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quarta-feira, julho 09, 2014

Paul Breitner explica a evolução do futebol, bem como a mudança no futebol alemão, e os modelos a seguir!


Pelos vistos eles, os alemães, não têm vergonha de assumir que modelos seguiram, que modelos os inspiraram. É preciso não ter receio de copiar o que é bom, e deixar de utilizar as desculpas do costume: que só funciona lá, que copiar é mau, e o que é do vizinho é sempre melhor que o nosso. Também, nós, em Portugal, podemos usar de tudo que há de bom no futebol mundial. E hoje, Espanha e Alemanha são modelos a seguir. Não é para admirar, é para seguir!

46 comentários:

Jay disse...

"Qualquer selecção nacional é tão forte quanto mais forte for o campeonato do seu país".

Anda cá Paul ensinar a Federação sff... Tudo o que se refere nesse vídeo se aplica a 200% em Portugal e na Liga Portuguesa que continua a viver das conquistas do Porto de Mourinho e de Portugal de 2004 e 2006... E que acha que está tudo muito bem...

Anónimo disse...

Brasil e Inglaterra são os exemplos melhores da relação directa entre a qualidade do campeonato e a qualidade da selecção.

Jay disse...

Acerca dos bons modelos e continuando a saga dos anônimos de ontem que não querem reconhecer mérito de Guardiola na selecção alemã - é mais do que óbvio para qualquer pessoa com dois dedos de festa e olhos que desde 2008 que a Alemanha e a Espanha praticam um tipo de ideia de jogo e organização coletiva parecida... O comum a Espanha de 2010 e a esta Alemanha de 2014 (as duas, diria eu, campeãs do mundo respetivas) é a notável inteligência e simplicidade do jogo dos seus jogadores, metade dos onzes dos quais treinados o ano todo por um senhor chamado... Guardiola. Pois é.

PPM disse...

Está excelente o vídeo. Baggio acreditas que Portugal ignorou aquilo que foi dito pelo Paul Breitner acerca da necessidade de evoluir no sistema, na mentalidade, no modelo de jogo que se apresenta após o desastre da Alemanha de 1996 até 2004, aproveitando a ocasião do Campeonato do Mundo na Alemanha em 2006 para corrigir esses mesmos aspectos e incutir isso mesmo nas camadas jovens e no próprio sistema? E será que ignorou pelo facto de, na altura em que organizamos o Euro 2004, termos tido, provavelmente, a melhor geração de sempre do futebol português? Abraço

Jay disse...

Uma ideia mais próxima é juntares Portugal e Inglaterra, cujas equipas principais tem um onze composto por 70-80% de estrangeiros e que poucas hipóteses dão aos seus bons jogadores jovens de se desenvolver. Soma a isso um campeonato onde metade das equipas não tem bons princípios de jogo e maus treinadores.. E seleccionadores que não percebem nada... E tens uma boa explicação para os resultados brilhantes das duas selecções.

Roberto Baggio disse...

PPM, Portugal tem rejeitado e recusado a evolução, porque impera a lógica da burrice. Qual é a lógica da burrice? É a do imediato. Aquela, de que de dois em dois anos se faz alguma coisa. Breitner deixou claro que a mudança clara de paradigma faz-se entre 6-8 anos. PorquÊ? Porque precisas de começar a mudar pelas categorias de base. 12-13 anos, não aos 18-19 que já é mais difícil e a as mudanças não são tão significativas.
Portugal dormiu à sombra do tacho. Continua é a interessar isso. Fazer dinheiro com o futebol. Os dirigentes, e ex-jogadores sempre privilegiados.

A mudança federação alemã começou na formação de treinadores. Melhores treinadores formados. Depois, incentivo aos clubes em contratarem melhores treinadores para essas categorias de formação. Incentivos aos clubes que utilizem muitos jogadores jovens formados no país. Contratos para treinadores da formação, para que eles não fiquem agarrados a ideia de crescer profissionalmente, para verem os seus salários serem condizentes com a produtividade do trabalho que desenvolvem.
Treinadores da federação escolhidos meticulosamente pela qualidade do trabalho, e pela forma de pensar o jogo (ou seja, no fundo se eles absorveram ou não a ideia que a federação lhes passou aquando da sua formação). Critério para convocar jogadores às equipas nacionais mudaram: passaram a ser técnicos e tácticos, relegando os físicos (altura, força) para segundo plano.
Aposta incondicional no desenvolvimento (ao nível táctico) dos mais habilidosos. Eles fizeram tudo isso. Em Portugal, onde nunca se ganhou nada, continua a pensar-se que está tudo bem.

Ele referiu, também, que ganhar a jogar mal não diz nada. Disse que foram conseguindo resultados (finais, etc) e as pessoas não ligavam nenhuma. Isso é aquilo que temos falado aqui sempre no blogue. Lá também se pensava assim. Lá evolui-se. Aqui, continua tudo porreiro e a assobiar para o lado. O futebol é para os dirigentes e alguns amigos (treinadores) fazerem dinheiro e pouco mais.

