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quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Estratégia. Sporting. E os golos do Derby

Ponto prévio: Esta análise em nada belisca todo o mérito que Leonardo Jardim tem, no excelente trabalho com a equipa do Sporting. De realçar também, que há mais mérito do Benfica, pela excelente organização que demonstrou e pela diferença de qualidade individual, que demérito do Sporting.

O Sporting foi incapaz de jogar, defensivamente, como faz habitualmente. Não pressionou os centrais do Benfica, e com o bloco intermédio, foi fácil para Garay encontrar colegas em apoio ou em profundidade.
Fejsa conseguiu dar grande segurança e encontrar soluções para circular na linha defensiva, uma vez que Adrien nunca o acompanhou, como é normal no modelo do Sporting, na 1ºfase de construção adversária.
A entrada de Slimani no onze, pareceu-me ser uma estratégia de Jardim, para fechar os dois centrais do Benfica, não deixar Fejsa enquadrar, e fazer Enzo baixar. Ficaria dessa forma a saída curta, e com muita gente na pressão por parte do Sporting. Assim, o Benfica correria mais riscos, jogando quase que HxH no meio campo defensivo, sem conseguir enquadrar. Essa pressão por parte do Sporting levaria a que o jogo do Benfica fosse menos apoiado e mais vertical, desde o primeiro momento.
Outra possibilidade, seria a já utilizada estratégia de Vítor Pereira. Colocar Slimani para fechar Garay, "obrigando" a bola a entrar em Luisão (que tem maiores dificuldades técnicas), para aí sim pressionar o capitão do Benfica.
Ofensivamente, Slimani seria "importante" para contornar a pressão do Benfica sobre os centrais do Sporting, jogando directo, e para dar maior agressividade nas zonas de finalização.
Foi uma aposta que não teve sucesso, uma vez que a pressão foi inexistente, e o jogo directo que seguia para Slimani era facilmente anulado por Luisão.

"Tínhamos uma estratégia para apresentar no domingo e não íamos voltar atrás. Mantivemos a decisão que trabalhámos, não seria positivo inverter a situação. Mas não foi devido à estratégia que perdemos o jogo. Foi pela nossa incapacidade de ter a bola e pressionar. Entrámos muito mal no jogo, demos iniciativa ao Benfica e não conseguimos ter bola nem construir transições e isso marcou a diferença."

"Jogámos com o Montero mais atrás mas não foi devido à estratégia. A equipa manteve a ideia de jogo mas entrou receosa, deixou o adversário tomar conta do jogo e isso foi fatal."

Leonardo Jardim explica que a estratégia não funcionou porque os jogadores entraram receosos, aqui, e aqui. Com bola o Sporting não foi capaz de criar situações de golo, derivado das alterações que fez no onze inicial. Ficou à vista a falta de dinâmica ofensiva, pela falta que os movimentos de Montero (Como homem mais avançado, em apoio pelo corredor central e em ruptura pelo corredor lateral) e A.Martins (Como segundo avançado, em ruptura pelo corredor lateral) fizeram.

Por outro lado, Jesus parece ter preparado a equipa para duas formas diferentes do Sporting abordar o jogo. Penso é que não esperava tanta passividade dos avançados, com os seus centrais a conseguirem jogar como queriam. Independentemente da estratégia que Jesus preparou, o Sporting não abordou o jogo da melhor forma, como se percebeu pelas palavras de Jardim.

"Não me surpreendia, tinha passado a ideia à equipa na véspera do jogo que havia duas hipóteses. Acho que o treinador do Sporting, face ao que aconteceu na Taça de Portugal, pensou bem."

Depois, Jesus, deixa mais um indicador claro que o Sporting joga na maior parte do tempo com uma dupla de avançados. Sendo que habitualmente Montero é o homem mais avançado, e A.Martins é mais um segundo avançado do que um médio ofensivo. Portanto, Jardim não alterou estruturalmente nada, apenas mudou as características dos jogadores que ocupavam cada posição.

"Pensei como ele poderia pensar. Foi uma decisão inteligente mas o Benfica estaria adaptado a qualquer sistema que o Sporting apresentasse. Não é mesma coisa jogar com Slimani e Montero ou com Montero e André Martins."


