Posse de bola no Facebook

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domingo, setembro 29, 2013

sábado, setembro 28, 2013

Atlético de Madrid

Ia começar a fazer o vídeo de análise ao Atlético, ontem, mas o Luís poupa-me trabalho.
No Futebol é isto... analisa-se a formação de Simeone antes do embate com os dragões!


Obrigado Luís

quinta-feira, setembro 26, 2013

Fred, apresenta uma das suas sessões de treino


Para quem quiser acompanhar, AQUI, pode ir seguindo aquilo que um dos autores do blogue vai colocando de vez em quando na sua padronização de treino. Dúvidas? Ele estará aí na caixa de comentário para responder.

Matic & Fejsa

A nova dupla de meio campo do Benfica tem provocado diferentes reacções nos adeptos, questionando-se alguns sobre o "desaparecimento" de Matic do jogo. É verdade que o Matic tem participado menos da construção devido a dinâmica em 1ºfase do Benfica e ao novo espaço que ocupa em campo, ao qual não está ainda habituado. Dessa forma, tem-se visto um Matic a tocar menos vezes na bola e a cometer mais erros em posse.

Matic está ainda a "aprender" a nova dinâmica de movimentos e os espaços que deve ocupar, e dessa forma, importa realçar as palavras de Jesus: “No início, Matic não era o jogador que é atualmente. NoVitesse jogava na posição 10 e por vezes também a 8. Adaptei-o a médio-defensivo, face às características técnicas dele. Penso que também pode ser um bom número 8, mas isso passa sempre pela ideia de jogo de cada treinador. Com Fejsa ou sem Fejsa, Matic pode fazer bem o lugar”  

Não nos podemos esquecer que até bem pouco tempo ele era sempre o responsável pela aproximação ao portador da bola, servindo de cobertura, e também por ser o primeiro a sair na zona da bola, ou a compensar a saída de algum elemento da linha defensiva, ou a fechar o espaço à frente da defesa. Teve muitos jogos a jogar com esta dinâmica e precisará de algum tempo de jogo até habituar-se ao novo posicionamento.

O Benfica parece apresentar uma nova dinâmica em posse. Deu-me a impressão, no jogo com o Guimarães, de ver mais jogadores a ocupar o corredor central. Resta saber se essa nova dinâmica é resultado do trabalho que Jesus faz em campo, querendo implementar um estilo de jogo diferente, ou se é apenas uma consequência do tipo de movimentos que os jogadores em campo gostam de fazer. A resposta deverá chegar nos próximos jogos.

Quanto a Matic & Fejsa, Jesus está atento, e percebe o trabalho que ainda tem de desenvolver para que os dois jogadores possam coexistir no mesmo 11 inicial: “É apenas uma questão de rotina e de tempo para se adaptar. Esta nova posição do Matic exige outros movimentos dentro do campo que antes ele não fazia.”.

A mim, o que me parece, para já, é que o Benfica perde em criatividade (por Matic apresentar maior variabilidade de recursos técnicos) logo na primeira fase. Apesar de Fejsa garantir muita agressividade sobre a bola e sobre os espaços, com bola, descobre bem os colegas entre linhas, não tem tantos recursos quanto Matic, jogando simples em "todos" os momentos. Não obstante disso, Fejsa revela-se uma contratação muito acertada.

terça-feira, setembro 24, 2013

Marco Silva, Estoril 2-2 FC Porto

A organização ofensiva do Estoril, já havia sido analisada no jogo contra a Académica. Essa análise careceu de detalhe no momento da organização defensiva, uma vez que a Académica causou muito poucos problemas defensivos, no jogo em questão. Aqui, fica em vídeo uma análise mais pormenorizada do funcionamento da linha avançada e linha média do Estoril de Marco Silva, em organização defensiva.
Contra um adversário muito poderoso, conseguiu com muita organização, um resultado muito positivo, tentando, sempre manter a identidade da equipa. Com bola, o Estoril tenta sempre jogar. Sem bola, procura recuperar, de forma colectiva, com referências zonais.

segunda-feira, setembro 23, 2013

Tata Martino

Ventos de mudança em Barcelona...
Alternativa para a pressão, jogar bolas longas...

domingo, setembro 22, 2013

David Moyes

Não sei se estes erros têm ou não sido padrão, porque tenho acompanhado poucos jogos do United. Vi poucos, e deixei de os ver porque a proposta de jogo não me encanta, e como tínhamos antecipado aqui e aqui, o United, para nós, não é candidato ao título. Não por estes erros em concreto, mas pela proposta de jogo na sua globalidade.
Estes erros são considerados como tal, dentro do padrão de defesa zonal.



Leonardo Jardim

"Há duas partes distintas. Na primeira parte, tivemos o controlo do jogo, circulamos a bola e criamos dificuldades ao Rio Ave, mesmo sem criar grandes chances de golo. Na segunda parte, tivemos muitas dificuldades porque a capacidade de pressão não foi a melhor em termos de atitude e isso permitiu que o adversário jogasse. Avisei que o Rio Ave teria de ser pressionado porque tem boa técnica e é perigoso de bola parada. A equipa acabou por perder o controlo do jogo e sofremos de bola parada. Reagimos mais de forma emocional do que racional"

"Temos de rever as situações de superioridade no marcador. Temos de continuar a pressionar e a jogar porque se dermos iniciativa ao adversário, ele também reage porque existem equipas no nosso campeonato", defendeu, acrescenta que não é seu timbre comentar o trabalho dos juizes da partida, recusando a abordar o braço de Marcelo na área do Rio Ave que Carlos Xistra deixou passar em claro.

