Posse de bola no Facebook

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terça-feira, dezembro 31, 2013

Que 2014 traga melhor futebol

O meus desejo para 2014 é que o futebol nacional melhore. Precisamos de melhor futebol para termos melhores jogadores. Que seja o ano da viragem relativamente a abordagem ao jogo e ao treino por parte de todos, para que no futuro possamos, todos, festejar títulos da nossa representante comum.

Relembro o motivo pelo qual iniciamos o blogue, para que continue bem vivo, futebol na sua vertente de treino, táctica e técnica:

Desenvolver capacidades em jogo,

"O jogo tem sempre, da forma como o vejo, os mesmo estímulos: Posição da bola em relação à nossa baliza ou à baliza adversária e posição dos meus colegas em relação à bola, à baliza adversária e à nossa baliza.
Então, torna-se lógico para mim que devo dotar os jogadores de capacidade de análise (percepção+processamento do estímulo) e resolução de problemas consoante o contexto específico (tomada de decisão).

O que defendo sempre é que a inteligência de jogo deve ser o foco de desenvolvimento do jovem jogador, deixando-a ser a semente que faz desabrochar as capacidades técnicas e físicas específicas do jogo. E o processo deve ser desenvolvido nesta direcção, com estas prioridades e nunca na oposta.
O que vejo muitas vezes é que se dá prioridade ou às capacidades técnicas, ou às capacidades físicas, ou às duas, relegando o conhecimento do jogo para última instância."

Quero agradecer ao grande esforço dos meus colegas por manterem o blogue vivo, e a vocês votos de grandes sucessos em 2014.

Gonçalo Matos
Ronaldinho
Fred
Cláudio
Savicevic

Quero também agradecer especialmente aos nossos "amigos", que nos seguem regularmente e interagem connosco na caixa de comentários ou por E-mail. São vocês que nos fazem verdadeiramente crescer, aprender, pensar, debater. É sobretudo por vocês que isto vale a pena. Muito obrigado pelo vosso tempo.

DC
Antônio
Edson
Rafael
Hertz
Signori
Masterzen
Bernard oZilva
Miguel Martins
GBC
JON
LGS
KAKA
Jorge
Gonçalo Teixeira
Pedro Mendes
Tsubasa

Que 2014 continue a trazer qualidade ao nível do que o Luís (obrigado amigo e bom ano) apresenta no Futebol é isto..., que traga de volta o PB e o Miguel Nunes (Deixa mas é de ser parvo e começa a escrever, mas não no facebook!) ao Lateral Esquerdo, que traga mais regularidade ao Nuno no Entre Dez, e que faça renascer Jorge D (O primeiro comentário do posse de bola é dele, só eu sei o quanto ele me ajudou com simples trocas de impressões) no Centro de Jogo.

Por fim, a todos os nossos leitores muito obrigado pela vossa opção, e pelas mais de 200 000 visitas.

 Aos meus grandes amigos Diogo Teixeira e Pedro Almeida um abraço especial.

Um óptimo 2014 a todos

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Ao virar do ano, destaque nacional e internacional

24 de Setembro de 2013, escrevia-se assim, por aqui: "Contra um adversário muito poderoso, conseguiu com muita organização, um resultado muito positivo, tentando, sempre manter a identidade da equipa. Com bola, o Estoril tenta sempre jogar. Sem bola, procura recuperar, de forma colectiva, com referências zonais."


1x4x2x1x3 de Marco Silva

Vagner (Estoril)

Cédric (Sporting)
Alex Sandro (Porto)
Luisão (Benfica)
Otamendi (Porto)

Gonçalo Santos (Estoril)
Matic (Benfica)

Evandro (Estoril)

Josué (Porto)
Gaitan (Benfica)
Jackson (Porto)

Suplentes do momento: Leonardo Jardim (Sporting) Hélton (Porto), Montero (Sporting), Diogo Viana (Gil Vicente), Adrien (Sporting), Danilo (Porto), Lucho (Porto), Mangala (Porto).


