Posse de bola no Facebook

Translate

sábado, fevereiro 28, 2015

"We don't have a 20 goals a season striker"


A sério que um treinador que tem Van Persie, Rooney e Falcão escolhe dizer isto para justificar o injustificável?
Dizer que, os três avançados de classe mundial, neste momento, não são jogadores de 20 golos por época mas que na próxima já podem voltar a ser é mesmo, mesmo, mesmo fugir à responsabilidade como nunca tinha visto. É negar aquilo que é o seu trabalho e dizer que é obra do acaso o facto dos três deixarem de marcar golos na mesma época.


Tens razão Van Gaal, não tem nada a ver com processos coletivos, tu não podes fazer nada a não ser esperar que eles se lembrem de voltar a marcar. Ou então gasta mais 75M num gajo qualquer pode ser que resolva.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Chocolate e Messi.

É certo que o segundo golo do Barcelona em Manchester é precedido de um chocolate imenso, de uma troca de bola em largura, na procura de penetrar o bloco. É certo que a bola andou dentro e fora do bloco, consoante a percepção das melhores e piores condições para a bola entrar e sair do bloco. É certo que foi uma acção colectiva do melhor que pode haver. Mas também é certo que ter um gajo que fixa toda uma estrutura defensiva ajuda. Messi reinventou nestes últimos jogos o conceito de fixar e soltar. Passou a ser possível fixar toda uma equipa que se organiza para defender com a acção individual de apenas um jogador. Agora digam-me, como é que este não é o melhor que a história do jogo alguma vez viu?!

Com a bola nos pés de Messi nunca se está em inferioridade numérica.


quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Jornal dos coxos - Jogo das 7 bolas



Há varios meses que não fazia este exercício, e como estava a precisar de alguma coisa que provocasse constantes alterações numéricas e as adaptações que provocam, e que ao mesmo tempo mexesse muito com a cabeça dos coxos (nomeadamente na macaquice/ratice/manha), avançamos com isto nesta semana.

O jogo inicia-se com 6 bolas paradas, em cada canto e também no meio das linhas laterais, mais uma a jogar.

- Se a bola sai pela linha lateral, a equipa que vai realizar o lançamento pode escolher a bola que está ao meio a esquerda ou direita... sendo que aqui o desejável é que sigam aquela que lhes dá mais vantagem. A equipa que tocou em ultimo lugar na bola antes dela sair, tem de a ir buscar, e deixar no local onde a outra bola saiu. Seja o espaço mais perto onde a bola de jogo saiu... ou no lado contrário obrigando a uma inferioridade numérica considerável.

- Se for golo, há bonus e então a equipa que marcou segue bola nova, sendo que o GR dessa equipa deve ir buscar uma qualquer a sua esquerda ou direita (nos cantos) . A equipa que sofreu golo tem de ir buscar a bola que entrou na baliza e ir repor no espaço que o GR deixou livre. Mais uma superioridade numérica durante o tempo que o coxo demorar a ir lá deixar a bola.

Cantos e pontapés de baliza... são tratados da mesma maneira. Quem mandou para fora vai buscar, e seguem a bola do lado que quiserem.

Coisas "giras" que nascem daqui:

- A macaquice de alguns que percebem logo que devem recomeçar com a bola o mais longe possivel, para que o adversário fique com menos um durante mais tempo.

- A mega inteligência de alguém que estando em inferioridade faz posse de bola utilizando o GR, dando tempo de o colega que está a correr que nem um louco para ir repor a bola tenha tempo de regressar

- eles a adaptarem-se rápidamente para proteger em 1º lugar a baliza quando alguém tem de ir repor bola, ou melhor... a obrigarem a ser o avançado a ir repor, para que o "triangulo defensivo" esteja estável.

- O darem imediatamente na cabeça do coxo que chuta de longe, porque tem mais hipoteses de falhar e depois ficam com menos um "JOGA SEGURO! REMATA PELA CERTA!"


