Posse de bola no Facebook

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quarta-feira, outubro 30, 2013

Max Meyer

No fim-de-semana passado pude ver o jogo entre Schalke e Dortmund e um jogador, que não conhecia, chamou-me a atenção. O jogador em questão chama-se Max Meyer e entrou a meio do segundo tempo, acabando por marcar um golo.

Contra o Dortmund, jogou no flanco mas procurando o espaço interior, sempre com a bola controlada e com drible fácil. Pareceu-me um jogador bastante interessante, especialmente tendo em conta que ainda tem 17 anos.

terça-feira, outubro 29, 2013

“In the box, there is no one better in the air in the world. When we get the ball there he is very, very strong,”

Guardiola sobre Mandzukic


É um jogador que aprecio mais do que Mário Gomez, e para mim, só um motivo o faria sobreviver no modelo de Guardiola: Ser fabuloso no momento de finalização.
Estaremos perante Mário Jardel?!


segunda-feira, outubro 28, 2013

Clássicos

Em Espanha, Real Madrid e Barcelona baixaram, como seria de esperar, o nível de jogo a que nos haviam habituado. Longe vão os tempos em que as duas formações dominavam o mundo do futebol pela qualidade colectiva e qualidade individual.

Por cá, FC Porto vence, como seria expectável. PF está ainda com algumas dificuldades em operacionalizar por completo a sua ideia de jogo, e como seria de prever, o nível também baixou relativamente à VP.

A imagem do fim de semana


O nível das equipas inglesas (excepção óbvia do United, como seria de esperar) parece estar a subir gradualmente. Com treinadores muito competentes à frente das equipas, o campeonato torna-se numa prova muito dura, que vai obrigar a que todas as equipas tenham um nível elevado, para garantir, pelo menos, um lugar na Champions. Assim, tornam-se, cada vez mais, uma séria ameaça no ataque à Champions. Talvez não consigam atingir o nível necessário para vencer a competição, no decorrer desta época, porque as formações alemãs continuam muito fortes.

sábado, outubro 26, 2013

Abel Xavier e o conceito de TreinaDOR

Veja-se a partir dos 5:25 min





Se para Abel Xavier isto é a definição de treinador, então já percebo porque é um sofrimento para um espectaDOR ver a sua equipa a jogar.



sexta-feira, outubro 25, 2013

"Só com bola é que interessa? Quando um jogador passa no máximo 3 min com bola no jogo todo."

...Daí a importância da posse de ter a bola o mais possível!

Na minha opinião, no futebol, o mais importante, para os jogadores, são as capacidades de ataque (aquelas que aparecem quando a equipa tem a bola na sua posse).

O motivo principal, que dá forma à minha ideia, é que para ganhar é preciso marcar golos. Dirão alguns que também é necessário não sofrer, mas não sofrer golos não garante vitórias. O que garante de certeza vitórias é marcar mais golos que o adversário. Então, dentro de uma equipa, para mim, "todos" os jogadores devem ter qualidades técnicas e de tomada de decisão, que permitam que a cada toque na bola a equipa se aproxime do golo.
Então, ao fazer uma "selecção" de jogadores, olho, essencialmente para esses atributos, e são maioritariamente esses que me servem como termo de comparação, por serem, para mim, o fundamental.

O motivo secundário surge do facto de as capacidades defensivas, terem um índice de "treinabilidade" muito elevado. Ao contrário das capacidades de ataque, as capacidades defensivas podem melhorar muito ao longo do tempo. Então, tendo os jogadores características ofensivas bem desenvolvidas, o resto pode se desenvolver com calma. Até porque o "resto" são características intrínsecas de cada modelo de jogo, da ideia de jogo de cada treinador, e são coisas que apenas o indivíduo pode passar ao jogador, para que ele se possa adaptar.

Sabendo eu, que em média, " um jogador passa no máximo 3 min com bola no jogo todo", o meu objectivo passa por ele aproveitar "todo" esse tempo para criar ocasiões de golo, para fazer com que a equipa marque mais golos que o adversário, por forma a garantir a vitória.
E é por isso que eu penso que as equipas deveriam ter a bola o máximo possível. Porque estou a aumentar as hipóteses, que os jogadores têm, para criar situações de golo (por ter mais tempo para atacar, porque cada jogador aumenta, em média, o tempo que passa com bola por tocarem mais vezes na bola), e a diminuir as hipóteses dos jogadores adversários (por terem menos tempo a bola, por terem menos vezes contacto com ela).

quarta-feira, outubro 23, 2013

Wenger

Para jogar futebol, cada jogador deve ter características específicas para a posição em que vai actuar em campo, diz-se por aí.
Ao que parece, Wenger discorda e nós também.



