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segunda-feira, maio 26, 2014

di Maria e a final da Décima


Vou começar o texto por dizer que não morro de amores pelo di Maria. 
E não morro de amores porque acho que é um jogador com excelentes qualidades técnicas e físicas, mas que fica sempre aquém do seu potencial. Um jogador que consegue tão facilmente fixar adversários e quebrar contenções deveria ter um impacto maior no jogo.

Fiquei surpreendido ao ver muita gente admirada, pela positiva, com a exibição do di Maria na final da Champions. Na minha opinião, fez o mesmo que fez durante todo o ano. Muitos lances de 1 contra 1 ou em inferioridade numérica, uma série de cruzamentos para a área, onde o Real claramente não possuía superioridade e por vezes algumas combinações com os colegas no espaço interior. É interessante perceber que os lances mais perigosos foram aqueles que procurou, em acção individual, o corredor central.

Há uns tempos atrás o Baggio escrevia aqui no Posse que di Maria é “um futebolista que assenta o seu jogo na sua individualidade. Não é que ele seja individualista. Só que, quando tenta jogar para o colectivo, falha de forma constante. E o melhor que ele consegue oferecer à sua equipa, e o que ele tem de melhor, são as suas (essas sim) extraordinárias qualidades individuais. Habilidade e qualidades físicas (velocidade, agilidade, resistência).”. Não poderia estar mais de acordo.

Com isto em mente, peço-vos que vejam este vídeo. Como sempre, estou interessado no vosso feedback. A exibição do argentino foi assim tão boa? E porquê?

30 comentários:

jorge gaspar disse...

Não jogou nada. No entanto teve aquele lance no golo do Bale, e de repente já fez um jogão.
É engraçado que o pessoal que comenta aqui e no lateral-esquerdo fala como se percebesse aquilo que vocês dizem. Por vezes sendo mesmo arrogantes com pessoas que têm opiniões contrárias. Mas de vez em quando dá para perceber que não percebem nada. Basta ser-lhes dada a oportunidade de comentarem um jogo antes de vocês falarem nele, e espalham-se ao comprido.
A seguir á final da liga europa, o que se disse do Maxi nos comentários? Eu que sempre critiquei o Maxi, tive que reflectir um pouco sobre o que acho dele depois daquele jogo.
Mas o que eu noto mais, é uma completa incompreensão pelo que o Nuno do entredez diz, e penso que mesmo vocês (escribas do possedebolla e lateral-esquerdo) não conseguem alcançar o raciocínio dele (e não me refiro a opinião que ele tem de certos jogadores). É óbvio que a maior parte concorda, mas no fundo no fundo, dá para ver que não percebem grande coisa.
Jorge Gaspar

André Pires disse...

Quando vi o jogo fiquei com uma opinião absolutamente contrária.

Depois de ver isto vejo muitas coisas mal nos seus lances. Obrigado pela partilha.

Gonçalo Matos disse...

Jorge,
Não costumo acompanhar o EntreDez, alguma sugestão? Do que já vi do Nuno, não duvido que ele perceba bastante. Quanto ao que as pessoas percebem, há coisas que são meramente opiniões e por vezes é só questão de saber justificá-las.

André,
Acho que a velocidade que ele mete na maioria dos lances deixa-nos meio atordoados na análise.

João disse...

Decide mal, mas a romper por ali fora é TOP. É um abre latas que ás vezes faz falta! É pena que não consiga maior aproveitamento colectivo das acções individuais que tem...

Gonçalo Matos disse...

João,
Eu referi isso no texto...
Essa é mesmo a sua maior qualidade. Ou pelo menos a que mais valorizo nele. Mas quantas vezes ele isola um colega? Quantas vezes ele após drible procura uma tabela?

Daniel Martins disse...

Passou o tempo todo a fazer a mesma coisa: cruzar, cruzar e cruzar. Não é que ele cruze mal, muito pelo contrário. Mas para além de ser previsível, cruzava mesmo que lá estivesse só o Ronaldo e 4 defesas do Atlético a defender de frente para a bola. Evolui alguma coisa mas ainda há muito por onde evoluir. Tecnicamente é dos melhores do mundo, mas a cabecinha não dá para mais. É pena.