Roberto Baggio disse...

Para finalizar, Portugal teve uma geração fantástica. Fruto de um fantástico trabalho federativo de Carlos Queiróz. E ainda hoje, as pessoas não percebem o que ele fez, e o porquê dessa geração ter surgido.

Se hoje alguém me perguntar quem é o homem certo para estar na federação (como presidente) não tenho dúvidas. Ele, Queiróz, ou V.Frade, ou mesmo F.Silveira Ramos, são os homens certos para guiar o futebol nacional ao nível da federação.

jorge gaspar disse...

Baggio aproveitando os teus comentários quero fazer-te algumas perguntas:

"A mudança federação alemã começou na formação de treinadores. Melhores treinadores formados. Depois, incentivo aos clubes em contratarem melhores treinadores para essas categorias de formação. Incentivos aos clubes que utilizem muitos jogadores jovens formados no país."

1 - Que tipo de incentivos?

"Critério para convocar jogadores às equipas nacionais mudaram: passaram a ser técnicos e tácticos, relegando os físicos (altura, força) para segundo plano."

2 - O Paul Breitner não fala ao longo deste video nunca em aspectos tácticos e diz que a partir de determinada altura passaram a definir o jogador ideal como: 50% técnica e 50% fisico (power no original). Achas que se equivocou e não queria dizer aquilo ou foi mesmo aquilo que ele quis dizer?

"Para finalizar, Portugal teve uma geração fantástica. Fruto de um fantástico trabalho federativo de Carlos Queiróz. E ainda hoje, as pessoas não percebem o que ele fez, e o porquê dessa geração ter surgido."

3 - O trabalho fantástico foi na escolha de jogadores preferencialmente habilidosos e não fisicamente fortes?


Roberto Baggio disse...

"1 - Que tipo de incentivos?"

Financeiros. Ou seja, os clubes pagam pela inscrição das equipas, jogadores, treinadores, dirigentes na federação (todos os anos). Isso é uma parte grande das despesas de um clube durante a época. A federação reduz estes custos a quem seguir as recomendações deles.

"2 - O Paul Breitner não fala ao longo deste video nunca em aspectos tácticos"

Fala pois. Quando fala na habilidade, velocidade, e no jogar com os colegas. De qualquer forma, eu cortei a entrevista e ele diz que os jogadores alemães por cultura já estão educados para jogar como equipa (para a equipa), e isso não era um problema. O maior era a falta de habilidade.

"3 - O trabalho fantástico foi na escolha de jogadores preferencialmente habilidosos e não fisicamente fortes?"

Também, e isso é de facto fundamental. Mas a organização do futebol distrital, bem como as selecções distritais, foi tudo obra dele. E tudo isso contribui para que toda gente se conseguisse mostrar. Não apenas os dos grandes.

Anónimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=5jab6_2FGPs

jorge gaspar disse...

Penso que esses incentivos mudariam muita coisa no futebol português.

Ainda assim gostava que explicasses o que achas dele ter dito aquilo do 50% técnica 50% power.

DC disse...

O Porto (aparentemente) já percebeu isso e está a tentar importar um estilo. Espero que o trabalho de base seja feito sem pensar em títulos mas sim no estilo de jogo e na evolução dos jogadores.

Agora falta nas selecções deixarem de ser os amigos do seleccionador a ocuparem os cargos todos. Gente nova e com currículo académico lá para dentro!

Anónimo disse...

A Espanha fez um Mundial muito melhor que o Brasil.

Redceltic disse...

Simplesmente brilhante a forma como é explicada aos Brasileiros o que tinham que fazer... não serviu de nada no entanto. Triste para o futebol!

Anónimo disse...

Na época em que o Sporting ganhou 7-1 ao Benfica curiosamente não foi campeão. Algum precipitado se lembra quem foi?

Anónimo disse...

Boas. Cheguei recentemente a este blog e confesso que não percebo muito de aspectos tácticos, mas gosto de ler o que vocês escrevem.

Gostaria de fazer 2 perguntas:

-concordam com o sr. Aurélio Pereira quando ele diz que em Portugal há cada vez menos treinadores de formação porque todos querem chegar aos grandes clubes e grandes contratos? Se concordam, o que fariam para contrariar isto?

-não acham que esta selecção alemã tem um estilo mais parecido ao do Bayern de Heynckes mas refinado pelo Guardiola?

Cumprimentos

Vila

Unknown disse...

O nosso país comete logo à partida o maior erro, o da não limitação de inscrição de estrangeiros. As equipas com menos capital, por norma, preferem reforçar-se com brasileiros da distrital do que dar lugar aos jovens portugueses, e sendo um bocado extremista nesta afirmação, mas o campeonato dos portugueses joga-se na Liga 2 e em países como o Chipre. Prova disso é que as ultimas equipas portuguesas a fazer algo de louver com um plantel na sua maioria português foi há 10 anos atrás. Portugal é um país de formação, mas a única coisa que formamos (salvo raras exceções) são jogadores para aos 26 irem parar à Liga 2,e se tiverem sorte que o Braga venda o brasileiro que ocupa a posição, virem a alinhar no Braga. Era de se exigir limitações nas inscrições de jogadores estrangeiros, ou pelo menos limitar a compra de estrangeiros anualmente, e pedir um minimo de jogadores formados no país/clube inscritos. Mas como já se disse, a nossa estrutura está podre, e enquanto isso não mudar, vamos continuar a ser a seleção que quase é boa. Saudações

costa disse...