Foi este o onze inicial contra o Dortmund.
Wenger, como nós, percebe que, acima de tudo, precisa de talento. Precisa de qualidade na tomada de decisão e qualidade técnica.
No meio campo e nas alas ninguém é particularmente rápido, ou forte fisicamente. Ninguém é "conhecido" por fazer das características físicas ou seu ponto forte. Todos são conhecidos por jogar bem. O físico ajuda, claro, mas é acessório a este nível.
Wenger não precisa de jogadores de trabalho para complementar os talentosos, porque ele percebe que o talento funciona bem junto. Porque ele percebe que o processo de organização da equipa, ao nível defensivo é UNO, é colectivo, tendo todos os jogadores responsabilidades partilhadas dentro dessa organização.
Conseguem imaginar em que nível estaria esta equipa, se o quarteto defensivo acompanhasse o resto dos sectores ao nível de talento?!

Uma coisa é certa: Jogadores talentosos, podem trabalhar defensivamente e fazê-lo com competência. Por outro lado, jogadores "trabalhadores" nunca serão talentosos, a este nível, claro.

Mister Manuel José

Com todo o respeito, você também diz coisas muito engraçadas. Essa do ponta de lança foi fantástica...

sábado, outubro 19, 2013

Criatividade

Falou-se muitas vezes neste blogue em criatividade. Nesses artigos, a criatividade sempre foi explanada na sua vertente individual, como atributo de um jogador.
E criatividade colectiva?!




Alguém acha que pode treinar algo sem oposição? Alguém pode achar que o Arsenal treinou isto?

sexta-feira, outubro 18, 2013

Erro do GR?!


Sim, sem dúvida, mas há mais, dá para perceber?

"O problema de Mourinho nunca foi com Casillas, foi sim com a mulher dele."

Aqui, divirto-me com os comentários de um anónimo e das duas uma: Ou o Ancelotti falou com o Mourinho e o português disse-lhe que a namorada do Iker era má para ele na imprensa, ou o italiano já havia sido arrasado por ela na imprensa.




Ou então há mesmo a última hipótese que é Diego Lopez ser efectivamente melhor que Casillas. Coisa que obviamente não discuto, quem é melhor, ou não, até porque de GR percebo muito pouco, contudo, o brilhante rendimento de Diego continua a dar razão a quem apostou nele, e não dá motivos para que o treinador o tire da baliza.



Vamos ver como é que Ancelotti encaixa esta bomba do capitão do Madrid e da selecção espanhola, mas como diz Arbeloa: "Mourinho partiu a cara e partiram-lhe a cara por nossa culpa. Fez tudo para defender este clube e no Real Madrid poucos podem dizer isso. Neste clube, as pessoas, sobretudo os jogadores, normalmente olham primeiro para eles próprios e só depois para os outros"

E quando assim o é, quando se quer jogar por estatuto, quando há jogadores maiores que a instituição, normalmente os treinadores perdem sempre.

PS: Dizia Silvino por entre a meia final europeia com o Bayern, que Iker era o pior GR que treinou, não a nível técnico, mas ao nível de profissionalismo.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Lealdade

Pode ler-se aqui, as declarações de Hierro em entrevista ao jornal espanhol, "A lealdade entre o adjunto Karanka e o técnico José Mourinho foi quebrada. Mourinho não foi leal com Karanka".

Se há coisa que Mourinho sempre foi é leal com os que trabalham no seu grupo. Se há coisa que Mourinho fez, foi chamar a si Karanka, dizendo, que mais do que a equipa técnica do Real Madrid, ele era membro da equipa técnica dele. Convidou-o inclusivamente para seguir com ele para Londres, coisa que Karanka recusou, por estar feliz no Madrid, e que mesmo não ficando lá, com a experiência que teve com Mourinho, estava pronto para ser treinador. Quem trabalha com Mourinho, nunca, nunca se pode queixar de deslealdade. Nunca se pode queixar de não ter sido defendido publicamente pelo treinador.
Hierro, se há coisa que Mourinho fez, foi ser leal com Kararnka.

