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sexta-feira, agosto 02, 2013

O Porquê de tantas vitórias?

“O que de mais forte uma equipa pode ter é jogar como uma equipa. Mais importante do que ter um grande ou dois grandes jogadores é jogar como uma equipa. Para mim isto é muito claro: a melhor equipa não é aquela que tem os melhores jogadores, mas aquela que joga como equipa.

Jogar como equipa é ter organização, ter determinadas regularidades que fazem com que, nos quatro momentos de jogo, todos os jogadores pensem em função da mesma coisa ao mesmo tempo.

Não consigo dissociar onde é que começa a organização, se na defesa ou no ataque. Não consigo analisar as coisas dessa forma tão analítica. Quando preparo a minha equipa para qualquer jogo, preparo-a com a intenção de o ganhar, treinando de igual forma a sua organização defensiva e a ofensiva. Portanto, não consigo dizer onde é que começo a preparar a minha equipa. (…) Não consigo dizer se o mais importante é defender bem ou atacar bem, porque não consigo dissociar estes dois momentos. Acho que a equipa é um todo e o seu funcionamento é feito num todo também.  Penso que está tudo demasiado interligado para eu conseguir fazer essa separação.

Numa equipa que quer ser de topo, todos os jogadores têm de participar nos quatro momentos de jogo… Guarda redes incluído.

Algo que para mim também é muito claro é que, para se assumir o jogo, é necessário ter bola. Assumir o jogo é ter a bola e usufruir dela.

A minha ideia táctica principal passa por termos a noção bem clara da coisa mais importante do futebol moderno para além de marcar golos: ter a bola. Campo grande a atacar, linhas juntas a defender; uma reacção forte à perda da bola; uma estrutura fixa em termos posicionais e uma estrutura móvel, ou seja, há jogadores têm posições fixas no campo e há outros que, pela sua dinâmica, têm mobilidade, apesar de ter que haver sempre um equilibrio posicional.”



Este excerto poderia facilmente ter sido dito por Pep hoje, ou há dois anos, mas não o foi. São palavras do outro grande treinador do século XXI que por sinal é português. O texto acima transcrito é um excerto de algumas das ideias de José Mourinho, retirado do livro “Mourinho, porquê tantas vitórias?” de 2006. 

Não acho coincidência que as duas maiores referencias do banco do futebol dos últimos anos tenham tantos pontos em comum no seu pensamento. Em tom de provocação ou brincadeira, seria interessante que Mourinho relesse este livro e fosse buscar inspiração ao que nos disse há 7 anos atrás. 

Pra finalizar, admiro muito Pep, mas ninguém me ensinou mais sobre futebol que José Mourinho.

28 comentários:

Zé Pelé disse...

Quais as maiores diferenças entre o Mourinho de agora e o de há sete anos?

Gonçalo Matos disse...

Em termos de metodologia de treino não sei, mas diria que basicamente nada, manter-se-à fiel à periodização táctica.. Mas em termos de modelo de jogo, no Real passou a dar muito mais importancia às transições e muito menos à posse de bola. Na minha opinião tentou explorar em demasia a capacidade extraordinaria que o Ronaldo tem em transição.

Isso levou a varias coisas. Que a equipa perdesse tempo de posse de bola por direcciona-la preferencialmente pra Ronaldo, que normalmente acabava por finalizar os lances; que quando tinha a posse não se via grande dinamica dos jogadores e raramente conseguiam progredir com futebol apoiado, que não se via aquele futebol criativo e em progressão de por exemplo Porto e Chelsea... Depois, como a transição era rápida e com poucos homens, aquando da perda da bola não conseguiam pressionar tão eficazmente quanto em anos anteriores, precisamente pela distancia que existia entre os jogadores. Ficavam mais expostos às transições adversárias, especialmente pelo lado do Ronaldo.

Signori disse...

