Posse de bola no Facebook

Translate

sábado, junho 14, 2014

Del Bosque, o rei dos estatutos

O seleccionador espanhol continua a confirmar tudo aquilo que sempre pensamos dele. É um grande sortudo por ter treinado uma geração treinada por Guardiola. É um treinador que adora implementar a política dos estatutos, e incapaz de tomar medidas que deixem alguns jogadores insatisfeitos em prol do colectivo. Xavi já havia feito críticas à forma como ele dispunha a equipa em anos anteriores.

O Duplo pivot com Alonso e Busquets é absolutamente inaceitável. E só a ideia de que, tem de meter todos os tubarões a jogar, se não terá problemas no balneário o poderá justificar. Ou um, ou outro. A jogar com o Duplo-pivot, um dos médios de cobertura terá de ser necessariamente Xavi.
Diego Costa no onze inicial para justificar a escolha pela equipa espanhola. Precisamente um jogador que vai contra tudo que a Espanha tem defendido nos últimos tempos. Parece que Del Bosque não percebeu a mensagem da federação espanhola. Diego é incompreendido naquele futebol. A relação com os colegas é zero, porque ele não a tem. É um jogador que, dentro da forma super evoluída de entender o jogo da maioria dos jogadores espanhóis, é uma nulidade absoluta. Compreendo quem aprecie as suas características para jogar em modelos rudimentares, mas não raras vezes Xavi, Iniesta, Silva, o solicitaram no apoio frontal, e ele... Bom, todos sabemos que a selecção espanhola não precisa de força, precisa de inteligência, é o que aqueles senhores procuram. Dito isto, Fabregas seria infinitamente melhor como ponta de lança que Diego Costa, naquele contexto.
Continuo sem perceber como é que Pedrito não é indiscutível. Será possível que só Guardiola tenha percebido o inestimável valor do avançado do Barcelona?
Porquê do melhor guarda-redes espanhol não ter sido convocado? Terá certamente a ver com a política implementada dos estatutos. Não é que Iker seja mau (que não é), mas o outro do Real Madrid é melhor.
Sérgio Ramos continua a mostrar aquilo que é. Pena que se continue a olhar para o jogo (defensivo) apenas como sucessivos 1x1, e duelos no ar. Quando no que importa, ele continua a mostrar o quão patético é. Varane, que andou o ano todo sentado, é cem vezes mais central que Ramos. Com Ramos e com este Piqué, aquilo vai afundar depressa. Javi Martinez está à espreita...
De resto, dizer que tem faltado à selecção espanhola a dinâmica do Barcelona. Perdoem-me do Guardiola. E com as pouco controversas escolhas do seleccionador, isso ainda se nota mais. Ele que se atreva a juntar 7 jogadores do Barcelona, a David Silva e Javi Martinez, e se possível David Villa (que ainda joga como se tivesse no Barcelona), só para ver o que acontece. E aí até lhe perdoo colocar o Ramos como lateral direito (para respeitar os estatutos, claro).

Quanto ao jogo, a Holanda não esteve brilhante. Na primeira parte foi amplamente dominada, e num momento chave David Silva não escolhe o melhor caminho (coisa rara nele), e perde-se a oportunidade do 2-0. O futebol da Holanda foi procura constante da profundidade, sem grande critério aparente. O 5-3-2 funcionou bem, porque conseguiu ter um aproveitamento fantástico das oportunidades que teve. Não irá sempre conseguir esse registo, nem terão tantos adversários com erros individuais como o que os espanhóis tiveram. A linha defensiva da Holanda é intragável. HxH por todo lado, saídas despropositadas para acompanhar adversários all over the way. Bem, decerto que é um elogio tratar aquela coisa por "linha".
Sneijder é pouco mais do que um quarter-back que procura lançar Robben ou V.Persie.
A verdade é que sem fazer um grande jogo, e com muitos erros que em condições normais serão aproveitados pelo adversário, a Holanda consegue um resultado expressivo, quando nada (nem a primeira parte) o faria prever.

Veremos como é que as duas equipas evoluem no resto da competição. Pelo talento que têm disponível, certamente que existe obrigatoriedade de ambas em fazer melhor.

36 comentários:

Bernardo Pinheiro disse...

SE ele meter Fabregas no lugar de Diego Costa, De Gea no lugar de Casillas, Pedrito no lugar de Xabi Alonso e Javi Martinez no lugar de Ramos é campeão do Mundo.

GC disse...

