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sábado, agosto 03, 2013

Guardiola concorda com o Posse de Bola

Nem esperava outra coisa dele...
http://m.espn.go.com/soccer/story?storyId=1511891&src=desktop


Entretanto, as declarações de alguns jogadores do Bayern após o jogo com o Manchester City foram entendidas na imprensa internacional como críticas ao esquema de Guardiola. «Nunca vi um treinador mudar tanto», disse Pizzarro, enquanto Robben reclamou um estilo de jogo mais simples: «Não é preciso tornar o futebol mais complicado do que ele realmente é.»
In Jornal A Bola

A ideia de que a vitória (no resultado ou em títulos) é o superlativo máximo de um desporto como o futebol, não é a minha. Tal como Guardiola, aqui no blogue acreditamos (não retirando o valor óbvio que uma vitória "bem" conseguida tem) que há algo mais, para além disso.

Anteriormente, HerançaO resultado não está onde se julga, normalmente..., e Carta aberta aos meus jogadores.

Seria bom se alguns desses jogadores, que não querem entender e beber o que o novo treinador tem para lhes dar, começassem a usar o cérebro.

Robben demonstra-o, aqui! 
Pizzaro não fica atrás, e mostra-o no golo de Alaba, aqui!

Quem tem razão? O tempo o dirá!

Não se pode duvidar de Guardiola!

51 comentários:

Gonçalo Matos disse...

Criticas de Robben sobre a complexidade do jogo fazem-me rir.. A Adptação ao modelo do Pep é dolorosa certamente porque poe em causa muita coisa que os jogadores tomavam como garantida nas suas carreiras.

Nem todos os jogadores conseguirão entrar no modelo do Pep e Robben é dos que acho que tem mais dificuldades. Não pela qualidade técnica, mas pela qualidade do seu pensar, que se resume a fintar, puxar para dentro e rematar.

LGS disse...

Uma dúvida, pode um passe falhado ser uma boa decisão?

Por exemplo (bola no espaço ou bola no pé), se eu faço um passe entregando a bola no espaço porque "vejo" que isso pode colocar o colega isolado em frente ao GR, mas o colega a quem passo falha a recepção por esperar bola no pé. A minha decisão de colocar a bola no espaço foi boa ou má?

Roberto Baggio disse...

Depende... O teu colega fez o movimento a solicitar a bola no espaço?
Ou ficou estático a espera dela no pé?

Ainda que seja a melhor opção colocar a bola no espaço, se nenhum colega fizer a devida desmarcação para esse espaço, eu colocar lá a bola é mau , porque as hipoteses de sucesso estão seriamente comprometidas.

Ronaldinho disse...

Esses dois já estão é a prever que vão jogar menos do que desejariam...

LGS disse...

Ok, certo.

Mas e numa situação "intermédia" em que o colega nem está estático nem fez a desmarcação. Por exemplo se ele está a progredir lentamente (e portanto nao está estático) mas também não decide mudar de velocidade para aproveitar o espaço?

No fundo a minha questão prende-se com o conflito que pode haver entre as leituras de uma mesma situação. O jogador que tem a bola lê de uma maneira, mas o que apoia lê de outra. (Estou-me a cingir ao um exemplo de 2x2 só para simplificar)

Suponho que nesse tipo de casos a avaliação acabe por depender muito do conhecimento que os colegas de equipa têm um do outro, e também daquilo que é trabalhado nos treinos...

Ronaldinho disse...

LGS,

o jogador sem bola também tem de tomar decisões e por isso, se numa situação em que a melhor decisão era bola no espaço e ele não mudou de velocidade, então ele sim é que errou na decisão.

Roberto Baggio disse...

LGS

Simplificando:

Se eu estou numa situação de 2x2, onde o meu colega tem espaço e tempo para me meter na cara do golo, eu devo aproveitar esse espaço e fazer a desmarcação (isto é a decisão do jogador sem bola).

Se o jogador com bola lê, bem essa possibilidade, e vê que o colega está em condições de ficar na cara do golo, deve meter a bola nesse espaço. Se o colega falhou a recepção, porque não se antecipou a situação (não se desmarcou atempadamente), quem falhou foi o que se desmarcou, tarde.
Se o colega falha a recepção, porque de todo, não fez nenhum movimento para receber a bola no espaço, erro de quem passou a bola, e de quem não se desmarcou. Mas sobretudo, de quem decide meter a bola no espaço, quando não viu o colega desmarcar-se para lá.