Acabei de ver o chelsea Inter e a posse de bola do Chelsea foi tremenda, e o jogo de transições que praticava no Real foi-se. Há quem refira que um treinador deve manter-se fiel à sua ideia e concepção de jogo, mas acredito que muito do sucesso do Mourinho é retocar filosofias (por exemplo posse vs transições) consoante os pontos fortes individuais do plantel ou dinâmicas específicas fortes que se podem criar consoante os jogadores que tem. E este Chelsea, principalmente na 2ª parte em que saíram Oscar e o poço de força Moses, viu-se um jogo de posse tremendo. E também uma ideia colectiva que já se nota claramente em todos os jogadores, e solidariedade. Promete.

Signori disse...

Mas concordo com tudo o que disseste, Gonçalo. Dava dó ver aquele Real quase partido e exposto em quase todos os jogos ,principalmente no Bernabéu. Não gostava mesmo, mas foi eficaz, principalmente na 2ª época. No Inter já era diferente, muita posição fixa devido à lentidão de vários jogadores, os mais rápidos e criativos na mobilidade, mas essencialmente o fixamento dos jogadores mais lentos dava uma segurança impressonante a esse Inter. Mas era feio, principalmente no 1º ano, o abuso de bolas longas para o Ibra, para recomeçar a construir a partir da 2ª bola, numa posição mais adiantada. Mas lá está, é dos melhores a usar os pontos fortes e esconder os fracos das equipas que tem.

Signori disse...

E agora vou espreitar o Real de Ancelotti para ver o que irá ser diferente, de que maneira Ronaldo será integrado na manobra da equipa, e se vai apostar em mais segurança, posse e sectores juntos. Se houver diferenças, quero verificar se em posse o Real tem maiores probabilidades de vencer, como reage Ronaldo a esse jogo mais coletivo e de que forma isso pode influenciar o seu rendimento. Será que dando menos jogo a Ronaldo a equipa acaba por ter maior, menor ou o mesmo poder de decisão?

Signori disse...

Real de Ancelotti como esperava. Posse, jogar nos apoios, e muita mobilidade no último terço. Como se diz no senso comum, à italiana, paciente e seguro, usando muito os apoios frontais como forma de subir no terreno, apostando em surpreender com combinações rápidas e que envolvem mobilidade no último terço, procurando roturas. Muitas vezes a construção é iniciada através da capacidade de passe longo de Modric para um dos flancos. Defensivamente, uma zona de uma 1ª linha de 3, 1 entre linha defensiva e linha média, e última linha de 4 atrás, ou seja, 4-1-3-2. Ronaldo continua muito presente na definição, aparecendo basicamente em todo o lado, partindo da esquerda. Carvajal muito interessante, uma versão João Pereira melhor em todos os momentos. Espero que Modric seja usado como deve, como um Pirlo do Milan de Ancelotti. Foi o que me cheirou neste jogo, mas ainda é muito cedo. é preciso ver esta equipa a ser realmente posta à prova defensivamente. Na frente gostei, e é fantástica a capacidade técnica dos jogadores do Real.

Roberto Baggio disse...

Gonçalo,
ninguém me ensinou tanto como Mourinho, e ninguém me mostrou tão bem na prática aquilo que aprendi com Mourinho, como Guardiola.

PP disse...

@ Gonçalo: Fizeste bem em "provocá-lo"! Também eu penso que ele deve ser espicaçado... este último ano no Real penso que ele aprendeu muito sobre "o que não deve fazer".

Contudo, percebo o porquê de ele ter adaptado o modelo de transição rápida para o Real Madrid. A resposta não se resume apenas às características do Ronaldo (este joga em qualquer modelo), mas a meu ver é a forma mais pragmática de superar o modelo do Barcelona.

Temos de perceber que o Mourinho não chega ao Real com o mesmo tipo de protecção directiva que o Guardiola tinha em Barcelona, onde era visto como filho pródigo. Por outro lado, ele tinha de lutar contra um Barça "produto acabado". O seu Real estava apenas a começar a ser construído. Construção que com a política de contratações do Real demora mais tempo.

Acho que o modelo do Mourinho para o Real foi o mais pragmático que ele poderia pensar. Acredito que a ideia dele era de numa primeira fase nivelar o confronto directo com o Barça. O que conseguiu! E numa segunda fase seria superiorizar-se por completo. Faltou esta! Isso era o que deveria ter acontecido esta temporada. Mas, problemas com o balneário, deitou tudo por terra.

