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quinta-feira, março 31, 2016

A evolução é inevitável

E está aí para quem quiser ver. Alemanha e Espanha são as forças que dominam o futebol mundial. E não é por acaso. O domínio mundial, em termos de selecções e de clubes, deve-se ao processo de mudança no qual as duas federações apostaram. Mudaram completamente o futebol, o seu futebol, a forma de pensar o futebol. Mudaram a forma de pensar na formação - não como um fim, mas como um meio para atingir a excelência no futuro -, e com isso tudo mudou. Evoluíram na forma de olhar para o jogo. Perceberam o que estava diferente de há uns anos para cá, e qual o caminho. Deram-se ao futuro, e hoje não só são o presente como continuam a ser o futuro. Jogam um jogo de decisões. Um jogo onde são Reis na redução de espaços e Deuses na criação deles. Jogam o jogo à uma velocidade assombrosa. Jogam em função da bola.  A bola é o centro de tudo o que é importante para o jogador, o centro de tudo o que ofensivo, o centro de tudo o que é defensivo. Quando nos encaminhamos para mais um final de época e em ano de competições internacionais, é da Alemanha e da Espanha que se fala. São coisas que se foram falando por aqui ao longo do tempo, e ao que parece ainda há uma grande resistência à mudança. Enquanto uns competem por títulos nos juniores, e nos sub21, outros guardam a notoriedade para jogadores que lhes possam dar troféus enquanto seniores. Até quando vamos continuar a ser esmagados por esses monstros, sem perceber que raio os monstros andam a fazer? Perceber o caminho que o futebol deve seguir, o tipo de jogador a formar, o porquê desse tipo de jogador, é a única forma de se começar a mudar o futebol que se joga num país. E temos cá tão bom exemplo. Pede-se uma mudança com a dimensão da revolução de Carlos Queiroz.

No artigo mais lido do blogue, Paul Breitner explica. AQUI!

sábado, março 05, 2016

Sporting perde o primeiro clássico do ano

Num jogo com duas partes completamente diferentes, onde na primeira existiu equilíbrio, e na segunda um domínio avassalador do Sporting. O Benfica apareceu bem organizado estrategicamente, com as linhas juntas, e com a intenção de não deixar nenhum adversário enquadrar no corredor central. Para isso, cometeu também várias faltas nesse espaço. Na primeira parte, o Sporting limitou-se em organização a tentar explorar a profundidade, e a apostar nas saídas rápidas para o ataque mal recuperasse a bola. Por isso, não teve capacidade para desorganizar o Benfica, por tentar fazer tudo com pressa. O Benfica conseguiu chegar ofensivamente ao último terço, e marcou na única grande ocasião que teve. Depois disso, só um 3x2 mal aproveitado na segunda parte. Na segunda parte o jogo foi de sentido único. O Benfica a defender perto da área, mas um Sporting mais pausado, e com maior capacidade para criar nos espaços criados pelos movimentos dos seus jogadores. O Sporting abusou menos da profundidade, tentou jogar de forma mais apoiada, com passes mais simples, tentou com movimentos de jogadores a aparecer de uma segunda linha, em ruptura, mover o bloco defensivo do Benfica e conseguiu criar algumas situações de golo, que não finalizou por falta de perícia dos jogadores que apareceram nesse momento. Um Benfica muito frágil defensivamente na segunda parte, que leva a vitória por manifesta falta de competência individual dos jogadores do Sporting para concretizar. Passes, recepções, finalização. O Benfica acaba por ter a sorte do jogo, num jogo onde colectivamente a diferença voltou a ser imensa. Individualmente destaque negativo para Renato. Não acrescentou nem ofensiva nem defensivamente. Foi, talvez, o pior jogo que fez no Benfica.