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quarta-feira, novembro 13, 2013

Os treinadores em Portugal continuam sem apreciar talento

O crescente número de treinadores com formação académica no panorama nacional fazia prever maior qualidade na formação dos jovens jogadores, e consequente maior aproveitamento dos mesmos ao nível profissional. Contudo, o fenómeno não tem evoluído no sentido que se esperava por três motivos: 

1) Ao nível da formação os treinadores têm como objectivo desenvolver uma cultura de vitória. Numa fase embrionária do desenvolvimento do jogador não se ensina o jogador a jogar, não se ajuda o jogador a desenvolver capacidades que lhe vão ser, verdadeiramente, úteis no futuro. Não se dá liberdade e margem ao jogador para errar, aprender, corrigir, voltar a errar e voltar a corrigir. 
Os treinadores procuram sobretudo valorizar-se a si mesmos, amarrando os jovens a esquemas rígidos e padrões comportamentais que vão tendo sucesso naquela semana, naquele mês, naquele ano, sem pensar que na formação o objectivo é formar, para ganhar no futuro.
Por esse motivo existe uma tentativa de "robotização" dos jogadores. Todos devem fazer o standard. Fazer tudo igual de forma regrada. Há um foco no desenvolvimento das capacidades físicas, intensidade, e uma sobrevalorização da corrida desenfreada e da garra.

Não é de admirar que cada vez menos existam jogadores criativos no panorama nacional, estando uma das maiores escolas do mundo do futebol técnico e da criatividade a encerrar.

2) Os criativos são cada vez menos, e os poucos que vão aparecendo nas equipas nacionais, sejam eles portugueses ou estrangeiros, são ostracizados por não possuírem características como a agressividade, ou uma estatura física assinalável.

Não há, obviamente, que desvalorizar quem lá chega apenas pelo trabalho e pelo esforço. Mas será justo eliminar os talentosos só porque têm ideias e seguem caminhos diferentes dos pré-concebidos? Será justo que se elimine talento em detrimento de características que são importantes como complemento? Estarão os agentes de maior responsabilidade a valorizar devidamente o talento?

O essencial é que precisa de complemento e não o contrário.

Não há que ilibar, em muitos casos, responsabilidades dos jogadores mais criativos. São muitos os que sentem que conseguem atingir determinado nível sem se esforçarem tanto como os outros, e que nunca chegam a desenvolver o tal complemento importante (como complemento e não como essencial) para atingir níveis verdadeiramente importantes.

Mas será que se está a dar, aos talentosos, uma verdadeira oportunidade de desenvolver o complementar? É que apostar num jogador pressupõe continuidade. Domingo após domingo estarem em campo desde o começo. 
Os criativos precisam de confiança para que possam realizar as suas acções com a eficácia desejada, e precisam de serenidade para atingir todo o seu potencial. Isso não é coisa que se ganhe nos treinos e ao contrário do que se diz há coisas que só o jogo dá, e essa é uma delas. Eles precisam de ganhar hábitos de criação enfrentando todas as dificuldades do contexto de jogo (Qualidade colectiva e individual do adversário, ritmo, espaço, intensidade, tempo).

3) Os modelos de jogo muitas vezes não favorecem os jogadores, ficando estes reféns de colocar as suas melhores características em campo, dando a impressão de se esforçarem menos que os outros. A verdade é que a natureza deles é contrária às ideias do treinador. E quando assim o é, são como um peixe fora de água a lutar arduamente pela sobrevivência. Jogam com ritmos completamente desfasados do resto dos colegas, e muitas vezes com funções que são absolutamente desadequadas às capacidades que possuem.
Será que os treinadores que os contratam têm realmente ideia do que estão a contratar?

PS: Exceptuando o facto de ser o jogador da moda, o que é que William Carvalho acrescenta, tendo em conta as debilidades e qualidades da nossa selecção, relativamente aos habituais convocados?
André Martins de fora, porquê?!
Hugo Almeida continua a ser convocado por que motivo?!

Fico deprimido por não ver mais vezes em campo jogadores como Quintero e Ola John, ou Flip Djuricicque ainda não não aprendeu a jogar ténis.

38 comentários:

Rafael Antunes disse...

É um problema de fundo Baggio!
Não é um problema apenas do Futebol, as pessoas que estão hoje no futebol com formação, tiveram uma formação enviesada.
É a nossa sociedade moderna, tecnocrata, altamente especializada e altamente "especializante".

Sir Ken Robinson - Is School killing creativity?

http://www.youtube.com/watch?v=iG9CE55wbtY

É bom "ter-te de volta" :D
Cumprimentos

masterzen disse...


