Posse de bola no Facebook

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sexta-feira, maio 30, 2014

Carlos Mané

Muito por onde crescer. Potencial para evoluir. Se eu fosse Paulo Bento, este já lá estava. Foi, para mim, a grande surpresa do campeonato este ano (a par da evolução de William Carvalho).
Muito interessante perceber como irá evoluir. Com o treinador certo, tem tudo para dar certo. Tem tudo para ser jogador que joga todos os momentos do jogo, com qualidade. Vamos ver como é que Marco Silva trata deste menino.




quinta-feira, maio 29, 2014

Iturbe


O golo. Esse bicho de sete cabeças.

Sobre um último comentário, de um leitor que muito tenho gostado de ler (aqui), "mas n deixa de ter sido decisivo... tal como um jogador de basquete pode falhar todos os lançamentos durante um jogo mas se acertar o cesto da vitória no último segundo vai ser decisivo ainda que tenha feito um jogo miserável."

Tende-se a confundir decisão com notoriedade. Isto porque no fundo, ao final de um jogo, toda gente foi decisiva para o desfecho do mesmo. Uns mais que outros. Mas analisando, nos 90 minutos, todos os lances, todos foram decisivos, todos foram importantes em algum lance. Então, é preciso perceber que dentro disso, uns tiveram mais influência positiva no rendimento da equipa, e outros tiveram menos. A única coisa que diferencia o golo (assistência) de todos os outros lances do jogo, é a notoriedade que esse tipo de situações dá. Que leva, normalmente, a que os mais desatentos digam que os jogadores foram mais decisivos, e não raras vezes a eleger aquelas individualidades como as melhores no jogo.

Pegando no exemplo do nosso leitor (que repito, muito tenho gostado de ler), mais decisivo que o jogador que acertou o último cesto, foram os outros que permitiram que a equipa se mantivesse em jogo, criando possibilidade de no final, no último cesto, estar ainda a discutir o resultado (vitória). A diferença entre o cesto dos outros colegas, e o dele, é a notoriedade. Porque sem dúvida que, para o desfecho final, ele foi o menos decisivo.

Outro exemplo bastante bom, é o da final da Liga Europa. Beto, para muitos, foi o GR mais decisivo em campo. Quando, para mim, foi precisamente o oposto. De facto, Beto fez uma defesa muito boa, e defendeu os penaltis. Esteve bem, fantástico, nos momentos que dão notoriedade. Mas, no resto do tempo, foi inseguro, não deu à equipa a tranquilidade que se espera de um GR, não esteve bem tecnicamente em algumas das suas funções específicas (saídas aos cruzamentos, largou muitas bolas que poderiam ter dado golo, não fosse demérito dos avançados do SLB). Enquanto que, houve outro GR do outro lado, que contribuiu mais, e de forma mais decisiva, para que a sua equipa estivesse sempre no jogo, naquilo que são as suas funções. Deu a tal tranquilidade e estabilidade que os jogadores da frente precisam, dentro das suas competências técnicas esteve muito bem, não errou. Pelo que, de facto, um foi mais notado, mas esteve muito longe de estar melhor que o outro.

Como último exemplo, diz-se por aí que a Espanha tem a cultura do jogar bem, e Portugal tem a cultura do golo. Eu discordo completamente disso. Espanha tem a cultura do golo. Mas do golo com sentido. Do golo nas melhores condições. Da procura dos melhores caminhos para chegar à finalização. O que precede o golo é tão importante quanto o momento de finalização. E o que precede o golo pode ser um passe, dois, ou vinte. Pode ser um desarme, um abrir da melhor linha de passe, um drible. Pode ser um ajuste posicional no momento certo, um timing de pressão perfeito, um cruzamento para a zona certa. No fundo, são todas essas acções, uma a uma. Cada uma de máxima importância, no momento em que aparece. E isso não tem nada à ver com posse, ou com transições. Tem a ver com o contexto. E eles, tentam retirar o melhor de cada contexto, elegendo a melhor acção à cada momento em que participam. Dessa forma, agindo sempre de forma adequada, estou a ser muito mais decisivo para o jogo (dentro daquilo que é a influência de cada um, em todos os lances), do que se estivesse sempre a escolher caminhos errados, ainda que num lance acabe por marcar um golo, ou fazer uma assistência.

"
Perceber o "porquê" do rendimento colectivo está muito para lá da constatação da análise ou do conhecimento pragmático. Entender o que proporciona o "resultado" é muito mais difícil que a percepção do mesmo."
Jorge D, aqui.

Poderemos ir ainda mais longe, e dizer que nenhum passe certo (entenda-se melhor passe) é menos importante que um golo. Nenhum ajuste posicional correcto é menos importante que uma assistência. A única diferença entre eles é que um da notoriedade, e o outro não aparece nas estatísticas.

"
Rendimento está longe de poder ser medido com golos e assistências. Rendimento é nada mais do que fazer o melhor em cada acção em que se esteja envolvido no jogo. E isso está muitíssimo longe de acontecer, apenas, nos momentos que dão notoriedade. O jogo tem 90 minutos, e cada acção com e sem bola é relevante para que se analise o rendimento. Nenhuma acção é mais importante do que outra. Todas devem convergir para o objectivo (aproximar a equipa da vitória). Pena que isso não apareça nas estatísticas..."
Roberto Baggio, aqui.