Gonçalo Matos disse...

Daniel,

Uma vez o Baggio (ou talvez tenha sido mesmo um post) teve uma comversa bastante boa sobre cruzamentos. Um jogador dele, super habilidoso fez um centro espectacular, curva mesmo a fugir do guarda-redes, nas costas da defesa, mesmo na pequena área. Só que não estava lá ninguém.
O treinador chamou-o a atenção que o cruzamento tinha sido mau e o jogador respondeu que não, a culpa era do avançado que não estava lá.

Se eu fizer um passe de 40 metros para ninguém, ninguém vai elogiar o gesto técnico. Mas com cruzamentos valoriza-se muito a nota artística. Mesmo quando tu disseste e muito bem, "mesmo que lá estivesse só o Ronaldo e 4 defesas do Atlético a defender de frente para a bola"

João Laranjeira disse...

Mal comparado, Di Maria dá ao Real, o que Salvio dá ao SLB...
Dá sapatadas no jogo, mas maioritariamente são inconsequentes...
Homem do jogo? de longe, muito longe, Modric :) pura classe

Daniel Martins disse...

Gonçalo, a nota artística tem uma boa parte da responsabilidade nos cruzamentos sem nexo. Outro factor á a prevalência da ideia de que as faixas servem para carrilhar jogo e que se deve cruzar muitas vezes para marcar. E se a equipa não procura o cruzamento é porque não quer ganhar! LOL e isto somado à qualidade de cruzamento do Di Maria leva-o a descair insistentemente para a ala e a cruzar. Ele tem uma precisão de passe e cruzamento notável, o problema é a sua enorme dificuldade em perceber os timings em que o deve fazer. Por isso ele perde tantas bolas quando se envolve em tabelas ou jogadas a dois toques com os colegas. E isto já não ia lá nem que ele fosse colega de quarto do Guardiola.

Roberto Baggio disse...

"E isto já não ia lá nem que ele fosse colega de quarto do Guardiola."

Kkkkkk adorei isto xD

Gonçalo Matos disse...

Daniel,

Muito bom! Concordo, especialmente com a dica do Pep! Ahahaha!

João Laranjeira,
Estamos de acordo!

Por curiosidade fui ver as estatisticas deles ao site da UEFA e pela analise deles são semelhantes em tudo excepto na percentagem de passes certos. Ambos fizeram cento e poucos, di Maria com 60& e Modric com 86% de passes completos.

João disse...

Gonçalo, estamos de acordo.

Ele no video tentou, que me lembre, uma ou duas tabelas. Mas saíram mal.

O Real pareceu-me insistir MUITO em cruzamentos de longe. Nem sequer iam à linha de fundo, era só despejar a bola na área... Com um Ronaldo manco e um Benzema por arames, qual era a ideia? Não acho que o Atlético seja uma equipa permeável neste tipo de lance, muito menos sem oposição digna desse nome...

E sim Modric devia ter sido o MVP, esta época dos jogos que vi dele fiquei ainda mais fã.

Pedro disse...

Concordo com o post, mas o Di Maria foi importante para agitar o jogo, e ganhar amarelos, sendo que nesse sentido emprestou ao Real Madrid uma dinâmica que permitiu aqui ou ali criar desequilíbrios na defesa do Atlético.

Gonçalo Matos disse...

João,
Eu não acho que ir à linha de fundo, por si só, garanta mais sucesso. Se houver de igual forma inferioridade numérica, a probabilidade de sucesso pode ser a mesma que um cruzamento a 40 metros..

Pedro,
"emprestou ao Real Madrid uma dinâmica que permitiu aqui ou ali criar desequilíbrios na defesa do Atlético."
O meu problema é ser só aqui e ali e só sacar amarelos. Tem potencial para ter um peso muito maior no jogo.

Pedro Marques disse...