19 de Agosto de 2013 escrevia-se assim, por aqui: "Uma maravilhosa proposta de futebol de ataque de Brendan Rodgers!
Ainda que careça de muitas melhorias ao nível da transição defensiva e sobretudo da organização defensiva, o Liverpool mostra-se, na forma de atacar, como uma equipa muito pouco britânica.
Como defendemos, em ataque organizado, tem como primeira opção o jogo interior, seja por condução ou passe. Muitos apoios frontais e uma tentativa de fornecer linhas de passe sempre mais orientadas para o interior do que para o exterior."



1x4x4x2 de Brendan Rodgers

Cech

Baines (Everton)
Zabaleta (Man City)
Ivanovic (Chelsea)
Vertonghen (Tottenham)

Wilshire (Arsenal)
Yaya Toure (Liverpool)
Hazard (Chelsea)
Ramsey (Arsenal)

Aguero (Man City)
Ozil (Arsenal)

Suplentes do momento: Wenger (Arsenal), Szczesny (Arsenal), Rooney (Man Utd.), Coutinho (Liverpool), Townsend (Tottenham), Lallana (Southampton), Koscielny (Arsenal), Phil Jones (Man Utd).

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Luís Suarez

Steven Gerrard "On current form he's the best player in the world.
He (Suarez) is certainly the best striker out there. He's proving that with his minutes-to-goals ratio."

Lucas Leiva: "Ele está ao nível de Ronaldo ou Messi nesta altura. Suarez está entre os cinco melhores jogadores do mundo e acredito que pode ainda fazer melhor"

Emjogo: "Pertence a essa raça de génios, como Ibrahimovic, van Persie, Ribery, Robben, Iniesta ou Falcao que mereciam um reconhecimento suplementar"

Hoje, parece ser unânime para o mundo do futebol a "genialidade" de Luís Suarez. Pela notoriedade que o golo arrasta, para os adeptos da modalidade e como não poderia deixar de ser para os seus companheiros de equipa, a imensa qualidade do avançado uruguaio é incontestável.

Tinha, antes de decidir fazer um pequeno vídeo, uma opinião formada sobre Suarez, que decidi analisar no pormenor no último jogo que os reds fizeram na premier league. Não fiquei nada surpreendido pelo resultado da minha observação. Estão aí todos os lances em que Suarez toca na bola.
O tempo que tenho é pouco e como tal fiquei-me pela primeira parte, apenas.


Começando pelas declarações de Gerrard, percebe-se facilmente que o Uruguaio está muito longe de ser o melhor jogador do mundo. A única coisa em que o avançado do Liverpool é fora de série é na robustez e na finalização. Aí, como Ronaldo, tem mil e um recursos. E é disso que faz valer a maior parte do seu jogo. Num jogo como o de hoje, um jogador com estas características nunca poderá ser considerado a melhor individualidade em actividade.

Já Lucas, ainda que mais comedido nas declarações, está também muito longe da verdade. Primeiro porque ninguém está ao nível de Messi. Segundo porque Ronaldo é muito mais do que aquilo a que Suarez poderá almejar. Suarez é um jogador interessante para explorar a profundidade, abre boas linhas de passe pelo exterior e pelo interior, procura bem as zonas de finalização, tem uma técnica de remate muito interessante, e de vez em quando vai tomando boas decisões. Veja-se no vídeo a quantidade de vezes que ele tenta forçar situações de inferioridade numérica, ainda para mais quando está "encurralado" no corredor lateral. Não se pode, sobretudo, comparar Suarez com Ronaldo porque o uruguaio não tem a qualidade técnica do português.

