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sábado, março 08, 2014

Aprender com os jogadores

Há cerca de dois anos, conversava com um jogador sobre o jogo da semana anterior. Conversas para aqui, e para lá, ele diz-me: "Mister, eu driblei fácil aquele lateral. Eu fui para cima dele, simulei que ia para um lado, ele virou, depois foi só correr para o outro lado".
Essa mesma conversa sugere o tipo de informação de suporte que o jogador utilizou para driblar, e mais do que isso, sugere como treinar e melhorar esse tipo de gesto técnico.
Como se percebe, ao contrário do que Scolari pensa, contornar pinos em nada melhora o drible. Isto porque o pino não se mexe, como é óbvio. Logo, o exercício fica completamente fora da realidade que é o jogo, não melhorando absolutamente nada que ao jogo diga respeito.

15 comentários:

masterzen disse...


Baggio,

Na minha opinião o treino sem oposição serve para uma fase muito precoce de aprendizagem, numa iniciação pura onde é perfeito para treinar uma criança um movimento qualquer nunca antes feito. Perfeito porque ninguém lhe pode roubar a bola, serve para retirar a pressão de falhar porque está a apreender o movimento e toda a coordenação motora e nervosa necessária.
Sou da opinião que assim que tenha a mínima capacidade de fazer o movimento introduzir de imediato oposição, que numa primeira fase poderá ser semi-activa.
Defendo também o treino sem oposição numa fase de treino da excelência, onde o que se procura é apenas o detalhe, o pormenor, imaginemos por exemplo o Cristiano Ronaldo no treino de livre directo tentando assentar um pouco mais o seu pé por baixo da bola ou baixando um pouco mais as costas nesse lance.
Ps: Na fase de aprendizagem em idades mais avançadas, do gesto técnico defendo que os jogadores devem ensinar-se uns aos outros, por exemplo o Cristiano Ronaldo ensinando o seu livre directo ao Coentrão que é esquerdino e poderá bate-los sempre que os livres directos são demasiados descaidos para o lado direito da área.
Tudo o que não seja a fase da aprendizagem ou do treino da excelência, não ter oposição é completamente descabido.
Desculpa o mail já ir longo.
Abraço,

MasterZen

Ronaldinho disse...

Tudo certo masterzen

Matic disse...

Não vinha ao blog há algum tempo, e quando venho, dou com um post que me diz algo, particularmente. Baggio, foi com satisfação particular que li este post. É fundamental reforçar a ideia sobre a importância da representatividade no treino. Mais, é preciso elucidar quem não entende ou não conhece o conceito, que, infelizmente, não é ainda entendido, de forma global, como o primeiro e mais básico instrumento do treinador. É a partir desse conceito que se entende que os jogadores resolvem problemas, constantemente. E, como sabes, a probabilidade de os colocar a resolver situações que nunca se repetem, com acerto, é aproximar as situações de treino às situações que são do jogo. Como se faz? Exatamente, disponibilizando a tal informação percetiva que tem o tal papel na sua ação. Acho brilhante ter o testemunho de um jogador como o Lucas a confirmar essa ideia, na inocência da sua qualidade.

Um abraço,

Andrea Pirlo disse...

Pois, quando vi na altura o comentário do Kaká não percebi, agora ta explicado.

Roberto Baggio disse...

Masterzen o Ronaldinho é o professor :) Está realmente tudo certo aí.

Matic,

Obrigado, e como alguém diz por aí, queremos ver-te mais vezes por perto.

Pirlo,

Sim. Muita gente não percebeu. Era para mim o comentário dele :)

KAKÁ disse...

Grande Baggio

kkkkkkkkkk

A mensuração tem outros parâmetros!!agora não vou entrar no mérito, estou com muito trabalho atrasado, e realmente não tenho tempo pra ti responder!!

Esse vídeo está parecendo a Bíblia, todo mundo vê, mas interpretam de forma diferente...

Abraço a todos
;)

Lino disse...


