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segunda-feira, novembro 18, 2013

Suécia - Portugal, uma questão de identidade

Seremos capazes de jogar futebol?!
Essa será a maior dificuldade do jogo.

Diz-se por aí que o grande perigo vem da vantagem física que os suecos possuem. Eu discordo, e acho que a maior dificuldade somos "nós" que a temos colocado.
O problema de Portugal, seja com que adversário for, é da escolha dos jogadores.
Sabemos que o curto tempo que os jogadores têm para estar juntos na selecção, não permite elaborar um modelo de jogo de grande qualidade. Não existe, também, na federação uma ideia comum de jogo, transversal à "todos" os escalões nacionais, que permita um maior transfere e reflexo para a selecção principal.
Então a solução deveria passar por convocar os melhores interpretes do jogo no panorama nacional. Seria colocar, dentro dos que lá estão, aqueles que jogam melhor o jogo.

Há muito que perdemos a nossa matriz de jogo. Há muito que não fazemos um futebol apoiado em interpretes de grande qualidade técnica e criatividade.

Contra a Suécia, assim como contra qualquer adversário, precisamos de mais futebol, jogar mais pelo chão, e procurar menos o cruzamento "cego". Precisamos de praticar um futebol mais convergente com as nossas melhores qualidades, e mais de acordo com as melhores características dos jogadores que temos. Contra uma paupérrima selecção sueca o jogo será tão mais difícil quanto mais estivermos afastados da nossa "verdadeira" natureza.


Tendo em conta os que lá estão e o sistema de jogo que Paulo Bento utiliza o meu onze seria:

Rui Patrício (GR)

A.Almeida (DD)
B.Alves (DC)
Pepe (DC)
Coentrão (DE)

R.Meireles (MDF)
Moutinho (MC)
Josué (MC)

Ronaldo (Ext)
Nani (Ext)
Postiga (AV)

33 comentários:

Anónimo disse...

Eu desespero a ver esta selecção "jogar". Lançamentos longos do Pepe, cruzamentos à toa para a molhada, Hugo almeida a ponta de lança !! E das poucas vezes que jogámos pelo chão íamos marcando golos!
Após o jogo ouvir os comentadores, treinadores e uma serie de outros dores a afirmar que jogámos bem, mas que falhámos na finalização, eu fico com a sensação que vi outro jogo !! Esse 11 tb seria a minha escolha, talvez arriscasse o Bruma em vez do Nani, mas com este Bento há jogadores que jogam sempre mesmo havendo melhor nos seleccionados, como Veloso e João Pereira por ex.

Roberto Baggio disse...

Eu acho que o jogo foi pobre, de duas equipas fracas. Não gostei, mas ainda assim estivemos melhor que eles. E é isso que leva à afirmação de que jogamos bem. Coisa com a qual não concordo, obviamente. Acho que temos obrigação de fazer muito melhor. O Nani não está de facto no melhor momento.

Jorge disse...

Roberto:

Eu concordo com o problema nao escolha dos jogadores, mas acho que o modelo(?) de jogo tambem e um problema.
Nao sei como e que jogamos nos escaloes de formacao, tanto nos clubes como na seleccao, mas nao me recordo de ter visto equipas com jogadores portugueses a recorrerem sistematicamente ao cruzamento para a area. Ja tinha ficado surpreendido com o recurso a essa abordagem no jogo que empatamos com a Irlanda... nao ha nada que os jogadores irlandeses prefiram a um jogo de futebol numa noite chuvosa com bola a pingar para a area. Contra a Suecia ainda pior, ja que e uma seleccao mais organizada e com jogadores competentes no futebol de cruzamento largo para a area.
Dada a forma sistematica com que occorre parece-me que isso e da responsabilidade do treinador.

Roberto Baggio disse...