Acho que está tudo dito pelo Breitner. Mas não me parece que o Brasil vá mudar alguma coisa. As declarações de Scolari não indiciam nada de bom, o homem quer ficar, e acredita que é competente. Os brasileiros são demasiados sobranceiros, vão ser necessárias mais goleadas para a lição entrar.

Quanto ao brasileirão, não acredito igualmente que mude. Mas aí entram também questões como o clima e não será fácil teres equipas tacticamente fortes a jogar a 40 graus.

No nosso país, creio que a situação muda de figura. Temos vários miúdos, parece-me, bem formados, preparados para jogar bom futebol. Já existe um bom trabalho de formação nos clubes (grandes) e será apenas uma questão de aposta, ou não, nos miúdos a ditar o sucesso.

KAKA disse...

Salve baggio

Eu tinha visto esse video, a cerca de 8 meses pensei em lhe enviar, mas não o fiz por na época eu tinha lhe pedido pra fazer um video sobre a equipe do CHILE...

Essa entrevista tem um pouco mais de uma hora e é excelente!! mas não sofreu o impacto devido, ninguém deu muita enfase ao q ele disse, e essa entrevista não passou em canal aberto, Ele não fez o mesmo comentário no canal aberto...

Uma das coisas q me lembro é q ele disse q já tinha jogado no Brasil e entendia o fato de o Brasil jogar lento demais devido ao gramado q existia nos estádios brasileiros, não era o mesmo usado na Europa...

E realmente era muito diferente, primeiro q ninguem tinha o costume de jogar com o campo molhado,a grama é alta, e em certos casos escondia metade das chuteiras, as travas de nossas chuteira são de borracha, quase nunca usamos a de alumínio, devido ao campo q é muito duro!!

Me lembro dos primeiros jogos do Neymar no Barcelona, não parava em pé, todo Brasileiro q chega na Europa sofre com essa mudança... é muito diferente, nossa trava é baixa e por isso temos o costume de esta com a bola sempre debaixo do pé, e com a trava de alumínio é diferente pq ela é alta e escorrega na bola... é um adaptação até nisso...

Claro q isso é mais um assunto q diz no video, entre tantos interessantes...

Abraço
;)

Roberto Baggio disse...

Sim. O relvado influência no tipo de jogo que se quer. Mais rápido, ou mais lento. O tamanho dos campos também. Bem como o clima.
Qualquer um wue esteja habituado com um tipo, sofre com a mudança para outro.

Essa entrevista do Breitner é boa para qualquer país que queira desenvolver o seu futebol.

Abraço

Rafael Antunes disse...

1:20 de video visto...

PORTUGAL à luz de JVP, FIGO, RUI COSTA...

Com surgimentos de Quaresma, Simão e RONALDO...

E fé em DEUS... SCOLARI e Costinha Maniche e Pauleta...

Bastava este 1:20 para um post "Portugal 1990 - 2006" - Que futuro?...

Cada vez mais adoro este blog... :D

Sou um vendido... :D ahahahahah

Rafael Antunes disse...

5:32

Já toda a gente do mundo do futebol viu esta entrevista?!

Rafael Antunes disse...

10:00

PORTUGAAAAAAAAAAAAAAAAAALLLLLLLLLL.... BU...BU...BU...BU... o número que marcou não se encontra atribuído!!!!! :D

WTF

Rafael Antunes disse...

11:15...

Este gajo foi assassinado por um qualquer dos seus interlocutores... Certo???!!!!!

Rafael Antunes disse...

Baggio...

Obrigado!!!

Pedro Marques disse...

Confesso q n me dei ao trabalho de ler todo o video... ainda assim acho que os defeitos da nossa formação n passam assim tanto pela falta de qualidade dos treinadores ou pela falta de trabalho tático.

Aqui entre nós há até resquícios e excessos de mourinhites agudas e a maioria dos treinadores de formação leva quase ao limite o trabalho tático coletivo ... em detrimento do desenvolvimento técnico e tático do jogador... e isto desde escalões muito baixos.

Aliás já foi aqui abordado o facto de se castrar a criatividade dos jogadores bem cedo... e acho que sofremos mais desse problema que do brasileiro.

O nosso problema principal será sempre o campo de recrutamento... por sermos um país pequeno e pelo facto do futebol de rua praticamente ter morrido. Os miúdos agoram ou andam num clube desde os 5 anos ou n sabem dar dois pontapés numa bola... e as horas do clube são claramente insuficienetes para se atingir o topo. Aliás qq prof. de educação física constata que as aulas de futebol têm cada vez menos qualidade e em vez de haver um ou dois rapazes por turma que são toscos... há um ou dois rapazes por turma que não são toscos.

