Posse de bola no Facebook

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domingo, agosto 31, 2014

Parece que Kagawa está de volta ao bom futebol! Editado.



Diz-se que está para breve o anúncio do regresso de Kagawa ao Dortmund e com esta notícia, fico com uma alegria imensa.
Kagawa é tudo o que admiro num jogador de futebol: qualidade técnica, excelente capacidade de decisão, criatividade, velocidade de execução, agressividade altíssima com bola.

Incrível como LvG não conseguiu aproveitar o talento deste jogador, principalmente tendo em conta que no seu sistema há um jogador que joga nas costas dos pontas-de-lança.
E já agora, que melhor modelo para potenciar um jogador com as características de Kagawa que o de Klopp? 

“Kagawa needed a 10 game run to show what he can do. Never given a chance yet Rooney had 10 years” - Scholes

sábado, agosto 30, 2014

English Premier League é isto: Golos. Entusiasmo!

Ainda não tive oportunidade de ver o jogo, mas de certeza que o vou fazer ainda neste fim de semana. No entanto, naquilo que foi um grande espectáculo de futebol, ao nível do volume do resultado, incerteza, contrasta um pouco com o mais pobre espectáculo ao nível da organização. Ainda assim, de ressalvar o número de golos, que indicia duas equipas que queriam atacar, marcar mais que o adversário, jogar positivo. Entusiasmante para todos os quadrantes futebol! Adeptos e treinadores! Este vai ser com toda certeza um dos jogos que vou guardar na minha galeria, pelos treinadores envolvidos (Mourinho, Martinez), pela qualidade dos executantes, e, sim, pelo resultado.

PS: Fabregas, Matic, Willian, Hazard, e Óscar (que não jogou hoje, mas é para mim titular deste Chelsea). Finalmente criatividade em quantidade suficiente para uma equipa que quer ser grande.

Não vi o jogo, repito. Analiso só e apenas este último lance, do último golo do Chelsea. Onde, para mim, mais uma vez se nota a influência que a tomada de decisão tem no jogo, e a notoriedade do golo que tudo faz esquecer. Neste lance, para mim, percebem-se todas as debilidades de Diego Costa. As técnicas, e as cognitivas.









sexta-feira, agosto 29, 2014

Treinador para crianças precisa-se!

Fui ontem desafiado a treinar uma equipa de Benjamins 7. O treinador dessa equipa teve de desistir, por motivos familiares, e vou aceitar o desafio. E como este blog tem muita brincadeira, hoje, decidi utiliza-lo para algo mais sério. Preciso de alguém para me acompanhar nessa equipa (treinador adjunto). Aproveito o espaço para convidar um de vocês a trabalhar comigo, com o objectivo de ajudar estas crianças a melhorarem o seu futebol. Quem estiver interessado, tiver gosto pelo treino, e não tiver onde treinar, envie um mail com os seus dados para possedebollablog@gmail.com.
Não preciso que tenham experiência, não preciso que sejam actualmente treinadores, nem tão pouco que tenham formação. Preciso que tenham vontade de ajudar as crianças, e gosto em trabalhar com elas.
Preciso, também, que sejam da zona de Lisboa.

Horários: Segundas, Quartas e Quintas das 18 as 19. Jogos ao Sábado de manhã!

Vou colocando aqui, no blogue, coisas interessantes relativamente a esse desafio, desde treinos a "relatório" de jogos, o crescimento e evolução da equipa. E, se possível, no final, alguns vídeos.

quarta-feira, agosto 27, 2014

Van Gaal em entrevista - They have to switch from instinctive to thinking. Brain.

 “I have said from the beginning – I have not shouted – ‘We shall be the champion’. I have said we need time. We need time to build up a new team, and that cannot be in one day. It’s a process, and the process is starting now. All my teams in the beginning were not good. They have to switch from instinctive to thinking. Brain. It’s very difficult. I train in another way to the former coaches [Moyes and Ferguson], and that’s difficult.”

Why 3-5-2, or its variations? “Because it’s more easy to defend. You have to defend the space and the player who is coming into it. When you play like that it’s always less than 15 metres [between the three centre-backs], and then it’s more easy to defend when you communicate good.
And there are always wide players. And they are always free when they move good, in the right tactical way at the tight tactical time. When I play with three strikers, they are also wide. When you play with full-backs, they are also wide, but they cannot always go. When you play with three defenders, they [the wing-backs] can always go. Both at the same time. That is a risk, but I am a risky coach. Then you have to switch the play. And you know that all the wide players are free. Now, we have to look more for the free players.
But how long will it take United to become a fully-fledged Louis van Gaal side? “It depends on the personalities in the squad. I cannot say it but mostly it’s two or three months. I’ve said it in press conferences.

Muito (in)formativa a entrevista do técnico holandês, onde se pode perceber melhor o que ele quer levar para o United. Para quem quiser seguir, aqui.

terça-feira, agosto 26, 2014

AVB na Rússia


Os milhões continuam sem comprar qualidade. Qualidade de jogo, claro...

Gaudino. Antes da experiência faz falta o critério.