"Sobre arbitragens não falo. Vejo muita gente que só fala quando só tem razão e quando é prejudicado nada diz"



Para mim, o melhor treinador do campeonato até ao momento. Coerente na mensagem que passa, a equipa joga aquilo que ele pede, pelo que já conseguiu mudar no Sporting e por não falar de arbitragens a mim já conquistou. Pode, até, não ser o melhor em termos técnicos e de ideias, pode não ser o mais talentoso na liga, mas já alguém disse "o trabalho duro vence o talento, quando o talento não trabalha duro". Jardim é um trabalhador.

Quanto ao mais importante, que é o treino, eu, colocaria a equipa, numa fase adiantada do treino (a meio da semana) onde já há desgaste (tal como no jogo, por forma a simular da melhor forma a segunda parte), a jogar em inferioridade numérica, do género GR+10x14+GR, pedindo a equipa para manter os mesmo princípios mesmo estando em dificuldade, reforçando a vantagem no marcador e a reacção do adversário.
Quanto a equipa em superioridade, deixava sempre 4 homens na frente sem qualquer tarefa defensiva.

PS: Com mais perguntas como as do Nuno Luz, as conferências de imprensa seriam um espaço brutal de aprendizagem e de educação dos adeptos do futebol. Sem jornalistas com perguntas a sério, as conferências são apenas circo.

sábado, setembro 21, 2013

Na área a referência deixa de ser o espaço e passa a ser o homem

Baggio - Mister, psiuuuu, mister Jesus
Luís Jesus - Diz
Baggio - Não és tu, é o mister, o Jorge Jesus. Psiuuu, ohhhhh Mister
JJ - Diga lá jovem
Baggio - Oh mister, desculpe lá estar a incomodar. Mas é que vi no outro dia na televisão que na área a referência deixa de ser o espaço e passa a ser o homem
JJ - Sim, e então?
Baggio - Então que o mister anda na alta competição, e já era hora de perceber isso, caso contrário você a jogar, assim, zona, nunca vai chegar longe. Na área mister, é sempre o homem
JJ - Baggio, deixa-me que te explique duas coisas: 1) Zona é zona, e a minha ideia não muda consoante a maior ou menor proximidade da baliza. Zona, só o deixa de ser se nos lugares onde devem estar as coberturas, estejam jogadores adversários, aí nessa excepção, pegamos no adversário. Então, sabes que a defender zona, dentro ou fora da área as vantagens são sempre as mesmas, e não há, uma situação que zona não resolva. Zona tem homens entre a bola e a baliza, zona tem coberturas das linhas de passe mais próximas, zona tem o fora de jogo
Baggio - Ah, o mister tem ideias diferentes
JJ - Sim, por os outros fazerem, não significa que ache eles estejam certos, não significa que adopte os métodos deles. E a minha ideia é jogar sempre zona, queres ver?


Baggio - O mister percebe zero, zerinho de organização defensiva! 

Bola, colegas, espaço... Contenção, cobertura, és ultrapassado, linha de cobertura, defesa zonal é isto. Para quem quiser perceber.

Claro que nem toda gente tem essa preocupação em jogar zona, contudo a minha opinião é que não há melhor forma de defender que ela. Veja-se a diferença

quinta-feira, setembro 19, 2013

Zona Pressionante, Mourinho onde estás?

José Mourinho foi um dos defensores e dos grandes responsáveis pela propagação desta forma de defender, por todo campo. Hoje, percebe-se que o treinador português tem ideias diferentes no concerne a formação de zonas de pressão, quando tenta recuperar a bola no meio campo adversário. Parece que andou a espreitar a forma como Jesus pressiona com o seu Benfica.

A diferença entre uma zona de pressão e uma pressão individualizada reside no nome de cada um dos conceitos.
A pressão individual, pressupõe um homem na bola, e os outros a fechar os jogadores adversários em marcação individual, colocando-se em estado de alerta para reagir, no caso de a bola se aproximar do seu marcador directo. É uma forma individual de tentar recuperar a bola.
A zona pressionante tem como objectivo pressão no portador da bola e os outros jogadores adaptam o seu posicionamento de acordo a fechar as linhas de passe mais próximas do portador da bola. Aqui, não  há qualquer referência que não seja a zona da bola, e o posicionamento dos colegas.

A minha opinião é que "todos" os processos de jogo devem ser colectivos. E para que a minha equipa seja um reflexo daquilo que eu idealizo, então, todos os princípios de jogo do meu modelo são concordantes com a ideia inicial de resolver problemas de forma colectiva, para que a minha equipa haja como equipa, do primeiro ao último minuto. Assim, só compreendo pressão, se for um esforço colectivo para criar superioridade numérica na zona da bola, "retirando" da equação os duelos individuais. Não significa isto que queira recuperar sempre a bola em zonas adiantadas do terreno. Significa apenas que, o esforço de recuperação de bola, no meio campo ofensivo ou defensivo, na zona central ou nos corredores laterais é sempre colectivo.

Quero, em organização defensiva, criar superioridade numérica, evitar igualdade numérica e recusar inferioridade numérica, esteja a bola onde estiver.