Estes comportamentos, com o tempo acabam por se mostrar todos, se lhes derem tempo suficiente para o fazer. Quando não estão a aparecer... é parar (até para gerir a intensidade porque isto rebenta com eles) e perguntar - "qual bola devem escolher para criar mais dificuldades ao adversário?" "quem é que deve ir repor a bola?"


Já fizemos isto 3v3, 4v4 e 5v5. O mais interessante (pelas adaptações as diferenças numéricas) mostrou ser o 4v4. Isto, no nosso contexto.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Diário dos Picaretas. Exercício de treino.

No treino de 60 minutos, 6 jogadores e 1 Guarda-Redes, até aos últimos 20 minutos. Depois chegaram mais dois jogadores para participar no último exercício de treino.

Meinhos e activação - 15 minutos.

Jogo de posse e progressão, com referência no apoio frontal. 3x3+2 Jokers. Marca ponto a equipa que conseguir colocar a bola no apoio frontal. Marca 3 pontos quem conseguir colocar no apoio frontal variar o ângulo do ataque e colocar no outro apoio frontal. 20 minutos.


4x4+GR, para duas balizas - 20 minutos. Com o treinador a colocar as bolas em jogo, para "controlar" a intensidade. As bolas eram de diferentes tamanhos para dar estímulos diferentes do ponto de vista técnico. Interessante o GR ter respondido a um colega que se queixava das bolas mais pequenas - "É mesmo assim para nos tramar". E eu, "exacto Miguel. O treino tem de ser difícil para vocês aprenderem alguma coisa. 

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Treino. Tomada de decisão. Enganar o adversário. Percepção do contexto.

Muito tem sido escrito aqui e no Lateral Esquerdo, sobre a importância, no futebol jovem, de serem os jogadores a seleccionar o caminho, sem que o treinador intervenha no processo de decisão dos mesmos. Poderá isto parecer que se está a dizer que no treino o treinador não têm qualquer tipo de relevância para a evolução do atleta, e que se pode deixar os jogadores treinarem livremente sem qualquer tipo de intervenção. Não é bem isso o que se pretende passar. O conceito é difícil de entender, eu sei, mas muito importante que seja entendido por qualquer treinador de jovens jogadores.

É importante que se perceba que a tarefa fundamental de um treinador de jovens é desenvolver qualidades técnicas e físicas, e ajudar o jogador a descobrir o caminho. Isso pressupõe que não sejam os treinadores a fazer o mapa, mas sim que ditem as regras de acção - constrangimentos - para que o jogador descubra determinado tipo de comportamentos. Depois, na dificuldade, caso as regras não cheguem, ajudar o jogador a perceber a informação que o contexto lhe dá, e com isso esperar que a seu tempo ele descubra o seu caminho. O exemplo no vídeo de Nasri é bastante esclarecedor, vejam. Imaginemos que o objectivo seria fazer o jogador descobrir formas para criar situações de finalização em superioridade 1x0, 2x1, 2x0, etc. Cria-se o exercício em superioridade para facilitar a aquisição do comportamento, e o volume de acções do tipo que se quer, uma forma jogada em espaço reduzido, e deixa-se os jogadores jogar.
Imaginem que o treinador dita: Em superioridade temos de conduzir para cima do adversário, ou do espaço, fixar um ou mais elementos e soltar nos colegas que ficaram livres. Não estará o treinador desta forma, a dar a resposta antes de fazer a pergunta? E o que é que os jogadores aprendem dessa forma? Imagine-se um aluno de Matemática, o professor chama-o e diz-lhe 1+1=2. De seguida vem outro professor e pergunta-lhe quanto é 1+1? E ele responde. De imediato surge outra questão, por que é que 1+1 são 2? E ele responde, porque o professor disse... Com o treino, no futebol, é o mesmo. Para que exista aprendizagem não se podem procurar atalhos, é preciso obrigar os jogadores a pensar, e tornar a tarefa rica e complexa, para o nível dos jogadores em questão.