Todos os treinadores tem uma ideia defensiva. Sabemos através do visionamento das equipas de elite que hoje em dia é cada vez mais importante que os atacantes sejam os primeiros a defender e os defesas os primeiras a atacar. Os criativos são a magia do futebol e a razão porque gostamos tanto deste desporto e isto parece-me consensual.
As equipas devem ser solidárias, se para ganhares hoje em dia é necessário defender bem e com todos, parece-me inegociável que se deixem jogadores em campo sem defender. O Ola John, Djuricic não dão o rendimento mínimo em termos defensivos. Deverão ser eles a dar um passo em frente e começarem a ter preocupações defensivas ao invés de ser o treinador a dar um passo atrás na sua filosofia defensiva. O Ola John que para mim é o melhor extremo do Benfica necessita de ser mais solidário e jogar colectivamente. Como dizem em Barcelona se o Messi corre defensivamente tanto como o que corre mais depois é fácil pedir a todos os jogadores inclusive um Benjamim que corra.
Abraço
Ps: Ola John começa lá a fazer o up and under por amor de Deus!!!

fred disse...

sabes bem o que penso sobre esse problema.

O mal é nosso não do jogador, sem duvida.

Roberto Baggio disse...

Rafael,

Conheço bem essa apresentação do TED, é das minha preferidas, sem dúvida.

Masterzen,

"Como dizem em Barcelona se o Messi corre defensivamente tanto como o que corre mais depois é fácil pedir a todos os jogadores inclusive um Benjamim que corra."

Isso é falso. Na maior parte do tempo o Messi está a descansar, pouco participa nas acções defensivas da equipa a não ser que a bola esteja no seu raio de acção. E desse ponto de vista Ola John tem cumprido mais do que ele, porque baixa constantemente para trás da linha da bola quando a perde, procurando colocar-se em espaços onde o seu treinador acha que um jogador daquela posição deve defender. Obviamente que ele não consegue chegar a tempo e horas de todas as jogadas mas isso é normal.

"O Ola John, Djuricic não dão o rendimento mínimo em termos defensivos."

Não o dão, como não daria qualquer jogador que não estivesse habituado à forma de defender da equipa, e como não daria qualquer jogador que não jogasse regularmente. Djuricic precisa de jogar consecutivamente e continuar a receber feedback nos treinos, para que consiga dar esse salta "táctico" ao nível defensivo de qualidade, John precisa só de jogar porque tem lá os comportamentos, mas depois não tem a velocidade e agressividade de posicionamento necessários quando a equipa defende. Vai à fase em que Ola John jogou regularmente, na época passada, revê os jogos e depois diz-me alguma coisa.

Abraço

Roberto Baggio disse...

Fred,

Sim, debatemos muitas vezes isso no nosso cantinho virtual. O problema é mesmo nosso.

Abraço

Emanuel Guerreiro disse...


Boas Baggio,

Continuo a cometer um erro que é avaliar o Barcelona e o Messi como se ainda estivéssemos na era Guardiola.

Em relação ao Messi não me expliquei bem, falava do seu raio de acção defensivo. Nesse raio de acção defensivo é um jogador absolutamente solidário e defensivamente cumpridor algo que não é normal no estrito lote de foras de serie. Basta relembrar a quantidade de vezes que em sprint obrigava o guarda-redes a bater longo na era Guardiola.

Sobre o Djuricic e o Ola John é necessário jogar e ai estamos de acordo. Agora os rapazes tem uma ideia de futebol romântica demais. Culpa deles ou culpa de quem os contratou? Seguramente a meio caminho encontramos os culpados. O Ola John e fazendo um visionamento rápido de quando jogava o ano passado comete um erro crasso na Turquia na meia final da Liga Europa onde faz penalti devido a acompanhar deficientemente o lateral adversário.
Se a atacar as suas temporizações são quase sempre certas, a defender as suas "temporizações" são um desastre.
Peço-te o mesmo exercício, relembra-te do Porto - Benfica do ano transacto e relembra-te de um Ola John extremamente cuidadoso em termos defensivos, sempre a fechar o espaço ( e surpreendentemente) rapidamente e agressivamente em termos iniciais e depois com o passar do tempo e com a falta de hábito a perder qualidade defensiva. Isso releva que pensa que tem um botão on/off e que uns dias sim outros não...está completamente errado, porque ainda não se apercebeu que é um animal de hábitos, se não promove esse hábito contra o Gil Vicente e Paços Ferreira depois não consegue fazê-lo contra os colossos europeus.

Basta visionar o Gaitan que defensivamente é uma fraude, pelo mesmo handicap destes dois. Quanto ao Sérvio merece o beneficio da dúvida porque está há pouco tempo.

Como nota final podemos ainda avaliar o numero de confrontos que se ganham no corpo a corpo quando a bola esta "viva" para os dois. Tem que dar muito mais em termos defensivos e passa muito pela parte psicológica e mudança de paradigma mental.




Jorge disse...

Baggio:

E um problema comum a outros desportos e outras areas de formacao.
o treinar para ganhar tem os efeitos nefastos que o ensinar para passar exames tem.
O objectivo deveria ser sempre o desenvolvimento individual do atleta/aluno e o jogo seria apenas um dos instrumentos usados para esse desenvolvimento e uma das componentes de avaliacao desse desenvolvimento.
Outro aspecto que e importante e que e bastante descurado em educacao e o recreio, a actividade nao estruturada, que corresponde no desporto ao jogo de rua.
Esse componente acontecia antes na rua de uma forma natural, hoje em dia as actividades sao hiper estruturadas e talvez seja necessario replicar o "jogo de rua" no treino, deixando os jogadores jogarem sem qualquer tipo de feedback e restricoes.

