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quarta-feira, julho 29, 2015

Slb pre temporada

Nos jogos realizados nesta  pre temporada do SLB já dá para perceber qual o caminho que Rui Vitória quer para a sua equipa e para os seus jogadores.

O que o SLB tem neste momento:

Uma maior segurança na transição ofensiva, já não coloca tantos jogadores entre bloco adversário, mas sim privilegia num primeiro momento o passe lateral e o passe para trás.

Tem menos identificacao com princípios de jogo interior em superioridade numérica no mesmo, sendo que a equipa parte quase sempre para a organização ofensiva a partir dos corredores laterais.

Tem um maior controlo aparente dos jogos, o que em jogos contra equipas boas da a sensação que está mais equilibrada posicionalmente, na minha opinião jogando o benfica em Portugal só vai ter 4/5 jogos na temporada em que isso pode ser uma mais valia, contra 90% das equipas portuguesas que baixam bloco e esperam no seu meio campo, o benfica vai ter dificuldades em entrar porque não vai ter a capacidade de logo num primeiro passe tirar 3/4 jogadores adversários da sua organização defensiva.

O que já não tem:

Uma linha defensiva top que controla todos os momentos, neste momento até Luisao já não parece Luisao, uma linha defensiva mais larga que concentrada que já não é tão consistente a queimar metros tanto para a sua linha media como para o seu guarda redes.

Questões para Rui vitoria resolver:

Continuar agarrado ao sistema de Jorge Jesus querendo princípios diferentes parece me um erro, partir para o considere ideal dentro da sua ideia parece me neste momento o mais ideal, porque vai ser julgado em qualquer dos sistemas, e se é assim que seja pelas suas ideias e não pelas ideas do seu antecessor.

Djuricic, o que para mim poderia resolver alguns problemas que a equipa revela no corredor central em organização ofensiva tem que ser enquadrado como peça importante numa mudança de sistema.


Para este benfica poder lutar pelo título tem que contratar 1/2 pontas de lança, Soriano caia para RV como Jonas caiu para JJ.

Lateral esquerdo, Grimaldo parece me a melhor opção pela capacidade ofensiva que tem, em Portugal seria  o ideal até pela perda de Máxi, benfica não pode ter 2 laterais mais de equilíbrio que de desiquilibrio.


Veremos na super taca, mas parece-me que o Scp está a adquirir mais depressa os princípios do JJ que o Slb os princípios de RV.

sexta-feira, julho 24, 2015

Maravilhosa entrevista de Busquets

P. ¿En qué es diferente este triplete al de Guardiola en 2009?
R. Este tiene más valor porque el fútbol ha evolucionado, ahora nos respetan más, están más preparados los rivales y la sensación es que es más difícil. Aquel fue más sorprendente, veníamos de una época en que no ganamos nada en dos años. Ahora es distinto, nos esperan. Guardiola tuvo la capacidad de convencernos y de revolucionar el juego; ahora no ha pasado, pero hemos adquirido nuevos matices.
P. ¿Y este Messi es mejor?
R. Sí, Messi se supera cada año. También ha habido un cambio táctico que ha beneficiado al equipo y le ha beneficiado a él. En los últimos años jugaba de falso nueve y eso pilló por sorpresa a los rivales, generó más sorpresa, porque había más espacios. Ahora, al caer en la banda, desborda a partir de ahí y hace inmenso el campo. Tira pases en diagonal para Alba, por ejemplo, que son espectaculares. Eso es reinventarse. Leo evoluciona y lo hace con el equipo. A Leo es imposible pararlo. Por eso es el mejor.
P. ¿Usted corre más o menos?
R. Mira las estadísticas. Estoy entre los tres jugadores que más kilómetros recorren en cada partido. Parece que no, pero corro mucho. En la final de la Champions, el primero del equipo fue Jordi, y el segundo fui yo. No soy rápido, así que si me muevo es porque estoy buscando posición. En la final, el que más kilómetros recorrió fue Pirlo, no te digo más.

sábado, julho 04, 2015

Treinos de início de época

Entre muitas questões que surgem sobre o treino, o início dos trabalhos assume especial relevância pelas circunstâncias em que permite preparar melhor a competição, havendo muito espaço para o erro. Muita coisa é dita, feita, copiada. Muita coisa é criticada, novas teorias lançadas, teorias recicladas discutidas. Uns surgem em oposição aos outros, e poucos a pensar no realmente é melhor para si. Isto é, quase tudo do que se fala é para o alto rendimento. Para quem vive exclusivamente do, e, para o futebol. E para a realidade da esmagadora maioria dos treinadores nacionais, que treinam sem as mesmas condições dos profissionais? O que fazer com o limite de espaço que nos é imposto? Com o número de jogadores que nos é permitido ter? Com a falta de continuidade que o número de treinos provoca? Com o reduzido volume que o número total de sessões até ao início da competição tem? Com o tempo que nos é permitido treinar? Com o facto de lidarmos com jovens amadores cujo o futebol não é a principal actividade, e por isso que chegam ao início dos trabalhos num estado físico miserável? Eu trabalho nessa realidade... E em todas as épocas sem excepção - e esta é mais uma delas - um desafio novo ao nível da operacionalização surge.