Os destaques do Sporting vão para Montero e A.Martins, pelo que deram à equipa com bola. E, sobretudo, para Eric Dier. Foi o melhor médio do Sporting sendo que não é a sua melhor posição, mas também foi o melhor defesa em campo, sendo que não jogou na linha defensiva. Se os seus colegas tivessem a cultura e agressividade posicional que ele demonstra, a qualidade a sair com bola, e a forma inteligente como defende no 1x1, certamente que poderiam ter sido menos os problemas causados pelo Benfica. Quanto a mim, a melhor unidade em campo do Sporting.

15 comentários:

Joel disse...

o Futebol é muito mais do que os jogadores...mas a única maneira de conseguir vencer este benfica seria com:

Patricio
Cédric, Eric Dier, Rojo, Piris
André Martins
Vítor Adrien
Carrillo Montero (Wilson, Mané, Heldon)

Anónimo disse...

Houve demasiado Benfica para tão pouco Sporting. E acho que a principal diferença não foi nas individualidades (ainda que haja uma grande diferença), foi principalmente nas transições defensivas de uma e outra equipa. O Benfica consegue defender como poucas equipas as transições, quer tenha muitos ou poucos elementos atrás da linha da bola. No Sporting, cada contra-ataque é um ai jesus.. Poucos são aqueles que sabem o que fazer e o fazem com agressividade. Rojo apesar de estar melhor, ainda tem demasiadas falhas posicionais. Tal como o Luisão muitas vezes sái da linha defensiva para pressionar e não deixar enquadrar, há sempre alguém que vai compensar a linha defensiva (fejsa ou lateral), e sabe que ou funciona a pressão ou tem de fazer falta. Já o Rojo sái, ninguém compensa e a pressão é ineficáz.

Incrível como no lance do enzo caiem em cima do Dier quando o deixaram pendurado em frente ao Enzo. Bastava uma cobertura eficáz para que o remate fosse uma má opção e aí, Dier já tinha feito um excelente trabalho..

Boa análise, como sempre!

Sérgio

Gonçalo Matos disse...

Não compreendi se destacas Montero e Martins pela positiva, mas de qualquer forma isso ilustra bem o que foi a qualidade ofensiva do Sporting no jogo. Pessoalmente fiquei desiludido com o Martins, variadas vezes o Cedric foi obrigado a bater longo por não ter linha de passe nem junto à linha nem num espaço interior. Claro que com bola o Martins desequilibra, mas raramente a teve, para aquilo que eu esperava dele e para aquilo que talvez o Sporting precisasse (em função da sua qualidade técnica e táctica).

Pra finalizar, acreditas que esta opção de jogar com os dois pontas se manterá? Parece-me que a equipa pressiona muito melhor com Slimani/Montero e Martins

Um abraço

Anónimo disse...

o dier foi o melhor sim senhor, principalmente depois de andar a procura dos rins loool

Roberto Baggio disse...

Sérgio,

Sim. Os que nada vêm, rasgam o Dier. Ainda por cima, ele da-lhe sempre o pior pé, pela forma como orienta os apoios em contenção. Completamente abandonado. E 1x1, para quem sabe alguma coisa disto, a vantagem é "sempre" para quem ataca, tal é a proximidade da baliza. Continuem a rasgar o melhor central do Sporting, pode ser que queimem o puto.

Quanto as transições, concordo. O Sporting, ainda não tinha defrontado (nem o próprio Benfica), uma equipa com tanta qualidade a jogar em ataque rápido. E isso expõe muito as debilidades dos Leões, que são o fraco nível "táctico" que têm os homens que mais vezes são apanhados em transição. Enquanto que no Benfica já é diferente. Muitos anos a defender em inferioridade, muitos treinos por cima disso.

Gonçalo,

Sim. Elogiei pelo que deram com bola. Sem bola, mesmo as desmarcações do Montero foram muitas vezes más. Depois, Jesus fechou muito bem o corredor lateral. Para além de pressionar o lateral, com um avançado, colocava um ala, e um médio nas coberturas, e quando esses eram ultrapassados, saia sempre outro. "Nunca" esteve em contenção durante muito tempo, quase nunca deu tempo e espaço para pensar. Mas concordo que Martins não abriu as melhores linhas de passe.
De resto, continuo a achar que ele devia fazer o papel do Adrien.

Joao disse...