Gonçalo Matos disse...

Em relação aos pontos 2 e 3, um grande amigo sempre me disse "dá-me 5 jogadores de raça e trabalho e eu não vou conseguir ensina-los a ser criativos. dá-me 5 criativos e eu com o meu trabalho vou ensina-los a trabalhar em função da equipa."

Quanto ao resto, enquanto lia o texto pensei várias vezes no mesmo jogador, o Bernardo Silva. Não vi nenhum jogador portugues com tanto talento individual para desequilibrar desde o Cristiano Ronaldo e tenho a certeza que dificilmente jogará no Benfica. E no caso dele nao me parece que seja por causa do modelo do JJ. Não só não formamos muito bem como não sabemos dar o melhor aproveitamento aos foras de série que temos.

Eu só me pergunto, tendo o exemplo da Espanha, Alemanha e Bélgica, porque é que cá ninguém reformula as coisas?

Jorge disse...

Concordo com o Goncalo:

Jogadores bons aprenderam a perceber o jogo assim como o bom matematico e aquele que percebe matematica e nao aquele que memorizou formulas e solucoes de problemas. Um jogador que percebe o jogo facilmente aprende e se adapta a um modelo de jogo novo e tera mais capacidade para aprender como coordenar com o resto da equipa ofensiva e defensivamente. O importante nao e tanto a criatividade do jogador, mas a sua "inteligencia futebolistica".

Anónimo disse...

Olá a todos.

Não acham que o rendimento do André Martins subiria se jogasse um pouco mais recuado, a médio centro, em vez da sua posição atual- que é algo parecida à do 10?

hertz disse...

Ja vemos adeptos a dizerem que o Djuricic é um flop tal como dizem o mesmo do Ola John, chegando ao ponto de dizerem que o Ivan é melhor que ele.
Em relaçao ao Djuricic que achas dele agora jogar no lugar do lesionado Rúben Amorim?
Em relaçao ao Ola John, o talento esta la todo mas não sei...é um caso estranho. O Ola John quando joga, joga encolhido, com pouca agressividade e as vezes parece que anda ali por andar. Parece-me claramente que esta muito em baixo psicologicamente e em termos de confiança.
Ja agora, deixo aqui um link do blog A vida do futebol onde ele fala dos casos concretos do Ola John, Djuricic e Rodrigo: http://vidadofutebol.blogspot.pt/2013/11/os-talentos-fora-do-modelo-de-jogo.html

Em relaçao ao Bernardo Silva, se o Benfica não o aproveita então podem fechar o Seixal, a formaçao que aquilo não serve para nada.

Miguel Martins disse...

Isto é para ser interpretado como dirigido á formação, a séniores ou a ambos?
Relativamente ao pt1 que interpreto como mais dirigido á formação... "Não se dá liberdade e margem ao jogador para errar, aprender, corrigir, voltar a errar e voltar a corrigir." Como conciliar esta opinião com a que defende que o miudo 2x0+gr se não passa ao colega é substituido e no proximo jogo banco com ele? Não corresponderá isso ao "Fazer tudo igual de forma regrada. Todos devem fazer o standard." deste modo "Não é de admirar que cada vez menos existam jogadores criativos no panorama nacional"... se o miudo nunca tenta não se sabe se poderá ser um fora de série.
Pt2... "Mas será justo eliminar os talentosos só porque têm ideias e seguem caminhos diferentes dos pré-concebidos?" Tu próprio dás a resposta do porque de muitos pseudo-talentos ficarem pelo caminho: "São muitos os que sentem que conseguem atingir determinado nível sem se esforçarem tanto como os outros" e durante o caminho são ultrapassados. "É que apostar num jogador pressupõe continuidade. Domingo após domingo estarem em campo desde o começo." Em séniores isto é impossivel... se um jogador realmente é melhor tem de o mostrar, não é dizer que é melhor ou mostrar em 10' e depois quando lhe dão oportunidades fracassar, se o jogador é realmente bom mais cedo ou mais tarde vai acabar por ser bem sucedido (se há jogadores fracos que são, os melhores mais o são ainda). "Os criativos precisam de confiança para que possam realizar as suas acções com a eficácia desejada, e precisam de serenidade para atingir todo o seu potencial." E os outros só servem de "mecos"?
Pt3.. "Os modelos de jogo muitas vezes não favorecem os jogadores" deve então o treinador alterar o seu modelo para evidenciar as melhores caracteristicas de um determinado jogador? O jogo é coletivo! As adaptações de um modelo em função de um jogador só podem ocorrer se a potencialização desse jogador for extraordinario (na atualidade há dois ou três que podem justificar essas alterações, e essas dependem do contexto da equipa, p. ex. Messi não justifica no Barcelona pois está enquadrado e a organização da equipa potencializa as suas qualidades mas na seleção justifica que a equipa jogue em função das suas qualidades, Ronaldo justifica pois não há organização coletiva na sua equipa que seja superior em eficacia a ser potencializado individualmente), o que não acontce com a quase totalidade dos jogadores, quanto mais alterar um modelo de jogo para evidenciar ascaracteristicas de um jogador que ainda precisa de muito para atingir o seu potencial.
Djuricic, Ola John? e Quintero até podem vir a ser os melhores jogadores do mundo mas na actualidade quando jogam não justificam tirar a titularidade a quem tem jogado... O Benfica e o Porto não podem andar a perder pontos para terminar a formação de jogadores que na actualidade não são melhores que outros no plantel. Viste algum jogo que o Djuricic entrasse e com a sua actuação justificasse mais minutos do jogo seguinte? E Ola John? Quintero também já foi titular e foi o seu pior jogo!

