Posse de bola no Facebook

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domingo, junho 29, 2014

Mata-Mata. Holanda ainda respira

Muito pobre o futebol apresentado por Van Gaal, no ataque e na defesa. Já o tinha sido na fase de grupos, e este jogo veio mais uma vez confirmar a fraca qualidade da selecção holandesa.
O ataque passa por um jogo directo, sem qualquer tipo de sentido para as características dos jogadores que tem. As constantes bolas que entregou ao México, em organização ofensiva, não deixam prever nada de positivo para as próximas fases da prova. Não era suposto esse tipo de jogo servir, apenas, para os momentos de transição ofensiva?

Defensivamente a Holanda é simplesmente estranha. Defende muitas vezes com duas linhas, quando tem 9 atrás da linha da bola. Por vezes com 7 jogadores na última linha, e 2 numa linha mais adiantada. Ainda para mais não há coordenação, há jogadores a irem ao WC com o adversário, não há controlo da profundidade. Defende com as linhas juntas, de facto, mas com elas tão curtas deixa 25/30 metros de profundidade por explorar. A Alemanha, por exemplo, com 2 passes desorganizava esta linha com facilidade. No fundo, aquela linha é só mais uma no meio do ridículo que têm sido as defesas deste mundial. Estranho, de facto, para um treinador a quem reconheço qualidade.

O engraçado nisto é que, sem saber ler nem escrever, podem chegar facilmente à fases adiantadas pela mais valia individual que têm. Ou melhor, pela mais valia de Robben que têm. É que nem Van Persie consegue sobressair com tamanho desperdício da bola.
Individualmente, dentro das escolhas para o 11 inicial de Van Gaal (para além dos citados atrás), salvam-se Blind e Wijnaldum. É a selecção holandesa mais fraca de que tenho memória.
FC Porto, por favor não contrates o Bruno Indi Martins. Isto porque o facto de ele ter sido convocado para o mundial, e de ter estado durante largos minutos em campo, não faz dele jogador de futebol.

sábado, junho 28, 2014

Ronaldismo: uma ilusão portuguesa

Não me lembro de ter começado a gostar de futebol. As primeiras memórias de mim não são anteriores às primeiras memórias de futebol na minha vida. Tal como as necessidades biológicas mais primárias, o futebol manifesta-se em mim, autoritariamente, desde tempos imemoriais. Faz parte da minha condição; da definição do meu Eu.
Com o passar do tempo, e com o amadurecimento que o avanço da idade provoca inevitavelmente no indivíduo, apercebi-me de que sim, sou, por assim dizer, um ser futebolístico, mas, tal como acontece com todos os outros traços identitários, interpreto o fenómeno através de categorias de percepção condicionadas por ter crescido num determinado contexto e grupo social. É uma interpretação etnocêntrica. Tenho procurado distanciar-me e, num esforço quase científico de observação participante e de reflexão, acabei por desenvolver um par de ideias sobre aquilo que me parece ser uma perene “crise de valores” do futebol português. Um conjunto de ideias que defino como as ilusões do futebol português.
É um assunto com conteúdo, em termos de volume (não sei se de interesse), para uma tese. Dada a necessidade de síntese, cinjo-me a uma: parte de um axioma que determina que o jogador português é, no que concerne à técnica, superior ao biótipo futebolístico dos outros países europeus. Cresci a ouvir isto e a acreditar nisto. É esta ideia que alimenta em nós uma certa sensação de superioridade mística, que nos levará inevitavelmente a conquistas internacionais importantes. Eu chamar-lhe-ia “Ronaldismo” (por exclusão de partes, pois Cristianismo já está patenteado) e está a tornar-se uma característica da nossa identidade colectiva quase tão fundamental como o Sebastianismo. A técnica é essencial e o jogador “jeitoso” é melhor, dizemos nós.  O problema é que a técnica apregoada pelo Ronaldismo não é a técnica do futebol.  O bom jogador em Portugal é o malabarista e o driblador (não me digam que já não é assim!), mas técnica em futebol é um conceito muito mais amplo. O drible é apenas um factor daquilo que constitui a técnica no futebol e não é nem mais nem menos importante do que os outros factores que contribuem para a sua definição. Técnica é a arte de fazer qualquer coisa e todos os recursos que contribuam para melhorar a execução de uma determinada arte são importantes. Evidentemente, o domínio da técnica é absolutamente indispensável para a interpretação da táctica (do grego Taktikos, que significa a arte de ordenar, isto é, de dar uma ordem às coisas) e para exponenciar a capacidade de tomar decisões acertadas. O passe, o remate, a recepção, o desarme, o cabeceamento, a intercepção, a desmarcação, a protecção da bola, entre outros, são todos elementos constituintes da definição de técnica em futebol.
Sem medo de ferir susceptibilidades, afirmo, convicto, que na arte de jogar futebol os portugueses não estão entre os melhores. Técnica em futebol é Müller (não sei se teria chegado a profissional em Portugal uma vez que não “equipa com estilo”), é Kroos, é Lahm e, mais recentemente, Iniesta e Xavi. Não sei se me faço entender…

Enquanto não percebermos isto, continuaremos a fundamentar as nossas esperanças em crenças místicas.

(des)linha Defensiva

Imagem que diz muito sobre a organização defensiva de Portugal neste mundial.