No momento em que escreves "Dier sempre focado..." passam-se pelo menos 5 segundos (segundo 40 até 45) desde que o Adrien foi pressionado pelo Fejsa e que se vê que ou perdia a bola ou sofria falta até o Dier reagir.
Durante todo esse tempo o Dier não foi capaz de se aproximar para oferecer uma cobertura ofensiva e posteriormente, após perda de bola, oferecer cobertura defensiva. 5 segundos para ler esta necessidade? Como é óbvio permitiu que a equipa do Benfica conseguisse a superioridade numérica naquela zona e ganhasse a bola com tranquilidade, podendo construir de imediato a sua acção ofensiva "sem oposição".
Com esta demora toda, chega atrasado à contenção que deveria efectuar ao Maxi, permitindo o cruzamento (e que cruzamento!).

No 2º lance é ridícula a forma como não lê a necessidade de compensar imediatamente o Rojo. O Rojo sai ao segundo 14 e o Dier inicia o movimento de compensação ao segundo 18.

4 ou 5 segundos em qualquer nível competitivo são uma eternidade. Neste nível então é "golo certo".

Que ele pode vir a melhorar? Pode. Que isto pode ser provocado por falta de ritmo? Duvido, até porque se a 2ª acção poderia ser toldada pelo cansaço acumulado, na 1ª não tem justificação.

Cumprimentos.

Roberto Baggio disse...

"No momento em que escreves "Dier sempre focado..." passam-se pelo menos 5 segundos (segundo 40 até 45) desde que o Adrien foi pressionado pelo Fejsa e que se vê que ou perdia a bola ou sofria falta até o Dier reagir."

O Dier estava em cobertura, mas sempre a assegurar o espaço à frente dos centrais. O Adrien é que nunca pensou orientar o jogo para outro lado, tendo visto que chegava a contenção.

"Durante todo esse tempo o Dier não foi capaz de se aproximar para oferecer uma cobertura ofensiva e posteriormente, após perda de bola, oferecer cobertura defensiva."

A distância relativa entre eles, tendo em conta que jogavam apenas os dois no meio campo parece-me francamente boa. Mas é a minha opinião, claro que posso estar errado.

"5 segundos para ler esta necessidade? Como é óbvio permitiu que a equipa do Benfica conseguisse a superioridade numérica naquela zona e ganhasse a bola com tranquilidade"

Se ele se aproximasse mais, deixava de garantir a referência de posicionamento quando se trabalha com dois médios. A minha é, um na bola (com ou sem ela), e outro no espaço à frente dos centrais.
E depois o Benfica recuperou a bola num 1x1. Não houve superioridade nenhuma ali. É Adrien, e Fejsa.

"podendo construir de imediato a sua acção ofensiva "sem oposição".

Depois de Adrien perder a bola, Maxi desmarca-se, Heldon não acompanha, Fejsa joga no ala do Benfica e fica uma situação de 2x1 contra o Sporting, e aí, bem, Dier reage. Antes disso, não vejo o porquê de abandonar o corredor central.

A hipotese que tu pões, para mim, só faz sentido se a linha defensiva tivesse subido e encurtado os espaços assim que Adrien perde a bola, uma vez que Fejsa estava de costas. Com espaço que há entre a linha defensiva, e a linha do Piris (que sai posteriormente na contenção), Dier está bem posicionado.

"No 2º lance é ridícula a forma como não lê a necessidade de compensar imediatamente o Rojo. O Rojo sai ao segundo 14 e o Dier inicia o movimento de compensação ao segundo 18."

Não concordo novamente. Primeiro porque quem deveria compensar Rojo era a linha de 3 por trás dele. E se isso tivesse sido feito, Dier chegaria "a tempo" ao lugar de Maurício. Segundo, porque vendo da inépcia dos seus colegas, e tendo percebido a asneira (buraco) teve de lá ir fazer um movimento mais brusco. Terceiro porque ele inicia o movimento no segundo 16, assim que a bola entra no corredor lateral, nunca negligenciando os espaço à frente da defesa! Portanto 2 segundos.

Quanto ao resto das apreciações, quem parecia ter falta de ritmo, eram exactamente os elementos que mais jogam. Adrien, Cedric, Rojo, etc...

cumprimentos

Gito Bastos disse...