As situações são diferentes, todas elas. E todas elas sujeitas a uma avaliação e interpretação diferente.
Quando no post anterior eu pedi para que fossem vocês, os leitores, a avaliar, era para que se visse as diferenças de avaliação.
Eu avalio de forma de diferente do Miguel, ainda que as avaliações possam ser semelhantes. Eu corrigiria o erro de forma diferente do Ronaldinho (podendo até ser de forma semelhante), ainda que treinemos juntos a mesma equipa, e partilhemos das "mesmas" ideias.

Abraço


Roberto Baggio disse...

LGS,

http://possedebolla.blogspot.pt/2013/07/fcp-algumas-ideias-de-paulo-fonseca.html

vê o vídeo, e depois vê a caixa de comentários. O comentário do Luís Santos sobre um lance de transição ofensiva do Porto, com Lucho, JAckson, Izmailov, Josué

LGS disse...

Obrigado pela aula amigos.

Já tinha visto o post na altura em que foi publicado e os comentários e revi e reli agora.

Já agora, nesse lance, o passe de Izmailov para o Lucho deveria ter sido um pouco mais para a frente, para possibilitar o remate de Lucho, certo? Terá sido má decisão ou má execução?

Roberto Baggio disse...

O melhor seria a bola ter ido para o espaço, claro. Mas para a imagem e vê o posicionamento do adversário a frente do Izma. Acho que é esse o motivo pelo qual a bola sai para o pé. a linha de passe para o espaço fica fechada

PP disse...

Dizem que o Göetze foi para o Bayern muito por causa do Guardiola... será que o espanhol fará dele uma espécie de Messi bávaro?

Quanto ao Robben... apesar de tudo Gonçalo, é dos que melhor tem adaptado ao futebol do Guardiola. Pelo menos pelo pouco que tenho visto.

Quem está a ter dificuldades é toda a linha defensiva do Bayern...

Roberto Baggio disse...

"Quanto ao Robben... apesar de tudo Gonçalo, é dos que melhor tem adaptado ao futebol do Guardiola. Pelo menos pelo pouco que tenho visto."

Não vimos os mesmos jogos,

Robben só faz asneiras!

Tira os golos da equação e vê em quantas acções Robben prejudica as reias intenções de Guardiola, e portanto da equipa. Vê em quantas bolas ele tenta 1x1, 1x2 quando deveria soltar nos colegas, simplesmente. Ou vê simplesmente quantas bolas perde por não perceber minimamente aquilo que é o jogo, e depois quero ver se continuas a achar que é dos que se tem adaptado melhor...

Ronaldinho disse...

Oh PP tu por acaso não és amigo ou da família do Valter pois não?

PP disse...

@ Ronaldinho: Quem é o Valter?

@ Baggio: Na posição do Robben, no Barcelona joga o Pedrito e até o Alexis, e ambos perdem tantas ou mais bolas que o Robben. É uma posição de último terço do terreno. São eles que tentam desequilíbrios...

Tens razão que o Robben poderia ter num ou noutro lance uma decisão diferente, mas não é nada de transcendental.

E gosto de vê-lo a não estar constantemente numa linha. Esta liberdade já é devida ao Guardiola.

Ronaldinho disse...

É um rapaz que costumava visitar muito o nosso blogue e o lateral esquerdo.

Vocês têm uma maneira muito parecida de entender o jogo e de debater ideias por isso é que perguntei

Roberto Baggio disse...

Quanto ao Alexis aceito. Ao Pedro não... Aliás o Pedro deve ser o extremo com mais critério do mundo, tão poucas são as bolas que perde, tão acertivas são a maior parte das suas decisões.
E quanto ao Alexis, levava o próprio Guardiola ao desespero. Ele aliás quando estava desesperado com ele, apontava várias vezes para a cabeça enquanto gritava o seu nome.

PP disse...

E quanto ao Göetze? Estou com grandes espectativas do rapaz...

PP disse...

@ Ronaldinho: Já reparei que há aqui uma doutrina do Guardiola, até na forma como vêm o jogo.

O problema é que o futebol não é só Guardiola conforme o Heynckes e o Klopp demonstraram. E ainda bem!

Os meus reparos muitas vezes não é contra as ideias que tanto o Baggio e o Miguel falam. É somente por utilizarem expressões como "é o melhor", "não merece qualquer contestação", "é assim e pronto".