O Emjogo diz que Suarez merecia um reconhecimento suplementar, por pertencer à mesma raça de Falcão, Ibrahimovic, Ribery, Iniesta, Robben ou van Persie. Eu diria que Suarez já é reconhecido, até, demais pela notoriedade que o golo carrega. Tire-se o golo a Suarez e é francamente jogador de distrital. Não tem técnica para executar o que pensa muitas vezes. Em espaços curtos é banal e perde invariavelmente a bola. Não é fora de série no 1x1, não obstante de o ganhar algumas vezes pela força e/ou velocidade. Mas nada disso interessaria se o uruguaio tomasse de forma regular as melhores decisões, o que não é o caso. Tanto acerta, como erra. O ponto à seu favor é que não é egoísta.

Então, o uruguaio pode ficar notabilizado como um jogador que marca muitos golos pela sua capacidade atlética, pela procura do espaço no último terço, e interessante técnica de remate, mas nada mais.
Nos pés de Suarez a bola queima e por isso não joga, nem jogará nunca, na mesma liga dos melhores jogadores do mundo. Porque nos atributos que mais interessam no futebol moderno (Técnica e tomada de decisão, segundo Klopp) é um jogador banalíssimo.

PS: O vídeo e o texto são da autoria do Baggio, ele não teve tempo de o editar e carregar.

terça-feira, dezembro 24, 2013

Tomada de decisão, o exemplo de Dante

A importância dos índices de acerto na tomada de decisão no futebol continua a ser pouco compreendida, e sobretudo pouco trabalhada.
A tomada de decisão é o atributo mais importante no futebol de hoje, e um jogador com capacidade para decidir bem regularmente em cada uma das suas acções aproxima a equipa o êxito, deixando, também, a equipa menos sujeita aos imponderáveis que o jogo poderá trazer.

Como se avalia a tomada de decisão?! Pelo contexto. Quantos contra quantos? Tenho espaço? Estou enquadrado?

Discutia-se aqui que para cada posição em campo, cada jogador deve ter características específicas. O que vai completamente contra o meu entendimento do jogo. Para mim, todos os jogadores devem ter uma característica específica: Jogar bem futebol. Independentemente da posição que ocupa, mais vezes, durante o jogo. Vão haver no jogo, sempre, sempre, situações onde ele vai estar posicionado em zonas recuadas, ou em zonas mais adiantadas, pelo que deverá ter o conhecimento e a capacidade técnica para resolver os problemas que cada contexto lhe trará. Assim, percebe-se que há jogadores, que pela posição que ocupam na maior parte do tempo, são solicitados para mais acções de um tipo do que de outro. Contudo, todos deverão ser autónomos na resolução de qualquer problema, tendo em conta o contexto em que se encontram, para que a cada toque na bola e a cada movimento sem bola consigam aproximar a equipa do êxito.



O aproximar do sucesso, que tanto falámos aqui, depende em larga medida dos índices de acerto nas decisões que se tomam, desde o primeiro passe.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Quintero

Aqui, o jovem craque do FCP expressa o seu desagrado pela situação que vive actualmente no clube:

"A minha situação no FC Porto não é boa, mas tenho a esperança de ir ao Mundial. Se queres esse objectivo, tens de trabalhar para o conseguir. Mas até ao Mundial podem acontecer muitas coisas... Ao vir para o FC Porto, sabia que tinha a oportunidade de ir ao Mundial. Queria jogar mais e vou aproveitar todas as oportunidades que surjam, mas em Janeiro há que encontrar uma solução. Vamos ver o futuro", explicou. Quando questionado com uma possível saída, limitou-se a afirmar: "Há que encontrar uma solução em Janeiro porque, no meu caso, quero jogar o Mundial. Podem acontecer muitas coisas... Na verdade, continuo no FC Porto e em Janeiro veremos o que acontece."

"Eu quero é jogar! Sempre foi assim na minha carreira, sou um profissional e neste caso resta-me esperar. A verdade é que sou do FC Porto, não posso falar de outras coisas. O Mundial é em Junho e estou tranquilo", prosseguiu.

No Futebol é Isto... o Luís faz o diagnóstico, "De início, Quintero não serve de muito. Parece só existir uma opção: passe em profundidade. Os passes são todos no espaço, não há um passe para o pé. Estranhei ainda mais tão pouco drible para alguém tão dotado..."

