados muito mais de um minuto.
No meu jogo de hoje, fiz uma análise nos lances de golo do passe que precede a assistência e das assistências, para perceber, no último terço, quem seriam neste jogo os jogadores com mais influência na criação de lances de golo. Dos oito golos marcados, 6 tiveram a influência do melhor marcador da equipa (um avançado), dos quais apenas marcou um. Assistiu para 4, e fez o passe para assistência noutro. De dizer que fiz uma vénia ao miúdo - que tem connosco uma aposta de um número de golos para cumprir (35), e ainda lhe faltam 9 para o objectivo faltando 4 jogos para terminar - quando ele mesmo a terminar o jogo é colocado na cara do golo por um colega (outro avançado que vive uma crise de confiança), já sem guarda redes pela frente, espera pelo colega que lhe fez o passe, e entrega o último golo ao colega. No final vinha feliz, assim como eu por perceber o quanto eles estão a crescer em tão pouco tempo.
O Ronaldinho está a organizar um trabalho de estágio onde estuda o treino (desde Janeiro). No mesmo verifica-se uma tendência brutal para o foco nas tarefas ofensivas. Não que não o soubéssemos já, mas é sempre giro ter uma confirmação de que os nossos jogadores passam dois terços do treino (entre 65% a 70%) a trabalhar aquilo que é o mais importante - o jogo com bola. O foco é esse, o ofensivo.
O Ronaldinho está a organizar um trabalho de estágio onde estuda o treino (desde Janeiro). No mesmo verifica-se uma tendência brutal para o foco nas tarefas ofensivas. Não que não o soubéssemos já, mas é sempre giro ter uma confirmação de que os nossos jogadores passam dois terços do treino (entre 65% a 70%) a trabalhar aquilo que é o mais importante - o jogo com bola. O foco é esse, o ofensivo.
Para finalizar, tenho escrito pouco sobre treino, nomeadamente dos Picaretas. Mas, uma ideia que me parece lógica, mas pouco utilizada, é o jogar com as características dos jogadores. Muitas vezes estamos a pensar em formas complexas de trabalhar os exercícios, de regras e condicionantes giras para os levar a procurar e encontrar determinados comportamentos, esquecendo-nos do mais simples. Se eu juntar um grupo de jogadores muito fortes fisicamente contra outro grupo mais fraco do mesmo ponto de vista, o exercício seguirá uma determinada dinâmica, que causará problemas diferentes às diferentes equipas. Se forem os rápidos contra os lentos idem. Se forem os inteligentes contra os picaretas também. Se forem os que correm muito contra os preguiçosos o mesmo será verificado. Jogar em 3x3, 4x4, ou 5x5, sem ditar regras, jogando com as características dos jogadores, também é uma forma de trabalhar o treino.
domingo, abril 26, 2015
Assistências sem notoriedade
Todas têm a mesma importância. Desde a primeira até a última. E tal só pode ser reconhecido por quem vive habituado a perceber a importância do colectivo, do colega, no sucesso individual. Este golo é mais uma amostra daquilo que o jogo é, um conjunto de acções encadeadas que vão permitir no futuro melhores ou piores condições para finalizar o lance.
Neymar agradece a assistência de Suarez - Messi agradece a assistência de Alba - Alba agradece a assistência de Messi - Neymar e Suarez agradem a Messi e Alba. Porque o golo resulta como consequência da assistência de Busquets para Messi, da assistência de Messi para Alba, da assistência de Alba para Suarez, e da assistência de Suarez para Neymar.
Por fim, dizer que a esmagadora maioria dos treinadores do mundo iam detestar Busquets. Isto porque ele recebe a bola de um lado, e volta a meter no mesmo lado. Quando os mandamentos mais sagrados do jogo dizem para receber de um lado e colocar rapidamente do lado oposto, para fugir da pressão. Mas Busquets não é nada disso e é o melhor do mundo na sua posição.
quarta-feira, abril 22, 2015
Conhecimento do jogo, tomada de decisão.
O que David Luiz não conhece...