Anónimo disse...

FANTASTICA CRONICA...REALMENTE HOJE NAO SE DEIXA OS JOGADORES EXPRESSAREM TUDO O QUE SABEM...O MAIS IMPORTANTE E OBRIGAR OS MIUDOS A MECANIZAREM SE...AO MODELO DE JOGO INVENTADO NAS UNIVERSIDADES....EX: QUANDO A BOLA ESTA NO 6 E OBRIGADO A PASSAR AO 8 ( SE O 6 DECIDIR REMATAR A BALIZA E FAZER GOLO )ESTA ERRADO ...OS LIVROS DIZWM QUE DEVIA PASSAR AO 8...CONCLUSAO O JOGADOR FEZ GOLO MAS VAI SER PENALIZADO PORQUE NAO FEZ O QUE OS LIVROS DIZEM...ISTO E A FORMACAO HOJE CAROS AMIGOS.

Roberto Baggio disse...

Jorge,

"o treinar para ganhar tem os efeitos nefastos que o ensinar para passar exames tem. "

A analogia é a correcta, concordo a 100%. A diferença está em perceber e em decorar. E falo em criatividade, porque os criativos, normalmente, são aqueles que melhor percebem o jogo.

"Esse componente acontecia antes na rua de uma forma natural, hoje em dia as actividades sao hiper estruturadas e talvez seja necessario replicar o "jogo de rua" no treino"

Penso ser +/- esse o papel do formador, até certa idade. Mas sabendo, desde logo, que é impossível replicar o futebol de rua por não haver volume prático em treino suficiente para isso. Então, devem ser encontrados atalhos que permitam aos jogadores aprenderem, a errar, e não tentar ir mais longe do que isso.

Anónimo,

"Não acham que o rendimento do André Martins subiria se jogasse um pouco mais recuado, a médio centro, em vez da sua posição atual- que é algo parecida à do 10?"

Tenho a opinião que todos os ataques das equipas onde André Martins joga deveriam começar por ele. Posição onde ele fez a formação, inclusivamente. Jogaria com ele na posição 6.

Hertz,

"Em relaçao ao Djuricic que achas dele agora jogar no lugar do lesionado Rúben Amorim?"

Acho que deveria jogar, se ele treinou de acordo com isso. Se não treinou seria ainda pior para ele jogar ali.
Mas pelas palavras do Jesus, o sistema só é aquele quando joga Rúben Amorim.

Miguel,

"Isto é para ser interpretado como dirigido á formação, a séniores ou a ambos?"

O texto tem 3 pontos bastante claros que respondem à tua questão.

"Como conciliar esta opinião com a que defende que o miudo 2x0+gr se não passa ao colega é substituido e no proximo jogo banco com ele?"

Sem querer dizer que continuas a fundamentar mal, não começaste muito bem.
1- O Di Maria "não" está na fase de formação.
2- O Di Maria não é fora de série.

"Em séniores isto é impossivel... se um jogador realmente é melhor tem de o mostrar"

"E os outros só servem de "mecos"? "
Não. Os outros são tão úteis quanto os criativos. O problema é que os criativos têm menos oportunidades que eles.

"deve então o treinador alterar o seu modelo para evidenciar as melhores caracteristicas de um determinado jogador?"

Não, salvo as excepções que citaste. O que não devem fazer é contratar um jogador que vai completamente contra a natureza do jogo que se quer praticar.

"Djuricic, Ola John"

São antíteses do modelo de Jesus.

" O Benfica e o Porto não podem andar a perder pontos para terminar a formação de jogadores que na actualidade não são melhores que outros no plantel."

Por que raio foram então contratados? É que pelo que consta não foram propriamente baratos!
Se não são melhores que outros do plantel, mais me ajudas. Não deveriam ter vindo.

"Viste algum jogo que o Djuricic entrasse e com a sua actuação justificasse mais minutos do jogo seguinte? E Ola John?"

Sim, vi.
E qual é a diferença do rendimento de Ola John, para o rendimento de Enzo como médio ala? E de Djuricic para o rendimento de Rodrigo como 2º avançado?

Como digo, não deveriam ter sido contratados. Poupava-se dinheiro, metiam-se miúdos da formação com menos talento que estes como o A.Gomes, ou I.Cavaleiro, e já estava. Ou abria-se espaço para jogadores como Bernardo Silva.

E quem fala destes pode falar de Cortêz. O que é que ele acrescentou que Cancelo ou Luís Martins não podiam acrescentar? Se não é melhor do que os que cá estão o que veio cá fazer? Ocupar espaço?