PS: É de facto muito engraçado, este ter sido mais um dos conceitos que aprendi com Mourinho. É engraçado eu hoje pensar como ele já pensou...

Messi

O jogo apresentado é contra o Sevilha. O último jogo que o Barcelona realizou na liga espanhola. E foi escolhido esse, por ser o último para que não se tenham dúvidas sobre o padrão que ele apresenta jogo após jogo.

No total do jogo, 49 situações em que esteve envolvido, onde poderia ter tomado a iniciativa de resolver as coisas individualmente, ou procurar resolver pelo colectivo. Consideramos aqui, que o gesto técnico associado a resolução que ele encontra do problema, em nada permite avaliar se a opção foi individual, ou colectiva. Isto porque, por exemplo, um drible é a melhor opção solução colectiva quando não há "boas" linhas de passe para dar sequência ao ataque. Então, só é individual uma solução, que ele apresente, quando tem outros colegas por perto, melhor colocados para dar seguimento ao ataque. Houve 5 situações onde ele tentou resolver sozinho, o que dá uma percentagem de 90% (arredondado por excesso) de opções colectivas. 90% das vezes, ele procura fazer a equipa jogar, procura jogar com os colegas, procura soluções colectivas.

Na sequência de alguns posts, onde dissemos por várias vezes que 90% das opções tomadas em jogo devem ser colectivas, aqui está Messi a demonstrar.
É preciso saber o momento certo para driblar, o momento certo para passar, o momento certo para rematar. Isto é um jogo desportivo colectivo e como tal, os melhores, para mim, serão sempre, aqueles que fazem do jogo o que ele é realmente, na maior parte do tempo. Procurar soluções colectivas, num jogo desportivo colectivo. Obviamente há excepções, mas esses jogadores que fogem deste tipo de padrão, apresentando níveis de eficácia tremendos nas suas acções individuais, são poucos, pouquíssimos.



PS: Miguel, não tens 95%, tens 90. Mas se andares por aí pela caixa de comentários, verás os 90% repetidos inúmeras vezes, nos comentários, nos posts, até mesmo no post em questão que gerou este artigo. Erro, meu claro, pelo exagero. Aí está a realidade.

quarta-feira, setembro 18, 2013

A minha visão de Criatividade

O que é pra mim criatividade? Criatividade, para mim é isto!



Ou isto!

Ou mesmo aquele passe do Varane, que queimou de imediato 2/3 linhas do adversário, salientado pelo Baggio aqui


Christian Eriksen

É um jogador que nos chamou a atenção quando tinha 19 anos. E está, agora, no contexto adequado para concretizar toda a esperança que temos no seu potencial. É preciso pensar, que no campeonato holandês ele jogava contra organizações fracas, e se a isso somarmos a pouca qualidade individual do campeonato, dá para perceber os problemas de adaptação que o jovem dinamarquês vai enfrentar na Premier League.
Assim, é preciso que se lhe dê, tal como a Markovic, Djuricic, Ola John ou Quintero o devido tempo de adaptação. E esse tempo poderá ser superior a uma época desportiva, podendo estes jogadores, apenas, atingir o seu potencial depois do primeiro ou segundo ano, a jogar e a treinar num contexto mais competitivo. Maior "velocidade" do jogo, implica menos tempo e espaço para pensar e executar, e isso é difícil para quem vinha de um campeonato onde "tudo" lhe era permitido.

Villas-Boas explica: Seria sempre difícil avaliar, porque a diferença entre os clubes da liga holandesa é tão grande que se tivermos jogadores que se apresentam a este nível, nunca se sabe ao certo se é a qualidade do jogador ou a falta dela no adversário.
Mas Eriksen tem todas as condições para tornar-se num jogador de topo e a Premier League vai dar-lhe a estaleca que a liga holandesa não lhe proporcionava. Ele é um puro 10 de topo e, além da criatividade e habilidade que tem, mostra já uma cultura táctica fora do normal.

Villas-Boas vai ensinar-lhe muito do jogo, certamente.


Varane, Valdano e a experiência

O Barça entregou a equipa a um treinador inexperiente como é Guardiola e Guardiola entregou o jogo a um futebolista inexperiente como é Sérgio Busquets. Na época do dream team, quando o Barça dividia o campo em 11 quadrados, Pep reservava o do médio para ele. Um lugar crítico para uma equipa que pretende ter a bola, porque é a partir deste ponto que se reparte o jogo e elege o ritmo. Sérgio Busquets mede uns 1,91 m, tem grande qualidade de passe e não é especialmente intenso. O valor dele é posicional, porque respeita o seu quadrado .como os guarda-redes respeitam a área; o seu segredo é gestual, porque tem muita coordenação e está sempre bem perfilado; e a sua velocidade é técnica, porque resolve sempre a um ou dois toques. Experiência? A ver se entendemos que para dirigir o jogo, como para dirigir uma equipa, como para dirigir um clube, antes da experiência faz falta critério.
Jorge Valdano, no jornal A Bola de 27 de Setembro de 2008

Diz-se por aí que Varane iria aprender muito com Pepe e Ramos as manhas do jogo. Experiência, segundo o comentário de um leitor. Esperteza saloia quer-se dizer, que do meu ponto de vista, falta nenhuma lhe faz. Que ele continue a interessar-se pelas coisas certas, pelo critério, que será a curto prazo o melhor do mundo na sua posição. Sem critério, não há experiência que se salve. Até porque o critério advém de boas experiências. Então, o que vale experiência na falta de critério?

