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terça-feira, dezembro 27, 2016

Pep, o Diário de Manchester. Episódio 5. Esquecemo-nos que a baliza ficava ali!

O Feedback. Fantástica a construção, a forma como a equipa consegue chegar ao último terço com a bola controlada. Aí, não se pode ficar a trocar a bola eternamente na esperança que o adversário se desequilibre. Há que encontrar os momentos certos para acelerar, e ser agressivo no ataque à baliza. Há jogadores com desequilíbrio individual, para os quais a equipa trabalha para lhes criar melhores condições para usarem esse mesmo desequilíbrio, e se esses jogadores não o fizerem não faz sentido nenhum a equipa trabalhar tanto para que eles tenham aquele momento. Jogar com o objectivo circunstancial que ainda não estava atingido, e por isso, a posse de bola "passiva" não servia os interesses da equipa.

A Tomada de Decisão. Não lhe interessa que os jogadores que encontrem momentos para ir no um contra um, ou para forçar a entrada da bola dentro da área, percam a bola nessa acção. Se encontram o momento, devem ir pra cima; se não o encontram, devem estar mais focados em encontrá-lo. Guardiola assume o risco da perda de bola para que os jogadores se sintam mais confortáveis para cumprir com a tarefa, e estejam mais focados em descobrir os momentos para arriscar mais.

O Reforço. Faz a lavagem cerebral aos jogadores demonstrando com exemplos práticos os efeitos da mudança de comportamento que pediu aos seus jogadores. Com a vitória, e com a forma como lá chegaram, os jogadores confiam um pouco mais e acreditam com mais convicção nas ideias de Guardiola.

3 comentários:

DC disse...

Saliento um nome neste aspecto: Sterling.
A decisão pode não ser a melhor mas é um jogador-chave do City. É o que tem mais 1x1 e mais consegue criar desequilíbrios no último terço. Resolveu este jogo e tem resolvido outros.

Blessing disse...

DC, Era dele que Guardiola falava. E como na disse na prévia do jogo de hoje, ainda tem muito que crescer. Dribla quando deve passar, passa quando deve driblar, mas que é um processo normal de evolução.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Epá sinceramente o City tem sido muito fraquinho... Acho que nunca vi uma equipa do Guardiola jogar tão mal, a todos os níveis, como aconteceu contra o Liverpool, por exemplo. Incapacidade total de jogar o jogo que pretendem. Má organização defensiva, confusões sucessivas entre zona e uma reacção individualizada. Incapacidade de conter o adversário com bola durante cerca de 70mns. Incapacidade de entrar no bloco do Liverpool - que é uma excelente equipa na minha opinião mas sofre contra a maioria dos adversários. E tem mais tempo de trabalho e um plantel mais bem definido. Certo. Eu não acho que o City tenha um grande plantel, aliás, para jogar aquilo que pretendem não têm mesmo. Mesmo assim contra o Liverpool foram uma equipa de correrias atrás de quem se mexesse, charutos e o Sterling contra o mundo. Acho que o Guardiola tem noção de pelo menos algumas destas coisas. O homem ganhou ao Burnley naquelas condições (menos um e tal) mas estava fodidérrimo...