Veja-se:



No seguimento... 




É desta forma que eu defino lealdade.

quarta-feira, outubro 16, 2013

Ghilas

É verdade que Paulo Fonseca gosta de jogar com dois extremos, mais na linha. Assim sendo, só há espaço para um avançado centro, de cada vez, no modelo e sistema de jogo do treinador. Mas será que isso justifica ter jogado tão pouco? Ou será que PF já se esqueceu o que é Ghilas!?


domingo, outubro 13, 2013

Treino sem oposição



40 minutos de treino sem oposição. Todos sabem o que acho disso. Para mim, isso não é treinar futebol, é treinar outra coisa qualquer.

sábado, outubro 12, 2013

Espanha

Continua. para mim, a ser a grande favorita ao mundial. Continua, para mim, a ser a equipa nacional que melhor joga. Criatividade colectiva em doses industriais, qualidade individual absurda. Sem que tenha um jogador que se notabilize, apenas, pelo drible, é a selecção com mais jogadores criativos do mundo. Parece ser quase um requisito para se jogar nesta selecção.

Breve nota sobre a Bélgica


Ontem, graças à vitória por 2-1 frente à Croácia, a Bélgica qualificou-se para o Mundial 2014.

Muito se tem falado sobre a qualidade desta geração de jogadores belgas, que formam uma geração de sonho. O que talvez não se saiba tão bem, é que estes jogadores não surgiram fruto do acaso.

Há vários anos atrás a Federação Belga decidiu mudar a metodologia de treino das suas selecções jovens e tentou abranger essas medidas aos clubes, de todos os níveis competitivos. Essa reestruturação pode ser consultada aqui.

Os resultados estão à vista e a qualidade individual é abundante, composta por inúmeros jovens e todos os anos surgem novos e melhores jogadores. A seguir ao modelo espanhol e alemão, temos mais  uma prova de que a aposta na qualidade da formação e dos agentes formadores traz sucesso a nível mundial!

Pra finalizar, no inicio do ano de 2010, portanto do último Mundial, a Bélgica era a 66ª do ranking FIFA; este mês, já se encontra na 6ª posição.

Muitos Parabéns aos belgas e à sua federação!


sexta-feira, outubro 11, 2013

Os avançados valem pelos golos que marcam

Não podia discordar mais, tal como Benzema: "Há vários tipos de nove. Há os que não marcam, mas fazem outras coisas em campo. Eu faço parte desse grupo. Não tenho em mente marcar. Tenho em mente que a minha equipa ganhe. Claro que se marcar melhor".

Já o tinha dito aqui no blogue, para mim, o golo é uma gota de água no oceano, tendo em conta o número de tarefas que espero que um avançado realize com sucesso. Assim, esteja Benzema sem marcar durante o ano inteiro, abrindo espaços para que os seus colegas finalizem, fazendo ele a assistência ou passe que a precede, temporize ele para a chegada dos apoios, perceba ele perfeitamente o timing de saída da zona dos centrais para se desmarcar em apoio, entre linhas, ou em profundidade, saiba ele dar as melhores linhas de passe aos colegas, e seria sempre o meu titular. Nem por um segundo eu teria a necessidade de o substituir ou iria pensar em contratar outro jogador.