Estão muito centrados nos seus ideais e isso até é mau, porque perdem a noção de outras soluções igualmente válidas.

Roberto Baggio disse...

Não, não perdemos.
Há outras soluções válidas, obviamente. Soluções pelo qual muitas vezes optamos.
Agora, dizer que são igualmente válidas é que não. Porque não o são.
O futebol, tem regras de acção que ditam o aproximar mais ou menos da vitória. E consoante essas regras, quem cumpre, como vem nos livros, com elas, esses são os melhores. Porque jogam o jogo como deve ser jogado. Tal como no xadrez, o melhor é o que joga o jogo melhor. Porque podes até ter, ocasionalmente uma vitória ou outra, mas no longo prazo, ganha o que melhor jogar o jogo. E o que é melhor jogar o jogo? É cumprir com os princípios fundamentais de jogo!
O dia em que toda gente perceber isso, Toda gente vai perceber o que é o melhor.
Até lá, vamos ficar na subjectividade...
Aliás, esses mesmos que citas, dizem que o Guardiola tem a melhor proposta de jogo do mundo, e quando estava em actividade diziam que era a melhor equipa do mundo, talvez de sempre. E atenção, que nesses que citaste, posso acrescentar o nome de José Mourinho... Que também o disse!

Abraço PP

PP disse...

O óptimo é inimigo do bom.

;)

Miguel Martins disse...

Boas
"Óbvio que ganhar títulos é importante, mas não é tudo. " Interpretas a frase com ênfase no mas, no entanto ele clarifica que ganhar é importante...
Não concordo quando dizes que Robben não usa o cérebro porque as decisões dele vão contra as que tu tomarias... são as dele... ele é que joga... conforme é de elogiar os jogadores por saberem o que se passa em campo (alguns posts atrás) também há que assumir que eles decidem e no lance que seleccionaste ele pode optar porque pelo remate por diversos motivos: porque não consegue fazer o passe com pé direito; porque acha que é melhor rematar do que passar; ou até porque nem vê o colega. Tal como na tua critica sobre o recuo do van buiten no post do outro dia havia uma explicação racional e afinal não foi tão disparatado (quem criticou é que não "viu" mais do que o obvio) também aqui pode haver "algo mais"... aliás que jogou sabe bem que a perspectiva dentro de campo é bem diferente da opção fora... imagina só que ele não viu o colega? já não compreende o jogo?

Roberto Baggio disse...

Sim, ele não o viu. Até porque não é ele que começa a construção nem nada...
E sim, ele não compreende o jogo e mesmo que não tivesse visto o colega não o compreendia.
A não ser que ele jogasse no Benfica, claro. Aí é onde os adeptos ficam todos contentes por os extremos estarem constantemente a provocar o 1*1 1*2 1*3. E caso não o façam tanto, por compreenderem o jogo, por saberem que são situações com chances de sucesso muito reduzidas, não prestam.
Pois, lamento, mas se usasse o cérebro, não tomaria as opções que eu tomaria, mas tomaria outras, que não seriam regularmente más.
Um jogador com índice de acerto na tomada de decisão, na ordem dos 30% não está a pensar no jogo. Ou até pode estar a pensar no jogo, mas num jogo que não é futebol, é outra coisa qualquer.

Roberto Baggio disse...

E sim, quem esteve lá dentro como eu, ou comigo, sabe que não perdoo este tipo de situações, que são puramente desconhecimento do jogo ou egoísmo. E nenhuma dessas duas qualidades serve, para mim!

Roberto Baggio disse...

Tu és o Miguel Martins, anónimo?

Miguel Martins disse...

Baggio: "são puramente desconhecimento do jogo ou egoísmo" não consegues ver um pouco mais além? Apontei-te 3 motivos aceitáveis para a decisão dele e a tua conclusão é egoísta ou burro e fundamentas a conclusão com os adeptos do Benfica. Mas alguém falou no Benfica ou fez alguma comparação? É possível argumentar sem ser sempre por comparação!!! Ele apesar que começar a criação nunca teve oportunidade de olhar para o outro lado pois este sempre orientado para o lado de fora do campo (se conseguires mostrar o contrario diz ai o segundo em que aconteceu ele virar a cabeça para fora do colega com que tabelou) além que o Dani Alves fechou sempre a linha de passe e convidou sempre ao remate com a sua posição (isto é a minha opinião após análise do lance, não por comparação com algo que não é para aqui chamado)!
"Um jogador com índice de acerto na tomada de decisão, na ordem dos 30%" onde foste buscar esses dados? fizeste algum estudo?

