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terça-feira, agosto 13, 2013

Jorge Jesus - Aquecimento

13 comentários:

Rafael Antunes disse...

Interessante!!!

Roberto Baggio disse...

É um aquecimento diferente do Manchester, já virado para o jogo.
A retirada de pressão para o Gr é um pormenor interessante, mais ainda seria se fosse uma regularidade no estilo de jogo do Benfica.

Cole disse...

Sendo um leigo na matéria, destaco só a forma como os melhores jogadores sobressaem e de que maneira no exercício. Os mais limitados nem sabem o que fazer à bola, os bons inventam soluções incríveis para resolver as situações de pressão. O Coentrão e o Aimar parecem peixes na água...

Roberto Baggio disse...

Cole, claro. Os mais criativos, ou seja os melhores jogadores arranjam soluções mais depressa que os outros. Num exercício desses onde o espaço é curto, sobressaem e de que maneira. Olhando para eles, até parece fácil. Agora imagina, Messi, Iniesta, Xavi nisto, num treino onde nem sequer há pressão e no aquecimento, a forma como eles "fariam troça do exercício".

Abraço

Rafael Antunes disse...

"A retirada de pressão para o Gr é um pormenor interessante, mais ainda seria se fosse uma regularidade no estilo de jogo do Benfica."

Baggio, dizes isto mais numa perspetiva das repercussões que esse principio teria no estilo de jogo do Benfica, do que demonstraria serem os seus princípios. Demonstraria uma cultura de posse desde o 1/3, e portanto, um melhor (potencial) controlo nas falhas do modelo atual (já aqui apontadas diversas vezes).

Olhando apenas para o exercício, acho-o interessante, e a ideia de ter os GR no meio da posse de bola, podendo "roubar" bola com as mãos... Potencial "cópia"...

Roberto Baggio disse...

Não... Digo isto porque é sempre mais interessante treinar coisas que aparecem no modelo. Ou seja, não estando esse princípio evidente no modelo, porque no jogo a retirada para o Gr resulta em pontapé para frente, na minha opinião não vale a pena ser treinado.

Rafael Antunes disse...

Ok, assim já percebo.

Quanto ao primeiro exercício dos passes. Custa-me sempre a perceber este tipo de exercício do passe para aqui, depois daqui pr'ali "and so on"... Sim é um exercício de ativação geral. E talvez o contexto profissional permita estas "perdas de tempo". Ainda assim, e pelo que é dado a ver NESTE exercício o jogador só tem de DECORAR os pontos e a ordem por onde a bola passa.

É pena a filmagem não ser mais abrangente, mas eu vejo mais este tipo de trabalho integrando comportamentos que queremos em jogo. Concretizando. Os passes não serem predefinidos e haver uma obrigatoriedade de certas posições serem ocupadas consoante o movimento da bola, e o cumprimento ou não dos movimentos por parte dos jogadores é que vai definir a circulação da bola.

Não sei se me fiz entender... qual a tua opinião?

Roberto Baggio disse...

Mourinho faz muito isso. No aquecimento, sem oposição criar uma dinâmica de passe que vai aparecer no jogo. Passe de um central ao outro, central para médio de costas (que normalmente aparece pressionado) então devolve no apoio frontal e esse apoio joga no Lateral/extremo, por exemplo, mais no pé. Ou mais no espaço...

Acho que este tipo de aquecimento não é bem perder tempo. Claro que podes sempre fazer melhor que isso, mas em activação geral em si, com movimentos pelo meio das mudanças de posição é interessante.

Hugo Lopes disse...

Eu acho que o JJ pretende que os GR's joguem a bola no pé mas, olhando para o Artur, vejo-o como um elemento "burro" com os pés e, por isso, é que ele chuta a bola para a frente. Ou achas que o chutão é imposição do JJ, Baggio?

Roberto Baggio disse...

Acho que é imposição. Porque tenho a ideia que por pior que seja um GR profissional a jogar com os pés, treinando todos os dias, pode não ficar como o melhor, mas passa a ser competente o suficiente para a equipa tirar partido disso.

Hugo Lopes disse...

Aqui há uns tempos tive uma discussão sobre o treino de pés num guarda-redes. Diziam-me que por mais que se treine, se o guarda-redes for "cepo" com os pés nunca irá conseguir fazer com que a equipa tire partido disso. Isto é algo que não faz qualquer sentido porque quanto mais se treina um aspecto, mais ele fica melhorado/aperfeiçoado, consoante a qualidade do atributo.

Quanto ao post, há coisas no JJ que me tiram completamente do sério como o abuso da velocidade nas jogadas da equipa, o "buracão" no meio-campo, o facto de haver jogadores queimados, entre outras coisas. Supostamente, ele deveria aprender com os erros (tal como referiu várias vezes) mas, a cada ano que passa, convenço-me que nunca irá mudar nada e não percebo porquê.

Gonçalo Matos disse...

"Acho que é imposição. Porque tenho a ideia que por pior que seja um GR profissional a jogar com os pés, treinando todos os dias, pode não ficar como o melhor, mas passa a ser competente o suficiente para a equipa tirar partido disso."

A maioria dos GR tem a capacidade de bater um pontade longo com os dois pés, o que é um movimento com alguma dificuldade, especialmente com o pé fraco. O que eu acho extraordinário é haver guarda redes que não o conseguem fazer e mesmo assim os seus treinadores insistirem para que batam longo para a bola ir pra fora.

Hoje em dia acredito que qualquer GR consiga fazer um passe de 10 metros, principalmente se o jogador alvo estiver livre de oposição. Vi o Stark a jogar na pré-época e via-se que apesar de não ser eximio, garantia segurança à equipa quando tinha de jogar com os pés e como soltava curto e rasteiro, facilitava muito a vida aos colegas de equipa, permitindo sair a jogar facilmente

Cole disse...

Pessoalmente, o jogo de pés do GR parece-me ser mais valioso no apoio à construção quando os defesas são pressionados pelos avançados opositores. Contra o modelo de Vitor Pereira no FCP, que colocava o ponta-de-lança a pressionar no sentido de direcionar a construção adversária para zonas de pressão posteriores, ter um GR bom com os pés permitiria contornar essa estratégia. O problema é que o único GR da Liga a dar garantias de ser capaz de o fazer era precisamente o do FCP...
Noutro plano, Valdés no Barça também participou bastante para esta circulação e manutenção de posse para nova fase de construção.
Chutar para a frente, mesmo com a precisão de um Beckham não deixará de partir a equipa em setores tendencialmente afastados. Acho eu...