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quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Dificuldades do treinador de jovens, e prospecção de jovens jogadores.

Sinceramente, quero pensar o Futebol para as etapas precoces da formação, de uma forma completamente diferente daquela que assumiria numa fase posterior da formação, como é a de especialização. Porque, de facto, as crianças não são homens em ponto pequeno. Aliás, para especializar convém que um conjunto de aprendizagens essenciais nos domínios cognitivo, percetivo-motor (do controlo motor), e psicológico/emocional estejam solidamente consolidadas para elevar a complexidade do processo. Ou seja, há que consolidar os pré-requisitos fundamentais para aquisição da competência técnico-tática. E essa consolidação apenas poderá ser concretizada obedecendo-se ao natural, gradual e paulatino desenvolvimento do ser humano nos  domínios citados. Nessa medida, parece-me fundamental, desde logo, assumir que as crianças não treinam para jogar, mas jogam para treinar.


Parece-me claro que existe um constrangimento que é problemático e que enviesa a formação das crianças e jovens: A existência de competição formal. E não se pretende condenar a competição propriamente dita, porque essa é saudável - em exemplo, não há nada mais competitivo que um jogo deua, que nunca fez mal a ninguém; condenar, sim, os seus formatos e uma conceção redutora, que não se apresenta em consonância com a tentativa de possibilitar uma harmoniosa condição para o desenvolvimento da criança e do jovem, e que têm implicações sobre a tomada de decisões aos vários níveis de decisão, desde a federação, às associações distritais, passando pelos clubes. E se este enviesamento chega ao clube estamos mal, porque é lá que o treino acontece. Dar um exemplo, com interrogação, que me parecem representativos do que pretendo dizer, e refletem a forma como os grandes níveis de decisão moldam e condicionam, severamente, a tomada de decisão do treinador – a) Como é que um treinador, de benjamins ou infantis, que se coloca num clube cuja direção foca a atenção, até nos escalões de iniciação da formação, sobre o resultado, sobre o imediato, em vez de considerar como vital o processo; e que compete semanalmente para uma série de qualquer campeonato distrital, num campo em que se joga 7x7, e cujas dimensões são de mais ou menos 65x40m, pode deixar de elevar despropositadamente a complexidade do processo ensino aprendizagem incidindo sobre um futebol complexo que não pertence às crianças? Bem, e nem estou a referir os senhores que não têm valências didáticas e pedagógicas para conduzir um processo ensino-aprendizagem - para ficar explícito, os senhores que mandam os meninos marcar homem e dão feedbacks porreiros. Quase tanto como os dos pais que estão na bancada.

Os meus olhos dizem-me que a razão da formatação dos nossos jogadores não está, somente, nos treinadores recém-formados que ingressam nos clubes e que querem explanar um conjunto de conhecimentos que levaram anos de formação a adquirir, ou na inconsciência de utilizar a passagem pela formação como meio para atingir um fim, que é a alta-competição (que não deixam de ser condições existentes, infelizmente). No meu entendimento, o problema deve-se, fundamentalmente, ao facto de os muitos jovens treinadores com conceções ricas e fundamentadas para a formação encontrarem um contexto constrangido que não lhes permite fazer bem, permite fazer, apenas, menos mal.

Vivemos todos muito à pressa, até nisto. Não há tempo, nem para treinar o que realmente deve ser treinado. Como é que os miúdos chegam aos 14, 15 anos para especializar (altura em que o jogo coletivo deve, de forma mais efetiva, ser modelado) e não ajustam contenção e cobertura? Não enquadram o corpo e os apoios para o jogo, fechando constantemente o campo? Não fixam antes de passar. Não criam linhas de passe, com referência ao espaço vazio. Não simulam, não enganam, não percebem o jogo, não encontram soluções, não tomam boas decisões. Mas que  é que, nestas condições, vai conseguir modelar o jogo, quando tiver que ser modelado? 
  