O golo é um momento do jogo como outro qualquer. Tem uma importância exactamente igual à todas as outras acções do jogo. É tão relevante para o desfecho do jogo como todas as acções que o antecedem, e como todas às acções que o precedem. Não é nenhum bicho de sete cabeças. Apenas é mais notado.

terça-feira, maio 27, 2014

Grande vitória

Para mim, a maior vitória de um treinador é no final os seus jogadores terem retirado algo de positivo da experiência que tiveram, é terem evoluído, e sobretudo terem APRENDIDO. O mais importante que um treinador pode deixar aos seus jogadores é a aprendizagem. Essa é de valor incalculável. Aquilo que o Fred reportava em Fevereiro, 19, 2014, é o motivo pelo qual lhe dou os parabéns hoje.
Porque o legado é o mais importante, e por ter conseguido ao legado somar mais uma subida de divisão, merece o meu destaque pelo trabalho realizado.
Parabéns pela vitória, pela mais importante vitória... Aqui, uma das suas sessões de treino.

segunda-feira, maio 26, 2014

di Maria e a final da Décima


Vou começar o texto por dizer que não morro de amores pelo di Maria. 
E não morro de amores porque acho que é um jogador com excelentes qualidades técnicas e físicas, mas que fica sempre aquém do seu potencial. Um jogador que consegue tão facilmente fixar adversários e quebrar contenções deveria ter um impacto maior no jogo.

Fiquei surpreendido ao ver muita gente admirada, pela positiva, com a exibição do di Maria na final da Champions. Na minha opinião, fez o mesmo que fez durante todo o ano. Muitos lances de 1 contra 1 ou em inferioridade numérica, uma série de cruzamentos para a área, onde o Real claramente não possuía superioridade e por vezes algumas combinações com os colegas no espaço interior. É interessante perceber que os lances mais perigosos foram aqueles que procurou, em acção individual, o corredor central.

Há uns tempos atrás o Baggio escrevia aqui no Posse que di Maria é “um futebolista que assenta o seu jogo na sua individualidade. Não é que ele seja individualista. Só que, quando tenta jogar para o colectivo, falha de forma constante. E o melhor que ele consegue oferecer à sua equipa, e o que ele tem de melhor, são as suas (essas sim) extraordinárias qualidades individuais. Habilidade e qualidades físicas (velocidade, agilidade, resistência).”. Não poderia estar mais de acordo.

Com isto em mente, peço-vos que vejam este vídeo. Como sempre, estou interessado no vosso feedback. A exibição do argentino foi assim tão boa? E porquê?

sexta-feira, maio 23, 2014

Joel Veltman. Espero que seja aposta de Van Gaal. Espero vê-lo no mundial!

Facilidade em descobrir colegas em posições mais adiantadas. Conforto com bola. Qualidade na tomada de decisão. Criatividade para resolver situações difíceis, onde está pressionado. O mais difícil ele já tem. Seria a minha aposta, caso fosse treinador do Barcelona (caso não conseguisse Vertonghen).
Muito potencial!!!

quarta-feira, maio 21, 2014

Dança de treinadores

Sobre as escolhas directivas para algumas das equipas que vamos seguir na próxima temporada, ficámos com uma certeza e duas dúvidas.

A certeza é Van Gaal. Um treinador de créditos firmados no futebol, ao nível das ideias, e capacidade de operacionalização das mesmas. Como ele dizia na prévia da Liga dos Campeões, contra o Inter de Mourinho, o que ele faz é mais difícil do que o que Mourinho faz. O porquê? Porque ele quer que a sua equipa seja competente em todos os momentos de jogo, com uma mentalidade predominantemente ofensiva. E, por aqui, se acredita que treinar uma ideia de jogo ofensiva é mais difícil do que organizar a equipa, apenas, defensivamente. Frases como: "quero que os meus jogadores corram o menos possível", que parecem contra intuitivas, e pouco naturais para os ouvidos mais desatentos, soam como frescas, e fazem todo sentido na minha cabeça. Isso só é possível se a cada momento, com e sem bola, a equipa tiver uma teia de coberturas muito bem montada. Só é possível atacando para defender, e defendendo para atacar. E isso é Van Gaal. O United vai voltar a ter qualidade, e é mais que candidato ao título. Algumas outras ideias, aqui.

As dúvidas são Luis Enrique e Marco Silva.

Sobre Luís Enrique, o historial não abona muito a seu favor, tendo em conta os modelos das equipas que treinou. Contudo, poder-se-à dizer, também, que as ideias não eram adequadas para os jogadores, que os clubes lhe permitiram. Contudo, é extremamente encorajador e soa muito bem ouvir um treinador dizer que a melhor forma de defender é ter a bola. Isso vai de encontro a tudo o que defendemos aqui. A coisa mais importante no futebol moderno é ter a bola. Uma vez que é isso que permite tudo. Marcar, e não sofrer. Pelo que é preciso dar-lhe tempo e ver como o Barcelona andará passados alguns meses de campeonato. Uma análise recente ao Celta de Vigo, aqui.