Tudo o que leio neste blog costuma parecer-me muito correcto e lógico.
Não percebo nada de treino (só dumas leituras em blogs), só gosto de futebol, e de tentar perceber um bocadinho melhor as coisas de que gosto.

Mas desta vez ainda não estou convencido.
Será que os pinos, em certos contextos, já não têm mesmo nenhuma utilidade, mesmo em idade adulta, se for muito esporadicamente?
Estou a falar só mesmo de pinos e técnica de drible, e não de outros tipos de movimentos.

Vou tentar explicar a minha lógica... sem qualquer outro tipo de base que suporte a minha "teoria".

Um jogador pode perder a confiança no seu drible e não o ter tão apurado (mecanizado) como tinha nas camadas jovens, por exemplo...

Estar consecutivamente, em treino, numa situação em que o jogador tenta driblar perante oposição e falha, quase só irá fazer com que em situação de jogo real, o jogador não arrisque o drible e opte por uma solução que à partida até poderá ser pior. Isto é, o treino só o fez perder ainda mais confiança.

Se o jogador puder treinar, sem oposição para além da que o pino oferece (ou perante uma muito pequena oposição e esta também deliberadamente "mecânica"), só para ajudar a mecanizar novamente melhor o movimento, e ganhar um pouco de confiança nesse mesmo movimento, ele poderá então melhorar em situação de treino com oposição mais dificil, e consecutivamente em situação de jogo real.

Ou isto não tem mesmo lógica?
Ou existe solução que eu desconheça?
Podem desenvolver?

Luis Santos disse...

Lino, não escrevo neste espaço e não sou treinador, mas se me permites, penso que é fácil a resposta à tua pergunta. O que é escrito aqui sobre o uso de pinos em treino na vez de adversários reais é para os treinos no geral. Isto é, defende-se que é errado passar uma época inteira a recorrer a treinos com pinos e remates sem oposição. Não quer dizer que situações específicas não possam ser resolvidas por esse recurso, principalmente como complemento ao treino de equipa.
Baggio, corrige-me se estiver enganado.

Roberto Baggio disse...

Lino,

Se é uma questão de confiança e se um jogador acreditar (pelas sensações positivas com que fica) que estará mais confiante a driblar pinos, do que com oposição, no final dos treinos haverá espaço para ele o fazer. Como é óbvio, quer-se os jogadores na máxima confiança possível, e se ele achar que fica mais confiante assim, certo.

Luís,

Sim. Está mais ou menos correcto o raciocínio.

No fundo o que este post defende, é que driblar pinos, ou conduzir sem oposição não melhora capacidades técnicas. Pode melhorar a confiança, mas isso são questões para lá do treino (geral, de toda equipa).

Por exemplo o Scolari acha que ele melhorou a finta e a técnica por driblar pinos. Isso é descabido...


Entrevista a Klopp:

JK: ...Tenho um excelente exemplo no plantel: o nosso central Felipe Santana. Ele é verdadeiramente um atleta excepcional. Tem grande capacidade física, o que lhe permite ser bem-sucedido nos lances homem-a-homem. Teve porém que dissimular as suas limitações técnicas. Para corrigir as deficiências, só tivemos que lhe fazer duas perguntas: Qual é a função de um defesa central? e Por que é que ele é um jogador crucial na equipa? A resposta é imediata: o defesa central é, quase sempre, o nosso último recurso. Quando perdes a bola ou se não a souberes parar convenientemente, é praticamente certo que o adversário vai ter uma oportunidade para marcar um golo. Nessa posição, é crucial ter jogadores com um nível técnico considerável. Isso analisa-se com base em três parâmetros: recepção/controlo da bola, condução da bola e passe. E foi isso que fizemos com o Felipe Santana. Treinar controlo, condução e passe. Várias vezes, muitas vezes…

ZM: Os colegas não gozam com o jogador?

