Posse de bola no Facebook

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sábado, novembro 30, 2013

Regresso ao passado

QUINTA-FEIRA, JANEIRO 03, 2013, escrevia-se por aqui:

Interpretação!

«O SABER em futebol está, normalmente, relacionado com a qualidade de execução técnico-motora, ou seja, está associado ao facto de se ter a técnica necessária para se executar bem um passe, um drible, um remate, uma recepção (orientada ou não) ou um desarme.

Não raras vezes, dizemos: "Muito bem! Grande remate, este gajo sabe rematar"; "Epá, que passe fantástico"; "Grande jogador, já viram bem a forma como ele dribla?!".

Será mesmo que esse jogador acertou?
Será que um jogador que fez a escolha técnica correcta associada a uma execução eficaz SABE jogar bem? Será que SABE jogar Futebol? 
Será que por ter o domínio dos gestos técnicos do jogo é um bom jogador?
Será que ele SABE o que está a fazer?

Penso ser na última questão que reside a resposta para todas as anteriores.

Basta reflectir um pouco para perceber que um jogador pode fazer as escolhas técnicas mais acertadas, sem que com isso beneficie de alguma forma a sua equipa. Imaginemos um jogador que escolhe rematar e por acaso o remate é bem feito (acerto na execução), mas ainda assim tinha um colega livre e melhor posicionado para dar sequência ao ataque da equipa. Assim sendo, o remate deixa logo de ser uma boa opção. Isto significa que apesar de ter acertado na execução, errou no mais importante: na decisão de rematar.

Vejamos agora o caso de um jogador que é forte no desarme, tenta desarmar e por acaso consegue fazê-lo numa situação de GR+1x2. Ainda assim o desarme foi uma opção mal tomada uma vez que o risco elevado que acarreta caso seja ultrapassado não é compensado pela probabilidade de sucesso.

E por aí em diante...

Penso que o mais importante a ensinar no futebol não é o SABER fazer! É o SABER SOBRE O SABER FAZER! É esse tipo de conhecimento que vai levar a que os jogadores percebam qual a melhor opção táctica a realizar, para que posteriormente façam essa escolha corresponder à selecção da técnica adequada.
Num jogo de natureza táctica, como o de hoje, é primordial que os jogadores percebam o SABER sobre o que estão a fazer. Esse mesmo SABER vai possibilitar aos jogadores não só fazerem melhores escolhas como também perceberem, por si sós, quando estão errados, o porquê desse erro e como podem melhorar.

O futebol é um jogo imprevisível onde as situações são, normalmente, diferentes. Assim, requer que os jogadores INTERPRETEM cada situação e que SAIBAM o que fazer perante ela. Sem SABEREM o que devem fazer, facilmente percebemos que os jogadores estão perdidos: interpretam mal, fazem a escolha técnica certa para o pensamento errado e, a partir daí, tudo o que possam fazer será inadequado.

Esse conhecimento é também CATALISADOR da CRIATIVIDADE no sentido em que o processo de decisão está facilitado. Isto permite ao jogador menos tempo (do que normalmente os restantes jogadores precisam) para imaginar e criar uma jogada. Essa mesma jogada inicialmente até pode não fazer sentido nenhum aos nossos olhos por não a termos visto antecipadamente. No entanto, acaba por revelar-se cheia de intencionalidade. Essas são as tais jogadas geniais que me deixam deslumbrado com a capacidade criativa do jogador.

Vejamos o exemplo de Puyol uma vez que é um defesa-central e normalmente não se associa criatividade nem a defesas-centrais nem a comportamentos defensivos. No jogo contra o Benfica, no estádio da Luz, um dos extremos benfiquistas progredia com bola numa situação de 3x3 na zona lateral do campo. O comportamento normal de um defesa seria o de contenção, fechando os espaços na zona central, acompanhando a progressão do portador da bola, na espera que este a perdesse ou que chegassem colegas para criar superioridade numérica e então atacar o homem da bola. Puyol, curiosamente, sabendo desse comportamento e lendo a situação, deu sinal para que os seus colegas se aproximassem dele, subiu a linha da defesa, compactou do lado da bola e a atrapalhação do jogador do Benfica (que não soube ser CRIATIVO, ler e aproveitar o comportamento da defesa) foi tão clara, que acabou por perder a bola pela linha lateral. Puyol percepcionou a situação, interpretou, decidiu apertar e bascular do lado da bola, subindo a linha da defesa, deixou o extremo do Benfica "cego", sem visão para o resto do campo e este condicionado pelo comportamento inesperado de Puyol acabou por se atrapalhar e perder a bola.

