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quinta-feira, dezembro 18, 2014

Organização ofensiva de qualidade na... Tailândia!



Este vídeo é de um jogo de uma realidade competitiva relativamente baixa, com jogadores que provavelmente não têm qualidade individual top.

Mas não deixa de ser interessante observar várias coisas:
a proximidade dos jogadores ao portador da bola,
a oferta de várias linhas de passe SIMPLES ao portador da bola,
a dinâmica dos jogadores sem bola, em movimentos de ruptura mas principalmente de aproximação,
a procura do espaço entre linhas defensivas, por parte dos homens sem bola,
a procura, por parte de quem tem a bola, de jogar no apoio frontal,
a aceleração imediata após o jogador com bola estar enquadrado com o jogo
a procura do corredor central

Não vi o jogo, nem conheço nada da selecção da Tailândia. Mas se isto não for um lance casual, muito mérito para o seu treinador.

fica aqui o link:
https://www.youtube.com/watch?v=mWOmd-ChB3g


quarta-feira, dezembro 17, 2014

Bolas paradas. Zona. Pormenor.

No final do jogo do Sporting na Alemanha (há dois meses atrás) escrevi em jeito de provocação aos meus amigos sportinguistas, que apesar de ter sido prejudicado pela arbitragem, o Sporting não tinha sido competente no jogo. Falhou individualmente, e colectivamente. Tendo focado os erros colectivos no posicionamento da linha defensiva, e nas constantes más abordagens nas bolas paradas. Não só pelos golos sofridos dessa forma, mas pela quantidade absurda de vezes que o adversário ganha a bola na área do Sporting em lances de bola parada. Hoje, uma equipa amadora - Vizela - conseguiu mais uma vez perpetuar a ideia da incompetência da zona defensiva do Sporting nas bolas paradas. E não, nada tem a ver com a média de alturas dos elementos que a formam, mas sim da forma como são regularmente batidos por erros que se percebem no pormenor. Má colocação dos apoios, movimentação antes da bola sair, fraca adaptação quando o lance sobra para um novo cruzamento, não atacar a bola por ela ter caído um metro ao lado ou um metro à frente. Cabe ao treinador perceber esses problemas e muitos mais que no pormenor só ele conhece, e corrigir.

No final, o pormenor fará sempre a diferença entre os bons e os grandes.

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Marco Silva e o foco

"Foi um jogo muito mau. Com o passar dos minutos, a equipa foi ficando intranquila e, mais uma vez, cometemos um erro. Foi uma má exibição. Não sei se foi a pior mas está perto disso"
Não é a primeira vez que isto acontece após a Champions. Temos de analisar. A nossa vida não são só jogos como esses mas sim o campeonato, que é a nossa prioridade"

Bem vindo ao maior problemas das grandes equipas, mister. Em tempos Jesus dizia que nos fóruns da UEFA é a questão que todos os treinadores debatem, sem nenhuma resposta concreta. Todos os grandes parecem sentir a mesma dificuldade depois dos jogos da Champions. Como focar os jogadores numa competição menor, contra um clube sem grande de expressão? Porquê da incapacidade para manter a concentração, mesmo em clubes com estímulos competitivos bastante superiores à liga portuguesa?

domingo, dezembro 14, 2014

O clássico

Em directo, aqui. Antes e durante a partida estaremos por aqui a seguir o jogo com quem nos quiser acompanhar. O Pós-jogo no local do costume Lateral Esquerdo.

Caixa de comentários aberta, para conseguirmos interagir de forma fácil. Apenas para utilizadores registados.

Até já!

sábado, dezembro 13, 2014

Fala, LvG!


"Ao contrário da filosofia e das pessoas, as condições dos centros de treino não são assim tão importantes. Importante é saber como trabalhar com os talentos." Louis van Gaal

Haverá muito mais a acrescentar? De nada serve ter campos grandes, relvados bonitos, ginásios, máquinas simuladoras, se não se potenciar essas mesmas condições ao máximo. O segredo da formação está em dar aos jogadores ferramentas cognitivias, técnicas, físicas para que joguem futebol. E o segredo dos treinadores está em saber aproximar o treino o mais possível do contexto do jogo e do modelo que idealizam.


sexta-feira, dezembro 12, 2014

Luis Suarez parte II - Na catalunha.

Nos pés de Suarez a bola queima e por isso não joga, nem jogará nunca, na mesma liga dos melhores jogadores do mundo. Porque nos atributos que mais interessam no futebol moderno (Técnica e tomada de decisão, segundo Klopp) é um jogador banalíssimo.

Torna-se ainda mais evidente e gritante a diferença, quando se encontra no mesmo ambiente de jogadores de grande recorte técnico. A qualidade da recepção de Suarez é pouco mais que ridícula.
 É nos espaços curtos, no pormenor, que se torna pouco provável que consiga produzir um gesto técnico de grande qualidade, remate à parte. Percebem-se cada vez mais, e melhor, as dificuldades técnicas - que muito influenciam na sofrível tomada de decisão - de Suarez.