O treinador é o primeiro responsável. Porque é ele que escolhe os jogadores. E porque é ele o responsável por criar ou não as dinâmicas da equipa.
Mas repara na diferença de jogo entre Coentrão e J. Pereira. O Coentrão não está sempre a cruzar. Terá ordens diferentes?
O Bento, quando tem pouco tempo para trabalhar os jogadores, não trabalha a equipa tacticamente no treino.

Jorge disse...

Tambem reparei numa certa incongruencia entre o que a equipa fazia nos dois flancos. No entanto, no flanco direito ate quando o Moutinho para la ia acabava por sair bola pelo ar, raramente se procurando o movimento interior.
Se e para jogar assim nao fara mais sentido por o nosso pinheiro em vez do Postiga?
Mais duas perguntas:
O que e que o PB trabalha nos treinos?
Dado que o Ronaldo nunca fecha o flanco esquerdo, deixando o Coentrao muitas vezes sozinho, nao seria melhor jogar em 4-4-2 ou em 4-3-3 com o Ronaldo ao meio?

Pedro_7 disse...

Ser seleccionador não acho que seja um trabalho fácil em certos países o Paulo Bento tem claramente uns preferidos mas até isso eu consigo perceber porquê... e acho que é precisamente pelo que o bagio diz: "não tem tempo para trabalhar os jogadores tacitamente", então escolhe aqueles que até agora lhe ofereceram mais vitórias independentemente de estarem ou não na melhor condição física! em ralação ao resto acho que é mesmo vicio dos jogador como o baggio diz duvido que o Coentrão tenha ordens diferentes das do João Pereira apenas percebe o jogo de maneira diferente e executa-o melhor!

Para mim temos apenas um problema no plantel para além dos já referenciados de bolas pelo ar de ala a ala e passes de 50 metros... que claro é pior para nós jogarmos assim temos muito mais qualidade com a bola no chão, o nosso maior problema tem um nome e o Baggio e o Ronaldinho sabem a quem me refiro, o senhor tronco Hugo Almeida por favor façam chegar a mensagem ao Paulo Bento de que é melhor ter lá um pino ao menos com um pino nós já sabemos que não podemos contar!

Bernard öZilva disse...

Cepo Almeida nos AA..

E este outro cepo nos sub21: http://www.youtube.com/watch?v=273NqqArXDM

..A questão é:como é que esses coxos conseguem chegar a ser jogadores profissionais??

Bernard öZilva disse...

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=117405

o_O

Pedro_7 disse...

Sim eu gostava de saber como é que eles conseguiram porque eu acho que ainda chego a profional se eles conseguiram eu também consigo de certeza porque pior do que estes gajos fazem já é muito mas mesmo muito complicado

PP disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
PP disse...

Há coisas neste artigo que concordo e outras que discordo.

Concordo com:
1 - «O problema de Portugal, seja com que adversário for, é da escolha dos jogadores. (...) Então a solução deveria passar por convocar os melhores interpretes do jogo no panorama nacional. Seria colocar, dentro dos que lá estão, aqueles que jogam melhor o jogo.»
Penso que a chamada à selecção deveria ser baseada mais no mérito e no momento de forma actual do que inteiramente em outros critérios pouco claros e subjectivos. Também acho que os jogadores profissionais já são homenzinhos para poderem perceber que, se não jogam ou não rendem no dia-a-dia dos seus clubes, poucas serão as possibilidades de jogarem na selecção. Contudo, também percebo o porquê de agora dizermos "clube" de Portugal e não selecção nacional.

2 - A ideia de exigência de melhorar a qualidade do nosso futebol patente por todo o artigo.

Não concordo:
1 - «Sabemos que o curto tempo que os jogadores têm para estar juntos na selecção, não permite elaborar um modelo de jogo de grande qualidade.»
O tempo é idêntico ao dos nossos adversário. Logo essa é uma não desculpa. Aliás desculpar-se com isso só poderá demonstrar incompetência de quem o faz.