Um exercício de treino não se deve esgotar no objectivo de saber fazer, nem na dinâmica colectiva que se pretende, nem na dimensão aquisitiva do mesmo. Deve, também, compreender uma dimensão teórico-prática que faça com que os jogadores aprendam e apreendam os conceitos de jogo. É necessário que percebam os princípios de acção, os princípios de jogo e que compreendam que esses princípios são nada mais do que isso mesmo: PRINCÍPIOS de um comportamento com um objectivo determinado, mas com um final indeterminável uma vez que parte dos próprios jogadores a interpretação e resolução do problema. Esse conhecimento dos princípios do jogo irá no futuro permitir melhorar muito rapidamente o rendimento do jogador.

Em suma, parece-me que o treino aos jovens deve ser repensado. Se a prática dos gestos técnicos é importante até certa idade depois disso é necessário criar estímulos que coloquem os jovens em dificuldade, que os obriguem a pensar, que os ajudem a compreender melhor o jogo de forma intuitiva e sem que deixem de se divertir com isso. Quanto mais cedo forem habituados a grandes exigências em termos interpretativos, mais depressa se tornarão jogadores de grande qualidade e mais rápido estarão aptos para responder às exigências modernas do jogo.»

quinta-feira, novembro 28, 2013

Rodrigo é isto...

Candidato a melhor 9 da europeu?!
Sim.

Com a sua idade é fabuloso no momento da finalização. Caso esteja a jogar na posição certa e com as tarefas certas o rendimento dele sobe de forma exponencial.
Não tenho qualquer dúvida que seria o melhor marcador do campeonato, assim como um dos melhores dos campeonatos europeus.

É jogador de grande área, de acções simples como procurar a bola no espaço, ou enquadrar para finalizar.
Com a velocidade que tem associada a grande qualidade técnica estão reunidas as condições para que tenha um rendimento assinalável ao nível dos golos.


Qualquer semelhança entre algum destes golos é pura coincidência...

Artigo escrito por Jorge Simão para a revista "Treino Científico"

Jorge Simão


A posse de bola


Ter ou não ter a posse de bola?

O que mais interessa: jogar bem ou ganhar???
E o que significa jogar bem? Qual a importância do lado estético do jogo?

A subjetividade é incontornável nestas questões, que há muito fazem parte da agenda dos académicos e estudiosos do jogo. A verdade é que o futebol arrasta multidões aos estádios prioritariamente para ver a sua equipa ganhar. Contudo, apesar de prioritário este não será certamente o único motivo. Acredito que as pessoas queiram desfrutar do jogo, vivenciar emoções fortes, vibrar com as incidências decorrentes da incerteza do resultado.

Usualmente a beleza do jogo está associada ao processo ofensivo, ou seja, à qualidade da posse de bola. Isso é indiscutível. Mas, por outro lado, não haverá também qualidade passível de admiração durante o processo defensivo (já para nem falar das transições...)?

Creio numa resposta sábia: sim e não!

Que adepto suspira por apreciar a sua equipa em processo defensivo?

Porém, Jurgen Klopp, treinador do Borussia Dortmund, revelou numa recente entrevista que está longe de ser adepto do estilo de jogo que Pep Guardiola imortalizou no Barcelona, essencialmente por faltar paixão. Acrescenta: “...gosto do futebol à inglesa, em que está a chover, o campo está pesado, todos estão sujos… exijo aos meus jogadores que corram mais 10 quilómetros que o adversário” e culmina com o exemplo da sua própria entrega: “Olhem para mim durante os jogos… eu festejo quando pressionamos, quando recuperamos a posse de bola ou quando ganhamos um lançamento lateral. E digo yesssss!
Afinal, aqui também há elementos que podem ser valorizados e que transmitem emoções fortes aos adeptos.

No entanto, as equipas que ganharam a eternidade compartilhavam a vontade de ter a iniciativa de jogo, de terem utilizado a posse de bola com talento e de terem mantido a sua identidade independentemente do adversário que tinham pela frente.

O expoente máximo da utilização da posse de bola como identidade da equipa é a cultura blaugrana. Relembro uma história que li algures: num exercício de manutenção de posse de bola, com utilização de 2 jokers, a equipa de Xavi andou atrás da bola durante um período de tempo considerável e não conseguiu evitar sentir-se humilhado, quase pior do que quando perdia um jogo. Finalmente, quando a sua equipa recuperou a posse de bola, o exercício acabou…!!! Cego, como quem perde momentaneamente o equilíbrio emocional, “chutou” com agressividade uma bola para fora do campo… “Não aguento levar chocolate!!!”, terá gritado.

Isto é simplesmente a consequência de sentir uma ideia com paixão: a cultura blaugrana ensinou-o a sentir gozo quando em posse de bola e raiva na pressão ao adversário!

A tabela seguinte ilustra aquilo que são as diferentes filosofias de jogo dos treinadores de equipas de topo. Nela estão os valores médios de posse de bola na edição de 2012/ 2013 da Champions League.




Borussia Dortmund foi finalista da competição mas apresenta-se apenas como a 27ª equipa com mais tempo em posse de bola.