Concordo com praticamente tudo o que foi dito, só coloco reservas na apreciação da Holanda. É verdade que na primeira parte a organização defensiva consistiu em HxH, apenas e só, mas fiquei com a sensação de que na 2ª parte as coisas foram diferentes, havendo preocupação em garantir coberturas mais do que seguir homens. Posso estar enganado, mas foi a minha impressão.

Quanto ao resto do post, acompanhar sobretudo a incompreensão com DP Xabi-Busquets e com Diego Costa. E pegando nas sugestões que fazem, deixem-me armar em treinador de bancada para atirar com esta ideia de 11 para o Chile:

De Gea
Carvajal, Pique, Martinez, Alba
Busquets
Xavi Iniesta
Pedro David Silva
Fabregas

Ricardo Faria disse...

Tirem-me esta dúvida, por favor. Sei que a linha defensiva deve seguir as indicações do treinador, mas parece que neste caso houve uma descoordenação/desconhecimento daquilo que se deveria fazer.

No 1º golo da Holanda, é Piqué quem o põe em jogo. A minha questão é se a responsabilidade do golo lhe pode ser imputada por não respeitar a linha defensiva ou se o erro foi de Ramos e Alba que não baixaram para a linha do Piqué.

Gonçalo Matos disse...

Sabes o que me fez mesmo mais confusão, inclusive na primeira parte? A reacção à perda e a falta de agressividade colectiva. O lance do primeiro golo ilustra bem isso, o homem que faz o centro tem um raio de 5 metros sem ninguém perto.

Roberto Baggio disse...

"No 1º golo da Holanda, é Piqué quem o põe em jogo. A minha questão é se a responsabilidade do golo lhe pode ser imputada por não respeitar a linha defensiva ou se o erro foi de Ramos e Alba que não baixaram para a linha do Piqué."

É o Piqué quem define a linha defensiva.
É Ramos que se deve colocar na linha do Pique.
O Alba está bem colocado, está na linha do Ramos.

O Ramos não só tem de estar na linha do Piqué, como deve aproximar dele. Tem de estar tão perto do Piqué, quanto o Alba está dele.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Também foi este jogo que eu vi.

GC: na segunda-parte o De Guzman estava a marcar hxh o Iniesta. E o gajo que o substituiu foi lá para dentro fazer a mesma coisa.

A única diferença na Holanda da primeira para a segunda-parte, pelo menos para mim, esteve na construção ofensiva: eles tentaram ter um bocadinho mais de critério... Em vez do jogo directo sem nexo e completamente horrível que praticaram até aos 45 minutos.

MB disse...

O último golo da Holanda é espetacular. Num primeiro enquadramento, pela simplicidade e execução da equipa laranja. No que se refere ao contexto espanhol, KAPUT! a falta de leitura do jogo, pelo menos do Sérgio, a falta de capacidade para antecipar aquele rasgo!
Contudo, ainda é cedo para marcar o fúneral.

Roberto Baggio disse...

" na segunda-parte o De Guzman estava a marcar hxh o Iniesta. E o gajo que o substituiu foi lá para dentro fazer a mesma coisa."

De acordo com tudo, Edson, e com este ponto também.

MB, com aquele espaço, e com 1x1, com aquele resultado, é fácil para Robben ser Robben. Ele é fortíssimo nessas situações.

Pedro Ribeiro disse...

Sinceramente, penso que é tudo muito mais simples do que o tu diagnóstico. A quebra da Espanha é a quebra do Barcelona, paulatina desde a saída de Guardiola até ao actual estado de quase indigência. E não penso que recolocar em campo um onze com mais jogadores do Barcelona resolva a questão. A Espanha foi campeã do Mundo com esse meio-campo (Busquets, Alonso, Xavi), portanto, não acho que os problemas venham daí. Só que neste momento a Espanha não pode viver daquele super-Barcelona (que já não existe). Aquele bloco "absorvia" tudo!

É evidente que há coisas que podem ser melhoradas. Pedro tem de jogar de início. E também acho que há demasiada tentação de lançar Diego Costa em correrias para a baliza adversária. A Espanha continua a ser uma selecção forte (ontem perderam um pouco o norte). Mas a grande Espanha "morreu" com o gigante (curiosamente) catalão.

Roberto Baggio disse...

Pedro, concordo com tudo o que disseste, exceptuando:

"E não penso que recolocar em campo um onze com mais jogadores do Barcelona resolva a questão."

É exactamente aí que te enganas (na minha opinião).