Miguel Martins disse...

Sim.

Anónimo disse...

Baggio, uma questão, que um user colocou acima:

O colega solicita no pé (i.e. está parado), e o portador está em construção, imagina, em frente à area, em inferioridade (e.g. 6x5). Sabes que os jogadores da outra equipa são terríveis em transição ofensiva e na 1a fase, tem um jogo posicional muito fraco e são péssimos técnicamente e a decidir, mas são fortes em organização defensiva. Ora, sabendo isso, e estando a tua equipa preparada para lidar com isso (com um pressing muito forte), até que ponto não será correcto jogares a bola no espaço, de maneira a que o adversário a vá buscar, e possas recupera-la rapidamente com a outra equipa desposicionada? É um cenário hipotético claro, mas se em organização defensiva eles são fortes (vai ser difícil criares finalização), e se são muito maus no outro momento, até que ponto não será a melhor decisão ofereceres temporariamente a bola ao adversário, visto que desse modo estás mais perto do golo? (com desenhos era mais fácil xD). Atenção, é um cenário hipotético, mas que promove algumas interrogações, no seguimento do que falavamos noutro tópico há uns tempos.

PP,
o Alexis tem a função de tabelar, fixar, a abrir espaços. O problema dele é que julga que tem uma capacidade técnica muito boa. Contudo, quando tem pela frente um jogador e tenta a finta, aparece, normalmente, logo outro na cobertura, e dado os espaços onde joga serem perto da linha, dada a sua capacidade técnica não ser a do Podro, ele perde muitas bolas. Não é isso, digo eu, que lhe pedem para fazer, mas é um vício, como dizia o Baggio.
Já o Podro não perde muitas, e é dos jogadores mais contestados e ao mesmo tempo mais importantes do Barça.

Cumprimentos,
António Teixeira

Miguel Martins disse...

Caro António, embora a pergunta seja para o moderador deixa me dar te a minha opinião.
Nunca é correto oferecer a bola, nem que seja para poder pressionar alto, estás mais perto da baliza mas mais longe do golo porque não tens bola... os timmings de pressing alto irão surgir naturalmente, tens é de aproveitá-los. Ao dares a bola, nem que seja para o ultimo terço adversário, não garantes que a recuperes mais á frente e o desenvolvimento da jogada (na sequência daquilo que apontaste como caracteristicas do adversário) é que a equipa adversária procure fazer passes longos de modo a proteger-se de cometer erros numa zona em que deve privilegiar segurança, nem que seja com passe para o GR bater longo... isto se o treinador dessa equipa for racional e não se quiser expor a erros que de certeza vão acontecer e que o adversário irá tentar explorar (tal como expuseste).
Lógico, não?

Roberto Baggio disse...

Miguel Martins,

"Mas alguém falou no Benfica ou fez alguma comparação? É possível argumentar sem ser sempre por comparação!!!"

Não fui eu que o disse:

"Tal como na tua critica sobre o recuo do van buiten no post do outro dia havia uma explicação racional e afinal não foi tão disparatado (quem criticou é que não "viu" mais do que o obvio) também aqui pode haver "algo mais""

Portanto falares de argumentar por comparação, quando o fazes... até fica mal. Tens de te lembrar, também, do que escreves. E é preciso teres o mesmo cuidado na tua, já que tens cuidado na análise (minha).

"Apontei-te 3 motivos aceitáveis para a decisão dele e a tua conclusão é egoísta ou burro"

Aceitáveis para quem?
Por alguma razão ignorei dois e só peguei no que achei razoável. E ignorei, porque penso que percebes de futebol. E como sei que o percebes, tenho a certeza que vais perceber, também o porquê de não ter falado neles.

"porque não consegue fazer o passe com pé direito"

Coitadinho dele jogava no distrital e foi agora para o futebol profissional. Como tal, não consegue fazer um passe, curto, com o pé direito...

"porque acha que é melhor rematar do que passar"

Portanto isto é aceitável, sim, para mim. Claro, que só me vem dar mais razão. Chutar, ali, NUNCA, naquela situação, é a melhor decisão.

"(se conseguires mostrar o contrario diz ai o segundo em que aconteceu ele virar a cabeça para fora do colega com que tabelou)"

Não te consigo provar que ele virou a cabeça. Assim como também sei que ele não precisa de virar a cabeça para ver o colega para onde ele devia ter feito a assistência.