"Quando entra parece outro jogador. Não é. Simplesmente tem o jogo a seu gosto. Normalmente: Porto a dominar, posse de bola perto da área adversária e muitos jogadores há procura de um passe de rotura. 90 minutos disto, não dá."

Por aqui escrevia-se há uns tempos uma carta para os meus jogadores, "A maioria das pessoas "pensa" que o jogo é fácil!
Não é  amigos, não o é! E só se diz isso, por não se pensar sobre o jogo...
Jogar BEM futebol é bastante difícil, e não é para todas as cabeças porque ao contrário do que se diz, futebol exige pensar.
Para jogar bem é preciso ter conhecimento do jogo. É preciso entender que esse conhecimento vai facilitar o nosso processo de decisão. E é preciso querer fazer do jogo o que ele é verdadeiramente: Um jogo "PENSANTE".
É preciso tanta concentração nos 90 minutos de jogo, como no tempo de treino. É preciso ter a intensidade de concentração de que fala Rui Faria, porque todo o processo treino tem um objectivo específico: Melhorar a vossa capacidade enquanto jogadores de futebol!"


Quintero, cá vai a minha prenda de natal para ti: Bebe e potencializa tudo o que o treino/treinador tem para te dar. Antes de pensares no mundial aprende a ser melhor jogador. Antes de pensares em jogar pensa no porquê de não jogares, pensa nos erros que cometes, sobretudo pensa.
Aprende o momento certo para driblar, o momento certo para fazer passes de risco, e o momento certo para optar pela segurança. Percebe quando e como colocar essas tremendas capacidades individuais em jogo, optando na maior parte do tempo pelo que irá garantir o êxito colectivo.

Caso o faças, caso consigas extrair todo esse potencial que tens serás um jogador verdadeiramente relevante, e terás muito tempo para jogar mundiais e seres absolutamente decisivo para a tua equipa, nas melhores competições do mundo.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

"We had difficulties controlling their pressing, the first half"

É sabido que a equipa de AVB apresenta grandes lacunas ao nível da qualidade técnica e táctica no sector mais recuado do campo. E claro que as lesões e adaptações que teve de fazer não ajudaram a que os resultados fossem os melhores. Contudo, AVB, assim como fez no FCP preterindo de Beluschi, gosta de ter um meio campo sólido, compacto, fisicamente forte, com qualidade técnica razoável e sem criatividade.

Não foram um acaso as dificuldades sentidas pelos Spurs para contornar a pressão do Liverpool. Sandro, Dembelé, e Paulinho não têm qualidade técnica, nem criatividade para sair com qualidade de zonas de pressão. O meio campo musculado de AVB não tem cérebro (quando em posse), nem técnica que acompanhe os atributos físicos. Assim, não é de estranhar que ao intervalo já estivessem a perder por 2-0. Somado a isso, Soldado, Lennon e Chadli, que não são propriamente jogadores de manutenção da bola, de apoios, ou de criatividade, podemos facilmente perceber o porquê de os Spurs terem rematado zero vezes à baliza do Liverpool na primeira parte.
Com Lamela, Holtby e Sigurdsson no banco AVB tem razão quando diz que as responsabilidades são suas, por ser ele a escolher o onze inicial e a fazer as substituições.

A ideia de que um meio campo com essas características serve para controlar o jogo é ,quanto a mim, errada, porque depende do que o adversário vai apresentar, e sobretudo porque vai resultar em dificuldades imensas quando equipa recupera a bola.

quinta-feira, dezembro 19, 2013

Ronaldinho

No mundial de clubes, assim foi o final do jogo entre o Raja Casablanca e o Atlético-MG

Um dos melhores que vi jogar. O jogador com a maior variedade de recursos técnicos que vi num campo de futebol. Que outro destino poderia ter tido caso a depressão não o tivesse devastado após o mundial 2006.