Repara, o que é o trabalho de um seleccionador?
É escolher os melhores jogadores do país, e coloca-los a jogar nas posições, no sistema, que mais os beneficie. Conseguindo num curto prazo, criar a velocidade colectiva (entrosamento) entre o máximo de elementos possível.

Posto isto, e assumindo que Del Bosque escolheu os melhores (que não concordo), tem o trabalho facilitado do que a grande maioria dos outros treinadores, por haver um clube que lhe faz a papinha toda, ao nível do entrosamento, velocidade colectiva, sistema de jogo. E ainda assim, ele não o aproveita...

Lembro, por exemplo, como era a selecção portuguesa quando jogava com o núcleo do Porto. O mesmo pode-se dizer de Espanha.

Quanto ao Busquets e o Alonso, o facto de ter sido campeã assim pouco diz. Pique e Ramos têm sido sempre campeões por Espanha e não é por isso que são uma dupla de grande qualidade...
Busquets tem tudo muito bem trabalhado com os outros 2. O facto de estar ali Alonso ao lado, retira potencial ofensivo à equipa, retira dinâmica de movimentos dos mesmos, atrapalha na ocupação de espaços, com e sem bola.

Daniel Martins disse...

Boas Baggio. Imagina que és seleccionador e que os teus jogadores passaram o ano todo a jogar com marcações HxH nos seus clubes. Como lidarias com essa situação na altura de definir o modelo de jogo?

Pedro Ribeiro disse...

Baggio, compreendo a tua ideia e não discordo dela. O que eu queria dizer é que não será pela introdução de mais jogadores do Barça que voltaremos a ver uma grande Espanha. Se esses mesmos jogadores, hoje, já não fazem um grande Barcelona... O que eu quero dizer é que não é apenas uma questão de jogadores. De outra forma, como explicar a quebra do grande Barça!?

E mais: se quando havia esse super-Barça, Del Bosque optava por colocar sempre Alonso no meio-campo, por maioria de razão, hoje, não deixará de o fazer. Talvez seja a tal questão dos estatutos - que não é no entanto uma questão menor - ou talvez sejam estas as ideias de Del Bosque e a Espanha tenha sido campeã apesar dele.

Uma questão (de completo leigo na matéria): como se explica que um jogador com as qualidades físicas e técnicas de Sérgio Ramos cometa tantos erros de posicionamento!?!? No fundo a minha pergunta é: é um problema de qualidade do jogador (inteligência, capacidade de aprendizagem) ou é um problema do treino? Aceito que haja jogadores com mais capacidades cognitivas do que outros e que a possibilidades de aperfeiçoamento neste campo têm limites mas custa-me compreender como alguns erros sistemáticos não são corrigidos. Que peso atribuis a ambos os factores (capacidades inatas/acumuladas vs treino)?

Roberto Baggio disse...

Daniel, não escolhia jogadores que tivessem jogado HxH o ano inteiro hahahahah.

Se não existisse a possibilidade acima, jogava zona na mesma.

"De outra forma, como explicar a quebra do grande Barça!?"

Como disse, concordava com a queda do Barça. Mas como digo também, agora, o Barça enfrenta melhores equipas que do aquelas que a selecção o faz... Com o nível (qualidade individual) das que o Barça enfrenta (Real, Atlético, City, PSG, etc...), só estou a ver o Brasil, e talvez Argentina (só talvez mesmo)...

"E mais: se quando havia esse super-Barça, Del Bosque optava por colocar sempre Alonso no meio-campo, por maioria de razão, hoje, não deixará de o fazer."

E como disseste acima e bem, quando o Barça estava bem, isso absorvia tudo. Hoje não é assim, então notam-se mais coisas que já eram visíveis antes, mas que poucos falavam porque...ganhavam...

"Talvez seja a tal questão dos estatutos - que não é no entanto uma questão menor"

Para é mim é

"ou talvez sejam estas as ideias de Del Bosque e a Espanha tenha sido campeã apesar dele."

Se assim é, então Del Bosque é pior treinador do que penso. Já acho que não é nada de especial, se for ideia dele, ainda é pior XD

"Uma questão (de completo leigo na matéria): como se explica que um jogador com as qualidades físicas e técnicas de Sérgio Ramos cometa tantos erros de posicionamento!?!?"

