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quarta-feira, outubro 09, 2013

"Ao JOGO e ao JOGADOR"

Mister, quero que saiba, que aqui, no Posse de Bola, há 5 treinadores de escalões de formação que subscrevem, apoiam, e tentam passar diariamente, aos seus jogadores, aos dirigentes dos clubes onde estamos, e neste espaço as convicções que você tem, e que partilha connosco. Primeiro o jogador, primeiro o jogo, primeiro o processo depois o sucesso, são palavras suas, são palavras nossas...
"Jogar bem e ganhar", não trocámos as prioridades, primeiro é jogar bem, depois vem a vitória, a vitória virá mais vezes ao jogar bem. Mais sobre Fernando Valente...

Declarações após o jogo com o Benfica B, editado...


Em conversa com um ex jogador

EJ (Ex-Jogador) - O nosso futebol não está nada agradável, Domingo o seu jogo é em casa?
Baggio - Como é normal, lol, tinhas dúvidas? Sim, é em casa
EJ - Ele queria que eu jogasse a líbero e marcássemos HxH
Baggio - LooooL, e recusaste?
EJ - Claramente que sim
Baggio - Hahaha
EJ - Fizemos assim um jogo contra os seniores (HxH) e na primeira parte estávamos a levar 7-0. Na semana seguinte a jogar zona e em linha ganhámos o jogo.
Baggio - Sempre dissemos que eras dos que melhor percebia aquilo que queríamos, só não tinhas muita paciência.
EJ - Ya, infelizmente é verdade. Mas agora, a jogar como aprendemos, como o mister diz, FÁCIL!
Baggio - Pois é! Hahahah

Conversa com outro ex-jogador

Baggio - Os treinos estão tranquilos?
EJ - Ya, tá tudo, o jogo foi adiado mas tenho a impressão que vamos levar tareias. A defesa tá horrível, tamos horríveis.
Baggio - Porquê?
EJ - 4x2x1x3, não resulta porque os nossos extremos não defendem.
Baggio - Não defendem porquê?
EJ - Assim só eu e o "X" a pressionar, e conhecemos a pressão dele. Por preguiça, falta de ordens.
Baggio - Lol
EJ - O diz onde eles jogam e depois não da indicações de pressão, organização defensiva e ofensiva.
Baggio - Já falaste disso com o treinador? Treinam o quê então?
EJ - Hahahahaha, treinar?! Piadas a esta hora mister?!
Baggio - Looooooool. Não sejas assim, vá, tem haver alguma coisa...
EJ - Ele mete-nos a sair a jogar no meio campo de ataque contra a defesa, temos de lateralizar e cruzar, mas isso é mentira porque o mister sabe que o "Y" e o "Z" não cruzam.
Baggio - Looooool, culpa nossa meu, foste mal habituado.
EJ - Nê?! Os misters habituaram-nos mal.

PS1: Os comentários deles foram integralmente transcritos.

PS2: No ano anterior, com a mesma equipa (menos dois jogadores que subiram aos seniores), contra uma equipa de seniores fortíssima, com qualidade individual como nunca se tinha visto por ali (sem exagero, os seniores eram 100 vezes mais fortes do que o são hoje, e não tem nada a ver com a minha saída o do Ronaldinho), ficou 4-2, e na segunda parte (comigo e o com o Ronaldinho em campo pelos seniores), eu senti, na pele, aquilo que os adversários sentiam, andar atrás da bola, perder discernimento. Não fossem as diferenças físicas típicas de uma equipa quase toda ela de primeiro ano de júnior, para os seniores o resultado poderia ter sido outro...
No final, nenhum dos seniores tinha ido ver a nossa equipa, até ali, todos eles reconheceram a boa organização, a agressividade sobre a bola, as zonas de pressão a todo tempo, a posse. Elogiando, sobretudo, dois jogadores que eram, na altura, JUVENIS de 2ºAno, titulares nos juniores, dois anões franzinos, diga-se de passagem...

O treinador dos seniores (meu treinador e do Ronaldinho), também ele nos deu os parabéns, pela organização da equipa e pela agressividade com que cumpriam os posicionamentos. Não foi estranho, a partir daí, terem começado a ser chamados, regularmente, juniores aos seniores. Estavam mais que preparados, tinham, também, alguns deles, mais que qualidade para isso.

PS3: Valeu zero pontos, deu zero títulos, mas para nós foi o melhor sentimento que poderíamos ter, porque conseguimos ajudar os jogadores a serem melhores. Hoje eles sabem disso, hoje eles percebem isso. Desde o primeiro dia que pegámos numa equipa foi esse o sentimento que nos guiou, hoje continuámos na mesma luta, pelos jogadores, por saírem de cada treino melhores que no anterior, com mais conhecimento, com aprendizagens que lhes vão ser úteis para o jogo. Só isso, no futuro, vai garantir mais vitórias.

Não é por isso que somos grandes treinadores, não o somos. Mas temos um objectivo claro de ajudar os jogadores a melhorar, a pensar. A aprenderem alguma coisa com os treinos, a saberem realmente mais sobre a modalidade. Há quem não tenha estas preocupações e seja campeão. Já fiz parte de uma equipa assim, onde sem saber ler nem escrever fui campeão, e ganhei a finalíssima... O que aprendi com isso?! O que melhorei enquanto jogador no final desse ano?! Isso é algo que não quero que os meus jogadores passem nunca...