Eto'o dizia, antes do jogo já sabiámos o que se ia passar. Quando o Ronaldinho estava feliz, o jogo estava ganho.

Técnica pura, inteligência, força, velocidade

terça-feira, dezembro 17, 2013

Super valorização da estratégia

Escrevia-se por aqui: «Hoje em dia muito se fala em adaptação, e na grande importância que ela tem para o futebol. Os anteriores sucessos das equipas italianas nesse estilo, e mais recentemente com José Mourinho essa capacidade em moldar a nossa equipa ao adversário, ficou super-estimada. É um facto que quando as equipas estão bem preparadas, com conhecimento do adversário, pontos fortes e pontos fracos, caso consiga aproveitar bem as fragilidades, poderá ter uma grande margem de sucesso, em número. O grande problema que coloco é, o facto desse tipo de abordagem depender em demasia, daquilo que o adversário nos vá apresentar, naquele momento específico. Então, estamos a trabalhar sobre coisas que não podemos controlar. Não discuto a importância da vertente estratégica do jogo, mas acho, sinceramente, que a obsessão e a relevância que tem sido dada a essa vertente é absurda. Não há, para mim, melhor estratégia que depender, apenas, de nós...»

«Digo isto, porque o mais importante para uma equipa de futebol, é o desenvolver de uma identidade colectiva. E essa identidade só se desenvolverá, no caso de o treino, o feedback, e o comportamento da equipa técnica for congruente com a ideia de jogo que defende 99% das vezes, e se calhar 99% é pouco. A obsessão pela adaptação, confunde princípios, baralha as interacções criadas, e torna a equipa mais fraca. Uma equipa que se adapta de semana à semana aos adversários que defronta, nunca vai ser colectivamente forte, isto porque nunca teve, em jogo e em treino, oportunidade de estabelecer relações próprias e um elo de ligação comum, que os torna verdadeiramente únicos, aquilo a que geralmente se chama "jogar de olhos fechados".»

«O jogo, deve ser uma consequência do trabalho semanal, e o trabalho semanal deve ser consequência do jogo anterior. Trabalhar sobre os pontos fracos da equipa, mais do que sobre pontos fracos do adversário, reforçar e melhorar os pontos fortes da equipa mais do que trabalhar pontos fortes do adversário. A adaptação ao adversário deve ser, sempre, congruente com aquilo que é a nossa forma de jogar, com aquilo que nos caracteriza. Eu não posso considerar um ponto fraco do adversário, se esse mesmo ponto não se enquadrar na forma de jogar da minha equipa. Eu não posso elevar a estratégia, acima daquilo que é a minha identidade colectiva. »

O treinador do Gil Vicente estuda exaustivamente o adversário, trabalha semana após semana sobre o modelo do adversário, e sobre a estratégia a adoptar. Joga com o lado estratégico e nada mais. 
Muito pobre é esse tipo de futebol que depende exclusivamente do adversário, sem uma identidade colectiva bem vincada. Que muda semana após semana. Que quando marca primeiro está tudo bem, mas que não consegue jogar em desvantagem.

Ontem na Amoreira falhou a estratégia, e quando foi preciso o Gil Vicente sair da caixinha de 30 metros onde trabalhou a semana inteira o resultado foi a entrada de Simy, um atleta com uma envergadura física invejável e muito pouco jeito para o futebol, e chuveirinho. As intruções de João de Deus foram claras, "chuveirinho, chuveirinho" disse repetidamente o treinador gilista. Quando é preciso ter iniciativa, mostrar processos colectivos, ir atrás do resultado não existem argumentos. Isso acontece, precisamente, porque o Gil Vicente joga para não perder.

sábado, dezembro 14, 2013

Hoje, como em tantos outros dias, Ronaldo merece ser o melhor do mundo. Porém, continua a existir quem faça ainda mais e melhor



“Ronaldo é mais completo. Há o pé esquerdo e o cabeceamento”. É este o argumento mais utilizado de quem ousa afirmar que o português tem mais qualidade que o astro argentino.