O problema é esse. Ele sempre foi um jogador que fazia uso do seu físico para resolver tudo. Pelo que nunca deu grande atenção aos detalhes posicionais. Quando lia mal um lance, recuperava em velocidade, quando defendia mal o 1x1, fazia cortes in extremis, quando usava mal a agressividade, era marcada falta e o jogo parava. E passava, aos olhos mais destreinados impune. O que acontece é que por mais capacidades físicas que ele tenha (que tem), a forma como o jogo tem vindo a evoluir, vem mostrar tudo tudo tudo tudo o que ele é... As dificuldades notam-se todas.

Então, ele com o sucesso que foi obtendo, foi aperfeiçando a sua forma de resolver os problemas do jogo (muito físico, pouco cérebro).

O que é uma pena. Se ele tivesse sido estimulado mais cedo a jogar zona, a usar menos o físico, e mais o cérebro, não tenho dúvidas de que seria o melhor do mundo (central) a larga distância...

É culpa de quem o estimulou desde jovem, que não lhe mostrou que apesar de ele (naquela altura) resolver os problemas do jogo, que no futuro iria ter dificuldades. Aqui, culpo os treinadores anteriores dele. Mas também poderá ele ter alguma culpa. Podia não passar cartão nenhum aos treinadores. Mas não acredito muito nisso.

Signori disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Signori disse...

Alguém viu a Colômbia? Pareceu-me a equipa mais anárquica e desorganizada defensivamente, a lembrar certas seleções africanas ingénuas? Depois claro, a qualidade individual na frente resolve, com jogadores físicos, rápidos, técnicos e agressivos no ataque à bola e espaço. Provavelmente foi o jogo mais miserável taticamente até agora, mas o povão deve ter gostado :) Agora estou a ver a Costa Rica e a nível individual está a anos luz da Colômbia mas a nível de organização também está a anos luz, mas à frente, apesar de não ser perfeita.Ora espreitem.

Daniel Martins disse...

Já vi então que para ti homem para homem só na troca de camisolas :) E seria possível um seleccionador pôr uma equipa destas a jogar à zona com tão pouco tempo? É que tenho a ideia de que se trata de um conceito que precisa de muito treino e teoria

Signori disse...

Costa Rica marca. Com este cuidado na organização defensiva, zona sincronizada, saídas em apoios,vê-se que há trabalho. Merecem No lance do golo Carlos Manuel, quando a Costa Rica fazia temporização para esperar a subida dos apoios sai-se com esta pérola: Costa Rica a demorar muito, precisa de ser mais rápida, assim não vão lá... LOL, adorei que fosse golo...mas para estes comentadores da carochinha é como se nada fosse, resolvem logo a dissonância cognitiva em vez de tentarem perceber melhor o jogo. LOL 2-1 agora para a Costa Rica, explicação de Carlos Manuel: isto é obviamente resultado da conversa ao intervalo. LOL, isto é incrível

Diogo Castro e Silva disse...

Antes de mais como é primeira vez que comento aqui, parabéns por este blog e pelo LE que despertaram em mim um interesse muito maior na análise de futebol. Se bem que muitas vezes estou de acordo com os posts, desta vez não podia estar em mais desacordo no que me parece uma análise mais "preguiçosa" sobre as verdadeiras razões da derrota estrondosa da Espanha:

- Diego Costa. Não acho que a razão da derrota esteja aqui nem na suposta falta de coerência da sua inclusão. Aliás, ele deu profundidade no ataque e uma verdadeira solução vertical ao jogo espanhol. Quando essas jogadas foram exploradas, aliás, foi quando a Espanha criou mais perigo e a principal crítica que tem quer feita é que não se tenha ido mais além nessa aposta. Diego Costa trazia essas alternativas dentro do jogo espanhol e o fato de ser um jogador que "conversa" diferente com o resto da equipa tinha tudo para ser uma vantagem. Só não foi, porque..

- Posse estéril. No apogeu do Barcelona de Guardiola, a posse de bola tinha intensidade e objetividade. Como na fase final de Villanova, esta época com o Bayern nas meias finais da CL, na final da taça das confederações e em alguns momentos mesmo do Euro 2012, a degradação do modelo começou na falta de intensidade colocada na posse de bola que que acaba por expor a equipa a situações de perda perigosas. Em parte as equipas adversárias começaram a se preparar mentalmente para jogar contra a Espanha ( e o Barcelona) mas também a razão poderá estar num certo cansaço mental dos jogadores. É difícil chegar ao topo mas mais difícil é ficar lá...

