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sexta-feira, setembro 13, 2013

"Pedro Rodriguez é dos extremos do mundo que mais bolas perde, tal como Robben"

Na sequência de um comentário antigo, de um leitor que causou muito debate, referi que Pedro era, atrás de Ronaldo, o extremo que queria ter na minha equipa. Porque o acho superior a todos os outros. Porque joga o jogo de acordo com a forma, que eu entendo, que o jogo que deva ser jogado. Porque faz do jogo aquilo que ele é. Porque resolve as situações, maioritariamente, de forma colectiva. E ao contrário do que se pensa, isso desequilibra. Não aos olhos do comum adepto que, apenas, olha para o jogo. Mas para quem verdadeiramente vê e percebe o resultado das suas acções, sabe onde quero chegar. A cada toque na bola, a equipa continua com a bola. Cada vez que conduz, é para fixar e soltar. Cada vez que recebe, já percebeu o espaço onde está, os adversários que tem, e o espaço para onde vai. 1x1? Não há problema, também o resolve. Entre-linhas? Fabuloso. Pedro, é parar mim, a definição de extremo moderno, pois já lá vai o tempo em que os extremos apenas serviam para correr ao longo da linha e cruzar.

Inteligência na criação de linhas de passe!
Qualidade técnica que nunca mais acaba!
Criatividade!
Tomada de decisão?! Nem vamos falar sobre isso, não vale a pena...
A isso tudo ainda consegue juntar velocidade.
No final, uma bola perdida, uma tomada de decisão desajustada.
Quantos toques na bola?!


PS: Não admira que o Barcelona ganhe tantos jogos consecutivamente. Tanto jogador inteligente e criativo. 
Busquets na assistência para o primeiro golo de Pedro, criatividade.
Fabregas, inteligente, demonstra como se resolve um 2x0, no golo anulado por fora de jogo...

28 comentários:

Ronaldinho disse...

É do melhor que se pode ter! Tanto critério, tanta qualidade...

Anónimo disse...

