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quarta-feira, abril 30, 2014

Para quem gosta de resultados, os resultados são esses.

Comparação, que eu não gosto porque não me diz quase nada. Mas nem nisso têm razão. Mas ainda assim, os resultados devem ser avaliados pela época toda. Não por um jogo.

Van Gaal

- No seu primeiro ano de Bayern - Vitória no campeonato. Vitória na taça. Finalista vencido da Champions.

- No seu segundo ano - Vitória na super taça. 1/8 de final da Champions. 3ºClassificado do campeonato.
53 jogos (33V, 11E, 9D). Percentagem de vitórias -> 62,3%.
48 jogos (30V, 8E, 10D). Percentagem de vitórias -> 62,5%.

No total, soma 3 títulos em dois anos.

Jupp Heynckes

- No seu primeiro ano de Bayern - Finalista vencido da Champions. Finalista vencido da taça. 2ºlugar no campeonato. 55 jogos (37V, 7E, 11D). Percentagem de vitórias -> 67,3%.

- No seu segundo ano de Bayern - Vitória no campeonato. Vitória na Champions. Vitória na taça. Vitória na super taça. 54 jogos (46V, 5E, 3D). Percentagem de vitórias -> 85,2%.

No total, soma 4 títulos em dois anos.

Guardiola

Um ano no Bayern. Vitória no campeonato. Finalista da taça (ainda por disputar). 1/2 finais da Champions. Vitória no campeonato do mundo de clubes. Vitória na Super Taça europeia. Até ao momento 53 jogos (41V, 5E, 6D). Percentagem de vitórias -> 77.4%.

Até ao momento, soma 3 títulos.

Repito, não gosto deste exercício de análise de resultados por resultados. Ou de comparação por números. Contudo, Guardiola não mostra nada menos que os seus antecessores. Mostra inclusivamente que pode melhorar os records anteriores. Manteve a cultura de vitórias do clube nos últimos tempos, pelo menos um campeonato em 2 anos. E de chegar longe nas provas europeias. A percentagem de vitórias só não é maior que na época passada, aquela que é a melhor época de sempre do Bayern. Mas tenderá, no próximo ano, a aproximar-se disso. Aos que dizem que Guardiola destruiu o Bayern, que não se soube adaptar, que não manteve o ADN do clube, aqui fica a resposta. Na verdade, Guardiola elevou a fasquia para os próximos que chegarem ao clube pela primeira vez.

Contudo, daí dizer que não gosto deste tipo de análise, o Bayern ao nível da qualidade de jogo tem desiludido nos últimos meses. Tem posse, e pouco mais. Não usa a posse como podia, como devia. Não estava à espera de tamanho declínio, depois do fantástico início de época que fizeram. As entradas na área com a bola controlada foram substituídas por cruzamentos, à espera que Mandzukic resolva. E assim sendo, torna-se previsível. Não domina o jogo como podia, torna-se fácil de anular. E o maior problema está no meio campo. Falta competência para jogar dentro do bloco adversário. E Guardiola sabe-o. Leia-se aqui. É esse, para mim, o problema mais grave sobre o qual Guardiola vai trabalhar na próxima época.

18 comentários:

Interior-Direito disse...


Baggio, o Guardiola este ano já são 3 títulos, não te esquças da Supertaça europeia ao Mou.

Anónimo disse...

mas estes clubes vivem um pouco de resultados, não é? falo dos crónicos campeões, em competições que incrivelmente desiguais, dada a diferença entre o nível de investimento que realizam comparado com o dos seus adversários. e a champions talvez seja um pouco mais nivelada a esse respeito.

se eles não vivessem de resultados não faria mais sentido se dedicarem a treinar o vitória, o bilbao (como fez o bielsa), o freiburg, etc? (clubes sem grandes ambições ao nível de resultados, acho)

cumprimentos,
andré

Roberto Baggio disse...

Interior, tens razão. Está corrigido. Obrigado.

André não percebi nada do teu comentário. Se o quiseres refazer...

Cosimo Damiano disse...

Perdeu Thiago numa altura fundamental da época e acabou por ceder às pressões dos Kaisers.

É impossível ter Kroos num meio campo de uma equipa de Guardiola ou Mandzukic como 9.

Se o Bayern quiser um futebol ondem jogadores como esses sejam importantes enganou-se na escolha de treinador.

E Guardiola, que ainda tem poucos anos como treinador, terá percebido que trair as suas convicções é o principio do fim. No futebol como na vida.

Ricardinho disse...

Como já te tinha dado a minha opinião por outros meios de comunicação pelos vistos concordamos!!!

O modelo continua a ser o melhor do mundo mas os executantes não são daí este bayern apesar de ter o melhor modelo não ser tão poderoso como o barça era... o barça nunca perdia 2 em 2 e este bayern fez isso ... não estou a falar de modelos mas sim apenas de resultados

Gonçalo Matos disse...