Comparar o jogo de di Maria com o de Modric é o mm q nos tempos de AVB no Porto comparar um jogo de Hulk com um do JMoutinho... na minha opinião ambos foram importantes... um porque dá qualidade na construção/criação... outro pq no meio de inúmeras perdas de bola foi quem ganhou faltas, cantos, etc... o que seria mau com um Bale, Ronaldo e Benzema a 100% mas compreensível com a falta de disponibilidade física destes... De resto concordo que é mais perigoso quando vai para dentro... mas tb só o é porque vai alternando o ir para dentro com o ir para fora. Nolito (muito elogiado aqui) ia sempre para dentro e ao final de uns tempos toda a gente já colocava a cobertura por dentro e esperava por ele...

Marco Morais disse...

Foi ele que acabou por desequilibrar uma partida que se 'pôs' a jeito dele. Isso devia contar para alguma coisa.

Gonçalo, alguns jogadores nunca vão ser bons a decidir, outros nunca vão ser bons a arrancar para cima. Ambos podem 'decidir' jogos que lhes fiquem a jeito. O Di María, com as suas características, acabou por ter um papel essencial neste.

O que achei do jogo é que o Real condicionou sempre muito bem o Atlético e só lhe faltou último terço (Benzema e Ronaldo estavam claramente inferiorizados) para ganhar claramente nos 90'. O jogo de largura de Ancelotti também acabou por desposicionar o Atleti como mais nenhuma equipa fez este ano. Provavelmente - e aqui vou especular - com CR e Benzema em forma - do trio-de-ataque não seria só o Bale a molhar a sopa.

Mais aqui: www.facebook.com/agambeta

Gonçalo Matos disse...

Pedro e Marco,

Foi ele que desequilibrou neste jogo porque os outros que costumam desequilibrar não o fizeram. Ele assumiu um protagonismo maior neste jogo por falta de qualidade dos restantes e não por um aumento de qualidade no jogo dele.

Pedro,
Viste há tempos um post do Baggio sobre o Dani Alves? Exibição monstruosa sem uma unica vez ir à linha de fundo. O Nolito não tem metade das qualidades técnicas e físicas do di Maria. Ir à linha de fundo não te garante nada e se o defesa souber defender minimamente, vai-ta dar sempre de borla.

Marco,
Não estou a por em causa o papel do di Maria. Estou a por em quase a qualidade do jogo dele. Obviamente que foi importante.
Quanto ao resto concordo.

Pedro Marques disse...

A discussão é sempre a mm... quem tem jogadores como Di Maria, Ronaldo, Hulk, Quaresma, Bale, Salvio, etc... tem jogadores de risco que no meio de inúmeras perdas de bola (más decisões?) de vez em qd tiram uns coelhos da cartola... essas perdas de bola tiram continuidade ao jogo da equipa e por surgirem quase sempre descontextualizadas do jogo coletivo acabam por muitas vezes desequilibrá-las defensivamente. Há treinadores e adeptos que acham que compensa.. outros que acham que n compensa. Aqui entre nós é claro que um 1x1 ou 1x2 com Messi ou Ronaldo compensa muito mais do que 1x1 ou 1x2 com Salvio ou Quaresma. Mas a "qualidade" da tomada de decisão destes jogadores é mais ou menos a mm (ir para cima e fé em Deus). Quando passam parecem génios quando perdem a bola são burros. No video do Di Maria ele basicamente vai sempre para cima... e no golo do Bale ele faz um 1x2 (passa no meio da contenção e cobertura) o que à partida seria uma má decisão... (e foi!) mas conta equipas como o atlético ou se faz golo de bola parada ou se faz golo com um burro maluco... porque a organização defensiva deles está globalmente preparada para equipas que circulem a bola mas de cada vez que encontram um 1x1 1x2 voltam para trás.

PS-O Daniel Alves é incrivel mas é muito mais um Modric que um Di Maria. Tem mentalidade de médio na gestão da posse de bola e isso associado à equipa em que joga faz com que vá muito mais vezes para dentro (o barça até este ano tinha pudor ao cruzamento - o que com o Messi a PL fazia sentido). Mas vai de forma controlada e n como o Di Maria que vai sempre em "excesso de velocidade"...