JK: Isso é um disparate. Não, ninguém goza ou se ri neste tipo de treino, porque pode acontecer a qualquer um. E acontece! Treino é repetição. Isso é válido para atletas e para músicos. Vi, recentemente, um filme sobre um baterista que repetia as sequências individuais 1600 vezes, até que estivessem verdadeiramente interiorizadas. Aí, ele já não pensa mais. Apenas tocava. Simples: badambadam, badambadam, badambadam. Repetição, repetição. As coisas também funcionam assim no futebol. Não precisas treinar 1600 vezes, mas, depois do treino, proponho ao Felipe Santana 60-70 bolas desde posições diferentes. E ele vai ter que conseguir reagir sempre: receber, conduzir e passar.

ZM: Isso é suficiente?

JK: Claro que não é suficiente para corrigir as deficiências do jogador, mas consegues algo muito importante: o jogador envolve-se e passa a saber lidar melhor com os seus pontos fracos. O jogador tem que reconhecer estes pontos fracos. Saber viver com eles.

E é isto. Fora do treino, não foi melhorar nada. O jogador tinha deficiências, teve que perceber apenas como lidar com elas, porque essas iam continuar lá.

LGS disse...

Baggio e Lino,

Permitam-me os meus 2cents. Se o jogador não tem confiança no seu drible é porque não domina bem o gesto técnico. Isso, como já aqui foi dito, dificilmente é melhorável em idade adulta. Se ele ganha confiança conseguindo driblar pinos isso só o vai iludir mais quanto à sua capacidade e portanto vai levá-lo a optar, mais vezes, por driblar quando isso não é a melhor decisão...

Partindo deste ponto de vista acho que os pinos prejudicam (tomada de decisão) muito mais do que ajudam (confiança).

LGS disse...

PS: Klopp é de fact excepcional. Muita sabedoria!

Gonçalo Matos disse...

Estava no mesmo comprimento de onda do LGS. Um jogador que tente várias vezes o drible no treino e não seja bem sucedido talvez não deva tentar faze-lo no jogo. Por outro lado, como o Lucas diz, o drible tem de ser natural, espontâneo, é criatividade. Por muito que se treine o movimento do pé para driblar. no mázimo o movimento ficará mecanizado e não é fácil executá-lo noutro contexto. É como marrar a matéria antes do teste.

KAKÁ disse...

Salve Baggio

Como diria Jack o estripador: “Vamos por partes”

O pino pode ser um cone, uma cadeira, uma estaca, um boneco... qualquer coisa q dê uma referência para o jogador.

! EM NENHUM MOMENTO EU DISSE, Q ERA PRA SER USADO SÓ O TREINO COM PINO!!

Vejam o q eu disse sobre o jogador chutar a gol fora de contexto:

“Não sou de todo contra esse tipo de exercício, q é muito usado em todas as equipes do Brasil, acho q tem q haver uma MESCLA com esses tipos de exercícios q vc falou...

Não acredito q alguém q não saiba chutar sem marcação, vá aprender a chutar estando marcado!!

Falo por experiência própria, chuto muito bem com ambas as pernas, fruto de muito tempo chutando sozinho e sem marcação...”

! PORTANTO EU SOU A FAVOR DO TREINO SEM CONTEXTO E O CONTEXTUALIZADO !

Mourinho a partir de 4:44 até 4:54
https://www.youtube.com/watch?v=xU6qjW9pOOY

Manchester United a partir 4:10 até 4:30 (na época do Alex Ferguson)

https://www.youtube.com/watch?v=QKSOkcRO5PY

Bayern Munich a partir de 2:18 até 4:48 (Pep Guardiola o melhor do Sistema Solar)
https://www.youtube.com/watch?v=6JC0Kun9n7c

Borussia Dortmund a partir 1:20 até 1:37 (O emergente KLOPP)
https://www.youtube.com/watch?v=uZ-UNDxD-qI

Qual é a diferença desses treinos para o do Corinthians, a falta dos “pinos”?! O Corinthians estava sem verba para os PINOS?!

A impressão q me dá é q vcs estão vendo os pinos, sempre em fila um atrás do outro, e um garoto débil a contorna-lo sem interesse algum...