2 - «Não existe, também, na federação uma ideia comum de jogo, transversal à "todos" os escalões nacionais, que permita um maior transfere e reflexo para a selecção principal.»
Não poderia estar mais em desacordo. O último seleccionador que tentou mudar a estrutura da equipa principal foi o Scolari, quando até pouco antes do euro2004 tentou aplicar o 3-5-2 como tinha feito no Brasil no mundial de 2002. Portugal, tem um estilo bem definido desde a geração de Queirós, baseada no 4-3-3 puro e de contra-ataque, ou se preferirem de transições rápidas. Poderá haver nuances, como o 4-2-3-1, mas regra geral, acaba tudo por ir dar ao que mencionei. Se formos a ver bem as equipas dos escalões inferiores veremos esse ADN interiorizado. Aliás, cerca de 90% das equipas profissionais em Portugal adoptaram esse sistema ("copycat"). Sendo assim, também é uma falsa questão.

(Continua...)

PP disse...

(Continuação...)

3 - «Há muito que perdemos a nossa matriz de jogo. Há muito que não fazemos um futebol apoiado em interpretes de grande qualidade técnica e criatividade.»
Três coisas sobre este parágrafo:
- A matriz de jogo evolui, tal como evoluiu noutras selecções. Por exemplo, a selecção espanhola outrora mais intensa e aguerrida é hoje mais tecnicista. O Brasil outrora mais tecnicista é hoje muito mais musculado. E, por aí fora.
- O "tal" futebol apoiado com jogadores de grande qualidade técnica e criatividade também tinha grandes lacunas: falta de objectividade. Quantas vezes nós não éramos os melhores atrás do último terço de terreno?
- Montar uma equipa que jogue um modelo de jogo mais em posse, com jogadores a um o dois toques pelo meio-campo, não é fácil em condições normais. Então nas condições que referiste ("o curto tempo que os jogadores têm para esta juntos na selecção), seria ainda mais difícil de operacionalizar tais ideias de jogo.

4 - «Contra a Suécia, assim como contra qualquer adversário, precisamos de mais futebol, jogar mais pelo chão, e procurar menos o cruzamento "cego".»
Mas, nós jogámos muitas vezes pelo chão! A maioria dos cruzamentos "cegos" (que não foram cegos, pois marcámos um golo através de um lance deles e a outra melhor oportunidade foi uma bola à barra, também de um cruzamento!), foram criados por movimentações e triangulações entre laterais, médios-interiores, extremos e avançados. Tudo em jogadas com bola pelo chão!

(Continua...)

PP disse...

(Continuação...)

5 - «Precisamos de praticar um futebol mais convergente com as nossas melhores qualidades, e mais de acordo com as melhores características dos jogadores que temos.»
Então e não foi isso que fizémos?! As bolas longas muitas vezes utilizadas pelos nossos centrais, após recuperação no nosso meio-campo defensivo, era bem pensado, pois a Suécia estava a defender com 8+1+1 (2 linhas de quatro compactas + 1 avançado a fechar e a apoiar + Ibrahimovic solto). Abdicando de transições rápidas, era deixar a Suécia na sua zona de conforto, ou seja, tinham tempo para recuar e defender com zona e vantagem numérica. Por outro lado, se fizéssemos isso não estaríamos a aproveitar um dos trunfos que a nossa equipa tem: velocidade e potência dos nossos extremos, sobretudo, do Ronaldo.
Já agora, os cruzamentos, também tinha outro condão. Como a qualidade criativa na nossa zona central é insuficiente (quer seja com Meireles, com Micael, ou até Josué - este ainda nem sequer está devidamente entrosado com a equipa) é preciso encontrar outras formas para chegar à baliza. Seria um suicido se tentássemos jogar à Barcelona, por exemplo, pois facilmente perderíamos a bola naquela zona central (eles estavam a defender com uma malha apertadíssima, com agressividade e intensidade) e a Suécia aplicaria um contra-ataque mortal.

