Posse de bola no Facebook

Translate

terça-feira, agosto 27, 2013

FC Porto - Marítimo

42 comentários:

Luis Santos disse...

Enorme jogo do Josué. Pelo menos na primeira parte que foi o que vi.

Anónimo disse...

Boa análise :).

Realmente o problema será a transição ofensiva. Mas penso que pode melhorar bastante ainda. E depois ajuda muito ter um Fernando no meio campo para esse momento. A jogada em que o Jackson falha isolado é muito bonita mesmo, e demonstra, para além do trabalho do treinador, criatividade e inteligência do colectivo.

Cumprimentos,
António Teixeira

Gonçalo Matos disse...

Este Porto faz tudo o que gosto de ver numa equipa de futebol. É impressionante como alguns treinadores conseguem passar as suas ideias num espaço de tempo tão curto. Acredito que deêm cartas na Champions, têm um grande plantel e um grande modelo de jogo

Yilmaz disse...

Bom vídeo!

O que faz Licá ao 3:36 mostra que não é um jogador tão banal como muitos pensam;ele vem no corredor central,entre linhas... Classe.

Pena Jackson não ter concluido ao 4:38,seria uma jogada fabulosa pra recordar.

Josué tem de tirar o lugar a Meireles na Selecção,não há hipótese!

DC disse...

Obrigado pela análise.

Acho que focaste todas as ideias com que tinha ficado. Mais verticalidade, mais homens à frente da linha da bola e por isso uma pior transição defensiva.
As 2 ou 3 situações em que o avançado do Marítimo podia ter ficado 1 para 1 com o defesa do Porto preocupam-me.

Já consegues tirar conclusões sobre este modelo face ao de VP?

Anónimo disse...

Como conseguem obter o video da sportv? Cumprimentos

Luis Santos disse...

DC, não quero substituir o Baggio, mas acho que tu próprio já falaste das diferenças entre o modelo de PF face ao de VP: mais um jogador à frente da bola é mais uma linha de passe para ajudar à progressão (neste modelo, claro), mas é menos um jogador atrás para impedir a transição ofensiva da equipa adversária. De resto, para já a única diferença é o sistema com a troca de 1 pivô para 2 pivôs que foi abordada no vídeo.

Já agora, Baggio, não achas que compensa o risco na transição defensiva tendo em conta o ganho que se tem na progressão? Principalmente quando a equipa que tem este modelo de jogo é evidentemente mais forte individual e colectivamente que grande parte das outras equipas da liga.

JON disse...

Excelente análise, mais uma...

Pergunta 1: como se pode melhorar a transição defensiva precisamente nas situações em que se metem muitos jogadores à frente da linha da bola? Isto é, como pode o risco ser mitigado?

Pergunta 2: o ritmo na primeira parte foi fortíssimo com muita, muita pressão e nenhuma contenção. Na segunda parte a equipa terá feito isso... É importante trabalhar bem essas duas fases de jogo, sob pena de se condicionar muito a condição física. Concordam?

Tsubasa disse...

Baggio,

Uma questão: ao minuto 1:09 dizes que a transição defensiva do Porto está mais comprometida pelo facto de o Porto colocar tantos jogadores à frente da linha da bola... Mas o Defour não está só. O Fernado está logo atrás (ainda aparece na imagem), o que dá a entender que a linha defensiva também estará próxima. Em caso de perda não havia proximidade suficiente entre linhas para garantir uma boa reação?? Além disso,para além do Fernando há Danilo e os 2 centrais, ou seja, 4 jogadores, enquanto que no Marítimo tens 8 jogadores a defender (atrás da linha da bola). Sobram 3 à frente. 3 para 4 do Porto. Princípio da superioridade numérica assegurado pelo Porto.

Roberto Baggio disse...

Luís,

Josué é estrela!

António,

Mas criatividade colectiva, é o melhor trabalho que um treinador pode conseguir ao nível da organização ofensiva. Criar as condições para que as qualidades dos jogadores emerjam do colectivo, fazer com que eles tenham hipótese de realçar as suas qualidade em benefício da equipa é trabalho do treinador a 100%.
Quando falamos na aproximação dos jogadores, criação de linhas de passe, é essa proximidade que permite isso.
Achas que essas combinações seriam possíveis replicar com os jogadores longe uns dos outros? É que mesmo o adversário colocando lá jogadores concentrados, como era o caso, muito pouco pode fazer, porque quem tem a bola são os outros, então, no máximo eles podem reagir. Mas quem manda são sempre os outros.