O problema a seguir é o da passagem para os seniores... as equipas b resolvem parte do problema mas a verdade é q a maioria dos jogadores com potencial qd sai do ninho da b (II Liga) não se consegue impor... seja por falta de oportunidades nos empréstimos seja porque afinal qq jogador brsileiro de 3a categoria joga quase o mm e aceita ganhar metade.

E aí poderiamos resolver parte do problema c quotas bem mais elevadas de jogadores da formação nos planteis...

Mas globalmente n estamos assim tão mal... tendo em conta as nossas óbvias limitações somos mais competitivos no futebol (qualidade da seleção, dos clubes, de treinadores e jogadores) do q o nosso tamanhinho com 10 milhões de velhos faria supor...

Signori disse...

Esta entrevista é fantástica, tenho pena de não ver mais coisas destas, quer dos alemães, quer dos belgas. Mas se elas não existem, é porque os outros países estão-se bem a cagar para o que de bom se tem feito. Aliás, nesse resumo que colocaste, quando oBreitner diz que é preciso "speed, speed, speed", muita gente vai pensar que precisamos de mais Hulks, ou jogadores que se distingam por esta caraterística física.
É que o problema é mesmo este, a maior parte das pessoas tem um edifício de crenças sobre o futebol, sustentadas desde que nasceram, e depois pela família, amigos, comunicação social (lê-se um jornal desportivo diário e em 40 pgs não há ninguém a falar do que se fala aqui p ex), que não permite facilmente que se perceba bem o alcance do que Breitner disse. Temos tendência a analisar as coisas de acordo com o que achamos À partida, e a procurar e seleccionar informação que vá de encontro aos nossos pontos de vista, e infelizmente um vídeo não fará diferença. Se a comunicação social desportiva começasse a fazer realmente o seu trabalho, ajudava muito, mas lá está, eles nem sabem que há outro tipo de trabalho...

PS Alen Halilovic, estou in love por este miúdo!...

B Cool disse...

Passem este link para o Scolari, pode ser que ele perceba porque levou 7 na pá:

http://babb.telegraph.co.er suk/2014/07/anatomy-of-a-drubbing-how-and-why-brazil-were-annihilated-by-germany/

E já agora este ao Bentinho para ver se ele percebe que seleccionador é mais do que escolher jogadores e orientar a selecção A:

http://www.telegraph.co.uk/sport/football/teams/germany/10957901/World-Cup-2014-Germany-highlight-the-madness-of-St-George-as-they-continue-to-prosper-while-England-stagnate.html

Vale a pena ler

B Cool disse...

Antes do Queirós, muito do trabalho já tinha começado com o José Augusto, o primeiro a efectivamente revolucionar o que se fazia em termos da Federação, o Queirós com os seus méritos teve a sorte de apanhar já parte do trabalho feito. Eu que sou desse tempo, lembro-me bem...

Roberto Baggio disse...

Só lancei este vídeo para mostrar que afinal não foi só a mim que Guardiola indicou o caminho.

Roberto Baggio disse...

Bcool Obrigado pela partilha

Roberto Baggio disse...

"ainda assim acho que os defeitos da nossa formação n passam assim tanto pela falta de qualidade dos treinadores ou pela falta de trabalho tático."

Um jogador que chega a senior, tendo passado pelos mais altos (nacional e distrital) níveis de formação e não sabe que com espaço tem de progredir, a culpa é de quem? Certamente que é de quem o ensinou. E sim, acha-se que os treinadores em Portugal são muito bons, e confesso que em tempos pensei o mesmo. Mas não. Portugal,como em outros países, tem alguns treinadores bons, e muitos treinadores maus. Os jogadores que saem da formação (onde estão 90% dos treinadores) são o preciso reflexo disso.

"Aqui entre nós há até resquícios e excessos de mourinhites agudas e a maioria dos treinadores de formação leva quase ao limite o trabalho tático coletivo ... em detrimento do desenvolvimento técnico e tático do jogador... e isto desde escalões muito baixos"

e a isso eu chamo ser mau treinador.

"Aliás já foi aqui abordado o facto de se castrar a criatividade dos jogadores bem cedo... e acho que sofremos mais desse problema que do brasileiro."

A Alemanha teve exactamente o mesmo problema. Até mudar...

"O nosso problema principal será sempre o campo de recrutamento... por sermos um país pequeno e pelo facto do futebol de rua praticamente ter morrido."

Desculpas.

" e as horas do clube são claramente insuficienetes para se atingir o topo."

Mais desculpas.

"Mas globalmente n estamos assim tão mal"

Estamos péssimos. Portugal está muito, muito, mas muito mesmo, atrasado relativamente aos melhores.

"tendo em conta as nossas óbvias limitações somos mais competitivos no futebol (qualidade da seleção, dos clubes, de treinadores e jogadores) do q o nosso tamanhinho com 10 milhões de velhos faria supor..."