Incapacidade dos laterais fecharem espaços interiores em linha com os centrais

Neste lance junta-se uma péssima colocação dos apoios para defender o cruzamento a um  mau posicionamento de toda a equipa,6 jogadores Portugueses na imagem, onde estão os outros 4 portugueses  nos 30 metros que a imagem mostra??
Nas minhas equipas este é um dos primeiros comportamentos a adquirir, impensável não estarem pelo menos 10 jogadores em acção defensiva perante este tipo de posicionamento atacante do adversário.

sexta-feira, junho 27, 2014

Curtas sobre a má formação de Jogadores de futebol em portugal

Clubes grandes com  várias equipas  em todos os escalões, em que  os especialistas em scouting andam quem nem vampiros atrás de qualquer miúdo acabado de sair da maternidade

Grandes academias que têm  várias  equipas em contexto de competição, com  miúdos de pouca ou nenhuma capacidade para estarem inseridos em contextos competitivos. Estas equipas  apenas existem  como suporte de empresas com parcerias a clubes, enquanto que na mesma região existem clubes que praticamente não têm atletas para as suas equipas de competição

Grandes clubes colocam demasiada ênfase na  vitória, como grande atributo para uma formação de excelência, quando na ninha opinião deveria estar na superação, sobre a competitividade dos campeonatos, a verdadeira fomentação de jogadores competitivos.

Grandes clubes deveriam ser os primeiros a perceber que os seus jogadores evoluem menos, quando terminam os campeonatos com quase 200 golos marcados e 0 derrotas.
O que aprendem esses miúdos comeste tipo de competição, e competitividade?

A derrota deveria fazer parte de um processo evolutivo. Chega-se ao ridículo de um miúdo que entre para os Benjamins do SLB, e termine o seu percurso no escalão de Júnior, que nestes 8/ 10 anos de «formação»  não tenha sido derrotado em 10 jogos!!

Dirão alguns que os clubes pequenos não têm treinadores de qualidade?
Em alguns casos sim. Mas refiro também que eles existem nas estruturas dos grandes clubes, alguns deles com grandes problemas pedagógicos.

O que fazer?

Urgentemente:

Limitar o número nas equipas  de competição ( no máximo 2): equipa A e equipa B. Esta limitação obrigaria  todos os clubes a serem muito mais selectivos e criteriosos no scouting

As associações de futebol organizarem torneios para equipas e atletas não federados.

Treinadores que não tenham exercido a profissão nas duas ultimas épocas, seriam obrigados a realizar cursos de reciclagem  para continuarem com o nível de treinador que anteriormente possuíam.

Os clubes serem obrigados a validar duas revalidações de inscrições por cada transferência a realizar.

O custo das revalidações tem que ser muito mais vantajoso para os clubes que o das transferências.

Existir por parte dos clubes a consciência que, muitos miúdos estão neste momento sem clube porque os custo dos escalões de  formação são suportados pelos Encarregados de educação, em alguns casos com mensalidades caríssimas.

Elaboração de um projecto de formação por parte da FPF  para todo o futebol de formação, com especial incidência nos escalões mais novos. Imitar os bons exemplos como o da Holanda.

Redução do preço dos cursos de treinadores. Estamos num país em que, o custo para se ter a licença de treinador de futebol, por comparação com licenciaturas e mestrados em desporto, é absolutamente obsceno. Como sabem, para se trabalhar mesmo no distrital,  na maioria dos casos sem remuneração, é requisito necessário o primeiro nível. Estes custos impossibilitam muitos interessados de se candidatar.

Uma maior valorização do futebol de bairro dando condições para os miúdos terem contextos competitivos de grande exigência psico-motora, Estar 4/5 h por dia em contacto com a redondinha é a melhor formação que podemos fomentar nos nossos jovens.

quinta-feira, junho 26, 2014

Termina a fase de grupos

Começa a fase a eliminar da prova mais importante do futebol mundial. Terminada a fase de grupos, a Costa Rica emerge como grande surpresa da prova, tal como a dizimação das selecções europeias.
Tem sido um mundial fraco ao nível da qualidade de jogo, com poucos colectivos de grande destaque. Com isso, emergem algumas individualidades, de características muito particulares. Nomeadamente os mais individualistas, mais fortes no 1x1, que poderão sair desta prova muito sobrevalorizados, assim não se entenda o contexto bastante específico desta prova.
Espaços por todo lado, fraca organização defensiva e ofensiva da maioria das equipas, influência do clima no rendimento dos jogadores, equipas partidas à partir de determinada fase do jogo. Naturalmente muitos golos marcados, o que é muito bom para o público. Alguns golos espectaculares, mas sem grau de dificuldade assinalável. Normalmente o maior impedimento ao golo espectacular é a capacidade técnica.

Equipa da fase de Grupos, em 1x3x4x3

Curtois

Kompany
Hummels
Thiago Silva

R.Marquez
Robben
James Rodriguez
Messi

Benzema
Neymar
Muller

Treinador: Sampaoli

terça-feira, junho 24, 2014

James faz-me sentir borboletas no estômago

O antigo criativo do FCP espalha classe, classe, e mais classe, na terra do samba. Fenómeno, com potencial para chegar até onde o seu futuro clube, e futuro treinador, o conseguir levar.
Talento da cabeça aos pés.

Tempos negros nos esperam.

"Temos um contrato de dois anos. Sabemos que os resultados são importantes no futebol, não um resultado como o que tivemos com a Alemanha"


"Quando a Direção assinou [o novo contrato] fê-lo na perspetiva de ser até ao Euro-2016 e é esse o nosso objetivo. Não vemos razão para acabar com o vínculo que temos com o nosso selecionador e com a equipa técnica. Esperamos que Paulo Bento nos leve até à fase final do Euro-2016, mas não podemos prever o futuro"

Declarações de Humberto Coelho, que não se percebem.