João, no 1º golo os erros são de Cedric e Adrian. Claramente!
Maior culpa para Adrian que força o 1x1 sem ter cobertura ofensiva. E ainda por cima arrisca o 1x1 para atacar o corredor lateral (mesmo que tivesse sucesso que vantagem ganharia a equipa com isso?)
No 1º golo parece-me que Piris tb não esteve muito bem... foi à cão e saiu à gato. Não tinha necessidade de fazer tanta pressão... seria preferível fechar por dentro e dar a linha a Gaitan para que a equipa pudesse recuperar

Joao disse...

“O Dier estava em cobertura, mas sempre a assegurar o espaço à frente dos centrais. O Adrien é que nunca pensou orientar o jogo para outro lado, tendo visto que chegava a contenção.
A distância relativa entre eles, tendo em conta que jogavam apenas os dois no meio campo parece-me francamente boa. Mas é a minha opinião, claro que posso estar errado.”
Mas poderia estar claramente a descair para o corredor, já que o Markovic estava dentro do grande círculo e o A.Martins vinha a fechar dentro. Se ele estivesse nesta posição, teria conseguido impedir a progressão do Benfica.
http://s7.postimg.org/4llphgnru/Untitled.jpg
O Adrien decidiu mal porque ia meter-se numa zona onde ia estar sempre em inferioridade numérica devido à presença do Enzo (que não desceu mais assim que se apercebeu que o Fejsa ganharia o lance, oferecendo de imediato uma linha de passe)

“Se ele se aproximasse mais, deixava de garantir a referência de posicionamento quando se trabalha com dois médios. A minha é, um na bola (com ou sem ela), e outro no espaço à frente dos centrais.
E depois o Benfica recuperou a bola num 1x1. Não houve superioridade nenhuma ali. É Adrien, e Fejsa.”
Se a equipa adversária tem os dois médios centro no corredor lateral, para que fica um dos teus médios à frente da defesa? Esse médio deve oferecer cobertura defensiva, o médio ala fechar por dentro (coisa que o A.Martins iria fazer) e um dos avançados impedir a variação do centro de jogo através da cobertura ofensiva (coisa que o Slimani não fez).
Quanto à superioridade, é Adrien-Feja, Heldon-Maxi e Enzo a aproximar (que como referi em cima cessa o movimento assim que se apercebe que a equipa vai recuperar a bola)

“Depois de Adrien perder a bola, Maxi desmarca-se, Heldon não acompanha, Fejsa joga no ala do Benfica e fica uma situação de 2x1 contra o Sporting, e aí, bem, Dier reage. Antes disso, não vejo o porquê de abandonar o corredor central.”
Para mim já reage tarde, mas são opiniões e respeito.

“A hipótese que tu pões, para mim, só faz sentido se a linha defensiva tivesse subido e encurtado os espaços assim que Adrien perde a bola, uma vez que Fejsa estava de costas. Com espaço que há entre a linha defensiva, e a linha do Piris (que sai posteriormente na contenção), Dier está bem posicionado.”
A defesa do SCP subiu a trote em vez de procurar reduzir a profundidade e aproximar sectores, mas compreendo que o tenha feito pois os avançados do Benfica eram mais rápidos que eles e arriscavam ser apanhados em contra-pé.

“Não concordo novamente. Primeiro porque quem deveria compensar Rojo era a linha de 3 por trás dele. E se isso tivesse sido feito, Dier chegaria "a tempo" ao lugar de Maurício. Segundo, porque vendo da inépcia dos seus colegas, e tendo percebido a asneira (buraco) teve de lá ir fazer um movimento mais brusco. Terceiro porque ele inicia o movimento no segundo 16, assim que a bola entra no corredor lateral, nunca negligenciando os espaço à frente da defesa! Portanto 2 segundos.”

Quando jogas com um adversário com 2 avançados, se um central se desposiciona por um movimento que não é realizado por um desses avançados, é necessário que alguém (neste caso o Dier) rapidamente ocupe o lugar desse central. Concordo que poderia ser o Maurício a compensar Rojo e Dier a compensar Maurício.
Quanto ao tempo de reacção, ele começa a sprintar ao segundo 17 (e não 18 como disse antes) o que ainda assim, na minha opinião, é muito tempo para reagir (3 segundos).

Cumprimentos

Joao disse...