É essa a mentalidade que nos levou a este ponto. É essa a mentalidade que precisa de mudar.

Pedro Marques disse...

Há bons e maus treinadores em todos os países e n me venham com tangas que na bélgica ou na alemanha é só grandes treinadores em todos os escalões de formação e por isso é q agora têm grandes seleções... mas a prova inequivoca de que temos bons treinadores é que temos treinadores no chelsea, no monaco, na seleção grega, na seleção irão e isso deve-se ao facto de em média os treinadores portugueses terem melhores resultados que os treinadores locais. Isso n quer dizer que eu goste do trabalho / metodologia de todos eles... mas é um sinal claro de que alguma competência existe. E aqui entre nós existe muita gente a PENSAR futebol a sério na formação... agora nem todos pensem o mm... e nem todos pensem como eu ou como vocês.

Na formação existem problemas nos treinadores... mas GLOBALMENTE n passam pela falta de organização das equipas q era o contexto original... e a prova disso é que embora se fale que a malta gosta é de quaresmas... a nossa formação a partir de determinada altura tem formado é números oitos a dar com pau... maniche, tiago, moutinho, meireles, manuel fernandes, carlos martins, hugo viana, adrien, ruben micael, ruben amorim, andré martins, andré santos, andré gomes, joão mário,... uns mais ofensivos que outros mas este é o tipo de jogador que mais produzimos. E isso tem muito a ver com o tipo de trabalho que é feito... e com o tipo de jogador que os treinadores da formação privilegiam... aqui entre nós a menos que os planteis sejam fracos ng está para aturar quaremas...

Em relação à teoria das desculpas...

se o tamanho do campo de recrutamento n fosse importante o brasil nunca seria uma potência do futebol mundial pois o trabalho de base e de topo (olá scolari) é fraco. Negar isso é negar o óbvio.

se achas que o progressivo fim do futebol de rua e da prática informal n está relacionada com o desaparecimento de determinado tipo de jogadores estás a ser ingénuo... afinal de contas dificilmente será em situação de treino que os miudos aprendem as macadas que lhes permitem desequilibrar. A menos que queiras que o 1x1 desapareça do jogo e que os miúdos só podem desequilibrar com tabelas e desmarcações (viva o jogo a 2 toques!)

Estamos péssimos? porquê? porque fomos eliminados? será que a qualidade dos treinadores na formação e seniores é inferior à dos tempos da geração de ouro? n me parece... os quadros competitivos dos juniores estão pior do que há 10 ou 15 anos? n me parece...

É preciso fazer melhor? claro... é sempre preciso fazer melhor e n há nada como apanhar uma geração fraca para relembrar que n está tudo bem... mas se os alemães são assim tão evoluidos porque é que o Heynkes em Portugal se viu à rasca ou porque é que o Magath (credo!) conseguiu ser campeão com o Wolfsburgo ou pq é q quiseram ir buscar o Guardiola mas afinal aquilo tb era demasiado para o gosto deles...

Sim porque quantificar a percentagem que se dá ao físico e técnica no recrutamento parece-me uma coisa mais do scolari do que de um país supostamente muito acima do nosso...

Roberto Baggio disse...

"Há bons e maus treinadores em todos os países e n me venham com tangas que na bélgica ou na alemanha é só grandes treinadores em todos os escalões de formação e por isso é q agora têm grandes seleções..."

Não é preciso ser um grande treinador para formar bem. É preciso ser um grande treinador de formação. E nesses países, assim como agora na Suiça e França, e como em Espanha e na Alemanha, existem muitos, muitos, muitos, grandes treinadores de formação. Que entendem exactamente o objectivo da formação. Em Portugal, existem poucos, muito poucos mesmo. E não. Isso não é treta nenhuma. É a realidade para quem a quiser ver (pelo resultado, que são os jogadores formados em Pt).

"mas a prova inequivoca de que temos bons treinadores é que temos treinadores no chelsea, no monaco, na seleção grega, na seleção irão e isso deve-se ao facto de em média os treinadores portugueses terem melhores resultados que os treinadores locais."

Isso a mim não prova nada.

"E aqui entre nós existe muita gente a PENSAR futebol a sério na formação..."

Em que país? Em Portugal não me parece. Que muita gente é essa? Pensa-se muito no alto rendimento, e zero nas categorias de base. Há de facto alguns clubes (poucos) que começam já a mudar algumas coisas. Mas num universo total do futebol nacional, eu diria que 5% das equipas pensam a sério na formação. E isso é muito pouco.

" mas GLOBALMENTE n passam pela falta de organização das equipas q era o contexto original..."

Mas o que tem a ver a formação com a organização das equipas, ou com a intervenção do Breitner?! Formação tem como objectivo conseguir as melhores individualidades possíveis. Tem como objectivo formar jogadores com determinado perfil, que lhes permita ter sucesso no futuro. Diz-me, o que é que isso tem a ver com a organização das equipas? Ele foi claro quando falou em começar a mudar aos 12 e 13 e não aos 17,18,19. Isso demonstra que as preocupações deles com a organização começa bem mais tarde. Como deve ser, para que se desenvolva ao máximo o indivíduo. Isso é assim tão difícil de perceber?!