Basta perceber a trajectória que ele faz para a área, para perceber que ele o viu. Está bem no campo de visão dele. Aliás, é exactamente por isso que ele decide ficar para um passe mais atrasado. Ele tem a perfeita noção que o colega, para quem devia ter passado, baixou para atacar aquele espaço, isto porque como é óbvio ele não corre, sem bola, com os olhos no chão. Mas isto deve ser outra teoria sem qualquer tipo de sustentação por não haver um estudo, científico, a comprova-lo...

"Um jogador com índice de acerto na tomada de decisão, na ordem dos 30%" onde foste buscar esses dados? fizeste algum estudo?"

Sim fiz, e a minha amostra começa nas meias-finais da liga dos campeões do ano passado e acaba, no último amigável que realizaram este ano. Estive com um pape e uma caneta a contabilizar os erros, dele.

Ahhh, mas não precisava de o fazer, para perceber que ele erra mais do que acerta. O que faz dele acéfalo (para o contexto futebol, obviamente).

Roberto Baggio disse...

António,
concordo com o que o Miguel Martins diz

Roberto Baggio disse...

Miguel Martins,
Acho que o espaço é para isso. Toda gente dar a sua opinião, não interessa a quem a questão foi dirigida. Portanto toda gente deve fazer como fizeste.

Abraço aos dois

Anónimo disse...

Caro Miguel,

A tua resposta está certa, parece-me, mas devemos concluir tudo o que necessariamente deve ser concluído do raciocínio. Só uma questão, porque desconheço isso, mas ter a bola é um princípio de jogo que deve ser respeitado certo?

Daí, surge a questão, os princípios devem ser respeitados incondicionalmente, e por conseguinte, são universais, ou, por outro lado, devem ser respeitados em função do contexto, e, portanto, são, se assim me permites, contextuais?

Atenção, eu bem sei que estou a colocar uma situação que é muito improvável, mas que não deixa de ser possível (tal como muitas vezes, no futebol de rua, se tabela nas pernas do adversário, não é?).
As mesmas condicionantes que disse acima sobre os adversários, mas agora com um treinador que proibiu os jogadores de passarem ao guarda redes, com os centrais com muita dificuldade em jogar de costas para o jogo, e com 22 mudos em campo. Tomares a acção que eu referi, não será correcto?

Outra questão, e se alguém me souber responder, agradecia, visto que, como já disse, não percebo nada disto, e estou a ser sincero.
Esta questão advém da comparação do Barça do Pep com o Barça do Tito, especialmente na criação.
Ambos os modelos fazem uma jogada muito particular, que parte da construção no meio do campo adversário, e a bola chega ao extremo que cruza, já dentro da área. No Barça do Pep, o jogo era mais pausado na construção, havia mais passes e mais tabelas antes do último passe. Agora, imagina o Andrés o Messi e o Xavi, no meio do campo, o Alba começa a subir no terreno, e o Tello vem para a zona da esquina da área. O Xavi toca no Messi, e vai buscar a frente, e tabela com o Iniesta e vai buscar novamente à frente, soltando no Tello. O Xavi vai para a esquina da pequena área do lado do Tello, o Messi para a zona do penalty, e o Alexis faz diagonal para a zona de finalização. O Tello espera pelo movimento do Alba, nas suas costas, e passa, o Alba tem três opções para dar a alguém para finalizar (Alexis, Messi, Xavi), para além de poder conduzir, soltar no Tello ou finalizar. No Tito, dada a maior distância dos apoios, não havia as trocas de bola que referi no inicio da jogada mas, imaginem, o Xavi não passava ao Messi, conduzia uns metros (imagine-se que o gajo da contenção fica com o Messi) e tabelava com o Andrés só. A nível de desgaste físico, qual a melhor opção para o Xavi? São semelhantes? Que implicações traz a diferença entre jogadas, a nível de desgaste (se existir diferença), no caso de o Alba passar e o defesa cortar e seguir em condução para transição ofensiva?

Cumprimentos,
António Teixeira

Miguel Martins disse...