Todos gabamos a capacidade física e técnica do central do PSG. E todos gabamos a sua capacidade ofensiva e criticamos os seus comportamentos defensivos. O que pouco fazemos é perceber que nem do ponto de vista ofensivo ele consegue ser relevante, por não ter a mínima ideia dos momentos para executar cada gesto técnico. Ele sabe como fazer, mas não sabe quando o deve fazer por não dominar o jogo. E isso torna-o inoperante. Dar 50 milhões por um jogador com estas dificuldades é o cúmulo sou rico gasto onde quiser. Aos 3 minutos de jogo, amarelado por mais uma asneira gigante.
terça-feira, abril 21, 2015
Nunca a bola foi tão importante quanto hoje em Munique!
Com a bola, podemos marcar. Com a bola, podemos conduzir o adversário para onde o queremos, com bola não sofremos golos. Tirem a bola aos melhores do mundo e eles não fazem a diferença!
O segredo é este, ter a bola e saber o que fazer com ela.
E joguemos juntos, perto uns dos outros para que sejamos sempre mais que o adversário, onde a bola estiver. Quando a tivermos, damos soluções ao portador. Quando não a tivermos, reagimos como um bloco para que a tenhamos de volta.
Ao fazermos isto, temos mais chances de vencer, seja contra o Arouca ou contra o Bayern.
Que seja um grande jogo e que ganhe o futebol!
O segredo é este, ter a bola e saber o que fazer com ela.
E joguemos juntos, perto uns dos outros para que sejamos sempre mais que o adversário, onde a bola estiver. Quando a tivermos, damos soluções ao portador. Quando não a tivermos, reagimos como um bloco para que a tenhamos de volta.
Ao fazermos isto, temos mais chances de vencer, seja contra o Arouca ou contra o Bayern.
Que seja um grande jogo e que ganhe o futebol!
segunda-feira, abril 20, 2015
Jornal dos coxos - 2v2 a procurar superioridades
Boas,
As vezes basta um tweek num exercício para se transformar em algo completamente novo, com possibilidades completamente diferentes.
De uma coisa basica de velocidade e 1v1, ou até de fixa e oferece de 2v1 aconteceu uma coisa super interessante, mais devido ao que os jogadores exploraram do que por uma ideia inicial.
O jogo começou com vagas de 1v1, onde a ideia era driblar em velocidade para marcar nas mini balizas.
A medida em que o nº de jogadores nas filas aumentou devido a chegada tardia de malta, tivemos de introduzir modificações no exercicio para diminuir o tempo de espera.
Quem tinha bola passou a poder passar para a fila e criar superioridade de +1.
Na figura estão os amarelos com bola a passar para a fila criando um 3v2. Se os encarnados ganhassem a posse, poderiam chamar 2 jogadores, até ficar 4v3.
Coisas interessantes que se começaram a passar:
- Jogadores a fingirem passe, o defesa a cortar a linha de passe e acelerarem para a baliza (isto numa fase em que ainda só estavam a fazer 2v1)
- Jogadores a combinar na fila "o 1º a chegar pressiona, o outro fecha a baliza mais perto"
- Jogadores da equipa com bola a desmarcar-se para a frente, arrastando os defesas e a apontarem para a fila para o colega com bola aproveitar o espaço criado e fazer entrar mais 1.
- Malta na fila a gritar "fecha a linha de passe para a fila!!"
Ou seja, um exercício super básico, devido a exploração dos jogadores e a liberdade que foi sendo dada, transformou-se em algo novo e super rico.
Já experimentamos fazer 2 campos de 6 jogadores (ou seja, 3v3) em que jogariam durante algum tempo até 3v2, e depois retirar as balizas do meio, aumentando imenso a profundidade e alguma largura e passar a começar 4v4, e a poderem ter superioridades de +2.
Fica muito mais complexo, e deixa de ter objectivos de finalização rápida só com um fixa e oferece a quem está só, mas serve para outras coisas.
E é isto.
Abraço e até breve
As vezes basta um tweek num exercício para se transformar em algo completamente novo, com possibilidades completamente diferentes.
De uma coisa basica de velocidade e 1v1, ou até de fixa e oferece de 2v1 aconteceu uma coisa super interessante, mais devido ao que os jogadores exploraram do que por uma ideia inicial.
O jogo começou com vagas de 1v1, onde a ideia era driblar em velocidade para marcar nas mini balizas.
A medida em que o nº de jogadores nas filas aumentou devido a chegada tardia de malta, tivemos de introduzir modificações no exercicio para diminuir o tempo de espera.