A filosofia do Barcelona é imutável: foram goleados pelo Bayern Munchen nas 1/2 Finais (acumulado, 7-0) mas na percentagem média final apresentam valores de posse de bola claramente superiores a todas as outras equipas.

Salta à vista a variabilidade das conceções de jogo nas oito equipas que atingiram (pelo menos) os 1/4 Final da competição. Para ganhar jogos a este nível será então decisivo preparar as equipas para dominar o jogo, significando isto ter mais posse do que o adversário e circular a bola no meio-campo ofensivo demonstrando supremacia territorial?

Com base nestes dados, claramente, um rotundo... não!

Atente-se à tabela 2:




Surpresa: o FC Porto foi a 2ª equipa da Champions com mais tempo em posse de bola. Vítor Pereira repetia frequentemente que o “seu” Porto era uma equipa de posse e circulação. Aqui está a prova!

Mas significa isso sucesso, neste nível de competição?

Das 10 equipas com mais tempo de posse de bola na competição, apenas 4 atingiram o patamar dos ¼ Final… Elucidativo, não?

Seguindo esta linha de raciocínio, uma conclusão lógica é a de que, neste patamar competitivo, a noção de controlo do jogo assume predominância em detrimento do domínio do jogo.

A minha ideia é a de que um jogo controlado implica jogar com um bloco compacto (independentemente se alto, médio ou baixo, o importante são as linhas juntas), com os espaços ocupados, sem desequilíbrios defensivos e sem que o adversário consiga chegar às zonas vitais com possibilidade de finalizar. Implica o recurso às faltas para diminuir a intensidade do jogo e para reorganizar as nossas linhas em situações de transições rápidas em profundidade do adversário. Implica atacar com um único objetivo. Posse de bola com critério e objetividade!
Resumidamente: controlar o jogo é gerir os seus ritmos. Acelerar quando nos convém ou baixar a velocidade com que os acontecimentos vão sucedendo quando sentimos ser necessário!

Atente-se à tabela 3, que apresenta os valores da posse de bola dos três primeiros classificados na Bundesliga.








O facto do Borussia Dortmund revelar ser uma equipa dominadora na competição interna (2º classificado, 2ª equipa na posse de bola) e mais controladora na Champions (2º classificado, 27ª equipa na posse de bola) será fruto do acaso? Será falta de identidade? Ou de qualidade? Ou de ousadia?

Não é curioso verificar também que o Schalke 04 apresenta valores exatamente semelhantes na Champions (Oitavos Final) e no Campeonato Nacional (4ª classificado), com 52,3%?

A tabela seguinte, referente ao campeonato espanhol, também nos dá uma significativa visão da relativa importância de dominar os jogos, da posse de bola e do valor do ataque posicional.




A 2ª equipa com maior percentagem de posse de bola do campeonato espanhol, Rayo Vallecano, acabou em 8º lugar!

O 2º classificado, o Real Madrid de Mourinho, apresenta valores de posse de bola que o situam apenas no 4º lugar da tabela comparativa, mas com valores muito idênticos aos apresentados nos jogos da Champions.

Estes dados do Real Madrid adquirem ainda maior interesse se os compararmos com os do Dortmund. Julgo ser pacífico afirmar que valores de posse de bola semelhantes nas duas competições (Campeonato Nacional e Champions League) são sinal de fidelidade à conceção e filosofia de jogo do treinador. É a sua identidade!

Porém, valores muito divergentes entre as duas competições:
i) significarão falta de identidade, de personalidade, de capacidade de afirmação da equipa e do seu treinador?
ii) ou, por outro lado, não serão eles reveladores de astúcia e de versatilidade na preparação estratégica para ganhar cada um dos jogos?
iii) não será uma equipa mais rica se possuir esta capacidade adaptativa, mesmo que aos olhos do comum adepto isso signifique perca de identidade?


EXERCÍCIOS DE TREINO

Independentemente da filosofia de cada treinador, da cultura de cada clube ou da paixão dos seus adeptos, o que fazer com a bola a partir do momento da recuperação tem de ser criteriosamente definido.

Assim, para uma posse de bola com qualidade é exigido:
Bom jogo posicional
Boa leitura de jogo
Capacidade de utilizar indistintamente os 2 pés
Bom 1º toque (qualidade da receção, orientada,
sem “matar a bola”)
Qualidade de passe

Como se consegue isto? Todos os jogadores devem usufruir da segurança de que em determinada posição há um jogador, uma figura geométrica que lhes permita antecipar a ação.

O que se segue são propostas de exercícios que visam a criação de situações propícias para os jogadores adquirirem os comportamentos desejados na posse e circulação de bola.

Manipulando as condições estruturais dos exercícios de treino - principalmente o espaço, o tempo e o número - consegue-se adaptar os exercícios apresentados para diferentes níveis competitivos e diferentes escalões etários.



quarta-feira, novembro 27, 2013

Regresso ao passado

SEGUNDA-FEIRA, ABRIL 01, 2013, escrevia-se isto por aqui:

Cruzamentos, cruzamentos, e mais cruzamentos!

