Posse de bola no Facebook

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sábado, novembro 23, 2013

quarta-feira, novembro 20, 2013

Felizmente há Ronaldo, o Cristiano claro

Sem ele esta selecção seria miserável.
Não é fácil colocar uma selecção medíocre nas bocas do mundo. Com ele até parece que temos uma grande selecção.

É o jogador mais completo do mundo no momento de finalização. É um fora de série pela eficácia que demonstra nos momentos de decisão. É um tremendo jogador. O melhor de Portugal.

Claro que ter Moutinho ao lado ajuda, mas Ronaldo é um fenómeno!

Para mim, enquanto não perder o vigor físico que suporta o seu jogo será o melhor dos humanos.


"Portugal tem um monstro que ainda está em actividade, que  já perfila na galeria dos melhores jogadores de toda história do futebol. Portugal não sabe reconhecer, devidamente, o contributo que ele dá, não sabe criar as condições para que ele renda o melhor possível. O público, só lhe coloca mais pressão, só o provoca mais, não lhe é dada estabilidade emocional e tranquilidade para que possa apenas jogar futebol. Comigo, em qualquer equipa do mundo, Ronaldo e mais 10."

segunda-feira, novembro 18, 2013

Suécia - Portugal, uma questão de identidade

Seremos capazes de jogar futebol?!
Essa será a maior dificuldade do jogo.

Diz-se por aí que o grande perigo vem da vantagem física que os suecos possuem. Eu discordo, e acho que a maior dificuldade somos "nós" que a temos colocado.
O problema de Portugal, seja com que adversário for, é da escolha dos jogadores.
Sabemos que o curto tempo que os jogadores têm para estar juntos na selecção, não permite elaborar um modelo de jogo de grande qualidade. Não existe, também, na federação uma ideia comum de jogo, transversal à "todos" os escalões nacionais, que permita um maior transfere e reflexo para a selecção principal.
Então a solução deveria passar por convocar os melhores interpretes do jogo no panorama nacional. Seria colocar, dentro dos que lá estão, aqueles que jogam melhor o jogo.

Há muito que perdemos a nossa matriz de jogo. Há muito que não fazemos um futebol apoiado em interpretes de grande qualidade técnica e criatividade.

Contra a Suécia, assim como contra qualquer adversário, precisamos de mais futebol, jogar mais pelo chão, e procurar menos o cruzamento "cego". Precisamos de praticar um futebol mais convergente com as nossas melhores qualidades, e mais de acordo com as melhores características dos jogadores que temos. Contra uma paupérrima selecção sueca o jogo será tão mais difícil quanto mais estivermos afastados da nossa "verdadeira" natureza.


Tendo em conta os que lá estão e o sistema de jogo que Paulo Bento utiliza o meu onze seria:

Rui Patrício (GR)

A.Almeida (DD)
B.Alves (DC)
Pepe (DC)
Coentrão (DE)

R.Meireles (MDF)
Moutinho (MC)
Josué (MC)

Ronaldo (Ext)
Nani (Ext)
Postiga (AV)

quarta-feira, novembro 13, 2013

Os treinadores em Portugal continuam sem apreciar talento

O crescente número de treinadores com formação académica no panorama nacional fazia prever maior qualidade na formação dos jovens jogadores, e consequente maior aproveitamento dos mesmos ao nível profissional. Contudo, o fenómeno não tem evoluído no sentido que se esperava por três motivos: 

1) Ao nível da formação os treinadores têm como objectivo desenvolver uma cultura de vitória. Numa fase embrionária do desenvolvimento do jogador não se ensina o jogador a jogar, não se ajuda o jogador a desenvolver capacidades que lhe vão ser, verdadeiramente, úteis no futuro. Não se dá liberdade e margem ao jogador para errar, aprender, corrigir, voltar a errar e voltar a corrigir. 
Os treinadores procuram sobretudo valorizar-se a si mesmos, amarrando os jovens a esquemas rígidos e padrões comportamentais que vão tendo sucesso naquela semana, naquele mês, naquele ano, sem pensar que na formação o objectivo é formar, para ganhar no futuro.
Por esse motivo existe uma tentativa de "robotização" dos jogadores. Todos devem fazer o standard. Fazer tudo igual de forma regrada. Há um foco no desenvolvimento das capacidades físicas, intensidade, e uma sobrevalorização da corrida desenfreada e da garra.