Marco Silva. Um dos nossos treinadores preferidos no panorama nacional. Reconhecemos-lhe imensa qualidade e competência na forma como liderou o Estoril. Gostámos do facto de ter sido consistente em resultados, e de não ter nunca abdicado da sua ideia de jogo, mesmo contra adversários mais poderosos. É um treinador que gosta de atacar. O seu Estoril tinha qualidade, e equilíbrios. Talvez, na nossa opinião demasiado equilíbrio, pela utilização do Duplo-pivot. Ainda assim, a equipa tinha bons princípios ofensivos e defensivos. Ficámos sem saber se a opção pelo jogo exterior derivava das características dos jogadores (pouca competência para jogar sem espaço, receber, enquadrar, pensar rápido), ou das suas próprias ideias. É de realçar as combinações de qualidade pelos corredores, as progressões interiores dos extremos, e a largura concedida pelos dois laterais. Obviamente que as variáveis necessárias para ter sucesso no Sporting são mais complexas, e exigentes que no Estoril. E a nossa única dúvida é na forma como ele se vai adaptar e lidar com pressão. Esteve nervoso na apresentação, como seria de esperar. Mas vincou que o clube comprou uma ideia de jogo ofensiva, dominante, dominante com bola. O Estoril de Marco Silva já muito analisado aqui.

domingo, maio 18, 2014

O dia em que o Barcelona esqueceu o que é uma tabela. O dia em que o Barcelona esqueceu o que é um meinho.

A chegada de Tata Martino ao Barcelona resultou num afastamento da equipa dos princípios que a caracterizaram nas últimas 5 épocas. O Barcelona passou de uma equipa que passava a vida a tabelar, para uma equipa que passa a vida a cruzar. Uma equipa que passava a vida a colocar adversários na rabia, começou a jogar longo, e entenda-se nas palavras do seu treinador, a jogar nas segundas bolas!
Como dizia no início da época, as ideias transmitidas por Tata não podiam ser mais nocivas para o Barcelona que me habituei a conhecer. Aqui, podem ouvir-se as declarações de Martino.
O treinador do Barcelona foi embora, e não ficou no meu coração.

O epíteto da mudança! O melhor lateral direito do mundo, um ano antes... Quantos cruzamentos, senhor Alves?!

sábado, maio 17, 2014

Coisa boa de Wenger

Os seus ataques nunca são deixados ao acaso. A organização ofensiva tem sempre, muita, muita qualidade. Predilecção pelo corredor central. Aproveitamento dos espaços entre linhas. Com três passes, curtos, seguros, por dentro, ultrapassou 6 jogadores. A maravilha de Ramsey, tem o dedo mágico de Wenger. Continuará a ser um dos melhores treinadores a organizar a equipa do ponto de vista ofensivo. Terá de melhorar a metodologia de treino, por forma a prevenir melhor as lesões, e se possível, alterar as referências defensivas. Teve tudo para conquistar o títulos este ano, não fossem as lesões constantes, e a má organização das linhas mais recuadas, no/s momento/s defensivo/s.

quinta-feira, maio 15, 2014

11 da final da liga Europa, escolhido pelos utilizadores do site da UEFA

A UEFA pediu aos utilizadores do seu site para elegerem o 11 da final de ontem. Acho que os resultados ilustram muito bem o que a maior parte da população mundial percebe de futebol.

GR:            Beto
Defesas:     Garay, Luisão, Maxi Pereira e Carriço
Médios:      Gaitán, André Gomes, M'bia, Machin e Rakitic
Avançados: Bacca

Que há a dizer deste 11?



A minha escolha seria:
GR: Beto
Defesa: André Almeida, Luisão, Garay, Siqueira (sendo que os centrais do Sevilla estiveram bastante bem, tendo em conta as referencias individuais)
Meio-campo: Ruben Amorim, Rakitic, Machin, Maxi
Avançados: Bacca, Lima

Destaque pela negativa para o André Gomes e Moreno. Ambos pré-convocados para o Mundial mas ambos em muito mal plano.

quarta-feira, maio 14, 2014

Jesus

Hoje é muito fácil criticar Jesus, por ter perdido. Mas, quem me conhece, sabe que não é por aí. Ninguém, mais do que eu, reconhece os méritos de Jesus, na organização da equipa. Na vertente que o treinador controla. Hoje, no que ele controla, não esteve ao nível que se exigia.
Sim. Não tinha os seus melhores jogadores.
Sim. A lesão de Sulejmani complicou muito.
Sim. Os jogadores cometeram muitos erros, com bola, e em algumas abordagens aos lances.
Sim. O Benfica teve mais ocasiões de golo que o Sevilha.

Mas, o Benfica não deu 30% do que pode. Não jogou ao ataque, nem à defesa como nos habituou. As dinâmicas em posse não existiram. Porque os jogadores aceleravam a cada recuperação de bola, ainda que em grande inferioridade numérica, ainda que em zonas do campos difíceis de explorar em transição.
Sem controlo do jogo, sem controlo dos ritmos, sem controlo do adversário. Tudo porque a cada recuperação, seguia-se uma perda. Não se tentava alternar e baixar o ritmo, jogar atrás, meter gelo, acalmar o jogo.