Vou rapidamente ao que considero ser uma questão fundamental e que decorre também desta condição de competição – ninguém vê que não se detetam “talentos” e “potenciais” aos cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze anos, e ainda acrescento, doze, treze anos? Quantos chegam aos escalões de Juvenis e Juniores de um clube grande, fazendo o percurso desde os Benjamins? Provavelmente, detetam-se talentos imediatos que salvaguardam resultados imediatos. Talvez, o facto de os clubes maiores efetuarem uma seleção de “talentos” numa fase que antecede os período suscetíveis de desenvolvimento nos seus vários domínios (e esse é um processo ligado ao crescimento e maturação), apenas porque isso garante resultados no imediato, leve a que os que seriam efetivos talentos sejam excluídos e entregues a condições precárias de formação, tanto no que diz respeito às condições materiais, mas também às condições humanas, porque é aí que, maioritariamente, se concentram os maus treinadores (entenda-se, pelo menos, os não qualificados, não no diploma, mas na região encefálica); Mas que, pelo reverso, também se submetam os talentos que detêm ao momento uma extraordinária competência para o jogo a estímulos que se desviam às suas necessidades, por um lado pelos inconsequentes estímulos competitivos que recebem, mas mais importante, pela precoce modelação que o seu jogo sofre – agora, sim, fale-se em formatação, percebendo que essa não existe de forma isolada. E eu acho, muito a sério, que a organização do jogo é essencial em qualquer fase da aprendizagem, até porque encerra em si mesma melhores condições de aprendizagem. 


As coisas estão extremadas. O que eu pergunto é o seguinte: num jogo, o que é que as crianças que perderam por vinte golos aprenderam, e o que é que as crianças que venceram por vinte golos aprenderam? Que conceção para a formação é esta? Mais, e volto a sublinhar, detetar potencial quando o potencial maturacional ainda não foi atingido? Porque é que a velocidade de deslocamento é para vocês, senhores da prospeção, um indicador das vossas tabelas? Só para ganhar agora? E o longo prazo? Eu tenho indicadores, se quiserem. E não são sobre a velocidade de deslocamento, são sobre a velocidade... de pensamento.


Matic, estudante de desporto da Faculdade De Motricidade Humana

19 comentários:

Anónimo disse...

Que indicadores tens? Podes partilhar?

Ronaldinho disse...

Ahaha boa tentativa anónimo

L. disse...

Os indicadores estão estudados e, muito provavelmente, foram também apresentados durante o processo de formação de treinadores. Aquelas aulas em que a malta passou a conversar na fila do fundo porque, aquilo, pouco lhe dizia. Logo, sofrem os possíveis jogadores do futuro.

Grande texto, este, a tocar no nervo da questão fundamental na formação em qualquer desporto.

LGS disse...

Tens andado inspirado Baggio.Mais um optimo texto, continua assim!

Ronaldinho disse...

LGS,
não duvido da inspiração do Baggio mas o texto é da autoria do Matic ;)

L,
Acredita que na formação de treinadores não apresentam indicadores nenhuns, pelo menos não estes que o Matic tem.

Dipeca disse...

Fantástico.. Quem segue os textos do Baggio terá capacidade para desenvolver indicadores. Obrigado Baggio por nos ensinar.. A pensar

Dipeca disse...

Neste caso então, muitos parabéns Matic pelo texto!

Nemanja Matic disse...

Boas pessoal,

Dinho, obrigado pelas achegas.
Acho que os indicadores são o aspeto menos interessante do texto. De qualquer forma, posso dizer que tratam-se de referências pessoais para aferir acerca da aprendizagem dos miúdos que estão à minha frente. Mas mais do que isso são indicadores que me indicam, provavelmente, o melhor sítio para o qual deve estar focado o meu olhar, no processo de treino de crianças. Claro que não são os melhores do mundo. São só os meus, adequados ao meu contexto, e que constituem, na minha ótica, os pré-requisitos para, no futuro, cada e qualquer jogador poder cumprir com qualquer modelo de jogo, se continuar a sua formação.

Claro que a velocidade de pensamento não é mensurável. No entanto, faço a provocação porque acredito muito que o jogo é um jogo de interações complexas, de criação e proteção de espaços, não de derrube de muros, não de más decisões. E esse pensamento, tenho a certeza, não é só pessoal, tem que ser universal.