Quando um clube é governado de fora para dentro, pelos media, é muito, mas mesmo muito complicado a vida de treinador.

Já agora, há muita gente que vê o Ronaldo apenas como jogador de transição. Não acho que seja assim. Aliás, olhando para o começo do Messi, muito provavelmente, como eu ouvi, muita gente teria a mesma opinião do argentino e pouca gente teria a visão do Guardiola em colocá-lo como avançado centro... às vezes estes jogadores precisam é de treinadores que vejam mais além...


@ Signori: Como ainda não tive oportunidade de ver o Chelsea e tu já viste, diz-me se eles continuam a jogar em 4-2-3-1 ou se o Mourinho está a pensar noutra estratégia?

Sobre o Real do Ancellotti, é outra equipa que ainda não vi jogar esta temporada. Falaram-me que anda a tentar implementar a "árvore de Natal", um 4-3-2-1, mas agora falaste-me do 4-1-3-2... por acaso preferia que ele apostasse neste último modelo, ou num 4-3-1-2...

O Modric jogou a "6"? E o Isco foi a "10"? E o Ronaldo, jogou como avançado móvel? Já agora e quanto ao Kaká, já teve oportunidades?

Quero ver em que posição jogará o Bale se for mesmo para o Real...

Gonçalo Matos disse...

Ola Signori!

Estive fora na ultima semana e não consegui ver nada, mas o que contas é muito agradável de se ouvir, quer do Chelsea quer do Real! Acho natural que em Londres, Mourinho regresse ao futebol de posse, pela tranquilidade que lhe dão para fazer o seu trabalho, pela confiança que têm nele e também por ter a noção que já conseguiu ganhar naquele pais jogando com a mesma ideia.

Quanto ao Ancelloti, não me surpreende que procure esses arranjos tácticos e que procure que a equipa alterne passe longo e curto. A equipa que mais gostei de ver jogar, foi o Milan do Ancelloti com Pirlo, Kaká, etc.. Que fazia muito do que referiste!

Gonçalo Matos disse...

Baggio,

"Gonçalo,
ninguém me ensinou tanto como Mourinho, e ninguém me mostrou tão bem na prática aquilo que aprendi com Mourinho, como Guardiola."

Sim, sem tirar nem por. Mourinho pra mim foi o professor e Pep o aluno pródigo. Não acho possível que os dois não comuniquem ou não tenham falado muito no passado sobre futebol. Pena que tenham estado em clubes com tanta rivalidade e com cargas emocionais tao fortes a volta deles.

Gonçalo Matos disse...

Olá PP,

Eu não te sei dizer o que se passou na cabeça de Mourinho nesse Real.. É que quase tudo o que ele defendia à 7 anos foi posto em causa nessa equipa em função de um jogador! Ele próprio diz que o modelo era o que mais favorecia o Ronaldo, mas claramente não foi a melhor solução... Ele arranjou o melhor modelo pra um jogador, não arranjou o melhor modelo para a equipa. Estamos a falar de uma equipa com Alonso, Ozil, Di Maria, Benzema, Kaká e por aí fora.

E o pior é que este ultimo ano, a equipa resumia-se a bola longa pra Ronaldo e este a decidir prai 50% dos lances. Com a qualidade do plantel acho que se pedia mais! Percebo o que dizes quanto à governação do clube, mas Mourinho não tem nada a provar a ninguém! Se não o deixassem trabalhar como queria, deveria ter saido na minha opinião.

A equipa não conseguia pressionar nem defendia num bloco médio.. Os médios tinham de correr Kms pra que Ronaldo não tivesse de se desgastar e depois não conseguiam manter a alta rotatividade caracteristica das equipas do Mourinho. Acho que foi uma má ideia, desde inicio.

Ronaldinho disse...

Quando se fala do Real acho importante que se separe as águas, o Real do segundo ano nada teve a ver com os outros dois anos. Esse Real embora não fosse fantástico em posse e continuasse a explorar a transição rápida, era muito competente em organização ofensiva. Teve muitos jogos com muita posse, sabia sair muito bem das zonas de pressão e era bem mais equilibrado que os outros anos. Não digo que foi o melhor por ter ganho a liga com o record de pontos, por ter sido eliminado da champions na meia final e em penaltis, não, digo isto porque realmente era diferente (para melhor) mas uma coisa relaciona-se com outra.

