Posse de bola no Facebook

Translate

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Eloquência do discurso

André Villas-Boas, com a melhor equipa do grupo ao nível da qualidade individual, com pelo menos mais dois meses de trabalho que os seus adversários, não consegue no jogo de despedida da prova de clubes mais difícil do mundo criar uma situação de superioridade numérica em zonas de finalização. Ou pelo menos, uma situação de igualdade com a bola controlada, onde quem ataca tem grande vantagem. O melhor foi um passe atrasado num lance da primeira parte, num 3x3, sem que a bola esteja controlada (para quem recebe dentro da área). Poderia até ter sido eliminado desta prova, como foi, mas tinha obrigação de mostrar um futebol muito mais positivo do que aquele que mostrou. Criar mais oportunidades de golo que o adversário, conceder menos do que as que criou. Muito pobre é esta equipa do outrora (por nós) admirado treinador português. É uma equipa organizada e com condições fantásticas (tempo, recursos) para jogar um futebol de qualidade, mas que não mostra nem nas provas internas um jogo colectivo ao nível das condições de trabalho que tem. E é isto, e isto só, que nos faz admirar mais ou menos o trabalho dos treinadores: as ideias dentro de campo. Não tem nada a ver com derrotas ou vitórias, com títulos, ou sequer com a clareza do discurso e a eloquência da comunicação.

Consulte nas etiquetas por AVB.

7 comentários:

masterzen disse...


Baggio,

Até que enfim que estás de volta com o Blog.
Este moço teoricamente é excelente, mas discurso não é percurso.

A onda do Mourinho foi um tsunami no futebol mundial e este foi o melhor surfista dessa onda.

Perdeu-se no caminho tal como o seu guru Mourinho com a diferença que Mourinho joga ao estilo que quiser e os resultados estão lá.

Pena não jogar contra o Jesus mais jogos porque nota-se que fica excitado e a equipa joga um pouco mais.

Cumprimentos e não pares de escrever.


Gonçalo Matos disse...

masterzen,

o Mou sempre disse que AVB não era o seu sucessor, mas sim Rui Faria. Se me recordo, até em termos de metodologia de treino o AVB e o Mou têm ideias diferentes!

Baggio, quase que me veio uma lágrima aos olhos quando vi que reabriste o Posse!!! =') Vou ver se escrevo uma baboseira qualquer.

GC disse...

Desde o início da segunda época no Tottenham (altura em que já tinha aprendido umas coisas por aqui e no LE) que digo à boca cheia que AVB é o maior flop da história do futebol português. O que me tem valido algumas discussões divertidíssimas com amigos meus, incapazes de se libertarem dos preconceitos gerados pelo ano fantástico no Porto (com um plantel fenomenal e com Sir VP a guiá-lo) e pela imprensa, sempre tão lesta a idolatrá-lo. Fico feliz por não estar sozinho nesta constatação, embora não faça ideia de como joga o Zenit (não acompanhei mais o seu percurso desde o jogo com o Crystal Palace, na 1ª jornada da época passada, em que ganha 1-0 num jogo absolutamente miserável).

Abraço e continuem com o óptimo trabalho, quer seja em dois ou só num espaço.

Gil Von Doellinger disse...

Feliz por te ver de volta. Parabéns pelo excelente trabalho.

Cumprimentos.

DC disse...

Se AVB aqui estivesse diria "Não estarás a exacerbar o dilaceramento deste imberbe técnico?" :)

Antonio disse...

Sinceramente acho que quem vocês sempre admiraram foi Vitor Pereira. No fundo o treinador AVB nunca existiu, foi uma criação de Pinto Costa e Vitor Pereira.

Nuno disse...

Tenho seguido com particular atenção a carreira do AVB e sou da opinião do Antonio. No Porto dele acho que havia muito dedo do Vitor Pereira. AVB foi uma desilusão no Tottenham e tem sido uma desilusão no Zenit - não estou a falar de resultados mas de ideias impostas e futebol praticado pelas suas equipas.