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quarta-feira, setembro 18, 2013

A minha visão de Criatividade

O que é pra mim criatividade? Criatividade, para mim é isto!



Ou isto!

Ou mesmo aquele passe do Varane, que queimou de imediato 2/3 linhas do adversário, salientado pelo Baggio aqui


74 comentários:

Miguel Martins disse...

Boas...
Modera um pouco a frequência dos posts... não dá para acompanhar e comentar :)

Gonçalo Matos disse...

Miguel, tens razão. No meu caso peco muito porque "posto" impulsivamente.

No que me toca a mim, vou estar com mais atenção a isso.

Um abraço

Yilmaz disse...

Olha Gonçalo,outro passe genial de Verratti:

http://youtu.be/pH8FJ80Mfz4?t=1ms

Adoro este puto;é um fenómeno... Futebol de rua puro!
Raça e talento... (reparem que que é ele a recuperar no principio da jogada!.. Sabe fazer TUDO)


PS:Vi o Porto em Viena,que mal... O Jackson não tem critério nenhum!
Incrível... Quando a coisa aperta ele já não é tão brilhante(idem pra Varela..)
O que lhe safa é o seu extraordinario poder fisico que lhe permite resolverindividualmente;mas coletivamente acho que ele é muito limitado... (Fernando tbm!)

Yilmaz disse...

1:11

Anónimo disse...

Martins, a culpa se calhar é minha, pois cada vez mais eles escrevem os posts em função do que lhes vou dando na cabeça.

Matos, podes colocar o video do passe do Busquets para o Messi no 2º golo deste de hoje. Ou então dos passes do Di Maria ontém como médio.

Anónimo disse...

Já deu para ver que o Verrati gosta de fazer "lobs" com a bola. Sabem dizer-me se ele já foi jogador de futsal, como o Ganso?

Gonçalo Matos disse...

Posso, deixa ai os links sff.

Sim, anónimo. O feedeback é levado em conta neste blog. Já o era antes de comentares.

Gonçalo Matos disse...

Também gosto bastante do Verratti. O meu jogador preferido é o Pirlo e o Verratti tem alguns toques parecidos.
Gosto da criatividade dele, mas parece-me que ainda pode melhorar tacticamente. De qualquer forma é novo e há-de progredir muito!

Gonçalo Matos disse...

Miguel Martins,

Tens um numero definido de jogadores "criativos" nas tuas equipas? Também achas que 3 é demais?

Anónimo disse...

Se o Verrati melhorar a qualidade de passe a média e longas distâncias como o Pirlo tem, se melhorar a sua visão de jogo, com experiência de qualidade que ele vai acumulando com esta tenra idade, então não acho que seja crime algum dizer que vai suplantar o seu "mestre".

Já agora, «parece-me que ainda pode melhorar tacticamente», estás-te a referir a que tipo de situações mais concretamente?

Yilmaz disse...

O PSG tem Thiago Silva,Marquinhos,Maxwell,Thiago Motta(?),Verratti,Pastore,Ibrahimovic...

Muita criatividade... (Benfica que se cuide;quando aqueles mercenários querem jogar não há hipótese!)

Gonçalo Matos disse...

"parece-me que ainda pode melhorar tacticamente», estás-te a referir a que tipo de situações mais concretamente"

basicamente gerir os ritmos de jogo com mais qualidade. Que para mim, é o que o Pirlo faz de melhor. Saber quando acelerar com passe vertical ou jogar apoiado e manter a bola mais tempo. Mas tb não faço ideia que ordens tem do seu treinador...

Anónimo disse...

«Tens um numero definido de jogadores "criativos" nas tuas equipas? Também achas que 3 é demais?»
A questão não é para mim, mas acho que a questão não deve ser colocada nesses moldes... até porque a vossa noção de criatividade...

Isto não é apenas somar números, assim como muitas vezes não é adicionando mais avançados em campo que vais marcar mais golos.

O Chelsea é um bom exemplo dos condicionalismos que é preciso ter atenção.

F.Azevedo disse...

"O Chelsea é um bom exemplo dos condicionalismos que é preciso ter atenção."

A que te referes? Que condicionalmsos?

DC disse...

E opinião sobre o Paulo Fonseca têm?
A minha piora a cada jogo. Que equipa desequilibrada e sem criatividade.

E o pior é que parece que piora de jogo para jogo...

Roberto Baggio disse...

Não vi o jogo DC

Gonçalo Matos disse...

Vi aos poucos e os jogadores tinham mto poucas linhas de passe. O Josue e o Fernando estavam mto longe dos homens mais à frente. Ainda por cima tava mta gente desinspirada. Também não gostei, DC. Mas do Porto este ano, foi o primeiro jogo que vi. Quanto ao desequilibrio, achaste isso nas transições ou na organização?

Anónimo disse...

Tens 3 jogadores criativos basicamente iguais, pelo que têm tendência para actuarem nos mesmos espaços, acabando por trapalharem-se uns aos outros. Isto leva aquilo que o 3º anel chama de "rodriguinhos", "brincas na areia" e afunilamento ou "tácticas do pirilaus".

Como são jovens e têm qualidade vejo potencial para o Mourinho fazê-los evoluir, mas que vai trazer ainda mais dissabores isso vai. Veremos se não será em catadupa.

Anónimo disse...

«Que equipa desequilibrada e sem criatividade.»
Pudera sem os seus três melhores jogadores de campo e o seu melhor suplente, estavas à espera do quê?

Gonçalo Matos disse...

"A questão não é para mim, mas acho que a questão não deve ser colocada nesses moldes... até porque a vossa noção de criatividade...

Isto não é apenas somar números, assim como muitas vezes não é adicionando mais avançados em campo que vais marcar mais golos."

Qual a tua noção de criatividade? Também acho que nao é somar ou diminuir numeros. E é por isso que não concordo com o Ballack e companhia.

Yilmaz disse...

Verratti já sabe muito bem temporizar,gerir ritmos... Além da sua habilidade mobstruosa acho até que é isto que me fascina mais nele!
Como controla o tempo...

PS:Estou a ver OM/Arsenal,Wilshere é fenomenal entre linhas... Este também:Maestro!

O melhor jogador inglês com Rooney.

Roberto Baggio disse...

Ahh grande PP, voltaste. Finalmente, já tinha saudades tuas pah.

Um abraço

DC disse...

"Vi aos poucos e os jogadores tinham mto poucas linhas de passe. O Josue e o Fernando estavam mto longe dos homens mais à frente. Ainda por cima tava mta gente desinspirada"

A minha opinião também.
O Paulo Fonseca abre um autêntico fosso entre o meio-campo e o ataque.
O Fernando está muitas vezes no início de construção sem uma única linha de passe não arriscada e logo ele que é pouco eficaz no passe.