Luis Barroso disse...

Claro que o Di Maria não é um jogador perfeito. Mas não concordo que se tente desvalorizar um jogador tão especial porque o seu jogo colectivo ainda pode ser melhorado. Eu acho que sem prejuízo da sobreposição do colectivo ao individual, que é fundamental, há sempre espaço para jogadores mais irreverentes e selvagens. O Di Maria é um desses, um génio, em minha opinião. Não conheço jogadores como ele, que juntam a imprevisibilidade e a velocidade a uma disponibilidade física e resistência impressionantes. Não foi por acaso que o Ancelotti deixou o Ozil sair sem pestanejar e segurou o Di Maria.

http://bleacherreport.com/articles/2075620-ancelottis-best-decision-at-real-madrid-has-been-to-keep-di-maria-and-sell-ozil

Não se pode ter tudo. Não se pode ter o drible fácil e o controle de bola do Messi e ser o melhor cabeceador do Mundo. Não se pode ter a velocidade de pique do Ronaldo e ao mesmo tempo desenvolver a capacidade de pensar o jogo e de temporização do Xavi. Nós todos trabalhamos as nossas qualidades em função das nossas características, temos de procurar ser mais completos e "totais", mas sem nunca perder aquilo que nos distingue e nos torna únicos.

Nos lances individuais que o vídeo mostra em que o Di Maria abriu a defesa do Atletico toda, ele não tinha que ter passado a bola antes de ser parado em falta. Na maior parte dos casos não tinha ainda chegado esse momento, e acabou por ganhar livres importantes e cantos para a equipa (para além de indirectamente ter assistido o Bale). Para além disso, ele este ano foi determinante pelas muitas assistências que fez para golo.

Enfim, concordo com alguns aspectos do "post", mas discordo do seu tom geral. Um colectivo sem jogadores especiais e mágicos é uma chatice, e não ganham ao talento bem organizado, em circunstâncias normais. O mérito está em saber aliar as duas coisas, e eu acho o Di Maria uma cereja no topo do bolo de qualquer colectivo.

Roberto Baggio disse...

"mas conta equipas como o atlético ou se faz golo de bola parada ou se faz golo com um burro maluco... porque a organização defensiva deles está globalmente preparada para equipas que circulem a bola"

http://www.youtube.com/watch?v=c3CmaF0wrEY

E para equipas que a circulem de forma correcta, procurando desposicionar o adversário, que utiliza muitas referências individuais?

Como se pode ver, aqui...

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/2014/03/liga-dos-campeoes.html

Quanto ao Di Maria, não é extraordinário. É bom jogador. E se bem aproveitado (modelo que potencia as suas extraordinárias qualidades individuais, nomeadamente no momento em que é mais forte - transição ofensiva -) é bastante útil. Não é o tipo de jogador que aprecio, porque dentro de um colectivo que se quer de domínio de jogo através da posse de bola, é terrível, mau, péssimo, banal, banalíssimo. Pelo que sim tem características individuais fantásticas. Mas não faz o seu melhor uso delas (utilizando-as nos momentos certos), permitindo mais coisas ao colectivo.

Pedro Marques disse...

Embora a organização defensiva do atlético possa ter coisas de que gosto menos a verdade é que globalmente é o seu ponto mais forte (n estando imune a erros individuais e coletivos que acontecem em todas as equipas). E é forte principalmente qd joga c equipas teoricamente superiores e joga com as linhas muito baixas e muito próximas (n gosto desta forma de defender mas a verdade é que o atlético se sente confortável assim... tal como por exemplo o Benfica tb se sente confortável assim). Mas n foi o Real ou o Barça que tiveram dificuldades... foram todas as equipas da liga dos campeões... todas e por isso é que o atlético n teve uma única derrota ao longo da prova embora tenha passado a maio parte do tempo a defender... ou seja com o adversário a atacar... Daí dizer que contra o atlético é mais provável fazer um golo de bola parada (normalmente as equipas usufruem de muitas contra eles... ou num golo de um abre latas... porque a circular a bola como o Bayern contra o Real é vê-los a passear da esquerda para a direita tranquilamente.