«Em organização ofensiva tenho visto muitas equipas optarem invariavelmente pelo cruzamento, sem que isso seja a melhor opção. Muitos comentadores desportivos e adeptos, quando vêm o jogo, fartam-se de dizer que a equipa não tem largura, que a equipa não chega a linha de fundo, que a equipa faz poucos, muito poucos cruzamentos, dizem que os laterais são pouco ofensivos apoiando pouco este tipo de acções e a isso atribuem a falta de criação de oportunidades de golo da equipa.
Segundo o portal da FPF, no jogo contra Israel Portugal fez 50 ataques. Desses 50, 40 acabaram em cruzamento, tendo apenas 1 acabado em golo. Isso dá um total de 80% dos ataques da equipa e com uma percentagem de sucesso de 2.5%, não é preciso saber muito de matemática para entender a falta de eficácia dos tais cruzamentos que toda gente pede.
Então se a equipa tem largura, se os laterais chegam a linha de fundo e cruzam (Pereira 8, Coentrão 7) porque raio a percentagem de sucesso é tão baixa? Porquê que em 40 cruzamentos apenas um deu em golo? Por vezes, há quem esqueça que existe um adversário a jogar contra nós...

Os números enganam, muitas vezes, e isso não serve de justificação para o meu pensamento. O que me serve de base é o pensar sobre os princípios fundamentais de jogoRECUSAR inferioridade numérica, EVITAR igualdade numérica, CRIAR superioridade numérica. Esses princípios são para ser cumpridos no ataque e na defesa! Têm igual importância nos dois momentos e devem ser entendidos como são, com e sem bola.
São princípios que todos sabem, ou deviam saber. Quer dizer, são princípios de que todos ouvem falar mas muito poucos pensam sobre eles, sobre a consequência dos mesmos e sobre a sua real importância.
Esses princípios de acção, por si só, conseguem dizer se estamos mais próximos de ter sucesso ou a reduzir as nossas chances de conseguir o nosso objectivo (golo). Então como podemos pedir indiscriminadamente cruzamentos ou chegadas a linha de fundo? O que podemos pedir é que se faça o que o jogo pede a cada momento, e os cruzamentos e chegadas a linha de fundo não são sempre a melhor opção.

Se o adversário está com a estrutura fixa, rígida e compacta, se não tenta recuperar a bola em nenhuma zona do campo que não seja próxima a sua grande área, se estão constantemente organizados, então de nada vale fazer jogo exterior e consequente cruzamento. 
É preciso primeiro desorganizar a equipa adversária e tira-la da sua zona de conforto. É preciso provocar saídas de elementos das suas zonas de acção para que se criem espaços, é preciso CRIAR superioridade numérica, é preciso EVITAR igualdade numérica e é mesmo importante RECUSAR inferioridade numérica... É preciso cumprir com os princípios gerais de jogo, de forma a aumentar a criação de oportunidades de golo. 

Penso no princípio ofensivo de largura como uma forma de a equipa desorganizar o adversário, fazendo-o correr mais na tentativa de recuperar a bola. É esse para mim o grande objectivo do princípio. Não é o de conseguir cruzamentos, é o de aumentar o espaço que o adversário tem de percorrer aumentando as hipóteses de desequilíbrios na sua estrutura. Tornando, dessa forma, impossível que os seus elementos consigam cobrir todas as zonas do campo, obrigando-os a cobrir, apenas, as que achem mais relevantes, fazendo dessa forma com que se concentrem menos jogadores noutras zonas.

Reparem na acção dos anti-corpos quando um elemento estranho entra na sua estrutura...
Então, para mim, desorganizar o adversário é fazer jogo interior. Entendo como jogo interior, jogar dentro do bloco adversário, dentro da sua estrutura. Dessa forma obrigo o adversário a agir sobre o "intruso" dentro da estrutura e essa acção vai implicar desequilíbrios noutras zonas do campo, que consequentemente me vai permitir CRIAR a tal superioridade numérica ou pelo menos RECUSAR a inferioridade aumentando as minhas chances de sucesso. Devo circular a bola, numa primeira fase de forma segura, para garantir a sua posse e chegada dos apoios, mas posteriormente, devo com ela "PROVOCAR" constantemente o adversário, para que aja sobre a bola. Atenção que jogo interior não significa sempre jogar pelo centro do campo. Uma vez que a estrutura adversária pode estar organizada de várias formas, dependendo da zona da bola, devo jogar para o interior da estrutura adversária.

Não é que não goste de cruzamentos, não é que ache que são uma perda de tempo. Acho é que fazer cruzamentos sem, primeiro, garantir pelo menos um dos princípios básicos de jogo (RECUSAR inferioridade numérica) é um desperdício. 