Voltando à conversa de ontem, achas que o Bastian pode melhorar e ser o 8 que falta? Houve momentos da época em que o RIbery jogou no corredor central e não envergonhava ninguém.

Se pudesses tu contratar um 8, qual seria? Modric e os do Barça nao valem!

Anónimo disse...

As supertaças e o Mundial de Clubes não deviam contar pois não foram competições disputadas por todos. Por todos foram disputadas 3 competições por época. Também devias considerar que de Van Gaal para Heinkes houve uma melhoria gradual de resultados que não houve deste para Guardiola, embora como é óbvio se chegue a um ponto que se torna impossível melhorar a nível de resultados.

Anónimo disse...

As supertaças e o Mundial de Clubes não deviam contar pois não foram competições disputadas por todos. Por todos foram disputadas 3 competições por época. Também devias considerar que de Van Gaal para Heinkes houve uma melhoria gradual de resultados que não houve deste para Guardiola, embora como é óbvio se chegue a um ponto que se torna impossível melhorar a nível de resultados.

Roberto Baggio disse...

Isco.

Lazar Markovic disse...

Não consigo perceber esta obsessão toda em o Pep TER de, MANDATORIAMENTE, triunfar...

O homem esteve de 2008/2009 a 2011/2012 e nesse período venceu duas UCL. Comparativamente com a 1ª época, a única diferença neste momento está em não ter vencido a UCL na 1ª epoca. A minha opinião é a de que Guardiola, à semelhança dos outros treinadores, é humano e também falha... Nesse sentido, terá feito alterações profundas no jogo do BM que resultou em resultados menos bons (ainda que fora do normal)na segunda fase da época.

Portanto, Guardiola arriscou, errou. Falhou a UCL no 1º ano...BIG DEAL?! O homem continua a ser magnífico, continua a ser o treinador com melhores perspetivas de futuro.

Agora o jogo. Nesta fase da UCL só há possíveis candidatos ao título e para mim todos eles têm/tinham hipóteses de chegar a Lisboa. E, na minha opinião a derrota do BM passa por uma melhor preparação do RM e por uma estratégia mais eficaz por parte dos espanhóis. O BM não conseguiu impor o seu jogo e acabou por perder.

É um resultado atípico? É! Mas não é o fim do mundo, o BM de Pep está aí vivo e continuará a ser colosso. Não devemos continuar a exigir que Pep ganhe tudo, no fundo isto ainda tem alguns treinadores e equipas que conseguem ombrear o Pep e o BM, não são todos uma carrada de paralíticos.

Sou só eu a expressar a minha opinião sobre a grandessíssima tragédia grega da eliminação do BM.

PS: Mais gravosa é a prestação do Barcelona, que, com todo o investimento conseguiu fazer dos piores resultados e exibições dos últimos 10 anos!!!!

Lazar Markovic

Marcos Gonçalves disse...

Ricardinho disse:
(...)
O modelo continua a ser o melhor do mundo mas os executantes não são daí este Bayern apesar de ter o melhor modelo não ser tão poderoso como o Barça era.
(...)

Queria deixar aqui só umas notas:

1º) Sou leitor assíduo de ambos os blogs e por demais vezes deparo-me com o argumento de que um treinador para evoluir tem de se encontrar em constante evolução. Ainda recentemente se falou por aqui de Arsene Wenger, cujos métodos de trabalho são algo pré-históricos e não se soube adaptar aos novos tempos. E por outras vezes, no caso do João de Deus, se defendeu a teoria da arte do "bem defender", mas que muitas vezes peca pois não tem as peças necessárias para o fazer. Como tal, penso que a actual desculpabilização do Bayern ter falhado por falta de peças não seja a correta... Dessa perspectiva, Mourinho poderia transformar novamente num rolo compressor, caso tivesse jogadores jovens com visão de jogo (Lampard + novo), criativos (Joe Cole), pontas de lanças trabalhadores (Drogba), etc, etc. Penso que Guardiola falhou, pois muitas vezes é um ser uni-dimensional. Fica retido a uma filosofia (que já foi ganhadora) mas que as inúmeras imponderabilidades do futebol não lhe permitiram continuar na senda de vitórias.

2º) A velha história da posse de bola... Bem eu não vejo tanto as coisas da perspectiva de quem tem mais posse, tem mais hipóteses de ganhar o jogo. Vejo-o da perspectiva: em posse, o que fazes para aumentar as tuas probabilidades de golo. Logo, jogos como o de ontem permitem ao Real andar entre os 25-35% de posse, mas ter um rácio de eficiência fantástico. Aliás, lembro-me sempre da fantástica frase de José Mourinho no Inter - Barça em que o jornalista questionou, algo irónico, se aquela vitória não teria sido de sorte, comparativamente aos 70% de posse do Barça: "Eles querem posse de bola? Que a tenham! No final eu marquei 3 golos". Aliás hoje em dia temos meio mundo a dizer que Jesus aprendeu com os erros e o Benfica joga melhor à bola... Mas nenhum deles percebeu que a diferença de posse do Jesus dos anos iniciais para agora é abismal... Hoje em dia, o Benfica abdica dessa posse, jogando na expectativa e apostando muito nas transições. Enquanto adepto do Benfica, se me perguntarem se gosto mais de jogo de posse ou contra-ataque, respondo que nem um, nem outro. Pois a filosofia, aplicada sem ter em conta os jogadores, princípios de jogo, etc, não é nada. E para mim, Guardiola começou a falhar por ai. A filosofia é a base de tudo, mas quando estamos tão seguros de algo que fazemos bem e que sempre deu resultados, temos sempre alguma resistência em querer "começar do zero".