Um ex-treinador deveria saber que mais importante que o resultado, é o processo pelo qual se consegue obtê-lo. Como é possível que se ache que não há nenhuma razão para despedir o seleccionador depois desta campanha horrenda?
Não há um modelo de jogo, não são escolhidos os melhores para a convocatória e não são colocados de inicio os melhores jogadores. Não há nada, mas nada que se aproveite. Não há uma base que nos permita olhar para a qualificação que se segue com a minima confiança de que faremos pelo menos melhor.
Não basta ter o melhor do Mundo e mais 10. Nem sequer basta por os melhores 11 portugueses juntos em campo. O futebol de hoje é muito mais exigente que aquilo que Paulo Bento nos parece poder oferecer. E o pior é que quem deveria tomar as decisões que necessitam ser tomadas, prefere apostar na continuidade. 

A continuidade da mediocridade.

A febre dos dois médios de cobertura (Duplo-Pivot)

O duplo-pivot (DP) tem sido a opção da maior parte dos treinadores do mundial. Essa foi também uma tendência dos clubes ao longo da época, já falada aqui. A maior parte dos defensores da utilização de dois médios defensivos, justificam-no com dois argumentos: a garantia de maior equilíbrio defensivo, e a garantia de "libertar" os mais talentosos da equipa, para que possam fazer o seu jogo de risco, com o menor risco possível para o colectivo. E é no segundo argumento que mais me interessa focar.

O segundo argumento é defendido, normalmente, em equipas com jogadores muito talentosos, de características ofensivas marcantes. Diz-se que, como são jogadores que arriscam muito, o melhor será ter dois jogadores no meio campo a garantir coberturas constantes aos mesmos. Assim, garante-se um maior número de jogadores atrás da linha da bola, quando a equipa perde a posse. Garante-se também, com essa "protecção" aos talentosos, que eles possam fazer o seu jogo de risco, sem grandes responsabilidades defensivas.

O meu primeiro argumento contra esse tipo de pensamento prende-se com a separação das partes. Ou seja, quem pensa assim, ainda tem na cabeça que numa equipa há jogadores para atacar, e há jogadores para defender. E isso é coisa que o futebol tem mostrado, com a sua evolução, que está em vias de extinção. É portanto pré-histórico e descontextualizado da realidade do futebol hoje.
No futebol de hoje todos atacam e todos defendem. O jogo, deve ser jogado na bola e nos espaços que circundam a zona onde a bola está. Defender, hoje, é processo colectivo que começa na organização do ataque, prossegue no momento seguido à perda da bola, e acaba na recuperação da mesma. E desde o primeiro momento, até ao último, todos devem participar activamente.

O meu segundo argumento resulta das minhas dúvidas sobre a maior consistência defensiva que um DP permite. Por ter mais um jogador atrás da linha da bola, no corredor central, poderá dar a entender que a equipa defende melhor quando perde a bola. Mas isso não me parece propriamente verdade por dois motivos: Porque retira jogadores da zona da bola, em todas as direcções e sentidos, que permitam pressionar rapidamente quando se perde a bola. Ou seja, por estarem mais longe da zona onde a acção está a decorrer, a sua intervenção é diminuta. E nesse momento específico, na luta pela conquista dos espaços, parece-me que o adversário fica em vantagem, e com boas hipóteses de sair com qualidade de zonas de pressão. Depois, sem a possibilidade de uma reacção imediata, e com tanto espaço para defender, não me parece que compense perder um homem na zona da bola, para ter apenas mais um a defender em linhas mais recuadas.

Por último, parece-me que não se está de todo a ajudar a individualidade. Sobretudo, porque há menos linhas em profundidade a ocupar o campo. Pelo que as soluções de passe se tornam mais pobres. E havendo menos soluções de passe o jogo dos talentoso torna-se mais previsível. Haverá uma maior dependência da inspiração das suas individualidades, e consequentemente eles estarão mais pressionados para resolver problemas de um colectivo que não lhes dá as melhores soluções. Assim, retirando-lhes soluções colectivas, esta-se também a criar situações mais complexas para eles resolverem, com um maior número de adversários para ultrapassar, e com um menor número de colegas a surgir como solução para dar seguimento ao ataque.

Parece-me que, a noção de que se está a ajudar as individualidades morre por aqui. Ajudar não é criar situações mais complexas, com menos soluções, e mais adversários. É precisamente fazer o oposto. Dar o maior número de soluções possível, facilitando a resolução para o jogador. Tornando-o mais imprevisível. Ajudar o jogador, será convencê-lo da necessidade de participar em todo o processo, e dota-lo de capacidade de resolver problemas defensivos, de ocupação de espaços, de abordagem aos lances.
Se é difícil convencer um jogador dotado a defender? É! Mas com lógica, e com sentido, consegue-se lá chegar. Demonstrado-lhe a importância de recuperar rápido, para que a equipa volte a ter bola. Fazendo-o sentir que o momento defensivo serve apenas e exclusivamente um propósito: voltar a atacar. Que no fundo é o que ele gosta. E quanto menos tempo o adversário estiver em posse, mais vezes ele vai ter possibilidades fazer o que gosta.

segunda-feira, junho 23, 2014

Sobre Espanha

A selecção espanhola caiu porque se esqueceu do que a tornava realmente forte. O futebol espanhol deixou há tempos a fúria de lado, para um futebol mais pausado, e pensado. Mas só deixou de haver fúria quando tinham a bola. A selecção espanhola, dos últimos anos, apresentava um sistema defensivo fenomenal, inspirado pelo Barcelona de Guardiola. As coisas tornavam-se realmente simples, porque o adversário não jogava.