«O Barça entregou a equipa a um treinador inexperiente como é Guardiola e Guardiola entregou o jogo a um futebolista inexperiente como é Sérgio Busquets. Na época do dream team, quando o Barça dividia o campo em 11 quadrados, Pep reservava o do médio para ele. Um lugar crítico para uma equipa que pretende ter a bola, porque é a partir deste ponto que se reparte o jogo e elege o ritmo. Experiência? A ver se entendemos que para dirigir o jogo, como para dirigir uma equipa, como para dirigir um clube, antes da experiência faz falta critério.»
Valdano

domingo, agosto 24, 2014

Enquanto o Porto contrata mais um avançado

Eu relembro Ghilas... E arrisco, sob pena de estar enganado e sem conhecer o avançado que acaba de assinar, que é bastante inferior ao argelino. Tenho imensa pena de ver tanta qualidade de fora das opções de forma constante. É verdade que há Jackson, e agora Adrian. Mas, para mim, entre Jackson e Ghilas venha o diabo e escolha.
E sendo que não há espaço para o argelino se afirmar no Dragão, seria importante que conseguisse uma transferência para um clube onde fosse opção regular. Já muita gente se esqueceu o que é Ghilas.

Saber Sobre o Saber Treinar

Tendo em conta o elevado número de mails que temos recebido, onde se colocam questões sobre treino, exercícios, dificuldades de operacionalização, modelo de jogo, etc... deixo aqui uma página que vos poderá ajudar melhor que a nossa.

Saber Sobre o Saber Treinar
E a página do Facebook onde poderão interagir com o autor, Facebook!

quarta-feira, agosto 20, 2014

Nani. Tomada de decisão.

Se há coisa que me tem irritado profundamente são as constantes comparações entre Nani e Quaresma. Nas redes sociais tem sido viral. Se é certo que Nani é um jogador em termos de perfil técnico parecido com Quaresma, não o é de todo em termos de tomada de decisão. O facto de ser driblador não significa que tome más decisões. Nani é um jogador que gosta de jogar em apoios, de procurar soluções colectivas antes das individuais. De tabelar, e de driblar. Se há coisa que o vejo fazer constantemente é a temporizar. Quer seja para entrada dos colegas, ou para tentar um drible. Mas temporiza quase que a cada acção.
Nas palavras de Jorge Jesus, Quaresma é um jogador que ainda não sabe os momentos do jogo, ninguém lhe ensinou. Ou nas minhas, não quis aprender. Por oposição, Nani é um jogador que "conhece" os momentos do jogo, e que pode ser um organizador de jogo. Quaresma é egoísta, Nani opta por não o ser na maior parte do tempo.
É natural que Nani tome algumas más decisões. Mas, na maior parte do tempo não é assim. Procura apoios frontais, procura colegas por dentro, procura os espaços interiores para combinar com colegas, para procurar passes de ruptura ou para rematar, progride com espaço para fixar e soltar, e dribla.

Este vídeo é do primeiro jogo do Manchester Utd esta temporada. Estão aí todos os toques na bola de Nani. cheguem às vossas conclusões.

Nani não vem obviamente resolver todos os problemas do Sporting. É um jogador que está acima do nível da liga portuguesa, mas não é deus. Consigo imaginar que vá fazer coisas bonitas com Montero e A.Martins. Mas, os problemas do Sporting estão longe de se esgotar na falta de qualidade dos seus extremos.
O que podemos esperar de Nani? Depende dele. Se quiser isto vai ser fácil, e um passeio. Se não quiser, bem...
Ainda assim, isto está perto de ser o negócio do ano. Vender Rojo, receber Nani (por um ano, sem encargos) e ainda ganhar uns euros, é digno de registo.

Saudações Desportivas!

terça-feira, agosto 19, 2014

O filho pródigo, a casa retorna.

Há muito tempo que sentia que o Sporting precisava de um elemento desequilibrador, que permitisse resolver os problemas, quando o colectivo não funcionava. Uma referencia que permitisse à equipa atingir outros patamares qualitativos dentro das ideias do seu treinador. 

Sempre gostei muito do Nani. São raros os jogadores que conseguem aliar qualidade técnica e criatividade, capacidade física, qualidade de drible, boa capacidade de decisão e ainda ajudarem a sua equipa no processo defensivo.

Nunca compreendi o porquê de Nani se ter eclipsado no Man Utd, quando era claramente melhor que Young e Valencia.
 


segunda-feira, agosto 18, 2014

Diego Costa

Depois de ter afirmado que estava surpreendido com a capacidade técnica de Diego Costa, que era bem melhor do que ele esperava, e que Diego era muito forte tecnicamente, José Mourinho parece manter o seu sentido de humor bastante apurado.

"Quando estava em Portugal, nunca me fixei em Diego Costa. Depois seguiu para o Atlético de Madrid quando Sergio Aguero era a superestrela e foi cedido. Entretanto, foram buscar Radamel Falcao e Diego voltou a ser emprestado, ficando sempre atrás de jogadores muito importantes. Quando teve oportunidade, demonstrou que era melhor que os anteriores [Aguero e Falcao]"

Melhor que Aguero e Falcão José? Vá lá. Não é necessário enganar o rapaz dessa forma. Depois de mais um jogo anedótico hoje, desconfio que o próprio Diego comece a desconfiar daquilo que o seu treinador diz.
Diego Costa, como Adrien, luta muito e tem uma grande atitude. O problema é que no meio das batalhas que enfrenta (que não são poucas: bola, relvado, adversário, uma mosca que passa) esquece-se sempre de jogar futebol.