Alterando um pouco a frase do professor Vítor Frade: A necessidade de considerar "a experiência" um tanto quanto como o bikini, mostra muita coisa mas não deixa ver o essencial.

Wayne Rooney estava confiante que iria fazer golo...



...O Van Persie também estava, e de certeza mais do que ele...
No mesmo lance, duas tomadas de decisão horrorosas!
O Rooney está a ver se fica no banco a aprender espanhol com o Di Maria

terça-feira, setembro 17, 2013

Criar superioridade numérica

Cada um interpreta os princípios de jogo de acordo com a sua forma de ver o jogo. O resultado é a variabilidade de ideias que os treinadores e jogadores colocam em campo. A minha definição de ideia de qualidade, é o aproximar dela dos princípios fundamentais de jogo. E a situação que se segue eu chamo de cumprimento escrupuloso de um dos princípios fundamentais de jogo. Tem piada, e não é usual, é pouco seguro, no entanto, a ideia é clara: Criar superioridade numérica na zona da bola, para facilitar a criação de situações de finalização. Não é necessário jogar em posse para o fazer, é necessário jogar bem!



PS: Não há defesa zonal que resista a tamanha superioridade numérica

Obrigado Artur Semedo e ao Luís Santos pela partilha

Sérgio Busquets

Questão 10 Busquets ou 8 Busquets e 2 Di Marias?!
10 Busquets, certamente!

Isto é criatividade para quem quiser entender


1 jogo a cada toque na bola




A sério que dá mesmo para comparar o Sérgio ao Miguel Veloso?! Ou a outro jogador "qualquer" que jogue na sua posição?!


Dá para perceber o alcance do jogo deste menino? No pormenor?!



E no final de tudo isto, quantas bolas perdidas?!
Muito poucas certamente!

segunda-feira, setembro 16, 2013

Tomada de decisão, Di Maria, 2º Parte

De forma unânime, hoje, a maioria esmagadora dos treinadores mundiais dizem ser a tomada de decisão o aspecto mais importante do futebol moderno. A tomada de decisão virou moda, toda gente fala nisso, mas poucos percebem o que ela é realmente, poucos percebem a sua área de importância, e ainda menos entendem os factores que influenciam a mesma.

Sabe-se que o futebol é um jogo complexo, e derivado dessa complexidade e da melhoria colectiva das equipas, existem princípios de acção que ditam uma aproximação ao sucesso ou o desafio de probabilidades desfavoráveis. Para mim, a melhor equipa é aquela que está sempre a tentar aproximar-se do sucesso, cumprindo de forma regrada com os princípios fundamentais de jogo.
Isso tem uma consequência directa: Os jogadores "têm" de saber o que são princípios fundamentais, "têm" de percebe-los, "têm" de saber interpreta-los, e reconhecer quando é que a sua aplicação é ou não vantajosa, sabendo, a partida, que na maior parte das situações a sua "execução" levará ao "sucesso".

Então, já dá para perceber que tal como no Xadrez o futebol é um jogo que exige pensar, acima de tudo, tal é a sua complexidade. Para além do conhecimento das regras de acção, é necessário estar dotado de capacidade de análise e de resolução de problemas.

Imaginemos uma partida de Xadrez de contra-relógio: Dois jogadores sentados, num jogo de parada e resposta. Sabemos, nesse caso, que a tomada de decisão está condicionada pelo factor tempo, pelo que a resolução dos problemas devem ser rápidas. Então tenho esse aluno, que faz uma jogada má, que o adversário não aproveita, e que o leva a ganhar o jogo. No final, vou reflectir com ele passo a passo sobre todos os movimentos que o levaram ao "sucesso" e para "surpresa" minha ele não se apercebeu que a jogada foi má, tal era a euforia com o resultado da sua acção. Daí, eu poderia concluir que, ele não pensou antes de fazer a jogada, ou ele pensou de forma errónea, apesar de ter conseguido a vitória naquele jogo.