- Esta falta de intensidade se revelou ainda na falta de pressão sobre a saída de bola da Holanda. Vocês falam do lance de Sneijder, mas mais relevante para mim foram os 2 foras de jogo milimétricos tirados à Holanda antes do lançe do rvp. Estava claro que essa era a estratégia da Holanda, sobretudo pelo seu lado esquerdo. Dava para ver que uma vez iria sair. E aqui de fato Del Bosque tem culpas partilhadas com Azpicuelta e David Silva que sempre cobriram mal o flanco. E aqui sim a entrada de Pedro Rodriguez em vez de Silva ou Xavi, colocando mais ênfase no jogo exterior serviria não só para condicionar ainda mais a saída de bola da Holanda, tornar mais inútil o seu enfoque no corredor central e explorar o enorme espaço dado nas costas da defesa. E este era o jogo para o plano B da Espanha ( e ela tinha os elementos para variar a sua abordagem durante o jogo) só que ficou a meio caminho entre um plano A mal executado e um plano B não explorado a fundo

- Duplo pivô e erros individuais. Sobre o duplo pivô. Rapidamente sobre o DP. Sei que vocês desde sempre pouco gostam desta opção de del Bosque. Acho que o principal problema dele é que o Busquets está muito abaixo do seu nível. Isso já foi visível durante todo o campeonato espanhol (bem e naqueles primeiros 20 minutos dos quartos final da CL contra o Atlético então...). Quanto aos erros individuais, e embora acho que quer o Ramos quer o Casillas são atletas sobrevalorizados (Mourinho deve-se estar a rir), é o caso onde o bom colectivo que se sempre escondeu essas falhas desta vez as expôs de forma escandalosa. A equipa era a mesma de 2012. Ramos o mesmo e o casillas também. E a Espanha só sofreu um golo durante toda a competição

Curiosamente, acho que num dia sim da Espanha, o resultado também podia ter sido 5 a 1 mas favorável à Espanha, tamanha era a vulnerabilidade defensiva da Holanda.

Gonçalo Matos disse...

Jogar zona é muito mais fácil que jogar hxh, Basta perceber-se que é preciso dar coberturas ao jogador em contenção e sempre que formos nós batidos enquanto jogador da contenção, procurarmos dar imediatament as coberturas aos colegas. Depois é compreender que as referencias devem ser a bola e os colegas de equipa.
A minha equipa da universidade jogava zona passados 6/7 treinos e não somos profissionais.

Ontem a Holanda em hxh, sofreu bastnte na primeira parte e um exemplo disso é o lance falhado pelo Silva na cara do redes holandês. E se essa bola tivesse entrado, provavelmente nao estariamos aqui a falar da goleada. No entanto, os erros defensivos de ambas as equipas iriam surgir, até porque já tinham surgido antes dos golos.

Signori disse...

3-1 para a Costa Rica. Carlos Manuel, impressionantemente, continua a dizer que tem a certeza absoluta!!!! imagine-se... que foi da conversa ao intervalo. Inacreditavel...como é possível não ver o trabalho que existe na equipa costa riquenha...

Gonçalo Matos disse...

Para o Carlos Manuel as melhorias das equipas têm a ver com aumento de crença, de confiança e perdas de medo. Mesmo assim está taco a taco com o Tadeia

Signori disse...

Lol por falar nisso comecei a achar estranho porque pareceu-me que o Tadeia começa a dizer tomada de decisão a torto e a direito. Será que anda a ler o blog e achou piada à expressão e a papagueá-la?

Signori disse...

Outra que retive hoje dos comentadores, Diego Lugano tem uma entrada dura e eles: "Lugano tem de marcar em cima (a cheirar o sovaco ndr) porque senão vai chegar sempre tarde". eheheh.

Roberto Baggio disse...

A linha defensiva é possível, treinando todos os dias torna-los competentes. Não super competentes, mas dá para jogar sem referências individuais. Podem surgir erros, mas ainda assim, parece-me francamente melhor que hxh.

GC disse...

Falando em HxH, peguem no segundo golo da Itália. Se Johnson pode ser internacional, qualquer um de nós também pode...

Diogo Castro e Silva disse...

Qual o vosso comentário sobre a qualidade do futebol até agora? Estou deveras impressionado que nenhum jogo deu para dormir. Zero empates e média de golos muito acima do normal nestas fases. O que se vê também são jogos a ritmo elevado onde os ataques se tem superado às defesas. É assim?

Daniel Martins disse...