Hoje, se em vez daquele manco do Austria fosse o Villa, tínhamos encaixado 4 ou 5.

Muito mau mesmo!

Yilmaz disse...

Fonseca desilude-me porque aposta em Varela e não em Quintero... É crime!

PS:Acho tbm que Fernando a trinco já é um pouco passado... O tosco com 3 pulmões que vai a todas,já chegue...

DC disse...

Yilmaz o problema para mim não é Fernando a trinco. È a falta de apoios ao portador da bola.
Não é uma questão de culpa de jogadores é do sistema.
Fosse o Fernando ou fosse o Busquets, sem jogadores próximos a dar apoios, iria haver sempre erros. Óbvio que sendo o Fernando menos capacitado tecnicamente falha mais do que falharia o Busquets, mas ele também ia ter dificuldades em jogar assim.

O Paulo Fonseca estende demasiado a equipa em campo por causa da obsessão em atacar com muita gente. e acaba por aniquilar todas as hipóteses duma construção de jogo competente e duma transição defensiva eficaz.
Hoje o Austria deve ter tido o dobro das oportunidades de golo do Porto, à vontadinha!

Yilmaz disse...

Freitas Lobo tem concorrência com Pedro Henriques...

"O Porto não entrou com os pneus de chuva,é que o terreno tá sufisamente molhado"

Anónimo disse...

Caro Yilmaz e DC,

Em primeiro lugar Yilmaz, o teu comentário é muito precipitado. O Jackson tem mais critério do que imaginas, e avaliando por um jogo em que simplesmente não tinha apoios e que, em verdade, lhe correu mal, não podes fazer essa avaliação. O jackson é, de muito muito longe, o melhor ponta de lança em Portugal. O único pecado dele é alguma incapacidade na finalização (i.e. falha muitos golos).
Sobre o Fernando, ainda não percebi o "ódio" que tem, em primeiro lugar, aos jogadores de pulmões e, em segundo lugar, ao Fernando. Qualquer pessoa te sabe dizer que o Fernando é um jogador super inteligente e criativo, que infelizmente, não tem pés para mais. Daí sobressair nos momentos defensivos. E sobressaí mais que qualquer trinco em Portugal. Foi como disse algures, o Fernando pode ser tecnicamente inferior ao Matic e tutti quantti, mas nenhum desses jogadores teve a importância contextual que teve o Fernando, e arrisco me a dizer que nunca terá.

DC,

O problema da primeira fase tem a ver principalmente com a ausência do Defour, e com a incapacidade do Varela em receber e dar o seguimento que o jogo pede, quando vem entre sectores. Já vimos muitas coisas interessantes esta epoca e, apesar de alguns problemas (transição defensiva, distância entre sectores, etc.), tenho visto coisas que me levam a gostar cada vez mais do modelo, principalmente na facilidade com que cria situações de golo quando imprime alguma intensidade. Ora, importa alternar isso com um controlo mais definido, e isso o Porto não tem conseguido, o que ainda é perfeitamente normal, dada a fase da epóca em que estamos. A distância entre sectores não é causa da má transição defensiva mas consequência, e importa sublinhar bem isso.

Yilmaz, mais uma vez, e com todo o respeito, o comentário do tosco dos três pulmões roça o ridículo. Volto te a perguntar por um trinco no campeonato português com a capacidade em organização defensiva e especialmente em transição do Fernando. E o tosco dos três pulmões já criou, neste modelo, diversas ocasiões de golo, mostrando grandes rasgos de criatividade. O futebol não é só o Busquets e o Quintero, isso é bonito mas é na teoria. E no Dragão somos adeptos da vitória, não da nota artística.

Cumprimentos, e desculpem se ofendi alguém, não terá sido intencionalmente.

António Teixeira

DC disse...

António não concordo contigo porque vi estes problemas todos contra o Gil e o Defour estava lá.

Simplesmente o Gil é banal e não foi capaz de criar grandes problemas nem quis pressionar muito alto. Ontem o Áustria pressionou um pouco mais e o Porto baqueou completamente.
Contra o Atlético, receio sinceramente que acabe por perder. Porque eles a pressionar são asfixiantes e este Porto, pura e simplesmente, não sabe construir jogo.

O Varela também não tem culpa nenhuma. Afinal se lhe pedem para estar aberto na linha ele vai fazer o quê? E nunca seria o Varela, em modelo nenhum, o principal responsável por dar apoios ao Fernando.
A culpa é da táctica e das ideias do treinador, não é de jogador nenhum. É de quem os manda adiantar-se no terreno ainda a bola está na defesa.
Paulo Fonseca parte a equipa logo no início de construção.

E essa da criação de oportunidades de golo como vantagem... Quais oportunidades de golo? Ontem tivemos quantas? duas? Compensou para as 6 ou 7 do Austria?
E contra o Gil tivemos quantas? E quantas foram de bola corrida?

Meter muitos jogadores na frente é muito lindo mas se a bola não chega lá com qualidade não vale nada.
Para mim este esquema só traz desvantagens em relação ao passado. Em tudo! Tanto na defesa como no ataque. A defesa está SEMPRE exposta e o ataque não consegue construir jogo com qualidade.
Resumindo, o excelente trabalho de três épocas arrisca-se a ser todo deitado fora se o treinador não adaptar o seu modelo.

" A distância entre sectores não é causa da má transição defensiva mas consequência,"
É sim. É uma das causas. A outra é a colocação de demasiados jogadores à frente da linha da bola. Mas a distância entre sectores e consequente falta gritante de apoios ao portador da bola, além de potenciar o erro em posse, implica que quando a bola é perdida estão muito menos jogadores próximas da zona da bola para a tentarem recuperar imediatamente.
VP era fantástico nessa preparação, mesmo perdendo a bola tinha logo 2, 3 jogadores a asfixiar quem a recuperava. PF não fez isso ainda de forma competente e a manter este modelo duvido que algum dia faça.

DC disse...

" E no Dragão somos adeptos da vitória, não da nota artística"

Já agora, e falo como detentor de lugar anual, não somos adeptos da vitória, somos adeptos da competência. Ela é que por arrasto traz vitórias. E se o Porto continuar a jogar assim pode até ganhar mais 10 jogos seguidos mas vai chegar a hora em que vai falhar e falhará claramente (aliás deviamos aprender essa lição com o Benfica).
Da mesma forma que quando VP tinha maus resultados eu sempre tive confiança nele porque era óbvio que o modelo dele era extremamente competente, estas 6 vitórias a mim, sabendo o que o Porto jogou, não me dizem nada.
O Barça do Tito ganhou 19 jogos seguidos ou qualquer coisa do género e depois quando chegou ao Bayern foi humilhado. Porque ser mais competente que equipas miseráveis não é sinal de competência por si só.
Este Porto precisa de muito trabalho e espero que o PF saiba o que tem a corrigir e alterar.

