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sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Benfica, mudanças na construção

No início da época pediam-se algumas mudanças no modelo de jogo do Benfica. Nomeadamente na forma como a equipa ataca, em organização ofensiva.
Jesus fez algumas alterações no ataque posicional, não sendo por elas que a equipa deixa de ter propensão para combinar pelos corredores laterais. Mas só o facto de os Alas receberem a bola mais vezes por dentro, leva a que consigam causar muitos danos no jogo interior. Principalmente quando conseguem logo enquadrar e conduzir, derivado da sua capacidade individual. Nomeadamente Gaitan e Markovic.


17 comentários:

masterzen disse...


Este novo upgrade na ocupação de espaços do Jesus demonstra que ele está a muitos anos luz de ser um mestre da táctica.

Dois apontamentos :

1- Faz a saída do Barcelona mas mais parece aquela situação que todos já vivemos num teste, faltam dois minutos passam-te uma cábula e não tens tempo para escrever quase nada apenas o que estava sublinhado. Não consegue perceber que a linha de 3 com o médio é importante quando são dois avançados porque permite superioridade numérica. Pior que uma linha de 3 contra um avançado só aqueles que deixam a linha de 4 defesas para um avançado.

2- Acredito que daqui a cinco anos vamos assistir a permutas de posições mantendo esta ocupação no corredor central, se o ritmo de mudança se mantiver o mesmo.

Se com Matic a linha de 3 contra dois avançados era proveitosa agora com Fejsa vai ser mais complicado. Por norma os treinadores que utilizam esta saída tem como ideal de trinco um jogador de fino trato e muito inteligente nas decisões que toma.
Abraço e excelente post Romário.

MasterZen

Laranja disse...

O trinco ir ao meio dos centrais, ficar linha de 3, e laterais e largura máxima, com o extremos a vir mais para o interior é algo que é feito desde a tripla Luisão-Javi-David Luiz...

Romário disse...

Masterzen, sim. Já o Baggio tinha dito num post anterior que os médios baixarem para vir buscar só porque sim era mau.

http://possedebolla.blogspot.pt/2013/11/arrigo-sacchi-assombra-o-futebol-moderno.html

Abraço

Caro Laranja,

Estou curioso para que você comente o que se passou neste vídeo:

http://possedebolla.blogspot.pt/2013/08/djuricic-e-o-tenis.html

Ainda não tinham aprendido?
Há mais imagens de jogos do SLB no ano passado por aí espalhadas pelo blogue, outras pelo Lateral Esquerdo. Convinha que consultasse.

Abraço

Laranja disse...

O que há a comentar? Um jogo de preparação com o Napoli, em que o fizeram ou não. O que é certo é que quem acompanha TODOS os jogos do Benfica, desde de 2009, sabe que não é novidade ver em vários jogos na saída de bola o trinco ir para o meio dos centrais na saída em ataque organizado. Até à bem pouco tempo com Matic, e antes com Javi.

Anónimo disse...

Concordo com o Laranja, desde 2009 que vejo a trinco a baixar para vir buscar jogo, e o problema é mesmo o vir buscar jogo só porque sim e não uma situação utilizada quando a equipa adversaria utiliza 2 PL. Mesmo a procura por jogo mais interior por parte dos medio/ala já era utilizada pelo menos no primeiro ano de Salvio, aquando estava por emprestimo. Aliás acho que é o elemento do plantel do Benfica que melhor executa estes movimentos. Abraço e continuação deste excelente blog (assim como o lateral esquerdo)

Rui Dias disse...

nao entendi o objectivo deste post... o movimento que é comentado neste post é algo que acontece há quase 5 anos no plantel do Benfica gerido pelo JJ. Em todos os jogos praticamente desde o inicio de JJ no benfica esta é a saida de bola em posse que é utiliada pela equipa! Foi suspensa nos primeiros jogos do matic a seguir á saida do javi pois este tinha dificuldades em fazer o movimento dai que durante algum tempo a equipa praticamente tenha abolido a saida em posse optando normalmente pela saida pelo guarda redes em bola longa...

houve varias alterações no modelo do JJ nos ultimos meses mas este nao foi seguramente um deles...muito pelo contrário...foram vários os jogadores a mutar a sua forma natural de sair para se adaptar á saida em posse da equipa (Matic, Amorim, etc)...

Roberto Baggio disse...

Bom,
Deixem-me explicar o que eu li no post do Romario:

A novidade é: "independentemente do número de adversários, um dos médios fazer sempre a linha de 3." Essa é a novidade.
E há mais: O timing em que ala entra entre linhas, é só, só, quando o central conduz. Até lá, deixa o espaço vazio. Mas ainda há outra novidade, que é, os alas, hoje em dia, recebem basicamente a bola no corredor central E poucas vezes nas alas. Nas alas só mesmo no último terço. E mais, os alas deixaram de fazer tantas desmarcações em profundidade e são mais participativos na Construção. Isto, claro, para quem acompanhou todos os jogos do Benfica no ano passado, e quase todos deste ano. E é esse o termo de comparação.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Rui Dias e Laranja o Matic não recebia no meio dos centrais apenas quando estes eram pressionados! Foi a grande evolução posicional que existiu quando saiu o Javi e que permitia circular a bola com mais apoios no sector médio e em espaços interiores.