Se o Sevilha mereceu mais que o SLB? Não. Contudo, pela mais valia colectiva, e sobretudo, individual, muito mérito tem Emery em ter conseguido bater um Benfica muito longe do seu patamar qualitativo.

Sim. Hoje, é dia de perguntar como é que com as duas equipas completamente destruídas (fisicamente), no prolongamento, a substituição aparece no minuto 118. O objectivo era levar o jogo para penaltis? Para a lotaria? Para a sorte? Aí está o resultado.
Sim. O trabalho do treinador passa por fazer o melhor possível para que a sorte não tenha influência no jogo. Hoje parece-me que o treinador do SLB remou no sentido contrário a isso.
Sim. Hoje é dia de perguntar como é que um jogador que anda super ansioso para fazer um golo é escolhido para marcar uma grande penalidade?
Sim. Hoje é dia de perguntar como é que um jogador fica muito "nervosinho" quando não marca, é escolhido para marcar uma grande penalidade?

Não critico Jesus por não ter ganho. Não. Nunca. Critico por não ter feito o máximo para evitar a lotaria, bem como as escolhas que fez para essa mesma lotaria.
Pedia-se um pouco mais de coragem!

terça-feira, maio 13, 2014

segunda-feira, maio 12, 2014

Contexto

"É preciso teres coragem, para defenderes um gajo que passa sem olhar, e ainda por cima a bola vai parar aos pés do adversário"

Escrevo este texto por uma discussão que tive hoje, acerca de um jogador que passou sem olhar. Nessa mesma discussão eu defendia que o jogador não tinha culpa nenhuma, bem como defendi que o maior culpado tinha sido o seu colega, que não se soube posicionar em cobertura, como é normal no modelo de jogo da sua equipa. Falo precisamente de um lance do último jogo do Barcelona contra o Elche, no corredor lateral. Os jogadores em questão eram Daniel Alves, que fez o passe sem ver e o jovem Tello.

Para iniciar devo dizer que não reconheço grande inteligência na jovem promessa do Barcelona, pelo que isso influenciou claramente na minha percepção do lance. Tendo conhecimento prévio de outras situações onde ele não escolhe "os melhores" caminhos, desde logo me deu ideia de que ele teria culpas no cartório. A situação era simples, Daniel Alves, solicitado numa variação de corredor, num lance de recepção difícil, foi prontamente apertado por dois adversários. Dessa forma, ficou sem tempo e espaço para pensar/executar. A sua primeira preocupação foi receber a bola, a segunda foi passa-la. Tello, que se encontrava perto do lance, entendeu que não deveria colocar-se em cobertura, tendo ficado na expectativa, na mesma linha que o Dani Alves, a ver o que o lance dava, e se recebia a bola numa posição melhor, para ele.

O meu amigo com quem discutia dizia, "tu lá no blogue dizes isso e aquilo, depois vens para cá defender uma jogada destas?. Ainda por cima, o adversário ficou com a bola?"A questão é aparentemente simples, e pacífica para mim. Eu no blogue defendo muita coisa. Mas essa muita coisa que eu defendo, depende do contexto. E consoante o contexto, devem-se escolher as melhores respostas, sendo que o futebol é um jogo onde as respostas são diferentes, na sua maioria. Podem ser semelhantes, mas são diferentes.
Como é óbvio, eu não defendo que um gajo deva passar sem olhar. Mas consoante a dificuldade que ele enfrenta, ele deve conseguir dar uma resposta, condizente com o que a situação lhe proporciona. E por vezes, o passar/cruzar/rematar sem olhar é a melhor solução. Daniel Alves estava apertado. Não por um, mas por dois adversários que pressionavam. Estava a receber um passe difícil, e para que a equipa não perdesse a bola encontrou uma solução, dentro modelo de jogo da sua equipa.
No Barcelona de Tata, se há coisa que existe, quando a bola entra nos corredores é a cobertura ofensiva, uma linha atrás do portador da bola, sempre que há possibilidade. E é para isso que o modelo e o treino servem. Para dar ferramentas aos jogadores que lhes permitam muitas vezes antecipar a acção. Jogando mais "rápido" que o adversário. Velocidade colectiva. Perceber que a equipa está organizada de forma tal, que perto dele terá sempre uma linha de passe aqui, ou acolá. Que se estiver apertado pode cruzar, que tem 2/3 colegas posicionados na área para finalizar. Que se a bola estiver em risco de sair, com um adversário em perseguição, pode fazer um passe atrasado que um colega está a entrar na zona do penalti.

E podemos ir mais longe. Tello, não foi muito inteligente na forma como leu o lance. Percebendo-se que o colega teria uma recepção difícil, percebendo a aproximação dos adversários, o mínimo que poderia ter feito era uma aproximação ao colega. Isto para que, mesmo não recebendo a bola, conseguisse reagir rápido em caso de perda da mesma. Se um colega está aqui e tem adversários ali, a linha de passe é aqui. Se um colega está apertado, o melhor é ficar mais perto. Se um colega tem espaço, o melhor é afastar e procurar zonas mais interessantes. Deveria ter sido esse o pensamento do jovem espanhol. Os jogadores devem ser capazes de o perceber, e daí conseguir dar resposta à situação de jogo por que passam. Há situações onde não se pode tirar os olhos da bola, por se perder o controlo da mesma, ou tempo de execução. Há situações onde se deve driblar 2,3,4 jogadores por estar constantemente a ser apertado. E por aí devemos seguir.
Há situações, e situações. É sobretudo isso. É sobretudo contexto.