Esse Real ganhou porque jogava muito melhor futebol, e isso é que me faz confusão.

Relembrem:
https://www.facebook.com/video/video.php?v=255225944514076

Como é que depois de ter tido tanto sucesso, Mourinho pôde voltar às transições desenfreadas...

Gonçalo Matos disse...

Sim Ronaldinho, de acordo.. Não percebo como foi possível haver tanta regressão!

Pessoalmente não gosto de uma equipa de transições e ver o Real a jogar assim custava-me.

Rafael Antunes disse...

Mourinho e Guardiola trabalharam juntos no Barça!!!

Poderá ter havido alguma influência mútua na forma como se pensa o jogo, na forma como se operacionaliza esse jogo pensado!!!

Talvez explique a aproximação das palavras de Mourinho em 2006 às ideias postas em prática pelo próprio nessa altura e as ideias postas em prática por Guardiola quando passou a treinador..

Cumprimentos.

P.S : Estas palavras estão para o Futebol como os 10 mandamentos estão pro Cristianismo!!!!

Gonçalo Matos disse...

Olá Rafael,

Sim, trabalharam juntos mas há vários anos. Eu não duvido que tenham falado sobre futebol e sobre treino na altura, que se tenham influenciado mutuamente. Não tenho é uma prova concreta que isso tenha acontecido e acho que isso é uma pena! Guardiola e Mourinho devem ter bebido bastante das ideias de Cruyff!

Depois, o que diferenciou Mourinho dos seus antecessores foi a metodologia de treino, totalmente contracorrente! Quanto a Pep, não faço ideia como treina mas fá-lo muito bem certamente.

Signori disse...

PP,
pareceu-me que a defender ele metia um homem entre a linha defensiva e a linha média. Na frente ele jogou de início com Ronaldo como avançado móvel. Adorei ver Modric à Pirlo, na 1ª fase de construção. É curioso que no meio jogou com Ozil, Kaká, Modric e Isco, este da esquerda para o meio, e Di Maria encostava mais na direita, com Ronaldo na frente. A defender pareceu-me um 4-1-3-2, porque Ronaldo e Di Maria faziam a 1ª linha, e ISco ficava na linha de 3. A atacar essas coisas são difíceis de dizer, porque Isco e Di Maria são diferentes, mas podemos dizer que Isco partia da esquerda para o meio, até porque Cheryshev, a LE, subiu muito e bem. Mas o Galaxy não era o teste que queria ver, pode ser que com o Everton no fim de semana as coisas apertem mais. Qto ao chelsea, só vi a partir do fim da 1ª parte, mas com a saída do come linhas com a bola nos pés Moses e Óscar, o jogo de posse foi tremendo. O Inter só fez um remate na 2ª parte, aos 92 mins (este Inter é vergonhoso), e mesmo tendo o campagnaro expulso não é desculpa não conseguirem fazer mais de 2/3 passes seguidos. Ele no início jogou com Moses e Lukaku na frente, e Ramirez, Van Ginkel, Hazard e Oscar no meio (vi pouco mas indica um 442) Depois passou a jogar com 1 avançado. fui vendo o jogo aos bochechos, mas a 2ª parte foi de posse tremenda, jogo de transições rápidas houve mto pouco, mas faltou alguma intensidade, mobilidade no último terço. Mas as bases lá estão e a equipa está a subir de forma, nota-se trabalho e acabará por engrenar melhor na frente. Van Ginkel sabe mto do jogo, Torres pareceu-me querer rebentar, tem uma jogada onde passa por três com habilidade, força e velocidade. Ele começou no 442, mas se irá optar por 4231 ou 433 teremos que esperar para ver. Qto ao Real de Mourinho, muita verticalidade, transições rápidas e perda de bola na frente que implicava defender com muito espaço entre sectores. Não gostava mas na 2ª época aquilo foi mto bem interpretado, na 3ª foi o que se sabe devido às particularidades de uma equipa como o Real e tudo o que a envolve, como disseste bem, PP. Mas isto tudo só mostra a eficácia de Mourinho na implementação de vários sistemas, de acordo com os pontos fortes e fracos que tem, e é impressionante como é bom nisso. O que fez no Inter não sei se mais algum treinador do mundo o faria. . Há equipas que com (quase) qualquer treinador jogam sozinhas, aquele Inter com um treinador menos bom teria muitas dificuldades, aliás, como é seu apanágio. Mourinho foi a excepção e limpou tudo.
Bale no Real? Bem, hoje Ancelotti experimentou Ronaldo na frente e este jogou bem. Não concordo que Ronaldo seja só um jogador de transições, ontem mostrou e bem que sabe ter a bola nos pés e decidir com brilhantismo em ataque organizado. Quando se é bom àquele nível faz-se tudo bem. E por falar nisso, gosto muito de ver Ronaldo com um chip de construção, porque mostra uma faceta do seu futebol fantástica, que pouco estamos habituados a ver lá está, por causa de ser utilizado quase sempre em transições. Com Bale, se Ronaldo ficar na frente, perde-se Benzema, que ontem fez um grande jogo, e tem que jogou mt bem ontem. Depois há Isco, que me parece que ele quer fazer jogar com Modric e Ozil. Decisões difíceis, mas boas decisões! Estou muito curioso para ver a progressão deste Real e se atingirá a eficácia das últimas épocas.