Gonçalo,

Aí já não sei. Depende de muita coisa a champions, e também isto está muito verde, ainda vai melhorar muito. Sei que pensar-se que pode melhorar, já mostrando isto parece estúpido, mas vai mesmo melhorar imenso.

Yilmaz,

"O que faz Licá ao 3:36 mostra que não é um jogador tão banal como muitos pensam;ele vem no corredor central,entre linhas... Classe."

Ainda acho que ele tem algumas limitações técnicas. A boa notícia é que ele as conhece e não tenta fazer mais do que aquilo que sabe.

"Josué tem de tirar o lugar a Meireles na Selecção,não há hipótese!"

Já no mundial passado Meireles não deveria nunca ter sido titular. Continuo sem perceber o porquê dele ainda lá andar. Mas não é caso único, a selecção tem lá gajos que só lá vão fazer número.

DC,

"As 2 ou 3 situações em que o avançado do Marítimo podia ter ficado 1 para 1 com o defesa do Porto preocupam-me."

Vamos ver se ele não melhora essa dinâmica. Tenho muita confiança na equipa técnica de Paulo Fonseca, aliás, alguns deles costumavam frequentar o LE, sem ninguém saber quem eles eram.

"Já consegues tirar conclusões sobre este modelo face ao de VP?"

Sim, sobretudo no risco que corre em alguns passes. O António tinha razão quando dizia que era mais vertical. Sempre que pode acelera para o ataque (atenção que não é uma aceleração do tipo do Benfica, é apenas uma comparação para o Porto de VP), faz um jogo de muito menos pausas e temporizações. Não é tão "agarrado" a bola, joga mais entre linhas do que fazia VP. Defensivamente parece-me também pior, ao nível da organização das zonas de pressão e da transição ofensiva, consequência do número de jogadores que atacam o último terço. a ilustração perfeita para essa situação é, o Porto de VP, só precisava de marcar um golo e a vitória estava garantida, este Porto, não me parece que seja bem assim.

Roberto Baggio disse...

Luís,

"Já agora, Baggio, não achas que compensa o risco na transição defensiva tendo em conta o ganho que se tem na progressão? Principalmente quando a equipa que tem este modelo de jogo é evidentemente mais forte individual e colectivamente que grande parte das outras equipas da liga."

O problema é na Champions quando defrontar equipas do mesmo nível, e cá quando jogar contra Benfica e Sporting.

JON,

"Pergunta 1: como se pode melhorar a transição defensiva precisamente nas situações em que se metem muitos jogadores à frente da linha da bola? Isto é, como pode o risco ser mitigado?"

Fazer falta.

"Pergunta 2: o ritmo na primeira parte foi fortíssimo com muita, muita pressão e nenhuma contenção. Na segunda parte a equipa terá feito isso... É importante trabalhar bem essas duas fases de jogo, sob pena de se condicionar muito a condição física. Concordam?"

Não concordo, mas admito que possa estar errado. Acho que é uma questão de hábitos. Ou seja: Uma equipa que pressiona muito como o Porto faz, está habituada nos treinos a pressionar, mas pressiona poucas vezes durante o jogo, porque na maior parte do tempo tem a bola. Então aí, deve aproveitar para descansar com bola. Um pouco a imagem do Barcelona de Guardiola. Não havia questões físicas discutidas, porque tinham a bola, e quando perdiam pressionavam, no primeiro ou no último minuto. Diz-se por aí: É impossível pressionar o jogo todo, eu discordo, totalmente. É possível, desde que depois a equipa se saiba gerir com bola, não precipitando por vezes o ataque, nestas situações de vantagem, em detrimento da gestão física.

Tsubassa,

"Uma questão: ao minuto 1:09 dizes que a transição defensiva do Porto está mais comprometida pelo facto de o Porto colocar tantos jogadores à frente da linha da bola... Mas o Defour não está só. O Fernado está logo atrás (ainda aparece na imagem), o que dá a entender que a linha defensiva também estará próxima"

Como se vê, o Fernando não tempo de chegar para interceptar. E é isso que define a validade da proximidade dele ou não. E mesmo que estivesse, seriam 4 do Marítimo, contra 2 do Porto, concordas?

