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domingo, fevereiro 05, 2017

Yaya Touré comanda a linha ofensiva de Guardiola.

Aos 33 anos de idade o médio do City parece ter finalmente percebido que a displicência e a procura pela notoriedade que tanto o caracterizavam são inimigas da notabilidade. E o melhor de tudo é que o treinador que agora o acompanha o tem reconhecido, e tem dado ênfase ao quão notáveis têm sido as suas exibições recentes. Se há coisa que a suspensão de Fernandinho trouxe foi um maior valor para o futebol que Guardiola gosta na posição mais recuada do meio campo. O azar de Fernandinho permitiu a Guardiola perceber, principalmente nos últimos jogos, a diferença que é jogar com Touré atrás de Silva e De Bruyne. Se é certo que a equipa perde alguma agressividade na altura de recuperar posições, nos duelos, e na recuperação de bolas, o que Yaya acrescenta em organização ofensiva tem compensado tudo isso. Quando em posse, é Yaya o grande responsável pela gestão dos tempos de ataque. Define se a bola fica com a linha defensiva, ou se há condições para avançar e procurar jogadores em linhas mais adiantadas. Gere as saídas para contra-ataque, ou temporiza para que a equipa se organize e procure um ataque mais posicional. É o jogador mais capaz de ficar com a bola mesmo que pressionado em zonas recuadas, e essa segurança que ele permite ao jogo de posse tem um valor inestimável para a construção de Guardiola. Não treme com ela nos pés, e tenta procurar sempre pela melhor solução para a equipa sair. Acrescenta criatividade, qualidade técnica e pausa em relação a Fernandinho. A sua presença em campo dá mais descanso e estabilidade ao futebol de Silva e De Bruyne, uma vez que estes não precisam de se preocupar tanto em baixar para pegar em zonas mais recuadas, entrando em jogo em posições adiantadas na maior parte do tempo. Touré permite-lhes que descansem, que se foquem mais na criação, no desequilíbrio e no jogo de ataque à baliza, por ser capaz de gerir e guiar todo o processo de construção. Encontra os melhores passes, os melhores jogadores entre sectores, espera para perceber se a situação muda com uma simples pausa e se os espaço continuar fechado varia o centro de jogo com muitíssima qualidade. E mesmo quando não toca na bola, como se percebeu no jogo de hoje, principalmente na segunda parte onde Llorente parece ter recebido ordens para não o deixar jogar, guia os seus colegas para aproveitarem o espaço que fica pelo arrastamento que ele faz do seu marcador individual.

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No jogo de toque que Guardiola pede, de paciência, e de aceleração nos momentos que trabalha, Yaya tem sido o jogador mais notável do City. Parece ter as ideias todas de Guardiola na cabeça, e parece finalmente estabilizado do ponto de vista emocional por não procurar constantemente zonas adiantadas para ganhar notoriedade. É ali, na construção, e a permitir que os pequenos criem, que Yaya é rei. O Manchester City tem jogado o que Yaya os faz jogar, e quando ele não aparece como na segunda parte de hoje de imediato o futebol da sua equipa se ressente. A qualidade e o potencial de cada ataque diminui, e a equipa tende a partir nos momentos de tensão por não ter o seu toque a pisar e, e a fazer refrear os ímpetos do jogo, dos colegas, do adversário.

3 comentários:

Dino Zoff disse...

Concordo. Embora, como dizes, a recuperar posições por vezes não equilibre bem a equipa. Basta ver o golo do Swansea.

B Cool disse...

Semedo, Lindelof e Grimaldo entravam de caras neste City. Concordas?
O critério na saída é algo de fundamental e que o Yaya trouxe, ma o Jesus e o Sané acrescentam toda uma outra dimensão ao ataque do City.

Blessing disse...

Grimaldo sim, os outros tenho muitas dúvidas. Se calhar até entravam, não sei é se seria de caras. Principalmente o Lindelof.