Gonçalo Matos disse...

O Illarra e o Alonso não jogaram?

Count Zaccone disse...

Claro que o mais importante é que a tua equipa jogue como equipa, mas mais importante ainda é ter os melhores!!

Agora entre duas equipas que joguem com os melhores, ganha a que joga como equipa.

Gonçalo Matos disse...

Olá Count Zaccone,

Não acho que o mais importante seja ter os melhores jogadores. Acho que o mais importante é ter principios colectivos fortes que permitam controlar o jogo. Se a minha equipa o fizer estará mais próxima de ter sucesso e como consequencia disso de atrair os melhores jogadores. Prefiro antes ter uma base sólida e depois acrescentar qualidade individual que o contrário.

PP disse...

Signori,

O Cheryshev jogou a lateral esquerdo? Minha nossa... foi mesmo a feijões o jogo... então com esse meio-campo...

Se o Bale vier para o Real, gostava de ver um tridente à Milan campeão da europa em 2007: Kaká a "10" com Ronaldo e Bale lá na frente.

Tenho saudades de ver o brasileiro a jogar, mas com Özil e agora o Isco, parece-me cada vez mais difícil... Por outro lado, olhando para o plantel do Real, quem faria o tridente de meio-campo atrás do Kaká? Modric-Alonso-Özil? E, o Isco?

Já agora, um central com outras características poderia ser importante para o Real...

Gonçalo Matos disse...

PP,

Quando escrevi o texto do Bale em Madrid, tinha falado num 4-1-3-2 e cada vez mais me parece a melhor solução. Mas o mais importante são as dinamicas da equipa e não o esquema táctico...
Eu teria de jogar sem Kaká, já que a equipa tem o Ozil e o Isco.

Sem Bale:
Casillas; Carvajal, Ramos, Varane e Marcelo; Modrid/Illarra a trinco; Illarra/Modric e Isco a interiores, Khedira em perfil com os interiores e na frente, Ronaldo e Ozil. Ozil a vir buscar jogo e Ronaldo em diagonais na frente de ataque.

E imagina este banco: Kaká, Alonso, Di Maria, Benzema. Que sonho!

Anónimo disse...

Primeiros 10 minutos do Barça do Tata vs 1 epoca do Barça do Tito: Nem há comparação possível.

António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

Este quarto golo foi lindo! Mas o Santos não está nada bem.. Vão levar um cabaz, se o Barça nao desacelerar

Anónimo disse...

Ainda só vou nos 23minutos, fui jantar e meti pause. O Santos pronto, não é por ai além, mas nota-se que há diferenças no Barça.

Btw, O David Luiz ta no Santos? xD
Cumprimentos,
António Teixeira

PP disse...

Ó António,

Não vi o jogo, mas disseram-me que o onze do Barça que entrou só teve três treinos em conjunto... duvido muito que tenha havido intervenção gritante do Tata...