"E isso tem muito a ver com o tipo de trabalho que é feito... e com o tipo de jogador que os treinadores da formação privilegiam"

Nos outros lados privilegia-se, hoje, formar jogadores com características individuais marcantes, mas que ainda assim joguem colectivamente.

"aqui entre nós a menos que os planteis sejam fracos ng está para aturar quaremas..."

O meu sonho era ter uma equipa de iniciados com 23 Quaresmas.

"se o tamanho do campo de recrutamento n fosse importante o brasil nunca seria uma potência do futebol mundial pois o trabalho de base e de topo (olá scolari) é fraco. Negar isso é negar o óbvio."

Daqui a nada estás a dizer que a Índia e a China vão ter os melhores do mundo. E que a Holanda e o Uruguai têm tido muitos anos de sorte.

Negar o óbvio é negar que o que tem mais influência no tipo de jogador que é formado, é a qualidade de trabalho do formador.
O futebol de rua era uma vantagem. Mas isso acabou. E o trabalho não pode continuar a ser igual, se perdeste essa vantagem. É no treino que tens de estimular isso. E sim, é bem possível que no treino os jogadores desenvolvam características individuais fortes, se assim forem estimulados para tal.

"se achas que o progressivo fim do futebol de rua e da prática informal n está relacionada com o desaparecimento de determinado tipo de jogadores estás a ser ingénuo"

Ingénuas são as pessoas que se refugiam nessa desculpa para mostrar o motivo pelo qual os jogadores têm hoje menos qualidade.
E isso mostra, mais uma vez, a pobreza do treinador tuga. As condições mudaram, e ninguém pensou que se tinha de adaptar. E com adaptação, ainda que com menos horas de prática, é bem mais que possível!

Não acredito que Goetze, ou Reus tenham praticado mais que Adrien Silva ou André Gomes. Que Oliver Torres tenha praticado mais que A.Martins, que Thiago Alcantara tenha praticado mais que João Mário ou William Carvalho.
E isso quer dizer alguma coisa.

Roberto Baggio disse...

"dificilmente será em situação de treino que os miudos aprendem as macadas que lhes permitem desequilibrar."

Então o treino, na formação, serve para quê? É que se não serve para desenvolver gestos técnicos do jogo (e o DRIBLE é um deles), capacidades motoras, e inteligência, não sei por que motivo os miúdos vão treinar.

"Estamos péssimos? porquê? porque fomos eliminados?"

LOL! tu andas a ler o blogue há pouco, pouquíssimo tempo. E isso leva-te a dizer coisas sem sentido. Desde que o blogue existe que fala dos problemas da formação. E tens 8 anos de LE a falar dos mesmos problemas.
O reflexo do estado do futebol do país é a qualidade dos jogadores formados. A qualidade dos jogadores formados é o reflexo da qualidade dos formadores.

"será que a qualidade dos treinadores na formação e seniores é inferior à dos tempos da geração de ouro? n me parece... os quadros competitivos dos juniores estão pior do que há 10 ou 15 anos? n me parece..."

Tas a ver, dizes as coisas e nem pensas nelas. As coisas estão iguais! Entendes?! Iguais! Isso significa que os processos estão ultrapassados. Que não houve evolução. Que continua tudo no mesmo estado, quando as exigências (dificuldades) são outras!
O facto de as coisas estarem ao mesmo nível do passado significa regressão. Porque no passado não se passava por estas dificuldades. Logo regredimos, porque no passado até estavas bem, e agora deixaste de estar porque o contexto mudou.

"mas se os alemães são assim tão evoluidos porque é que o Heynkes em Portugal se viu à rasca ou porque é que o Magath (credo!) conseguiu ser campeão com o Wolfsburgo"

e lá estás tu a falar de resultados (títulos) outra vez. lá estás tu pá.
Significa isso que na tua opinião Jaime Pacheco quando foi campeão era o melhor treinador e o Boavista a melhor equipa. Estas tuas afirmações dão para rir, no mínimo.

"ou pq é q quiseram ir buscar o Guardiola mas afinal aquilo tb era demasiado para o gosto deles..."

Não entendi. Demasiado para o gosto de quem?! De quem o foi buscar, ou dos papagaios do costume?!

"Sim porque quantificar a percentagem que se dá ao físico e técnica no recrutamento parece-me uma coisa mais do scolari do que de um país supostamente muito acima do nosso..."

A mim não me parece nada de Scolari. Ele deu a entender exactamente como se treinava lá na formação. Que antes a predominância era para o desenvolvimento de qualidades físicas. E hoje, mudou-se para privilegiar a habilidade (skills) e velocidade. Se isso é de um país atrasado, não sei como é que se treina num país moderno. E Portugal, lamento informar-te, não tem nada de moderno na formação. Nadinha mesmo.

Pedro Marques disse...

