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domingo, junho 26, 2016

A mudança que UEFA promove

"Dado que o futebol é um jogo de pontuações baixas (os resultados são geralmente definidos por poucos golos), é também um jogo em que os detalhes têm necessariamente um peso muito significativo. Esta circunstância faz com que seja também um jogo em que a qualidade geral de uma equipa não é suficiente para fazer a diferença perante equipas menos capazes, sobretudo em confronto directo. É por isso que o sucesso de uma equipa em competições de regularidade (como campeonatos nacionais) e o sucesso da mesma equipa em competições a eliminar (como taças nacionais ou internacionais) é por vezes tão distinto. Uma vez que os detalhes são tão importantes, o sucesso numa competição de regularidade será sempre uma pedra de toque mais fiável para aferir a verdadeira qualidade de uma equipa do que uma competição em que um pequeno deslize pode deixar por terra as melhores equipas ou um pequeno lance de sorte pode manter em prova as equipa menos capazes. O sucesso na Liga dos Campeões não é, portanto, sinónimo de competência. Se fosse, seria de esperar que uma equipa que chega a duas finais da Liga dos Campeões em 3 anos, superando algumas das melhores equipas europeias, tivesse mostrado nesses mesmos 3 anos o mesmo tipo de competência na competição interna que disputa. "
Nuno, Entredez

A forma como este Euro transformou a possibilidade de qualquer equipa com pontuações baixas chegar às eliminatórias faz com que por menor que seja a qualidade colectiva o sucesso na competição esteja cada vez mais dependente dos detalhes. E faz também com que o jogo defensivo, que já era uma constante, comece logo desde o início da prova e se vá mantendo até ao final. Sendo uma prova onde um erro pode ditar a eliminação, a UEFA está a promover uma mudança importante que tem reflexo na forma como as equipas jogam a prova. Portugal, por exemplo, sem qualquer vitória nos noventa minutos no grupo mais frágil da competição, com o imponderável a cair sobre si no prolongamento frente à Croácia, e com a sorte que teve no sorteio pode perfeitamente chegar à final.

6 comentários:

Diogo Vasconcelos disse...

Um jogador e uma mentalidade explicada numa imagem: https://drive.google.com/file/d/0B_B1ZYAjBt6eTHF0RmRjdTltX00/view

PS: claro que prever para onde vão os ressaltos só está ao alcance dos melhores do mundo

João Fernandes disse...

Modelos como este têm a tendência para glorificar treinadores como o Fernando Santos, ao mesmo tempo que podem revelar uma má imagem para treinadores com boas ideias como o Bernd Storck. Ao ver o Bélgia Hungria de ontem, lembrei-me várias vezes do Benfica Braga (5-1), pensando no que seria a selecção belga com as ideias do treinador adversário. Apresentaria bastante mais soluções colectivas de certeza.

João Santos disse...

Experimenta jogar 117 minutos, depois fazer um sprint de 90 metros e no final decidir tão bem como o farias em casa, no sofá, com a imagem parada..

Blessing disse...

João Fernandes, já tinha dito isso da Hungria antes mesmo de começar o Euro. E mais, esta Bélgica não mete medo a ninguém.

Hélder disse...

Só nao concordo com grupo mais fácil.

Diogo Vasconcelos disse...

Coitado pá, esforço sobre-humano. Um gajo cheio de preocupações, dois trabalhos p poder pagar as contas e depois claro n dá p tudo. Um gajo faz isto uma vez por mês, uns toques na bola c os amigos, n se pode pedir mt mais. Não é verdade?