PP disse...

Li um pouco esta caixa de comentários, e tenho de dar razão ao leitor Laranja.

O que o Romário escreveu não é novidade no modelo de jogo do Jesus no Benfica.

Pode ser é uma novidade, o presente grupo de jogadores conseguir replicar esses movimentos no jogo...

Daí toda esta confusão e discussão.

Por outro lado, isto deveria abrir um debate mais enriquecedor sobre o que é o modelo de jogo idealizado pelo treinador e o modelo real (e actual) que ele tem implementado na equipa.

Estou certo que todos os treinadores do mundo gostariam da sua equipa jogar como joga o Barcelona de Guardiola ou o actual Bayern de Munique, ou a Laranja Mecânica de Cruijf. Contudo, e atendendo ao trabalho que o Mourinho no Chelsea tem feito, é preciso ser realista e pragmático na construção do tal modelo de jogo ideal... até porque a vida de treinador também está sempre a ser constantemente avaliada pelos resultados...

Uma excelente proposta de jogo é a do Liverpool, que apenas com 3 jogadores + 1 (médio ou lateral) consegue criar grandes dificuldades em equipas de jogo baseadas num futebol mais apoiado.

Brendan Rodgers está de parabéns pelo trabalho desenvolvido na terrível dupla de atacantes formada por Sturridge e Suarez, mas também pelo enorme desenvolvimento de Coutinho (o que tem crescido este menino) e o Sterling. Faltará ao Liverpool um pouco mais de banco... mas, bolas! Excelente trabalho Rodgers! Se tiver a sorte de não ter nenhum destes lesionado, sem competições europeias, o Liverpool é um sério candidato na segunda volta, pois vai receber praticamente todo o mundo!

Anónimo disse...

Gabriel Alves on fire!

Unknown disse...

Quando vi este vídeo lembrei-me dos vários posts daqui do blog:

http://www.record.xl.pt/multimedia/videos/interior.aspx?content_id=867453

Faz-me confusão que um suposto bom treinador numa grande equipa, insista num método que claramente se vê que não funciona.

As instruções pareciam claras: atacar pelo corredor e cruzar... mesmo estando 1vs5 na área.

João disse...

Uma pré-análise ao derby, com os onzes de Domingo é que era :D

Edson Arantes do Nascimento disse...

Sobre este jogo em concreto (refiro-me às imagens utilizadas) gostava de saber a opinião dos ilustres relativamente ao André Gomes...

Romário disse...

Unknown, já tínhamos aqui analisado o United, no início da época, e fomos continuando a dizer que Moyes era demasiado britânico. Bola na linha, cruzamento. Não sabe mais.

Jõao,
O Lateral Esquerdo já o fez.

Edson,

Do que vi, pareceu-me melhor que o Rúben. Com mais critério com bola, a tentar combinar com os colegas, procurar jogadores entrelinhas, conduzir com espaço para fixar, etc. Quanto ao posicionamento, notam-se melhorias significativas, sobretudo porque tenta sempre posicionar-se da melhor forma. Ainda não tem a melhor velocidade de perceção, mas já se nota que sabe onde se colocar, quando sair na pressão, etc. Treinar com os seniores tem-lhe feito muito bem, pode ser que evolua no sentido correcto.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Sobre os posicionamentos estou de acordo contigo, com bola estou em completo desacordo. Erros atrás de erros, neste jogo.

Más recepções atrás de más recepções. Decisões sem critério e algumas delas verdadeiramente desesperantes. Repito: neste jogo.

Não estou a tirar conclusões gerais. Mas no jogo contra o Penafiel o André demonstrou, na minha análise, os problemas que sempre tem demonstrado.

E digo isto correndo o risco de me contradizer. É que eu recordo o jogo dele em Barcelona e lembro-me que teve pormenores de muita qualidade. O mesmo aconteceu poucos dias depois em Alvalade (Benfica ganhou 1-3). Isto deu origem a um debate no ressuscitado LE em que o Miguel ou o PB (um deles, não me lembro qual) malhava forte e feio no André e eu defendia-o.

No entanto, com o passar dos jogos, tenho de reconhecer que eles tinham razão.

Romário disse...

Eu não concordo com isso, aliás, olhando para a tomada de decisão dele, melhorou e muito. E repito, esteve muito, mas muito melhor que Rúben, que neste jogo, parecia só conhecer um passe: Profundidade. Acho que posso fazer um vídeo dos toques dele na bola, e logo poderemos discutir.

Abraço

Edson Arantes do Nascimento disse...

Seria interessante Romário...