Num exercício deste tipo, para que se estimule a criatividade e a multiplicidade de soluções, procuro em primeiro lugar deixar os jogadores criarem livremente. E assim que existam lances que considero erros, interromper e ajudar os jogadores todos dentro do exercício a perceber o que falhou, na análise do contexto:

- O adversário estava fixo, com os apoios mal orientados?
- Havia espaço nas costas da defesa passível de explorar sem que o GR intervenha?
- Havia espaço para conduzir?
- O adversário saiu na bola, ou fechou as linhas de passe?
- No 1x1, como estava orientado o corpo, apoios, do adversário?
- Se fosses para ali o que achas que acontecia?
- Se passasses para lá, o colega ficava melhor que tu?
- Onde é que era preciso dar linha de passe? Porquê?

São estas algumas das pequenas questões que costumo utilizar - uma de cada vez - para guiar os jogadores durante o seu processo de aprendizagem. E Nasri, como criativo que é, percebeu perfeitamente e fez uma leitura fantástica do comportamento do adversário antes de tomar a sua decisão. No momento em que o adversário tenta adivinhar o passe, e vira o apoios para cair em D.Silva, Nasri fica com o caminho livre para o remate, e assim o faz.

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Dificuldades do treinador de jovens, e prospecção de jovens jogadores.

Sinceramente, quero pensar o Futebol para as etapas precoces da formação, de uma forma completamente diferente daquela que assumiria numa fase posterior da formação, como é a de especialização. Porque, de facto, as crianças não são homens em ponto pequeno. Aliás, para especializar convém que um conjunto de aprendizagens essenciais nos domínios cognitivo, percetivo-motor (do controlo motor), e psicológico/emocional estejam solidamente consolidadas para elevar a complexidade do processo. Ou seja, há que consolidar os pré-requisitos fundamentais para aquisição da competência técnico-tática. E essa consolidação apenas poderá ser concretizada obedecendo-se ao natural, gradual e paulatino desenvolvimento do ser humano nos  domínios citados. Nessa medida, parece-me fundamental, desde logo, assumir que as crianças não treinam para jogar, mas jogam para treinar.


Parece-me claro que existe um constrangimento que é problemático e que enviesa a formação das crianças e jovens: A existência de competição formal. E não se pretende condenar a competição propriamente dita, porque essa é saudável - em exemplo, não há nada mais competitivo que um jogo deua, que nunca fez mal a ninguém; condenar, sim, os seus formatos e uma conceção redutora, que não se apresenta em consonância com a tentativa de possibilitar uma harmoniosa condição para o desenvolvimento da criança e do jovem, e que têm implicações sobre a tomada de decisões aos vários níveis de decisão, desde a federação, às associações distritais, passando pelos clubes. E se este enviesamento chega ao clube estamos mal, porque é lá que o treino acontece. Dar um exemplo, com interrogação, que me parecem representativos do que pretendo dizer, e refletem a forma como os grandes níveis de decisão moldam e condicionam, severamente, a tomada de decisão do treinador – a) Como é que um treinador, de benjamins ou infantis, que se coloca num clube cuja direção foca a atenção, até nos escalões de iniciação da formação, sobre o resultado, sobre o imediato, em vez de considerar como vital o processo; e que compete semanalmente para uma série de qualquer campeonato distrital, num campo em que se joga 7x7, e cujas dimensões são de mais ou menos 65x40m, pode deixar de elevar despropositadamente a complexidade do processo ensino aprendizagem incidindo sobre um futebol complexo que não pertence às crianças? Bem, e nem estou a referir os senhores que não têm valências didáticas e pedagógicas para conduzir um processo ensino-aprendizagem - para ficar explícito, os senhores que mandam os meninos marcar homem e dão feedbacks porreiros. Quase tanto como os dos pais que estão na bancada.