Gonçalo Matos, acredito que jogar à zona seja mais fácil do que eu penso, mas mesmo assim ainda deve ser mais fácil um treinador pôr um jogador a correr sempre atrás do mesmo gajo, sem ter referências mais complexas como o espaço, os colegas e a bola. E por ser tão fácil é que ainda está tão entranhado no futebol.

Rui disse...

Engraçado como um resultado muda a vossa forma de ver tudo! Quando voces defendem que há que olhar aos principios que se defendem e nao aos resultados (sendo que estes principios de del bosque sao os mesmos que o levaram a mundial e europeu). Voces tao a ser oportunistas na analise e continuam a defender o guardiola que levou 4 do madrid de forma semelhante!
A espanha tem coisas a mudar mas não sao com certeza mtas das que voces apontam (excepçao ao duplo pivot que sempre foi ridiculo).

Rui disse...

Engraçado como um resultado muda a vossa forma de ver tudo! Quando voces defendem que há que olhar aos principios que se defendem e nao aos resultados (sendo que estes principios de del bosque sao os mesmos que o levaram a mundial e europeu). Voces tao a ser oportunistas na analise e continuam a defender o guardiola que levou 4 do madrid de forma semelhante!
A espanha tem coisas a mudar mas não sao com certeza mtas das que voces apontam (excepçao ao duplo pivot que sempre foi ridiculo).

Rui disse...

Engraçado como um resultado muda a vossa forma de ver tudo! Quando voces defendem que há que olhar aos principios que se defendem e nao aos resultados (sendo que estes principios de del bosque sao os mesmos que o levaram a mundial e europeu). Voces tao a ser oportunistas na analise e continuam a defender o guardiola que levou 4 do madrid de forma semelhante!
A espanha tem coisas a mudar mas não sao com certeza mtas das que voces apontam (excepçao ao duplo pivot que sempre foi ridiculo).

Gonçalo Matos disse...

Achas que a organização e transição defensivas estão ao mesmo nível Rui?

Gonçalo Matos disse...

Daniel,
É mais fácil dar a ordem, mas tb é mto mais fácil surgir o erro. No lance do golo do ballotelli comentei de imediato o acima descrito. O glen johnson acompanhou o homem e deixou um granda buraco.

Diogo Castro e Silva disse...

Quando se diz que em futebol, marcar primeiro é uma enorme vantagem já lá vão pelas minhas contas pelo menos 4 viradas de resultado

Roberto Baggio disse...

Forma de ver tudo?
Que tudo?
Que Del Bosque é um treinador mediano? Sempre o dissemos.
Que Diego Costa não é jogador de equipa grande? Sempre o dissemos.
Que Sérgio Ramos é fraquinho? Sempre o dissemos.
Que Diego Lopez é melhor que Casillas? Também o dissemos logo na altura que Mourinho mudou.
Que Pique defende muito mal os 1x1? Também sempre o dissemos.
Que Martinez tem de ser titular? Sempre o dissemos.
Que Pedro tem de ser titular? Sempre o dissemos.
Agora diz-me, qual foi a parte do texto onde vês oportunismo?
Tem juízo Rui.

Guardiola levou 4, com jogadores que não acreditam a 1100% na ideia de jogo dele. Ev sem criatividade para interpretar o que ele quer. Mas nem isso é novidade. Que ele esteve mal, também dissemos.

Juízo sfv.

Signori disse...

https://www.youtube.com/watch?v=WxiEKxW0LtY

Neste vídeo, na repetição percebe-se muito bem. Atente-se em como o central NUNCA olha para Balotelli, e sempre para a bola e para o colega que lhe dá a referência de posicionamento, exatamente as principais referências zonais, a bola e o colega. Quando repara que Glen Johnson não está lá, parece que se desconcentra momentaneamente e perde a referência posicional do colega, deixa de estar em linha, e parece que se preocupa mais com o adversário (ora, Johnson deixa-o estupidamente só, com Balotelli nas costas, onde ninguém tem olhos...os olhos seriam os de Glen Johnson, se lá estivesse...) e mete Balotelli em jogo. Pois é, a este nível estes erros pagam-se mesmo muito caro. Como é que não vi nenhum comentador a mencionar isto é que acho incrível. Tudo normal, só mérito do avançado...

PedroF disse...

Signori, no meu grupo de amigos fui achincalhado por comentar isso mesmo. O futebol é provavelmente a única profissão do Mundo em que podes ser mau no que fazes (e não perceber patavina) e receber milhões.