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quarta-feira, janeiro 21, 2015

Jornal de Coxos - 2 - Progressão e exercício "novo"

Caros,

(é giro começar um post assim, parece que é tudo muito sério).

Tal como tínhamos falado no post anterior, voltamos a insistir no jogo de apoios para continuar a trabalhar a formação/criação de linhas de passe, bem como o aguentar a posse sob pressão, tentando variar não só em largura mas também em profundidade.

Reduzimos o espaço, e se aqueles coxos que volta e meia já gatinham, mas ainda tropeçam muito, continuam com dificuldades, aqueles que já conseguem andar e pisar a bola sem cair divertiram-se bastante.

Tanto que decidimos aumentar a complexidade para GR+4v4+GR com joker também ao barulho.

O exercício era em tudo semelhante, mas havia mais linhas de passe. Naturalmente (ou seja, sem qualquer tipo de intervenção dos treinadores) a pressão passou a ser feita em losango, o que foi muito giro. Nota-se uma aprendizagem clara dos princípios, já que após 1 pressão e 2 coberturas, deve vir o equilíbrio O objectivo de "pressionem que nem cães" foi altamente estimulado a partir do momento em que aquilo começou a fluir, de maneira a que a velocidade de circulação aumentasse, não porque dizíamos "menos toques, circula circula", mas porque... se a pressão aumenta, ou tocas rápido ou perdes a bola.

Vamos continuar a brincar com isto, diminuindo ainda mais o espaço da próxima vez. Vamos é baixar o nº de passes / idas aos Gr para poder fazer golo, para não ir com muita sede ao pote.

É óbvio que os resultados disto nunca são de um dia para o outro, e não é nos próximos jogos que vamos ver algum tipo de diferenças, mas é mesmo assim.

O exercício que se segue deu a volta ao miolo aos coxos e também aos treinadores, muito devido ao tempo de saída e afinal quem é que fica ou não fica.

Sim, tem filas e já sei que diminui o tempo de prática, mas no jogo também não estão sempre a mil. Além disso, como no exercício ao lado (o tal dos apoios) é importante que o nº de jogadores seja "aquele", assim conseguimos ter um eexercíciocom nº variável de jogadores que permite que pelo menos uma estação corra  da maneira como estava planeada, sem grandes adaptações.

A ideia é, num sentido - 1x1+Gr. No sentido contrário 2x1+GR. Da seguinte maneira. A ataca B, se A remata ou B ganha a bola, Juntam-se AB para atacar C. Se C ganha a bola, AB saem para as filas e C ataca D, que depois se juntam CD para atacar E, ou seja quem for que estiver na fila.

Múltiplas situações diferentes (porque é sempre novo) de 1v1 e 2v1 num espaço curto para que explorem situações "simples"

A ideia é perceberem como podem enganar adversários diferentes, se devem driblar ou simplesmente acelerar, se no 2v1 o melhor é o passe ou é o drible (óbvio que a "affordance aqui é o posicionamento do defesa, se fecha a linha da baliza ou a linha de passe) e por ai fora.

Depois de brincarem com isto durante algum tempo, passaremos para 2v1 que se transforma em 3v2. Maior complexidade dentro de uma tarefa semelhante, e ai já se pode  brincar qualquer coisa com mobilidade e com cobertura defensiva.

PS: A malta que veio falar comnosco no Facebook sobre estes posts, invente ai um avatar qualquer e comente no blog, torna muito mais interessante a discussão.

PS2: Baggio, quando tiveres um tempinho, muda a imagem para um sitio decente, eu bem tento arrastar mas ... é mais fácil arrastar um cone do que a imagem :P

17 comentários:

Anónimo disse...

Dennis,

a ideia é interessante, essencialmente porque têm sempre opositores diferentes que obrigam a diferentes adaptações e soluções.

Abraço.

IS

Roberto Baggio disse...

Bergkamp, acho importante meteres aí a idade dos miúdos xD

Dennis Bergkamp disse...

Is,

A ideia é essa, o pé dominante variar faz logo com que a abordagem ao lance seja diferente. A ver se eles hoje já se aguentam com o 2x1, 3x2

Baggio,

A idade porque? Esta a parecer demasiado fácil? Difícil?

Roberto Baggio disse...

Para o pessoal contextualizar o treino kkkkk ainda pensam que os bebés são juniores xD.
Não parece fácil nem difícil. Parece bom :)

Ps: aquele 4x4 com a bola nos pés certos deve ter sido delicia

Paolo Maldini disse...

estás a dizer q é mais fácil arrastar o baggio que a imagem...?

Dennis Bergkamp disse...

Maldini, é por ai ;)

Os miudos são Benjamins A, mas estes exercícios tanto são utilizados por mais novos, como por mais velhos.

Ainda a bem pouco tempo vi o jogo dos apoios com 3v3+joker em adultos e tiveram mais dificuldades do que os mais pequenos.

Roberto Baggio disse...

Os adultos têm mais constrangimentos (exp anterior). É complicado :P
Maldini vai trabalhar pá kkkkkk

Anónimo disse...