Os meus olhos dizem-me que a razão da formatação dos nossos jogadores não está, somente, nos treinadores recém-formados que ingressam nos clubes e que querem explanar um conjunto de conhecimentos que levaram anos de formação a adquirir, ou na inconsciência de utilizar a passagem pela formação como meio para atingir um fim, que é a alta-competição (que não deixam de ser condições existentes, infelizmente). No meu entendimento, o problema deve-se, fundamentalmente, ao facto de os muitos jovens treinadores com conceções ricas e fundamentadas para a formação encontrarem um contexto constrangido que não lhes permite fazer bem, permite fazer, apenas, menos mal.

Vivemos todos muito à pressa, até nisto. Não há tempo, nem para treinar o que realmente deve ser treinado. Como é que os miúdos chegam aos 14, 15 anos para especializar (altura em que o jogo coletivo deve, de forma mais efetiva, ser modelado) e não ajustam contenção e cobertura? Não enquadram o corpo e os apoios para o jogo, fechando constantemente o campo? Não fixam antes de passar. Não criam linhas de passe, com referência ao espaço vazio. Não simulam, não enganam, não percebem o jogo, não encontram soluções, não tomam boas decisões. Mas que  é que, nestas condições, vai conseguir modelar o jogo, quando tiver que ser modelado? 
  
Vou rapidamente ao que considero ser uma questão fundamental e que decorre também desta condição de competição – ninguém vê que não se detetam “talentos” e “potenciais” aos cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze anos, e ainda acrescento, doze, treze anos? Quantos chegam aos escalões de Juvenis e Juniores de um clube grande, fazendo o percurso desde os Benjamins? Provavelmente, detetam-se talentos imediatos que salvaguardam resultados imediatos. Talvez, o facto de os clubes maiores efetuarem uma seleção de “talentos” numa fase que antecede os período suscetíveis de desenvolvimento nos seus vários domínios (e esse é um processo ligado ao crescimento e maturação), apenas porque isso garante resultados no imediato, leve a que os que seriam efetivos talentos sejam excluídos e entregues a condições precárias de formação, tanto no que diz respeito às condições materiais, mas também às condições humanas, porque é aí que, maioritariamente, se concentram os maus treinadores (entenda-se, pelo menos, os não qualificados, não no diploma, mas na região encefálica); Mas que, pelo reverso, também se submetam os talentos que detêm ao momento uma extraordinária competência para o jogo a estímulos que se desviam às suas necessidades, por um lado pelos inconsequentes estímulos competitivos que recebem, mas mais importante, pela precoce modelação que o seu jogo sofre – agora, sim, fale-se em formatação, percebendo que essa não existe de forma isolada. E eu acho, muito a sério, que a organização do jogo é essencial em qualquer fase da aprendizagem, até porque encerra em si mesma melhores condições de aprendizagem. 


As coisas estão extremadas. O que eu pergunto é o seguinte: num jogo, o que é que as crianças que perderam por vinte golos aprenderam, e o que é que as crianças que venceram por vinte golos aprenderam? Que conceção para a formação é esta? Mais, e volto a sublinhar, detetar potencial quando o potencial maturacional ainda não foi atingido? Porque é que a velocidade de deslocamento é para vocês, senhores da prospeção, um indicador das vossas tabelas? Só para ganhar agora? E o longo prazo? Eu tenho indicadores, se quiserem. E não são sobre a velocidade de deslocamento, são sobre a velocidade... de pensamento.


Matic, estudante de desporto da Faculdade De Motricidade Humana

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Sobre o pior jogo entre grandes dos últimos anos, uma discussão não tão privada.

Estive tentado a analisar o jogo, mas logo desisti porque foi um martírio assistir ao que se passou ontem em campo. Jogo demasiado mau, do ponto de vista ofensivo, para que me mereça mais qualquer tipo de atenção. Fica aqui um trecho da discussão com o Maldini no final do jogo.

Baggio - É complicado entrar a jogar com menos dois. Aguardo ansiosamente que o senhor John e o senhor Salvio entrem em jogo.