De qualquer maneira, como jogou o Neymar com o Messi? O brasileiro jogou a extremo/avançado esquerdo?

Muita curiosidade em ver como o Tata irá meter aqueles dois a jogar...

Anónimo disse...

Eu disse do Tata, porque é muito diferente do do Tito. Pressão muito bem feita quase sempre, linha defensiva alta, bom jogo posicional, etc. No Tito não havia, aliás, uma coisa que deve ser do Tata tem a ver com os laterais, notou-se um maior cuidado do Jordi Alba nas subidas, e isso facilitou a transição creio.

Sobre o Neymar, não acho que se possa dizer muito. Uma coisa boa, um roubo de bola (ou seja, o jogo posicional na organização defensiva), mas também o defesa decidiu terrivelmente nesse lance e dificil era mesmo não ganhar aquela bola. Algumas coisas más: fixa demasiado tempo (há um lance em que domina, o Adriano entra nas costas, ele ainda fica a dançar, e depois, já o Adriano está a recuperar, tenta meter lá a bola), na transição defensiva esteve mal (pressionou, mas mal a meu ver, não respeitando muitas vezes a posição dos colegas e indo cubrir linhas que já estavam cortadas) e, também, algumas decisões que poderiam ser melhores (e.g. em transição ofensiva toca no Sex, podia ter passado ao Messi, fazer a diagonal, o Messi centrava e tinha duas linhas em cada lado: neymar e cesc, com a defesa a ter que abrir mais; o alexis faz este movimento na perfeição e o villa também o fazia).
Claro que dá outras coisas ao jogo, e se tivesse que classificar a exibição dele dava-lhe um 6,5/7, porque mostrou algum entrosamento, até com poucos treinos. Mas por outro lado, a equipa era fraca (e atenção, uma coisa é dizer que o Barça está a jogar bem pelos princípios que respeita, e para isso é normalmente indiferente o valor do adversário, e outra diferente é analisar a exibição individual, número de golos, acerto no passe, etc etc, visto que isso varia em função do adversário: intenção (não varia) x actualização (varia)), e continua a mostrar alguns problemas a decidir. Mas, gostei na organização defensiva.

Ele jogou a e.esquerdo, o Messi jogou na posição habitual, e descaiu ligeiramente para a esquerda sempre, mas mais com o Sex Fabregas em campo (indo acabar por ocupar espaços do SergiRo, porque saia do espaço do Sex).

O que analiso deste jogo é um regresso ao paradigma do Pep: controlo dos ritmos de jogo pela posse, transição defensiva forte, linhas muito próximas, muita agressividade com e sem bola, sendo que com bola não é a desorganização do Tito e, portanto, também não é sem bola.

Desculpa o português.

Cumprimentos,
António Teixeira

PP disse...

Por acaso só para o final do campeonato da época passada é que via a equipa do Tito menos compacta em campo. No início parecia-me seguir a bíblia do Guardiola.

O que reparei na época passada é que o Tito fez muito menos rotação do banco do que o Guardiola fazia.

Aliás, até certo ponto esse foi para mim um dos porquês por o Barcelona ter ficado aquém na Liga dos Campeões...

Vamos lá ver com este Tata. Seria bom para o Messi e companhia o técnico ser mesmo bom. E, para o Neymar então, já nem se fala!

Anónimo disse...

PP,

Não concordo. Desde o início que ele separou muito as linhas, desceu os centrais e o meio campo ficou ali perdido. O Messi não pressionava, até hoje se notou a diferença.

Também. Eles tavam de rastos fisicamente, mas penso que não faria diferença, porque o modelo era fraco anyway. O Busquets tinha/tem uma pubalgia, e já se sabia desde Novembro. O Messi, enfim. O Xavi, o Andrés, etc etc etc. Foi uma época desastrosa, e a gestão da cantera é reflexo da política do clube, mas o treinador deveria ter planeado a epoca de modo diferente (ou o clube, no caso da doença). De qualquer dos modos, a gestão da formação, que chegou ao absurdo com a questão Thiago, foi algo de amadores.

Cumprimentos,
António Teixeira