Reparem, é necessário ser muito rápido, a correr em linha reta, para ser jogador de futebol? Se não é, para quê valorizá-lo? Para mim, a resposta é fácil. São esse tipo de capacidades que num período de grande instabilidade, dado o período vulnerável de desenvolvimento das crianças, desequilibram, claramente.

Para mim, temos, sim, que considerar uma velocidade complexa. E essa é a capacidade de perceber o mais rápido possível soluções acertadas ao que o jogo solicita, ao que o jogo dá, resultado da interação entre a cooperação e a oposição. Isso é ser rápido. Quem diria que ser rápido é temporizar, quando não existem possibilidade de progressão...

Rafael Antunes disse...

Problema de fundo!

É aqui que estará a chave do futuro da formação em Portugal. Outros países já pensaram e atuaram sobre isso.

Quando treinei Benjamins acompanhei uma equipa durante 2 anos.

1º ano
Grupo com meninos de 2º e 1º ano de escalão.

Malhas na primeira volta contra equipas de 3º ano dos clubes grandes da região. Jogos mais equilibrados na segunda volta, sempre a serem decididos nos detalhes que nesta faixa etária todos sabemos quais são. Uma ou outra surpresa de vez em quando, mas sempre underdogs, sempre com a preocupação de toda a gente jogar, toda a gente aprender.

2º ano
Basicamente o mesmo grupo, com as desistências e caras novas habituais nestas idades. Grupo de 3º e 2º ano de escalão.

Passeámos até às meias finais da competição, com as tais vitórias com 20 golos marcados.

Não é preciso dizer qual dos dois anos foi o mais profícuo a todos os níveis...

Grande texto!
Reflexão urgente!

Leandro Belmonte disse...

'Quem diria que ser rápido é temporizar, quando não existem possibilidade de progressão...' Texto brilhante, muito acertado. O problema começa em quem dirige (associações, federações etc,) num patamar mais elevado, por assim dizer, que abre o apetite a que qualquer um abra uma 'escola de futebol' em que o principal é o lucro que cada criança traz. Mais vitórias = mais crianças, logo, mais dinheiro. Os clubes começar a perceber as manhas e, num tempo em que os 'apoios' monetários são cafa vez mais controlados, decidiram também eles iniciar-se nesse negocio. Volta tudo ao anterior, mais crianças mais dinheiro. Qualidade mínima no ensino, pois esse não produz, no imediato, as vitorias qie trazem os miúdos. Depois existem os treinadores que têm como objectivo alcançar no mínimo tempo possível os patamares mais elevados, atropelando tudo o que aparece à frente, não respeitando etapas nenhumas. É ve-los mais preocupados que um qualquer presidente de associação quando o assunto é o problema da existência da competição formal, por assim dizer. Não percebem que o objectivo não é acabar com a competição, é torná-la mais competitiva.
Matic não sendo eu um observador, acho importante a revelação desses indicadores, por forma a tornar os observadores mais competentes. Se vão todos mudar os indicadores? Não. Mas se 1mudar, é vitória. Entendo que não queiras dar ao desbarato o teu trabalho mas também penso que o futebol é um dos desportos mais atrasados, em vários aspectos, devido à não partilha de conhecimento e experiências. Todos pensam ter descoberto a pólvora, no entanto, quase ninguém explode. (nao me estou a referir a ti) . Abraço

Melas disse...

Parabéns pelo brilhante texto Matic, subscrevo na integra o que referes, como tu bem sabes porque já tivemos a oportunidade de discutir muitos dos temas que abordas.

Penso que esta reflexão devia estar afixada em variadíssimos clubes, associações e federações das mais variadas modalidades desportivas colectivas, sendo que no futebol, devido à sua notoriedade, urge rever os enquadramentos competitivos e "controlar" os ímpetos de recrutamento dos clubes mais fortes desportivamente e financeiramente.

Mais uma vez os meus sinceros parabéns pelo brilhante texto e muito obrigado pela partilha.

Saudações desportivas.

LGS disse...