Maldini - um milagre tem sido feito no Benfica... eu bem te disse, neste momento nem mais qualidade individual que o SCP tem. E quando falta Gaitán e Amorim que terão de ser titularissimos sempre, nota-se muito mais. Samaris tanto tem pormenores como faz a assistencia para o golo do SCP(Como outras perdidas que teve para contra-ataques mt perigosos). Almeida... SLB sem saída de bola por falta de qualidade dos jogadores. Cada recepção ... um horror... Uma equipa onde metade têm estas dificuldades técnicas e de decisão... repito ... tem sido feito um milagre na organização colectiva de uma equipa cheia de nabos!

Baggio - Pizzi e Cris de fora...

Maldini - Cris? viste o jogo em Penafiel? se contra o Penafiel perdeu 2/3 de bolas ali mm à frente da defesa, imagina em alvalade. 

Baggio - Mas olhando para o 11 do Benfica, entrava Patrício, William, J.Mario, Nani, Carrillo, Montero. O melhor em campo para mim, hoje, foi William... Mas ainda assim, o SLB, na segunda parte, não quis jogar.

Maldini - pois não! Acabei de escrever isso. Mas, deixou de jogar pq cada vez que tentava os seus médios ou o Jardel entregavam bola para contra-ataque adversário! Sempre que tentaram deu merda! Por falta de qualidade gritante!

Baggio - Ah e tbm acho que Samaris vai agarrar, claro

Maldini - O Enzo ainda ia disfarçando a mediania, porque dava saída de bola pelo corredor central... agora é um vazio... Há um calendário teoricamente muito acessível e só por isso o SLB é neste momento, em função de também liderar, favorito... porque esta equipa era para tar a lutar com o SCP para ver quem ficaria em 2º com acesso directo à champions, e nunca para andar em 1o isolado! (Esta equipa, leia-se individualidades!)

Baggio - Aí já não consigo concordar. O SLB tem equipa para lutar pelo título, porque individualmente só não é melhor que o Porto. É parecida, neste momento, ao Sporting. Mas isso significa que de 34 jogos tem a "obrigação" de ganhar 30. Isso dá para ser campeão, mesmo perdendo mais um ponto aqui e acolá.

Maldini - pa... tapas ali bem o meio e n ha qualidade lá atrás para fazer a bola chegar com qualidade aos espaços entre-linhas. Ficar só a defender e forçar os erros dos médios centros para conta-atacar... não digo que é fácil ganhar ao SLB pq mm nos c.ataques, o SLB sabe como ng defender com poucos... agora que os jogos serão mais aleatorios... são! Um Rio Ave e um Guimaraes poderão perfeitamente ganhar ao SLB. Ai SLB forçará a saida a jogar e vai perder mta bola ali p a transição... A org of do benfica foi o que sempre é! Os posicionamentos são sp os mm! A diferença é que ter Jardel, Eliseu, Samaris e Almeida a procurar meter a bola no espaço entre-linhas... não resulta! Não têm qualidade para isso! Perdem mais bolas que as que entregam. E qd entregam é com picos.

Baggio - Tbm pq o Jesus só quer sair em condução, por força da pouca elasticidade do sistema que escolheu para sentar o modelo

Maldini - em condução como? Só com Enzo saia em condução. Os outros são sp em passe! Só que agora metade da equipa (e pior... a metade que mais toques dá na bola!!!! pq joga mais atrás) não tem qualidade!

Baggio - Não. Continua a querer sair em condução. Pelos alas. E no meio (não foi o caso deste jogo) mas daí ele procurar insistentemente um sucessor do Enzo. Em passe só se a bola entrar nos avançados entre sectores. Os outros é receber e ir embora. Gaitan e Salvio a cabeça. Também por isso, mais refém da individualidade. Vês N vezes quando o 6 baixa para pegar 1 jogador abandonado no corredor central, para receber aí. Mesmo com movimento interior dos alas, fica muito espaço entre eles, sem jogadores entre jogadores adversários para receber.

