Posse de bola no Facebook

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quinta-feira, abril 09, 2015

Os melhores comentários do Lateral Esquerdo.

Retirado daqui, Artur Semedo ensina-nos um pouco sobre criatividade.

continuo a achar que o problema de fundo, subjacente a quase tudo que de mal persiste por este rincão, reside na forma como se estrutura o nosso modelo de ensino, que deveria ser igualmente de aprendizagem, mas que não o é. fica muito bonito afirmar categoricamente, nas leis de base ou nas orientações programáticas, que vivemos, abraçamos, amamos como o quaresma ama a trivela, a pedagogia de competências. isto quando, na verdade, somos ainda escravos dos conhecimentos e objectivos, ou seja, do factual e do mecânico. é a criatividade que consegue dar respostas a problemas inéditos; portanto, a criatividade é a competência essencial do progresso. se não estimulamos a criatividade do aluno, estamos a coarctar a criatividade do cidadão. se "ensinamos" o adepto a ver futebol pela ficha técnica e estatística, ele não pode perceber o que é intraduzível por números, quer sejam as subestruturas através das quais se atinge determinado FIM, quer seja aquilo que PODERIA ter acontecido, se em vez de o gajo ir à linha e cruzar tivesse procurado o colega livre com um passe em vez de uma ave-maria para o centro da área... resumindo, um gajo consegue analisar tanto melhor os processos colectivos/individuais, quanto mais capaz for de os perspectivar, não só perante o resultado obtido, mas, e sobretudo, perante as outras possibilidades que, a qualquer momento, se apresentem. também aqui é preciso saber ver entrelinhas, ou nas meta-linhas.
ou isso, ou o hernâni vai ser o futuro extremo do porto, e está tudo fornicado! <3

Comunicação - fundamental para desenvolver um jogo de qualidade.

A palestra de Bielsa tem qualidade, tem emoção, tem o poder de chegar aos jogadores. Tem uma mensagem de forte de confiança nas ideias e no trabalho desenvolvido pelos mesmos. Tem empatia, tem força, tem tudo o que uma mensagem que se quer num momento desses (final do jogo) deve ter para chegar aos jogadores. É rica em conteúdo. Mas tem um, e um só problema - os jogadores não o entendem. Para qualquer treinador com ideias, é essencial ter a capacidade de comunicar com os jogadores a todo momento. Para os entender, para perceber como os "comprar", como vender as suas ideias, como os convencer a dar tudo por elas. Percebe-se que nas conferências de imprensa Bielsa não se queira expor por não dominar a língua, não se percebe que no balneário e no treino não comunique com os jogadores na língua oficial do país. No treino, não é viável parar constantemente o exercício para dar feedback com o tradutor ao lado, e por isso Bielsa guia o exercício em espanhol, e só quando quer dizer algo muito específico ao grupo todo, ou individualmente, é que para e é traduzido. Percebe-se o porquê de algumas grandes deficiências do futebol praticado pelo Marselha, em organização ofensiva bastante distante daquilo que o Genial treinador argentino nos habituou. Os jogadores não percebem nada do que ele diz.

domingo, abril 05, 2015

Conduz, fixa e solta. Mais que um erro técnico, uma questão de decisão

Tantas são as situações em superioridade que no futebol ficam desaproveitadas pela má abordagem aos lances, que nunca será demais falar deste tipo de situação. O lance é extremo, e o jogador que conduzia a bola em primeiro lugar fica logo desolado com o ter falhado o passe. Na verdade, não era com o facto do passe não ter entrado que devia ter ficado desolado, mas sim com o não ter eliminado o último obstáculo entre a bola e a baliza (Guarda Redes) para a sua equipa. Duvido que tenha percebido que foi uma questão de tomada de decisão e não de erro técnico. As coisas são bastantes simples, jogar com acções que aproximem a equipa do sucesso. Eliminando adversário, e tornando a situação menos complexa para quem fica com bola ( ele ou os colegas). Se o defesa já está fixo, deve entrar logo o passe. Facilitando a recepção do colega, e a execução do gesto técnico seguinte. Se o defesa tem outra abordagem deve ser atacado para também o obrigar a tomar uma decisão (fechar  bola ou o espaço). Fechando a bola, fica o espaço para os colegas e solta. Fechando o espaço, segue ele com a bola até à baliza. O que a tomada de decisão evita/minimiza é o risco de se perder a bola e aumenta a simplicidade do lance, pela maior pobreza dos constrangimentos para quem der seguimento ao lance.

quinta-feira, abril 02, 2015

Problemas defensivos de Peseiro em Manchester - Final.

Erros individuais. É essa a natureza do jogo. O treinador dá ferramentas, mas a tarefa de as utilizar, e de como utilizar, é dos jogadores. Assim, o treinador treina para o jogador jogar. Quando os processos são tão vincados, e em tão pouco tempo, que dá para perceber uma tendência, uma ideia, um conjunto de comportamentos que a maioria tenta replicar, fica demasiado fácil retirar o treinador do jogo e isolar o erro individual. A tarefa do treinador é sem dúvida isolar esses erros, e tentar ao máximo que deixem de acontecer. Mas há quem, em clubes grandes, com mais qualidade, não consiga numa época reproduzir comportamentos defensivos básicos e avançados na última linha (Marco Silva). E há quem ainda na primeira fase da Champions, em Manchester, consiga não abrir auto-estradas constantes para a baliza, porque tem alguma competência a controlar a largura e a profundidade.