VC COMO PROFESSOR SABE Q A PRINCIPAL COISA EM UM EXERCÍCIO É O FEEDBACK!!

•Os pinos podem ficar em fila, ou aleatoriamente!
•Separados com a mesma distância, com distâncias diferentes!
•Vc pode passar por cima dele, ou não pode passar!
•Usa-se a perna esquerda, direita ou com as duas pernas!
•E acima de tudo marca-se o tempo q o garoto consegue fazer a tarefa, pois ele será importante pra motiva-lo a baixar!!

Ou seja, são inúmeros exercícios, dezenas, talvez centenas com um único objetivo de dar controle ao jogador, q ele saiba qual força imprimir pra determinada situação, q ele saiba acelerar e diminuir a aceleração sem perder o CONTROLE DA BOLA!! Vc tendo o controle da bola o resto é só balança o corpo pro lado e ir para o outro, coisa q com o pino vc pode fazer!! O Garrincha já fazia isso na década de 50! Não há mistério em driblar quando vc tem controle sobre a bola!!

A partir de 0:35 a essência do futebol brasileiro, controle de bola, domínio sobre ela, vc só sabe gingar se for em frente ao adversário?! Os brasileiros não! Por isso q o Ronaldinho falou sobre o treino solitário a partir dele q vc cria as jogadas para praticar com os teus amigos em jogos reduzidos! De 1X1, 2X2, 2X1, 1X2...

https://www.youtube.com/watch?v=SDNV_Ffo7mg
É assim q fazemos, o Pato no vídeo q vc postou estava desmotivado (tanto q foi pro São Paulo), mas o FEEDBACK era q estava errado...

Abraço
Desculpe o atraso estou atolado de serviço!

Roberto Baggio disse...

KAKA amigo,

"O pino pode ser um cone, uma cadeira, uma estaca, um boneco... qualquer coisa q dê uma referência para o jogador."

A questão da referência é que a referência não se move. E isso é, para mim, fundamental.

"! PORTANTO EU SOU A FAVOR DO TREINO SEM CONTEXTO E O CONTEXTUALIZADO !"

Eu não. Sou a favor do treino contextualizado, a partir dos 9 anos. Isto porque depois disso, o estímulo é tão básico, que não há transfer para a realidade complexa que é o jogo.

"https://www.youtube.com/watch?v=xU6qjW9pOOY"

1- Isso é a pré-temporada, e a primeira semana serve para preparar o corpo para o esforço que se segue. É a única altura da época em que o treino de Mourinho é diferente. Esse circuito, não pretende melhorar técnica KAKA. Pretende preparar o corpo para o exercício, depois de um longo periodo de paragem.

2-Sei que Mourinho faz treino sem oposição. No último treino antes do jogo, geralmente durante 15 minutos. Mas, novamente, ele explica que esse tipo de treino, não é para melhorar capacidades técnicas ou cognitivas. É para treinar velocidade, e deixar os jogadores com sensações positivas antes do jogo, pelo número de golos marcados.

"https://www.youtube.com/watch?v=QKSOkcRO5PY"

Mais uma pré temporada. Se bem que esta finalização é diferente porque tem obstáculo. Ainda assim, os ganhos deste tipo, são menores aos ganhos com oposição. Mesmo que isto seja completamente diferente do treino do Mano, e tenha ganhos maiores. Ao nível da finalização claro, porque tudo o resto é zero, ao nível técnico e de tomada de decisão. Este tipo de treino, como disse o Masterzen, serve para afinar, sobretudo dar confiança. O Rooney já sabia chutar muito bem antes de ter chegado ao UTD. Como quase todos os ingleses. É uma questão cultural, assim como no Brasil é a cultura do drible. E agora, em Espanha, o passe.

"https://www.youtube.com/watch?v=6JC0Kun9n7c"

Mais um exemplo de treino de capacidades físicas. Neste caso na paragem de inverno do campeonato alemão.

"https://www.youtube.com/watch?v=uZ-UNDxD-qI"

Mais do mesmo amigo. Isso não melhora a técnica para o jogo.