Como é possível...

...depois deste conferência de imprensa, depois do detalhe com que mostrou organizar o seu trabalho, o Benfica tê-lo deixado fugir?!



Alguns meses depois, andava nas Antas a treinar o protesto dos jogadores às equipas de arbitragem

terça-feira, outubro 08, 2013

Ronaldo

Quando falo de foras de série, é a isto que me refiro. A Ronaldo, eu permitia tudo! Um fora de série, tem de apresentar estes números! Um golo por jogo, uma assistência por jogo, porque só assim, eu vou considerar frutíferos quaisquer erros que possam cometer, só assim, lhes vou dar liberdade TOTAL para jogarem em campo como quiserem. Se as suas acções individuais, ajudam a equipa, mais do que prejudicam, então que seja individualista. Se os números de acerto são baixos, que jogue com os colegas. Quantos fora de série há realmente?! Poucos, muito poucos!

50 golos marcados em 45 partidas!
Portugal tem um monstro que ainda está em actividade, que  já perfila na galeria dos melhores jogadores de toda história do futebol. Portugal não sabe reconhecer, devidamente, o contributo que ele dá, não sabe criar as condições para que ele renda o melhor possível. O público, só lhe coloca mais pressão, só o provoca mais, não lhe é dada estabilidade emocional e tranquilidade para que possa apenas jogar futebol. Comigo, em qualquer equipa do mundo, Ronaldo e mais 10. Comigo era ele que ditava como queria jogar, se queria ser substituído ou não, se queria marcar livres do meio campo, etc, etc, etc...

segunda-feira, outubro 07, 2013

quinta-feira, outubro 03, 2013

quarta-feira, outubro 02, 2013

terça-feira, outubro 01, 2013

QPR

Este video é descontextualizado, não sei se foi esporádico ou se faz parte da proposta de jogo do QPR e por isso não o coloco aqui para fazer juízos de valor.
Apresento este video porque não deixa de surpreender uma jogada destas acontecer num campeonato inglês. Torço para que seja algo mais do que acaso...


Kagawa

Shinji parece ser mais um daqueles estranhos casos em que um jogador de grande qualidade não se consegue adaptar a uma mudança de clube e de país. Poder-se-a pensar que o japonês não tem qualidade suficiente para jogar na Premier League, pelas diferenças de ritmo, intensidade, e cultura de jogo em Inglaterra. Contudo, o problema aqui, como em muitos casos, é que, os jogadores não pensam no que realmente poderá ser melhor para eles quando se transferem. Ouvem o nome de um grande clube, e de imediato se entusiasmam com a possibilidade de ingressar numa equipa de "maior" exposição mediática.
Kagawa é um médio criativo, daqueles que jogam, bem, no corredor central. Daqueles que precisam de uma estrutura central equilibrada a jogar ao lado dele, por forma a que possam causar desequilíbrios colectivos constantes, e que possam sempre que possível aproximar-se das zonas de criação. É um daqueles jogadores que gosta de participar em todas as fases do jogo, e de ter liberdade "total" de movimentos dentro de campo.
Olhando para essas características do criativo do United, comparemos agora ao modelo de jogo da equipa que escolheu: A função dos jogadores do meio campo limita-se a 1º fase de construção, as coberturas das saídas de elementos da linha defensiva, e aos apoios em segurança para retirada de pressão. O sistema de jogo é um 1-4-4-2 clássico, onde o papel dos alas é de grande desgaste, de iniciativas individuais e de acompanhar o lateral "up and down".
Como se percebe, desde logo, existem contrastes muito evidentes entre a forma de jogar do criativo e
o modelo de jogo da equipa, a começar pela rigidez posicional dos jogadores no sistema, e a terminar na falta de criatividade nos processos colectivos.

Tivessem pensado que o modelo de jogo do clube para onde se transferiam não era o ideal para as suas características e talvez, hoje, estivéssemos ainda a desfrutar do talento de muitos que se perderam.

Lembram-se de Anderson?! Sofreu dos mesmos males...


Klopp: "Shinji Kagawa é um dos melhores jogadores do mundo e agora ele joga 20 minutos no Manchester United. Na ala esquerda meu coração para. Realmente, eu tenho lágrimas nos meus olhos".
"O Meio-campo central é o melhor papel de Shinji. Ele é um meio-campista ofensivo".
"Mas, para a maioria dos japoneses significa mais jogar Man Utd do que no Dortmund. Choramos por 20 minutos, um nos braços dos outros, quando ele saiu".
"Um ano antes Nuri Sahin saiu porque o Real Madrid é o maior clube do mundo.
Se os jogadores forem pacientes o suficiente podem desenvolver-se bastante na equipa e transforma-la numa das maiores do mundo".

Modelo de jogo Chelsea

Finalmente recebemos algumas pistas sobre o modelo de jogo do Chelsea, sobre a nova filosofia que o treinador português pretende implementar. José Mourinho citou de forma geral quais são os "grandes princípios" sobre os quais assenta o modelo de jogo do Chelsea. Assim, ficaremos a perceber melhor quais serão as dificuldades que irá ter durante o processo e o tempo de adaptação dos jogadores ao modelo.