Baggio:
Ok. aceito o pt de eu ter falado no van buyten, embora tivesse falado com o objectivo de focar o facto de que dentro do campo é diferente, mas aceito que falei! Devia ter utilizado um paragrafo para separar as ideias.
Podem não ser aceitáveis para ti, mas pelo menos são argumentos. Ele pode não ter vindo do distrital mas com o Dani Alves a tapar o passe para o centro (e o colega esta na linha deste) de pé direito o passe era muito difícil tendo em conta a dificuldade técnica do Robben com o pé direito. Se vires a linguagem corporal dele (a minha opinião) é que ele nem vê o colega.
Em relação á percentagem... é a minha forma de ver... não aponto nrs ao calhas... posso dizer que acerta muito ou pouco, e salientar que é na minha opinião, mas não aponto facto sem o serem.

Miguel Martins disse...

António: Não está certa, acho que já deu para perceber que eu acho que não há certo nem errado, mas na minha forma de entender o jogo parece-me lógica.
Quanto á posse de bola... ter posse de bola não é um principio, não é um objectivo é um meio para um fim.
Princípios (há gerais, específicos, e contextuais ou de modelo, eu centro-me mais nos específicos e contextuais, aqui centram-se mais nos gerais) são regras que orientam comportamentos... ex. penetração, é o 1º principio do ataque, orienta o jogador com bola e os seus comportamentos, que deve em 1º lugar atacar a baliza, se não puder deve passar a um colega melhor colocado e se não houver deve manter posse de bola. Assim, os princípios (gerais e específicos) devem ser cumpridos, embora haja diversas formas (acções) que permitem cumprir os princípios (conforme o exemplo que dei), já os contextuais dependem de cada treinador da sua forma de dar dinâmica ao modelo, ou seja, definem a dinâmica do modelo.
Posse de bola é um meio para conseguir o objectivo do processo ofensivo, o golo! Para este meio contribuem diversos princípios e sub-princípios, como fazer campo grande (e como), trocas posicionais (caso o treinador queira), dinâmicas de construção e criação de situações de finalização, tipos de passe e de desmarcações, etc.. etc... tudo o que queiras determinar, há quem controle mais e quem deixe mais espaço á criatividade.
Deu para perceber a diferença? Se depois tu quiseres dizer que o mais importante para ti é a posse de bola, até podes dizer, mas há muitas formas de ter posse. Para mim o importante é que a posse seja utilizada de forma a marcar... não para (á transmontana) encher chouriços!
Na 2ª questão expões a situação das diferentes dinâmicas e diferentes sub-princípios no processo ofensivo, embora os princípios específicos sejam sempre cumpridos! Não olhei para a jogada com atenção, mas de forma geral o que tens de analisar são as distâncias em alta intensidade, no entanto a este nível todos os jogadores estão preparados para jogar o jogo todo em alta intensidade, correndo cerca de 10km por jogo, sendo que menos de 10% é a alta intensidade... a maior parte do jogo é a passo.

Anónimo disse...

Caro Miguel,

Não me leve a mal, mas poderia indicar-me alguma referência ou site que contenha essa informação toda, por motivos puramente didácticos?

Cumprimentos,
António Teixeira

PP disse...

@ Martins e Teixeira:

Jogos Conceituais e Jogos Específicos:
http://youtu.be/cLHXJjqZ0QQ

Roberto Baggio disse...

Miguel,
Só para finalizar e deixar as coisas completamente esclarecidas, no que ainda não ficou, porque o resto, como tudo são opiniões pessoais:

Tudo que meto aqui no blogue é a minha opinião. Ou seja, tudo que aponto como factos, são as citações de outrém.
O resto, faço questão de dizer e me responsabilizo por tudo que escrevo, assumindo totalmente as consequências. Portanto, a partir de agora, podes assumir que tudo o que escrevo na primeira pessoa é opinião pessoal e a minha forma de ver as coisas.
E mesmo os estudos, que eu faça, como as análises estão sempre sujeitos a minha subjectividade. Porque lá está, sou eu que analiso e eu vejo o jogo de forma X e não de forma Y.

Abraço

Miguel Martins disse...

Boas
Baggio: É óbvio que é a tua opinião, o blog é teu, tu é que mandas. Não há nada quanto a isso que não seja esclarecido... qualquer blog representa apenas e só quem nele escreve as suas opiniões. Alguma vez leste algo meu que diga algo em sentido contrário. Mas a opinião pode ser debatida e contestada com argumentos? Ou é só para dizer "amén"? Se reparares, eu não critico ninguém, apenas debato ideias e sempre fundamento o porque... alias, na maior parte das ocasiões até me limito apenas a questionar essas ideias á procura do seu fundamento.