Falta Mourinho começar a jogar com defesas a sério (Filipe Luís, Zouma) e fazer saltar mais alguns estatutos.

O erro é o maior catalisador da aprendizagem

«Em Portugal o foco não estava em vencer, só quando se chegava à equipa B ou aos seniores: não era essa a grande ambição. A ideia era ensinar-nos a melhor forma de jogar futebol e deixar-nos cometer erros. Nunca éramos castigados por isso. Cometer um erro era quase visto como uma coisa boa, pois daí era possível aprender algo»
Eric Dier

E mais não se pode exigir aos jovens. Formação é isso, formar para ganhar no futuro. Desenvolver o máximo possível as individualidades, para que tenham o máximo de possibilidades de integrar a equipa sénior. Vitórias, sim, importantes. Mas no máximo as suficientes para garantir que a próxima geração enfrenta estímulos competitivos com o mesmo grau de dificuldade. E que elas (vitórias) sejam consequência de algo com sentido (aprendizagem), para que se possam desenvolver jogadores com características individuais marcantes. Características como as de Dier. No Sporting, como é bem sabido, trabalha-se muito bem na formação.

Esqueça a organização da equipa quando se trata de crianças, mesmo nos iniciados. Foque no essencial, que é ajudar aquelas crianças a desenvolver skills, a aprender a relacionar-se com os colegas, a usar todo o tipo de recursos para ultrapassar o adversário, e por que não também estimular o desenvolvimento de algumas capacidades físicas relevantes (coordenação, velocidade, agilidade).
Deixem os miúdos terem espaço para errar, pois sem erros não há aprendizagem.
Se me preocupa o facto de Rúben Neves poder cometer erros que comprometam a equipa? Não. Preocupa-me mais que seja um graúdo a cometer os mesmos erros de uma criança. Deixem os miúdos crescer, e aprender errando.

sábado, agosto 16, 2014

A luta e a atitude. Importantes de facto. Porém...

Todas as pessoas que viram o jogo podem tirar as suas conclusões. A equipa lutou até ao fim, contra tudo e todos. Não conseguimos segurar o melhor resultado que queríamos. A equipa mostrou uma grande atitude
Adrien Silva, no final do encontro.

Pois é Adrien, pois é. Lutaram, e tiveram atitude. O problema é que não fizeram o mais importante. E enquanto tu, o Héldon, o Carrillo e o Capel não perceberem que mais importante não é lutar contra todos e ter atitude vão continuar a estragar milhares de lances todos os jogos.

João de Deus assume a liderança da liga

Naquilo que eu vou chamar de Liga dos Picaretas, o treinador gilista parte na frente. Isto refere-se apenas aos golos sofridos, porque será impossível acompanhar todos os jogos da liga. Ainda assim, algumas coisas caricatas que vi hoje, neste link.






Agora o mister que explique por que motivo a sua equipa se comporta dessa forma, ou então se não é o que ele quer o porquê de ter colocado esses jogadores em campo. Conheço dois que têm mais qualidade do que os que actuaram hoje, nomeadamente na linha defensiva. Ah, mas um está no segundo ano de sénior, e outro está no primeiro. Nunca fácil escolher entre picaretas, e miúdos com qualidade.

Claro que são os primeiros jogos da época, e ainda há muito para corrigir e trabalhar. Mas há coisas que não deixam de ter piada por isso.

sexta-feira, agosto 15, 2014

Curtas sobre a estreia do FC Porto

Não vi o jogo com atenção devida aos pormenores colectivos. Pelo que, quando o jogo estiver disponível para download tentarei confirmar as impressões com que fiquei durante os 40 minutos (finais) em que consegui ver o jogo. Será depois colocado no Lateral Esquerdo. Olhei mais para as individualidades do que para o colectivo. Também porque o Porto jogou sempre no meio campo do adversário.

Bruno Martins Indi. Quer-me parecer que só com tempo, e um volume maior de jogos toda gente se vai aperceber da falta de qualidade deste jogador. A primeira coisa que vi, assim que abri o jogo, foi um passe a queimar Fabiano, levantando uma bola rasteira por estar pressionado por um adversário. E não foi o único passe que "falhou". Tem muita dificuldade em executar um passe com qualidade (se apertado). A bola simplesmente não sai redonda.

Maicon, bastante assertivo no passe vertical. A descobrir boas linhas de passe interiores. Também foi pouco pressionado.

Alex Sandro e Danilo. Meto os dois na mesma categoria, tal foi a quantidade de asneiras que fizeram no tempo em que vi o jogo. Se não os conhecesse, diria que não tinham qualidade (ao nível da tomada de decisão) para jogar no Porto.

Quaresma, no que vi do jogo continua igual no último terço. Decisões más consecutivas, assim que se aproximava da baliza.

Brahimi, se fizer mais um jogo com este nível e para mim é craque. Velocidade, e critério na tomada de decisão.

Começam a faltar palavras para descrever Oliver Torres.