"Princípio da superioridade numérica assegurado pelo Porto."

O problema é da reacção desses jogadores, e depois do espaço onde vai ser jogada a bola. Naquela zona, o Marítimo tinha superioridade, e um ataque do Marítimo com um jogador a aparecer de frente para a defesa, ainda que fossem apenas 2, contra 3 do Porto, ou 3, contra 4 do Porto, seria um lance de potencial imenso.
O que define o perigo da transição, é o espaço que os jogadores, da linha defensiva deixam nas costas, ou seja, um jogador de frente em condições de meter a bola nas costas de qualquer outro, já está em vantagem ainda que o Porto meta lá mais jogadores. Então o objectivo de impedir a transição do Marítimo, é não deixar a defesa ter de passar por uma situação dessas, ou fazendo falta, ou recuperando logo a bola, e para isso precisas de ter mais homens perto da zona da bola, ou mais homens a ocupar o espaço a frente da defesa, podendo sair rapidamente na contenção.

Tsubasa disse...

De acordo. A análise da imagem estática é insuficiente, a reação dos jogadores e o momento a seguir é que define a validade do momento ser bem ou mal conseguido. Gotcha.

Anónimo disse...

Tsubasa,

Acho que o que o Baggio quer dizer é:
Tens um jogador no meio campo do Marítimo, e ninguém a frente dele, tens 3 defesas do porto, contra um do Marítimo na linha deles. A defesa do porto está no meio campo. O jogador do meio campo lança a bola nas costas da defesa, quem achas que tem vantagem? Os 3 do Porto, ou o 1 do Marítimo?

Filipa Matos

DC disse...

Pois, basicamente tiraste as conclusões que eu mais por alto fui tirando.

O Porto de VP era menos "espectacular" digamos, porque atacava pela certa, esperava até desorganizar o adversário, mas lá atrás era mais competente, sempre organizado.

Espero que o PF tenha isso em consideração pelo menos nos jogos com o Benfica e da Champions.

Quem sabe os adjuntos dele continuam a ler-te agora por aqui hehe

JON disse...

Obrigado Baggio!

Pergunta 1 - certo, mas nem sempre é possível... Espero que o PF desenvolva a equipa para que em jogos de maior grau de dificuldade, a equipa se exponha menos. O Porto do Mourinho fazia isso muito bem, por exemplo. Isto é, a alternância entre mais ou menos "carne no assador".

Pergunta 2 - era mesmo isso que queria dizer... em certas alturas, importa reduzir a "verticalidade" e jogar mais em posse de bola, o que pareceu-me ter sido o que o Porto fez na segunda parte.

Tsubasa disse...

Filipa,

É uma situação assim com imenso potencial, de acordo. Mas......

Se o portador da bola decidir lançar na profundidade (e não for incomodado/ pressionado por ninguém que saia da linha de 3) e o passe sair bem definido o sucesso vai depender ainda de outras variáveis: a velocidade dos intervenientes (e aqui falo da velocidade "pura", com tanto espaço até à baliza, acaba por ganhar quem for mais rápido, não achas?) e a questão dos apoios. Se a linha de 3 (ou de 2, se sair 1 jogador para a contençao) adaptar na profundidade e virar os apoios para uma reação mais rápida ao passe na profundidade pode reduzir a sua exposição ao perigo.

Mas, bottomline: é uma situação com potencial tremendo, principalmete pelo espaço que há a explorar. Seria mais inteligente (talvez) se o portador conduzisse, fixasse um defesa e soltasse numa linha mais À frente.

Roberto Baggio disse...

DC,

"Espero que o PF tenha isso em consideração pelo menos nos jogos com o Benfica e da Champions.

Quem sabe os adjuntos dele continuam a ler-te agora por aqui hehe"

Espero que não hahahahah e sabes bem o porquê.

JON,

" certo, mas nem sempre é possível"

Sim. Tal como não é possível, mesmo defendendo bem, e como vem nos livros, anular todas as iniciativas de ataque do adversário.

"Espero que o PF desenvolva a equipa para que em jogos de maior grau de dificuldade, a equipa se exponha menos."

Acho que ele o vai fazer. Tenho a esperança que ele tenha começado a construir a equipa pelo processo ofensivo (que é o mais difícil de trabalhar, digo-o por experiência), e que depois comece a trabalhar sobre os defeitos que as ideias dele tiveram no comportamento da equipa.