Caro Baggio,

O Pedro é, para mim, e tal como para ti, uma paixão. Contudo, há que sublinhar certos atenuantes que tem levado, de modo inegável, a um menor rendimento do jogador, especialmente neste último ano.
Que tem uma excelente capacidade de decisão é inegável, sendo o mesmo válido para o seu índice de criatividade que, talvez, não sobressaia em virtude dos companheiros de equipa que tem.
Contudo, as diferenças do modelo pós-Pep obrigavam (e digo isto porque ainda não tive oportunidade de estar muito atento ao modelo do Tata) a uma mudança de dinâmicas que afectava, e muito, o papel e as acções pretendidas do extremo. A responsabilidade do extremo deixou de ser tão limitada, a nível de acções, quanto era no Barça do Pep (em que as três acções mais pretendidas do extremo seriam o jogo posicional, os apoios e, mais importante, como tenho vindo a dizer, a interpretação do jogo e disponibilidade no momento de transição defensiva (o que deriva, claro, do próprio jogo posicional).
Com a mudança das opções a nível de organização ofensiva (que tem consequências importantes nos restantes momentos), o posicionamento do extremo foi alterado. De ser um jogador que opta, principalmente, por diagonais no jogo posicional, e apoios frontais, i.e., um jogador que aparece constantemente em zonas de finalização, foi pedido, segundo me parece, que o extremo se encontrasse num papel mais clássico, viz. colado à linha. Ora, essa dinâmica posicional, a meu ver, prejudica um jogador com as características do Pedro. Como disse o Baggio, e muito bem, ele tem uma capacidade muito grande de fixar e soltar. O problema surge, porém, quando se vê em situações de 1x1 1x2 em que, derivado do modelo ou da organização defensiva do adversário, não existem tantos apoios quantos existiam no Barça do Pep. Ora, e pese embora seja um jogador criativo, com uma grande capacidade técnica, a verdade é que o Pedro não é um jogador, segundo me parece, ao nível de muitos outros extremos no 1x1. Com uma maior percentagem de acções nesse sentido, será inevitável que o rendimento do jogador diminua porque, sejamos sinceros, a sua formação não parece ter apontado para a solução dessas situações.
Para além disso, a constante dificuldade, que foi patente num ano (veja-se, por exemplo, o número de ocasiões da eliminatória de 2011-2012 contra o Chelsea e, passado um ano, da Taça do Rei contra o Madrid ou das restantes eliminatórias da Champions, com a clara excepção do jogo em Camp Nou contra o Milan), de o Barcelona criar situações de finalização contra equipas bem organizadas (veja-se, ainda, o Atlético de Madrid este ano), não favorece um jogador com as características do Pedro, a partir do momento em que os príncipios que a equipa respeita, na organização ofensiva, deixam de maximizar as suas potencialidades; claro que, com menos espaço e com mais situações que não favorecem as suas características, o jogador vai decair a nível de rendimento, o que não quer dizer que a sua tomada de decisão seja má. Aliás, um jogador pode ter 100% de acerto a nível de decisão e ainda assim passar despercebido no jogo (ou, neste caso, ter pouca influência nele) e basta para isso que o modelo exija coisas diferentes do jogador (neste caso, más decisões). Por fim, não favorece o Pedro a tal inexistência de apoios, a pressão a que é sujeito, pelas equipas adversárias, quando vem receber em fases de construção iniciais, a falta de espaço e a incapacidade da equipa em circular a bola com qualidade, etc etc etc. Refiro-me ao Barça do Tito.
Tal não quer dizer que o jogador seja pior, mas simplesmente que este modelo é pior para o jogador. Do mesmo modo que um modelo de posse será pior para o Ronaldo, ou para o Capel. Claro que a condição física também terá diminuído, mas não é por ai. Aliás, a prova definitiva está no rendimento do Pedro e do Andrés na Espanha, e comparação com o seu rendimento no Barça do Tito. É a leitura que faço, ainda que desapoiado de qualquer fundamento importante.

Cumprimentos
António Teixeira

Yilmaz disse...

Era pôr Nani a ver este video.. Talvez aprendia um pouco...

Em extremos que como Pedro percebem de jogo interior,que sabem jogar com categoria entre linhas há também:Hazard,Griezmann,Muniain,Reus...(Lamela?Schurrle?Draxler?Marin?Navas?Nolito?Neymar?..)

PS:Não sei se Giovani Dos Santos no Villareal joga a extremo(vou ver amanhã contra o Real)como na seleção mexicana mas na Taça das Confederações ele fez-me boa impressão;é que tudo o que ele fazia era com critério!
Grande jogador mesmo.. Muita classe.

Roberto Baggio disse...

António, tudo isso que disseste é óbvio e vale por exemplo para Ola John...

O modelo torna os jogadores melhores/piores e os jogadores tornam os modelos melhores/piores. É uma relação de reciprocidade.

Por exemplo, sem Guardiola, quem seriam hoje Xavi, Iniesta, Busquets, Pedro?

E no sentido contrário, será que o Barcelona poderia ser a melhor equipa de sempre sem os que citei? E sem Messi?

Abraço

DC disse...

Excelente Baggio.

Além do que falaste, posso dizer que já vi o Pedrito ao vivo no Camp Nou e fiquei deliciado com a recepção orientada do gajo. Pormenores fabulosos mesmo do tipo receber um passe de 50 metros e com o 1º toque dar logo 2 metros de avanço ao defesa.
Excelente jogador!

Anónimo disse...

Caro Baggio,

Claro. E isso às vezes faz-nos cometer injustiças na avaliação do jogador. O argumento geral conclui que o Pedro é menos útil no contexto do Barça do Tito do que no do Pep.

Cumprimentos,
António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

Grande texto! E há mais, o Pedro além de tudo, tem uma capacidade de finalização muito acima da média.

A análise do António está muito válida, ao le-la, parecia que estava a imaginar diferentes jogadas do tempo do Pep e posteriores. Muito bom mesmo!