Então parabéns Matic! Desculpa o lapso e espero que venham cá parar mais textos teus :)

Ronaldinho tu tens andado desaparecido, volta a escrever que nós temos saudadinhas!

LGS disse...

Então parabéns Matic! Desculpa o lapso e espero que venham cá parar mais textos teus :)

Ronaldinho tu tens andado desaparecido, volta a escrever que nós temos saudadinhas!

Artur Semedo disse...

isto está over9000 de bom!!!

Pedro Costa disse...

Não discordando da tua opinião na sua grande maioria .. e considerando que SIM, a "velocidade de pensamento" é fundamental ... parece-me perigoso descartar a velocidade de deslocamento como um dos indicadores imprescindíveis ao sucesso no Futebol 11 ... e sabendo eu (que estou no meio) que um jogador rápido (no seu deslocamento) será sempre rápido, e um jogador lento será sempre lento, parece-me que esse deve ser um indicador importante a considerar logo em idades precoces ... Posso aceitar que este factor seja menos importante em algumas funções do que noutras (médio centro, por exemplo), mas não deixo de o achar fundamental ... E posso dar mil exemplos de jogadores que fazem das suas capacidades físicas um dos factores do seu sucesso, e olhando para um que para mim é óbvio no campeonato português, o Salvio, que alguns (muitos) categorizam-no de jogador "burro" (visto que apenas escassas vezes decide bem) e que tem um enorme sucesso no seu jogo e há de ser sempre um jogador que desequilibra e que faz ganhar jogos ... mas é apenas uma opinião e não tem de ser a certa, mas é a minha.

Nemanja Matic disse...

Primeiro, obrigado pelas opiniões e por tentarem acrescentar à reflexão. Depois, dizer que já dei um cheirinho aqui e ali, no que escrevi, do que me parece efetivamente relevante ser olhado, avaliado e objetivo operacional do processo de treino, com crianças. De qualquer modo, como se vai dizendo, não há receitas, daí não explicitar aqui. Além disso, reparem, essa tomada de decisão é vossa. Não será o mais certo, da minha parte, prescrever soluções. Até porque alguém pode ver uma solução melhor, que eu não estou a ver. Só por isso.

Rafael, claro. Duvido que exista alguma sensação melhor, para um formador (treinador, professor, o que seja), do que a de que se contribuiu para a evolução, a transformação de alguém para melhor. Isso é ensinar, no quer que seja.

Amigo Pedro, mais uma vez obrigado pela tua opinião e por colocares em causa. Aqui vai a minha opinião ao teu comentário. E repara, parece-me que o teu princípio não deixa de estar correto. De facto, sabemos que o grau de treinabilidade da velocidade máxima e capacidade de aceleração é menor, nomeadamente por fatores biológicos inerentes ao próprio indivíduo, que pertencem ao seu genótipo (tipologia das fibras musculares, concentração de enzimas, bom, nem é necessário entrar por aí). Além disso, sabemos que esta velocidade deve ser desenvolvida num período que até precede outras capacidades condicionais, portanto, relativamente cedo. Nesse sentido, pelo que percebi da tua opinião, é que se deve salvaguardar essa valência, que pertence mais a cada criança, para depois desenvolver um conjunto de capacidades e competências que são mais suscetíveis ao treino. Contudo, a minha questão é acerca da importância dessa velocidade. Até para o rendimento. Percebo o que queres dizer, sim, pode desequilibrar no rendimento. Mas achas mesmo que essa velocidade é assim tão essencial para o jogo, que valida a possibilidade de se comprometer o desenvolvimento dos que não são rápidos dessa forma, e são ou podem vir a ser de outra, essa sim central? É que é isso que acontece. E essas crianças, muitas vezes, vão passando ao lado. E nós sabemos lá qual seria o seu desenvolvimento no futuro. Como disse Menotti, ok, esses cavalões aceleram, e depois, para travar?

Os meus olhos não são os mais experientes do mundo, mas se quiseres a minha perspetiva, que vale o que quiseres, é que as crianças como maior velocidade de deslocamento e capacidade de acelerar são as que tendem a desenvolver piores mecanismos de decisão, exatamente porque sabendo que têm sucesso com esse tipo de comportamento, ignoram a perceção da informação contextual, o que se traduz, tendencialmente, na escolha de piores soluções.