Formação

Ronaldinho, escrevia assim em 2009

"A questão é que os dirigentes fartam-se de dizer que querem fazer do Benfica um grande europeu, pois bem, eu sugiro aos nosso dirigentes que comecem então a aprender com os grandes europeus que têm sempre nas suas equipas vários jogadores formados no clube, ou jogadores da nacionalidade do país em questão.
Após uma breve reflexão verifiquei que é bastante fácil perceber as vantagens que traz apostar na formação, mas é muito difícil tentar entender razões para a falta de investimento nos "putos".
Contras:
- A única grande desvantagem que consigo imaginar ( e nem sequer concordo muito que seja desvantagem ) é a falta de experiência que pode condicionar um pouco o jogador e resultar em erros e exibições bem abaixo do potencial que pode ter, tornando-o um jogador que não acrescenta qualidade à equipa.
- Também pode acontecer que, quando realmente se torna num bom jogador este tenha demasiada ambição ou falta de profissionalismo e force a sua saída do clube, perde-se um jogador bom e consequentemente influente e isso é chato mas pode acontecer com qualquer jogador.
Prós:
-Se há coisa que os jogadores novos têm é vontade de jogar à bola e daí resulta um jogador que nunca precisa de ser motivado para jogar.
-Jogadores novos têm mais vontade em aprender e melhorar.
-Podem dar grandes negócios pois podem ser vendidos por muitos milhões e não custaram nada.
-Têm salários muito reduzidos quando são promovidos.
-Estão identificados com o clube por isso a adaptação é rápida.
Podia mencionar mais vantagens mas penso que toda gente concorda que são mais que as desvantagens e era isso que queria demonstrar. Agora pensem, não seria fácil a qualquer clube pelo menos promover 2 jovens por época? Se não se revelarem boa aposta então sim, emprestar, vender ou mesmo dispensar são opções mas só depois de dada a oportunidade aos mais promissores. Julgo que o maior motivo para a falta de aposta ( do Sporting pelo menos ) é a falta de resultados que pressiona os dirigentes e equipa técnica a comprarem jogadores que (teoricamente) asseguram qualidade visto que os jovens são sempre vistos erradamente como uma incógnita. Pior são os clubes que acham sempre que o carro do vizinho é sempre melhor que o nosso, estou a referir-me ao Benfica no caso de se confirmar a vinda do Rodrigo e do Alípio (este, para quem não sabe, já esteve no Rio Ave) pois não representam mais certeza que o Nelson Oliveira mas, como são made in Madrid já têm selo de craques!
Gostava apenas que a federação, à semelhança de outros países, obrigasse os clubes a inscrever cada vez mais jogadores formados no clube e impusesse restrições na quantidade de jogadores inscritos para que haja sempre "fartura" na quantidade e qualidade dentro da nossa selecção."
Quero a isto acrescentar que o caminho que o Sporting tentou trilhar, deu exactamente naquilo que esperava. E agora, parece retomar o caminho do sucesso, com um desenvolvimento sustentado na aposta em jogadores formados localmente. Há quem diga que a equipa B é um bom local para desenvolvimento dos jovens valores do clube, coisa que não nego, se estivermos a falar de jogadores no primeiro ano de sénior. A partir daí, o que os "miúdos" mais precisam, é de jogar regularmente num campeonato de maior exigência, acompanhados de melhores jogadores, para que possam acelerar a sua evolução. Hoje o Sporting joga no seu 11 inicial com seis jogadores da formação (Patrício, Cedric, William, André Martins, Adrien, Wilson Eduardo), que se alguém dissesse que tinham mais que qualidade para serem titulares do Sporting, há um ano, toda gente ria e protestava. Hoje, como até têm conseguido resultados (nada que não estivesse a espera), todos reconhecem a qualidade dos jovens jogadores, inclusivamente, começam a ser soluções, óbvias, para a selecção nacional. Qual é a diferença entre estes jogadores e muitos outros da formação do Benfica, ou do Porto?! A diferença é que ninguém aposta nos outros, como tal, não se desenvolvem e até lá, ainda que tenham qualidade, ninguém o vai perceber.

Fiz uma breve pesquisa sobre os vencedores das últimas 14 edições da Champions:

Bayern - 5 jogadores nacionais no onze inicial, e não eram 6 porque Kroos estava lesionado. Outra curiosidade é que o finalista vencido, Dortmund, tinha 7.

Chelsea - 4 jogadores nacionais no onze inicial. O finalista vencido, Bayern, tinha 8.

Barcelona - 8 jogadores formados no clube no onze inicial, Puyol começou no banco, seriam 9. O United, finalista vencido, tinha 4 jogadores nacionais do 11, e 4 jogadores da formação do banco.

Inter - 0 jogadores nacionais no onze inicial. O finalista vencido, Bayern, tinha 5.

Barcelona - 7 jogadores formados no clube no onze inicial. O United, finalista vencido, tinha 5 jogadores nacionais no 11.

Manchester United - 6 jogadores nacionais no onze inicial. O finalista vencido, Chelsea, tinha 4.