Roberto Baggio disse...

Mas é isso que temos feito. Aliás, 135 comentários no post anterior são a prova disso.
E da nossa parte, nunca ficaste sem resposta. Tu ou outra pessoa qualquer.

O meu objectivo é esse. Expor ideias e debater dentro do possível e razoável

Signori disse...

Estava aqui a pensar no trabalho do LJ e Jesualdo no Sporting. Vocês que treinam e têm prazer em fazer crescer jogadores, não acham que deve ser a coisa mais desafiante e interessante pegar numa equipa do género Sporting, com tanto potencial com 19, 20 anos, e ter tempo para fazê-los crescer e evoluir? acho este sporting um desafio muito engraçado a este nível, mas não seria qq treinador que o aceitaria. LJ é meu conterrâneo e claro que é ambicioso, mas sei que tem uma parte de si que encontra desafios no futebol para lá da ambição dos títulos e do produto final. Sinceramente, Jesualdo ou LJ seriam os treinadores, dos que eu conheço minimamente, que mais se encaixam num projecto destes. Baggio, vocÊs gostariam? ou preferiam pegar num porto ou benfica? Imaginando que teriam tempo para desenvolver algum trabalho

Signori disse...

Uma outra questão, conhecem rubem Ferreira do Marítimo? vi poucos jogos dele mas houve 1 contra o Nacional em que ele emocionalmente estava deseuilibrao pq já tinha feito um penalti e o extremo do nacionaltinha-o humilhado numa jogada, e mais para o fim, pára-lhe o cérebro quando o extremo flecte para dentro com bola e o Rúben abandona a posição e segue-o quase até ao lado direito e depois para dentro de área. Ficou má impressão, tanto que o Pedro Martins pô-lo de fora uns 3 jogos, não sei se por causa disso. Mas pergunto pq conheço pessoas que o conhecem mt bem pessoalmente, e gostaria de saber opiniões sobre este jogador

Roberto Baggio disse...

Tu estás com um pensamento à Klopp. Ele pensa como tu. Aliás, diz que não teria graça jogar ténis contra uma menina de 9 anos (é assim que ele resume a diferença entre os grandes tubarões europeus e os outros). Ele prefere de facto outro tipo de desafio, ao qual ele chama: fazer o melhor com o que tem. E diz inclusive estar muito atento a treinadores que o fazem na liga alemã ou em Inglaterra, por exemplo falando de Laudrup. É uma visão de que eu gosto, é um papel que não recusaria e que me daria gozo.
Mas sinceramente, tendo hipótese de crescer profissionalmente (que é o meu objectivo dentro do futebol) não o iria recusar. Se me dissesses por exemplo: Neste momento, escolhias o Benfica ou o Sporting, não sou hipócrita, o Benfica oferece melhores condições à todos os níveis, é para lá que iria.

Roberto Baggio disse...

Não conheço no pormenor. Mas o descontrolo emocional não é fácil de lidar. Por exemplo Matic que não fazia mal a ninguém, estava ontem frustrado com o resultado e viu amarelo da forma que viu. Isto é um mau presságio para o Jesus, e arrisco a dizer que está condenado. Insatisfação dos adeptos, descontrolo dos jogadores, se não fizer um início perfeito, pouco vai aguentar no cargo, este ano. Há muita coisa que pode influenciar isso, no caso do Benfica, o passado recente com o mesmo treinador.

Anónimo disse...

Caro Miguel Martins,

Sobre a chouriçada à transmontana. Também temos que ver que nunca tivemos muitas infraestruturas. Olha, eu joguei apenas um ano em relvado (sintético, em Murça), e joguei, anteriormente, no campo de S.Tiago, em Murça também, que se conheces, tinha dois ou três vales lá no meio. É uma diferença muito grande, a nível técnico. Para além disso, os campos são pequenos, há menos espaço, o que aliado às dificuldades técnicas, não te deixa ter a bola. Olha, lembro-me de um jogo, talvez o último que vi, salvo erro, a equipa de veteranos do Murça, contra uma equipa de veteranos da zona do Porto, mas já no sintético. Eu via os gajos do Porto a jogar, e tinham sempre a bola. Não eram muito bons tecnicamente, mas provavelmente, foram formados a jogar na relva, onde puderam ter sempre mais bola. O pessoal dos pelados, é muito diferente, porque a formação é feita a chutar para a frente. Não estou a desculpabilizar, mas muitas vezes, as condições eram péssimas. Hoje em dia, penso que todos os concelhos tem relva já.