Maldini - eu acho precisamente o oposto total. E o q falta é realmente quem consiga conduzir. Pq deste 11 q jogou hoje, nem um tem qualidade para seguir a conduzir. E não os vi a tentar sequer. Só o Salvio mas qd recebe junto à linha, qd na maior parte das vezes ele até joga é dentro, pq o ala dto é o Maxi! Hoje bastava ter um William no meio, para meter a bola nos 6 jogadores que pedem a bola nas costas do meio campo adversário. O problema é não ter qualidade para meter lá a bola (aquela relva também é um atentado ao futebol e o MS se um dia quiser trabalhar o jogo ali entre linhas no CC vai ter mtas dificuldades por isso)

Baggio - Exacto. Essa falta que sentes é exactamente o que digo. Estás mais que habituado a ver gente a conduzir. A sair com ela dessa forma. Quando não tens quem o faça, não consegues sair em passe, porque normalmente só o fazes para os avançados. Dificilmente vês construir para enquadrar os médios para a defesa contrária. Normalmente é condução, ou enquadras logo os avançados. Estás precisamente a dizer o mesmo que eu. Mais refém das individualidades, também por isso.

Maldini - Isto é tipo os putos....a malta mete os gordos cepos lá atrás, e os bons lá à frente. E depois queixa-se que os bons não jogaram bem, qd na verdade os cepos não foram capazes de meter a bola redonda nos bons. Eu achei o jogo absolutamente normal. O SCP n tem piores jogadores que o Benfica, ao contrário do que os benfiquistas gostam de dizer (e ao contrário do ano passado que era uma diferença abismal!). Ainda para mais qd Amorim e Gaitán não jogaram. O jogo era decisivo para o SCP que estava obrigado a ganhar e jogava em CASA uma cartada decisiva. Isto conjugado com a falta de qualidade individual do SLB onde ela mais falta faz ( que não é nas alas, ne?), o jogo seguiu um rumo que eu já esperava! Foi 1a1, mas o mais certo até era ser 0 a 0...

Baggio - O Jesus jogou estrategicamente com isso. Daí A.Almeida no meio, para ajustar logo na linha defensiva em transição defensiva. Portanto, sim, já se estava a espera. Não deixou de ser um jogo horrível por isso. Por o Sporting não conseguir, e o Benfica não querer, apesar da falta de qualidade no meio. Uma ocasião de golo para cada lado, para além dos golos. Mas o golo do SLB não é nada, não é...

Maldini - já agora para finalizar, o SCP teve 2/3 do jogo só a esticar o jogo nos extremos. Não há grande ciência nisso, e tb daí n terem criado dificuldades sem ser qd o SLB errava (perdia posse à frente da defesa). Derby muito fraco... falta de qualidade gritante!

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Diário dos Picaretas. Velocidade, coordenação, agilidade - Finalização e tomada de decisão.

Uma questão colocada por um leitor, que me parece pouco interessante por estar focada no treino das capacidades condicionais dos jovens jogadores, que é muito importante nestas idades para que desenvolvam a força que tão necessária é para o seu futuro. Parece-me pouco interessante porque basta consultar a bibliografia sobre a treinabilidade da força, coordenação, e agilidade e facilmente se encontram cem mil exercícios diferentes, e facilmente aplicáveis em todos os contextos. Não é algo que eu descure, o treino das condicionais, tento-o fazer todos os treinos, na medida certa (em termos de proporção com o resto do treino), com o descanso adequado entre cada repetição (1/10), com a duração certa de cada acção (não mais de 7 segundos) e com um número de repetições adequado ao tipo de força que quero estimular, e ao desenvolvimento de fibras com determinado padrão de contracção (Brancas). No fundo não quero que eles entrem em regime de resistência. Tenho alguns cuidados antes de fazer este tipo de trabalho com as condições do campo, e com o frio.

Segue um exercício que utilizei ontem para todo o grupo de trabalho.