O meu nome é Pedro Marques e para ti eu n passo de um anónimo... o teu nome não é Roberto Baggio e para mim n passas de um anónimo... n sei a tua idade... formação e experiência académica e profissional... (nem preciso nem quero saber!) e tu tb n sabes a minha... por isso esso complexo de superioridade n só te fica mal como corres o risco de estar claramente errado... nem todos os leitores do blog são totós que têm orgasmos a ouvir o freitas lobo...

Criticas o facto de eu mencionar os resultados dos treinadores portugueses como reflexo da qualidade / competência dos nossos treinadores... mas depois falas da qualidade dos treinadores de formação alemães, belgas, suiços e espanhois com base em quê... o que conheces desses países? já lá estagiaste? fizeste algum curso lá? quantos treinadores conheces desses países? cheira-me que estás a supor que porque têm aparecido jogadores de qualidade há um trabalho de formação de qualidade... é provável que a tua lógica esteja certa... mas se tens dados mais concretos chuta... pq algumas boas balelas do Breitner... no meio de algumas balelas sem jeito nenhum (n me venhas dizer que qd recrutas jogadores dás uma nota à técnica outra nota ao físico e vais ao excel fazer a média para ver com quem ficas) a mim n me dizem nem provam nada.

Os quadros competitivos, nomeadamente dos juniores n estão iguais... estão muito melhores e mais equilibrados e basta fazer uma análise do número de golos marcados e sofridos dos grandes ao longo dos campeonatos para verificar isso... mas visto que n te lembras faz uma pesquisa se te apetecer.

Roberto Baggio disse...

Pois. Como temia, o teu desconhecimento é profundo, ao nível das mudanças que ocorreram no futebol alemão, por exemplo, ou belga. Na qual acrescento agora o francês e o suíço.

E como isto tá chuta para ali e para aqui. Pesquisa tu os documentos das federações dessss países. E pesquisa também as entrevistas dos seus dirigentes.

Sim têm saído jogadores com um perfil diferente, porque eles hoje desenvolvem jogadores com skills diferentes. Isso está tudo documentado. Portanto, já que não sabes, ou não tens os documentos, pesquisa também :)

Pedro Marques disse...

documentos e entrevistas? a sério? é isso que tinhas para chutar?

o meu desconhecimento é de facto profundo... mas achas mm que tens um conhecimento profundo da REALIDADE desses países com base em palavras escritas e ditas que n passam na maioria das vezes de manifestos de intenções?

Se isto fosse lá com documentos estávamos no céu...

eu abdico da minha pesquisa... pelo simples facto que o meu alemão e holandês são inexistentes... e o meu francês só arranha... mas um dia destes manda as tuas traduções dos documentos... relativamente ao futebol gosto de ouvir e ler todos até para ter uma opinião mais fundamentada de cada um...

Roberto Baggio disse...

Não vale a pena, e não quero que te chateies a ler manifestos que nada acrescentam ao teu (des)conhecimento da realidade.
Cumps

Fernando Redondo disse...

Não tou aki para ser o advogado de ninguem. Mas o k entendo do k Breitner diz é que passaram a treinar os miudos dividindo o treino 50% na parte fisica e 50% na tecnica (há duvidas k treina-se tecnica tambem?) Será assim tao dificil de acreditar? O k surpreende neste discurso lúcido é k São a ALEMANHA, país fortissimo (no poder €€ e no futebol),c/ titulos mundiais e presenças frequentes em finais e conseguem perceber em dado momento k para voltar a ganhar... têm de voltar a aprender... fonix.... olho para o nosso exemplo e para o do Brasil.. e penso E O BURRO é o Breitner???

Pedro Marques disse...

manda lá os links e deixa-te de tretas... ou n os tens?

Roberto Baggio disse...

Agora amuei pá

Pedro Cardoso disse...