A melhor defesa que eles tinham, era a posse. Ter a bola, em largura e em profundidade. Obrigar o adversários a mover-se para onde queriam, por forma a criar espaços. Obrigar o adversário a correr em várias direcções e sentidos, por forma a desgasta-lo. Obrigar a saídas de elementos da linha defensiva, e linha média, para desorganizar. Gerir o jogo de forma fria, e cruel, por forma a deixar o adversário sem expectativa. Jogavam dentro do bloco adversário, para provocar, sem dar a mínima hipótese de recuperação ao adversário. Ter a bola durante, muito, muito tempo. Tê-la durante largos períodos, permitindo gerir melhor as suas próprias expectativas.
Infelizmente, neste mundial, deixou de existir largura, bem como a profundidade ficou de lado. Deixou de existir posse, como no passado. Deixou de haver massacres como dantes.

A segunda melhor defesa era a reacção à perda de bola. E era aqui que os adversários começavam a ficar frustrados. Depois de 2,3 minutos sem bola, poucos segundos depois, a Espanha já tinha novamente recuperado. A fúria, afinal, sempre esteve presente. Sobretudo neste momento. Pressão imediata assim que perde a bola, recupera, ou dificulta ao máximo a acção do adversário. Se o adversário consegue sair desta fase com qualidade, o trabalho dos que ficam atrás da linha da bola é hercúleo. Sobram poucos, com muito espaço para defender.
Nestes tempos, há muitas pausas e pouca fúria, sem bola. E assim, as debilidades dos espanhóis aparecem com facilidade.

A terceira melhor defesa, era conseguir juntar um grupo de jogadores, maioritariamente vindos de uma equipa, às restantes melhores individualidades do país. E isso, hoje, já não se faz. Escolhem-se jogadores, que não têm qualquer tipo de representatividade, no futebol que a grande maioria daqueles jogadores pede.

Há que levantar a cabeça. Não. Há que usar a cabeça.

"Disse ao intervalo que estávamos a jogar bem e que iríamos marcar um primeiro golo e depois o segundo. Podíamos ter marcado quatro ou cinco com as oportunidades que tivemos"

Como Ronaldo diz, e bem, é lógico que esta selecção não tem qualidade. Mas também é lógico que tem mais qualidade que os USA, ou Gana. Portanto, considero que há condições para competir, assim o seleccionador entenda fazer o melhor com os jogadores que tem. Não me parece é que ele tenha capacidade para isso. As desastrosas escolhas para compor o grupo, os estatutos que impedem os mais internacionais de ficarem no banco, por mais pobre que sejam as suas exibições. Ah, mas é preciso ver que eles são importantes no jogo aéreo, e nas bolas paradas! E a experiência deles em campo é muito importante neste tipo de provas!

Fica aqui um pequeno resumo, do resumo do jogo.














Mudanças na liderança da Fantasy


domingo, junho 22, 2014

Sampaoli vs Holanda

«Temos pela frente um jogo estratégico difícil, porque do outro lado vai estar um treinador atento a diferentes variáveis e vão tentar controlar-nos. Mas nós temos capacidade para expor as fraquezas da Holanda. Somos modestos mas temos as nossas qualidades e, na minha opinião, o colectivo é mais importante que o individual»
Palavras do seleccionador do Chile.

E há muito por onde pegar! A Holanda é muito débil, ao nível organizativo. E não tem qualidade individual por aí além.

PS: Dá para meter o Silva e o Iniesta a jogar pela Costa Rica?!

PS2: O mundial com esse clima é impossível!

sábado, junho 21, 2014

"Há vários tipos de nove"



Em Outubro do mesmo ano, Benzema comentava:


"Há vários tipos de nove. Há os que não marcam, mas fazem outras coisas em campo. Eu faço parte desse grupo. Não tenho em mente marcar. Tenho em mente que a minha equipa ganhe. Claro que se marcar melhor"


Hoje, o Karim fez das melhores exibições individuais deste Mundial e uma das melhores da sua carreira. Benzema é neste momento top mundial e já vínhamos comentando a sua importância no Real, destacando a sua inteligência e capacidade de abrir espaços para os seus colegas.

Hoje, Benzema fez tudo. Tudo o que se poderia pedir a um jogador foi feito. Excelentes decisões e algumas com influencia nos golos, excelentes golos, jogadas individuais. Muito mas muito futebol nos seus pés.


Vi o jogo num espaço público sem muita atenção aos aspectos defensivos/tácticos. Mas sempre que havia perigo, acabava por ver, fruto do barulho de vários adeptos franceses.  E sempre que levantava a cabeça e a França tinha a bola, lá estava Benzema, como referencia do colectivo frânces.




"Fixa o teu adversário antes de soltares a bola!" diziam-me o Baggio e o Ronaldinho há 3 anos num treino. Aí está o exemplo do porquê fazê-lo. À atenção do Diego Costa

quinta-feira, junho 19, 2014

Oliver




Publicado há pouco pelo Record

"Óliver Torres vai jogar no FC Porto na próxima temporada por empréstimo do Atl. Madrid. A notícia é avançada pelo diário "Marca", que dá aconta do acordo entre os dois clubes.
O jornal espanhol acrescenta que o Atl. Madrid quis garantir que o jovem jogador, de 19 anos, representaria um clube de grande dimensão. A oficialização da cedência pode acontecer nas próximas horas."

Não posso deixar de ficar entusiasmado com esta noticia. A ser verdade, grande, grande, mas mesmo grande, contratação do Porto e com certeza terá sido o dedo de Lopetegui a indicá-lo. Só não percebo como o Atlético continua a emprestar o melhor médio que tem no plantel.