Colectivamente os centrais voltaram a ser pouco participativos. Contra equipas como este Marítimo que não fazia grande pressão aos centrais, pede-se um maior aproveitamento dos mesmo, sob pena de perder-se sem necessidade um jogador no meio. Ou então, o jogador que baixa para pegar, tentar progredir ele mesmo.
Consigo ver um treinador adversário, mais interessado em pontuar do que em ganhar, fechar HxH os laterais, e os 3 médios, quando a bola estava nos centrais. Deixando-os trocar a bola entre si o tempo todo, sem possibilidade de passe vertical.

As variações de corredor (sem contar com os últimos 10 minutos) foram bastante criteriosas. E por pouco não foram aproveitadas. Percebe-se o apostar no 1x1 ou 2x2 com o potencial técnico dos jogadores que jogam nas alas.

Um pouco de literatura

Sobre a introdução de cartões amarelos/vermelhos no treino:

O importante é que todos eles se estão a equilibrar nessa agressividade controlada, e nessa competitividade controlada. Falar e protestar com o arbitro que era uma prática comum (penso que não aqui, penso que uma prática comum em todo lado) porque o arbitro é um adjunto com quem têm confiança, com quem têm intimidade, também acabou porque levam mesmo cartão, portanto acho que sob o ponto de vista profiláctico (acho que) é engraçado.

Aprendi com isto que, todos os comportamentos que aparecem no jogo aparecem no treino, desde que manipulado de forma adequada. E sendo que é possível observar os comportamentos, torna-se relevante tentar encontrar uma forma de melhorar/corrigir/reforçar os comportamentos.

quarta-feira, agosto 13, 2014

Klopp

Admito! És o meu preferido. Resta saber se encontras a fórmula impossível para bater o melhor de sempre na regularidade.
É inacreditável a qualidade do futebol praticado pela equipa de Klopp com ou sem individualidades relevantes. É incrível a forma como convence os jogadores a superarem-se.
Não menos incrível é o facto de o autor do segundo golo (Aubemeyang) ainda não saber por onde deve conduzir os contra ataques.

No último jogo do FC Porto

Mostram-se muito preocupados os adeptos do Porto com o modelo de jogo que vem sendo implementado no Dragão. Dizendo-se que a qualidade  dos jogadores deveria permitir fazer mais e melhor, no que toca à organização colectiva. A maior preocupação, de quem segue o Porto com maior regularidade que eu, tem sido o controlo da largura com e sem bola. Contudo, neste último jogo frente ao WBA não me pareceu que a equipa se encontrasse demasiado larga e estendida no campo.
Pareceu-me que os sectores procuraram progredir juntos, com bola, e compactar rápido sem bola (quer na zona da bola para pressionar logo, ou em zonas mais recuadas para defender mais perto da baliza).

Relativamente à largura, notei comportamentos diferentes dos dois extremos que jogaram a primeira parte (Tello, Brahimi). Enquanto que Tello, na maior parte do tempo, se posicionava colado à linha, Brahimi procurava invadir o corredor central, como solução de passe interior. Embora os dois procurem, com bola, jogar sempre dentro. Ainda sobre a largura, pareceu-me já haver definido um timing em que o extremo se solta do corredor lateral: quando o central conduz, o lateral vai em profundidade, e o extremo vem dentro no apoio frontal.
Parece-me, também, que a ideia de Lopetegui é clara: manter o adversário constantemente preocupado com a largura e com a profundidade, sob pena de ser punido pela grande qualidade que o FC Porto exibe nos corredores laterais. Quaresma, Tello, Danilo, Alex Sandro, Quintero, Brahimi resolvem 1x1 e 2x2 com uma facilidade e eficácia tremenda. Quer-me também parecer que o objectivo é ter sempre 4 unidades no meio campo. Se baixar Jackson os extremos permanecem profundos e largos, se baixar um dos extremos, para espaços interiores, Jackson e o extremo do lado contrário garantem largura e profundidade.
Na saída de bola, sendo que os centrais não parecem ter ordens para progredir, parece-me que os interiores ficam demasiado longe para receber a bola.
Existiram algumas variações de corredor, mas não me pareceram exageradas.

No meio campo do adversário pressiona em 4x4x2, como está agora na moda. Dois homens nos centrais adversários (Ponta de lança e um médio) para obrigar a bater, e os restantes em HxH. Joga com as linhas juntas, e bem subidas no terreno por forma a retirar espaço, e obrigar a jogar directo.
Quando perde a bola pressiona de imediato, tentando dificultar ao máximo a transição ofensiva ao adversário. E com essa pressão, e a defesa subida, ainda que fiquem 2x2 para a última linha do Porto, dificilmente a bola chegará aos dois adversário em boas condições.

Nas bolas paradas defensivas um pormenor interessante, a equipa defender o mais alto possível por forma a evitar que o adversário coloque a bola directamente na área. Porém, a opção pela marcação individual me parece problemática. Nos cantos ofensivos, mostra já algum trabalho no que concerne a movimentação dos jogadores. Nos defensivos, três jogadores em zona e o resto HxH.

Na linha defensiva muito trabalho por fazer em todos os aspectos, com e sem bola.

Jackson é o melhor reforço que Lopetegui poderia ter.

