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quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Arsenal - Bayern


Será que alguém vai ter a lata de criticar Wenger? Será que alguém vai ter a lata de dizer que Wenger é um treinador defensivo?
Qual é a semelhança entre esta eliminatória, e a de 2009 entre Barcelona e Inter?!
Jogar contra a melhor equipa do mundo não é fácil. Mais difícil fica a jogar com 10 elementos.
E note-se que este Bayern ainda está longe do nível que o Barcelona tinha naquela altura.
Se calhar o melhor que Wenger poderia fazer seria mesmo imitar Mourinho. Abdicar completamente de um homem na frente, tirando Sanogo no lugar de Cazorla, uma vez que o avançado não ficou lá a fazer nada. Com domínio territorial que o Bayern ganhou, e com a necessidade de não perder a bola assim que a ganhasse, certamente que conseguiriam ter alguns momentos de posse, e colocar muito de vez em quando a linha defensiva alemã em sentido.




14 comentários:

João disse...

No 1º golo o Flamini tem o mesmo comportamento do Mertesacker, o que dá espaço e tempo para o Kroos rematar.

Roberto Baggio disse...

João,

De acordo, nem tinha reparado nisso.

masterzen disse...



Baggio,

Partido do principio que Mertesacker não deve acompanhar o movimento de ruptura, quem deveria fazê-lo o outro central?
É certo que a bola não foi centrada para o movimento de ruptura criado por Pizarro mas e se fosse quem deveria ir?
Sagna não deveria também ler o lance e fechar mais dentro?

Roberto Baggio disse...

Masterzen, ninguém deveria acompanhar. Deveriam estar todos alinhados com Monreal. Se o tivessem Pizarro já não faria um movimento tão amplo porque ficava em FDJ. E não o fazendo, qualquer jogador que estivesse na zona para onde ele se desmarcava, poderia chegar rapidamente, ou mesmo cortar o passe.
Sagna deveria estar bem mais fechado, mas está mais preocupado com o extremo do outro lado.

masterzen disse...


Baggio,

Uma pergunta off-topic, tenho reparado em muitos jogos (especialmente do campeonato português) que em situações de contra-ataque por exemplo 4c3 (falo de situações onde tem o meio campo ofensivo todo para percorrer) quem transporta a bola se não for um jogador com boa capacidade de decisão, se ninguém lhe sair a contenção normalmente atrapalha-se e bloqueia perdendo segundos importantes que ajudam a recuperação defensiva do adversário. Normalmente se sai alguém em contenção acabam muitas vezes por dar o passe certo quase como robotização.
Não será por vezes melhor fazer algo um pouco fora do guião em termos defensivos mostrando algo que o atacante não está a espera?
Este exemplo é para jogadores com alguns problemas técnicos não falo nas equipas de elite da Champions.

Roberto Baggio disse...

Masterzen,

Tens a defesa em superioridade, ou em inferioridade?

Se tiveres em inferioridade, o melhor será tentar fazer com que o jogador adversário entre em "crise de decisão", dando tempo para os teus colegas recuperarem. Alguns treinadores, são inclusivamente apologistas desse método em igualdade numérica, coisa que não critico.
Mas se estás em superioridade, deves sempre precipitar a decisão. Nomeadamente, fechando as linhas de passe mais interiores, "empurrando" e "convidando" o adversário a soltar o passe por fora, nas piores condições possíveis. Se ele for fraco tecnicamente, acho que vai ter mais insucesso sem espaço, do que com espaço.

DC disse...

Não concordo muito com a tua comparação e até vou defender Mourinho. Se Mourinho estava a defender um 3-1 e portanto ainda podia arriscar perder 1-0 e continuar a defender, já esta estratégia redundou num 0-2 que vale quase tanto como ser goleado.
Seria quase impossível fazer diferente claro, mas daí a dizer que o Arsenal usou a estratégia correcta, não concordo.

Quanto ao Bayern, continuo a achar bastante pobre a nível ofensivo. Não fosse a fabulosa capacidade do Kroos no remate de longe e pouco mais tinham criado além dos golos.
Já agora, Lahm é médio defensivo, lateral direito ou interior direito? Achas que o Lahm e o próprio Bayern ganham alguma coisa em tê-lo a saltar tanta posição?

O 2º golo, realmente incompreensível como se persegue um avançado que estava a ir para fora-de-jogo.

Roberto Baggio disse...

Eu não concordo com a estratégia de Wenger. Mas nisso não discuto. Estava apenas a realçar a dificuldade que é jogar com dez elementos contra uma equipa de posse e pressão. Aliás digo isso mesmo no texto, se fosse Wenger tirava o Sanago.