3º) Competitividade. Este sim foi a meu ver outro factor fulcral no "insucesso" de Guardiola (entre aspas, pois não foi assim tão mau). A competitividade alemã no último ano foi sofrível, tendo sido um autentico passeio pelo campeonato - o único rival fora devastado por lesões e perdeu um dos seus motores de jogo (Gotze). Índices de concentração a alto nível não se constroem em semanas, pelo que o Bayern chega a esta fase final da época completamente "aéreo" e sem o habitual reunir de tropas a que normalmente se apela quando uma equipa se encontra nas meias-finais da Champions. Neste aspecto, parece-me que Guardiola padeceu do mesmo mal que o afastou de Barcelona: incapacidade de motivar jogadores que já ganharam tudo. Aliás, boa parte do descontrolo emocional do jogo de ontem associo-o a um excesso de confiança entre achar que o futebol praticado no campeonato alemão seria suficiente para levar de vencida qualquer outra equipa na Europa.

Bem, o texto já vai longo... Fica a minha opinião :)

Continuação do bom trabalho.

Marcos

João disse...

E é Lewandowski o jogador ideal para substituir Mandzukic?

Concordo em pleno com a opção Isco, mas esse o Real Madrid não vende. Hazard ou Verrati tem qualidade tremenda e acho que assentariam no meio campo do Bayern.

Em todo o caso, sou da opinião que um meio campo com Kroos (Javi), Thiago e Lahm e com Gotze a avançado é algo a ponderar.

Quanto ao jogo de ontem, além da menor capacidade de posse de bola nos últimos 30 metros do terreno, acho que faltou melhor posicionamento e agressividade no primeiro momento de transição defensiva (ainda por cima contra uma equipa fortissima como o Real, como demonstra o primeiro golo do Ronaldo). O melhor jogador do Bayern neste aspeto estava a jogar a lateral direito.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Baggio só falhas num ponto. A Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo foram competições que Jupp permitiu ao Guardiola disputar. Nem Jupp nem Van Gaal tiveram oportunidade de disputar. E a melhoria de resultados é evidente ano após ano, e regrediram esta temporada. Este é que é um facto

Anónimo disse...

O que aconteceu esta época ao Shakiri? Nunca o vi jogar com Guardiola..

Abraço
Sérgio

Anónimo disse...

A Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo foram disputados porque o treinador que veio antes fez o mais difícil.

Do resto, concordo com tudo.

Abraço

R.Paulo

Ronaldinho disse...

Sérgio, Shaqiri ainda jogou bastante, mais do que eu estava a espera. É um jogador que pode ser útil mas não para o Bayern.

Roberto Baggio disse...

Marcos Gonçalves, grande comentário. Obrigado por partilhares o teu ponto de vista.

João, Lewa é o ideal, sim.

Malta que fala das super-taças, e etc. Estou de acordo. Só estava a mostrar que não é pelos títulos que ficaram a perder, nem pelas vitórias consecutivas, nem tão pouco pelo futebol impossível de praticar. Mas, como disse, concordo com a vossa leitura.

Ricardinho, como é óbvio precisa de jogadores melhores. Mas não só. Nem isso é o essencial.

Gonçalo Matos disse...

Marcos,

"2º) A velha história da posse de bola... Bem eu não vejo tanto as coisas da perspectiva de quem tem mais posse, tem mais hipóteses de ganhar o jogo. Vejo-o da perspectiva: em posse, o que fazes para aumentar as tuas probabilidades de golo."

A posse de bola por si só já assegura uma coisa.. Pelo menos se tiveres a bola, o teu adversário não vai marcar golo. Quanto mais posse tiveres, menores as possibilidades que o teu adversário tem para marcar golo. Obviamente que depois, o que interessa é onde também tens a posse. Trocar a bola entre os centrais não serve de nada e aí concordo contigo. No entanto eu prefiro ter a bola nos meus centrais que nos centrais do adversário.

Pessoalmente não gosto de equipas que não dão primazia à bola. Num jogo passamos tanto tempo a correr atrás dela que não mante-la perto de nós durante o maior tempo possível parece-me um desperdício.

Disseste que não preferias nem transições, nem posse. Se treinas uma equipa, ou pudesses treinar, qual seria a tua abordagem ideal?