"Quintero também já foi titular e foi o seu pior jogo!"

E qual é a diferença do rendimento de Quintero para o de Lica ou Varela?

Eu posso dizer qual é diferença de rendimento, é nenhuma. Mas depois posso dar a diferença de minutos e de ritmo que é abismal.

Gonçalo Matos disse...

Outra coisa que beneficiaria o André era jogar num modelo que privilegiasse ainda mais a posse de bola. Acho que quanto menos transições ofensivas houver e quantas mais vezes ele tocar na bola, melhor ele é.

Miguel Martins disse...

Baggio: Pela resposta em que falas do Di Maria presumo então que o post se dirija a formação. volta a perguntar "Como conciliar esta opinião com a que defende que o miudo 2x0+gr se não passa ao colega é substituido e no proximo jogo banco com ele?" e esquece lá o Di Maria, estamos a falar na formação... ou na formação tembém só o fora de série pode rematar? Porque isso vai contra "Não se dá liberdade e margem ao jogador para errar, aprender, corrigir, voltar a errar e voltar a corrigir." e combina mais com "Fazer tudo igual de forma regrada. Todos devem fazer o standard." que tu apontas como erro neste post, no entanto defendes que só os fora de série podem tentar coisas diferentes.
"O problema é que os criativos têm menos oportunidades que eles." Tu descreveste o principal motivo porque grande parte dos pseudo-criativos acabam por serem eliminados... pensam que fazem mais a diferença do que realmente fazem e acomodam-se... conheço muitos exemplos quer como jogador, treinador, e como mero espectador. Se o jogador for realmente melhor essa qualidade superior vai certamente aparecer e justificar. O problema é aquele que referes no post, em determinado momento são melhores mas devido a factores a maior parte das ocasiões de ordem volitiva vão sendo ultrapassados e quando dão conta o "comboio já passou".
Relativamente ás contratações, se a tua posição é que não deviam ter sido contratados se não fossem garantidamente mais valias concordo a 100% com ela, salvaguardando que quer o Ola John quer o Djuricic têm "potencial" para no futuro poderem ser titulares nas suas posições, mas para serem titulares no presente têm de fazer um pouco mais de cada vez que têm oportunidades (sendo ou não favorecidos pelo modelo, aliás o Djuricic refere sempre esse pormenor nas entrevistas e em palavras demontra essa vontade de corresponder em que posição for)... até porque acho que aqui a questão não é serem jovens já que Markovic joga sempre que está disponivel. "Sim, vi. E qual é a diferença do rendimento de Ola John, para o rendimento de Enzo como médio ala? E de Djuricic para o rendimento de Rodrigo como 2º avançado?" Se viste diz-me pf qual? O Enzo é muito melhor defensivamente (quer na ocupação do espaço quer na pressão sobre a bola e o espaço), no processo ofensivo opta muitas mais vezes pela solução individual conforme requerido pelo modelo de jogo. A comparação com o Rodrigo é falaciosa porque se calhar até eu ganhava nessa comparação :) (não estou a falar do "potencial" mas do que joga quando entra a substituir ou de inicio), mas apesar de o ponto de comparação ser extremamente baixo o Djuricic (e a sua falte de rendimento) levou o JJ a, finalmente, colocar um 3º médio (onde Djuricic diz que prefere jogar, mas onde coincidentemente JJ dizia que não era a posição dele e também havia defensores dessa teoria, mas devem saber mais do que o jogador gosta do que o próprio).
Cortêz é um caso diferente, 26 anos e talento 0, logo na altura afirmei aqui ou no LE (acho que num post sobre Melgarejo)que Cortêz não era jogador nenhum (é a melhor definição que consigo)... mas claro que havia quem insistisse que o JJ ia fazer dele uma bomba, que o ia ensinar a defender etc etc...

Signori disse...

Na sequência deste artigo, e do que o Rafael Antunes salientou, convido-vos a espreitar o trabalho do psiquiatra e filósofo Ian McGilchrist, no seu livro Master and Emissary.

E ainda as suas ideias em vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=kunVEneaGNg

http://www.youtube.com/watch?v=rn1_mb1wqU0

Signori disse...