Aquele passo não foi a melhor forma de contribuir para a sua aproximação da vitória, contudo ele ganhou! O problema aqui, é que num jogo que requer pensar, é preciso a cada passo pensar, e que o pensamento vá de encontro ao objectivo, aproximando quem o executa do sucesso.
Como professor, qual seria a minha tarefa?
Dizer, parabéns pela vitória, erraste, mas como ganhaste tudo bem. Percebe que a jogada foi má e havia outras opções que garantiam maior aproximação ao sucesso.
Ou, caro aluno, a tomada de decisão foi má. Quero que saibas, que no longo prazo, repetindo jogadas destas, não vais ganhar, uma vez que o que executaste não te aproximou da vitória, ainda que tenhas ganho nesta partida.
"A tomada de decisão com base nas emoções não é uma excepção, é a regra (Damásio, 1994). Elas permitem-nos responder de forma não-consciente a certas situações com base no passado cultural (Damásio, 2003a). Além disso, as emoções são também a forma que o cérebro usa para nos alertar para algo de urgente e nos proporcionar um plano de acção (Goleman et al, 2002)."
Ora, a capacidade de “tomar decisões rápidas e tacticamente exactas, constitui-se numa das mais importantes capacidades do atleta e determina muitas vezes os sucessos dos jogos técnico-tácticos e é frequentemente responsável pelas diferenças de desempenho individual” (Costa et al 2002:12). Os processos cognitivos funcionam, então, como mediadores entre o conhecimento táctico/especifico que o jogador apresenta sobre o jogo e entre as respostas a que os jogadores chegam para dar continuidade ao jogo (Costa et al, 2002), pelo que o conhecimento táctico/específico condiciona o entendimento e, consequentemente, a resposta do jogador em Jogo. O conhecimento específico permite então diferenciar a qualidade entre jogadores (Costa et al 2002; Guilherme Oliveira, 2004)." 
"Com tudo isto, actualmente, as emoções são vistas como uma avaliação a nível mental de determinada situação que origina respostas dirigidas, não só para o corpo mas como para o cérebro, originando um padrão distinto (Damásio, 1994). Isto vem permitir que a emoção confira determinado valor à situação e nos auxilie na nossa capacidade de elaborar planos, assim como ter responsabilidades sobre nós próprios (Damásio, 1994)."
"Um processo de aprendizagem é estimado a partir da memória e recordação dessa aprendizagem (Jensen, 2002). Nesta lógica, a única forma de se saber se o jogador aprendeu realmente, ou não, um determinado comportamento passa por verificar se demonstra ou não a recordação desse comportamento numa futura situação semelhante.Alguns estudos demonstraram que todas as experiências carregadas de emoções (agradáveis ou desagradáveis) são mais facilmente recordadas dos que as experiências neutras, perdurando na memória e, por isso, mais acessíveis aquando de uma possível recuperação (Jensen, 2002; Goleman et al, 2002), confirmando que “as emoções recebem um tratamento preferencial no sistema de memória do nosso cérebro” (Jensen, 2002:164)."
"Ainda relativamente à aprendizagem, Damásio refere-nos ainda que esta “tem vindo a associar emoções e pensamentos numa rede que funciona em duas direcções. Certos pensamentos evocam certas emoções e certas emoções evocam certos pensamentos” (Damásio, 2003a:88). Ou seja, uma emoção é despoletada não só por determinado acontecimento ou objecto real, mas também por uma recordação desse mesmo acontecimento (Damásio, 2003a). Daí que os planos cognitivos e emocionais estejam constantemente ligados por estas interacções.""De uma forma geral, as emoções permitem-nos “avaliar o ambiente que nos rodeia e reagir de forma adaptativa” (Damásio, 2003a:71). Perante determinada situação, é despoletada uma emoção que faz com que actuemos de modo pré-organizado e, muitas vezes, não é necessária a avaliação consciente da situação para que a emoção seja deflagrada, pois o organismo está preparado para reagir automaticamente (Damásio, 2003a). Este automatismo permite responder mais rapidamente a uma determinada situação."
Diz-se que o objectivo do jogo é ganhar, com o qual não discordo. Mas percebe-se poucas vezes, que para ganhar, consecutivamente, é preciso manter na maior parte do tempo as probabilidades a nosso favor. Esquecemos que comportamentos desajustados têm reforço positivo com  a obtenção de um sucesso, a curto prazo. E é nesses momentos que devemos reagir de forma mais veemente, para que os jogadores não desafiem de forma "sistemática" a aproximação da vitória, preterindo situações mais vantajosas, em nome do sucesso anterior que obtiveram, ainda que em situações desvantajosas. Para mim, essas consequências são mais do que óbvias. A associação de emoções positivas a comportamentos desajustados tem efeitos nefastos no futuro comportamental do jogador, e para que ele melhore é preciso que ele perceba que errou, onde errou, e por que é que errou. E sendo a tomada de decisão tão fundamental, não percebo como se pode encarar de forma tão leviana erros de pensamento (decisão). Daí o número elevado de jogadores com índices baixos de acerto na tomada de decisão, por melhores executantes que sejam.
Como aqui foi explicado, é preciso que os jogadores compreendam o momento certo para driblar, o momento certo para rematar, o momento certo para passar, o momento certo para conduzir, etc, etc...
É imperativo que os meus jogadores percebam, que num jogo como este, as soluções colectivas devem ser opção, na maior parte do tempo, e as soluções individuais, devem emergir quando não existem soluções colectivas melhores. Assim eu entendo o futebol, assim eu entendo o jogo.
"A relação entre tomada de decisão e emoções existiu desde os primórdios do homem. A evolução deu-nos, primeiro, a capacidade de produzir reacções a objectos e circunstâncias – a maquinaria da emoção – que promovessem ou ameaçassem a vida (Damásio, 2003a). Dessa forma, estamos evolutivamente programados para agir de um modo pré-organizado quando detectamos determinadas características dos estímulos no ambiente ou nos nossos corpos (Damásio, 2003a). Para tal acontecer, não é necessário o reconhecimento do estímulo (situação) para que a emoção seja deflagrada, uma vez que o organismo está preparado para reagir automaticamente (Damásio, 2003a).Quando as emoções sentidas perante determinada situação no presente têm correspondência com situações do passado, a nossa atenção focalizará (conscientemente ou não) determinados aspectos e, dessa forma, melhoramos a análise da situação (Damásio, 2003a). Assim, as emoções estão correlacionadas com as consequências das decisões, pois fazem parte de uma antecipação da consequência das acções (Damásio, 2003a). Se determinada opção no passado teve consequências positivas, a emoção faz com que essa decisão positiva seja tomada mais rapidamente, dado que no passado essa decisão foi positiva. Da mesma forma, uma decisão errada no passado faz com que, no presente, perante circunstâncias semelhantes, o sinal emocional funcione como um alarme automático ao apontar para opções que no passado não foram correctas (Damásio, 2003a).
Então, perante isto, quando um jogador toma uma decisão que se revela positiva, esta ocorrência fica marcada nas memórias como algo positivo e o contrário também se verifica, se o resultado da decisão se revelar negativo. No futuro, num cenário semelhante, o cérebro pode preparar o organismo para responder de determinada forma assente naquela que proporcionou o resultado positivo. Assim, mesmo antes do próprio raciocínio aconselhar ou não a consumar determinada decisão, “o sinal emocional já marcou opções com carga positiva ou negativa” (Damásio, 2003a:171).
Além disto, as tomadas de decisão estão relacionadas com os estados emocionais. As decisões que causam estados emocionais agradáveis passam a ser mais solicitadas e permitem-nos responder mais rapidamente (Damásio, 2000). Ao contrário, as decisões que produzem um estado emocional desagradável são menos solicitadas."
 