Se Tello aprender que a equipa está em primeiro lugar, e que não precisa de aparecer nos highlights para fazer um grande jogo será um grande reforço, e um grande jogador no futuro. Neste momento, parece-me um Quaresma em ponto pequeno, é vir dentro rematar, ou ir fora cruzar.

Brahimi é uma surpresa para mim. Muita qualidade, e inteligência nas acções. Sem o ter observado com especial atenção, pareceu-me quase sempre escolher bons caminhos, para além da qualidade em condução que evidenciou (factor que gosto bastante). Apesar disso, não me convenceu o suficiente (ainda) para que possa defender a sua utilização no corredor central. Seria titular sempre, mas como extremo.

Herrera corre muito, e só. É inacreditável o número de lances de ataque que estraga. É incrível a sua falta de capacidade para se posicionar de forma correcta. Gritante quando é ultrapassado pela linha da bola, onde fica completamente baralhado. A sua inclusão no onze em detrimento de Evandro é criminosa.

Oliver é um sonho. Tem tudo, tudo, tudo, para ser um jogador relevante nos anos que seguem. Agressividade com e sem bola, criatividade. É o jogador ideal para furar blocos, assim Lopetegui o exija no seu modelo de jogo.

Ainda é muito cedo para tirar conclusões, e as vitórias jogarão um papel importante no desenvolvimento do modelo do Porto. Com base neste jogo não fiquei nada alarmado com o modelo de Lopetegui. Acho que a equipa vai crescer mais, e aí ficará evidente "tudo" que esta equipa poderá valer com o novo treinador.

terça-feira, agosto 12, 2014

Islam Slimani


«O Slimani mostrou ser um suplente de grande utilidade e, depois, também como titular. É muito mais complicado substituir um Slimani do que um Rojo» - Rolão Preto

Aceito a ideia de que Slimani é um jogador útil em contextos muito específicos. Mas faz-me confusão que se veja o argelino como um jogador dificilmente substituível, numa equipa com um modelo de jogo como o do Sporting. Uma equipa que privilegia combinações entre jogadores, o que exige qualidade técnica minimamente razoável, não pode ter como referencia o Slimani.

O contexto em que Slimani é forte é muito específico. Quanto mais centros, mais bolas pelo ar, lances divididos, na raça, na luta houver, melhor é Slimani. Por oposição, quantas mais vezes ele for solicitado pelo chão, especialmente em apoio frontal, quanto mais longe estiver da baliza e quanto mais curto for o espaço que tem para executar, mais banal se torna. Na minha opinião, ao ponto de ficar sofrível a sua qualidade.

Tendo em conta o modelo do Sporting, não acho que Slimani tenha qualidade pra ser titular nem dificil de substituir. Um jogador é tão “mais difícil de substituir” quanto a sua importância no modelo de jogo da sua equipa. Acho que Slimani no Sporting deste ano será um suplente útil em fases de aperto em que seja preciso bombear bolas para a área e centrar sem critério. Mas se o Sporting depender frequentemente desse tipo de jogo, então as suas hipóteses de conseguir disputar o campeonato serão diminutas e algo não estará bem.

Que se venda Slimani. Sem grandes hesitações vêm-me equipas à cabeça onde poderá ser facilmente aproveitado e inclusive poderá ter mais rendimento que no Sporting. Equipas como o West Ham ou Stoke City, que dependem muito do jogo directo e capacidade física para causar desequilíbrios. De resto, acho que Slimani não interessa a muita gente. Já agora, outro que também poderá interessar a essas mesmas equipas é Capel. Sem gozo, acho que são uma boa parceria para um treinador que explore um modelo de jogo semelhante ao acima descrito.

segunda-feira, agosto 11, 2014

Uma vez mais Bebé!

Compare o rendimento dos 4 alas do SLB:

- Gaitan. Em plena maturidade do seu jogo. Sempre confiante em todas as suas acções, não se coíbe de se soltar do esquema de Jesus para procurar alternativas melhores. Com alguns erros, como é normal, mas bem acima de um Di Maria.

- Salvio. Fortíssimo em tudo que é individual. Num modelo como o de Jesus, não se pode subestimar a sua influência. Foi ridículp o número de vezes em que se meteu em alhadas, mas mais ridículo foi o número de vezes que teve sucesso nas suas acções. Ainda assim, percebe-se que no futuro os índices de sucesso tenderão a baixar. É uma pena um jogador com este talento não perceber o nível que pode atingir percebendo cada situação de jogo, ao invés de repetir cada lance como se fosse igual.

- Ola John. Um regalo para quem gosta de ver futebol como ele é, e será. Inteligência a cada toque. Inacreditável que mesmo o seu treinador continue sem perceber que John é o caminho a seguir.

- Bebé. Faça você o comentário.

O Benfica é o que se esperava. Com jogadores trabalhados por Jesus a equipa é completamente diferente. Comporta-se de forma colectiva. E isso é o que faltava para que a integração dos novos jogadores se acelere. Faltava alguém que mostrasse o caminho ao novos. E é isso que estes 10 fazem. Faltam obviamente limar muitas arestas, e melhorar sobretudo o futebol ofensivo da equipa.

Artur. A sério que ainda não foi vendido?!

quarta-feira, agosto 06, 2014

Temporização, a marca dos inteligentes.