Para o Tello, recomendo mais meinhos. 3x1, 4x2, etc. Para que perceba, caso tenha a bola, que os colegas estão estruturados de forma X. E que quando não tenha bola pense onde deve oferecer a melhor linha de passe aos colegas. Mas nada disto adianta se ele não estiver a "pensar" enquanto os realiza. 

Desabafo

Vou aproveitar este espaço para um desabafo.

Este ano fiz parte de uma equipa universitária.
A nossa equipa é comporta por jogadores da minha universidade (entre os 18 e 26 anos), alguns com uma carreira desportiva interessante durante a formação e primeiros anos de senior, mas muitos apenas com experiência de distrital e com treinadores banais.

Nós treinávamos 2 vezes por semana, treinos de 1 hora e meia, depois de um dia de aulas.

A época correu bastante bem, ao nível de resultados, tendo culminado com uma subida de divisão e vitória no campeonato.
O nosso modelo de jogo assentava sobretudo na nossa capacidade de sair em transições, após recuperarmos a bola. Ao nível das transições (ofensiva e defensiva), eramos provavelmente a equipa mais forte e em organização defensiva eramos claramente a melhor equipa. Na minha opinião, organização ofensiva era o nosso momento menos forte, muitas vezes por erros individuais (nos quais me incluo), a nível técnico mas fundamentalmente na capacidade de decisão. Na minha maneira de ver as coisas, organização ofensiva é o momento do jogo em que o treinador menos tem responsabilidades, ou pelo menos, menor é a sua capacidade de intervir, pelo que eu diria que o momento em que eramos mais fracos se devia à capacidade individual e não tanto à organização colectiva.

Mas o que me interessa mesmo destacar, eram alguns dos nossos princípios de jogo. Convêm referir que o nosso sistema de jogo era o 4-4-2 em losango.

1. Qualquer jogador desta equipa tinha perfeita noção do que é uma contenção e cobertura. Em vários jogos tivemos de adaptar avançados a laterais e a organização e transição defensivas da equipa nunca foram comprometidas. Os resultados até confirmam esta análise.

2. Os nossos centrais tinham a perfeita noção de como, quando e onde controlar a profundidade.

3. Os nossos laterais sempre jogaram bastante abertos, quando em organização e transição ofensivas, garantindo largura e profundidade. Fosse contra a pior ou melhor equipa do campeonato.

4. A nossa saída de bola no pontapé de baliza sempre se assentou num toque curto para os centrais ou laterais. Apenas quando pressionados se apostava no pontapé longo.

5. O portador de bola tinha, pelo menos, 3 linhas de passe. Uma no apoio frontal, uma na cobertura e pelo menos uma ou à esquerda, ou à direita. Raramente a equipa sentia necessidade de despachar a bola ou partir em acções individuais quando em construção porque os jogadores estavam sempre bastante próximos.

6. Os jogadores sabiam quão importante era o espaço entre linhas do adversário. Era frequente os avançados saírem da linha dos centrais para aparecer entre médios e defesas no apoio frontal. O mesmo se verificava com os interiores e laterais.

7. Os médios tinham capacidade de fazer movimentos de ruptura, nas costas da defesa adversária, principalmente quando os avançados recuavam no terreno.

8. Quando perdíamos a bola, a reacção à perda era rápida, frequentemente com 2 ou 3 jogadores a caírem na zona onde a bola era perdida e com toda a equipa a bascular para a zona da bola, independetemente da posição do adversário.

Sem grande surpresa, pelo menos minha, subimos de divisão. A chave para este sucesso foi o nosso treinador.

O nosso treinador tem 3 anos de experiencia nesta função. O nosso treinador não ganhou a Champions, não treinou nenhuma equipa profissional, não é ex-jogador profissional, nem usa um farto bigode. O nosso treinador não tem nível que lhe sequer permita treinar uma equipa nas competições europeias, muito menos uma profissional.

O que o nosso treinador tinha e têm é cabeça. Sabe pensar, sabe ser crítico, sabe perceber o que a equipa necessita e como trabalhar os seus pontos fortes. Sabe ver onde estão as mais-valias individualmente, potenciá-las em favorecimento do colectivo e camuflar os defeitos com uma excelente organização colectiva.

Alguém quer tentar adivinhar o nome do nosso treinador?

sexta-feira, maio 09, 2014

Lallana

Um dos meus preferidos para o mundial. Desde o início da época que ando de olho nele. Qualidade na tomada de decisão. Qualidade técnica. Bons atributos físicos. Criatividade. Extremo inglês pouco clássico.

quarta-feira, maio 07, 2014

Algumas notas sobre o Benfica-Rio Ave.

Bom planeamento e organização do Rio Ave. Nuno Espírito Santo tem mais mérito por ter chegado a esta final, do que o Benfica em conquista-la. Fica apenas por perceber a que se deve, estando o treinador no seu 2ºano, tão fraca prestação na 1ºliga, sendo que tem bastante qualidade individual.