No golo de Coentrão no final do jogo contra Israel, consigo ver 5 coisas: 

 Princípio de largura, com o extremo (Vieirinha) junto a linha garantindo  um adversário perto dele. Ou seja, menos concentração de jogadores noutra zona (grande área);
2º Martins colocado dentro do bloco adversário pronto para receber a bola, abrindo outra possibilidade de passe a Pereira. Com essas linhas de passe que se criaram, e tendo saído um jogador a Pereira, naquela zona Portugal CRIOU superioridade numérica (3x2), o que permitiu a Martins virar, enquadrar e cruzar com sucesso.
3º O facto de a bola ter sido colocada em Martins, chama a atenção de dois dos médios Israelitas provocando a sua atenção para o facto de ele poder criar perigo dentro da sua estrutura. Tal como a acção de Vieirinha isso foi fundamental para permitir menos jogadores, adversários, concentrados na grande área.
4º Na altura do cruzamento, na área havia IGUALDADE numérica, o que nos confere alguma vantagem, mesmo não sendo a situação ideal, é uma vantagem importante.
5º Não foi preciso grande circulação de bola, não foram precisos 20 passes para fazer o adversário correr, não foram precisos estratagemas avançados com vários tipos de combinação ofensiva, não foi preciso chegar a linha de fundo...

Para aumentar as nossas hipóteses de sucesso foi preciso, apenas, JOGAR BEM
E jogar bem é tentar cumprir com os princípios básicos de jogo, só isso.»

Criatividade, talento, futebol e a bola

No futebol joga quem tem bola, os outros correm...

 O contacto com a bola é o que diverte os jogadores em campo. É isso que motiva qualquer criança a entrar no futebol, divertir-se a jogar futebol.

«Não sei, estou apenas a divertir-me. Jogar esta prova é tão bom que só temos é de aproveitar ao máximo. Muitos gostariam de cá estar. Eu tenho de me divertir em campo. É claro que sei que o final da carreira se aproxima e estou a desfrutar, com toda a responsabilidade que tenho, e a aproveitar o facto de ainda estar entre um grupo cheio de qualidade.»
Lucho González
É este o futebol com o qual o blogue mais se identifica. Sem correrias desenfreadas, sem pressas, sem esforço desmesurado (com bola, obviamente), tranquilidade, e procura das melhores soluções de ataque.
Não são precisos jogadores particularmente rápidos, particularmente fortes, particularmente altos. São, só, precisos jogadores que entendam o jogo, com qualidade técnica, e com criatividade.
Para isso é necessário ter um modelo de jogo congruente com as melhores características dos jogadores.
Futebol "passito a passito" até a zona de decisão.
Jogar nos corredores para atrair, colocar no corredor central para acelerar o jogo, definir o ataque com mais soluções, procurar a profundidade.
Depois, é necessário talento para encontrar soluções com tão pouco espaço para atacar, e o Arsenal respira talento no meio campo e no ataque.

Aqui falei das lições de Wenger, e ao que parece ele continua firme na sua aposta.
Assim foi o onze inicial contra o Marselha.

1Polónia Wojciech Szczesny
3França Bacary Sagna
4Alemanha Per Mertesacker
6França Laurent Koscielny
17Espanha Nacho Monreal
7República Checa Tomáš Rosický
10Inglaterra Jack Wilshere

11Alemanha Mesut Özil
16País de Gales Aaron Ramsey
20França Mathieu Flamini
12França Olivier Giroud

Há muitos jogadores de características idênticas no sector intermédio e atacante. Sim, isso é verdade, e isso não é um problema porque as maiores semelhanças que eles têm são o talento e a criatividade, o jogar bem futebol.

No golo, 6x8+GR, 16.5 metros de profundidade por explorar, dois toques de Ramsey e 2x0+GR

sábado, novembro 23, 2013

quarta-feira, novembro 20, 2013

Felizmente há Ronaldo, o Cristiano claro

Sem ele esta selecção seria miserável.
Não é fácil colocar uma selecção medíocre nas bocas do mundo. Com ele até parece que temos uma grande selecção.

É o jogador mais completo do mundo no momento de finalização. É um fora de série pela eficácia que demonstra nos momentos de decisão. É um tremendo jogador. O melhor de Portugal.

Claro que ter Moutinho ao lado ajuda, mas Ronaldo é um fenómeno!

Para mim, enquanto não perder o vigor físico que suporta o seu jogo será o melhor dos humanos.


"Portugal tem um monstro que ainda está em actividade, que  já perfila na galeria dos melhores jogadores de toda história do futebol. Portugal não sabe reconhecer, devidamente, o contributo que ele dá, não sabe criar as condições para que ele renda o melhor possível. O público, só lhe coloca mais pressão, só o provoca mais, não lhe é dada estabilidade emocional e tranquilidade para que possa apenas jogar futebol. Comigo, em qualquer equipa do mundo, Ronaldo e mais 10."

segunda-feira, novembro 18, 2013

Suécia - Portugal, uma questão de identidade

Seremos capazes de jogar futebol?!
Essa será a maior dificuldade do jogo.