Quanto ao Ken Robinson, foi dos primeiros a reflectir mais sobre a criatividade e a sua estimulação nos seres humanos, no seu livro The element, que por acaso tenho em pdf se alguém tiver interessado. E a partir daí investiguei melhor o papel do hemisfério direito não só na regulação dos afectos , mas também na compreensão holística do que nos rodeia, antes de tendencialmente catalogarmos as informações no hemisfério esquerdo, racional e sistemático, o que também é importantíssimo, senão era um excesso de informação que seria demasiada para tentar compreender. E desde a década de 90 que o paradigma está a mudar, de um ênfase na racionalidade e cognição, para um ênfase mais afectivo, holístico, até porque este tem a primazia na interpretação dos estímulos e do que nos rodeia, e enquadra a forma como depois a cognição é activada, e como é dado o significado racional A informação.Mas de facto a sociedade ocidental está organizada desta forma, orientada para objectivos sistemáticos, especializados, mas um pouco vazia na compreensão e integração que fazemos do que nos rodeia; é preciso por vezes parar para reflectir, e ter acima de tudo perspectiva, questionar o porquê de estarmos a seguir como uma formiga num carreiro, e encontrarmos e sentirmos o que faz mais sentido para nós. Para a maior parte dos pais portugueses, o país seria composto apenas de médicos, engenheiros, advogados e arquitectos, porque sim, porque é o que mais desejam para os filhos, porque o objectivo é ter uma profissão de realce, ter status e ganhar dinheiro. Dando um passo atrás e procurando ter maior perspectiva, que pobre é o que queremos para as nossas crianças, que vida vazia de significado e conteúdo, sem estimular a sua individualidade, a busca dos seus interesses, do que lhes faz vibrar, a busca de várias e diferentes sensações para estimular a compreensão e um significado mais cheio e enriquecido no seu projecto de vida. É aflitivo quando se reflecte nisto, e as consequÊncias no equilíbrio físico e mental estão à vista, quem trabalha na saúde mental, e física, porque ambas são indissociáveis, deveria estar mais ciente disto, embora muitos não consigam perceber bem porquÊ, mas começa a surgir uma vaga na ciência que está a alterar estes significados. Quando se pensa na hiperactividade, a receita é ritalina, que aumenta os níveis de dopamina no cérebro, e quando se sabe que o vínculo entre uma figura parental e filho, a ligação e sintonia entre ambos, aumenta estes níveis de dopamina, temos um exemplo da falta de perspectiva que até na saúde se encontra. Tenta-se atacar o comportamento, sem pensar nas suas causas, nas suas bases, e esta falta de perspectiva pode ser encontrada também no futebol, procuram-se jogadores para realizar funções para determinado objectivo, quando o entendimento do jogo deveria ser mais global e relacional. Poucas coisas à nossa volta são sistematizadas, parceladas na sua organização e construção. Dou o exemplo do espectro da luz, que é um contínuo, mas nós é que decidimos dividir o espectro em cores para ser mais fácil compreendê-lo e para dar-lhe sentido, mas na realidade não é assim que funciona na sua essência. É esta perspectiva que devia ser estimulada e compreendida no seu alcance, porque permite uma compreensão mais abrangente dos fenómenos, e encontraríamos mais respostas. E talvez estas possam ser encontradas mais facilmente se lutarmos um pouco contra a tendência para a racionalidade, categorização ou o excesso desta, porque há muita informação que se perde pelo meio, na relação entre as coisas. E por aqui me fico.

Roberto Baggio disse...

Miguel,

O primeiro ponto começa assim: "1) Ao nível da formação"

Já podes depreender que ele se refere à fase de formação. E que nesse ponto estão ideias que defendo relativamente à formação.

No segundo ponto estamos a falar de uma fase onde os jogadores estão a fazer a transição entre a formação e o futebol sénior.

No terceiro ponto estamos a falar de jogadores "formados".

E como deves compreender a formação tem, para mim, uma forma de trabalhar diferente do futebol sénior. Algo que é evidente no texto e só tu não viste. Caso tivesses visto não tinhas colocado várias vezes questões que continuas a colocar. Mesmo tendo eu respondido às tuas questões com: "Di Maria não está em formação". O que subentende logo que para a formação é diferente. Mas pronto, devo ser eu que sou pouco claro!

Quando o jogador está na formação obviamente que ele deverá ter liberdade para trazer as suas soluções. Depois a um nível mais sénior, deverá perceber como e quando colocar essas soluções ao serviço da equipa. Mas acho que isso é clarinho no texto daí não entender o teu ruído em relação a isso.

"Tu descreveste o principal motivo porque grande parte dos pseudo-criativos acabam por serem eliminados"

Não, não é esse o principal. Não é isso que tenho visto acontecer mais vezes.

"salvaguardando que quer o Ola John quer o Djuricic têm "potencial" para no futuro poderem ser titulares nas suas posições, mas para serem titulares no presente têm de fazer um pouco mais de cada vez que têm oportunidades"

Não vamos brincar ao vamos fazer de conta que jogar dez minutos no final de cada jogo, ou 90 minutos de 6 em 6 jogos é o mesmo que jogar regularmente. Portanto, não jogando esses jogadores regularmente, não tendo confiança para colocar o que podem em campo, não se lhes pode pedir mais. E não me venham com a treta do tem de provar. Ola John, provou na época passada o jogador que é. Jogou com regularidade e "TODA GENTE" viu que ele é o melhor extremo que lá anda. Entretanto saiu da equipa. Porquê? Porque Jesus procura outras características nos seus extremos, e se assim é, é ridículo ele ter sido contratado. Ridículo!

Djuricic é outro. Joga muito desfazado dos ritmos da equipa, procura constantemente por apoios, procura jogar de forma menos vertical. Que não é o que o modelo pede! Independentemente da vontade do jogador, ele vai-se dar mal a jogar da forma como o modelo joga. Como não se pode/deve alterar o modelo por causa de um jogador, aqui está outra contratação ridícula. Porque o potencial deles é para jogar de forma X não de forma Y.