Portanto, se perguntares aos treinadores em questão eles te dirão, que treinam coordenação, velocidade, força, agilidade, resistência, etc. Tudo contextualizado para o futebol. Talvez até algumas nuances específicas do modelo de jogo, mas o objectivo não é melhorar a técnica.

Sabes o que eu faria com um jogador sénior que quisesse aprender a driblar? Metia-o a driblar um jogador/es sub 15, depois sub 17, depois um sub 19...

"Qual é a diferença desses treinos para o do Corinthians, a falta dos “pinos”?! O Corinthians estava sem verba para os PINOS?!"

É o contexto. Período preparatório da época. Fase de competição. Objectivo do treino... Melhorar o quê? Tudo isso torna as coisas diferentes. Enquanto uns preparam a equipa para o esforço, outros preparam da mesma forma a equipa para o jogo, pensando claro que estão a conseguir ganhos, ao nível daquilo que vai ser o jogo.

"VC COMO PROFESSOR SABE Q A PRINCIPAL COISA EM UM EXERCÍCIO É O FEEDBACK!!"

Não concordo. Concordo que o feedback é o mais importante se as condicionantes forem adequadas, se assim não for, nem o feedback o pode salvar. E isso já me aconteceu muitas vezes. Ter que parar o exercício, para mudar regras, ou fazer outro, porque estava mal construído.

"•Os pinos podem ficar em fila, ou aleatoriamente!
•Separados com a mesma distância, com distâncias diferentes!
•Vc pode passar por cima dele, ou não pode passar!
•Usa-se a perna esquerda, direita ou com as duas pernas!
•E acima de tudo marca-se o tempo q o garoto consegue fazer a tarefa, pois ele será importante pra motiva-lo a baixar!!"

Concordo com os ganhos na fase inicial da relação com a bola. Depois disso os estímulo é demasiado básico, e os ganhos, são para as capacidades que referi acima, sobretudo físicas. Coordenação, agilidade, velocidade, aceleração, força, resistência, etc...

Roberto Baggio disse...

"Ou seja, são inúmeros exercícios, dezenas, talvez centenas com um único objetivo de dar controle ao jogador, q ele saiba qual força imprimir pra determinada situação, q ele saiba acelerar e diminuir a aceleração sem perder o CONTROLE DA BOLA!!"

Repito, isso tem tudo de estar relacionado com o jogo (entenda-se adversário). Porque a força necessária, ele vai saber calcular consoante a situação. E no jogo tudo vai ser diferente. Quando acelerar, quando travar, para onde ir, etc. E tu, no treino, ao repetires 10,15,50,100 vezes a mesma estação, não o estás a ajudar no que ele precisa. Repito novamente o que já disse. O Brasil, e o nível técnico aí, tem pouco ou nada a ver com o treino. E tem muito, ou tudo, a ver com a cultura de futebol de rua (jogado em campos de futebol, em condições muito adversas como na praia, em estradas mal tratadas, em pisos de terra irregulares, em terrenos inclinados, nas estradas onde passam carros, pessoas, etc), e com a cultura de futebol de sala.

"O Garrincha já fazia isso na década de 50! Não há mistério em driblar quando vc tem controle sobre a bola!!"

Então por que motivo o Xavi não dribla? É uma questão de percepção, e de criatividade, como disse o o Gonçalo. Os brasileiros estão mais atentos a esse tipo de estímulos por questões culturais (drible é a marca do Brasil), o Xavi é maluco pela precisão do passe, por facilitar a recepção ao colega. Não é assim tão linear.

"Ronaldinho falou sobre o treino solitário"

Nessa mesma entrevista o Lucas explica isso. É uma questão de confiança. Se não tiveres confiança não consegues driblar. Bem verdade. E o Ronaldinho não se sentia tão confiante sem o treino descontextualizado. Assim como o Zanetti e o Cristiano Ronaldo sem o treino de ginásio, assim como o Romário sem sexo. São questões mentais, e de confiança. Não são técnicas.

Abraço