Diz-se por aí que o grande perigo vem da vantagem física que os suecos possuem. Eu discordo, e acho que a maior dificuldade somos "nós" que a temos colocado.
O problema de Portugal, seja com que adversário for, é da escolha dos jogadores.
Sabemos que o curto tempo que os jogadores têm para estar juntos na selecção, não permite elaborar um modelo de jogo de grande qualidade. Não existe, também, na federação uma ideia comum de jogo, transversal à "todos" os escalões nacionais, que permita um maior transfere e reflexo para a selecção principal.
Então a solução deveria passar por convocar os melhores interpretes do jogo no panorama nacional. Seria colocar, dentro dos que lá estão, aqueles que jogam melhor o jogo.

Há muito que perdemos a nossa matriz de jogo. Há muito que não fazemos um futebol apoiado em interpretes de grande qualidade técnica e criatividade.

Contra a Suécia, assim como contra qualquer adversário, precisamos de mais futebol, jogar mais pelo chão, e procurar menos o cruzamento "cego". Precisamos de praticar um futebol mais convergente com as nossas melhores qualidades, e mais de acordo com as melhores características dos jogadores que temos. Contra uma paupérrima selecção sueca o jogo será tão mais difícil quanto mais estivermos afastados da nossa "verdadeira" natureza.


Tendo em conta os que lá estão e o sistema de jogo que Paulo Bento utiliza o meu onze seria:

Rui Patrício (GR)

A.Almeida (DD)
B.Alves (DC)
Pepe (DC)
Coentrão (DE)

R.Meireles (MDF)
Moutinho (MC)
Josué (MC)

Ronaldo (Ext)
Nani (Ext)
Postiga (AV)

quarta-feira, novembro 13, 2013

Os treinadores em Portugal continuam sem apreciar talento

O crescente número de treinadores com formação académica no panorama nacional fazia prever maior qualidade na formação dos jovens jogadores, e consequente maior aproveitamento dos mesmos ao nível profissional. Contudo, o fenómeno não tem evoluído no sentido que se esperava por três motivos: 

1) Ao nível da formação os treinadores têm como objectivo desenvolver uma cultura de vitória. Numa fase embrionária do desenvolvimento do jogador não se ensina o jogador a jogar, não se ajuda o jogador a desenvolver capacidades que lhe vão ser, verdadeiramente, úteis no futuro. Não se dá liberdade e margem ao jogador para errar, aprender, corrigir, voltar a errar e voltar a corrigir. 
Os treinadores procuram sobretudo valorizar-se a si mesmos, amarrando os jovens a esquemas rígidos e padrões comportamentais que vão tendo sucesso naquela semana, naquele mês, naquele ano, sem pensar que na formação o objectivo é formar, para ganhar no futuro.
Por esse motivo existe uma tentativa de "robotização" dos jogadores. Todos devem fazer o standard. Fazer tudo igual de forma regrada. Há um foco no desenvolvimento das capacidades físicas, intensidade, e uma sobrevalorização da corrida desenfreada e da garra.

Não é de admirar que cada vez menos existam jogadores criativos no panorama nacional, estando uma das maiores escolas do mundo do futebol técnico e da criatividade a encerrar.

2) Os criativos são cada vez menos, e os poucos que vão aparecendo nas equipas nacionais, sejam eles portugueses ou estrangeiros, são ostracizados por não possuírem características como a agressividade, ou uma estatura física assinalável.

Não há, obviamente, que desvalorizar quem lá chega apenas pelo trabalho e pelo esforço. Mas será justo eliminar os talentosos só porque têm ideias e seguem caminhos diferentes dos pré-concebidos? Será justo que se elimine talento em detrimento de características que são importantes como complemento? Estarão os agentes de maior responsabilidade a valorizar devidamente o talento?

O essencial é que precisa de complemento e não o contrário.

Não há que ilibar, em muitos casos, responsabilidades dos jogadores mais criativos. São muitos os que sentem que conseguem atingir determinado nível sem se esforçarem tanto como os outros, e que nunca chegam a desenvolver o tal complemento importante (como complemento e não como essencial) para atingir níveis verdadeiramente importantes.

Mas será que se está a dar, aos talentosos, uma verdadeira oportunidade de desenvolver o complementar? É que apostar num jogador pressupõe continuidade. Domingo após domingo estarem em campo desde o começo. 
Os criativos precisam de confiança para que possam realizar as suas acções com a eficácia desejada, e precisam de serenidade para atingir todo o seu potencial. Isso não é coisa que se ganhe nos treinos e ao contrário do que se diz há coisas que só o jogo dá, e essa é uma delas. Eles precisam de ganhar hábitos de criação enfrentando todas as dificuldades do contexto de jogo (Qualidade colectiva e individual do adversário, ritmo, espaço, intensidade, tempo).

