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quinta-feira, maio 12, 2016

A minha equipa da época 2015/2016

Na equipa do ano destaco alguns jogadores que mesmo não tendo minutos ao nível de outros, tiveram um grande impacto na forma como entraram nas respectivas equipas, não deixando margem para dúvidas sobre a sua imensa qualidade na posição que ocuparam.

Treinador: Jorge Jesus. A sua equipa foi a que melhor se apresentou em todos os momentos do jogo em Portugal, dado que não espanta mesmo sendo o seu primeiro ano com os jogadores do Sporting.

Treinador Adjunto: Paulo Fonseca. O seu Braga passeou qualidade pelos relvados portugueses. Sendo que não tem a qualidade individual de outrora, o trabalho para sair a construir desde os centrais, e a qualidade do jogo interior, é de assinalar.

Sistema de jogo 1x4x4x2 do Sporting.

Guarda-Redes: Ederson. Há que destacar o controlo e a segurança que deu à equipa, nos detalhes em que outros que jogam em grandes não são tão fortes. Controlo do espaço atrás da linha defensiva. Controlo dos cruzamentos. Bolas paradas. Posicionamento.

Lateral Direito: Layun. Qualidades ofensivas e físicas marcantes. Do ponto de vista técnico do melhor que se pode ter na liga, e num grande, para jogar como lateral.

Lateral Esquerdo: Bruno César. Pelo seu perfil técnico, e pelo que consegue fazer com bola. Pela forma como acrescentou imensa qualidade sempre que foi chamado a jogar como lateral. Tem características para o jogo que um grande joga.

Defesa Central: Jardel. Dentro do que vem fazendo nos últimos anos, com a diferença de ter sido obrigado a liderar (ao nível dos comportamentos tácticos) depois da lesão de Luisão. Monstro fisicamente, e nos duelos individuais, pelo ar, ou no um contra um. Velocidade, concentração.

Defesa Central: Lindelof. Não é fácil chegar e afirmar-se como o melhor central da liga. Qualidade defensiva ímpar. Características físicas que o ajudam a chegar primeiro, a chegar mais rápido, a ganhar mais vezes. Inteligente na forma como se coloca em campo. Falta perceber se a qualidade ofensiva que tem sem pressão, se mantém quando pressionado. Ainda assim, a afirmação foi evidente.

Médio Defensivo: Adrien. Que grande época. Conforme foi sendo dito aqui, e noutros espaços, o que faltava ao médio português era jogar num modelo de exigência, que lhe mostrasse o caminho do ponto de vista ofensivo e defensivo. Sendo que é um jogador abnegado, e concentrado, o foco nas tarefas lhe iria fazer perceber melhor o que fazer, como fazer, e quando fazer. Hoje, é um jogador muito mais perto do potencial que se lhe previa quando era mais jovem, como médio mais recuado, a iniciar a construção, e a parar a transição. A ajustar com os defesas, e a procurar colegas em zonas mais adiantadas. Na próxima época, a continuar com a mesma qualidade de treino, será ainda melhor.

Médio Centro: João Mário. Não é surpresa para ninguém a qualidade e inteligência do médio do Sporting. Com bola sempre soube tudo. O como, e o quando. Joga em qualquer posição do meio campo e do ataque, sempre com grande percepção do que fazer tendo em conta o espaço que ocupa. Inteligente como é, aproveita-se do posicionamento dos colegas para fazer a equipa chegar mais perto. Melhorou muito sem bola, ofensiva e defensivamente. Hoje é uma das grandes referências em Portugal, como já o devia ser há muito.

Médio Ala: Bryan Ruiz. Criatividade e qualidade técnica como o Sporting não via há muito. Não se distingue pelos seus atributos físicos, apesar de encorpado. Faz o jogo jogar-se como ele quer, ao ritmo que lhe interessa. Joga com as dificuldades dos colegas, colocando-os quase sempre na melhor situação possível. Nos espaços reduzidos, há poucos com tanta qualidade no nosso campeonato.

Médio Ala: Rafa. O factor mais do Braga. Tecnicamente muito dotado, e hoje com a confiança suficiente para se movimentar e para decidir como gosta. Melhor com espaço do que sem ele, mas hoje procura mais associar-se do que no passado. Conduz como os grandes, ainda que no pormenor nem sempre coloque a bola onde deve (espaço, pé, etc).

Avançado: Jonas. O homem que decide o campeonato. Incrível a forma como consegue participar no jogo sempre com qualidade. Sempre a fazer de quem joga ao seu lado melhor, sem ligar muito a notoriedade. Este é o campeonato de Jonas, pela criatividade, pela qualidade de execução, pela qualidade na construção, e pela finalização. Surpreendente a época que fez individualmente.

Avançado: Slimani. Com chegada de Jesus previam-se mil golos, e cumpriu. O potencial pela agressividade com que finaliza, pela ferocidade com que trabalha nos momentos defensivos, num modelo exigente sempre esteve lá. Das dificuldades iniciais, típicas de quem não era obrigado a jogar mais do que uma fase ofensiva do jogo, para uma maior competência na relação com os colegas na criação e por vezes até na construção. Mais conhecedor das suas limitações, e do que pode ou não fazer, é hoje um jogador mais completo. Já não se pode dizer que é só golos, apesar de continuar a ser esse o seu ponto forte. Evolução tremenda, que se espera que melhore ainda mais com mais tempo de treino de grande qualidade.

Suplentes: Rafael Bracalli, Coates, Maxi Pereira, Renato Sanches, Pizzi, Brahimi, Mitroglu.

quarta-feira, maio 11, 2016

Jorge Jesus, que modelo de liderança afinal?!

Dito por especialistas, modelo que não potencia a autonomia, não tem abertura suficiente para os jogadores se expressarem e inventarem soluções. Que não deixa espaço para os jogadores decidirem por si. Porém, num vídeo curtíssimo, Jorge Jesus, o treinador, dá provas do contrário. Abertura total para dentro do trabalhado serem os jogadores a encontrar as melhores soluções tendo em conta o contexto. Melhor do que ninguém Jesus sabe que são os jogadores que jogam. E, alguém dúvida que Jesus seja tão obcecado pelo controlo dos movimentos dos jogadores, com e sem bola, quanto Guardiola? Eu não. E até diria que Guardiola ainda é mais rígido. 

Com Witsel, Nolito, Aimar e Gaitan por perto: "A bola tem que entrar em vocês caralho, ahn?! Vocês é que têm que ver onde e como, ahn?!"


"Demasiadas vezes vejo as opiniões toldadas por aquilo que é a "personalidade" do treinador, esquecendo-se que o dá na televisão e nas conferências de imprensa é uma coisa, a forma como o treinador se relaciona com os jogadores é outra."
Luís Cristóvão

Num post de há um par de anos atrás, Aqui