Não é de admirar que cada vez menos existam jogadores criativos no panorama nacional, estando uma das maiores escolas do mundo do futebol técnico e da criatividade a encerrar.

2) Os criativos são cada vez menos, e os poucos que vão aparecendo nas equipas nacionais, sejam eles portugueses ou estrangeiros, são ostracizados por não possuírem características como a agressividade, ou uma estatura física assinalável.

Não há, obviamente, que desvalorizar quem lá chega apenas pelo trabalho e pelo esforço. Mas será justo eliminar os talentosos só porque têm ideias e seguem caminhos diferentes dos pré-concebidos? Será justo que se elimine talento em detrimento de características que são importantes como complemento? Estarão os agentes de maior responsabilidade a valorizar devidamente o talento?

O essencial é que precisa de complemento e não o contrário.

Não há que ilibar, em muitos casos, responsabilidades dos jogadores mais criativos. São muitos os que sentem que conseguem atingir determinado nível sem se esforçarem tanto como os outros, e que nunca chegam a desenvolver o tal complemento importante (como complemento e não como essencial) para atingir níveis verdadeiramente importantes.

Mas será que se está a dar, aos talentosos, uma verdadeira oportunidade de desenvolver o complementar? É que apostar num jogador pressupõe continuidade. Domingo após domingo estarem em campo desde o começo. 
Os criativos precisam de confiança para que possam realizar as suas acções com a eficácia desejada, e precisam de serenidade para atingir todo o seu potencial. Isso não é coisa que se ganhe nos treinos e ao contrário do que se diz há coisas que só o jogo dá, e essa é uma delas. Eles precisam de ganhar hábitos de criação enfrentando todas as dificuldades do contexto de jogo (Qualidade colectiva e individual do adversário, ritmo, espaço, intensidade, tempo).

3) Os modelos de jogo muitas vezes não favorecem os jogadores, ficando estes reféns de colocar as suas melhores características em campo, dando a impressão de se esforçarem menos que os outros. A verdade é que a natureza deles é contrária às ideias do treinador. E quando assim o é, são como um peixe fora de água a lutar arduamente pela sobrevivência. Jogam com ritmos completamente desfasados do resto dos colegas, e muitas vezes com funções que são absolutamente desadequadas às capacidades que possuem.
Será que os treinadores que os contratam têm realmente ideia do que estão a contratar?

PS: Exceptuando o facto de ser o jogador da moda, o que é que William Carvalho acrescenta, tendo em conta as debilidades e qualidades da nossa selecção, relativamente aos habituais convocados?
André Martins de fora, porquê?!
Hugo Almeida continua a ser convocado por que motivo?!

Fico deprimido por não ver mais vezes em campo jogadores como Quintero e Ola John, ou Flip Djuricic, que ainda não não aprendeu a jogar ténis.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Treino de força

Parece não haver dúvidas de que Messi andou no ginásio. As evidências são muitas e apontam "todas" para o mesmo sentido. A menor disponibilidade "física" do argentino para o jogo parece-me para já dever-se, sobretudo, à falta de agilidade. O treino de reforço muscular parece, mais uma vez, estar a virar-se contra o jogador. Três lesões musculares num curto espaço de tempo, em sítios diferentes, parece-me demasiada coincidência. Mas há alguma explicação racional (que não ele estar inapto clinicamente) que justifique a ida do argentino para o ginásio?!  Ou será que Messi precisava de ganhar força?!

domingo, novembro 10, 2013

Qualidade do trabalho diário

Neste blogue, acreditamos que o papel do treinador é fundamental para o sucesso de uma equipa, e que uma escolha acertada no início da época pode catapultar a equipa para uma época desportiva de sucesso. A maior fatia do trabalho do treinador é para nós realizado durante a semana (mais de 85%). É a contextualização de um modelo de jogo e de treino, na competição onde está inserido. É em cada exercício de treino, em cada feedback do treinador, em cada princípio de jogo, que se vê o que se trabalha, ou não, no dia a dia.