Aqui, podem ver o que pensamos dele.


quarta-feira, junho 18, 2014

Os professores croatas



O Freitas Lobo na Sporttv criticou o duplo-pivot da Croácia porque não tem sentido que Modric e Rakitic estejam muito longe das zonas de criação. Se há algum duplo-pivot que faz sentido neste mundial é este, que garante uma ocupação quase perfeita dos espaços em todos os momentos de jogo, assegura qualidade na transição e organização ofensivas, permite que a equipa suba ao “esconderem” a bola e traz à equipa aquilo que está tanto na moda, que são boas decisões.

Sugere Freitas Lobo que a Croácia jogue com um trinco à antiga, que é para os criativos não terem de defender. Não posso estar mais em desacordo e irrita-me que o comentador dos comentadores nacional ainda diga coisas deste género. Do que me recordo do jogo contra o Brasil, todos os jogadores da Croácia defendiam e faziam-no numa equipa que joga numa defesa zona bem trabalhada, e que foi a mais organizada que tive oportunidade de ver neste Mundial. Para quê alterar sistemas que influenciam dinâmicas numa selecção que deu boa conta de si contra um adversário com MUITO maior qualidade individual?

Como diz um amigo meu: Mas ainda há dúvidas que o futebol moderno é baseado em referências zonais e ocupação inteligente dos espaços? #professorrakitic #professormodric

Mantenha a Croácia o nível que mostrou contra o Brasil e acredito que passem sem problemas. E aí veremos o que diz o Freitas Lobo.

Ainda o golão de RVP


Principio básico da linha defensiva, na forma como entendo a defesa zonal. Bola no corredor lateral, Lateral sai na bola, central mais perto da bola (Piqué) oferece cobertura e marca a linha de profundidade, central mais longe da bola aproxima (concentração) na mesma linha de profundidade de Piqué, lateral mais longe da bola fecha bem dentro (equilíbrio) +/- do meio da baliza para cá. Importa também que, as distâncias entre os jogadores da última linha sejam iguais, de uns para os outros. Que a distâncias entre os centrais, corresponda a distância entre central e lateral.

Na forma como entendo defesa zonal, assim teria de se comportar a linha defensiva. Em uníssono, sendo o central mais perto da bola a marcar o passo.

Deve ser esse o defesa que marca a profundidade por ser o que está menos habilitado a ver os colegas (pela forma como vai orientar os apoios). Ou seja, Pique, está demasiado focado na bola e no colega em contenção, e no adversário perto dele, para que possa estar focado na posição dos outros colegas. E também, por ser ele que define a distância a que se deve colocar do colega em contenção.

Quanto aos outros é mais fácil. A primeira referência é a bola, cumprido por Azpili. A segunda referência é o colega, cumprido por Pique. A terceira referência é o espaço, não cumprido por Ramos, e consequentemente não cumprido por Alba (cujo colega de referência é Ramos).

Ramos deve aproximar de Piqué para que seja difícil ao adversário aproveitar qualquer espaço entre eles, e o mesmo acontece com Alba. Isto porque, o objectivo é não levar com bolas na direcção da baliza, pelo corredor central, entre eles. Se jogarem por fora deles, tudo bem. Significa que ganham tempo para bascular, subir, ou descer, consoante a direcção (sentido) para onde a bola foi jogada, durante a trajectória da bola. Se jogarem entre eles, como foi o caso deste golo, é impossível recuperar.

É fácil verificar que se Ramos estivesse alinhado, e mais perto de Piqué, o lance teria sido de fácil resolução, por ficarem mais perto da baliza, mais perto de controlar a profundidade, e em melhores condições que avançado para atacar a bola.

Um exercício que costumo utilizar, para que os jogadores percebam a importância de defender apenas a zona da bola e o corredor central, é o que se segue na imagem em abaixo.

terça-feira, junho 17, 2014

Idade das Trevas parte II

Peço desculpa ao Nuno do entredez pelo "roubo", mas não consigo imaginar melhor título para o momento que se vive, por todas as razões e mais algumas.
Talvez estejam ao corrente, de uma luta que tem ocorrido nestes últimos tempos, e na qual estou incluído, onde basicamente o pessoal licenciado em desporto, com especialidade em treino de futebol, procura fazer com que a federação reconheça as competências pelas quais trabalhou durante 3 anos e lhe confira a equivalência ao nível de treinador ajustado a essas competências.

É precisamente este ponto que me está a "matar" cada vez que vejo um jogo do mundial, competência. 
Teoricamente, a discussão, é a federação considerar que quem sai dos seus cursos sai melhor preparado do que vindo da universidade. 
Paulo Bento tem que nível? 3? 4? Não quero generalizar nem para um lado, nem para o outro, mas não posso deixar de pensar que pelo menos 80% do pessoal licenciado não cometeria as atrocidades que se andam a cometer neste mundial. Uns melhores outros piores mas muito poucos assassinos de futebol saem licenciados.  

Paulo Bento com a selecção representa o futebol português e com isso as nossas ideias, aliás, sendo o escolhido pela federação, representa o ideal da federação para o futebol, ideal esse que, havendo coerência, deverá ser transmitido nos cursos que oferece. E o que é que Paulo Bento apresenta? Ideias que faziam o futebol de há 30 anos! 

É isso que me tem deixado "doente", a "porcaria" que Bento tem apresentado não somos nós, os nossos treinadores são muito melhores que isto. 

Mas enquanto uns têm todas as oportunidades para demonstrar incompetência, outros andam a lutar, nem é pelo reconhecimento, é pela oportunidade de trabalhar. É a diferença entre Espanha, Alemanha em contraste com Portugal, uns perceberam que era preciso incentivar a formação de pessoal, atribuir responsabilidades, dar oportunidades, outros têm do melhor que se faz no mundo mas preferem fazê-los mendigar por uma autorização para fazerem aquilo que gostam.