Na primeira semana de preparação:

A situação de jogo era simples, um dos interiores (no 1x4x4x2 Losango), tinha a bola, enquadrado, na zona de meio campo, junto ao corredor do lado esquerdo. Eu, que me encontrava a praticar com os jogadores, jogava como avançado. Mostrei-me de imediato (para fugir aos centrais, ou arrasta-los) para receber atrás da linha média. Gritei, esbracejei, pedi repetidamente a bola por estar sem homem nas costas, com possibilidade de enquadrar apenas com a linha defensiva pela frente (a minha situação de ataque preferida, a que mais quero que os meus jogadores procurem). Contudo ele só me entregou a bola quando lhe apeteceu. Ainda assim, deu tempo para eu enquadrar, enfrentar a defesa, e sem opções de passe próximas acabei por rematar.

Conversa com o jogador no final do treino:

Baggio - É fácil jogar contigo X. Tu pedes sempre apoios, tabelas, se te passar sei que devolves, se me passares movimentas logo para receber. Gostas de jogar curto e apoiado, mas sempre com movimento e a abrir novas linhas de passe.
X - O Mister estava nervoso. Ali a pedir a bola, parecia que estava com pressa para rematar por cima.
Baggio - hahahaha, Claro que sim, X. Então não viste que estava completamente só entre sectores? Pensei que não me tinhas visto, e que não me ias passar a bola. Que ias preferir jogar para o lateral que subia.
X - Não mister, eu aguentei o passe para ver se os defesas abriam buracos para explorar. E também para abrir melhor o passe para si.

Não o conhecia, conquistou-me.
Um jogador que me consegue explicar exactamente o porquê das suas acções tem mais de meio caminho andado para o sucesso.

terça-feira, agosto 05, 2014

"Ele faz aquilo que o jogo exige dele"

E mais não se pode pedir a um jogador.

«Fintas, truques, isso não é futebol. Futebol é o que o Thomas Müller faz. Se tivesse um filho a jogar futebol nos dias de hoje, dir-lhe-ia: «Olha para ele. Olha para o Ribéry, olha para o Müller

Acho irritante o facto de hoje em dia as pessoas por vezes não darem muito crédito a jogadores que não são egoístas.

É engraçado como as pessoas não olham para o futebol como deviam. O público, e especialmente os media, adoram fintas e truques. Mas, para mim, futebol é o que o Thomas Müller faz. Ele defende, ele ataca, ele controla a bola quando tem de controlar, ele recua quando tem de recuar, finaliza quanto tem de finalizar. Para mim, faz aquilo que o jogo lhe pede para fazer. Parece simples mas é das coisas mais difíceis de fazer»
Thierry Henry

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Hector Bellerín

Vou guardar este nome para mim. Já é o meu lateral jovem preferido do mundo, apesar de apenas ter visto um jogo completo dele. Para mim, fantástico este Bellerín. Relação com a bola, tomada de decisão, velocidade. Depois faltará o mais fácil, precisamente aquilo que na minha opinião Wenger não lhe pode dar: comportamentos defensivos de top.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Individualidades - Modelo de jogo

Somos defensores de que as melhores equipas devem ter os melhores jogadores. E que se possível, todos esses jogadores devem ser individualidades com características técnicas especiais, e inteligência. O problema que isso acarreta é que esse tipo de jogadores precisam de estar motivados o suficiente, e tão dentro da ideia de jogo, para que possam participar, o máximo possível, em todos os momentos de jogo, sob pena da equipa sentir falta de unidades defensivas para defender um campo que é enorme, em organização e transição defensiva.
Se assim não for a equipa jogará partida, com unidades que só participam ofensivamente, e unidades que só defendem. Não é esse o objectivo. O modelo de jogo tem de ir ao encontro das expectativas dos jogadores. E o que é que esse tipo de jogador gosta, de forma muito particular? Gosta de ser protagonista, de ter bola, de jogar, de fazer jogar, de marcar golos, de se divertir em campo. É encontrar a forma de atacar perfeita para eles, e dar um sentido defensivo congruente com essa forma de atacar.

Será uma prova de ferro para Ancelotti juntar James a Ronaldo, Bale, Benzema, Modric, Kroos, Marcelo, Alonso, e Isco.

Curtas da pré-temporada

- Sporting. Marco Silva vai ter de mostrar serviço. Sendo que a equipa se encontra num momento mais estável que os rivais, os reforços que entraram não garantem a subida de qualidade que o Sporting precisava para lutar com FCP e SLB. Uma boa notícia é que há mais soluções no plantel, e que o grosso da época transacta se mantém. Outra é que o SLB desceu muito de qualidade, relativamente à época anterior. Para já, fazendo um exercício como no ano anterior, quantos jogadores do SLB entrariam no onze do Sporting? E veja-se o equilíbrio que existe ao nível das individualidades. Se por um lado isso poderá significar uma aproximação do Sporting ao SLB, por outro significa que o nível baixou drasticamente. Isto porque não foi o Sporting a ganhar qualidade, mas sim o SLB a perder.