Quanto ao Salvio, não gosto de usar a palavra técnica sem juntar a palavra tática, mas é curto e cá vai: De facto, sob ponto vista físico e técnico o Salvio é muito forte, desequilibrador. Agora pensa no Sálvio, assim, mas a ler e perceber o jogo, a tomar decisões que o aproximam a ele e ao coletivo mais vezes do sucesso, contra qualquer equipa. É que a questão é essa. E se fosse assim, ele não hipotecava o que tem, potenciava.

Nemanja Matic disse...

Queria só acrescentar umas coisas curtas sobre a competição e a seleção de jogadores nas idades referidas.

1) Competição. Competição formal é diferente de jogo formal. O jogo formal, para mim, é um ótimo exercício de treino, que contra outras equipas, por si, é competitivo e, portanto, salvaguarda as particularidades do contexto competitivo, que o treino dificilmente consegue integrar. O problema, para mim, está no sentimento de competição, e de resultado imediato que está implicado. E, como referiu o Leandro, é a existência dessa condição que, provavelmente, condiciona a tomada de decisão do coordenador, do treinador, em última análise. A ideia não seria acabar com a competição, mas sim, torná-la mais competitiva, mais equitativa, mais justa. Além disso, para mim, o jogo formal, inerentemente competitivo, por si, e depois se ajustado nos seus formato (isto é nas suas relações numéricas e no espaço de jogo) asseguraria, certamente, uma progressão muito mais sensata para o futebol 11. Enfim, outras conversas.

2) Seleção. Já expliquei em que medida não concordo com isto. Não obstante, há um requisito, um pressuposto pedagógico, que é basilar. O de ajustamento do nível de prática, e com isso a formação de grupos homogéneos de prática. Concordaria com a seleção se ela fosse, apenas, feita no sentido de adequar o nível a cada criança, com ajustes no tempo. Não no sentido de fazer futurologia.

Gonçalo Matos disse...

" há de ser sempre um jogador que desequilibra e que faz ganhar jogos"

quando a qualidade do adversário aumenta, menor a capacidade que ele tem de desequilibrar e contra adversários de topo é mesmo quase nula..
Em geral, quanto mais exigente o jogo é em termos tácticos, menos impacto a capacidade física tem na minha opiniao. e nada melhor que a equipa dos anões do Pep para nos mostrar isso...

Matic, este texto é top! Muito obrigado pela tua partilha!

Mats Hummels disse...

Caro Gonçalo Matos, não discordo em nada do que disseste, sim é verdade, que quanto mais qualidade tem o adversário, menos sucesso o Sálvio tem, mas estamos a falar do Sálvio, não é o Cristiano Ronaldo, foi apenas um exemplo que peguei do nosso campeonato para exemplificar que a vertente física há de ser sempre importante TAMBÉM (e não APENAS). O que eu acho é que quando falamos deste assunto pensamos que só é possível ter um em detrimento de outro e isso não é verdade, se eu puder ter um jogador rápido "de deslocamento" e rápido "de pensamento" não vou preferir a ter um que só tenha um dos dois?
E atenção à "equipa dos anões do Pep", partindo do principio que estamos a falar do Barcelona (visto que no Bayern eles não são "tão anões" assim), porque não me parece correto dizer que estes eram lentos (Dani Alves, Jordi Alba, Puyol, Pedro Rodriguez, Messi, Mascherano, Tello, Adriano, Bojan, etc) ... Mas regra geral concordo com o que dizem, não estou contra, estou é completando, e para mim, hei de sempre preferir um jogador que alie estas duas velocidades de que falamos. A única coisa que vou continuar a afirmar é que a velocidade de deslocamento deve ser sempre um indicador de seleção nos escalões mais jovens porque é INATA, tem a ver com o tipo de fibras musculares, a outra é mais facilmente melhorada ... Mas não me levem a mal, é só uma opinião, cada um tem a sua, e ainda bem, senão isto não tinha piada nenhuma .. Abraço

Pedro Costa