"Se viste diz-me pf qual? O Enzo é muito melhor defensivamente (quer na ocupação do espaço quer na pressão sobre a bola e o espaço), no processo ofensivo opta muitas mais vezes pela solução individual conforme requerido pelo modelo de jogo."

1º devo dizer-te que me estás a dar razão. O modelo pede outras coisas que John nunca vai dar. 2ºDevo dizer-te que a diferença de rendimento foi que sem bola, sim Enzo é mais capaz, como disseste, e com bola Ola John da-lhe 30-1. Enzo só fez "merda" a jogar como ala. Nem parecia o mesmo jogador que tomava boas decisões no centro do terreno. Bola no Enzo, bola no adversário. Portanto, tendo em conta o número de minutos que Enzo tinha, para os de Ola, é perfeitamente compreensível as diferenças ao nível defensivo porque são coisas que pressupõem grande intensidade e ritmo, que se ganha com jogo, que ele não tem.

DC disse...

Acho que o Baggio tocou num ponto muito oportuno.

Saviola, Aimar, Ola, Nolito, Djuricic e se calhar até Markovic. JJ contrata estes jogadores e depois quer jogar no estilo que joga? Estranho, não? Será que não é ele que pede os jogadores ou é assim tão mau nas observações que lhes faz?

masterzen disse...


Baggio,

Desafio-te para desenvolveres a tua linha de pensamento em relação a estes jogadores e ao plantel do Benfica.

Entraste para substituir Jesus, que sistema táctico e que conceitos de jogo implementavas? Ola John, Djuricic eram titulares? Jogavam em que posição?

E como varias em termos defensivos? Como esconderias os defeitos deles ou vendo de uma forma mais positiva como potenciarias as suas qualidades defensivas? Pressão alta ? Bloco médio/ baixo?

Abraço e continua a escrever!

Anónimo disse...

Caro Baggio,

Acho que o Miguel tem razão numa coisa: o Benfica e o Porto não podem andar a experimentar. O Porto forma jogadores, e é das melhores escolas da Europa, basta ver quantos daqui saem (idem para o Benfica).

Cumprimentos,
António Teixeira

Wishmaster disse...

É absolutamente tenebroso pensar que Ola John e Djuricic não cabem numa equipa que alberga o Cavaleiro (é jogador de futebol?) e o André Gomes. Assusta pensar que 90% das pessoas não goste de talento e é ainda mais assustador quando nessa percentagem estão dirigentes e treinadores. Não vai demorar muito até serem emprestados e vendidos ao desbarato como Nolito ou Bruno César (que lateral esquerdo poderia dar...).

Vejo acontecer a mesma situação a Sulejmani ou a Bernardo Silva (que jogador).

Diogo Rosado? Serão os Licas, Varelas, Cavaleiros, Yannicks superiores?

E que dizer do fenómeno William Carvalho?

Miguel Martins disse...

Baggio: Por isso fiz uma pergunta logo a iniciar o comentário e concordo com a tua perspectiva! Até porque grande parte dos treinadores de formação académica não conseguem pensar o jogo um pouco mais além daquilo que lhes é ensinado e fecham-se na sua perspectiva única que a sua forma de jogar é que está correta e quem não vê isso é porque não percebe de futebol... não reconhecendo outras caracteristicas diferentes das suas como sendo também de qualidade.
"Não vamos brincar ao vamos fazer de conta que jogar dez minutos no final de cada jogo, ou 90 minutos de 6 em 6 jogos é o mesmo que jogar regularmente." Obviamente que não é o mesmo! Mas há muitos jogadores que foram ganhando espaço... o próprio Ola John no ano passado foi aparecendo até conquistar a titularidade, já este ano não tem mostrado nada. Ele provou no ano passado (não ser melhor mas estar num nivel semelhante aos titulares, Gaitan e Sálvio, por isso foram rodando três extremos) mas este ano é outro ano e este ano não estava a justificar quando teve a oportunidade de entrar no lugar do Enzo (e teve 3 ou 4 jogos de inicio nessa altura). "Independentemente da vontade do jogador, ele vai-se dar mal a jogar da forma como o modelo joga." O que digo é que mesmo não sendo favorecido pelo modelo Ola John no ano passado teve uma atitude competitiva diferente quando teve os seus primeiros minutos e foi MERECENDO mais minutos até ser titular. "com bola Ola John da-lhe 30-1" Com bola pode dar algo mais, nos jogos que fez este ano não deu... o que um jogador joga efectivamente não é o mesmo daquilo que pode jogar. Posso estar enganado mas Ola John este ano até teve bem mais minutos que no ano passado até esta altura, e já não joga quase á um mês porque não vinha a justificar esses minutos.
DC: Contrata esses jogadores para resolverem individualmente aquilo que ele coletivamente não consegue que a equipa resolva.

Rafael Antunes disse...

Signori,

Só me ocorre uma palavra... AMEN

Cumprimentos

Edson Arantes do Nascimento disse...

Dizer que o Ola é o melhor extremo do Benfica é ser faccioso e é de quem toma as suas convicções no matter what. Isto, para mim, não faz sentido.