Miguel Martins disse...

Bom dia.
Gonçalo: Acho que não faz sentido nenhum...não ouvi o comentário de quem disse isso mas acho que só pode estar relacionado com a ideia (de tasca) de que os criativos "não correm atrás da bola". O sentido da frase parece-me ser mais no sentido de jogar com muitos médios ofensivos... nesse sentido o problema no processo ofensivo pode ser a duplicação de funções, o que em minha opinião só acontece se não houver um modelo de jogo que organize a equipa de modo a jogar esses jogadores em simultâneo.
Embora não concorde quando aparecem as conversas de que um jogador de determinada posição jogava bem até noutras posições que têm funções e tarefas completamente diferentes, na minha opinião concordo com aquilo que penso ser aquilo que pretendes evidenciar com este post... que a criatividade não é só individual e 1x1 mas também está presente noutras acções como os passes verticais apresentados (se não for recorrente), isto para dizer que em qualquer posição os jogadores podem ser considerados criativos se optarem com sucesso por soluções "fora da box", desse modo podes ter 11 criativos pois cada jogador na sua posição pode oferecer soluções criativas (colectivas e individuais) à equipa.
Quanto ao comentário sobre o numero de posts é uma queixa especificamente minha pois o trabalho não me deixa acompanhar e comentar frequentemente, então se de um dia para o outro aparecem 4 posts novos (o que é bom sinal da dinâmica do blog), ainda estou a verificar as caixas de comentários antigas (que entretanto ficaram paradas) e os temas já estão a ser discutidos noutro post.

Rafael Antunes disse...

" que a criatividade não é só individual e 1x1 mas também está presente noutras acções como os passes verticais apresentados (se não for recorrente), isto para dizer que em qualquer posição os jogadores podem ser considerados criativos se optarem com sucesso por soluções "fora da box", desse modo podes ter 11 criativos pois cada jogador na sua posição pode oferecer soluções criativas (colectivas e individuais) à equipa."

Corrijam-me se estiver errado, mas penso ser esta a ideia que está na base do que o Baggio tem dito em relação ao tema dos 10 Busquets ou 10 Di Marias!

Anónimo disse...

Caro DC,

Antes de mais relembro te da constante revolta dos adeptos contra o Vitor Pereira (com os quais não concordo, evidentemente).

Sobre a construção, o Porto contra o Gil jogou mal porque, tal como hoje, não houve intensidade. Há um problema muito óbvio, e isso é claro: faz falta sempre um criativo, e não podes jogar com o Licá e com o Varela ao mesmo tempo. Ainda que o Licá procure receber bem entre sectores, não tem capacidade técnica para fazer algo de muito relevante ali; o Varela acabe por encarar e tentar situações de 1x1 em zonas onde não podes perder muitas bolas. Falas desses jogos, mas porque não falas dos jogos contra Marítimo ou Vitória de Guimarães? Então o que me parece, sinceramente, é que existe algum trabalho que ainda está a ser assimilado, e que as dinâmicas ainda não estão bem interpretadas. Digo isso porque a equipa também já mostrou que consegue asfixiar. Está pior na transição defensiva e eu continuo a achar que a linha defensiva é consequência e não causa, até porque por muitas vezes já viste a linha a recuperar no meio campo. Agora se conseguem passar as primeiras, a defensiva vai ter que descer no terreno, que foi o que aconteceu ontem.
Lucho está mais perto do Jackson, mas já o estava com o Vitor Pereira, em muitos jogos; faz falta o Moutinho, mas dai a ideia de colocar o Defour mais próximo do Fernando, o que a curto prazo prejudica claramente os dois jogadores, mas parece ser a solução ideal a médio prazo, porque tu simplesmente não consegues encontrar alguém que desempenhe o papel do Moutinho neste modelo, ainda para mais com um jogador como o Lucho (que não tem as pernas que tinha, e que o seu raio de pressing tem que ser mais adiantado) ou com jogadores como o Josué/Quintero (que evidentemente jogam melhor na ala e que não tem, ainda, consciência das dinâmicas defensivas da equipa). Porque dar equilíbrio na posição do Moutinho, da maneira que ele dava, não deve ser fácil.
Também não é fácil optar pelas soluções. Olha, o Porto no ano passado também ganhava com alguma facilidade contra equipas fracas certo? Especialmente porque tinha uma excelente transição defensiva, mas era muito fraco na criação. E podiamos pensar, aliás, como eu pensei, que a solução era meter mais criatividade. Mas se metemos criativos que não temos no plantel, pressupomos um certo período de adaptação indispensável, dadas as características do modelo. Não é só mandá-los para lá e eles que joguem, porque não é assim.
Sobre o Varela, para além dessa dificuldade, manteve-se (e não percebi se foi ideia do treinador se dele, porque nos outros jogos os movimentos não foram esses) sempre na linha. Evidente que o Sandro e o Danilo não vão ter espaço para subir, vai haver menos desiquílibrios, etc etc. Eu até considero o Varela táctimamente competente, mas tira muito à equipa em muita coisa (decisão, circulação, jogo posicional, etc). E sempre tirou, em qualquer dos modelos que tivemos. Daí achar que são as características dele, e não das ideias do treinador.
E os jogadores estavam adiantados também com os outros, simplesmente tinhas o Moutinho, e o Lucho poderia, em alguns jogos, estar mais próximo. As equipas cá também não pressionam tão alto (Benfica como excepção), e ontem o Austria jogou muito bem nesse sentido. Daí as soluções que temos com o Otamendi e o Mangala a passar... Agora diferente de ter o James ou o Quintero na recepção, é teres o Varela e o Licá.
Concordo contigo que existem coisas más, mas também existem coisas melhores. Agora, temos que esperar para ver, infelizmente, e ser pacientes. O Porto é mais forte numas coisas, mais fraco noutras. É um modelo mais próximo do AVB do que do Vitor Pereira, com tudo de mau e de bom que acarreta.

Cumprimentos,
António Teixeira

Roberto Baggio disse...

Não estás de todo Rafael. Como já repeti inúmeras vezes, eu jogaria com 11 criativos se os tivesse.

Gonçalo Matos disse...