Cumprimentos,
António Teixeira

Roberto Baggio disse...

Em Lisboa não António,
Eu e o Ronaldinho nos nossos primeiros dois anos treinamos no pelado. E essa equipa ainda treina nessas condições plus campo muito pequeno.

Signori disse...

Concordo plenamente, e além dos jogadores, ontemas filmagens da cara do JJ , qdo estava a perder, denotavam algum desanimo, parece que facilmente qq coisa os desanima ou desequilibra emocionalmente. Precisam urgentemente de algo que os puxe para cima, um bom resultado, uma boa entrada no campeonato, que lhes aumente os níveis de confiança,e lhes devolva a capacidade de resiliência em situações adversas. Disse isso desde a final da taça contra o guimarães, ou há um início bom, e a partir daí acredito que as coisas melhorem muito, e a confiança suba,ou se algo correr menos bem, ai ai. O Peseiro em 2005/2006 qdo foi despedido é um bom exemplo do que pode acontecer.

Mas que podes dizer do Ruben Ferreira como jogador? Já tiveste atento?

Roberto Baggio disse...

A nível do posicionamento, cumpre bem com os princípios que defendo (defesa zonal). Mas não me parece muito expansivo do ponto de vista ofensivo. Tecnicamente, normal, não é lento, mas não é muito rápido. É um jogador que dificilmente encaixaria num grande. Isto sem o conhecer no pormenor e apenas dos jogos contra o Porto e Benfica.

Miguel Martins disse...

Baggio: Eu nunca fiquei sem resposta, outros são quase insultados e dados como ignorantes por não verem tudo igual a vocês. Qtdd de comments não é sinónimo de qldd de discussão.
António: quando falei em encher chouriços era sobre utilizar a posse de bola para encher chouriços, ou seja ter posse de bola sem saber o que lhe fazer. (vou passar para o poximo post).

Roberto Baggio disse...

As questões são debatidas, as que são argumentos coerentes são tratados com coerência. Os que são incoerentes são tratados com coerência até um certo ponto.
Depois de 50/100 comentários de qualidade, com o cansaço é normal que a qualidade comece a descair.
Ainda assim, sempre que são utilizados argumentos, há sempre debate argumento à argumento, linha à linha. Em todos os posts assim foi. Agora depois chegamos sempre a pontos onde já se explicou a mesma coisa 100 vezes, e deves compreender o desgaste que isso é. Nem aos meus jogadores repito tantas vezes e de tantas formas diferentes.
Quanto ao insulto, pessoalmente, penso não o ter feito.

Anónimo disse...

"Blogger Ronaldinho disse...
Oh PP tu por acaso não és amigo ou da família do Valter pois não?

Blogger Ronaldinho disse...
É um rapaz que costumava visitar muito o nosso blogue e o lateral esquerdo.

Vocês têm uma maneira muito parecida de entender o jogo e de debater ideias por isso é que pergunteiBlogger Ronaldinho disse...
É um rapaz que costumava visitar muito o nosso blogue e o lateral esquerdo.

Vocês têm uma maneira muito parecida de entender o jogo e de debater ideias por isso é que perguntei"

ahahahahahahahahahahah

quem não conhece o famoso Valter... é ler aqui na secção Humor! Reparem na etiqueta LOOOOL

http://www.lateral-esquerdo.blogspot.pt/search/label/Humor

Rafael Antunes disse...

Boas.

Este post já "morreu", mas de qualquer forma.

Parece-me estranho que as mesmas pessoas que são contra afirmações de convicção (por parte dos donos do blog) depois também classifiquem um modelo/ideia de jogo baseado na posse de bola como "encher chouriços"...

É que nada é assim tão absoluto.

É que eu com posse de bola de "encher chouriços" evito que o meu adversário marque golos, então estou a atacar ou a defender?
Posso pausar o jogo para que a equipa recupere (fisicamente), estou a atacar ou a defender?

Que é tal e qual como já se disse várias vezes... Posse de bola entre os 4 defesas e médio defensivo sem progressão não conta... Ah não?!

Posse de bola se calhar até pode ser entendida como princípio defensivo... (isto se calhar já é abusar... :D é um bocado rebuscado!!!!)


Posso atingir vários fins com a posse de bola, que não somente a obtenção do golo, que obviamente concordo que deve ser o objetivo primordial em posse!!!!