- FC Porto. Lopetegui tem individualidades fantásticas, como há muito não se via em Portugal. Tem muitas soluções ofensivas de qualidade, tem Jackson, Danilo e Alex Sandro de nível mundial. Para já, não deslumbra ao nível do modelo de jogo, como seria de esperar, tendo em conta tanta entrada e saída, tanto teste. Sabendo-se também que é um treinador que não conhecia os jogadores, com uma proposta de jogo (escrita/dita) difícil de operacionalizar. A boa notícia é que SLB e SCP não poderão competir ao nível das individualidades. A má é a exigência do público do Dragão. Será "impossível", entrando na Champions pensar que se poderá competir com os tubarões com tão pouco tempo de treino e de jogo destes jogadores juntos. E a Liga dos Campeões é algo que no Porto se valoriza muito. É preciso dar tempo para que um treinador novo, com ideias novas e muitos jogadores novos (no clube), tenha possibilidade de tentar implementar com tranquilidade a sua ideia de jogo.

- Benfica. Desde o início da temporada sem oito daqueles que foram indiscutíveis na época passada. Ainda por cima com um Artur sem confiança para fazer o mínimo para que os colegas que defendem sintam confiança e estabilidade. A boa notícia é que Jesus conhece perfeitamente o contexto. A má é que não há milagres, não há ainda reforços, não há novidades quanto a Gaitan e Enzo, e que vai ser preciso tempo.

Poderá isto significar um campeonato mais animado, com três verdadeiros concorrentes ao título? Veremos.

domingo, agosto 03, 2014

Dificuldades de operacionalização de uma ideia de jogo

Na voz de um grande especialista. Isto vale para Jorge Jesus, Lopetegui e Marco Silva, por exemplo. E neste momento, tendo em conta a especificidade de cada um, todos têm mais dificuldades em implementar as suas ideias, pelo pouco tempo de trabalho que têm com os seus jogadores. É importante não matar já nenhum deles. Vamos seguir a evolução com atenção ao longo dos meses, e fazer uma comparação com estado das equipas lá, para o estado de desenvolvimento agora.

sábado, agosto 02, 2014

Respeito pela individualidade

A formação em Portugal tem muitos problemas. O maior, dizem, é a passagem dos jogadores aos seniores. Não é que discorde do grau de dificuldade que essa passagem tem, mas discordo que esteja aí, ou nisso, o maior motivo para o não aproveitamento dos jovens. Acho que isso é um problema dentro de um problema maior: falta de respeito pela individualidade.

Olha-se para outros países do futebol mundial e encontra-se na sua esmagadora maioria, na divisão superior, vários jogadores U19 (16,17,18) como titulares das respectivas equipas. Olha-se para Portugal e é difícil ver num onze inicial um jogador U21. A que se deve este fenómeno? Para mim, é algo que está relacionado com os estereótipos. Por cá, os jogadores da mesma idade são todos iguais. Ainda que alguns apresentem traços evolutivos diferentes, que demonstrem uma maior maturidade que os colegas da mesma idade, têm o mesmo tratamento por parte de quem os forma.
Mas não é assim que se faz. Cada caso é um caso. E há jogadores que revelam muito mais futebol do que aquilo que a sua idade podia fazer prever.

O que fazer? Aumentar o grau de dificuldade. Mudar o contexto. Subir de escalão. O facto de um iniciado fazer 60 golos no campeonato onde está, é revelador de que aquele não é o contexto certo para que ele continue a evoluir. Poderão os treinadores, dirigentes, pais, ficar muito satisfeitos pela época que fez, mas na verdade prejudicaram mais por o ter deixado continuar naquele contexto, do que em aumentar o estímulo de dificuldade para ele. Ali ele já não tinha nada a aprender. Era demasiado fácil. E está mais que provado que é na dificuldade que se evolui. E este tipo de comportamento  (deixar os jogadores terem doses exageradas de sucesso num determinado contexto competitivo) é mais regular do que se calhar alguns poderão pensar. É aliás "regra" nos escalões de formação.

Tudo isto para relembrar aos dirigentes dos principais clubes, que têm nas Equipas B miúdos que não estão lá a aprender nada. São já jogadores para estarem na primeira divisão. E se não há espaço para que eles possam evoluir no plantel principal do clube, que arranjem empréstimos dentro do escalão principal para beneficiar os miúdos. E para que no futuro sejam eles a beneficiar o clube.
Que se analise cada caso, e que se coloque cada jogador no contexto competitivo que mais lhe garanta a aprendizagem/evolução, e não naquele que tem estampado no ano de nascença, nem naquele que lhe garanta índices absurdos de sucesso nas suas acções.

É preciso que em Portugal se olhe de forma tão séria para formação como se olha para o alto rendimento.

O Benfica perdeu muita qualidade.

Num passado recente, Jesus alinhava com jogadores que lhe permitiam competir com os melhores da Europa. Hoje, com as saídas e lesões a que está sujeito, o Benfica poderá apenas competir a nível interno.