"João, no 1º golo os erros são de Cedric e Adrian. Claramente!
Maior culpa para Adrian que força o 1x1 sem ter cobertura ofensiva. E ainda por cima arrisca o 1x1 para atacar o corredor lateral (mesmo que tivesse sucesso que vantagem ganharia a equipa com isso?)
No 1º golo parece-me que Piris tb não esteve muito bem... foi à cão e saiu à gato. Não tinha necessidade de fazer tanta pressão... seria preferível fechar por dentro e dar a linha a Gaitan para que a equipa pudesse recuperar"

Claro que o Adrien tem culpa, foi-se meter na boca do lobo, mas também porque a reacção do Fejsa foi fantástica e retirou-lhe qualquer possibilidade de iniciativa. Mas tu próprio afirmas que faltava cobertura ofensiva, coisa que o Dier deveria ter oferecido.

E do Cedric nem vou falar.

O Piris julgo que escorregou. Poderia ter-se defendido e "guardar a posição" mas...

Roberto Baggio disse...

"Mas poderia estar claramente a descair para o corredor, já que o Markovic estava dentro do grande círculo e o A.Martins vinha a fechar dentro. Se ele estivesse nesta posição, teria conseguido impedir a progressão do Benfica.
http://s7.postimg.org/4llphgnru/Untitled.jpg"

Para o vídeo no segundo 16. Quando Maxi recebe a bola.
Achas que o posicionamento do Martins garante o corredor central?
E se o Fejsa opta por uma solução qualquer que faça a bola entrar rapidamente no Markovic? Ou mesmo se o próprio Maxi decide logo por procurar o Markovic? Não achas essa situação muito mais prometedora, Jogador com espaço, enquadrado, de frente para a linha defensiva contrária? É nisso que estou a pensar. Que uma bola ali, é pior que um cruzamento. Ainda para mais, pensando que ele tem duas linhas de passe na sua frente de profundidade, a esquerda e a direita.
Reitero, tem a ver com o que acho que são zonas vitais e que devam ser protegidas, prioritariamente.

"Se a equipa adversária tem os dois médios centro no corredor lateral, para que fica um dos teus médios à frente da defesa?"

Penso que respondi acima. Não me parece que Martins ou Dier fossem capazes de evitar a progressão do Markovic, por exemplo, caso a bola entrasse nele, tal é a distância relativa entre eles. E isso, para mim, é mais difícil de defender do que um cruzamento. Homem de frente para a linha defensiva.

"A defesa do SCP subiu a trote em vez de procurar reduzir a profundidade e aproximar sectores, mas compreendo que o tenha feito pois os avançados do Benfica eram mais rápidos que eles e arriscavam ser apanhados em contra-pé."

Entendo isso, mas o Fejsa estava de costas. Mas como tenho dito ao longo de toda a minha resposta, elas são baseadas no meu modelo, seria assim que indicaria aos meus jogadores para adaptar.

Quanto ao resto, concordo que devam acontecer compensações, mas para que não se perca tempo, essas devem ser feitas pelos jogadores mais próximos do "buraco", os outros adaptam. Mas lá está, novamente questão de modelo.

cumprimentos

Gito Bastos disse...

Também não me parece que Dier estivesse mal posicionado.
Admito que pudesse ter reagido um pouco mais cedo… (meio segundo, 1 segundo?! parece-me irrelevante tendo em conta o contexto)
A forma como defensivamente se comportou (contra este Benfica, na posição 6 e sem jogar regularmente) tiraram-me quaisquer dúvidas que pudesse ter em relação à sua qualidade.
Como disse, se Piris se tivesse resguardado provavelmente Lima (há pouco disse Gaitan, mas penso que era lima) não soltaria de 1ª em Maxi e aí Dier teria chegado bem a tempo.
Piris, Rojo, Maurício e Cedric ... Não há milagres :)
Mas parece-me que LJ também esteve muito mal... para além de tudo aquilo que o post refere… fico sem perceber o porquê de Heldon
Não o conheço (apesar daquele lance na esquerda em que passa por 2 mostra muita coisa… burro, burro, burro!) mas parece-me que a única coisa que poderia acrescentar era a velocidade em transição ofensiva. Principalmente quando tivesse meio campo para “galgar”.
Se a ideia era pressionar à saída dos centrais, tendo assim a equipa tão estendida em campo, qual é a logica disto? (supondo que LJ colocou Heldon a pensar nas transições ofensivas)
Não seria preferível o Sporting ter abdicado dessa pressão que estica tanto a equipa? ou pelo menos faze-la um pouco mais atrás.