O Sporting pode, hoje, gabar-se de ter uma equipa, porque os jogadores agem e reagem com princípios de acção comuns. Jogam o que o seu treinador "pensa" que eles devem jogar, e nota-se uma clara intenção, em todos os jogadores, de agir em congruência com o trabalho semanal.



Independentemente da qualidade dos ovos, quer-me parecer que se acabaram as partidas desequilibradas entre Jesus e o Sporting.
Mas o Sporting perdeu, e o jogo?
O jogo?! Bom, o jogo é pura diversão para quem se preparou da melhor maneira durante a semana.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Desequilíbrios colectivos

São o melhor que este jogo tem para oferecer, apesar da fraca prestação da defesa do Celtic, grande golo do Ajax!



No futebol joga quem tem bola, os outros... Os outros correm...

quarta-feira, novembro 06, 2013

Liga ZON Sagres, ao final de 9 jogos

O Benfica é o principal candidato ao título de campeão nacional!

Depois do jogo de hoje, o FCP de Paulo Fonseca mostra que vai ter uma época muito complicada. Os jogadores mostram alguma dificuldade em absorver as ideias do treinador, o plantel não tem a profundidade desejada ao nível das soluções ofensivas, e os resultados não têm ajudado a estabilização dos princípios de jogo e das ideias do treinador.
O problema que o FCP tem tido mais dificuldade em resolver, são as transições defensivas, assim como a qualidade da criação em organização ofensiva. É uma equipa mais insegura, que por consequência perde mais bolas, e é mais vertical. Por esses motivos, os defesas têm muito mais situações para resolver do que tinham anteriormente.
O tempo em que o FCP podia ganhar tivesse quem tivesse no banco acabou, desde a entrada de Jesus no comando dos encarnados. E hoje, muitas das outras equipas têm escolhido bem as suas equipas técnicas, dificultando mais a tarefa das equipas com maior prestígio em Portugal.
Não se entenda isto, como um crítica, em absoluto, ao trabalho de PF. É apenas, uma avaliação do modelo de jogo em relação aos resultados, e do que poderá resultar daí caso as vitórias continuem a surgir de forma irregular.

Com Jesus, e Jardim (caso tenha uma injecção de qualidade individual) o Porto não pode dormir.
Assim, Jorge Jesus tem uma grande oportunidade de vencer o título nacional, aproveitando toda instabilidade do seu principal adversário, e potenciando todo o talento que tem à sua disposição.

Arrigo Sacchi "assombra" o futebol moderno

Sacchi está mais vivo do que nunca! 

A escolha dos sistemas tácticos actuais (1x4x4x2 e o 1x4x4x1x1), com a preferência das equipas de Top pelo duplo-pivot, mostram uma preferência pela utilização de duas linhas de 4 em organização defensiva. Tenho visto muitas equipas dos principais campeonatos europeus e os dois médios de cobertura têm sido uma constante, em quase todas elas. Assim, os treinadores procuram mais o equilíbrio defensivo, em organização, potenciando melhores saídas em transição ofensiva. Parece-me, também, que a posição "10" está novamente a ganhar espaço no futebol moderno. Esta modificação pode ter muito a ver com uma maior necessidade de controlo do espaço central, à frente dos defesas. Esse espaço é muito importante e deve ser, cada vez mais, bem defendido, uma vez que a evolução das equipas tem sido no sentido de procurar espaços interiores para organizar o seu ataque.
Por outro lado, por se tratarem das equipas mais fortes, parece-me que há um descurar das dinâmicas em organização ofensiva. Isto porque há uma grande percentagem de jogos onde os adversários são claramente inferiores, do ponto de vista técnico e táctico. Então, há uma necessidade de assumir o jogo, colocando o máximo de unidades possível em acções ofensivas, para tentar desorganizar os adversários, que cada vez são mais compactos, e defendem com um número elevado de jogadores atrás da linha da bola.
Os dois médios de cobertura, principalmente no início da construção, parecem-me não ter a dinâmica necessária para perceber onde devem dar a melhor linha de passe, ficando muito "amarrados" às suas posições iniciais. Há também uma nova tendência para um dos médios baixar, desnecessariamente, para junto dos centrais para receber a bola, perdendo-se aí uma linha de passe na zona de meio campo.