Velocidade, coordenação, agilidade + Finalização. 2x1+GR.
Os jogadores de azul e amarelo cumprem com a tarefa da sua estação, e sprintam até à zona da meia lua. Os jogadores de branco cumprem com a tarefa e sprintam para servir de apoiar quem ataca.
O treinador é quem faz o passe para um dos jogadores e decide o momento adequado para o fazer (se deixa o jogador que recebe a bola livre para enquadrar, ou se faz o passe quando está a ser pressionado nas costas) para não mexer com a tomada de decisão.
Quem recebe a bola deve estar atento a um estímulo: se está pressionado ou não, e para isso deve tirar os olhos da bola e perceber o que se passa ao seu redor. Se estiver pressionado joga no apoio, se estiver só enquadra. O jogador que corre para apoiar tem a obrigação de comunicar ao colega se está só e pode enquadrar ou se tem homem nas costas, para estimular a comunicação. E com essa informação que dá ao colega, decide a que tipo de desmarcação fazer - se está só, dá linha de passe (esquerda ou direita, criando superioridade 2x1); se está pressionado fica como apoio frontal para receber e enfrentar ele o defesa.
Cada jogador decide se quer ou não utilizar a superioridade numérica, se temporiza para que ela chegue, ou se acelera logo para o golo. Em função disso - da tomada de decisão - discute-se com os jogadores individualmente uma opção que seja menos adequada.
O treino foi de 60 minutos no total, e juntando este exercício ao aquecimento, sobraram 25 minutos, onde se fez um jogo com 4 balizas, onde quem não tinha a bola tinha que meter um jogador na baliza que estava a ser atacada (pela falta de Grs), e onde quem chutava a bola fora ia buscar (para ir criando superioridade numérica para quem atacava). O espaço foi curto, e o objectivo era reforçar as variações do centro de jogo - daí cada equipa atacar 2 balizas - e a qualidade do gesto técnico quando se exige menor tempo de execução.

Jornal de Coxos - Planear para delegar

Boas,

Ontem fizemos uma coisa que já não acontecia a uns tempos, e que acabou por ser muito bom a vários níveis, mas que temos sempre alguma dificuldade para realizar.

Há 3 escalões diferentes a treinar ao mesmo tempo, sendo que o treino é de 90 minutos.

Desses 3 escalões, 2 são benjamins, e 1 é infantil.

Ontem, juntamos os 2 grupos de benjamins, que no fundo são 4 grupos (apesar de evitarmos ao máximo separar A de B).

3 momentos de treino:

Aquecimento - 10 minutos + 5 minutos de organização de grupos e instrução para a 1ª tarefa

3 exercícios - 15 minutos cada 1, sendo que um deles estava dividido em 2 momentos ( 7 minutos cada )
Guarda da linha + tabela para 3v2+GR
4v2 com baliza em triangulo
3v3 a chamar amigos

Torneio escada  - jogos de 6 minutos.

Esta organização permitiu:
Aos 2 treinadores principais estarem "por fora", principalmente em organização e a avaliar treinadores;
A cada um adjuntos/estagiários terem estações de acordo com as suas competências.

De todos os adultos, apenas um dos estagiários tinha "menos que fazer", mas também é aquele que menos conhecimentos tem também, pelo que esteve a ajudar um dos treinadores mais experientes.

Aquecimento: Caça bolas, uma bola para cada 3, com os GR a poderem utilizar as mãos para caçar a bola.

Espaço = +- grande area do campo de 11
Nº = 90% do nº final de coxos, cerca de 30 + 6 GR que foram chegando já com o caça bolas a rolar.


De seguida, 4 espaços, que na realidade são 3.

1º espaço, com o treinador mais experiente e o mais "tenrinho"

Treinador (numa faixa lateral) faz passe para uma qualquer fila, saindo 1 de cada, fazendo 3v3. Equipa em posse se passar para as filas faz entrar colegas criando superioridades numéricas, deve marcar numa baliza previamente indicada pelo treinador.