3) Os modelos de jogo muitas vezes não favorecem os jogadores, ficando estes reféns de colocar as suas melhores características em campo, dando a impressão de se esforçarem menos que os outros. A verdade é que a natureza deles é contrária às ideias do treinador. E quando assim o é, são como um peixe fora de água a lutar arduamente pela sobrevivência. Jogam com ritmos completamente desfasados do resto dos colegas, e muitas vezes com funções que são absolutamente desadequadas às capacidades que possuem.
Será que os treinadores que os contratam têm realmente ideia do que estão a contratar?

PS: Exceptuando o facto de ser o jogador da moda, o que é que William Carvalho acrescenta, tendo em conta as debilidades e qualidades da nossa selecção, relativamente aos habituais convocados?
André Martins de fora, porquê?!
Hugo Almeida continua a ser convocado por que motivo?!

Fico deprimido por não ver mais vezes em campo jogadores como Quintero e Ola John, ou Flip Djuricicque ainda não não aprendeu a jogar ténis.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Treino de força

Parece não haver dúvidas de que Messi andou no ginásio. As evidências são muitas e apontam "todas" para o mesmo sentido. A menor disponibilidade "física" do argentino para o jogo parece-me para já dever-se, sobretudo, à falta de agilidade. O treino de reforço muscular parece, mais uma vez, estar a virar-se contra o jogador. Três lesões musculares num curto espaço de tempo, em sítios diferentes, parece-me demasiada coincidência. Mas há alguma explicação racional (que não ele estar inapto clinicamente) que justifique a ida do argentino para o ginásio?!  Ou será que Messi precisava de ganhar força?!

domingo, novembro 10, 2013

Qualidade do trabalho diário

Neste blogue, acreditamos que o papel do treinador é fundamental para o sucesso de uma equipa, e que uma escolha acertada no início da época pode catapultar a equipa para uma época desportiva de sucesso. A maior fatia do trabalho do treinador é para nós realizado durante a semana (mais de 85%). É a contextualização de um modelo de jogo e de treino, na competição onde está inserido. É em cada exercício de treino, em cada feedback do treinador, em cada princípio de jogo, que se vê o que se trabalha, ou não, no dia a dia.

O Sporting pode, hoje, gabar-se de ter uma equipa, porque os jogadores agem e reagem com princípios de acção comuns. Jogam o que o seu treinador "pensa" que eles devem jogar, e nota-se uma clara intenção, em todos os jogadores, de agir em congruência com o trabalho semanal.



Independentemente da qualidade dos ovos, quer-me parecer que se acabaram as partidas desequilibradas entre Jesus e o Sporting.
Mas o Sporting perdeu, e o jogo?
O jogo?! Bom, o jogo é pura diversão para quem se preparou da melhor maneira durante a semana.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Desequilíbrios colectivos

São o melhor que este jogo tem para oferecer, apesar da fraca prestação da defesa do Celtic, grande golo do Ajax!



No futebol joga quem tem bola, os outros... Os outros correm...

quarta-feira, novembro 06, 2013

Liga ZON Sagres, ao final de 9 jogos

O Benfica é o principal candidato ao título de campeão nacional!

Depois do jogo de hoje, o FCP de Paulo Fonseca mostra que vai ter uma época muito complicada. Os jogadores mostram alguma dificuldade em absorver as ideias do treinador, o plantel não tem a profundidade desejada ao nível das soluções ofensivas, e os resultados não têm ajudado a estabilização dos princípios de jogo e das ideias do treinador.
O problema que o FCP tem tido mais dificuldade em resolver, são as transições defensivas, assim como a qualidade da criação em organização ofensiva. É uma equipa mais insegura, que por consequência perde mais bolas, e é mais vertical. Por esses motivos, os defesas têm muito mais situações para resolver do que tinham anteriormente.
O tempo em que o FCP podia ganhar tivesse quem tivesse no banco acabou, desde a entrada de Jesus no comando dos encarnados. E hoje, muitas das outras equipas têm escolhido bem as suas equipas técnicas, dificultando mais a tarefa das equipas com maior prestígio em Portugal.
Não se entenda isto, como um crítica, em absoluto, ao trabalho de PF. É apenas, uma avaliação do modelo de jogo em relação aos resultados, e do que poderá resultar daí caso as vitórias continuem a surgir de forma irregular.

Com Jesus, e Jardim (caso tenha uma injecção de qualidade individual) o Porto não pode dormir.
Assim, Jorge Jesus tem uma grande oportunidade de vencer o título nacional, aproveitando toda instabilidade do seu principal adversário, e potenciando todo o talento que tem à sua disposição.

Arrigo Sacchi "assombra" o futebol moderno

Sacchi está mais vivo do que nunca! 

