Posse de bola no Facebook

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quinta-feira, outubro 29, 2015

Organização defensiva do melhor do mundo

O espaço entre sectores. O espaço entre jogadores. A agressividade sobre a bola. Excelência defensiva daquele que é considerado pelo universo como o melhor do mundo do ponto de vista táctico.

domingo, outubro 25, 2015

Breves, sobre o perfil de decisão



Vinha, há pouco, a conduzir a caminho de casa enquanto ouvia na Antena1 o relato do Porto vs Braga.
A determinado momento, um jogador do Porto faz um passe para a zona do penalti, onde não está ninguém, sendo que o narrador comenta:
- Mau passe do jogador x.
A resposta do comentador de serviço foi aquela que se ouve com alguma frequência:
- Não! O passe foi muito bom! Só que ninguém apareceu lá! Os avançados é que não estavam lá!

Mas se os avançados não estão lá, qual o sentido de se por lá a bola? Um grande gesto técnico, sem sentido, não é um lance bom! É um lance horrível!
Passar a bola para uma zona onde ninguém a vai receber nunca é bom, seja onde for.
Assim como fazer muitos cruzamentos não significa ter um grande caudal ofensivo.



Ao mesmo tempo que os campeonatos de futebol se andam a disputar, disputa-se também o campeonato do Mundo de Rugby. Se há coisa que me impressiona nos jogadores de rugby é a sua capacidade de fixar vários adversários, com a sua movimentação, antes de soltar a bola.
Trata-se apenas de conduzir a bola para espaços onde a acção de vários adversário seja comprometida e soltar pra zona onde ficou a vantagem.
Parece fácil, mas poucos o compreendem, no desporto rei.

sexta-feira, outubro 23, 2015

Nani de volta à Alvalade?

Caso muito sério este Matheus Pereira. Há talento em Alvalade, e muito. Que precisa obviamente de tempo para estabilizar, errar, aprender, evoluir. Para mim, o jogador jovem com mais potencial da equipa actual de Jorge Jesus. Um pouco acima de Gelson. Tem muito futebol este menino. Os golos ajudam a ter confiança, ajudam a crescer dentro das dificuldades, dão notoriedade, mas é mais uma vez no que não é tão notado que este menino dá muito que fazer aos graúdos. São as coisas que procura e a forma como as faz que o distingue. Imaginar que o Sporting tem sob sua responsabilidade Tobias, Chaby, Gauld, Iuri, Podence, Wallyson, Gelson, e Matheus. Para não falar de William, João Mário, Esgaio, Paulo Oliveira e Mané. Muito menino com potencial para entrar no onze inicial e afirmar-se em Portugal, e alguns também fora daqui. 

segunda-feira, outubro 05, 2015

Rúben Neves

Foi uma tremenda luta colocar Bernardo Silva na selecção principal. Em Portugal, o estigma da idade, da experiência ou falta dela, ainda está demasiado vincado. Competência para jogar futebol não se mede em Metro, Quilograma, muito menos em anos de vida. Sendo que na selecção principal, para a posição 6, só Tiago o supera, do que estamos a espera para colocar um Júnior a competir com os monstros? Neste momento, e tendo a idade que tem, tendo já competido e superado contextos de tremenda dificuldade ao mais alto nível, é o melhor 6 a jogar em Portugal. E em Portugal há William!

domingo, outubro 04, 2015

Uma derrota com o mesmo significado de uma vitória - Aprendizagem.

No primeiro jogo oficial da época o resultado foi o ajustado, e penalizou a nossa equipa por não termos sido competentes na criação de situações claras de golo. Entramos mal no jogo, ao permitir logo no primeiro minuto uma situação clara de golo ao adversário, dentro da área. E depois ao minuto três fomos penalizados com um auto-golo. A partir daí tomamos conta do jogo, não permitindo ao adversário mais nenhuma oportunidade, tirando-lhes a bola, a construir bem mas a criar mal. A tomada de decisão quando apenas restava uma linha por bater foi péssima. Ainda assim, conseguimos entrar na área por diversas vezes, mas sem conseguir ferir o adversário. Na segunda parte um erro de posicionamento num lance de bola parada dá o segundo golo deles, e o jogo foi mais do mesmo. Nós com bola, mas sem conseguir furar. Tivemos apenas uma ocasião clara de golo. A marcha do marcador é a que os vídeos indicam. Infelizmente o terceiro golo sofrido não tem vídeo e não nos permite tirar conclusões sobre o mesmo, mas é um lance em transição ofensiva deles, e a segunda ocasião clara de golo que criaram.

Mais - Muita qualidade na construção; Jogar 80% do tempo em que tivemos a bola no meio campo do adversário; Não permitir ao adversário a criação de lances de perigo em organização ofensiva; Agressividade defensiva.

Menos - Fraca capacidade de criação.

Mais ou menos - Gestão da transição defensiva: reacção à perda e controlo da profundidade (Primeira parte); Expulsão do capitão de equipa num lance em que compensa uma má abordagem de colega ao lance, que iria isolar um jogador adversário já depois do jogo estar empatado.

Golo sofrido ao Minuto 3. Sorte, Azar?! Competência, Incompetência?! Acontece.


Golo sofrido aos 50. Não é este o posicionamento treinado.


Golo marcado aos 58. É isto tipo de lances que procuramos criar. Colectivos. Finalização simples. Envolvimento de extremo (dentro) e lateral (também dentro).


Golo marcado aos 85. É este tipo de golos que procuramos evitar. Golos onde os jogadores conseguem encontrar uma solução individual que o colectivo não consegue. Fantástico ainda assim!


Este lance é o reflexo da incompetência da equipa na criação, ao minuto 92. Minuto que precede o terceiro golo do adversário.



Para seguir o campeonato é aqui!