Para sempre, Peseiro ficará como mal amado. Com a conotação de um treinador com ideias positivas para o ataque, com um futebol ofensivo que encanta, mas que não sabe defender. Para sempre ficar-se-à sem perceber que passou por cá um treinador que poderia ter devastado, novamente, no seu último ano em Portugal, não fossem as lesões que o obrigaram a remendar a sua última linha a cada jogo. Ainda sou daqueles que acha que, se Jesus sair seria muito interessante ver Peseiro na Luz. E quem gosta de futebol, de bom futebol, não ficará nunca indiferente às equipas do treinador luso.
Ver mais sobre José Peseiro aqui.

sábado, março 21, 2015

Uma breve história

Guardiola disse um dia que o melhor jogador é aquele que nunca perde a bola. Discordando de PeP, em tom de concordância, o melhor jogador é aquele a quem ninguém consegue tirar a bola. Normalmente, quando a perde não é nunca por mérito do adversário, mas sim por culpa das suas próprias limitações como jogador de futebol. Iniesta pertence a essa estirpe. Aquela a quem é impossível tirar a bola. É impossível desarma-lo. É impossível fazer com que a largue. Solta-a quando quer. Se o jogo for reduzido a duelos individuais, é dessa forma que eles devem ser enfrentados. Por vezes segura, por vezes conduz, por vezes vai pra cima, por vezes muda de direcção, por vezes trava e roda, por vezes acelera interceptando a trajectória do adversário, por vezes toca de primeira... As acções que aproximam a equipa do êxito, e os efeitos das mesmas, não são quantificáveis. Talvez por isso se continue a negar tanto a supremacia da Inteligência de jogo sobre todos os outros factores.

sábado, março 14, 2015

Pizzi melhor que Enzo!


No momento ofensivo Pizzi bastante superior pelos caminhos que escolhe, pela qualidade superior na execução. Não tão exuberante do ponto de vista físico, mas mete-a onde quer, como quer, quando quer. Enche-me as medidas o futebol do novo médio do Benfica, sobretudo porque tem PAUSA. E é essa a diferença fundamental entre o jogo de Pizzi e de Enzo.

José Mourinho e o Porto de há 15 anos


Outros tempos, outras ideias, outro espectáculo....
E com menor qualidade individual da que há hoje no Chelsea ou até no Porto.
Deco e Alenichev deixam muitas saudades, principalmente pelo que ofereciam com bola, por saberem temporizar, fixar, deixar colegas em muito melhores situações.
Será que se fosse hoje, com Mou, o Porto teria ganho 4-1? Teria massacrado, como neste jogo o adversário?

Mou, é disto que temos saudades...

quinta-feira, março 12, 2015

Vá lá José. Já ninguém acredita nisso.

A sério que tentaste ganhar o jogo?
A sério que jogar com dez foi melhor para o PSG?
A sério que contra 10, a jogar em casa, durante 90 minutos os jogadores sentiram a pressão? Mesmo depois de estarem por duas vezes em vantagem?
A sério que contra 10, depois de mais de 90 minutos jogados, a posse de bola estava em 51% - 49%?
A sério que contra dez, em 90 minutos, concedeste várias entradas do adversário dentro da área, com a bola controlada?
A sério que contra dez, em 90 minutos, criaste menos que o adversário?
A sério que acreditas nisso das marcações individuais?
A sério que é esse o futebol que acreditas que uma equipa grande deve jogar?
Contra os Spurs na final da League Cup contra ataque, contra o PSG, com 10, contra ataque?!
A sério que o PSG estava mentalmente mais preparado? 
A sério que o PSG fez "batota" para ganhar?
A sério que o PSG fez muitas faltas?

O ano passado eram os pontas de lança, este ano com o plantel de sonho e todos os jogadores que pediste foi isso tudo.

quarta-feira, março 11, 2015

José Mourinho

Nem sei como é que ainda perco tempo a ver equipas tuas. Das piores coisas que se pode ver no futebol. O futebol não é, não pode ser, nem nunca aceitarei que seja isto. Demasiado mau para as individualidades em questão, para o público que se desloca ao estádio, para os milhões que o seguem pela televisão. Isto é despromover o jogo. É desprestigiar o futebol. Da pior publicidade que pode haver.

Contra 10, em casa, nem dominante consegue ser. Muito pobre esta ideia de jogo.

terça-feira, março 03, 2015

Jornal de Coxos - Aquecimento de jogo

É das coisas que mais volta a cabeça me dá.

O que fazer para preparar estes coxos todos para que entrem o melhor possível em jogo?

Vai variando, porque as necessidades deles são diferentes, a convocatória é sempre diferente e tudo, mas mesmo tudo influência a maneira como eles entram.

Desde o adversário, ao local do jogo, a classificação, o balneário, o estado do tempo.. bebezada é do mais instável que existe.

Hoje em dia, o aquecimento de jogo é este, enquanto sentir que faz sentido, assim vai continuar.