Sacchi deu o mote para esta forma inovadora de defender, ocupando os espaços mais importantes, com maior proximidade entre as linhas, e com grande agressividade na saída dos elementos da linha defensiva para atacar quem recebe dentro do bloco. Claro que cada treinador implementa a sua dinâmica, e dentro da ideia de cada um as duas linhas das equipas em questão trabalham de forma diferente. Contudo, agrada-me bastante esta versão de Sacchi, que penso ser a melhor para trabalhar nestes sistemas.
Esta "Sacchização" das equipas modernas tem um aspecto muito positivo que é a melhoria do trabalho táctico das equipas. Porém, fica associado à um equilíbrio negativo entre o trabalho defensivo (por excesso) e o trabalho ofensivo (por defeito).

Eric Dier

Será desta que Maurício é destituído, para que se dê lugar a um jovem que tem indubitavelmente mais qualidade?!

"Dier é um jogador tremendo, com qualidades extraordinárias para além das mais visíveis (técnicas e físicas). É um líder destemido de grande inteligência. Espera-se que essas qualidades o façam perceber onde poderá (como defesa central) atingir o "olimpo". E que faça questão de exigir que tratem da sua individualidade da melhor forma possível. Até porque será bastante melhor para o clube que representa  que assim seja."

PB escreveu isto no LE

terça-feira, novembro 05, 2013

Klopp e o Barcelona


«Se o primeiro jogo que estivesse a ver, aos quatro ou cinco anos, fosse do Barcelona a vencer, com toda a serenidade, por 5-0 ou 6-0, ia dedicar-me ao ténis. Desculpem, mas não é suficiente para mim. O que eu adoro é que há algumas coisas no futebol que permitem a cada equipa vencer a maioria dos jogos.
Gosto de um futebol de luta, na Alemanha chamamos a isso de futebol inglês, um dia chuvoso, com o relvado pesado, com todos os jogadores com a cara suja e quando depois regressam a casa, não conseguem jogar à bola durante as quatro semanas seguidas. Este é o Borussia»

Klopp é um romântico do futebol e é por isso que muitas pessoas, inclusive eu, gostamos dele. Normalmente partilho das suas opiniões, mas esta referente ao Barcelona, achei estranha. Percebo a monotonia de ver jogos que ao intervalo estão 5-0. Mas o que me interessa a mim, não é se uma equipa ganha 1-0, 2-0 ou 20-0, mas sim, o que essa equipa faz para chegar aos resultados pretendidos.


As duas equipas que mais me atraíram nos últimos anos foram o Barcelona de Pep e o Dortmund do Klopp. E não tem obrigatoriamente a ver com o tiki-taka ou com a capacidade do Dortmund de sair em transições rápidas. O que me atraia no Barcelona e me atrai no Dortmund é a capacidade de criar superioridade, com ou sem a posse de bola e em função disso controlar o jogo e dominar os adversários.

Acho estranho que Klopp não admire o trabalho de Pep no Barça, independentemente das suas ideias de jogo. Quer se goste de Guardiola ou não, acho que ninguém fica indiferente à capacidade do espanhol em transmitir as suas ideias à sua equipa e conseguir fazer com que esta as execute quase na perfeição.


Estará Klopp a procura de jogos mentais com Pep?