"Em suma, “esta carga reduz a extensão do espaço de decisões e aumenta a probabilidade de que a nossa decisão esteja de acordo com a experiência que tivemos do passado” (Damásio, 2003a:172). Então, antes de avaliarmos e analisarmos a situação, o nosso organismo reduz drasticamente as opções de escolha de maneira inconsciente em função de aspectos corporais, somáticos, fruto das consequências das nossas experiências anteriores (Damásio, 1994)."
Neste tipo de casos, a minha acção terá "sempre" o objectivo de "combater" as emoções associadas ao desacerto. E para isso, sigo algumas regras simples, desde o primeiro ao último treino: Dotar os jogadores ao máximo de conhecimento do jogo, treinar princípios de acção congruentes com isso, dar liberdade para a tomada de decisão, corrigir apenas quando necessário ou quando o erro é recorrente, em conjunto com o jogador/equipa ou apresentando eu uma solução, fazer com que os jogadores tenham um papel activo na escolha de alguns princípios do nosso modelo de jogo, assim como das nossas opções no decorrer do jogo, no fundo quero que se sintam responsáveis pelo processo, e que percebam que dentro de um jogo desportivo colectivo "não" só há espaço para a individualidade quando o colectivo não consegue dar soluções.

Com isso tudo consigo algo de valor inestimável, e que felizmente, na sua maioria, os jogadores levam para o resto das suas vidas: Pré-disposição para ouvir e pensar...

domingo, setembro 15, 2013

Adnan Januzaj

Observando as equipas de segunda linha da Europa, a formação belga deve ser aquela que produz jogadores de melhor qualidade.

Ontem vi o jogo do Manchester aos soluços mas não pude deixar de reparar no Januzaj, um belga de 18 anos. Tem muita qualidade técnica e em várias situações mostrou excelentes decisões.
Numa equipa que joga com Valencias a titular, é uma lufada de ar fresco ver jogadores jovens que sabem procurar caminhos que não só a linha de fundo.

Deixo-vos aqui um vídeo, de má qualidade, mostrando os lances do Januzaj no jogo contra o Crystal Palace.

sábado, setembro 14, 2013

Zidane - Varane

"O melhor que [Varane] pode fazer é apoiar-se no que fazem [Sergio] Ramos e Pepe."

Varane, por favor, não faças isso. Só desta vez, não oiças o Zidane, a não ser que não queiras continuar a ser o melhor central do Madrid.


O que é que esse menino tem a aprender com os outros dois?!
Quem é que deve ensinar quem?!
Os estatutos têm que começar a cair...

sexta-feira, setembro 13, 2013

"Pedro Rodriguez é dos extremos do mundo que mais bolas perde, tal como Robben"

Na sequência de um comentário antigo, de um leitor que causou muito debate, referi que Pedro era, atrás de Ronaldo, o extremo que queria ter na minha equipa. Porque o acho superior a todos os outros. Porque joga o jogo de acordo com a forma, que eu entendo, que o jogo que deva ser jogado. Porque faz do jogo aquilo que ele é. Porque resolve as situações, maioritariamente, de forma colectiva. E ao contrário do que se pensa, isso desequilibra. Não aos olhos do comum adepto que, apenas, olha para o jogo. Mas para quem verdadeiramente vê e percebe o resultado das suas acções, sabe onde quero chegar. A cada toque na bola, a equipa continua com a bola. Cada vez que conduz, é para fixar e soltar. Cada vez que recebe, já percebeu o espaço onde está, os adversários que tem, e o espaço para onde vai. 1x1? Não há problema, também o resolve. Entre-linhas? Fabuloso. Pedro, é parar mim, a definição de extremo moderno, pois já lá vai o tempo em que os extremos apenas serviam para correr ao longo da linha e cruzar.

Inteligência na criação de linhas de passe!
Qualidade técnica que nunca mais acaba!
Criatividade!
Tomada de decisão?! Nem vamos falar sobre isso, não vale a pena...
A isso tudo ainda consegue juntar velocidade.
No final, uma bola perdida, uma tomada de decisão desajustada.
Quantos toques na bola?!