Benfica com os serviços mínimos. Natural para quem vai disputar uma prova europeia, sendo impossível controlar a cabeça dos jogadores, o foco já está naquela final.

A confirmação de que Markovic não é muito forte no 1x1 puro (por exemplo Gaitan ou Sálvio são muito melhores, e mais criativos nesse parâmetro).

A confirmação de Rúben Amorim é fantástico na construção, e pior na criação. Escolhe invariavelmente a opção que dá mais notoriedade (passe, drible, remate, condução) ao invés da melhor opção.

Pedro Santos mostra-se a bom nível. Já me tinha impressionado ao vivo, contra o Estoril. Hoje mostrou movimente que tem muito por onde pegar. Velocidade, qualidade técnica, competente no que a tomada de decisão diz respeito. Com o treinador certo irá impor-se no Braga, e como um dos bons jogadores do campeonato.

Mas quem é que contratou esse tal de Rúben Ribeiro?! É pah, com o Luis Gustavo, e o Diego Lopes no banco, não se compreende de todo essa opção. Muitas equipas queriam ter o luxo de contar com qualquer um dos dois, no Rio Ave são suplentes de um senhor que não consigo caracterizar.

Ukra. Bom para o Rio Ave (ou não). Muito fraco do ponto de vista cognitivo. Raramente acerta na decisão, não obstante da mais valia técnica que tem. Ele ter ficado no campo em detrimento de Pedro Santos mostra mais uma vez que a brincadeira dos estatutos ainda não foi abolida do futebol.

Filipe Augusto. Ou os três grandes andam a dormir, ou não percebo o que se passa. Grande, grande, grande jogador. Qualidade técnica, criatividade, critério. Incrível. Em condução, no passe, no drible, na forma como protege para entregar jogavel. Tudo, tudo bom. No Rio Ave é um desperdício que ele jogue tão recuado.

Di Maria. Depende...

O rendimento actual de Di Maria, no modelo de Ancelotti tem sido ponto de destaque nas crónicas futebolísticas por estes dias. Diz-se que melhorou muito, e que cresceu. Que já não é o mesmo jogador ao nível da tomada de decisão, e que procura capitalizar o sucesso colectivo, para que depois venha o seu. Diz-se ainda que está feito um extraordinário jogador.
Não é que eu discorde de todas as coisas que tenham sido ditas. Mas discordo por exemplo do timing com que são ditas, e dos motivos pelo qual se dizem.

A minha lógica, hoje, é a do depende.

Começando por refutar de forma contundente que Di Maria seja um extraordinário futebolista. Di Maria é um bom jogador, claro. Mas daí a ser EXTRAordinário vai uma longa caminhada. É um futebolista que assenta o seu jogo na sua individualidade. Não é que ele seja individualista. Só que, quando tenta jogar para o colectivo, falha de forma constante. E o melhor que ele consegue oferecer à sua equipa, e o que ele tem de melhor, são as suas (essas sim) extraordinárias qualidades individuais. Habilidade e qualidades físicas (velocidade, agilidade, resistência).
E o depende vem exactamente disso.

O que se pedia a Di Maria no passado (com Mourinho), não era o mesmo que lhe era exigido com Jesus. Ao nível do posicionamento, e do modelo de jogo, as exigências eram outras. Mourinho pedia-lhe, sobretudo, que fosse um jogador a jogar para o colectivo. Sem bola, ele sempre foi capaz de o fazer, como Jesus bem lhe ensinou. Com bola, o rendimento era intermitente.

Di Maria melhorou muito? Depende. Melhorou com o passar dos anos com Mourinho. E desde aí tem estado igual. Portanto não melhorou "nada" do ano passado para este.
Se Di Maria cresceu? Depende. Não me parece que deste ano para o anterior tenha existido um crescimento assinalável. Mas parece-me que desde que chegou ao Real Madrid tem crescido muito.
Já não é o mesmo jogador ao nível da tomada de decisão? Depende. Comparando as suas exibições como extremo (por exemplo quando não está Ronaldo ou Bale), com as suas exibições como interior, diria que depende da posição onde joga. Como extremo está exactamente o mesmo, um jogador banal, exceptuando no 1x1. Como interior está muito melhor que como extremo.

E é isso que me parece importante reter. Di Maria é um interior como poucos na transição defesa-ataque. Rompe de forma extraordinária contenção e cobertura, tudo com uma velocidade e agilidade assinalável. E era isso, no fundo, que ele fazia no Benfica de Jesus. Jogava como interior, era no modelo a grande referência para a transição, e com isso fazia uso das suas melhores qualidades individuais, ganhando notoriedade nos lances de decisão. Com Mourinho, não só perdeu a importância ao nível do modelo de jogo (A referência para tudo era Ronaldo), como partia de uma posição diferente (não central) onde os seus desequilíbrios não são tão notados. Pelo corredor central, aproxima-se sempre da baliza, está sempre enquadrado, os adversários têm dificuldade em parar os seus movimentos explosivos, por não terem qualquer referência para onde o levar, nem saber para onde ele quer ir.