Anónimo disse...

Caro Gonçalo,

Concordo muito contigo. O problema parece-me ser o que referi: se ele está a maior parte das vezes na lateral vai ter menos acções na finalização, logo, menos golos.

Cumprimentos,
António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

Exacto António.

Quando o Baggio pensa na qualidade dos jogadores, pensa em como se enquadraria no seu modelo de jogo. Eu também penso assim e acredito que por vezes jogadores saiam desvalorizados ou sobrevalorizados por isso.

Mas diria também que há qualidades que são indiscutiveis e que sobressaem em qualquer modelo e estas do Pedro, decisão, criatividade, acerto nas acções, irão sempre sobressair. Mas acho que se Pedro fosse jogador do Benfica, iriam gostar muito menos dele do que apreciam um Salvio ou um di Maria. Pelo menos iriam dar menos valor do que o que lhe dão quando jogou no modelo do Pep

Postiga disse...

Também um jogador que gosto muito essencialmente por ser um jogador completamente diferente de todos os outros no Barça mas simultaneamente com a mesma maneira de pensar que eles.

Acho que faltou referir a principal característica dele e que o destaca de todos os outros no Barça que é a reacção à perda de bola. É imediata seja ele a perdê-la ou outro e os bons resultados com Guardiola e com a sua pressão alta muito se deve a este menino. Destaca-se pela facilidade que tem em aparecer em zonas de finalização , de fazer diagonais, movimentos de rutura que poucos mais têm, de combinar com colegas. Daqueles jogadores que nunca será um fora de série ao nível de outros, que será sempre ofuscado por Messi´s e afins mas de uma importância fulcral e que ganhou o seu lugar de indiscutível fruto do seu trabalho...

Gonçalo Matos disse...

"Acho que faltou referir a principal característica dele e que o destaca de todos os outros no Barça que é a reacção à perda de bola. É imediata seja ele a perdê-la ou outro e os bons resultados com Guardiola e com a sua pressão alta muito se deve a este menino. Destaca-se pela facilidade que tem em aparecer em zonas de finalização , de fazer diagonais, movimentos de rutura que poucos mais têm, de combinar com colegas. Daqueles jogadores que nunca será um fora de série ao nível de outros, que será sempre ofuscado por Messi´s e afins mas de uma importância fulcral e que ganhou o seu lugar de indiscutível fruto do seu trabalho..."

Com as devidas proporções, este texto poderia fazer parte do Curriculum do Licá, não acham?

Anónimo disse...

Caro Gonçalo e Postiga.

Completamente de acordo. São, muitas vezes, este tipo de jogadores que permitem que certas filosofias de jogo se implementem. Alertei, e apesar de, para já, me estar a surpreender, para os perigos da contratação de Neymar neste sentido, i.e., a transição defensiva. O Pedro oferece tanto mas tanto no pressing, que até dói.

Cumprimentos,
António Teixeira

Luis Santos disse...

Yilmaz, o Gio está a jogar como avançado (em 4-4-2)

Anónimo disse...

Foi dos pés do Pedrito que a Espanha não perdeu o jogo amigável frente ao Chile noutro dia.

É normal que os extremos sejam em regra os jogadores que mais vezes perdem a bola, pois são geralmente os jogadores que mais arriscam (ou em jogadas no 1-contra-1, ou em passes no último terço do terreno).

O título faz reflectir que quem o afirmou sabe que o Pedro e o Robben perdem o mesmo número de bolas por jogo. Estamos a falar de um valor absoluto. Contudo, o que nos interessa é o valor relativo, para validar qual deles se calhar tem melhor tomada de decisão e é mais eficiente nesse campo. Esse valor relativo pode ser baseado no número de bolas perdidas face ao número de jogadas ofensivas protagonizada pelo jogador.

Anónimo disse...

Alguém me ajuda? Entorse aqui no pé direito :S xD

Cumprimentos,
António TEixeira

Gonçalo Matos disse...