"O Porto do Mourinho fazia isso muito bem, por exemplo. Isto é, a alternância entre mais ou menos "carne no assador"."

Sim. O Porto controlava muito bem quantos a atacar, quantos a defender, consoante o resultado e o adversário, o Porto descansava muito com bola. Mas mais no segundo ano que no primeiro.

"era mesmo isso que queria dizer... em certas alturas, importa reduzir a "verticalidade" e jogar mais em posse de bola, o que pareceu-me ter sido o que o Porto fez na segunda parte."

Sim, percebo-te. Mas tinha prometido ao António apenas ver até ao 3-0 e foi o que vi só. Foi logo no início da segunda parte, mas até ao 3-0 o porto foi sempre pressionante, mesmo no início da segunda parte. Depois, não sei, não vi mesmo.

Tsubasa disse...

Baggio, perdeste o show Quintero xD

Roberto Baggio disse...

Tsubasa

Vou começar pelo fim:

"é uma situação com potencial tremendo, principalmete pelo espaço que há a explorar. Seria mais inteligente (talvez) se o portador conduzisse, fixasse um defesa e soltasse numa linha mais À frente."

Não, com tanto espaço para explorar atrás dos defesas, e com a inferioridade numérica a que se encontra, conduzindo, estás a aumentar as chances do adversário interceptar o lance. Porquê?

1-Porque estás a permitir que um adversário saia, condicionando a decisão do portador da bola, colocando-se entre a bola e a baliza e inviabilizando o passe.
2- Porque dás hipótese dos jogadores que ficaram na cobertura adaptarem e ajustarem o seu posicionamento, controlando o espaço nas costas, baixando no terreno.

Assim sendo, o melhor seria logo lançar nas costas, aproveitando o facto dos defesas terem de perder tempo (a virar e começar a correr) e eu ter a vantagem de já estar a espera do lance, fazendo o movimento, por forma a ficar em 1-0.

"Se o portador da bola decidir lançar na profundidade (e não for incomodado/ pressionado por ninguém que saia da linha de 3)"

Claro que o passe teria de sair para a zona central, por forma ao meu colega não perder tempo e atacar o mais depressa possível a baliza.

"a velocidade dos intervenientes (e aqui falo da velocidade "pura", com tanto espaço até à baliza, acaba por ganhar quem for mais rápido, não achas?)"

Obviamente que o Luisão perderia para o Mangala, mas o Lima não, porque aquela vantagem é quase impossível de superar.

"Se a linha de 3 (ou de 2, se sair 1 jogador para a contençao) adaptar na profundidade e virar os apoios para uma reação mais rápida ao passe na profundidade pode reduzir a sua exposição ao perigo."

Claro que sim, tens toda razão em tudo que disseste até agora. Mas repara a distância a que está a linha defensiva do lance. Achas que algum defesa conseguiria lá chegar?

A minha questão prende-se com o potencial do lance, que é enorme. E é isso que faz com que o melhor seja mesmo evitar a transição. Até porque o FCP vai encontrar em quase todas as equipas, equipas de transição com avançados muito rápidos.

Abraço

Roberto Baggio disse...

Tsubasa,

Nada o que Quintero fizer me vai surpreender.
Se o Josué é estrela, Quintero é super estrela!

Anónimo disse...

Baggio,

Não achas que o número de jogadores na frente, está a tornar a transição deste Porto, um pouco como a do Benfica?

Filipa Matos

Roberto Baggio disse...

Comparação pertinente. Claro que retirando da equação o tipo de construção que cada equipa faz, é bastante pertinente.

Tsubasa disse...

Baggio,

Quando falei em conduzir e fixar, seria sempre numa perspetiva de tentar forçar um 2x2. Quero dizer, numa linha de 3 ir para cima do adversário mais próximo do corredor lateral e pedir a diagonal do PL para jogar na profundidade.

LOL estou a brincar xD

Concordo que o mais fácil (e a melhor decisão) fosse jogar rápido nas costas, SE o portador não desse tempo para a defesa se adaptar e ser apanhada ainda antes de se conseguir adaptar. Confesso que aqui deixei-me influenciar pelo meu portismo e pela grande confiança e admiração que tenho no intervenientes em causa... A minha análise ficou ferida de parcialidade =P

Já agora, muito obrigado pela disponibilidade em responder e discutir estas questões!