Contra o PSG foi assim (1ªparte)... Entre recepções e passes falhados, e a falta de qualidade que não se torna evidente quando tem tempo e espaço, sobretudo espaço.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

A agressividade de Adrien Silva

No futebol, continua-se a dar demasiada importância e a sobrevalorizar quem corre muito, quem está constantemente em guerras com o adversário, quem está constantemente a fazer cortes de recurso. e é assim que se define um jogador agressivo. Não se pensa que os cortes de recurso surgem maioritariamente por maus posicionamentos, não se pensa que mais importante do que correr muito é correr bem. Para mim, agressividade ou intensidade é a capacidade que um jogador tem para estar bem posicionado de forma sistemática. No sítio certo, na hora certa. E por esta definição, Adrien é tudo menos agressivo. É tudo menos intenso.

Aqui, pode ver-se o segundo golo do Chelsea, onde o comportamento colectivo da linha média do Sporting não é na minha opinião o mais adequado. E ainda que o fosse do ponto de vista estratégico, a estratégia acaba quando o nosso colega mais próximo de sector sai na bola. E aí, é imperativo que exista cobertura. E sendo no corredor central, é imperial defender o espaço à frente dos centrais. Veja-se o comportamento defensivo, a intensidade e agressividade de Adrien.


Não foi obviamente por culpa de Adrien que o Sporting foi eliminado. Nem tão pouco por este jogo contra o melhor plantel da Premier League. Os jogos na Eslovénia e na Alemanha foram os que ditaram a eliminação dos leões. Ainda assim, fica uma prova muito positiva do Sporting, bem acima das expectativas iniciais.

Regresso ao passado de Cristiano Ronaldo

Há uns tempos atrás falava com um dos meus jogadores sobre o Cristiano Ronaldo. Estávamos a conversar sobre as suas qualidades e a determinado ponto falei-lhe sobre o perfil de jogador que era o Cristiano nos seus primeiros anos de Manchester.

Na altura comentei com o meu jogador que há algo que não posso deixar de sentir quando penso nesse Ronaldo... Que seria dele se em vez de apostar na musculatura, na explosão, na finalização (que fazem dele 1 dos 2 melhores do mundo) tivesse apostado em trabalhar a sua agilidade, a sua capacidade de execução em espaços curtos e procurasse envolver mais os seus colegas de equipa?

O Cristiano de hoje em dia, a solicitar bola no espaço, muita corrida sem bola perto do pé, muita procura do remate à baliza tem pouco em comum com o do Sporting, mas também com o de parte do seu tempo em Manchester.

Não quero especular sobre qual seria melhor, nem quero tão pouco avaliar o perfil das decisões do actual Cristiano, do possível Cristiano ou do antigo Cristiano.

Só tenho aquela curiosidade em saber no que daria, que acho que é comum a quem se lembra do CR7 com 17/18/21 anos a driblar jogadores como se fossem pinos, com a bola colada ao pé.

Deixo aqui um video, de um jogo escolhido ao acaso, de 2006. Comparem as acções que tomava antes com as de agora! Não parece o mesmo jogador certamente...


Eloquência do discurso

André Villas-Boas, com a melhor equipa do grupo ao nível da qualidade individual, com pelo menos mais dois meses de trabalho que os seus adversários, não consegue no jogo de despedida da prova de clubes mais difícil do mundo criar uma situação de superioridade numérica em zonas de finalização. Ou pelo menos, uma situação de igualdade com a bola controlada, onde quem ataca tem grande vantagem. O melhor foi um passe atrasado num lance da primeira parte, num 3x3, sem que a bola esteja controlada (para quem recebe dentro da área). Poderia até ter sido eliminado desta prova, como foi, mas tinha obrigação de mostrar um futebol muito mais positivo do que aquele que mostrou. Criar mais oportunidades de golo que o adversário, conceder menos do que as que criou. Muito pobre é esta equipa do outrora (por nós) admirado treinador português. É uma equipa organizada e com condições fantásticas (tempo, recursos) para jogar um futebol de qualidade, mas que não mostra nem nas provas internas um jogo colectivo ao nível das condições de trabalho que tem. E é isto, e isto só, que nos faz admirar mais ou menos o trabalho dos treinadores: as ideias dentro de campo. Não tem nada a ver com derrotas ou vitórias, com títulos, ou sequer com a clareza do discurso e a eloquência da comunicação.

Consulte nas etiquetas por AVB.

terça-feira, setembro 16, 2014

Regresso de André Villas-Boas

AVB regressou a Portugal. E mostrou estratégia na forma como procurou pressionar o Benfica, milhões, e um discurso eloquente mas completamente desajustado para aquilo que foi o jogo.
Afirmava-se por aqui que milhões não compravam qualidade de jogo, e assim é. Muita, muita, qualidade individual e poucos princípios de qualidade tanto a atacar como a defender.
Sectores demasiado distantes a defender, bola no Hulk e ele que resolva a atacar. Pelo meio cruzamentos.
No final, três pontos.