Tempos negros...

Resumo da primeira jornada do Mundial 2014

Que desilusão. Faltando apenas jogar a Rússia, que muito bem conhecemos, a desilusão com a qualidade de jogo no campeonato do mundo não poderia ser maior.
Tanto jogador de qualidade. Tanta equipa com tanto talento, e futebol que é bom zero.

Resta divertir-me na Fantasy, e esperar que a segunda volta traga uma grande evolução no jogo das principais selecções mundiais.

PS: O Lukaku não consegue fazer uma recepção, onde a bola fique a menos de 1 metro dele?! Se calhar a culpa disso também é do calor e da humidade.

segunda-feira, junho 16, 2014

Prévia de Portugal

Espero grandes dificuldades no jogo de hoje contra os alemães, tendo em conta a superioridade individual e colectiva dos germânicos. Ainda assim, considero que há condições para competir com eles, caso estejam reunidas algumas condições.

Independentemente da estratégia utilizada, vamos precisar que todos os jogadores estejam no seu melhor nível.
Ronaldo não estará, pelo que o que se pede ao capitão é um doseamento do esforço, por forma a não comprometer o resto da competição. Ainda assim, considero a presença dele importante em campo, nem que seja para meter o adversário em sentido. É um jogador fundamental para que num momento ou outro apareçam colegas soltos, como resultado da maior atenção que o adversário lhe dá.

Precisámos que Ronaldo se sinta o mais cómodo, e com a maior liberdade e fluidez de movimentos possível. E isso só acontecerá no caso de jogar um avançado que lhe permita esses movimentos (no caso de ele actuar como extremo).
Se for Hugo Almeida, Ronaldo aparecerá muitas vezes em zonas de finalização, já dentro da área, na zona do ponta de lança, por troca posicional. Mas é esse o único movimento que H.Almeida conhece, e é apenas isso que ele vai permitir ao Ronaldo.
Se jogar Postiga, Ronaldo vai aparecer em diagonais fora da área, para aproveitar o espaço entre lateral e central, ou mesmo aparecer nas costas do central mais longe da bola, porque Postiga faz muitos movimentos de aproximação ao portador da bola, fixando a atenção dos centrais nele. Ronaldo irá, também ter, referências para o apoio frontal, e para tabelar de forma constante, permitindo-lhe aproveitar toda a potência do seu jogo. Sendo que com Postiga, Ronaldo não perderá o espaço para aparecer a finalizar na zona do ponta de lança.
Éder é talvez aquele que menos conhece essas dinâmicas, mas é, para mim, o melhor jogador para acompanhar Ronaldo. Por ter características muito semelhantes ao Postiga, e ainda uma mais valia física.

Moutinho. Parece-me que se tem poupado desde que chegou ao estágio, ou então é o futebol que se joga no Mónaco que o fez mudar os seus comportamentos. Não me lembro de ver Moutinho ser ultrapassado e não recuperar, não me lembro de Moutinho muitas vezes a frente da linha da bola, não me lembro da falta de agressividade na saída em contenção, não me lembro de Moutinho bascular tão lentamente para fechar os espaços na zona da bola, não me lembro de Moutinho não ajustar na posição do médio defensivo, dos laterais, ou dos centrais quando estes ficam batidos. Resumindo, ou Moutinho volta ao seu melhor nível, naquilo que ele tem de melhor, ou vão aparecer buracos por todo lado.

Precisamos de critério na transição ofensiva. E por acaso temos lá um homem com esse nome. Falo de William Carvalho obviamente. Com ele, ficámos com a certeza que quando recuperámos a bola, ficámos com ela. Para não falar da mais valia posicional que ele oferece mais que Veloso, importante sobretudo porque os alemães jogam muito pelo chão. E da mais valia física importante caso se consiga condicionar a construção dos alemães, obrigando-os a jogar directo.

Precisámos de um Nani no máximo da sua confiança. Sendo que isso não será possível, precisamos de o apoiar (os colegas) ao máximo, dentro de campo, nas suas acções. É mesmo importante que ele se sinta confortável no jogo, porque a chave para desequilibrar a balança, pode bem estar nele. É um jogador com atributos individuais fantásticos, mas que ao contrário do que se diz, tenta na maior parte do tempo jogar para os colegas. Não joga sempre bem, como é óbvio e com isso concordo. Mas erra, na maior parte do tempo, em prol da equipa. Defensivamente não há nada a apontar-lhe. É sempre muito responsável.

Coentrão tem crescido muito neste final de época, e ainda bem. Poderá ser o jogador da selecção a chegar em melhores condições ao mundial. Teve uma carga de jogos bastante leve pelo Real Madrid, assumindo a titularidade apenas no final de época. Pelo que a maior preocupação será com os seus comportamentos defensivos. Não sei o que se passa com os jogadores de Vítor Pereira e de Jorge Jesus, que depois de serem treinados por outros treinadores, desprendem tudo o que conheciam do jogo ao nível do posicionamento defensivo.

Rúben Amorim, como lateral direito, ou no meio campo. Em qualquer uma dessas posições acrescenta critério, qualidade defensiva, inteligência. Para mim, deveria ser um dos indiscutíveis da selecção, fosse em que posição fosse.

Precisaremos também de muita sorte, e de um bloco baixo, na maior parte do tempo, com 8 atrás da linha da bola, para que não se notem tanto os erros de B.Alves, M.Veloso, J.Pereira, e cia.