Há algo de verdade, ainda assim. Ronaldo é realmente mais completo que Messi. Todavia, apenas num único momento do jogo. Na finalização, e ainda que com muito menos classe na forma como o faz, Cristiano tem de facto mais argumentos que o argentino.

E esgota-se ai a superioridade de Ronaldo. A questão é que para grande infortúnio do português, o jogo é tão mais do que isso.

O golo dá notoriedade, alimenta a discussão e justifica o epíteto de segundo melhor jogador do mundo. Mas, não é tudo. E todo o trabalho que há que ser feito, para que se possa chegar ao momento de rematar à baliza? Ainda que menos notório, será tão pouco importante assim? Não será a assistência, ou o passe que antecede a assistência, ou até o passe que antecede esse mesmo passe, tão decisivos para o sucesso quanto a bola que bateu na rede? Sem todo o trabalho prévio, haveria sequer oportunidade para poder finalizar?

Retire o golo a Ronaldo, e não terá um jogador capaz de ser tão bom quanto outros quinze ou vinte mais talentosos e mais inteligentes que o português.

Agora retire o golo a Messi."

"Temporiza, temporiza, temporiza, e já foste"


"Messi tem Xavi e Iniesta. Não. Xavi e Iniesta é que têm Messi"


Assim foi a passagem do astro Argentino por Portugal. Quebra contenção, quebra coberturas, qualidade e velocidade na tomada de decisão, qualidade técnica, velocidade de execução, criatividade, individualidade ao serviço do colectivo. Provoca, atrai, fixa e solta em Fabregas


"Verdadeiramente impressionante que um mortal consiga quase dividir opiniões sobre quem será o melhor. Por todo o esforço que despendeu e despende ao longo de toda a carreira, o português merece toda a controvérsia que se seguirá na caixa de comentários. Todas as opiniões contrárias serão uma justa homenagem a Ronaldo."

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Benfica e FC Porto, erros individuais

Longe do vigor físico que o caracterizou em anos anteriores, do trabalho notável que fazia em combinação com os colegas, e da forma como abria linhas de passe de apoio ou de profundidade, Lima soma erros na tomada de decisão e muitos erros técnicos que têm prejudicado muito as performances da sua equipa. É comum ver Lima ser solicitado pelos colegas para acções simples, ou para a finalização e ele falhar logo no primeiro toque na bola (Recepção). Nenhuma equipa consegue ter um jogo ofensivo de grande eficácia com tanto erro técnico somado. Fisicamente, nota-se que está menos ágil e está mais lento. Mas isso nem seria um problema caso ele conseguisse continuar a tomar boas decisões, mas não é o caso.

Tanto erro a comprometer a coordenação da linha defensiva nos últimos jogos, que não é de estranhar a contínua insegurança defensiva que o Porto vive. Defende mal nas situações de 1x1 não percebendo por onde deve pressionar o adversário por forma a defender melhor a sua baliza (quer seja para defender o espaço interior, ou para não deixar enquadrar), posiciona-se mal em muitas situações, controla mal a profundidade, e não tem a velocidade de Mangala para disfarçar esses erros. Os adversários na liga, com a pouca qualidade que têm, na sua maioria, não conseguem explorar amplamente todas as deficiências que Maicon, neste momento, exibe. Contudo, ontem, contra um adversário com qualidade individual equiparada aos dragões dois erros, dois golos.

Ronaldinho e Baggio, fora de jogo

Nos dois anos anteriores utilizamos muitas vezes esta estratégia quando o adversário marcava livres directos para dentro da área. É uma forma muita boa de explorar o fora de jogo e tirar vantagem destes lances, principalmente no final dos jogos, quando o adversário faz chuveirinho para à grande área, colocando o máximo de bolas, com o máximo de unidades possível na grande área.
É um movimento que requer grande coordenação e concentração, e um líder a comandar o timing de subida da linha defensiva.

sábado, dezembro 07, 2013

Ricardo Quaresma

Caso se venha a confirmar é um tremendo reforço para o FC Porto, se ainda mantiver as suas qualidades.