Miguel,
"que a criatividade não é só individual e 1x1 mas também está presente noutras acções como os passes verticais apresentados (se não for recorrente), isto para dizer que em qualquer posição os jogadores podem ser considerados criativos se optarem com sucesso por soluções "fora da box", desse modo podes ter 11 criativos pois cada jogador na sua posição pode oferecer soluções criativas (colectivas e individuais) à equipa."

Totamente de acordo. Para mim é esse o critério para definir a criatividade de um jogador.

Anónimo disse...

Dois centrais criativos: Garay e Otamendi.

Cumprimentos,
António Teixeira

Miguel Martins disse...

Rafael: na minha opinião estás apenas parcialmente correto pois não concordo minimamente com essas discussões envolvendo nomes. Alem disso a criatividade de cada posição específica e diferente... E digo isso nesse mesmo comentário.. As acções criativas do central são diferentes das do extremo ou do médio centro.. Por isso um defesa central que sai em condução é uma coisa que não garante minimamente que esse mesmo jogador jogasse bem a extremo (por isso é que existe especialização posicional). 10 do um tipo ou 10 do outro não tinham criatividade eram sempre as mesmas acções e até o que inicialmente era criatividade passava a estereótipo. Acrescento ainda o factor individual que eu considero uma vantagem e não só um recurso!
Baggio: 11 criativos não 11x o mesmo jogador! Ou seja um jogador criativo dentro das funções e tarefas da posição... Não 11 nrs dez.
Gonçalo: e relativamente aquilo que disse nesse mesmo parágrafo antes da tua citação, qual é a tua posição / opinião?

Roberto Baggio disse...

"Baggio: 11 criativos não 11x o mesmo jogador!"

Para não pegar em 11 Iniestas e 11 Messis. Digo-te que com 11 Xavis a cada 3 campeonatos, em qualquer parte do mundo, eu ganhava 2.

Anónimo disse...

Não entendo porque é que não publicam o meu comentário em resposta ao Matos e ao Martins???

Censura?!

Rafael Antunes disse...

Eu quando leio estas BOMBAS como a a que o Baggio refere, que são fraturantes e irritam a maioria, penso até que seja mesmo esse o seu objetivo, Eu não interpreto pelo o jogador que ele nomeia, muito menos pela posição que ocupa no campo. Interpreto pelo padrão decisão que esse jogador apresenta no seu jogo de uma forma regular!

Aí consigo retirar alguma informação que me seja útil.

Quero lá saber se o Baggio quer o Varane pra PL ou pra extremo. Para ele e para o seu modelo até pode ser bom!!! Parabéns para ele, mas não vou estar aqui a dizer que é um erro ele pensar assim...

"As acções criativas do central são diferentes das do extremo ou do médio centro"

Claro que são... Mas nada te impede de procurar algumas decisões de um DC para uma outra posição!!! Desde que isso faça sentido no teu modelo de jogo.

Mas essas diferenças especificas de posição para posição estão todas dentro do mesmo jogo, que é colectivo e que como tal, requer soluções coletivas na maior parte do tempo.

Portanto neste enquadramento não me choca ouvir dizer que o Busquets seria melhor Extremo que o Di Maria, quando isso é dito por uma pessoa que está a pensar no seu modelo em particular, e tendo em conta o padrão de decisão de um e de outro considerando que estamos num jogo colectivo.
Não me choca ouvir que com 11 jogadores com o Padrão de decisão do Xavi ganharia 2 em 3 campeonatos.
Não me choca dizer que se o Messi fosse DC seria dos melhores do mundo na mesma(aliás essa ideia já foi passada aqui no blog se não me engano), tendo em conta o padrão de decisão do jogador.

Cumprimentos

DC disse...

"Antes de mais relembro te da constante revolta dos adeptos contra o Vitor Pereira (com os quais não concordo, evidentemente)."

A maior parte desses adeptos eram aqueles que iam ao estádio quando o rei faz anos e tinham logo a autoridade toda para exigir goleadas. Posso-te garantir que no ano passado O VP era muito aplaudido pela maior parte dos adeptos no estádio. Havia sempre uma percentagem mínima de assobiadores, mas a maioria esteve sempre com ele.

"Sobre a construção, o Porto contra o Gil jogou mal porque, tal como hoje, não houve intensidade."

Desculpa o problema foi de organização. O problema não é "correr pouco" é "correr mal". Intensidade aliás soa-me a argumento um bocado vazio, quando nao se consegue explicar o que correu mal.

"não podes jogar com o Licá e com o Varela ao mesmo tempo"
Porque não? Se a equipa estiver organizada podes jogar, sim senhor. A bola tem é que lhes chegar em boas condições.

"porque não falas dos jogos contra Marítimo ou Vitória de Guimarães?"
Porque o adversário não criou problemas. São fracos demais tal como no ano passado em que foram goleados por 5 e por 4 no Dragão. Mas este ano perderam ainda mais jogadores importantes.

" já o estava com o Vitor Pereira, em muitos jogos"
Nada a ver. Com James em campo o Porto jogava em losango no meio-campo com James no vértice ofensivo e Lucho a descair para a direita.

" o que a curto prazo prejudica claramente os dois jogadores, mas parece ser a solução ideal a médio prazo, porque tu simplesmente não consegues encontrar alguém que desempenhe o papel do Moutinho neste modelo"
Porquê? O Moutinho é o único jogador no mundo a jogar naquela posição? Estes dogmas a mim não me dizem nada. Antes do Moutinho já houveram 500 insubstituíveis no Porto e foram todos substituídos. O Defour no esquema do ano passado jogava muito bem na posição do Moutinho e voltaria a jogar este ano.

" Mas se metemos criativos que não temos no plantel, pressupomos um certo período de adaptação indispensável, dadas as características do modelo. Não é só mandá-los para lá e eles que joguem, porque não é assim. "

O único jogador novo no 11 é o Licá. O problema é de organização não é da adaptação dos jogadores.

"E os jogadores estavam adiantados também com os outros, simplesmente tinhas o Moutinho, e o Lucho poderia, em alguns jogos, estar mais próximo"
Tinhas o Moutinho, o Lucho e o James a jogar junto do Fernando. Meio-campo de 4, muitos apoios. Se tens duvidas vai ao Lateral Esquerdo ver as análises aos jogos. Losango no meio-campo.
E chegaram a haver jogos em que além desses jogou Defour ou Izmailov na ala esquerda.

"As equipas cá também não pressionam tão alto (Benfica como excepção), e ontem o Austria jogou muito bem nesse sentido"
Achas mesmo que a táctica do Austria era pressionar alto? Pressionaram alto porque viram que o Porto não se sentia à vontade. Se o Porto soubesse gerir a posse com qualidade eles tinham-se fechado no meio-campo deles sem meter a cabeça de fora.

