Retirado daqui, Artur Semedo ensina-nos um pouco sobre criatividade.
continuo a achar que o problema de fundo, subjacente a quase tudo que de mal persiste por este rincão, reside na forma como se estrutura o nosso modelo de ensino, que deveria ser igualmente de aprendizagem, mas que não o é. fica muito bonito afirmar categoricamente, nas leis de base ou nas orientações programáticas, que vivemos, abraçamos, amamos como o quaresma ama a trivela, a pedagogia de competências. isto quando, na verdade, somos ainda escravos dos conhecimentos e objectivos, ou seja, do factual e do mecânico. é a criatividade que consegue dar respostas a problemas inéditos; portanto, a criatividade é a competência essencial do progresso. se não estimulamos a criatividade do aluno, estamos a coarctar a criatividade do cidadão. se "ensinamos" o adepto a ver futebol pela ficha técnica e estatística, ele não pode perceber o que é intraduzível por números, quer sejam as subestruturas através das quais se atinge determinado FIM, quer seja aquilo que PODERIA ter acontecido, se em vez de o gajo ir à linha e cruzar tivesse procurado o colega livre com um passe em vez de uma ave-maria para o centro da área... resumindo, um gajo consegue analisar tanto melhor os processos colectivos/individuais, quanto mais capaz for de os perspectivar, não só perante o resultado obtido, mas, e sobretudo, perante as outras possibilidades que, a qualquer momento, se apresentem. também aqui é preciso saber ver entrelinhas, ou nas meta-linhas.
ou isso, ou o hernâni vai ser o futuro extremo do porto, e está tudo fornicado! <3
ou isso, ou o hernâni vai ser o futuro extremo do porto, e está tudo fornicado! <3