Como é o teu comportamento perante a atitude dos pais? Principalmente, na hora da derrota, porque os pais influenciam e pressionam em demasia os rapazes. Se uma equipa apresenta uns quantos resultados negativos, os pais teem tendência a intrumeter se e julgam se treinadores, não percebendo que esta é uma fase importante de formação, apreensão de conceitos e não de resultados. Como reagem? Influência a vossa forma de estar/treinar?

Dennis Bergkamp disse...

Tudo influência... tudo.

Desde os exercícios, a intrevenção, as escolhas de quem joga, quem está na equipa inicial, quando sai de campo.. Até já dei por mim a mudar o sitio onde habitualmente se faz os alongamentos no final do treino para passar mensagens "subliminares" para os pais.

O que fazer, depende do contexto em que estão, e da "moral" que tens.

Se forem super exigentes com tudo, e tiverem alguma moral... os pais acabam por fazer o que se pede, são regrados tal como os filhos o são.

É preciso é tempo, paciência e não dar abébias.

O que não é fácil

João Pedro disse...

Escreve-se "connosco" e não "comnosco" no PS.
Continuação de um ótimo trabalho

Rafael Antunes disse...

Eu estou a deliciar-me com estes post... apesar de não ter comentado.

Da experiência que tenho a única coisa que ressalta é a técnica necessária para deixar fluir a compreensão. Quando treinava estas idades era o que mais me levantava problemas, e admito, muitas vezes incorri no erro de simplificar demasiado.

Qual é a vossa abordagem numa perspectiva técnica? Deixam que ela vá melhorando nos contextos que têm apresentado, sabendo que pode ser até um entrave à própria evolução (mais num aspeto motivacional talvez), ou criam contextos paralelos de estimulação mais técnica?

Anónimo disse...

Num posto anterior foi referido que trabalham o aspecto ofensivo em detrimento do defensivo. Julgo que é contra paradigma. Podem dar a vossa opinião?
Silvano

Filipe Martins disse...

Gosto, mas fiquei mais curioso como funciona, do que propriamente na forma jogada (1x1 ou 2x1).Permite pegar em 3 estarolas e coloca los a decidir 1x1 e depois 2x1. Passar do tenho de fintar e finalizar para, posso oferecer ou fingir que ofereço e finalizo eu etc..
Passando à forma, permite ter 4 jogadores no exercicio (1 em espera) e estar permanentemente em actividade, do que num 2x1 basico cada um em seu cone e sai (3 em espera). Depois passar para um 2x1 e 3x2, é ainda mais fixe pois são precisos apenas 5 atletas e apenas 3 ficam em espera, ou seja o tempo de espera com estes exercicios é mais reduzido do que um tradicional 3x2 onde 5 ficam em espera. É a percepção que tenho, de futuro era giro alguém filmar o treino e verificar se isto corresponde. Acho que 5 min serviam para se retirar algumas conclusões.

Dennis Bergkamp disse...

Filipe Martins,

O tempo de espera foi muito curto, mesmo tendo 8/9 jogadores a tarefa. O aumento de complexidade de 1v1+2v1 para 2v1+3v2 foi interessante de ver, mas para manter uma intensidade alta, têm de ser os treinadores a ter as bolas e a serem eles a repor.

O Feedback que tive de quem participou foi que as situações tiveram grande variabilidade e que é mais real, não havendo uma "formatação prévia", tornando a situação mais aberta do que uma tarefa de vagas normalmente tem.

Estou doido para conseguir filmar as coisas com alguma qualidade. Não só para tornar estes posts mais interessantes, mas principalmente para corrigir miúdos e treinadores (posturas, posicionamento, intervenção, blablabla)


Rafael Antunes,

A questão da técnica tem varias maneiras de abordar. Eu prefiro mexer no espaço. Espaço = tempo para agir, assim o mesmo exercício (ou quase) dá para os que recebem e a bola fica coladinha.. ou para os que precisam de 3 toques para parar a bola.

A maioria dos passes falhados (e recepções falhadas) têm mais a ver com escolhas do que com conseguir ou não passar/receber.

Se eu recebo para cima do adversário, vou ter dificuldades, se recebo para o espaço aberto é mais fácil para mim. Ou pelo menos, terei mais tempo para adequar a minha resposta.

Se me passam para um local onde vou receber pressão, mais facilmente a vou perder e é mais difícil receber.

Ou seja... apesar de sim, a relação com bola influenciar muito a fluidez da coisa, as escolhas influenciam ainda mais.

Mexe com o espaço e isso vai mexer com a dificuldade da tarefa


Anónimo,

Não percebi a pergunta. O que é que é contra paradigma? Trabalhar mais o Ofensivo do que o Defensivo?

Anónimo disse...

Observo, que alguns treinadores aqui da zona, defendem que deve se trabalhar a organização defensiva, pela sua importância. Ou seja, vocês dão primazia ao ofensivo, à criatividade... E digo que é contra paradigma pelo que observo, nada mais.
Peço desculpa, se percebi erradamente o posto, mas foi assim que o entendi.

Flavio Duarte disse...

a

Flavio Duarte disse...

Mandei só um "a" para ver se o comentário aparecia. Não percebi o exercicio será possivel explicar-me melhor pf? cumps