"Agora diferente de ter o James ou o Quintero na recepção, é teres o Varela e o Licá. "
No ano passado o James esteve lesionado muito tempo e não era por isso que o Porto entrava desorganizado em campo. Jogou inclusive vários jogos sem James e Moutinho.

"Agora, temos que esperar para ver, infelizmente, e ser pacientes"
Os 2 jogos em casa para a Champions com Atlético e Zenit estão aí. Não é questão de paciencia, é de calendário. A equipa tem necessariamente que os vencer.

" É um modelo mais próximo do AVB do que do Vitor Pereira"
Não concordo de todo. Aliás, o Porto de AVB tinha todos os principios do de VP embora menos acentuados na posse de bola por jogar com Hulk.

Rafael Antunes disse...

"Por isso um defesa central que sai em condução é uma coisa que não garante minimamente que esse mesmo jogador jogasse bem a extremo"

Essa visão estática do cada macaco no seu galho a mim não me diz nada!!!!

Estive recentemente numa conferência e ouvi Silveira Ramos numa reflexão que para mim faz sentido.
Penso que caminhamos para uma época em que vão deixar de haver posições no campo 1x4x3x3 e afins. Em que os "bons de bola" são avançados, extremos e médios e os outros são defesas.

Há tarefas a cumprir, princípios a pôr em prática quem faz o quê não interessa (isto é relativo obviamente) é importante é que se faça, que se cumpra com os fundamentos do jogo.

O Barcelona de Guardiola começou a dar dicas neste sentido sobretudo em organização ofensiva.

Roberto Baggio disse...

DC, António,

Quando são esses jogos contra Atlético e Zenit. E são fora ou em casa?

Pressuponho que com essa proximidade seja do vosso interesse um vídeo do Atlético-Zenit?

Abraço

Miguel Martins disse...

Baggio: Isso nunca dá para negar nem confirmar. Mas em campeonatos de top isso não acontecia fosse com que jogador fosse... Mas como o contraditório numa suposição não é possível vou só dar alguns motivos pegando no exemplo do xavi. O factor morfologico estaria sempre em tremenda desvantagem em esquemas tacticos e jogo direto adversário; jogo predominantemente de passe sem desequilíbrios 1x1... Até podia ter sempre a bola mas qualquer livre do meio campo para a área seria perigoso!
Por muito bom que um jogador seja vai faltar sempre variabilidade a equipa se fosse constituida por 11 iguais... La esta, faltaria sempre a criatividade "fora da box".

Gonçalo Matos disse...

"Embora não concorde quando aparecem as conversas de que um jogador de determinada posição jogava bem até noutras posições que têm funções e tarefas completamente diferentes, na minha opinião concordo com aquilo que penso ser aquilo que pretendes evidenciar com este post..."

Eu não disse que o Busquets era melhor extremo que o di Maria. Disse que se trocasses as posições que um jogaria melhor que o outro numa posição que não era a sua. E acho-o apesar de haver especificidades para cada posição. Claro que não tou à espera que o Busquets a extremo parta 3 defesas e faça jogadas à Maradona até pq não quereria isso.

Não sei se era esta frase que querias que comentasse..

Miguel Martins disse...

Rafael: "Mas nada te impede de procurar algumas decisões de um DC para uma outra posição!!! Desde que isso faça sentido no teu modelo de jogo." por essa lógica qualquer coisa faz sentido desde que o treinador ache que se enquadra no seu modelo de jogo! Claro que depois há uns modelos que ganham e outros que não ganham.

Miguel Martins disse...

Rafael: "Parabéns para ele, mas não vou estar aqui a dizer que é um erro ele pensar assim..." longe de mim dizer que algo está certo ou errado... Cada um tem as suas ideias e debatemos as ideias e o objectivo não é chegar a consenso mas debater.

Roberto Baggio disse...

" Isso nunca dá para negar nem confirmar."

De acordo. É simplesmente a minha forma de ver o jogo.

"O factor morfologico estaria sempre em tremenda desvantagem em esquemas tacticos e jogo direto adversário;"

Miguel, desculpa, mas não foi exactamente isso que Guardiola mostrou não ser assim tão fundamental? Que mostrou, uma vez que todas as equipas jogavam assim contra eles não ser tão importante?

Poucas faltas cometidas no meio campo defensivo, grande controlo do espaço defensivo, pressão sobre o portador da bola, reacção forte a perda, etc, etc, etc... E até admitindo que isso seria uma desvantagem, podendo até sofrer muitos golos dessas situações, iria marcar "sempre" mais um que adversário. Permitindo-me ganhar o campeonato.

" jogo predominantemente de passe"

É assim que quero que a minha equipa jogue...

"sem desequilíbrios 1x1"

Eu sempre pensei, desde novo, muito novo mesmo, criança, que a melhor finta era o passe. E agora, isso faz ainda mais sentido. Sim, em alguns momentos iriam fazer falta o drible, mas o movimento de aproximação que se faz ao adversário, por forma a libertar um colega da marcação (aquilo a que chamo provocar o adversário), para depois soltar no colega que ficou livre, não é um desequilíbrio 1x1?
Agora replica essas acções por 10/11...

"Até podia ter sempre a bola mas qualquer livre do meio campo para a área seria perigoso!"

Livre do meio campo perigoso? Só se a equipa os defendesse HxH.

"Por muito bom que um jogador seja vai faltar sempre variabilidade a equipa se fosse constituida por 11 iguais... La esta, faltaria sempre a criatividade "fora da box"."

Discordo inteiramente disto. Se o jogador for muito bom. Se o jogador jogar muito bem futebol. Se o jogador tiver índices, ridiculamente altos, de acerto na tomada de decisão, a única coisa que, para mim, vai faltar a equipa, são 7 suplentes iguais.

Miguel Martins disse...

"Há tarefas a cumprir, princípios a pôr em prática quem faz o quê não interessa (isto é relativo obviamente) é importante é que se faça, que se cumpra com os fundamentos do jogo." exactamente! Há 4 princípios fundamentais de ataque e defesa em que é mesmo assim... Não interessa a posição inicial interessa a relação com o centro de jogo. E existe a ocupação racional do terreno de jogo que permite facilitar a realização desses princípios através da disposição dos jogadores no terreno... Por isso é que há diferentes formas de cumprir os princípios de acordo com os sistemas tácticos.

Roberto Baggio disse...

Miguel,

Para finalizar

http://entredez.blogspot.pt/2013/07/xavi-e-iniesta-incompatibilidade.html

DC disse...

Salvo erro são de 1 de Outubro com o Atlético e 22 de Outubro com o Zenit.