Por fim, Paulo Bento tem de decidir muito bem como quer pressionar. Se quer pressionar os centrais, tem de tirar Ronaldo do corredor. Uma vez que o responsável pela pressão no central contrário é Moutinho, a equipa fica com apenas 3 homens para toda largura do meio campo. Com Ronaldo no meio, seriam ele e avançado que jogaria ao lado dele (Éder, Postiga, H.Almeida) responsáveis por pressionar os centrais, e uma linha de 4 atrás deles.

domingo, junho 15, 2014

O golo mais bem construído até ao momento

Sendo que 75% dos golos deste mundial, até ao momento, foram conseguidos com transições, e bolas paradas, ou erros individuais (perdas de bola na área que possibilitam o remate imediato), não foi difícil eleger o melhor golo que derive do momento de organização ofensiva da equipa.
E para ser sincero, sendo que ainda não jogou a Argentina, apenas poderia haver três candidatos sérios ao prémio (Espanha, Chile, Itália).
Caiu no entanto para o México de Herrera.



Mas o Chile também faz coisas engraçadas.

sábado, junho 14, 2014

Del Bosque, o rei dos estatutos

O seleccionador espanhol continua a confirmar tudo aquilo que sempre pensamos dele. É um grande sortudo por ter treinado uma geração treinada por Guardiola. É um treinador que adora implementar a política dos estatutos, e incapaz de tomar medidas que deixem alguns jogadores insatisfeitos em prol do colectivo. Xavi já havia feito críticas à forma como ele dispunha a equipa em anos anteriores.

O Duplo pivot com Alonso e Busquets é absolutamente inaceitável. E só a ideia de que, tem de meter todos os tubarões a jogar, se não terá problemas no balneário o poderá justificar. Ou um, ou outro. A jogar com o Duplo-pivot, um dos médios de cobertura terá de ser necessariamente Xavi.
Diego Costa no onze inicial para justificar a escolha pela equipa espanhola. Precisamente um jogador que vai contra tudo que a Espanha tem defendido nos últimos tempos. Parece que Del Bosque não percebeu a mensagem da federação espanhola. Diego é incompreendido naquele futebol. A relação com os colegas é zero, porque ele não a tem. É um jogador que, dentro da forma super evoluída de entender o jogo da maioria dos jogadores espanhóis, é uma nulidade absoluta. Compreendo quem aprecie as suas características para jogar em modelos rudimentares, mas não raras vezes Xavi, Iniesta, Silva, o solicitaram no apoio frontal, e ele... Bom, todos sabemos que a selecção espanhola não precisa de força, precisa de inteligência, é o que aqueles senhores procuram. Dito isto, Fabregas seria infinitamente melhor como ponta de lança que Diego Costa, naquele contexto.
Continuo sem perceber como é que Pedrito não é indiscutível. Será possível que só Guardiola tenha percebido o inestimável valor do avançado do Barcelona?
Porquê do melhor guarda-redes espanhol não ter sido convocado? Terá certamente a ver com a política implementada dos estatutos. Não é que Iker seja mau (que não é), mas o outro do Real Madrid é melhor.
Sérgio Ramos continua a mostrar aquilo que é. Pena que se continue a olhar para o jogo (defensivo) apenas como sucessivos 1x1, e duelos no ar. Quando no que importa, ele continua a mostrar o quão patético é. Varane, que andou o ano todo sentado, é cem vezes mais central que Ramos. Com Ramos e com este Piqué, aquilo vai afundar depressa. Javi Martinez está à espreita...
De resto, dizer que tem faltado à selecção espanhola a dinâmica do Barcelona. Perdoem-me do Guardiola. E com as pouco controversas escolhas do seleccionador, isso ainda se nota mais. Ele que se atreva a juntar 7 jogadores do Barcelona, a David Silva e Javi Martinez, e se possível David Villa (que ainda joga como se tivesse no Barcelona), só para ver o que acontece. E aí até lhe perdoo colocar o Ramos como lateral direito (para respeitar os estatutos, claro).

Quanto ao jogo, a Holanda não esteve brilhante. Na primeira parte foi amplamente dominada, e num momento chave David Silva não escolhe o melhor caminho (coisa rara nele), e perde-se a oportunidade do 2-0. O futebol da Holanda foi procura constante da profundidade, sem grande critério aparente. O 5-3-2 funcionou bem, porque conseguiu ter um aproveitamento fantástico das oportunidades que teve. Não irá sempre conseguir esse registo, nem terão tantos adversários com erros individuais como o que os espanhóis tiveram. A linha defensiva da Holanda é intragável. HxH por todo lado, saídas despropositadas para acompanhar adversários all over the way. Bem, decerto que é um elogio tratar aquela coisa por "linha".
Sneijder é pouco mais do que um quarter-back que procura lançar Robben ou V.Persie.
A verdade é que sem fazer um grande jogo, e com muitos erros que em condições normais serão aproveitados pelo adversário, a Holanda consegue um resultado expressivo, quando nada (nem a primeira parte) o faria prever.

Veremos como é que as duas equipas evoluem no resto da competição. Pelo talento que têm disponível, certamente que existe obrigatoriedade de ambas em fazer melhor.

quinta-feira, junho 12, 2014

Os crimes de Scolari

Dificuldades mais que esperadas do Brasil de Scolari na abertura do mundial.
Contra uma Croácia sem expressão individual para competir com a equipa da casa, o Brasil esteve demasiado dependente dos imponderáveis para conseguir a vitória na abertura do mundial.

Quem é o Luiz Gustavo? O que está um jogador desses a fazer numa selecção como a do Brasil? É que nem ajustar para fechar o cruzamento, quando o central sai em contenção, está dentro das capacidades dele. Nada, nada, justifica a presença de um jogador desses nos 23, quanto mais no onze inicial.