AC Milan - 7 jogadores nacionais no onze (5 formados no clube). O finalista vencido, Liverpool, tinha 3.

Barcelona - 3 jogadores nacionais no onze inicial, Xavi e Iniesta no banco. O Arsenal, finalista vencido, apresentou 2 jogadores formados no clube mais 2 jogadores ingleses.

Liverpool - 3 jogadores formados no clube jogaram de início. O finalista vencido, Milan, tinha 5 jogadores nacionais.

PORTO - 9 jogadores nacionais no onze inicial. O finalista vencido, Mónaco, alinhou com 6 jogadores nacionais no onze.

AC Milan - 6 jogadores nacionais no onze. Juventus, finalista vencido, alinhou com 6 jogadores nacionais.

Real Madrid - 6 jogadores nacionais no onze, mais 5 no banco de suplentes, sabendo que 10 desses 11 foram formados no clube. O Leverkusen alinhou com 7 jogadores nacionais.

Bayern - 5 jogadores nacionais no onze. O finalista vencido, Valência, tinha 4.

Real Madrid - 7 jogadores nacionais no onze, todos eles formados no clube. O Valência alinhou com 6 jogadores nacionais.

Conclusões: 10/14 clubes que venceram a prova na últimas 14 edições, tinham, pelo menos, 5 jogadores nacionais, ou formados localmente, no onze inicial, 71%.
Sobre os finalistas vencidos, a percentagem desce ligeiramente e 9/14 clubes, tinham, pelo menos, 5 jogadores nacionais, ou formados localmente, no onze inicial, 64%.

Se reduzirmos o número de jogadores nacionais, ou formados localmente, para 4 ficámos com 11/14 dos clubes vencedores e 13/14 dos clubes vencidos.

O Benfica quer transformar-se num grande, chegando regularmente as fases decisivas da maior prova europeia de clubes, parece-me que não está a ir pelo caminho certo.

quarta-feira, outubro 09, 2013

"Ao JOGO e ao JOGADOR"

Mister, quero que saiba, que aqui, no Posse de Bola, há 5 treinadores de escalões de formação que subscrevem, apoiam, e tentam passar diariamente, aos seus jogadores, aos dirigentes dos clubes onde estamos, e neste espaço as convicções que você tem, e que partilha connosco. Primeiro o jogador, primeiro o jogo, primeiro o processo depois o sucesso, são palavras suas, são palavras nossas...
"Jogar bem e ganhar", não trocámos as prioridades, primeiro é jogar bem, depois vem a vitória, a vitória virá mais vezes ao jogar bem. Mais sobre Fernando Valente...

Declarações após o jogo com o Benfica B, editado...


Em conversa com um ex jogador

EJ (Ex-Jogador) - O nosso futebol não está nada agradável, Domingo o seu jogo é em casa?
Baggio - Como é normal, lol, tinhas dúvidas? Sim, é em casa
EJ - Ele queria que eu jogasse a líbero e marcássemos HxH
Baggio - LooooL, e recusaste?
EJ - Claramente que sim
Baggio - Hahaha
EJ - Fizemos assim um jogo contra os seniores (HxH) e na primeira parte estávamos a levar 7-0. Na semana seguinte a jogar zona e em linha ganhámos o jogo.
Baggio - Sempre dissemos que eras dos que melhor percebia aquilo que queríamos, só não tinhas muita paciência.
EJ - Ya, infelizmente é verdade. Mas agora, a jogar como aprendemos, como o mister diz, FÁCIL!
Baggio - Pois é! Hahahah

Conversa com outro ex-jogador

Baggio - Os treinos estão tranquilos?
EJ - Ya, tá tudo, o jogo foi adiado mas tenho a impressão que vamos levar tareias. A defesa tá horrível, tamos horríveis.
Baggio - Porquê?
EJ - 4x2x1x3, não resulta porque os nossos extremos não defendem.
Baggio - Não defendem porquê?
EJ - Assim só eu e o "X" a pressionar, e conhecemos a pressão dele. Por preguiça, falta de ordens.
Baggio - Lol
EJ - O diz onde eles jogam e depois não da indicações de pressão, organização defensiva e ofensiva.
Baggio - Já falaste disso com o treinador? Treinam o quê então?
EJ - Hahahahaha, treinar?! Piadas a esta hora mister?!
Baggio - Looooooool. Não sejas assim, vá, tem haver alguma coisa...
EJ - Ele mete-nos a sair a jogar no meio campo de ataque contra a defesa, temos de lateralizar e cruzar, mas isso é mentira porque o mister sabe que o "Y" e o "Z" não cruzam.
Baggio - Looooool, culpa nossa meu, foste mal habituado.
EJ - Nê?! Os misters habituaram-nos mal.