Quem tinha bola passou a poder passar para a fila e criar superioridade de +1.
Na figura estão os amarelos com bola a passar para a fila criando um 3v2. Se os encarnados ganhassem a posse, poderiam chamar 2 jogadores, até ficar 4v3.
Coisas interessantes que se começaram a passar:
- Jogadores a fingirem passe, o defesa a cortar a linha de passe e acelerarem para a baliza (isto numa fase em que ainda só estavam a fazer 2v1)
- Jogadores a combinar na fila "o 1º a chegar pressiona, o outro fecha a baliza mais perto"
- Jogadores da equipa com bola a desmarcar-se para a frente, arrastando os defesas e a apontarem para a fila para o colega com bola aproveitar o espaço criado e fazer entrar mais 1.
- Malta na fila a gritar "fecha a linha de passe para a fila!!"
Ou seja, um exercício super básico, devido a exploração dos jogadores e a liberdade que foi sendo dada, transformou-se em algo novo e super rico.
Já experimentamos fazer 2 campos de 6 jogadores (ou seja, 3v3) em que jogariam durante algum tempo até 3v2, e depois retirar as balizas do meio, aumentando imenso a profundidade e alguma largura e passar a começar 4v4, e a poderem ter superioridades de +2.
Fica muito mais complexo, e deixa de ter objectivos de finalização rápida só com um fixa e oferece a quem está só, mas serve para outras coisas.
E é isto.
Abraço e até breve
quarta-feira, abril 15, 2015
Previsão. Porto - Bayern
Vais ver o jogo?
Tenho jogo amanhã mais ou menos a essa hora [com o Panthrakikos] e é decisivo, jogamos amanhã e domingo e precisamos de quatro pontos para sermos campeões. Portanto não devo conseguir ver.
Como é que se resolve um jogo entre duas equipas que jogam da mesma maneira?
Bom, não é bem a mesma coisa... [risos] Há alguns comportamentos que são semelhantes, nomeadamente a forte reação no momento de perda da bola. Os treinadores querem que ambas as equipas procurem estar sempre altas no campo e façam pressão imediata em cima para não deixar o adversário jogar. O Bayern tem a componente da posse muito enraizada, não tem pressa para atacar e espera o momento certo, vai mantendo a bola o tempo que for preciso pelos três corredores. O FC Porto não é tanto assim. Circula muito em largura, sim, mas ataca o mais depressa possível, quando pode. Procura desequilíbrios, essencialmente nos corredores laterais, com cruzamentos, movimentos interiores e situações de um para um.
Julen Lopetegui diz que Guardiola é “um dos melhores treinadores da história”
O Bayern vai ter dificuldades?
O FC Porto vai colocar problemas porque é uma equipa muito agressiva sobre a bola. O Bayern gosta de jogar com as linhas bem altas, no meio campo adversário, e o FC Porto vai procurar contrariar isso e no momento de transição pode ser muito perigoso, com espaço, porque rapidamente faz variações de corredor para corredor. Vai ser a agressividade do FC Porto contra a posse do Bayern.
Só há uma bola...
O Bayern vai tentar ter sempre bola mas o FC Porto também, se conseguir o tipo de circulação que faz, com variações rápidas de corredor e o Jackson na frente...
Esquece, o Jackson não vai jogar.
É verdade, já não me lembrava. Bom, o Aboubakar não tem as mesmas características do Jackson mas também tem qualidade para ganhar espaço e segurar a bola. O Bayern também tem várias baixas, certo?
Benatia, Alaba, Javi Martinez, Schweinsteiger, Robben e Ribéry.
O que é importante é o FC Porto conseguir impor a sua identidade, ainda por cima o jogo é em casa e o Dragão é um estádio muito forte.
O Bayern de Munique de Guardiola é a equipa que tem mais posse de bola (64%) na Liga dos Campeões. Depois aparece, claro, o Barcelona de Luis Enrique (63%) e o Porto de Lopetegui (59%)
Como é que abordaste o jogo do teu FC Porto contra o Barcelona de Guardiola na Supertaça Europeia, em 2011?