Fernandinho fora das opções?! Será possível que não se perceba que é o melhor médio (volante) que tem? Em todos os aspectos do jogo, com e sem bola. Há muitos poucos médios mundiais com o nível de Fernandinho, e ainda assim é preterido em detrimento de outros que só estão lá a fazer peso.

Óscar nos corredores laterais?! A sério? O jogador mais criativo que tem, o melhor a pautar e organizar o jogo, o melhor a decidir dentro do bloco, o melhor a conduzir os ataques e contra ataques, a jogar por fora?!

Hulk do lado esquerdo do ataque?! Um dos melhores jogadores da Europa em transição ofensiva, por culpa dos movimentos interiores na procura do remate, ou de servir os colegas que abram linhas de passe, obrigado a mostrar aquilo que não tem (competência em organização ofensiva). Ainda por cima, sem a possibilidade de fazer uso dos seus atributos mais fortes. As diagonais de fora para dentro, são o que de melhor ele pode oferecer à sua equipa, e...

A ideia de que uma equipa é um grupo onde se lançam alguns jogadores talentosos para o campo, e outros para fazer cara feia, serem maus, e baterem no adversário está mais que ultrapassada. No fundo, com a qualidade que tem ao seu dispor, e com a força anímica que um mundial em casa tem, o Brasil é favorito. O mérito que Scolari vai ter nisso, é muito perto de zero. Na verdade só não disse zero para não ofender os mais sensíveis.

Mas não importa, ganhou 3-1. Ele tem a sua razão.

Fabregas

A contratação de Fabregas parece-me uma boa notícia para o futebol do Chelsea. Desde o início do ano que dizia que o sector mais fraco era o meio campo. Ramires, e sobretudo, Lampard e Mikel não estão ao nível que se exige, para o meio campo de uma equipa que quer ser dominadora.
Posto isto, falta apenas acertar um lateral esquerdo de grande qualidade, e um lateral direito ou um central (dependendo do que se quer fazer de Ivanovic). Sendo que se Ivanovic for para lateral, ficará a faltar um central de grande qualidade para acompanhar Cahill.

Por perceber fica se Mourinho estará a tentar encontrar o parceiro ideal de Matic (como se impõe), ou se será um motivo mais para afastar Óscar das suas escolhas. E também, como é que "o anárquico" Fabregas se irá adaptar à rigidez esquemática, e obsessão pelo equilíbrio defensivo de Mourinho.

segunda-feira, junho 09, 2014

Para divertir

Uma liga dos blogues para o mundial
Competição para divertir, e actualizar com resultados da jornada, e algumas curiosidades.

Quem quiser participar é só registar aqui, e procurar pelo grupo "Lateral em Posse".

Será pedida uma palavra passe de acesso: "maradona"

quinta-feira, junho 05, 2014

Djavan

Associado ao Benfica, o melhor lateral esquerdo da liga, fora os dos grandes.
Do ponto de vista do posicionamento, e do 1x1, revela-se muito competente. Fecha bem dentro, defende o espaço interior, coloca-se bem em cobertura. Mais competente que Siqueira, deste ponto de vista. Do ponto de vista técnico e físico, mais fraco que Siqueira. Ainda assim, pelo preço a que vai ser adquirido, parece-me uma boa solução para o plantel encarnado.
A duvida será saber como é que vai reagir à maior complexidade de estímulos, a que vai ser sujeito no modelo de Jesus. Jogar muitas vezes em inferioridade, ser apanhado muitas vezes a frente da linha da bola, ajustar consoante o posicionamento dos colegas, ter de estar perfeitamente coordenado com os colegas para o fora de jogo, jogar com muito espaço para defender nas costas.

quarta-feira, junho 04, 2014

Kagawa

O genial médio japonês demonstra o que é preciso para ultrapassar uma linha organizada de quatro jogadores.
São necessários dois jogadores. E pede-se uma tabela, pois claro. Não vá mais alguém lembrar-se de estar sempre a fazer isto, e pode ser que se comece a jogar 2 contra 10.

"Se fosse hoje apareciam os catedráticos a dizer que o Maradona era uma vergonha pois decide quase sempre mal"

Sobre um comentário de um artigo, que se pode encontrar aqui, isto da tomada de decisão faz realmente confusão ao mundo. Ao mundo que não tem grande relação com o futebol, claro.

"Ontem estive a rever o célebre Argentina 2 x 1 Inglaterra. Quando, aos 6 minutos da segunda parte, Maradona recebeu a bola, prestes a fazer história, lembrei-me de decisões certas e erradas, do talento colectivo acima do talento individual e de jogadores de momentos encarcerados num livro de rigores tácticos. Por instantes, receei que El Pibe lesse os meus pensamentos e desenhasse uma devolução recta de bola em vez do golo do século XX. Depois lembrei-me que aquele trajecto mágico já tinha sido percorrido inúmeras vezes, na televisão cá de casa. Então, larguei mentalmente o pause do controlo remoto e Dieguito avançou, livre, entre pernas torcidas e folhas rasgadas."



Posto isto, onde estão as más decisões?!

terça-feira, junho 03, 2014

Os meus favoritos para o mundial 2014

Um possível onze de esquecidos pelos seleccionadores nacionais. E que jeito não dariam estes à selecção portuguesa não é?! É com alguma tristeza que vejo alguns dos melhores jogadores, nas suas posições, dentro dos seus países, serem dispensados. E como tudo, claro, isto é só uma opinião. Há alguns outros nomes, de quem gosto muito, que ficaram de fora, por não caberem no onze.

Diego Lopez
Otamendi
R.Carvalho
Rafinha
Filipe Luiz
Tiago/Arteta
Nasri
Isco
Coutinho
Lucas Moura
Llorente