PS1: Os comentários deles foram integralmente transcritos.

PS2: No ano anterior, com a mesma equipa (menos dois jogadores que subiram aos seniores), contra uma equipa de seniores fortíssima, com qualidade individual como nunca se tinha visto por ali (sem exagero, os seniores eram 100 vezes mais fortes do que o são hoje, e não tem nada a ver com a minha saída o do Ronaldinho), ficou 4-2, e na segunda parte (comigo e o com o Ronaldinho em campo pelos seniores), eu senti, na pele, aquilo que os adversários sentiam, andar atrás da bola, perder discernimento. Não fossem as diferenças físicas típicas de uma equipa quase toda ela de primeiro ano de júnior, para os seniores o resultado poderia ter sido outro...
No final, nenhum dos seniores tinha ido ver a nossa equipa, até ali, todos eles reconheceram a boa organização, a agressividade sobre a bola, as zonas de pressão a todo tempo, a posse. Elogiando, sobretudo, dois jogadores que eram, na altura, JUVENIS de 2ºAno, titulares nos juniores, dois anões franzinos, diga-se de passagem...

O treinador dos seniores (meu treinador e do Ronaldinho), também ele nos deu os parabéns, pela organização da equipa e pela agressividade com que cumpriam os posicionamentos. Não foi estranho, a partir daí, terem começado a ser chamados, regularmente, juniores aos seniores. Estavam mais que preparados, tinham, também, alguns deles, mais que qualidade para isso.

PS3: Valeu zero pontos, deu zero títulos, mas para nós foi o melhor sentimento que poderíamos ter, porque conseguimos ajudar os jogadores a serem melhores. Hoje eles sabem disso, hoje eles percebem isso. Desde o primeiro dia que pegámos numa equipa foi esse o sentimento que nos guiou, hoje continuámos na mesma luta, pelos jogadores, por saírem de cada treino melhores que no anterior, com mais conhecimento, com aprendizagens que lhes vão ser úteis para o jogo. Só isso, no futuro, vai garantir mais vitórias.

Não é por isso que somos grandes treinadores, não o somos. Mas temos um objectivo claro de ajudar os jogadores a melhorar, a pensar. A aprenderem alguma coisa com os treinos, a saberem realmente mais sobre a modalidade. Há quem não tenha estas preocupações e seja campeão. Já fiz parte de uma equipa assim, onde sem saber ler nem escrever fui campeão, e ganhei a finalíssima... O que aprendi com isso?! O que melhorei enquanto jogador no final desse ano?! Isso é algo que não quero que os meus jogadores passem nunca...

Como é possível...

...depois deste conferência de imprensa, depois do detalhe com que mostrou organizar o seu trabalho, o Benfica tê-lo deixado fugir?!



Alguns meses depois, andava nas Antas a treinar o protesto dos jogadores às equipas de arbitragem

terça-feira, outubro 08, 2013

Ronaldo

Quando falo de foras de série, é a isto que me refiro. A Ronaldo, eu permitia tudo! Um fora de série, tem de apresentar estes números! Um golo por jogo, uma assistência por jogo, porque só assim, eu vou considerar frutíferos quaisquer erros que possam cometer, só assim, lhes vou dar liberdade TOTAL para jogarem em campo como quiserem. Se as suas acções individuais, ajudam a equipa, mais do que prejudicam, então que seja individualista. Se os números de acerto são baixos, que jogue com os colegas. Quantos fora de série há realmente?! Poucos, muito poucos!