PS: Não admira que o Barcelona ganhe tantos jogos consecutivamente. Tanto jogador inteligente e criativo. 
Busquets na assistência para o primeiro golo de Pedro, criatividade.
Fabregas, inteligente, demonstra como se resolve um 2x0, no golo anulado por fora de jogo...

quarta-feira, setembro 11, 2013

Brasil 3-1 Portugal

Este resumo é da primeira parte e da segunda apenas o golo do Brasil.
Não vi o resto de jogo, nem o tentei analisar, por falta de tempo e de entusiasmo.
O Brasil apresentou-se num 1x4x2x3x1, como tem vindo a fazer, com os extremo a procurarem muito os espaços interiores, em condução. Começam largos, e depois soltam o corredor para os laterais.
Acho que os brasileiros, como os portugueses, têm carências muito grandes ao nível da criatividade no corredor central. As carências de Portugal agravam-se quando Ronaldo e Postiga não jogam.
Paulinho, L.Gustavo, Ramires e Moutinho, Meireles, Veloso, foram os trios de meio campo das respectivas selecções e daí pode-se aferir sobre a pobreza do jogo.


Tomada de decisão

Eu entendo o futebol como um jogo de probabilidades. E nessa medida, o contexto dita que na realização de determinada acção existam maiores ou menores probabilidades de sucesso. Sabemos que, repetindo muitas vezes acções acertadas aproximamos a equipa do objectivo (vitória), embora isso não garanta, algumas vezes, o sucesso imediato.


Muitos dirão que Di Maria acertou porque fez golo. Muitos dirão que o objectivo do jogo é esse, e que o que interessa é a bola ter entrado na baliza. Porém, o sucesso de Di Maria foi conseguido com uma tomada de decisão horrível, pelo contexto da situação.
Di Maria estava numa situação de 2x0, tinha um colega na zona central, melhor enquadrado, e com um passe retiraria irremediavelmente o GR da jogada. Deixando assim o seu colega com muito mais hipóteses de fazer golo do que ele, aproximando com essa acção a sua equipa do sucesso.

No final, o que é que Di Maria ganhou com isso? Ganhou reforço positivo (sucesso/golo) de uma acção desajustada. E é exactamente esse tipo de reforço, que faz com que os jogadores repitam acções erradas e se tornem especialistas em decidir mal.

O que me interessa não é o golo ou a vitória, o que me interessa é a forma como se chega a eles!

Borussia Dortmund e a máquina dos passes

Em conversa com amigos, hoje,  falava da máquina de passes que o Borussia possui.
Para os que não conhecem, fica aqui um video com a dita cuja!


Parece-me interessante e permite treinar vários aspectos importantes, como a recepção, o passe e a capacidade de reacção ao estímulo. 

segunda-feira, setembro 09, 2013

Futebol é isto

O Luís, tem feito boas análises, que complementam muitas vezes e desafiam por outras o que temos publicado aqui no blogue.
Futebol é isto, é uma recomendação nossa.

sábado, setembro 07, 2013

Kaka confirma o Posse de Bola




Aquilo que temos vindo a afirmar sobre Mourinho... 

A vontade de vencer, diz Kaka, é aí onde ele perde a continuidade ou um melhor ambiente dentro de um grupo. 

Reforçado pelas palavras de Ricardo Carvalho: «Para mim, o que faz dele especial é o facto de gostar de trabalhar os pequenos detalhes. Ele quer que nós evoluamos como jogadores e, acima de tudo, quer ganhar.»
«Quando perde, ele não consegue conviver com isso. Ele não suporta uma derrota e isso sente-se nele. Depois de um jogo que corre mal, no dia a seguir, é difícil trabalhar com ele.»

PS: Obrigado ao Kaka, leitor habitual do blog pela partilha

quinta-feira, setembro 05, 2013

Victor Moses

Frequentemente aqui no blog, criticamos Victor Moses pela sua fraca capacidade de decisão. Há dias falávamos que se melhorasse nesse aspecto, tendo em conta as suas qualidades físicas e técnicas, seria um jogador de topo.

Nem tudo o que Moses faz é mau, como é óbvio. Apenas dizemos que com maior taxa de acerto na decisão seria fantástico. Neste golo, vemos uma boa acção de Victor Moses: recebeu na linha, procurou o espaço central, fixou defesas com a sua acção individual e soltou no colega. O golo é fruto de um ressalto, é certo, mas a sua movimentação permitiu que se encontrasse no local certo.



Se Brendan Rodgers conseguir ter mais deste Moses e menos daquele que se esconde na linha de fundo, o Liverpool terá uma bela aquisição.

quarta-feira, setembro 04, 2013

Tottenham, Arsenal, e Mercado interno

Os últimos dias de mercado foram agitados, mas antes disso já André Villas-Boas tinha feito a vontade do Posse de Bola ao contratar dois jogadores cujo principal atributo são a tomada de decisão e a criatividade, para além de uma qualidade técnica fantástica. Lamela e Eriksen são dois jogadores que aprecio muito e fico muito satisfeito por darem o "salto" para outro patamar de exigência.
Assim, os Spurs, com a qualidade individual que têm, mesmo não tendo o modelo de jogo que mais nos atrai, transformam-se em candidatos ao título, juntando-se ao Chelsea, Arsenal e Manchester City. Não nos podemos esquecer que são uma equipa organizada e que têm um bom treinador, que está no seu segundo ano no clube.