No ano passado, por exemplo, o extremo do Benfica que demonstrou com factos o seu elevado rendimento foi o Salvio - mais de 10 golos marcados e mais de dez assistências.

É o meu jogador preferido? Não. Contratava-o para a minha equipa? Talvez. Mas não seria certo.

Gosto mais do Ola? Pelas suas características, sim. Pelo seu rendimento - comparado com o Salvio - não.

Por outro lado, quem acha que é o JJ a definir todas as contratações está desatento. Aliás, eu até acho que os clubes organizados não devem depender apenas das sugestões dos treinadores.

Os treinadores vão e vêm e as equipas têm de continuar o seu trabalho. Isto não quer dizer que a opinião do coach seja para descartar.

Mas eu acho que deve haver sempre uma política de observações-contratações definida pela gestão desportiva e não pelo momento e pelas ideias de cada técnico.

O Nolito, por exemplo, é daqueles casos que me parecem evidentes do que estou a dizer. Mesmo assim as pessoas não se devem esquecer que o JJ foi publicamente contra a saída do B. César e do Nolito.

Fiquei sempre com a sensação que o Benfica precisava de fazer dinheiro em Janeiro - como vai precisar no próximo Janeiro se cair na Champions.

O Djuricic não tem estado bem (nos jogos que vi). Mas é um jogador com potencial. Por isso o treinador deve pensar bem se as suas convicções são mesmo para levar até ao fim... No matter what.

António Teixeira disse...

Caro Édson,

Mas é claro que os treinadores não devem mandar totalmente nas contratações (olha para o Chingkrhfidfysnky do Pep). Aliás, no Porto mandam geralmente zero, o que também não deve ser ideal. O Jesus manda alguma coisa ainda, mas não me acredito que mande a 100%. Concordo contigo na questão do rendimento também.

Cumprimentos,
António Teixeira

Miguel Nunes disse...

oh zé, andas desaparecido. Tou fodido com os teus primos governantes. Vetaram a minha entrada como coordenador dum complexo desportivo ai nozangola e olha que duplicavam o q se paga no qatar!

já n usas face ou q? a diarreia passou? e a cena das apostas? vê lá se dás sinal de vida. Mas pelo face q n tenho tido tempo de vir aqui ao blog.

Anónimo disse...

Daí a formação dos nossos jovens, no que diz respeito ao futebol, andar muito mecanizada, na minha opinião, o que poderá hipotecar num futuro próximo o lugar de destaque que a nossa selecção vai mantendo no panorama mundial. Penso que teremos que parar, reflectir e tentar perceber o que é que tem acontecido à maioria dos nossos jovens promissores que, chegando aos seniores, se deparam na sua maioria com a sua rejeição por parte dos clubes formadores de topo que, ao invés de se acautelarem propondo-lhes uma equipa com uma identidade de certa forma parecida à sua, opta por empurrá-los sem eira nem beira, entregues à sua sorte. Concordo em absoluto com o que dizes porque o cerne da questão estará sempre no que provoca a falta ou o excesso de comportamentos adequados ao estímulo que deverá existir tendo em vista a capacidade que o indivíduo, por si só, possa ter a iniciativa de fazer o que quer que seja.

Anónimo disse...

Este meu comentário (anónimo) refere-se ao do Signori. Ass. Miguel

Roberto Baggio disse...

Edson,

Sabes que as minhas análises são qualitativas, não quantitativas. Lembras de uma vez de ter dito que Salvio era o Ronaldo do Benfica? É isso mesmo, ele equivale a um rendimento fantástico e a organização de Jesus sente muito a falta dele.
Independentemente dos números, que são espectaculares, fantásticos, assombrosos, salvio não é para mim melhor que Ola.

Signori,
Fantástico comentário, manda tudo para o mail do blogue sfv.

Miguel Nunes,

Diz ao teu ministro para ajoelhar e talvez assim consigas visto que de entrada hahahaha.

Anónimo disse...

Oh Baggio,

Offtopic, mas qual é a média de ordenado (em Euros), aí em Angola? E há lugares para o pessoal vindo das humanidades (linguística, clássicas, filosofia, etc)?

Cumprimentos,
António Teixeira

Roberto Baggio disse...

António, tens o meu mail. Usa-o

Anónimo disse...



http://www.elgrafico.com.ar/2013/06/09/C-4788-guardiola-charla-tecnica.php

Anónimo disse...

Sera preciso ser muito cego para nao se apostar e rentabilizar um talento como o Bernardo.
Para acompabhar com muita atencao

Nuno Ferreia

Anónimo disse...

O que acham do Bielsa e do Van Gaal como treinadores?
O Riquelme com eles sofreu muito por exemplo

Nuno Ferreira

Anónimo disse...

Ou o que acham do Guardiola como treinador?

O Gio Santos com ele foi despachado
E o Ibra tambem nao se entendeu la muito bem

Nuno Ferreira

Roberto Baggio disse...

Nuno Ferreira,

Acho que são bons treinadores. Van Gaal e Bielsa.

Acho que é um treinador fantástico Guardiola.