50 golos marcados em 45 partidas!
Portugal tem um monstro que ainda está em actividade, que  já perfila na galeria dos melhores jogadores de toda história do futebol. Portugal não sabe reconhecer, devidamente, o contributo que ele dá, não sabe criar as condições para que ele renda o melhor possível. O público, só lhe coloca mais pressão, só o provoca mais, não lhe é dada estabilidade emocional e tranquilidade para que possa apenas jogar futebol. Comigo, em qualquer equipa do mundo, Ronaldo e mais 10. Comigo era ele que ditava como queria jogar, se queria ser substituído ou não, se queria marcar livres do meio campo, etc, etc, etc...

segunda-feira, outubro 07, 2013

quinta-feira, outubro 03, 2013

quarta-feira, outubro 02, 2013

Saviola

Entre linhas, melhor que qualquer avançado que o Benfica tem, o melhor para acompanhar Cardozo na frente. No primeiro golo do Olympiacos (00:40), quem sabe nunca esquece!

Oh Wenger, com o Ozil também eu!!!

terça-feira, outubro 01, 2013

QPR

Este video é descontextualizado, não sei se foi esporádico ou se faz parte da proposta de jogo do QPR e por isso não o coloco aqui para fazer juízos de valor.
Apresento este video porque não deixa de surpreender uma jogada destas acontecer num campeonato inglês. Torço para que seja algo mais do que acaso...


Kagawa

Shinji parece ser mais um daqueles estranhos casos em que um jogador de grande qualidade não se consegue adaptar a uma mudança de clube e de país. Poder-se-a pensar que o japonês não tem qualidade suficiente para jogar na Premier League, pelas diferenças de ritmo, intensidade, e cultura de jogo em Inglaterra. Contudo, o problema aqui, como em muitos casos, é que, os jogadores não pensam no que realmente poderá ser melhor para eles quando se transferem. Ouvem o nome de um grande clube, e de imediato se entusiasmam com a possibilidade de ingressar numa equipa de "maior" exposição mediática.
Kagawa é um médio criativo, daqueles que jogam, bem, no corredor central. Daqueles que precisam de uma estrutura central equilibrada a jogar ao lado dele, por forma a que possam causar desequilíbrios colectivos constantes, e que possam sempre que possível aproximar-se das zonas de criação. É um daqueles jogadores que gosta de participar em todas as fases do jogo, e de ter liberdade "total" de movimentos dentro de campo.
Olhando para essas características do criativo do United, comparemos agora ao modelo de jogo da equipa que escolheu: A função dos jogadores do meio campo limita-se a 1º fase de construção, as coberturas das saídas de elementos da linha defensiva, e aos apoios em segurança para retirada de pressão. O sistema de jogo é um 1-4-4-2 clássico, onde o papel dos alas é de grande desgaste, de iniciativas individuais e de acompanhar o lateral "up and down".
Como se percebe, desde logo, existem contrastes muito evidentes entre a forma de jogar do criativo e
o modelo de jogo da equipa, a começar pela rigidez posicional dos jogadores no sistema, e a terminar na falta de criatividade nos processos colectivos.

Tivessem pensado que o modelo de jogo do clube para onde se transferiam não era o ideal para as suas características e talvez, hoje, estivéssemos ainda a desfrutar do talento de muitos que se perderam.

Lembram-se de Anderson?! Sofreu dos mesmos males...


Klopp: "Shinji Kagawa é um dos melhores jogadores do mundo e agora ele joga 20 minutos no Manchester United. Na ala esquerda meu coração para. Realmente, eu tenho lágrimas nos meus olhos".
"O Meio-campo central é o melhor papel de Shinji. Ele é um meio-campista ofensivo".
"Mas, para a maioria dos japoneses significa mais jogar Man Utd do que no Dortmund. Choramos por 20 minutos, um nos braços dos outros, quando ele saiu".
"Um ano antes Nuri Sahin saiu porque o Real Madrid é o maior clube do mundo.
Se os jogadores forem pacientes o suficiente podem desenvolver-se bastante na equipa e transforma-la numa das maiores do mundo".

Modelo de jogo Chelsea

Finalmente recebemos algumas pistas sobre o modelo de jogo do Chelsea, sobre a nova filosofia que o treinador português pretende implementar. José Mourinho citou de forma geral quais são os "grandes princípios" sobre os quais assenta o modelo de jogo do Chelsea. Assim, ficaremos a perceber melhor quais serão as dificuldades que irá ter durante o processo e o tempo de adaptação dos jogadores ao modelo.