Sídnei lidera a comitiva da picanha. Péssimo em tudo. Juntamente com César (que apesar dos traços individuais interessantes, tem muito que aprender sobre o jogo), Eliseu (a rever) e Benito (O Capel do SLB joga como lateral). Depois há Luís Filipe (muita, muita picanha), Talisca (que se for titular para já, vai continuar a somar erros atrás de erros. E não é daquele género de jogador que para já precise mesmo de jogar. Para já precisa mesmo de aprender, no treino, para depois errar no jogo). Há Rúben Amorim que precisa de somar mais minutos de jogo, e uma equipa estável e competente ao nível táctico para sobressair. Há também Lima, que parece começar sempre as épocas desta forma: morto.
Por fim Artur. Não é GR para o Benfica, tal é o medo de sair debaixo dos postes. A não ser, claro, que Jesus mude a forma de defender da equipa.

Jesus explica o jogo, aqui.

sexta-feira, agosto 01, 2014

«Gaitán? Sabemos as nossas necessidades»

Leonardo Jardim tem no Mónaco todos os ingredientes para ter um impacto forte na Europa do futebol. É um treinador com ideias organizativas fortes e vincadas. Que não abdica da estabilidade defensiva, nem da rigidez do seu esquema ofensivo. Contudo, está no contexto perfeito para sair ainda mais valorizado ao nível dos resultados. O seu futebol assenta que nem uma luva no fora de série que tem na equipa: Falcão. Ele não precisa de jogadores criativos. O modelo de jogo de Jardim, na parte ofensiva, é simples: combinações pelo corredor lateral e cruzamento.
Para ter sucesso precisa de laterais que gostem de explorar a profundidade, nomeadamente os fortes no cruzamento. Quer extremos fortes e desconcertantes nas acções individuais, com agressividade suficiente para aparecer em zonas de finalização. Dois médios de cobertura, que escolham o passe mais simples, façam a equipa progredir por onde há menos riscos e competentes defensivamente. Pede-se um médio box-to-box, sem grande criatividade, que garanta movimentos de ruptura nos corredores e entrada nas zonas de finalização. E precisa de Falcão.

Sendo que o Mónaco tem condições financeiras para contratar quem quiser jogar em França, vejo-o com uma possibilidade forte de ter novamente impacto. Com um futebol robotizado, com pouco cérebro. Mas com Falcão dentro da área, poderá ter verdadeiras chances de competir com os melhores.
Gaitan e Sálvio encaixam que nem uma luva no perfil pretendido por Jardim.

Estou muito curioso por perceber qual será a margem de sucesso do modelo de Jardim, num patamar competitivo mais exigente

E porque não Bernardo?!

Cresci habituado a ver Jesus fazer uma mescla entre jogadores com uma inteligência de jogo acima da média, com os atletas de sangue puro. Assim, foi-se conseguindo construir no SLB, ainda que não fosse ideia do treinador depois do seu primeiro ano na Luz, um futebol com alguns momentos condizentes com aquilo que acho que será o futebol no futuro: escolha dos melhores caminhos em organização ou transição. Hoje, vejo Jesus com muito músculo e pouco cérebro.

- Candeias. Rápido. Jogador de um movimento: cruzamento. Será difícil vê-lo relacionar-se com os colegas de acordo com o que o contexto dite.

- Sálvio. Todas as condições físicas e técnicas para ser um jogador relevante no panorama mundial. No 1x1 como muito poucos no mundo, verdadeiramente desconcertante. Passe, drible, recepção, condução, remate, cruzamento, tudo perfeito e na medida. Portento físico em todos os sentidos: força, velocidade, resistência. Jogador de um movimento: Cabeça no chão.

- Jara. Rápido, potente. Infelizmente na Argentina ainda não se percebeu como é que o jogo deve ser jogado.

- Nélson Oliveira. Técnica, força, velocidade. Só conhece um movimento: procurar a baliza.

- Bebé. Força, muita força mesmo. Velocidade. Técnica banal. Como Sálvio, cabeça no chão.

- Derley. Faz do físico a sua maior arma. Jogador parecido ao Lima. Sem ser excepcional do ponto de vista técnico, parece conhecer as suas limitações. Ainda assim, e podendo estar a ser injusto por não conhecer tão bem, pouco cérebro.

- Lima. Força, potência. Não tem a velocidade de outros tempos. Tenta jogar o melhor que sabe com os colegas, mas tecnicamente não é dotado. O que lhe causa muitos transtornos.

- Ola John. Temporização: "a marca dos inteligentes".

Sabendo-se da indefinição sobre a situação de Gaitan e Enzo, sabendo-se que Cardozo está mais que morto, por que motivo não aproximar Bernardo Silva do pelotão da frente? Coloca-lo mais perto da baliza, em zonas de criação. Parece-me o jogador perfeito, não só para definir as jogadas no papel de 2º avançado do SLB, como inclusivamente para finalizar. Tem todas as características técnicas, físicas, e cognitivas para desempenhar esse papel, e no SLB não há ninguém melhor para o desempenhar, fazendo essa ligação com os colegas mais recuados. É francamente um grande desperdício vê-lo jogar na dupla de médios do modelo de Jesus, sabendo-se do potencial que ele tem para definir as jogadas, a facilidade com que se liberta da contenção, e da agilidade, e velocidade de reacção em espaços curtos. Criatividade é o que urge somar ao modelo de Jesus. Ou será que Jesus já se esqueceu que já teve, em tempos, um anão que era o melhor avançado da liga? Saviola é o modelo a seguir!