Roberto Baggio disse...

Gito,

"Se a ideia era pressionar à saída dos centrais, tendo assim a equipa tão estendida em campo, qual é a logica disto? (supondo que LJ colocou Heldon a pensar nas transições ofensivas)
Não seria preferível o Sporting ter abdicado dessa pressão que estica tanto a equipa? ou pelo menos faze-la um pouco mais atrás."

O LJ diz que os jogadores tiveram receio, e não cumpriram com a estratégia treinada. Está lá nas declarações dele, pelo meio do artigo.

"Mas parece-me que LJ também esteve muito mal... para além de tudo aquilo que o post refere… fico sem perceber o porquê de Heldon"

Concordo. Sobretudo por Heldon. Sou muito crítico quando jogadores chegam a meio do processo e são logo lançados às feras (jogos a doer do campeonato). Nem com Matic foi assim, e o sérvio tem o conhecimento do jogo que sabemos.

Quanto ao resto, acredito no Jardim, até prova em contrário, foram os jogadores que ficaram constrangidos.

Anónimo disse...

Roberto Baggio
“Para o vídeo no segundo 16. Quando Maxi recebe a bola.
Achas que o posicionamento do Martins garante o corredor central?
E se o Fejsa opta por uma solução qualquer que faça a bola entrar rapidamente no Markovic? Ou mesmo se o próprio Maxi decide logo por procurar o Markovic? Não achas essa situação muito mais prometedora, Jogador com espaço, enquadrado, de frente para a linha defensiva contrária? É nisso que estou a pensar. Que uma bola ali, é pior que um cruzamento. Ainda para mais, pensando que ele tem duas linhas de passe na sua frente de profundidade, a esquerda e a direita.
Reitero, tem a ver com o que acho que são zonas vitais e que devam ser protegidas, prioritariamente.”
Pela forma como o Fejsa tem os apoios (na imagem que coloquei) e considerando que não arrisca um passe para a defesa (porque estava lá Slimani), a única opção era jogar com Maxi (arriscado porque Heldon podia interceptar) ou jogar na frente (coisa que fez).
O Maxi podia procurar o Markovic (agora falando seriamente, é algo que o Maxi nunca faria porque quando começa a correr só vê corredor) e é verdade que o A.Martins teria que fechar ainda mais dentro para evitar o perigo (o seu posicionamento não é totalmente certo) mas o que é que o Dier fez durante toda a jogada? Não ofereceu cobertura ofensiva nem defensiva, não evitou a construção da acção ofensiva, não conseguir realizar contenção (veio atrasado) e não evitou a criação de uma situação de finalização.
Garantiu equilíbrio defensivo? Talvez. À custa do quê? De um posicionamento, na minha óptica, totalmente incorrecto.

Serão sempre opiniões e compreendo o que dizes, mas não concordo.


Gito Bastos
“Admito que pudesse ter reagido um pouco mais cedo… (meio segundo, 1 segundo?! parece-me irrelevante tendo em conta o contexto)
A forma como defensivamente se comportou (contra este Benfica, na posição 6 e sem jogar regularmente) tiraram-me quaisquer dúvidas que pudesse ter em relação à sua qualidade.”
1 segundo mais cedo e teria evitado o cruzamento do Maxi.
2 segundos mais cedo e estaria próximo de Rodrigo levando a que, possivelmente, Maxi não efectuasse o passe.


Relativamente ao Dier a minha opinião é que terá claramente que treinar a velocidade de reacção e capacidade de leitura de indícios. O posicionamento não vou criticar porque não jogou onde se sente confortável.

Gito Bastos disse...

Quando referi: parece-me irrelevante tendo em conta o contexto: referia-me exatamente a isso.
Não jogou onde se sente confortável. E mais, mesmo considerando que reagiu tarde, a diferença do seu comportamento posicional e mesmo de reação para os restantes companheiros (tendo em conta que treinam todos o mesmo e com a mesma intensidade) é significativamente grande- para melhor.
Para além de que não joga com regularidade.