Di Maria deve ser sempre interior. É aí onde ele se sente como peixe na água. Tem características físicas e técnicas para tal, caso o modelo de jogo assim o potencie. Sendo que o modelo de transições, este ano, conta com um treinador que não foca os movimentos ofensivos num só jogador. Di Maria ganha preponderância sempre que a equipa recupera a bola, e é ele a iniciar, ou guiar o (contra) ataque. Aproxima-se muito daquilo que fazia no Benfica, partindo de uma posição mais central. E Ancelotti percebeu isso melhor que Mourinho, que nunca pensou na possibilidade de colocar o argentino no corredor central. Preferindo Pepe, Khedira, Granero, Coentrão, etc...

Lucas Moura fora do mundial

Hernanes, Jô, e Luiz Gustavo são alguns dos nomes que constam da lista de Scolari, em detrimento de Coutinho, Robinho, Kaka e Diego. Filipe Luís do Atlético, também me parece melhor que Marcelo, neste momento, sendo que eu convocaria sempre Maxwell.

Tenho pena, sobretudo por Lucas. Grande talento. Qualidade técnica, grande velocidade, grandes melhorias ao nível da tomada de decisão. Seria, para mim, um jogador muito importante neste mundial.


Ainda assim, o Brasil é a selecção com mais qualidade individual em todas as posições, tendo em conta o onze inicial. Pelo que são naturalmente, e por jogar em casa, os favoritos a ganharem o mundial. Seguido da Espanha, e Alemanha.

A convocatória, aqui.

Pensamento táctico de Jesus 1995

terça-feira, maio 06, 2014

"Porque afortunadamente, el fútbol ya no es sólo una cuestión de ‘echarle cojones’"

Sobre o novo treinador do FC Porto, Lopetegui: "Porque afortunadamente, el fútbol ya no es sólo una cuestión de  ‘echarle cojones’  (con perdón).

Y como resumen, creo que hay una consideración que seguro sonará un poco dura, pero que define muy bien la realidad del partido de Copa:  El Alcorcón jugó más cómodo contra el Real Madrid que contra cualquier equipo de Segunda B. Pero el Real Madrid no corrió menos en Alcorcón que cualquier equipo de Segunda.

La solución de este Madrid está en conseguir los automatismos defensivos, e incluso ofensivos que tienen la mayoría de los equipos grandes. Y eso se consigue con mucha, muchísima repetición en los entrenamientos. Y  con un enorme trabajo de mentalización que consiga que los jugadores entiendan lo importante que es.

La solución no es el ‘ahora quiero o ahora no quiero’. La solución es el trabajo entre semana. El talento aparece después."

Sobre liderança: "En el caso de Messi, tiene dos jefes. Uno de ellos, Maradona, no hace más que meterle presión. Leo llega a Argentina con una mochila a la espalda cargada de ilusiones, y Maradona empieza a meterle piedras desde el minuto uno. Que si “ya le estamos esperando”, que si “no lo veo bien”, que si “no es el mismo”…

Las declaraciones continuas de Maradona sobre Messi sólo sirven para quitarle naturalidad y añadirle presión. No se puede cargar la responsabilidad del éxito o el fracaso de la albiceleste en Messi. Como si toda la culpa fuese suya. Como si el hecho de que el mundo siga existiendo mañana  dependiese sólo de él.

Si tu vivieses así en el trabajo cada día, si tu jefe te cargase a la espalda, sólo a ti,  el éxito o el cierre de la empresa, y se pasase el día diciéndoselo a tus compañeros y anunciándolo en los medios de comunicación ¿Cómo  te afectarían las miradas a tu alrededor? ¿Cómo te sentirías en la oficina? ¿Cuánto te atreverías  a arriesgar  en tus decisiones? ¿Serías creativo en tu trabajo o te harías un ‘amarrón’?

Ahora veamos lo que dice Guardiola. Porque lo que hace Pep es sacarle las piedras de la mochila. Le quita peso y le devuelve el aire que necesita para tirar un caño, arrancar sin pensar, intentar una locura en solitario…

A Guardiola no le falta exigencia. Es tremendamente exigente con sus jugadores, pero también consigo mismo. Y Guardiola sabe que Messi es un tipo absolutamente responsable y ‘auto exigente’.

Guardiola le exigirá a Messi cosas concretas en los partidos. Tareas en las que él debe demostrar su grado de implicación con el equipo. Responsabilidades en la presión, en recuperar la posición… en las cosas importantes para las que necesita sacrificarse.

Pero cuando se trata de jugar la pelota, cuando intenta ser creativo, cuando lo importante es que se atreva a hacer esto o aquello, que rezume alegría y descaro con el balón… cuando llega el momento de que haga lo que le gusta y lo que le convierte en un genio, lo único que hace Guardiola  es darle seguridad. Y si no le sale bien, que esté tranquilo. Guardiola lo anima y lo apoya públicamente para que lo siga intentando.

La diferencia primera y fundamental entre los dos jefes es que Guardiola confía plenamente en Messi y se lo demuestra. Pep sabe que la mayoría de los grandes futbolistas son responsables. Pero Maradona no piensa igual. Ni le trasmite seguridad. Le exige en lo que debería animarle."

Ficam boas sensações do blogue pessoal do treinador espanhol. Fica por perceber a qualidade na operacionalização de uma ideia de jogo.