Em relação ao Di Maria acho que é um muito bom jogador mas n acho que pudesse ser muito melhor do que aquilo que é... porque embora seja rápido, fisicamente fica aquem de jogadores como Bale ou Ronaldo e tecnicamente tem limitações enormes no pé direito e no cabeceamente. Para jogar mais por dentro falta-lhe tudo em termos de qualidade de passe e inteligência de jogo que os Xavis, Modric e Moutinhos deste mundo têm...

Roberto Baggio disse...

Tu disseste que estavam preparados para equipas que circulem a bola. Eu acho que para equipas que circulem mal a bola estão bem preparados.
Para equipas que a circulem bem, já tenho mais dúvidas.
E como eles apanharam poucas equipas (ou nenhuma) a circular bem, ainda com mais dúvidas fico.

rochacj85 disse...

Duvido que este enorme Atlético tivesse chegado á final se tivesse jogado contra o Dortmund ou contra o Bayern (ou mesmo City..). Mas estou só a especular.

Gonçalo Matos disse...

Rochacj,

Contra o Bayern do final da época não sei.. Eles não eploravam o corredor central e o Atlético a defender as laterais é muito forte. Contra o Dortmund acho que iria ser mto interessante perceber como iria o Atlético conseguir proteger-se das transições ofensivas do Borussia.
Contra o City acho que a maior qualidade individual iria fazer a diferença

Bruno Pereira disse...

E eis a 1ª vez em q discordo de vocês. O dia tinha q chegar :) Acho que Di Maria faz um jogão. Tinha ficado com essa ideia durante o jogo e após ver este vídeo fiquei ainda mais convencido. Ora atentem no que a meu ver acontece. Quando o jogo tem que ser acelerado e Di considera que conseguirá ultrapassar os seus adversários, arranca para o tentar fazer. Se não surge contenção progride, se surge tenta soltar no colega que ficou solto e tenta criar linha de passe. Quando é preciso passar por 2 ou por 3 para criar perigo Di Maria consegue-o fazer, só conseguindo ser parado através do recurso à falta (muitas delas originaram cartões). Quando perto dele se apresentam apoios, Di utiliza esses apoios tanto para progressão como para manutenção da posse de bola. Reparem no número de combinações que faz com Modric, Benzema ou Marcelo! Ou seja, a meu ver, o que está na cabeça de Di Maria é sempre "o movimento que aproxima mais a equipa do golo". A justificação para o elevado número de cruzamentos será de natureza tática - compare-se o jogo de cabeça do LE do Atlético com Benzema ou Ronaldo para o justificar. Di Maria utiliza a sua capacidade individual (quase) sempre para aproximar a sua equipa do golo. Gostava de debater os lances 1 a 1 mas parece-me que isso será difícil(tempo), é que a sério q fico com a impressão de q a decisão é tomada colocando conscientemente a equipa em 1º lugar. Grande abraço!

Pedro Marques disse...

Baggio,

o problema é esse... se achamos que todas as equipas ao longo de uma época circularem mal a bola contra o atlético é porque se calhar o problema n está em todas as equipas mas sim no atlético. A verdade é que globalmente as equipas melhoraram muito as suas organizações defensivas nos últimos anos... talvez pela análise do sucesso a jogar na retranca de equipas como o Inter e o Chelsea na Liga dos Campeões... talvez pela progressiva análise de como contrariar equipas com muita boa circulação de bola e jogo interior como o Barcelona ou o Bayern... Daí que tb ache que o ver o Barça a cruzar como nunca... o Bayern a cruzar como nunca... o Real (Di Maria e n só) a cruzar como nunca se deve aos seus treinadores mas tb ao facto de as organizações defensivas priveligiarem cada vez mais o tapar o corredor central e o "dar de borla" (como disseste no teu post de posicionamentos) o corredor lateral e o cruzamento...