Boas! Só tive agora conhecimento desta entrevista através do blog e li com bastante interesse esta caixa de comentários. Suponho que o meu já não venha a ser lido pelos que comentaram, à excepção dos administradores do blog, ainda assim, e também por isso, cá vai a minha opinião.
Este tema diz-me bastante porque decidi há dois anos vir para a Alemanha fazer a minha formação como treinador de futebol, depois de já ter feito a formação na FMH e de ter tido uma experiência como estagiário num clube de nível médio nos escalões de formação da área de Lisboa. Contextualização feita, passo para a minha opinião acerca da formação de treinadores e jogadores de futebol na Alemanha e em Portugal. E de facto, o Baggio está 200% correcto. Aqui existe um trabalho de formação a nível nacional, ou seja, começa-se por formar os treinadores em sintonia com as diretrizes fornecidas pela Federeção Alemã de Futebol às Asscociações de Futebol dos vários estados. Começa-se por ter essa formação no âmbito estadual e a partir de certo nível passa-se para a formação a nível nacional. Aqui reside logo uma diferença estrutural em relação a Portugal, uma vez que existem muito mais níveis e o acesso a esses níveis só é concedido com mérito! O número de treinadores habilitados para Treinar nas Ligas profissionais é cerca de 2% de todos os treinadores do país. E não há cá a possibilidade de saltar níveis por experiência etc. à excepção de jogadores que jogaram pelo menos 5 anos na Bundesliga ou tiveram alguma internacionalização pela seleção Alemã. Mas ainda assim, estes, podem ir diretamente para os cursos Federativos, mas com 3 níveis de formação para ultrapassar caso, queiram treinar as ligas profssionais e de referir que esses cursos são avaliados a sério (segundo dizem) e acredito. Depois, os treinadores que trabalham nos escalões de formação são observados por treinadores/formadores das Associações ao longo da sua atividade e uma vez que têm de renovar a sua licença de 3 em 3 anos, essas avaliações feitas têm influência também na renovação de licenças.
As diretrizes da Federação que de certa forma apontam o caminho que eles consideram ser o ideal, são claras, ao nível dos escalões de formação, o treinador não tem de as seguir, mas também dificilmente terá a licença para exercer e dificilmente encontrará trabalho em clubes mais prestigiados. O facto de haver tanta formação de treinadores, provoca também um aumento da qualidade de todos os agentes desportivos. Inclusivamente de pais. O curso é tão barato e com condições tão boas (estadia, alimentação etc...) que até pais vão tirar o curso de nível mais baixo só para poderem acompanhar melhor os filhos. Agora pensem, como todos estes factores conjugados podem influenciar a qualidade do treino e consequentemente do jogador. Depois em termos de incentivos financeiros, claro que a Alemanha é economicamente muito mais forte que Portugal e daí ser possível realizar este investimento. O que permite também, e para mim, esta é a principal condição que inibibe o desenvolvimento do jogador portugues, que o treinaor viva do futebol, nos escalões de formação, sem ser num grande clube da Bundesliga e por não ter de se afirmar taticamente nos escalões de formação para poder subir na carreira e ser treinador profissional.

Pedro Cardoso disse...

Aqui há tempos ouvi esta história. Um treinador ficou com uma equipa de iniciados, portanto tratou de fazer um recrutamento intensivo para formar uma super equipa. estagiaram intensivamente, treinaram 4 vezes por semana, taticamente fortíssimos e bateram-se com os melhores. Uma época de sucesso!
Para quem? Agora vem a parte mais interessante, ele sabe perfeitamente que o que fez não está de acordo com o que estudou, sabe que os conteúdos abordados, não eram adequados àquelas idades, tem os conhecimentos necessários para fazer um bom trabalho, mas optou por não o fazer, porque a direção só lhe daria crédito se fizesse uma época assim e só assim poderia chamar a atenção para clubes de renome e empresários.
À parte disso, uma época em que não ganham desportivamente é criticada por todos, pais, outros treinadores eventualmente e até os próprios jogadores, em que os amigos que foram para outro clube e apanharam um treinador "pior", ganharam no campo. A cultura do resultado é absurda, mas é efetivamente a cultura que se vive em Portugal e que condiciona brutalmente o desenvolvimento do jogador português.Eu critico essa opção, mas tento compreender. É um dilema moral com que muitas vezes somos confrontados nas mais variadas áreas profissionais. O benefício próprio a custo de quê e de quem? Mas também se tem que comer e viver, certo? Enfim, esta é uma história concreta, mas que acredito ser uma história que para os que trabalham nos escalões do formação em Portugal e têm formação na área, lhes diga muito.
De referir ainda, a título de curiosidade, uma questão mais técnica no âmbito do treino. As diretrizes da Federação Alemã de Futebol, bem como o que aprendi na FMH, referem que em iniciados o foco deve ser dado à técnica, devido ao período sensível da maturação biológica, etc...
sem ter conhecimento de causa, arrisco-me a dizer que os míudos daquela equipa de iniciados, se desenvolveram muito taticamente, provavelmente foram dados mais minutos a jogadores mais fortes fisicamente, que têm uma influência mais direta no jogo e no resultado e que não foram estimuladas as aptidões técnicas na proporção que assim se exigiria nessa fase do crescimento e que os míudos mais baixos, jogaram menos.
isto tudo para dizer o quê? a formação em Portugal, em termos estritamente dos conteúdos que são lecionados, sobretudo nas Faculdades não é tão má assim, mas o contexto em que o treinador português se pode afirmar é muito mau e está altamente viciado. e quem paga? os agora míudos, futuros profissionais, os agora míudos que nunca alcançaram uma ínfima parte do potencial de talento que têm e em última instância, a seleção nacional.

Cumprimentos,



Roberto Baggio disse...

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/2015/04/a-qualidade-dos-jogadores-formados-e-o.html

Obrigado Pedro

Fraguito disse...

e eu a julgar que o Carlos Queiroz tinha revolucionado o futebol jovem português, até à sua contratação entregue a "velhas glórias" da selecção, quando afinal se limitou a aproveitar o trabalho de uma velha glória, fdx se eu não tivesse nascido em 1962, até era capaz de acreditar no revisionismo histórico...