6 - «Contra uma paupérrima selecção sueca o jogo será tão mais difícil quanto mais estivermos afastados da nossa "verdadeira" natureza.»
Concordo com esta frase, mas não com o seu contexto, ou seja, o que para ti é a "verdadeira natureza" de Portugal, conforme já fui explicando atrás. Penso que se Portugal jogar concentrado, compacto, terá a Suécia a jogar o seu jogo, ou seja, balanceada no ataque e com muito espaço nas costas da defesa adversária, onde poderemos aproveitar para matar a eliminatória. No entanto, também temos jogadores para durante vários períodos do encontro podermos controlar o ritmo do jogo efectuando maior posse de bola, mas com muito cuidado, pois muitas vezes não a sabemos fazê-la.

7 - « Rui Patrício (GR)

A.Almeida (DD)
B.Alves (DC)
Pepe (DC)
Coentrão (DE)

R.Meireles (MDF)
Moutinho (MC)
Josué (MC)

Ronaldo (Ext)
Nani (Ext)
Postiga (AV)»
Porquê o André Almeida se o seu último jogo pelo Benfica foi péssimo e o João Pereira esteve em bom plano na selecção nacional?
Porquê o Meireles que é médio de 3 a 6 toques antes de um passe, está lento e sem pulmão, no lugar do Veloso que esteve impecável frente à Suécia, tendo sido até decisivo no cruzamento para o golo do Ronaldo?
Porquê Josué que é um puto que tal como o Meireles joga a 6 toques no meio-campo, não está entrosado e não oferece muita coisa em termos defensivos? Ainda possível no Porto tem jogado como falso extremo... Era preferível utilizar o William Carvalho que joga a dois toques, está num momento de forma bestial, poderia ajudar melhor a nossa dupla de centrais e poderia fazer avançar o Veloso para uma zona mais avançada do terreno, zona essa que estaria mais próximo de uma possível cobertura ao Coentrão (médio-interior esquerdo).

Roberto Baggio disse...

Jorge,

O Pinheiro Eder, certo? É que o Hugo Almeida, para mim, não é jogador de futebol.
E sim, para jogar nesse estilo, prefiro o Eder que poderia tirar vantagens.

Quando o PB tem dois/ três dias para preparar a equipa antes de um jogo, apenas recupera os jogadores, e treina alguma vertente estratégica. Mas muito pouco.

Quanto à questão do 4-4-2, é assim que a selecção defende quando perde a bola.
Também acho que Ronaldo deveria jogar no meio, mas dessa forma ia perder um aspecto do jogo dele em que é fortíssimo que são as diagonais nas costas dos centrais, de fora para dentro.

Jorge disse...

Roberto:

Nao conheco o Eder, so o vi uma ou duas vezes ha um ano, mas nao me surpreende que o aches melhor que o Hugo Almeida.

Quem e que defende ha frente do Coentrao? Por algumas vezes quando houve mudanca de flanco, vi o Coentrao a rasca no flanco esquerdo.

Quanto aos treinos da seleccao:
Uma das vantagens do PB chamar basicamente os mesmos jogadores para todos os jogos e que isso lhe permitiria trabalhar a componente tactica ao longo do ano.
Tambem esperaria que jogadores deste nivel conseguissem assimilar modelos de jogo mais facilmente, especialmente quando e um modelo de jogo que ja terao trabalhado e quando nao o terao de implementar contra equipas que tenham melhores condicoes em termos de tempo de treino e/ou qualidade de jogadores.

hertz disse...

Pois, se fossem escolhidos os melhores jogadores seria mais fácil mas as escolhas são em função de empresários e cunhas. Ha situações incompreensíveis como chamar o Danny para depois o deixar no banco e jogar o R. Micael ou então a situação do Nelson Oliveira: quando era suplente no Deportivo (e poucos golos marcava) era chamado a selecção, agora é titular no Rennes e um dos melhores marcadores da Liga Francesa e não é convocado...