Anónimo disse...

Vocês é só rezar e dizer amém? Acreditam mesmo neste Baggio? Coitado não acerta uma.
Lateral-esquerdo volta!

Roberto Baggio disse...

Anónimo, estou a seguir o conselho do Edson. Deixei de dar cenouras.
Abraço

Rafael Antunes disse...

Eu vi o jogo até ao canto que mostras... Muito boa ideia!!!!

O mestre da tática no jogo antes, passou o jogo inteiro a bombear bolas (e mal) para a área...

By the way, boa análise como sempre..

Yilmaz disse...

@Baggio:"Ainda acho que ele tem algumas limitações técnicas.A boa notícia é que ele as conhece e não tenta fazer mais do que aquilo que sabe"

Sim,é verdade que às vezes falha passes que parecem fáceis,recepções e mesmo na condução que deixa um pouco a desejar...
Acho que Licá para o consumo interno muito bom,agora para grandes jogo de Champions(e Clássicos)já não sei...
Mas o gajo está a progredir bastante!
Bom pra ele ter apanhado um PF nesta fase da sua carreira;a convocação a Selecção tá próxima...

"Se o Josué é estrela,Quintero é super Estrela"

Josué = Iniesta... Quintero = Messi ;)

Rafael Antunes disse...

Por falar em Messi, um off topic...

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-autismo-de-messi-o-ajudou-a-se-tornar-o-melhor-do-mundo/

Teremos um novo critério de recrutamento? :D

DC disse...

Acho esse texo uma estupidez, sinceramente.
Dizer que o futebol do Messi se baseia em repetições dos mesmos movimentos é não perceber nada do jogo dele.
Ele é o jogador mais criativo do Mundo, ponto!

Rafael Antunes disse...

ya, concordo contigo...

Mas em termos das relações humanas, e sem conhecer, apenas pelo que é veiculado (e de forma sensacionalista pelos meios de comunicação) até bate certo...

Em termos de futebol jogado, já não vou tanto na conversa. Mas atenção que eles não dizem que ele não é criativo!!!

Isto é mais uma promoção do Autismo, e uma tentativa de mudar mentalidades perante a doença, do que uma explicação da qualidade do Messi. Fizeram aquele título para que gajos como eu o leiam... :D

Tiago disse...

Tou a gostar mas tenho um pouco de receio na Champions e contra um Benfica, com as suas rapidas transições, até mesmo equipas mais pequenas no seu estádio, no Porto do VP nunca viamos o FCP em inferioridade
númerica, mas também não viamos muito o Porto em 3 jogos marcar 3 golos em cada, aposto que este ano o porto vai sofrer bem mais golos que antes, e também duvido que o PF consiga acabar a liga sem derrotas.
Um aparte na vossa opinião como era o Porto do AvB defensivamente? organizado ou não?

Abraços

Roberto Baggio disse...

Era organizado

Edson Arantes do Nascimento disse...

Baggio, explica-me bem essa ideia do duplo-pivot porque eu não estou convencido na minha burrice...

Qual é a diferença entre esta tua análise e esta http://lateral-esquerdo.blogspot.com/2012/11/fc-porto-o-fabuloso-james-as-permutas.html

Confesso que aos 0.54, 1.56, 2.39, 3.35, 4.06, 4.58 do vídeo tenho dificuldades em definir um "duplo-pivot" em organização ofensiva...

Roberto Baggio disse...

A diferença é a orientação dos vêrtices do triângulo, na maior parte do tempo, em organização defensiva e em organização ofensiva.

hukie disse...

Baggio,

"Não concordo, mas admito que possa estar errado. Acho que é uma questão de hábitos. Ou seja: Uma equipa que pressiona muito como o Porto faz, está habituada nos treinos a pressionar, mas pressiona poucas vezes durante o jogo, porque na maior parte do tempo tem a bola. Então aí, deve aproveitar para descansar com bola. Um pouco a imagem do Barcelona de Guardiola. Não havia questões físicas discutidas, porque tinham a bola, e quando perdiam pressionavam, no primeiro ou no último minuto. Diz-se por aí: É impossível pressionar o jogo todo, eu discordo, totalmente. É possível, desde que depois a equipa se saiba gerir com bola, não precipitando por vezes o ataque, nestas situações de vantagem, em detrimento da gestão física."