É um jogador que procura demasiadas vezes o sucesso por acções individuais ao invés de procurar a melhor solução para à equipa. O que ele  pode oferecer à equipa é o sucesso desses mesmos impulsos individuais, uma vez que é um jogador com algumas dificuldades na tomada de decisão. Essa característica é, talvez, o motivo pelo qual não tenha sucedido em equipas de outro nível, que jogam em campeonatos mais exigentes como o Barcelona ou o Inter.
Contudo, é um jogador com enorme talento (qualidade individual), com um leque enorme de recursos técnicos, e que devidamente enquadrado e potenciado num modelo de jogo pode ser  absolutamente decisivo e letal.

E se no ano passado seria a cereja no topo do bolo para Vítor Pereira, este ano poderá tornar-se absolutamente fundamental no modelo de Paulo Fonseca.

Tendo em conta o 1x4x2x3x1 de Paulo Fonseca, onde os extremos jogam bem abertos, com menos apoios nos corredores e menos soluções de passe, exige-se que nessas posições joguem jogadores com grande capacidade em resolver problemas de forma individual (situações de 1x1, 1x2, etc). Ofensivamente, Jackson é um jogador que procura, sobretudo, aparecer em zonas de finalização, e segurar os centrais, por forma a permitir que Lucho tenha tempo e espaço para receber e enquadrar entre linhas. O duplo-pivot, tem uma dinâmica pobre no que concerne aos apoios ao portador da bola, procurando sobretudo o equilíbrio. Ficam, então, os extremos e os laterais com grande parte da responsabilidade na construção de situações de finalização, no modelo de PF. 

Se do lado direito o problema pode ser resolvido com grande competência por Quintero ou Josué, o lado esquerdo fica órfão de um jogador de grande qualidade individual. O modelo do PF contempla para a posição de extremos jogadores com esse perfil, com liberdade para usar e abusar de acções individuais, e quem melhor do que Ricardo Quaresma para ocupar essa posição? Haverá alguém melhor do que Quaresma para servir Jackson, neste modelo? 
Tem, seguramente, muito mais a oferecer à equipa do que Varela, Lica, Kelvin ou Ricardo.

Os extremos são neste momento o ponto mais débil do plantel FCP. E não sendo o jogador que mais me agrada (pelas dificuldades na tomada de decisão), Quaresma, encaixaria como uma luva no modelo de PF, podendo ser considerado um reforço de TOP, caso as suas qualidades continuem próximas do que já foram.

domingo, dezembro 01, 2013

Formação

Não sou um apologista da aposta em exclusivo na formação. Percebo que para ter equipas de grande qualidade é necessário que os jogadores tenham qualidade, sejam da formação ou não. Ainda assim, sou apologista da aposta em jogadores nacionais e oriundos dos próprios clubes tendo em conta a situação financeira de cada equipa. E no caso particular do Sporting, sabendo das dificuldades financeiras por qual o clube passa, e sabendo que não pode correr riscos no que toca a contratações, exigia-se há muito um maior aproveitamento dos jovens formados no clube.

Assim, como dissemos muitas vezes, para se ter uma equipa competitiva neste campeonato não é necessário gastar-se muito dinheiro. É apostar nos jogadores certos, e aproveitar para exponenciar o talento de alguns formandos.

O Sporting é por esta altura o melhor ataque da liga com 28 golos em onze jogos, tendo apenas mais um sofrido do que Benfica e Porto.

Como se vê há qualidade no futebol de formação, e ele também garante vitórias consecutivas em alguns casos.

Mérito para Leonardo Jardim que com a sua grande competência consegue organizar uma equipa, extremamente limitada (em comparação com Benfica e Porto).

Acabe a época como acabar, isto já é uma grande vitória para o Sporting.