Como é que vou trabalhar naquele espaço, com aquele número de jogadores?

Qual é o número de jogadores ideal para trabalhar naquele espaço, com aquele material, em determinado escalão?

Com aqueles jogadores, que ideias de jogo lhes vou tentar passar, e de que forma, para que melhorem rapidamente o seu rendimento - para que evoluam e se desenvolvam mais?

Dessas ideias, o que treinar em primeiro lugar?

Com o tempo que tenho disponível em cada treino, como organizar cada sessão?

Em termos de progressão, qual o melhor seguimento a dar?

Que estímulos devem estar presentes no ano inteiro ao nível de treino, e que estímulos devem aparecer, desaparecer, e voltar a aparecer?

Mais do que as respostas importa reflectir sobre as perguntas na realidade de cada um. A nossa abordagem tem ido no sentido de tentar melhorar primeiro as condições que os jogadores têm para aguentar o treino, para que possam adquirir melhor - com o discernimento necessário - os comportamentos que lhes vamos passar. Ou seja, nos primeiros 5 treinos os exercícios são muito gerais, e solicitam sobretudo as capacidades físicas. Exercícios em situação de jogo, é certo. Mas quase sem especificidade do modelo de jogo. Isto porque nesta fase, tendo em conta as experiências que tivemos, os jogadores não nos chegam em condições de aguentar um exercício de treino, quanto mais um treino inteiro aquisitivo. Se fisicamente não existir uma base que lhes permita resistir, ao treino, não a vale a pena lhes tentar ensinar nada que eles não vão ter a frescura mental para tal. Nos treinos que se seguem é sempre o mesmo: treino aquisitivo, treino aquisitivo, treino aquisitivo, jogo, treino correctivo, treino aquisitivo e/ou correctivo, treino aquisitivo e/ou correctivo, jogo...

quinta-feira, julho 02, 2015

FC Porto na frente

Depois da saída de Vítor Pereira do comando técnico dos Dragões, nunca mais o Porto tinha partido da pole position para a maratona nacional de futebol. Este é o ano que pode marcar o reequilíbrio de uma equipa habituada a vencer sempre. Lopetegui está no segundo ano em Portugal, na mesma equipa, e com uma injecção de capital que promete ser novamente de luxo. Acabado de anunciar o jogador mais caro de sempre em Portugal, o espanhol não terá mais espaço para errar. Já conhece o país, como se joga em cada campo e contra o Porto. Conhece melhor cada treinador, conhece a exigência dos adeptos que o suportam, conhece melhor cada um dos seus jogadores, e está por isso cada vez mais preparado para o pormenor. Não há agora desculpas, ainda que um jogador não faça uma equipa.

Atrás, o Benfica. Pela promessa de um plantel ao nível da qualidade individual superior ao anterior, que foi campeão. Se assim o for, partirá da segunda linha na partida. A dificuldade está em perceber quantos jogadores de Jesus Vitória vai herdar. Quantos consagrados e quantos no segundo ano. Depois disso, ficará mais fácil separar o ontem do hoje, e onde poderá no médio prazo chegar ao nível de jogo. Qual o pormenor com que trabalha, que pormenor trabalha, como hierarquiza o processo.

Depois o Sporting. Com aquele que continua a ser o melhor treinador em Portugal, mas sem a garantia de um plantel que lhe dê o que quer em termos de jogo. Jesus só perceberá quem tem qualidade para o seu modelo quando começar a trabalhar com o plantel, e não tendo essas certezas à tempo útil, poderá não se reforçar de forma adequada. Ainda que parta atrás, sou um dos que pensa que para ser campeão basta apenas vencer todos os jogos contra as equipas inferiores ao nível individual, mesmo que se percam os quatro clássicos. E ninguém é melhor do que Jesus ao nível ofensivo e defensivo contra os pequenos. Vitórias, golos, segurança. Em casa, passará a ser mau tudo que não resulte numa vitória E numa grande exibição. Um "E" muito importante.