Claro, Baggio uma análise vossa ia esclarecer-nos muito mais ;)

Miguel Martins disse...

Atenção que o que digo a seguir não nega que o factor predominante no jogo é o factor táctico. "Miguel, desculpa, mas não foi exactamente isso que Guardiola mostrou não ser assim tão fundamental? Sim, mas com o pique, com o abidal, o puyol etc... Não 11 xavis (1,7 m)". A diferença de estaturas não tem nada a haver com a forma de defender... Defendes zona mas perdes o duelo.
O jogo deve ser predominantemente de passe mas também faz parte o desequilíbrio individual e nesse sentido tem de haver variabilidade de acções ofensivas. Além de que todo este debate está condicionada à partida porque além das decisões com bola existem muitas mais decisões sem bola ofensivas e defensivas.

Roberto Baggio disse...

"pique, com o abidal, o puyol "

Se te disser que ganhou todos os jogos em que jogou em esses 3, ao mesmo tempo, acreditas?

E ainda posso acrescentar Busquets, se quiseres...

Roberto Baggio disse...

"Defendes zona mas perdes o duelo."

PorquÊ?

"O jogo deve ser predominantemente de passe mas também faz parte o desequilíbrio individual e nesse sentido tem de haver variabilidade de acções ofensivas."

Sim, não disse que não fazia falta ou que não ia precisar dele. Disse que não ia ser significativo. Não disse que ia ganhar todos os jogos, disse que ia ganhar a maior parte deles. Não disse que não ia sofrer golos, disse que ia marcar mais do que sofrer.

Miguel Martins disse...

Já li isso em tempos, concordo! Se reparares até no título salienta o que é fundamental a compatibilidade... Não é ser igual mas compatível. 11 iguais não é o mesmo que 11 compatíveis e complementares.

Vitó disse...

Gonçalo,

Fiquei contente por teres dado um exemplo de criatividade com o Samaras. Para mim, um dos melhores avançados que conheço, exatamente por isso: criatividade, coisa que poucos têm. Nas primeiras vezes que o vi, achei-o talvez um bocado limitado tecnicamente, mas do pouco que tenho visto dele, evoluiu muito nesse aspecto ou tinha ficado com a impressão errada na altura.

Qual é a vossa opinião sobre ele? Como é possível andar pelo Celtic?

Abraço

Roberto Baggio disse...

"Para muita gente, uma equipa de futebol é um agregado de operários fabris, cada um com as suas funções específicas. Para esses, se um determinado jogador vai jogar (por exemplo, um médio criativo), é preciso que um jogador de características diferentes jogue a seu lado ou perto dele, para compensar as coisas em que é menos bom. É por isso que quase todos os treinadores sentem a necessidade de utilizar um médio de características defensivas (ou dois) ao lado de um médio mais habilidoso. O que Guardiola mostrou é que o futebol não é nada disso, que não é preciso que as características de um jogador compensem as de outro. É possível construir uma grande equipa sem jogadores altos, sem jogadores musculados, sem jogadores agressivos, etc.. Isto porque, em futebol, tudo isso é secundário"

Não me parece que concordes com isto.

"Não só acho, portanto, que Xavi e Iniesta são compatíveis, como sempre achei, como acho que Xavi é compatível com dez Iniestas, e vice-versa. Para muita gente, Xavi e Iniesta são compatíveis porque Guardiola mostrou que podiam sê-lo. Não pensavam assim há 5 anos, no entanto. E mesmo aceitando agora que o são, aceitam-no por razões erradas, porque acham que, afinal, até dá para ter dois criativos no meio-campo."

Nem com isto...

Miguel Martins disse...

Acredito... Porque esses ajudavam no jogo aéreo! So descobri agora que pelo tlm isto da para responder logo no comentário e não tenho de fazer outro comentário tão extenso.

Miguel Martins disse...

Porque estas a falar de 11 jogadores de 1,7m... O teu comentário acima mostra como ter jogadores para jogo aéreo também é importante.

Miguel Martins disse...

Concordo com a 1a... Mas mesmo o Guardiola jogou com os outros que também são necessários. Com a 2a concordo na parte de que não há limite de criativos (dentro de funções tácticas)... Mas quando se fala em 10 xavis havia problemas principalmente aqueles que referi atrás que iam surgir.
A questão não é o físico per se são as questões tacticas decorrentes das características dos jogadores e o físico é uma de muitas características.

Roberto Baggio disse...

"Acredito... Porque esses ajudavam no jogo aéreo!"

Eu disse que eles não jogaram, todos os que citei e em tdos esses jogos ele ganhou fácil!

Anónimo disse...

Caro DC,

Primeiramente, a dinâmica está lá na fase de construção inicial e é basicamente a mesma, ainda que haja mais acções com o famoso duplo pivot (no ano passado havia mais troca, é verdade). O espaço do James é ocupado pelo Licá (veja-se ainda o jogo do Gil, por exemplo), Lucho ou Varela. Nenhum deles tem a capacidade técnica a nível de recepção do Josué, James ou Quintero. O Lucho é sim mais inteligente e mais agressivo. O Lucho continua a descair para o flanco esquerdo, tal como para o flanco direito, tal como fazia com o Vitor Pereira e tal como ainda faz este ano, por isso não percebo o argumento. Aliás, até poderias dizer que o Lucho, nesta dinâmica, está sempre mais próximo do Jackson, mas isso obrigava a uma maior presença entre sectores de um dos extremos (o que foi tentado com o Gil através do Licá e nos outros jogos com Josué/Quintero). Dá-te mais apoios na criação e menos na primeira fase, dai a ideia de construir mais pelos centrais e ser mais vertical na primeira fase (e por ai até podes dizer que os sectores estão mais distanciados, mas na maioria dos exemplos, acho que não estou errado em afirmar que é consequência da transição e não causa, ao contrário, por exemplo, do Barça do Tito). Portanto, sobre o Porto jogar em losango, é completamente irrelevante, porque também o faz quando joga com um falso extremo, ou seja, quando joga o Quintero ou o Josué a extremos.
Sobre o Moutinho, não é a questão de esses jogadores existirem ou não, mas sim se existem no mercado a um preço que o Porto possa comportar, ou se existem no plantel. Ignorando a questão do mercado, no plantel não existem, ponto. Que o Defour é um grande jogador, não há dúvida. Que possa, no curto prazo, fazer o que fazia o Moutinho, é impossível. Até o próprio jogador já o disse.
Sobre a adaptação, referia-me ao Quintero, Josué, Herrera. Principalmente estes três. Estou, também, expectante para ver uma adaptação do Reyes a Pivot.
O Austria pressionou alto e bem. Linha de quatro jogadores normalmente. Daí o meu raciocínio de que não podes, numa equipa como o Porto, jogar com o Varela e o Licá ao mesmo tempo, primeiro porque perdes dinâmica na criação e porque perdes capacidade na 1a fase. Nem um nem outro são tecnicamente aptos para receber entre linhas e dar seguimento a um lance com criatividade+qualidade. Eu concordo que deva existir um falso extremo, e penso que o principal problema está ai, a nível de equilíbrio, a nível de todas as fases de construção. O problema é o que pode trazer isso nos momentos defensivos, porque não sabemos se o Quintero/Josué estão aptos para esse papel, e penso que a decisão do Paulo Fonseca passa por ai.
Não vale a pena falar do Marítimo, que ganhou ao Benfica, por exemplo.
Depois, mais uma coisa, é tudo muito bonito, mas é com os pés do Xavi, porque com os pés de outros jogadores (que oferecem coisas diferentes ao jogo), nem sempre é fácil passar do papel para o campo. Em teoria concordo muito contigo e com a tua ideia, mas na prática, o Porto enfrentou cada vez mais problemas, e precisou de os resolver, penso que o Paulo Fonseca está a trabalhar nesse sentido, existem coisas boas e coisas más, mas temos que esperar para ver (tal como foi com o AVB, onde discordo novamente contigo sobre o modelo, ainda que sem nenhuma certeza visto que foi já há algum tempo).
Sobre a questão dos adeptos, vejo me obrigado a dar-te razão, nem que seja porque vais ao jogo e contactas com o ambiente. Eu sigo-me pelo que vou lendo em blogs/foruns, e ai é o que transparecia. Mas acredito, claro, em ti.

