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terça-feira, junho 14, 2016

Iniesta e o jogo que o professor Vítor Frade pensou

Quando penso num jogo de futebol penso imediatamente no professor Vítor Frade. Penso na forma redutora como o jogo e as performances individuais são analisadas unicamente com base na exaustiva recolha estatística, e no aparecimento em lances que deram golo. A estatística, como quase tudo no futebol, tem obviamente um papel a desempenhar, mas que carece de uma interpretação cuidada. “A necessidade de considerar os «testes» um tanto como os «bikinis», ou seja, mostram muita coisa mas não deixam ver o essencial!" A frase do professor é o tónico perfeito para o vídeo que se segue. Um lance que nunca aparecerá nas análises citadas acima, que nunca será debatido em fóruns ou programas de futebol, que nunca será dado como exemplo nas aulas universitárias ou nos cursos de futebol. Um lance que representa o futebol no seu todo, de tão maravilhosa que é a sua simplicidade. O futebol pensado por Frade, e tantas outras brilhantes mentes que brilham cá fora como Iniesta lá dentro. E isso é o essencial. É técnica, é táctica e é físico. É inteligência e é criatividade. É futebol.

11 comentários:

miguelborges6 disse...

O Prof. Vitor Frade não trabalha nas camadas jovens do FCP?

Gonçalo Matos disse...

eu tenho para mim que fixar 1 é a tua obrigação como portador da bola. em qualquer contexto em que haja igualdade/inferioridade, se não fixas alguém então fizeste algo de mal. que achas?

no caso de teres superioridade depende do contexto. no golo da Alemanha acho que o Ozil tomou a melhor opção, por exemplo.

Blog de Portugal disse...

O Prof. neste momento é uma espécie de consultor da formação do FCP. Não sei se de forma oficial ou oficiosa...

Blessing disse...

Miguel, já trabalhou directamente. Agora continua ligado ao clube, só não sei de que forma.

Blessing disse...

Gonçalo, na minha opinião depende sempre do contexto. Não precisas de ser tu obrigatoriamente a fixar. Podes até ter intenção de o fazer, mas nem sempre dá. E também depende da forma como o adversário se coloca. Por vezes eles não precisam de estar fixos para tu chegares onde queres.

Gonçalo Matos disse...

Dúvida:
Imagina um central que mete um passe pelo corredor central e tira 4 jogadores adversários do lance porque ficam à frente da linha da bola. Consideras que fixou 4?

R.B. NorTør disse...

Blessing uma questão, relacionada com a dúvida causada no terceiro. A dúvida não poderá ser limitação desse terceiro? Pelo movimento dos companheiros e do espanhol sozinho, as probabilidades (sempre de mão dada com a estatística) seria que Iniesta colocaria a bola ali, não se poderia antecipar?

Fundamentalmente o que quero, de forma atabalhoada, questionar nesse lance, é se essa movimentação tripartida é provocada pelo Iniesta ou por outras limitações que a linha adversária tivesse (quer de ordem individual, quer ordens do banco).

Matsu disse...

Seria dado como exemplonas aulas da universidade com o Prof Vitor Frade! Grandes aulas! Nunca as esquecerei!

miguelborges6 disse...

Off-topic: E esta entrevista? http://euro2016.expresso.pt/euro2016/2016-06-13-Simon-Kuper-A-historia-do-futebol-portugues-nos-ultimos-20-anos-e-fenomenal

Destaco isto que me fez lembrar daqui do PdB e do LE, quando puseram aí a entrevista do Breitner a explicar a mudança na Alemanha. "O momento mais criativo que se tem surge quando se perde, porque é aí que se reflecte sobre o que se fez mal e o que deve melhorar. Por isso creio que voltarão bem melhores em breve."

Blessing disse...

Gonçalo, não, e sim. Depende do passe, e do adversário.

R,B, não faço ideia.

Diogo Fernandes disse...

O professor frade neste momento passa muito tempo no bar da faculdade a estudar e rever artigos. Todo o santo dia lá está ele.