Já achava que o Arsenal ia ser candidato este ano, por Wenger ter conseguido manter no plantel todas as suas melhores unidades do ano anterior, estando assim em verdadeiras condições de lutar, seriamente, pelo campeonato, pela primeira vez em muitos anos. Mas depois de terem conseguido por "apenas" 50M aquela que, para mim, é a melhor contratação do mercado, não resta qualquer tipo de dúvida. Wenger declarou-se efectivamente como candidato, e quer apostar seriamente em conquistar uma competição importante este ano.
Futebol é isto, sobre Ozil, mais reacções aqui com MullerArbeloaSérgio RamosFabregasC. Ronaldo, Mourinho, e a turma do Emirates reage assim!


Cá por dentro foi o Sporting que conseguiu surpreender ao "despachar" Bruma, e contratar mais um jogador que, na minha opinião, entra directamente no onze, no lugar de Adrien Silva. Vítor, traz mais qualidade individual, criatividade e soluções para Leonardo Jardim, sobretudo se pensarmos que João Mário não tem a confiança do treinador (derivado a estar, ainda, na equipa B). É um jogador muito apreciado por nós, pela sua qualidade técnica e por optar por soluções diferentes das que estamos habituados a ver. 

O Benfica conseguiu nas últimas horas um lateral esquerdo, que já foi inscrito na Champions em detrimento do jogador responsável por Melgarejo ter saído do clube. De facto Cortez não tem sido nada feliz na luz, sobretudo pela falta de conhecimento dos comportamentos defensivos. Com Siqueira, parece-nos que o Benfica ficará melhor servido (não era difícil que o fosse) do lado esquerdo. Assim, caso se confirme a qualidade do Lateral que veio do Granada, o Benfica fica com o plantel mais forte do campeonato.

terça-feira, setembro 03, 2013

Estoril 1-1 Académica


Hoje eu e o Ronaldinho assistimos ao encontro do Estoril com a Académica no estádio. Infelizmente, perdemos os primeiros 15 minutos, e quando entramos no estádio a Académica tinha acabado de marcar o golo.

Sistema de jogo do Estoril:
1-4-2-1-3




O Estoril parece manter o mesmo padrão da temporada passada. Joga curto e apoiado desde o GR, utilizando algumas vezes, na saída de bola, os médios mais perto dos defesas para que esses comecem a construir a partir da linha defensiva.

Quanto a organização defensiva do Estoril foi muito pouco testada. Houve uma situação apenas, que nos permitiu descortinar um erro, onde apareceu um jogador de frente para a linha defensiva, numa situação 1x4+GR, onde não saiu nenhum jogador para condicionar a acção do jogador da Académica. Não conseguimos perceber se isso era padrão, ou se foi circunstancial, tão poucas foram as vezes em que a Académica tentou um ataque.


A Académica, jogou, sempre, num bloco baixo com todos os jogadores a defenderem atrás da linha de meio campo. E mesmo quando invadiam o seu meio campo, eram pouco activos na recuperação, esperando na maior parte do tempo que fosse o Estoril a cometer um erro, perdendo a bola, do que ter papel activo na recuperação. Quando recuperou a bola, jogou sempre na frente, ou atrasou para o GR, para que esse jogasse na frente. Pelo que foi impossível descortinar qualquer reacção a perda por parte do Estoril, ou mesmo criação de zonas de pressão.
Foi muito pobre a equipa de Sérgio Conceição. Aliás, uma equipa a sua imagem, porque começou desde a primeira parte a pedir que os seus jogadores perdessem tempo e simulassem lesões, por forma a não deixar que o jogo tivesse fluidez. Esteve muitas vezes interrompido, muitas paragens.
Caso continue a jogar desta forma, a Académica é um claro candidato a descida.


Foi um verdadeiro massacre, e a Académica teve muita sorte em não ter saído goleada, tantas foram as ocasiões claras de golo do Estoril. Ficamos com pena de Marco Silva não ter mais talento no plantel, ou pelo menos mais soluções, para colmatar as saídas de um ou outro jogador do 11 inicial por lesão, ou para mudar o rumo do jogo com substituições.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Mesut Ozil


Agora mesmo, esta é a mensagem que se pode ler no FB de Ozil:

dear fans of real madrid,
thank you very much for three wonderful years with all of you. my time at real madrid was unique and special for me. sometimes things develop differently, than i would have expected them to a few days ago.although I’m leaving real madrid I wish you and the team the very best for the future.now I’m looking forward to my new club: THE GUNNERS!

A questão é, que equipa do mundo quereria vender um jogador como o Ozil? Qual a lógica, do ponto de vista desportivo, de vender um dos jogadores mais criativos, a nível mundial, dos últimos anos? 


Aqui, algumas reacções de alguns jogadores do Real Madrid.

Parabéns ao Wenger, que aguentou até quase ao último minuto para adquirir o melhor jogador que poderia ter conseguido. Estou ansioso para ver o meio campo dos Gunners com Ozil, Wilshere e Ramsey!PS: Se Bale vale 100 milhões, Ozil vale só 50?

Manuel Fernandes

Não gostamos mesmo de jogadores que jogam bem. Ostracizamos completamente qualquer um que tenha ideias diferentes, que seja criativo, que cause alguma desordem no adversário, só porque joga no corredor central!


No final, ainda temos o atrevimento de dizer que não temos qualidade em Portugal!