Como abordo qualquer jogo. Acredito sempre no que é a nossa identidade, sem mudar nada. Na altura o que trabalhávamos há meses - e na época anterior com o André [Villas-Boas] - era pressionar alto e não ia mudar isso. Não ia deixar o Barça confortável no seu jogo, porque se não íamos andar a correr atrás da bola o jogo todo e não lhes colocávamos problemas. Acabámos por perder...
Aquela bola do Guarin...
Uma bola daquelas no Messi só com o guarda-redes pela frente... E depois levámos o 2-0 já com um jogador a menos. Se com onze já era o que era... [risos]. Mas isto tudo para te dizer que não podemos alterar a identidade da nossa equipa, se não é o descalabro total. E do que tenho visto do FC Porto e do Lopetegui acho que vai tentar jogar e pressionar como faz sempre.
O Guardiola é uma referência para ti?
Não tenho referências. É claro que o admiro, mas é se me perguntas se gosto de ver as equipas dele jogar. Isso gosto muito. Gosto de equipas que gostem de ter a bola, que tenham ideias, que sejam inovadoras. Não admiro personalidades, por assim dizer, porque treinadores tanto há uns mais maluquinhos como outros mais direitinhos.
Guardiola foi obrigado a trazer vários juniores para o Porto, devido à onda de lesões no Bayern: faltam Benatia, Alaba, Javi Martinez, Schweinsteiger, Robben e Ribéry
Passaste uma espécie de estágio no Bayern, quando estavas sem equipa. Que tal?
Foi uma troca de experiências. Não discuto futebol com muitas pessoas, porque para me entenderem bem têm de estar num nível alto de conhecimento, em que entendam até os pormenores. E eu gosto de falar com quem entende os pormenores, como é o caso do Guardiola, mas também podia ser o caso de outros, como o Mourinho, por exemplo, se isso se proporcionasse. Almoçámos, trocámos ideias, discutimos... O que posso dizer é que ele é muito boa gente. É um apaixonado pelo jogo. E quando dois apaixonados pelo jogo se juntam e começam a falar... nunca mais param [risos].
Tens noção que foi preciso vir um treinador espanhol para dizermos que o FC Porto joga em posse quando o FC Porto de Vítor Pereira já era claramente uma equipa de posse?
[risos] O que queres que te responda a isso? Vai ver as percentagens de posse de bola do meu Porto e as oportunidades de golo criadas. Só que eu não nasci para fazer amigos, nasci para competir, é disso que eu gosto. Depois daquela situação da invasão de campo aqui na Grécia tive 30 chamadas de jornalistas durante três dias seguidos e não atendi ninguém. Gosto de estar na minha.
segunda-feira, abril 13, 2015
A sucessão de Nani
A época está quase a terminar e o Sporting com poucos objectivos por cumprir começa a preparar a nova época. A maior discussão em torno do universo sportinguista, neste momento, é o nome do jogador que virá para substituir Nani. Não será fácil, porém, encontrar um substituto que traga ao Sporting o que Nani traz pelo preço aliado aos jogadores com qualidades ímpares como o português. Desengane-se quem pensa que Nani pode ser substituído, tendo em conta as debilidades financeiras do Sporting, por um jogador de nível semelhante. A ausência do talentoso extremo deverá ser colmatada colectivamente, com um futebol não tão dependente das individualidades. Porque Nani acrescentava colectivamente o que o modelo de jogo não dava, por ser inteligente, e individualmente por ser muito forte a criar desequilíbrios onde aparentemente não havia nada para criar.
Será Marco Silva capaz de alterar o seu modelo de jogo por forma a privilegiar quem fica?
Será Marco Silva capaz de criar um modelo de jogo capaz de esconder as debilidades dos seus jogadores, e realçar as suas maiores qualidades?
Será Marco Silva capaz de jogar com um sistema de jogo diferente, sendo que a maior qualidade dos que ficam é a competência para jogar pelo corredor central?
Será Marco Silva treinador do Sporting na próxima época?
Um futebol rendilhado, apoiado, com muitíssimas soluções de passe, com desequilíbrios criados por movimentações colectivas, com a procura incessante do corredor central, com menor incidência nos cruzamentos, é o que se pede para um Sporting sem Nani, mas com William, Rosell, João Mário, André Martins, Carrillo, Montero, Mane, Gauld, Chaby, Iuri Medeiros, e Esgaio.
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