A apresentação, a partir do minuto 8:25 onde diz que o talento só potenciado quando a equipa funciona, e que quando uma equipa funciona todos os jogadores são melhores. E que não vai olhar para idades, mas sim para o talento, e vai tratar de colocar o talento ao serviço da equipa.

domingo, maio 04, 2014

"O Chelsea não tem avançados de nível, para o que se exige da equipa"

Desfazendo o mito que Mourinho criou na opinião pública, através da imprensa, de que os avançados do Chelsea são fracos. Conta-se com Eto'o, e Torres, sendo o avançado espanhol o mais criticado por todos.
Na minha óptica, o treinador é tão melhor, quanto melhores ferramentas permitir aos seus jogadores para se destacarem. E por ferramentas, entenda-se o modelo de jogo da equipa. Sendo que os avançados do Chelsea, encontram-se na maior parte do tempo em situações muito difíceis de resolver (inferioridade numérica, ou a bola não vem nas melhores condições), parece-me que as ferramentas que o treinador permite não são as melhores. E parece-me que o treinador pede algum jogador milagreiro, para resolver problemas que o modelo de jogo deveria ser capaz de ajudar a resolver.
Assim, deixo todas as situações em que Torres tocou na bola, contra o Atlético de Madrid.

Antes do vídeo, as ideias para o Chelsea no início da época eram : 

Das quais há muitas incongruências com o que o Chelsea é agora, mas para este artigo sublinho a partir do minuto 4:45: "We don't have players to score goals in the air, only Fernando if he is. But Drogba plays for Galatasaray, doesn't play for Chelsea anymore. We have to play the ball on the floor, we have to play the ball with short depth movements, not the long diagonals that we use to do in my previous time here. And Chelsea kept that filosophy for many, many, years. A filosophy that gave tittles, a filosophy that was adapted to the profile of the players. And in this moment the profile is completely different profile. So we can not play the same way that we use to play..."

quinta-feira, maio 01, 2014

Sevilla... António Conte

Já tinha sido aqui analisada a organização defensiva de Emery. Mas este primeiro golo sofrido é brutal. Veja-se a reunião que os jogadores fazem ao redor da bola. Parece que se juntam para jogar às cartas.




"Caro Antonio Conte,
Hoje em dia eu percebo que quem foi ex jogador de futebol e que tenha tido alguma história num clube, tenha maiores benefícios e probabilidades de chegar a treinador de futebol de clubes de topo. Mas esgotam-se por aí os presumíveis créditos. A tua conferência de imprensa depois do jogo de hoje, deve encher de vergonha quem realmente viu o jogo de forma racional e quem o sabe analisar friamente. As tuas desculpas esfarrapadas e a forma como colocaste quase a derrota da tua equipa em causa por erros de arbitragem (quais já agora?), em vez de reconheceres mérito a quem o teve e em vez de pensares porque será que isso aconteceu, deve encher de vergonha quem viu o jogo com olhos de ver (mais uma vez). Caro Antonio, não estás a treinar um clube qualquer. Devias pensar isso sim, em formas de melhorar a qualidade de jogo da tua equipa, em melhorar aspectos do modelo de jogo da tua equipa que não te permitem à alguns anos, ir mais além nas competições europeias, porque, o quase tricampeão italiano não passar a fase de grupos da Champions e ser eliminado nas meias finais da Liga Europa, é motivo de reflexão. Em Itália, percebo que seja já um passeio. Percebes isso caro Antonio? Perdeste porque do outro lado tiveste uma equipa, como sempre, superiormente bem organizada, a saber quase sempre o que teve que fazer em campo em todos os seus momentos. Por isso meu caro, preocupa-te com a tua equipa, preocupa-te com o facto de não fazerem cinco passes seguidos, preocupa-te com o facto de que se o adversário condicionar a construção do Pirlo, a tua equipa não existe e já agora para acabar, quando quiseres falar em controlo do jogo, percebe que passando a primeira fase de construção, a demasiada verticalização do teu jogo, com constantes rupturas dos médios interiores em espaços aclarados e com bolas longas a lá entrar, não te ajudará a ter o controlo que queres ter. Reflecte Antonio. O árbitro não teve culpa nenhuma. O Benfica e o seu treinador foram melhores que tu e o teu conjunto de boas individualidades.
Um abraço Antonio."

Fonte: https://www.facebook.com/josecarlosmonteiroofficialpage?fref=nf

Pirlo estranha não ver Enzo na seleção. Eu estranho não ver Enzo como titular.

Aqui, pode ler-se a opinião de Pirlo sobre o médio do Benfica. Que quanto a nós, não só deveria ser assíduo, como titular indiscutível.

Enzo Pérez já exaltara antes do jogo da primeira mão as qualidades de Pirlo como fora de série, mas também o grande maestro da Juventus ficou impressionado com o argentino. A ponto de, sabe O JOGO, ter já perguntado a Rui Costa por que motivo não está o camisola 35 com lugar assente na seleção das pampas.

O administrador da SAD encarnada, companheiro de Pirlo durante vários anos no AC Milan, esteve uns minutos à conversa com o internacional italiano e da troca de impressões resultou esta questão do fantasista bianconeri, espantado ao ver que Enzo Pérez não faz parte do núcleo duro da formação alviceleste, que se prepara para atacar a conquista do Mundial no Brasil.