Baggio, seria muito agradável :)


Cumprimentos,
António Teixeira

DC disse...

"Primeiramente, a dinâmica está lá na fase de construção inicial e é basicamente a mesma,"
Desculpa, mas não é.

No ano passado o Moutinho e o Lucho baixavam para vir buscar o jogo. Era comum vê-los numa linha mais recuada em relação ao Fernando no início de construção. Este ano o Fernando está muito mais activo na construção do que no ano passado.

"O espaço do James é ocupado pelo Licá "
Não concordo. Nada mesmo. O facto de no papel lá estarem não quer dizer que pisem os mesmos terrenos em campo.

"O Lucho continua a descair para o flanco esquerdo, tal como para o flanco direito, tal como fazia com o Vitor Pereira e tal como ainda faz este ano, por isso não percebo o argumento"
Os movimentos do Lucho este ano são completamente diferentes do ano passado. O Baggio até já sublinhou isso aqui no blog. Nada a ver com o ano passado.

"Dá-te mais apoios na criação e menos na primeira fase"
Não percebo esta frase. Deves querer dizer que dá mais apoios no meio-campo ofensivo do que no meio-campo defensivo. A criação ocorre em qualquer zona do campo, para mim. Os extremos este ano, comparativamente ao ano passado, dão muito menos apoios que no ano passado.

Acho sinceramente, que quanto a esta questão táctica não viste os jogos com a devida atenção. Confundes uma série de comportamentos desta época que nada têm a ver com a época anterior. Eu sou leigo nesta matéria mas o Baggio e o Gonçalo quando analisarem os jogos certamente os demonstrarão em vídeo e aí vais perceber o que estou a dizer.
Não quero estar-me a armar em entendido, mas vejo os jogos todos no estádio e na arquibancada onde a táctica é facilmente perceptível e a mim há coisas que me parecem totalmente diferentes.
Mas também me parecem essencialmente desorganizadas, confesso que às vezes fico na duvida sobre o que pretende o PF, também.

"Que possa, no curto prazo, fazer o que fazia o Moutinho, é impossível"
Quanto a isto discordo. Defour pode fazer a posição com a mesma competência. Óbvio que não são jogadores iguais mas o rendimento da equipa não iria sofrer. O problema é que não joga nessa posição actualmente porque o modelo mudou.

"O Austria pressionou alto e bem. Linha de quatro jogadores normalmente. Daí o meu raciocínio de que não podes, numa equipa como o Porto, jogar com o Varela e o Licá ao mesmo tempo, primeiro porque perdes dinâmica na criação e porque perdes capacidade na 1a fase."
Sinceramente não percebo a relação que fazes. O que é que tem a ver a pressão do Austria (que não foi sequer muito organizada) com o Licá e Varela a titulares? Quantas equipas no mundo jogam com 2 extremos bem abertos e conseguem construir com competência? Por exemplo isso da 1a fase, que eu subentendo que estarás a falar da saída de bola pelos centrais ou pelo Fernando, já pensaste que se calhar, quem lá faz mais falta não são os extremos mas sim o Lucho que está demasiado adiantado?
Falso extremo, médio ofensivo, extremo, ala, o que for, é preciso é organização, rotinas e apoios. O Porto não os tem não é por causa de jogadores ou de ter 2 extremos. O Barça quando joga com Alexis e Neymar não deixa de dar apoios ao portador da bola porque a equipa continua a estar compacta.
Neste caso é como aquele exemplo do Baggio, metes 10 Busquets nesta táctica e iam ter dificuldade em construção na mesma pelo distanciamento que o treinador impõe entre sectores. Embora ele sendo inteligente provavelmente iria mais contra as ordens do treinador.

Mas fico a aguardar por uma análise aqui do blog porque se calhar só estou a dizer disparates. Já falta pouco para os 10 jogos oficiais.

Yilmaz disse...

Fonseca enganou-me bem... pensava que era craque,afinal revela ser um Carvalhal...(?)

Exibições em jogos oficiais:

Guimarães:bom.. (mas o Vitoria muito fraquito)
Setubal:medíocre... (Sem Quintero não ganhas)
Maritimo:Bom... (por vezes até mesmo "brilhante"..)
Paços:mau..
Gil Vicente:medíocre/péssimo..
Viena:muito mau...

Ainda vou lhe deixar um bocado de tempo,mas por agora a impressão não é muito boa...

Anónimo disse...

Caro DC,

E sublinhando que sou tão leigo como tu, e que vejo os jogos na televisão, e que como é óbvio, tens uma melhor percepção das dinâmicas do que eu. Posso estar errado claro, e admito-o.

O Fernando no ano passado também construía, e também baixava. Que o Lucho baixasse mais, não digo que não, e até o disse, salvo erro, no último comentário.