(Nos comentários, se surgir, explico o porquê disto acontecer, se houver dúvidas)

2º espaço - Guarda da linha com tabela para 3v2+GR - 2 treinadores com iguais competências mas que é importante que não estejam sozinhos.

Jogador com bola tem 1 guarda da linha (guarda redes) a frente, aparece uma tabela, e após desenrascarem-se (com tabela ou drible) saem para a baliza com todos os outros que se vêm nas setas criando 3v2+GR. Se os defesas recuperarem a bola, marcam no guarda da linha.

3º espaço - 2 espaços semelhantes, um com a baliza em triângulo e outra com duas faces. 4v2 em que os 4 devem manter a posse tentando marcar "por dentro" através de passe com recepção por trás da baliza. Os 2 que defendem o meio marcam em 4 mini balizas nos cantos.

Estes espaços tinham treinadores que já conseguem assumir estações sozinhos sem problemas.

Os espaços tiveram todos grupos de entre 11+2GR ou 12+2GR

Por fim, fizeram-se 8 equipas, para 4 espaços diferentes.

3 espaços de GR + 4v4 + GR, e um espaço de 4v4 com 4 mini balizas com mais largura do que profundidade.

O espaço sem GR era a "liga dos últimos", sendo que dando a volta chegavam a liga dos campeões, onde estavam os 2 GR mais competentes. Jogos de 6 minutos, sendo que quem vence sobe, e quem perde desce.

Aquecimento no final, dar na cabeça das coisas do costume, e entregar convocatórias que sábado há coisas para fazer, situações para se gozar a grande com os coxos, e azias para aturar.

Pontos importantes aqui : Planear para dar tarefas para que os treinadores adjuntos / estagiários tenham espaço e oportunidades para aprender. Apontar os tempos de instrução da 1ª rotação e dizer-lhes "no próximo tens de fazer menos 30 segundos, pensa em como podes melhorar o tempo de instrução", apertando nos treinadores, aperta-se nos coxos.

Mesmo assim... continuam a ser coxos, e nós também ;)

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Diário dos Picaretas

Estes últimos dias de treino não merecem qualquer tipo de reflexão por terem existido mais problemas, que qualidade. 10 jogadores no último treino antes do jogo, e um Guarda Redes. 14 jogadores para os dois jogos, sem possibilidade de recrutar alguns dos que são dois anos mais novos, sendo que um se lesionou num choque com um colega. Velocidade, coordenação, 2x1 (sem espaço definido com objectivo de abrir linhas de passe) e jogo. No dia de jogo pedir o impossível aos miúdos, duas derrotas, uma delas bem pesada, enaltecer o grande esforço que tiveram, ir para casa e voltar a treinar com poucos no primeiro dia da semana. Repete-se o treino, sem GR. Quem mete a bola fora vai buscar, deixando por momentos a equipa em inferioridade. Com este volume de prática, a evolução será muito mais lenta...

No entanto, na sexta feira, uma conversa com o treinador do escalão acima que me perguntou sobre jogadores com potencial para irem já treinando e fazendo jogos de treino com eles, na qual respondi afirmativamente, acenando com 4 jogadores. Ora, com 10/11/12/13 no treino, prejudicará o meu planeamento, e o meu treino a retirada de 4 jogadores? Não o vejo por aí. Sendo que o mais importante é potenciar o individual, e sendo que esses 4 poderão evoluir mais com maior dificuldade, disse ao coordenador que era importante que eles fossem, apesar dele discordar. Expliquei que mesmo ficando com 6, aqueles 6 darão muitos mais toques na bola, estarão muito mais em jogo, em mais situações, e terão mais a atenção e o foco do treinador. Pelo que a subida desses 4 picaretas não seria prejudicial a ninguém, pelo contrário. Eles não podem competir nas provas oficiais pelo escalão acima, mas podem treinar uma vez e ir de vez em quando jogar com eles.