Posse de bola no Facebook

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sexta-feira, outubro 25, 2013

"Só com bola é que interessa? Quando um jogador passa no máximo 3 min com bola no jogo todo."

...Daí a importância da posse de ter a bola o mais possível!

Na minha opinião, no futebol, o mais importante, para os jogadores, são as capacidades de ataque (aquelas que aparecem quando a equipa tem a bola na sua posse).

O motivo principal, que dá forma à minha ideia, é que para ganhar é preciso marcar golos. Dirão alguns que também é necessário não sofrer, mas não sofrer golos não garante vitórias. O que garante de certeza vitórias é marcar mais golos que o adversário. Então, dentro de uma equipa, para mim, "todos" os jogadores devem ter qualidades técnicas e de tomada de decisão, que permitam que a cada toque na bola a equipa se aproxime do golo.
Então, ao fazer uma "selecção" de jogadores, olho, essencialmente para esses atributos, e são maioritariamente esses que me servem como termo de comparação, por serem, para mim, o fundamental.

O motivo secundário surge do facto de as capacidades defensivas, terem um índice de "treinabilidade" muito elevado. Ao contrário das capacidades de ataque, as capacidades defensivas podem melhorar muito ao longo do tempo. Então, tendo os jogadores características ofensivas bem desenvolvidas, o resto pode se desenvolver com calma. Até porque o "resto" são características intrínsecas de cada modelo de jogo, da ideia de jogo de cada treinador, e são coisas que apenas o indivíduo pode passar ao jogador, para que ele se possa adaptar.

Sabendo eu, que em média, " um jogador passa no máximo 3 min com bola no jogo todo", o meu objectivo passa por ele aproveitar "todo" esse tempo para criar ocasiões de golo, para fazer com que a equipa marque mais golos que o adversário, por forma a garantir a vitória.
E é por isso que eu penso que as equipas deveriam ter a bola o máximo possível. Porque estou a aumentar as hipóteses, que os jogadores têm, para criar situações de golo (por ter mais tempo para atacar, porque cada jogador aumenta, em média, o tempo que passa com bola por tocarem mais vezes na bola), e a diminuir as hipóteses dos jogadores adversários (por terem menos tempo a bola, por terem menos vezes contacto com ela).

10 comentários:

Rui Freitas disse...

Concordo com a ideia de tentar dominar a posse de bola, mas não percebo um aspecto ... Porque razão as competências ofensivas não têm um índice de treinabilidade tão elevado quanto as defensivas? Ambas não são qualidades inatas e como tal o seu nível num dado momento será sempre um resultado de todo treino anterior ... E, num sentido mais lato, se este nível de treinabilidade é menor quer dizer que nas UT e mesmo no desenvolvimento do atleta a longo prazo o tempo despendido no trabalho das competências e organização ofensivas deve ser superior?

Akwá disse...

Boas Rui,

Estamos a falar do escalão de seniores, não ao nível da formação. Isso esclarece?

Quanto as UT, o processo colectivo será o principal guia do treino. Não o ganho de capacidades "individuais" do jogador. Claro que algumas capacidades irão emergir disso, mas o essencial será o desenvolver de um jogar colectivo, "sem" essas preocupações com competências individuais.

Abraço

Miguel Martins disse...

Só para esclarecer... quando disse a frase do titulo do post estava a falar só com bola é que interessa, mas no processo ofensivo!

Akwá disse...

Eu sei que sim. E a resposta à tua questão é, sim. Fundamentalmente só interessa isso. O resto é modelar à ideia do treinador. É treinavel, é adaptável... Já o com bola...

Miguel Martins disse...

Akwa: a grande diferença é que eu estou a analisar enquanto treinador e tu enquanto observador. Para o treinador a organização deve dar as soluções ao portador da bola e deve ser essa a principal preocupação... Dar soluções ao portador. Tu aqui admites que o modelar e treinar já não é contigo (eu sei que não treinas, mas nem aqui te pões nessa posição)... Ou seja a tua posição é a do scout que observa jogadores de um ponto neutro pois nem tem em conta determinado modelo de jogo.

Akwá disse...

Mas o que é que isso muda na qualidade do jogador?!

Miguel Martins disse...

Não muda... a questão original é de que ter mais criativos garante melhor processo ofensivo. Ja se concluiu que mesmo os criativos precisam de um modelo que os enquadre (ex. Kagawa etc...), e tu próprio agora reconheces que uma coisa é a qualidade do jogador, mas que a parte de o enquadrar é com o treinador... parte essa que já tinhamos concordado ser mais importante no global da equipa.

Akwá disse...

Não. A qeustão inicial é: Ter criativos é melhor que não ter.

Miguel Martins disse...

Não é melhor nem pior... O que interessa é o processo.

Akwá disse...

É melhor sim, porque faz a diferença dentro de processos organizados.