Não percebi António..

LGS disse...

Pessoal do Posse desculpem o off-topic mas, conhecem o trabalho do João Tralhão? Se sim o que acham?

Anónimo disse...

Torci o pé Gonçalo :S. Meto gelo? O que faço? Vocês ligados ao futebol podem saber...

Cumprimentos,
António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

António, eu normalmente ponho gelo e evito andar com o pé no chão.. Se for com alguma gravidade é melhor ir ao hospital.

Vou tentar falar com o meu primo, que percebe mais do assunto para ver se ele tem algum conselho melhor!

LGS,
Não conheço, onde treina?

Anónimo disse...

Caro Gonçalo,

Já torci várias vezes, duas com visitas ao Hospital. Andei ligado, mas curei mal por culpa própria. Agora qualquer coisa torço. Ontem torci o pé sentado, o que desde já é vergonhoso. Não sei se é grave, porque consigo andar, embora com alguma dificuldade.

Obrigado desde já :)

Cumprimentos,
António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

Eu também torcia os pés com mta frequencia. Inclusive joguei dois anos com os pés ligados para evitar entorses.
Aparentemente o melhor a fazer é descanso, por gelo, fazer compressão na área levada e elevar o pé! Estas 4 coisas fazem parte do que em inglês é o RICE.. Foi esta a informação que recebi, dada pelo Ronaldinho aqui do blog!

As melhoras rápidas!

LGS disse...

Gonçalo,
treina os juniores do Benfica. Gostava de perceber se os miudos estão em boas mãos.


António,
Põe gelo e de preferência mantém o pé elevado. Também torci o tornozelo há um ano e tal e agora jogo sempre com pé elástico, e mm assim torço com facilidade... Quando já não tiveres o pé inchado e não te doer talvez devas fazer algum reforço muscular. Foi o que me aconselharam.

Roberto Baggio disse...

LGS, eu acho fraquinho... Mas devo ser só eu, porque sei como ele entrou lá e sei que desde que entrou teve sempre grandes jogadores e futebol zero.
Depois, conheço gente de perto, do Benfica e partilham a mesma opinião. Mas apenas vi no máximo 4 jogos por época e por isso posso estar redondamente enganado.
Mas lá está, há coisas que não suporto, e jogadas estudadas, repetidamente em lances de futebol corrido são uma delas.

Abraço

Anónimo disse...

Obrigado a todos e ao Ronaldinho pela ajuda. Vou, então, seguir os conselhos. Ainda agora fiz uma viagem de 30 minutos, à noite, com o pé assim. Não é fácil :S.

Cumprimentos,
António Teixeira

LGS disse...

Obrigado Baggio

Já agora, se tiveres conhecimento sobre isso, há qualidade na formação do Benfica (ao nível dos treinadores?) se sim, onde (escalões) e onde é que achas que ela falta?



António, se tiveres mesmo de fazer esforço (como essa viagem) põe ligadura ou meia elástica.

Roberto Baggio disse...

Não conheço os treinadores profundamente. Juvenis, vi dois jogos até ao momento este ano e não me impressionou. Mas estava organizado e isso já não é mau. No resto dos escalões não vi nada, por isso é difícil fazer esse tipo de avaliação.

João disse...

Excelente post. O Pedro desde 2008 que é um dos meus jogadores favoritos.

Creio que ficou por referir algo bastante importante no seu jogo, e que contribui de maneira fulcral para a sua versatilidade, que é a sua ambidextria. E não é certamente da forma como dizem que o Cristiano Ronaldo é ambidextro, o que, estabelecendo a devida diferença entre ambidextria completa e capacidade de rematar ocasionalmente com o "outro" pé, é compeltamente incorrecto.

O Pedro, independentemente do lado em que está, consegue conduzir, driblar (a acção para a qual se precisa de mais sensibilidade) a bola com o pé mais propício ao movimento que deseja, seja vir para dentro ou à linha.

Continuem.

Roberto Baggio disse...

Joao,

Estamos de acordo