A escolha dos sistemas tácticos actuais (1x4x4x2 e o 1x4x4x1x1), com a preferência das equipas de Top pelo duplo-pivot, mostram uma preferência pela utilização de duas linhas de 4 em organização defensiva. Tenho visto muitas equipas dos principais campeonatos europeus e os dois médios de cobertura têm sido uma constante, em quase todas elas. Assim, os treinadores procuram mais o equilíbrio defensivo, em organização, potenciando melhores saídas em transição ofensiva. Parece-me, também, que a posição "10" está novamente a ganhar espaço no futebol moderno. Esta modificação pode ter muito a ver com uma maior necessidade de controlo do espaço central, à frente dos defesas. Esse espaço é muito importante e deve ser, cada vez mais, bem defendido, uma vez que a evolução das equipas tem sido no sentido de procurar espaços interiores para organizar o seu ataque.
Por outro lado, por se tratarem das equipas mais fortes, parece-me que há um descurar das dinâmicas em organização ofensiva. Isto porque há uma grande percentagem de jogos onde os adversários são claramente inferiores, do ponto de vista técnico e táctico. Então, há uma necessidade de assumir o jogo, colocando o máximo de unidades possível em acções ofensivas, para tentar desorganizar os adversários, que cada vez são mais compactos, e defendem com um número elevado de jogadores atrás da linha da bola.
Os dois médios de cobertura, principalmente no início da construção, parecem-me não ter a dinâmica necessária para perceber onde devem dar a melhor linha de passe, ficando muito "amarrados" às suas posições iniciais. Há também uma nova tendência para um dos médios baixar, desnecessariamente, para junto dos centrais para receber a bola, perdendo-se aí uma linha de passe na zona de meio campo.

Sacchi deu o mote para esta forma inovadora de defender, ocupando os espaços mais importantes, com maior proximidade entre as linhas, e com grande agressividade na saída dos elementos da linha defensiva para atacar quem recebe dentro do bloco. Claro que cada treinador implementa a sua dinâmica, e dentro da ideia de cada um as duas linhas das equipas em questão trabalham de forma diferente. Contudo, agrada-me bastante esta versão de Sacchi, que penso ser a melhor para trabalhar nestes sistemas.
Esta "Sacchização" das equipas modernas tem um aspecto muito positivo que é a melhoria do trabalho táctico das equipas. Porém, fica associado à um equilíbrio negativo entre o trabalho defensivo (por excesso) e o trabalho ofensivo (por defeito).

Eric Dier

Será desta que Maurício é destituído, para que se dê lugar a um jovem que tem indubitavelmente mais qualidade?!

"Dier é um jogador tremendo, com qualidades extraordinárias para além das mais visíveis (técnicas e físicas). É um líder destemido de grande inteligência. Espera-se que essas qualidades o façam perceber onde poderá (como defesa central) atingir o "olimpo". E que faça questão de exigir que tratem da sua individualidade da melhor forma possível. Até porque será bastante melhor para o clube que representa  que assim seja."

PB escreveu isto no LE

terça-feira, novembro 05, 2013

Klopp e o Barcelona


«Se o primeiro jogo que estivesse a ver, aos quatro ou cinco anos, fosse do Barcelona a vencer, com toda a serenidade, por 5-0 ou 6-0, ia dedicar-me ao ténis. Desculpem, mas não é suficiente para mim. O que eu adoro é que há algumas coisas no futebol que permitem a cada equipa vencer a maioria dos jogos.
Gosto de um futebol de luta, na Alemanha chamamos a isso de futebol inglês, um dia chuvoso, com o relvado pesado, com todos os jogadores com a cara suja e quando depois regressam a casa, não conseguem jogar à bola durante as quatro semanas seguidas. Este é o Borussia»

Klopp é um romântico do futebol e é por isso que muitas pessoas, inclusive eu, gostamos dele. Normalmente partilho das suas opiniões, mas esta referente ao Barcelona, achei estranha. Percebo a monotonia de ver jogos que ao intervalo estão 5-0. Mas o que me interessa a mim, não é se uma equipa ganha 1-0, 2-0 ou 20-0, mas sim, o que essa equipa faz para chegar aos resultados pretendidos.


As duas equipas que mais me atraíram nos últimos anos foram o Barcelona de Pep e o Dortmund do Klopp. E não tem obrigatoriamente a ver com o tiki-taka ou com a capacidade do Dortmund de sair em transições rápidas. O que me atraia no Barcelona e me atrai no Dortmund é a capacidade de criar superioridade, com ou sem a posse de bola e em função disso controlar o jogo e dominar os adversários.

Acho estranho que Klopp não admire o trabalho de Pep no Barça, independentemente das suas ideias de jogo. Quer se goste de Guardiola ou não, acho que ninguém fica indiferente à capacidade do espanhol em transmitir as suas ideias à sua equipa e conseguir fazer com que esta as execute quase na perfeição.


Estará Klopp a procura de jogos mentais com Pep?