Em relaçao a Eder, eu por acaso acho-o um bom jogador. Teve uma lesão grave que o afastou dos relvados durante muito tempo e este ano ainda não encontrou a sua melhor forma.

PS: Alguém viu os sub-21? Ai aquele Bernardo...

Bernard öZilva disse...

Sergio Oliveira viu o que era um "Mágico"

Gonçalo Matos disse...

PP:
4-3-3 não é um modelo de jogo, é uma disposição táctica de jogadores. O modelo de contra-ataque que falas não existe há alguns anos.

O que me parece que o Baggio critica no modelo é o facto de passarmos o jogo a centrar quando não temos um jogador tipo Mandzukic na área, e temos dois extremos que são mais fortes a fazer diagonais que a ir à linha cruzar. O Ronaldo num jogo da selecção faz mais centros que praí em 10 jogos do Real. Viste onde ele criou o desequilíbrio neste jogo?

Eu pergunto-te, achas que ta tudo bem na selecção? Aponta lá as tuas soluções para os problemas.

Roberto Baggio disse...

Jorge os seres humanos são animais de hábitos. Mesmo que ele os treinasse ao longo do ano, todo o tempo em que eles estão longe de selecção estão a trabalhar outros modelos. Garantidamente 2/3 dias não chegam para o preparar. 2/3 dias não chegam para mudar uma equipa ao nível dos princípios de jogo. Não dá mesmo. Eles vêm de muitos dias a ouvir e aprender treinar outras coisas, com muitas rotinas. Isso não se muda assim como por magia.
Daí a importância de teres sempre os melhores jogadores.
Defende e bascula o interior que estiver mais perto do lance.

Roberto Baggio disse...

Hertz vi e gostei, apesar de alguns erros, mas vou tratar de carregar um vídeo deles. Jogam mais que a selecção A.

Roberto Baggio disse...

Pedro7 se descobrires o segredo diz-me que ainda estou em idade de lá chegar hahahaha

Joao Rodrigues disse...

Podem ter jogado muito bem, mas preferir o A.Gomes e o Sérgio Oliveira e deixar no Banco o Bernardo Silva e mandar o Tiago Silva para a bancada não lembra a ninguém

Anónimo disse...

E os sub-21, jogar em 442 losango? E com jogadores para isso.
Tiago Silva, Rafa, João Mário, Bernardo Silva.. até Sergio Oliveira e pelos vistos Luis Gustavo.
E na frente Cavaleiro, Ricardo, Betinho, Esgaio (desmotivado e desperdiçado a lateral, parece-me). Para não falar em Bruma e William...

Manel

Gonçalo Matos disse...

Manel,

Pessoalmente acho que o Esgaio tem mais possibilidades de jogar como lateral do que como extremo. Até porque é das posições teoricamente mais fracas no nosso país. De qualquer forma, com a inteligencia que já demonstrou ter parece-me que tem qualidade ate pra jogar no meio.

Ronaldinho disse...

Só digo que o Vieirinha deixa saudades...

KAKÁ disse...

Salve Baggio

Off topic

Poxa quando poderes (assistir um jogo deles) faça um post sobre a seleção do CHILE, pra mim será a grande surpresa da copa...

Treinada pelo Jorge Sampaoli melhor técnico sul-americano!

grande abraço
;)

Krush disse...

Kaká, que jogo aconselhas? Este ultimo contra a Inglaterra?

PP disse...

Matos,

Em lado algum refiro que o 4-3-3 é modelo de jogo...

O modelo que vocês pretendem no vosso artigo é que não existe na selecção há muito tempo. A última equipa que jogou da maneira como vocês defendem foi talvez a do euro 2004. Todas as restantes de lá para cá são equipas de transição rápidas. Aliás, essa foi a tendência na última década futebolística...