Sobre a construção e criação, refiro me ao que disseste, ainda que não tenha a certeza se usei os termos correctos. Mas falemos, então, na tua terminologia: se tens menos apoios quando tens a bola no teu meio campo defensivo, é porque existem mais jogadores da tua equipa no meio campo do adversário, ou porque o adversário tem mais jogadores no teu meio campo certo? Então, a não ser que haja algumas coisas estranhas (estar toda a gente metida na área), é normal que tenhas mais apoios em zonas do terreno mais adiantadas e menos apoios em zonas mais recuadas. Penso que é assim linear, não?

Sobre o Barça e a questão dos apoios, a questão não tem que ser absolutamente da dinámica ou do modelo: para já, o Neymar e o Alexis são superiores aos extremos do Porto, e os interiores/pivot são superiores aos do Porto. É natural que hajam mais apoios, até porque os jogadores tem que ser inteligentes e saber movimentar-se (vide Lucho). O Varela não é; o Licá procura ser, mas não tem capacidade técnica para actuar naquela zona do terreno. Sublinho, ainda, a importância do James. No ano passado tinhas um gajo a receber entre linhas que libertava sempre o interior, e dava sempre mais um apoio. Este ano, nos últimos jogos, esse extremo não existiu. Nas poucas vezes que o Licá tentou fazer isso, revelou-se que não tem capacidade, infelizmente. Logo é menos um apoio. Quando a bola entra do central no Fernando (e ignorando a prestação do Josué neste jogo) este vai sair quase sempre pelo lateral, e basta ao adversário bloquear o interior, porque não tens esse extremo (Quintero/Josué) que te ofereça um apoio (a bola tende a entrar no lateral e a ir para o extremo, ficando com opções de passe mais difíceis). Como já vi o Porto do Paulo Fonseca a jogar com a dinâmica que defendo (especialmente contra o Marítimo), quero crer que estamos num período de adaptação, o que não quer dizer que esteja certo. Agora, se jogares com estes dois extremos, com estas características, não vais ter uma linha extra (ainda por cima de um criativo), e as jogadas vão dar quase sempre ao mesmo (vide Varela). A questão é: esta opção deve-se ao período de adaptação de x jogador?

Eu digo, como já disse em outros lugares, para haver calma, porque apesar de duas ou três exibições menos boas (eu desconto a de Setúbal pelo relvado), a equipa também já jogou bem. Por isso, vamos esperar. Se tiveres razão, vou admitir.

Caro Yilmaz,

Eu não achei a exibição contra o Paços má. Houve problemas, sim. Mas também temos que ver que um Jackson em termos e o jogo ia para o intervalo mais do que resolvido.
Dou certos atenuantes à do Gil, apenas não gostei que não tivessem a bola tanto tempo.


Cumprimentos,
António Teixeira

Anónimo disse...

PS: No PES até os como!!!xD

Cumprimentos,
António Teixeira

Ronaldinho disse...

Vitó,

Samaras é bom jogador, demasiado bom para o Celtic assim como o era Larsson

Vitó disse...

Eu gosto muito dele. Obrigado pela resposta, Ronaldinho, tava a ver que me desprezavam, lol.

Abraço

Yilmaz disse...

Samaras é o Postiga grego,não?

DC disse...

"Sobre o Barça e a questão dos apoios, a questão não tem que ser absolutamente da dinámica ou do modelo: para já, o Neymar e o Alexis são superiores aos extremos do Porto, e os interiores/pivot são superiores aos do Porto. É natural que hajam mais apoios, até porque os jogadores tem que ser inteligentes e saber movimentar-se (vide Lucho)"

Isto remeto para os autores aqui do blog, que são treinadores em divisões secundárias ou camadas jovens para opinar. Não me parece que eles só consigam ter uma equipa a jogar apoiado com craques de 1a liga ;)

Roberto Baggio disse...

DC, António.

A questão dos apoios tem haver com a dinâmica colectiva, até porque não depende da capacidade técnica dos jogadores. Tem haver, somente com treino.
Depois, se esses apoios, quando são solicitados aproveitam ou não, isso são outras questões. Mas o eles estarem lá, tem só haver com treino, é movimentação sem bola, é uma decisão fácil. Pode o apoio ser mal feito? Sim, o jogador pode dar uma má linha de passe. Mas para ser má, tem de esboçar a intenção de o fazer, mais próximo ou mais distante.

Anónimo disse...

Caro Baggio,

É preciso, também, que o jogador saiba para onde tem de ir. Claro que é trabalho de treino, mas não só. O jogador tem que saber quais os momentos em que deve aproximar, ir ocupar outro espaço mais livre, etc etc etc (vide diferença Lucho e Quintero, por exemplo). Mas no caso, estava me a referir ao tal aproveitamento. Porque eu vi, ainda em várias ocasiões contra o Gil, o Licá, por exemplo, a procurar entre linhas e a dar apoio. Mas de que serve se não dá seguimento à jogada? Haver apoios sem jogadores que saibam fazer uma boa recepção (não estou a falar do Licá) e que são facilmente desarmados, etc etc etc, é irrelevante. É o mesmo que teres 10 gajos de cadeira de rodas e um a passar. Os gajos mexem-se e dão apoios, mas a bola vai para lá e depois? Se não sabem.
Que haja mau planeamento da SAD em algumas questões, mas também o mercado está cada vez mais difícil, e a verdade é que conseguimos o jogador com mais potencial a seguir ao Neymar e outras boas contratações. E aliás, os gestores do Porto percebem muito mais disto que eu, e provam-no com resultados :)

Eu quero pensar, e dou o jogo do Setúbal de barato, que essa questão se deveu principalmente à entrada do Varela no onze, que por mais virtudes que tenha (e tem muitas), não me parece o jogador ideal para este modelo. Ou pelo menos, não com o Licá em campo. Precisamente por não ter qualidade técnica para o que eu idealizaria (falso extremo claro).

Cumprimentos,
António Teixeira

Cumprimentos,
António Teixeira

Roberto Baggio disse...

Só para dizer que o comentário 69 foi meu.

Depois, como vês pelo meu comentário, a concordo com o que disseste.
Só que o que o DC estava a dizer é que não havia sequer intenção de apoios próximos ao portador da bola.

Atenção que eu não estava a falar do Porto porque sinceramente não sei como está, tenho visto só resumos.

Abraço

DC disse...

Exactamente, o que eu digo é que há uma distância enorme entre os jogadores e pouca ou nenhuma intenção de dar apoio, tal como refere o Baggio.

Depois se há ou não sucesso nas recepções e enquadramento é outra história. Eu questiono a intenção do PF de adiantar demasiado os médios e os avançados em relação ao portador da bola.

Anónimo disse...

Caro DC,

Na primeira fase, sim, depois, no meio campo adversário, não. Pelo menos é o que me parece dos jogos.