Quanto ao Lahm, acho que a melhor posição dele é lateral-direito. E não sei se ganham alguma coisa em tê-lo a mudar constantemente de posição. O jogador acho que não ganha.

Quanto ao Bayern, sim, de acordo. Continua a jogar muito por fora. Sempre que "arisca" jogar dentro cria perigo, mas os jogadores não se sentem confortáveis em jogar onde há pressão.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Muito mal o Bayern. Até à expulsão então foi a pior equipa que vi do Guardiola até hoje. Não controlaram a bola, não controlaram as transições, maus jogadores na defesa. De forma alguma foram, sequer, uma equipa razoável.

Não sofreram golos logo em 10 minutos simplesmente porque Neuer é um felino autêntico. Melhor guarda-redes do mundo disparado!

Sinceramente, ontem foi uma das minhas maiores desilusões nos últimos anos de futebol. O que se passa com o Guardiola? Está maluco? Ele que me envie um bocado do que anda a fumar porque deve ser bom e eu também gosto.

António Teixeira disse...

Dc não concordo contigo.

O Bayern criou muito perigo. Podemos revisitar o jogo e ver a quantidade de ocasiões de golo que criou; não digo que poderia criar menos ou mais em penetração pela zona frontal (nisso concordo contigo acho), mas a verdade é que ainda assim criou. Mais que o Barça contra o City, por exemplo.

Cumprimentos,
António Teixeira

Helder disse...

Tive a impressão que o Bayern deixou o duplo pivot de lado. Se se confirmar, poderá isto significar que, em jogos menos importantes, poderá Guardiola estar a tentar evoluir um duplo pivot, seja por motivos meramente pessoais, seja por ser mais adequado à sua equipa do que um 3-4-3?

Já agora, e visando o jogo de logo do Porto, terá o Porto + a ganhar com um meio campo constituído por Fernando, Herrera e Josué, ou por Fernando, Defour e Carlos Eduardo? Inclino-me pela primeira opção, por Josué ser bem melhor do que o CE, mas quanto à comparação Herrera-Defour fica a dúvida.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Até à entrada do Muller foi evidente o duplo-pivot - Martinez e Kroos.

Gonçalo Matos disse...

Pelo que percebi, criticaste a estratégia do Mourinho com o Inter, opondo-a a este jogo. Mas por outro lado, criticas a estratégia de Wenger e eu compreendo o teu argumento. A questão que coloco, seria, o que fazer? Tirando o ponta perdes qualquer hipotese de jogar longo e se saires a jogar apoiado estás a ser pressionado a 30 metros da tua baliza, com 70 metros de distancia ao outro GR e com menos um homem. O que fazer?

Roberto Baggio disse...

"Pelo que percebi, criticaste a estratégia do Mourinho com o Inter, opondo-a a este jogo."

Não. Pelo contrário. Elogiei a estratégia de Mourinho. Jogar com dez, contra uma equipa de posse e pressão, defensivamente, é fazer o que Mourinho fez. Proteger a largura com 2 jogadores e o corredor central com 3 jogadores.

". A questão que coloco, seria, o que fazer? Tirando o ponta perdes qualquer hipotese de jogar longo e se saires a jogar apoiado estás a ser pressionado a 30 metros da tua baliza, com 70 metros de distancia ao outro GR e com menos um homem. O que fazer?"

Carzorla, Ozil, Wilshire, Oxdale-Chamberlain, têm competência para sair a jogar sob pressão. Porque têm qualidade técnica e criatividade para isso. Saído da pressão era procurar Oxdale no 1x1, ou manter a bola, permitindo que a equipa subisse. Ora o problema do Arsenal foi exactamente pensar que podia sair a jogar longo, colocando o miúdo, Sanogo (que até nem esteve mal no jogo) em 1x3 contra jogadores tão fortes fisicamente quanto ele. O Arsenal não conseguiu sair uma vez longo no espaço (Porque Sanogo não velocidade para tanto), não conseguiu sair directo e apoiado, porque Sanogo perdeu constantemente os duelos. Então, ao menos, mantinha a bola, mantinha o Bayern mais tempo longe da baliza, e tendo a bola poderia sempre num ou noutro momento criar perigo. Coisa que não o fez, porque abdicou de ter bola.

Eu tirava o Sanogo, mantinha os 5 no meio campo. E o Oxdale com a confiança que estava, tendo tempo para ter bola podia sempre criar alguma coisa.