Os centros terríveis é consequência da má qualidade técnica. E mesmo assim defendem uma equipa que deva jogar em troca de bola rápida e futebol curto?! Apesar de não gostar da qualidade dos cruzamentos, também vi uma equipa nacional com enormes problemas na circulação e criação de espaços nos centro do terreno, conforme já escrevi no meu comentário. Os nossos meio-campistas, tirando algumas execpções são jogadores de 5 a 7 toques de bola antes de um passe. Muitos têm recepções péssimas de 1 a 2 metros. Outros nem sequer sabem passar com qualidade. Nos tempos correntes e face à intensidade do jogo, tal é impossível que possa ser viável jogar dessa forma em posse e controlada. A Espanha joga a dois toques por exemplo, mas também o faz porque os seus jogadores têm um nível técnico brutal, isto para além do trabalho já feito nos clubes e selecções. É portanto, compreensível, à luz desses problemas e à falta de mais tempo de preparação que a estratégia de criação de espaços na defensiva sueca tenha sido diferente daquela que vocês insistem em defender. O óptimo aqui era inimigo do bom... A verdade é que a Suécia jogou, conforme já escrevi, com duas linhas de 4 bem compactas. Sem um avançado com outro nível de intensidade, sem médios mais criativos e com médios mais lentos a decidir, a solução optada por Paulo Bento foi utilizar triangulações entre laterais, interiores e extremos para perfurar a defesa sueca. Grande parte dos cruzamentos de Portugal nem sequer foram feitos do meio-campo, ou da linha lateral. Foram sim feitos após penetração do lateral, extremo, avançado e até do médio interior. Tivesse havido maior qualidade na execução e a taxa de êxito teria sido melhor.

O Ronaldo tem total liberdade ofensiva na selecção, tal como tem no Real Madrid. Não estou a ver problema por aí. Aliás, eu até gostei imenso da dinâmica e trocas posicionais que ele conseguiu incutir com o Hugo Almeida, que derivava para a faixa esquerda do ataque. O lance da bola à barra é disso um bom exemplo.

Para mim, chamarmos a esta equipa uma "selecção" é algo ofensivo. O "clube Portugal" carece ainda de muitas coisas. O seu futebol não é ainda fluido. Temos graves carências em termos de intensidade de jogo. Há graves erros de "casting", conforme já escrevi.

Também gostaria de ter uma selecção mais segura na posse de bola, mas as críticas que escrevi expõem um pouco a minha compreensão com algumas opções do Paulo Bento em termos estratégicos e de filosofia de jogo.

KAKÁ disse...

Krush


Pra falar a verdade esse jogo com a INGLATERRA eu não assistir... mas acho q serve como parâmetro. pq? vc viu o jogo e não gostou!?

Abraço

Roberto Baggio disse...

Kaka, vou ver jogos deles. Se tiver tempo faço um vídeo.
Abraço

Edson Arantes do Nascimento disse...

Não gosto desta equipa portuguesa. Concordo com quase tudo o que o Baggio escreveu. É evidente que o futebol jogado por estes rapazes é fraquíssimo.

Na minha opinião, o treinador é um dos responsáveis. A quantidade de cruzamentos ridículos e de balões lá pra cima é tão elevada que só pode ser condicionada. Mas também há um problema de matéria-prima.

Diversos jogadores são de fraca qualidade ou estão num baixo nível. Será que o Nani vai conseguir decidir bem pelo menos uma vez durante 90 minutos? Talvez seja pedir demais.

Alves e J. Pereira não valem uma beata. O meio-campo é mais duro e sem ideias do que a seca no Cunene. O Bernardo Silva é titular de caras na equipa principal.

Mas eu acho, por exemplo, que as equipas portuguesas têm um modelo de jogo bem definido. É bastante simples: bola na linha, cruzamento, cada um defende por si. É isto.

Krush disse...

Kaká, não, não vi, mas vou ver ainda hoje.

Krush disse...

Kaká, vou mazé ver o jogo hoje contra o Brasil! Pra quem não sabe és às 01h00.