Li por aí num artigo há algum tempo, infelizmente já não me lembro onde, que na verdade o Barcelona corria tanto ou mais que os adversários em quase todos os jogos. Existe sempre a ideia de que os que jogam à defesa contra aqueles monstros do futebol passam o jogo a correr de um lado para o outro atrás da bola enquanto estes se limitavam a "jogar aos passes". O que o artigo defendia é que o jogo do Barcelona exige correrias constantes para dar apoios e linhas de passes, sendo raro ver jogadores parados por muito tempo, enquanto equipas que defendem com os onze atrás da bola acabam por cobrir uma área pequena do campo e muitas vezes apenas têm de bascular de um lado para o outro. Parece-me um ponto de vista um pouco exagerado, mas a verdade é que me lembro, na era Guardiola, de alguns jogos menos conseguidos por parte do Barça lá por Março e Abril, em que os jogadores pareciam mais cansados. E quando o Villanova mandou os jogadores pressionar menos, bateram a marca dos 100 pontos que Guardiola nunca atingiu.

Sou da opinião que a equipa com a bola se cansa menos, mas acho que acima de tudo se trata dum efeito psicológico e não tanto físico. Deve ser devastador passar 90 minutos a correr atrás de manchas azuis e vermelhas, enquanto que deve ser bem mais divertido fazer passes com os colegas e umas quantas desmarcações. Mas seria interessante arranjar alguns dados dos km's percorridos pelos jogadores/equipas em alguns jogos.

Cumps

Edson Arantes do Nascimento disse...

Ok vou tentar ver com mais atenção... mas tenho tido dificuldades em perceber bem essas mudanças.

Vi muito pouco deste FCP por isso não posso ter uma grande opinião. Mas pegando neste vídeo tenho a ideia que uma das grandes diferenças está na transição e organização defensiva (como vários comentadores já fizeram referência).

Roberto Baggio disse...

Hukie,

"E quando o Villanova mandou os jogadores pressionar menos, bateram a marca dos 100 pontos que Guardiola nunca atingiu."

A jogar pior...
Ganhou o campeonato, e perdeu todas as outras competições. Super-taça de Espanha, Champions-League, Taça de Espanha.

O que acontece é que quando tens bola, és tu quem dita os ritmos e os teus movimentos, tu tens a iniciativa, de acelerar e abrandar consoante a tua vontade.
Quando não tens bola, estás em reacção dependente daquilo que o adversário possa fazer. Assim sendo, vais correr mais depressa se o adversário assim o decidir, e vais parar e arrancar e voltar a parar, e saltar, e virar, consoante a música que o adversário toca.

Não duvido que eles tenham corrido o mesmo ou mais que os outros, mas sem dúvida que mesmo correndo o mesmo cansam-se menos, e não é mentalmente, apenas, é mesmo fisicamente! A intensidade a que se corre é que mais vai definir as diferenças físicas. E o Barcelona de Guardiola muito raramente, e em muitos poucos momentos do jogo, era obrigado a ter essa tal intensidade.

GBC disse...

Mt obrigado pela análise. Não tenho visto muito do Porto e tb não vi o jogo..

O que é que te pareceu o Marítimo? Dos lances do vídeo, até me pareceu que defenderam razoavelmente bem (talvez demasiado baixo, mas é mt difícil contrariar a profundidade do Jackson, dos médios e do Licá) e que a atacar até foram criando bem várias linhas de passe (mas que com a pressão do Porto, e com individualidades não tão boas, impediram melhor circulação)

Roberto Baggio disse...

"O que é que te pareceu o Marítimo? Dos lances do vídeo, até me pareceu que defenderam razoavelmente bem"

A linha defensiva não esteve muito bem.
Várias vezes o lateral do lado da bola ficou demasiado preocupado com a presença de um extremo, que ainda não tinha bola, e por aí eles criaram muito perigo, colocando muitas bolas entre o lateral e o central.

GBC disse...

Ok Baggio, obrigado. Não reparei nisso, pelo vídeo, mas pode ter-se verificado inclusivamente nas imagens e eu não ter reparado (seria o mais natural). Tenho que os ver melhor noutro jogo.

Roberto Baggio disse...

Por exemplo no minuto 5:42, no golo de Lica vê-se bem.

GBC disse...

Realmente! O Rúben Ferreira estava atento a uma possível diagonal do fiscal de linha... ahah