Quanto ao Di Maria volto a dizer q é um excelente jogador mas n vejo que tenha ou alguma vez tenha tido potencial para atingir o nível de jogadores como Ronaldo, Messi, Bale, Iniesta, etc... o simples facto de estar no Real, ser titular muitas vezes e ser decisivo numa final da liga das campeões já é muito bom... e uma prova de que atingiu o seu potencial.



Gonçalo Matos disse...

Ás vezes fico com a sensação que não lêem as coisas. "E não morro de amores porque acho que é um jogador com excelentes qualidades técnicas e físicas".
Eu até elogiei o que a maioria de vocês elogia. Eu sei que ele vale muito em acções individuais e em transição. Se eu vos disser que o di Maria teve 60% de acerto no passe e que fez 100 passes, continuam a achar que fez um grande jogo?

Bruno,
Não fiz essa análise e não vou mesmo ter tempo pra isso.

Pedro Marques disse...

Gonçalo,

Concordo que o jogo do Di Maria n foi nada do outro mundo... mas n deixa de ter sido decisivo... tal como um jogador de basquete pode falhar todos os lançamentos durante um jogo mas se acertar o cesto da vitória no último segundo vai ser decisivo ainda que tenha feito um jogo miserável.

Em relação à percentagem de acerto de passe n me parece que seja necessariamente um bom indicador daquilo que um jogador fez... porque a percentagem de passes certos de um central ou de um médio que só jogue para o lado vai ser sempre alta enquanto um médio que privilegie o passe de ruptura na procura de 1x0s vai ter sempre percentagens de passe mais baixo. Tem a ver com o custo benefício dos passes (que n são todos iguais). Um bom exemplo disto é percentagem de lançamentos concretizados do basquete (desculpa insistir nesta modalidade). Um jogador A acerta 50% dos seus lançamentos enquanto o jogador B acerta 40% dos seus lançamentos. Contudo se o jogador B fizer todos os seus lançamentos da linha dos 3 pontos faz (em média) 12 pontos por cada 10 lançamentos enquanto o jogador A que acerta 50% faz apenas 10. Pode parecer uma coisa básica mas a verdade é q a maioria dos adeptos e mm alguns treinadores compara jogadores c base nesta estatística sem verificar o tipo de lançamentos que cada jogador faz.

O que percebo perfeitamente é que para pessoas como vocês que preferem e privilegiam a posse de bola (eu tb prefiro... concordo plenamente c o Vitor Pereira qd refere que no jogo de ataque-contra-ataque só vê anarquia e desorganização) jogadores como o Di Maria que vão para cima meio à toa e falham 40% de passes n sejam o ideal... porque com ele, muitas vezes, é sempre a acelerar mas sempre a partir o jogo... mas aí já são as opções e as crenças de cada treinador... e admito que a minha preferência pelo jogo de posse e mais pausado seja mais uma questão de estilo e de falta de motivação para dar treinos em que estou a apelar ao corre corre que n gosto de ver. É a minha verdade... mas é subjetiva e n tenho a certeza que a minha verdade seja necessariamente melhor que a verdade de treinadores que optam por outras soluções.

Roberto Baggio disse...

Pedro deixa-me só acrescentar/discutir ainda mais o teu último comentário ao Gonçalo.
Assim como o central que colocou jogavel e permitiu que a jogada tivesse seguimento foi decisivo. Assim como o jogador que recuperou a bola e entregou em boas condições o foi. Assim como o GR que saiu a jogar sob pressão permitindo logo ultrapassar N jogadores o foi.
Qual a diferença entre eles e o Di Maria? Notoriedade.
Não se confunda ter sido decisivo, com o ter ganho notoriedade.
Mais decisivos para o desenrolar do resultado, foram os que mais aproximaram a equipa do êxito, escolhendo os melhores caminhos, com a qualidade técnica exigida. Di Maria não foi um deles, apesar de ter ganho notoriedade.

Roberto Baggio disse...

PS: não concordo que o número de passes acertados mostre alguma coisa sobre o jogo do jogador. é preciso perceber-se em cada lance, o porquê de ter falhado o passe, o porquê de ter falhado o drible, se a solução que escolheu era a melhor ou não, se foi erro técnico.